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Craque NetoCraque Neto

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1. Normalidade como ausência de doença: Normal é o indivíduo que não é portador de um
transtorno mental definido. 
2. Normalidade ideal: A normalidade ‘utópica’. É estabelecida uma norma ideal do que
supostamente seria ‘sadio’. Socialmente construída, dependente de critérios socioculturais e
ideológicos.
3. Normalidade estatística: O normal passa a ser aquilo que se observa com mais frequência.
Os indivíduos situados no limite ou fora de uma curva de distribuição, são considerados
doentes. 
4. Normalidade como estado de bem-estar: Adotado pela OMS desde 1946. 
5. Normalidade funcional: Algo é considerado patológico a partir do momento em que se
torna disfuncional, quando começa a gerar sofrimento para o indivíduo e para quem está à
sua volta.
6. Normalidade como processo: Considera aspectos dinâmicos do desenvolvimento
psicossocial.
7. Normalidade subjetiva: Ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação ao
seu estado de saúde.
8. Normalidade como liberdade: A doença mental seria a perda da liberdade existencial. A
saúde mental se vincularia às possibilidades de transitar com graus distintos de liberdade
sobre o mundo e sobre o próprio destino. 
9. Normalidade operacional: É definido, a priori, os conceitos do que é normal e o que é
patológico e busca-se trabalhar operacionalmente com esses conceitos.
Fonte: DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Porto
Alegre: Artmed, 2008.
LAYSE SANTOS DE AVIZ - PSICÓLOGA
psilayse@gmail.com | @psilayseaviz

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