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Resumo de Crimes em Espécie - Direito e Processo Penal

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Crimes em Espécies – Mari
Email: marisecorun@gmail.com
Datas:
GA – 12/04: 10 pontos, COM CONSULTA AOS CÓDIGOS
APS – 14/06: 1 ponto
GB – 21/06: 9 pontos, sem consulta
Procedimento Comum:
- Ordinário: cuja pena máxima é igual ou superior a 4 anos.
- Sumário: cuja pena máxima é inferior a 4 anos e superior a 2 anos.
- Sumaríssimo: Lei 9.099/95 – cuja pena máxima é de até 2 anos e contravenções penais. → para muitos não é considerado comum em razão de estar previsto na lei do juizado especial. 
Procedimento:
	Conceito: Regras do regular desenvolvimento de um processo. 
1. Procedimento Comum:
- art. 394 CPP
Art. 394. O procedimento será comum ou especial.
§ 1o O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:
I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial ofensivo, na forma da lei.
§ 2o Aplica-se a todos os processos o procedimento comum, salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial.
§ 3o Nos processos de competência do Tribunal do Júri, o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. 406 a 497 deste Código.
§ 4o As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados neste Código.
§ 5o Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial, sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário. 
1.1. Procedimento Comum Ordinário: Cuja pena máxima seja igual ou superior a 4 anos. 
- Etapas:
1º) Oferecimento da denúncia ou queixa-crime: art. 41 CPP – Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 
2º) Análise judicial:
- Rejeição: art. 395 CPP - Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando:
I - for manifestamente inepta;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal.
	manifestamente inepta – muito difícil ocorrer. 
	falta de condições da ação – denuncia um menor de idade, MP processando um crime que é do privado.
	falta de justa causa – ex: sem crime.
Da rejeição cabe recurso em sentido estrito. 
- Recebimento: INÍCIO DO PROCESSO NA DATA DO DESPACHO - art. 396 CPP - Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. No caso de citação por edital, o prazo para a defesa começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído.
	+ citação do acusado – prazo: 10 dias da citação pessoal (dia seguinte) para apresentar resposta à acusação.
3º) Resposta à Acusação:
- Art. 396-A CPP - Art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário.
Os documentos podem ser juntados a qualquer tempo. Já as testemunhas, é obrigatório arrolar já, sob pena de preclusão. 
- Ausência de defesa: art. 396-A par. 2º CPP – § 2o Não apresentada a resposta no prazo legal, ou se o acusado, citado, não constituir defensor, o juiz nomeará defensor para oferecê-la, concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias.
É apontado defensor para apresentar defesa em 10 dias (mesmo que tenha um advogado cadastrado).
4º) Análise Judicial:
- Absolvição sumária: art. 397 CPP - Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar:
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade;
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou
IV - extinta a punibilidade do agente.
	hipóteses:
- excludente de ilicitude MANIFESTA (art. 23 CP).
- excludente de culpabilidade, salvo art. 26 CP.
- fato não é crime (tipicidade).
- extinta a punibilidade (art. 107 CP).
Caso não ocorra a absolvição sumária, segue o processo e chega na audiência de instrução e julgamento (deveria acabar aqui).
5º) Audiência de Instrução e Julgamento:
- Prazo: art. 399 CPP – 60 dias após a resposta à acusação.
- Ordem: art. 400 CPP – Art. 400. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.
→ Todas as provas da acusação, todas as provas da defesa e interrogatório do réu.
Testemunhas: 8 - Art. 401. Na instrução poderão ser inquiridas até 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) pela defesa.
- Final:
	Diligências (art. 402 CPP) - Art. 402. Produzidas as provas, ao final da audiência, o Ministério Público, o querelante e o assistente e, a seguir, o acusado poderão requerer diligências cuja necessidade se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução.
→ tudo aquilo que precisar ser esclarecido que SURGIU durante a audiência de instrução.
	Alegações finais orais (da acusação e defesa) e sentença (art. 403 CPP) - Art. 403. Não havendo requerimento de diligências, ou sendo indeferido, serão oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte) minutos, respectivamente, pela acusação e pela defesa, prorrogáveis por mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir, sentença.
§ 1o Havendo mais de um acusado, o tempo previsto para a defesa de cada um será individual.
§ 2o Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação desse, serão concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa.
§ 3o O juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o número de acusados, conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. Nesse caso, terá o prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença.
	Memoriais: art. 403, par. 3º CPP – exceção: diante da complexidade da causa = memoriais por escrito, no prazo sucessivo de 5 dias (até 5 dias, mas se a acusação fizer antes, já começa a contar para a defesa). 
1.2 Procedimento Comum Sumário: É praticamente idêntico ao ordinário.
- Prazo: art. 531 CPP – Art. 531. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado e procedendo-se, finalmente, ao debate.
→ 30 dias para a audiência de instrução e julgamento.
- Testemunhas: art. 532 CPP - Art. 532. Na instrução, poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa – 5.
Das Lesões Corporais: as lesões corporais vão se dividir em duas naturezas: as dolosas (leve, grave, gravíssima e seguida de morte) e as culposas. 
1) Lesões Corporais Dolosas:
1.1. Lesão Leve: Caput art. 129 CP – Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.
→ as lesões leves são um conceito por exclusão.
- Integridade corporal ou saúde: não precisar aparecer, mas sim doer.