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Só
Vírgula
Método fácil em vinte lições
3ª edição
Maria Tereza de Queiroz Piacentini
EdUFSCar
São Carlos, 2012
 
© 1996, Maria Tereza de Queiroz Piacentini Capa
Cristina Akemi G. Kiminami
Preparação e revisão de texto
Marcelo Dias Saes Peres
Priscilla Del Fiori
Projeto gráfico
Vítor Massola Gonzales Lopes
Editoração eletrônica
Patricia dos Santos da Silva
Apoio
Instituto Euclides da Cunha
1a edição – 1996
2a edição – 2003
3a edição – 2009
Edição digital – 2017
 
Ficha catalográfica elaborada pelo DePT da Biblioteca Comunitária da UFSCar
 
Piacentini, Maria Tereza de Queiroz.
 
P579s Só Vírgula: método fácil em vinte lições / Maria Tereza de Queiroz Piacentini.
3. ed. – São Carlos : EdUFSCar, 2012 143 p.
 
ISBN – 978-85-7600-153-9
 
1. Língua portuguesa – gramática. 2. Pontuação. I. Título.
 
CDD – 469.5 (20ª) CDU – 806.90-19
 
Sumário
APRESENTAÇÃO
NOTA À 3 A EDIÇÃO
INTRODUÇÃO
1ª LIÇÃO – ORDEM DIRETA SEM VÍRGULAS
2ª LIÇÃO – INTERCALAÇÕES
3ª LIÇÃO – ELEMENTOS EXPLICATIVOS
4ª LIÇÃO – PEQUENAS INTERCALAÇÕES
5ª LIÇÃO – VOCATIVO
6ª LIÇÃO – VERBOS DE ELOCUÇÃO
7ª LIÇÃO – COORDENAÇÃO: E, NEM, OU
8ª LIÇÃO – A CONJUNÇÃO "E"
9ª LIÇÃO – A CONJUNÇÃO "MAS"
10ª LIÇÃO – OUTRAS CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
11ª LIÇÃO – POIS E PORQUE
12ª LIÇÃO – EXPRESSÕES DE CIRCUNSTÂNCIA: ADVÉRBIO
13ª LIÇÃO – LOCUÇÃO ADVERBIAL
14ª LIÇÃO – ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
15ª LIÇÃO – REDUZIDAS DE GERÚNDIO, PARTICÍPIO E INFINITIVO
16ª LIÇÃO – DATAS, NÚMEROS E ENDEREÇOS
17ª LIÇÃO – ORAÇÃO ADJETIVA EXPLICATIVA
18ª LIÇÃO – ORAÇÃO ADJETIVA RESTRITIVA
19ª LIÇÃO – VERBO SUBENTENDIDO
20ª LIÇÃO – NOMES PRÓPRIOS DE PESSOAS
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
BIBLIOGRAFIA
APRESENTAÇÃO
O livro que você tem em mãos está destinado a tornar-se um clássico
da língua portuguesa.
Este vaticínio de fácil percepção resulta não só do conteúdo da obra
(primoroso, em todos os sentidos) como do conhecimento do processo da
elaboração do livro. Sem exagero, pode-se dizer que Só Vírgula – Método
fácil em vinte lições é o produto final de um trabalho amadurecido ao
longo de 20 anos de tempo e estudo dedicados pela professora Maria
Tereza de Queiroz Piacentini à língua nacional.
Pessoalmente, temos orgulho em ter participado desse esforço nos
últimos dez anos, quando a encorajamos (algumas vezes a empurramos,
literalmente) a escrever os 10 módulos do Curso de Português para
Redação, com mais de 1.000 páginas, originalmente lançado pela
Coad/RJ e posteriormente pela Vellenich/SP, no qual figuramos como
coautor, embora – justiça seja feita – a professora Maria Tereza tenha
concorrido com 90% do esforço e eu somente com os 10% de inspiração
e entusiasmo.
A grandiosidade do Curso de Português para Redação contribuiu, em
parte, para a sua dificuldade de comercialização. A obra é bela,
excepcional, completa. Seu preço, por conseguinte, só acessível a pessoas
de alto poder aquisitivo.
Para sanar essa dificuldade, tornando viável a divulgação de parte do
Curso para o grande público, a professora Maria Tereza decidiu
transformar um dos módulos, sobre a vírgula, no presente livro, dando-
lhe uma nova feição, novos exemplos, nova organização – em suma, uma
nova obra aperfeiçoada, abrangente, profunda, mas singela e sintética
como toda criação com veia clássica.
Os dez meses de trabalho exigidos na elaboração de Só Vírgula –
Método fácil em vinte lições são um tributo à sua qualidade. Nossa
expectativa é que a autora seja bem recompensada e reconhecida por seu
esforço, para que se sinta compelida a transformar outros módulos do
Curso de Português para Redação em novas obras-primas do idioma.
Como inspiradores e leitores de suas lições, ficaremos todos gratos.
Curitiba, junho de 1996
Luiz Fernando de Queiroz coautor do Curso de Português para
Redação, autor da TPD – Direito Imobiliário e do Guia do Condomínio
IOB
NOTA À 3a EDIÇÃO
Lançado em 1996, o livro Só Vírgula – método fácil em vinte lições
foi reimpresso no ano de 2000, tendo sido reeditado em 2003 com
significativas modificações.
Naquela oportunidade, não só a capa e a abertura dos capítulos
receberam novo visual, como o conteúdo foi todo revisto, atualizado e
ampliado. Seu enriquecimento se deu com a inclusão de dicas e
informações extraídas da coluna Não Tropece na Língua, que a
professora Maria Tereza publica semanalmente no sitio Língua Brasil
para atender a consultas de leitores de todo o país.
Nesta terceira edição, além da adaptação da grafia ao Acordo
Ortográfico que entrou em vigência no mês de janeiro de 2009, foram
feitas pequenas alterações e acréscimos em algumas lições: 1, 3, 8, 11,
13, 14 e 18. Permanece, contudo, a quantidade de atividades práticas, as
quais, para facilitar o autoaprendizado, trazem logo a seguir a resposta
correta.
Desejamos que o leitor aprecie e aproveite este novo lançamento.
Os Editores
INTRODUÇÃO
De todos os sinais de pontuação, a vírgula é o mais difícil e
controverso. É que a vírgula se reveste de alta subjetividade. Cada pessoa
a usa de modo diferente: uns mais, outros menos. Vírgulas de mais
atravancam o texto, vírgulas de menos podem levar a uma leitura
incorreta. A recomendação dos jornais, por exemplo, é usar poucas
vírgulas, reservando-as para quando forem indispensáveis à compreensão
do texto. É este exatamente o ponto: vírgula existe para ajudar; não para
atrapalhar. Tem de ser esclarecedora, e não perturbadora. Para que seja
assim, é importante conhecer e compreender as regras que orientam o seu
uso, razão de ser deste manual.
Diante disso, resumo em sete observações a questão da vírgula:
A vírgula é gramatical (lógico-sintática).
Não é usada simplesmente para marcar uma pausa. A pontuação
gramatical nem sempre corresponde à pontuação expressiva.
Na leitura, pode haver pausa onde não há vírgula.
Mas onde há vírgula, muda-se o tom de voz, a inflexão.
A vírgula pode ser pessoal.
Quando serve para dar realce, é pessoal. O que eu destaco, outra
pessoa pode preferir não destacar.
Não há uniformidade entre os escritores quanto ao emprego da
vírgula.
De acordo com seu estilo, uns a usam mais e outros menos.
Não há regras absolutas.
Mas algumas de uso geral são possíveis.
A vírgula apenas assinala uma separação de sentido que já existe
mentalmente.
Não se usa a vírgula, portanto, entre termos que mantêm ligação
íntima e lógica.
O principal objetivo da vírgula é esclarecer.
Ela deve esclarecer o sentido da frase, não deixando margem a
dúvidas e ambiguidades.
Gostaria de destacar que as questões tratadas no quadro O que diz a
gramática servem apenas como ponto de apoio. Para aprofundar a
matéria, o leitor deve por certo consultar as gramáticas de sua
preferência.
Chamo a atenção ainda para as vírgulas entre parênteses que se
encontram ao longo dos exemplos ou das soluções às questões práticas.
Significam que são vírgulas opcionais ou facultativas: podem ser usadas
ou não, a critério do redator, que neste caso deve se valer do bom-senso,
atento para a eufonia e para o ritmo da frase.
Finalmente, desejo observar que, apesar de ter buscado tornar este
manual o mais amplo possível, com a compilação das regras básicas
acrescentadas a outras que até hoje não haviam sido sistematizadas em
livro – como a dos nomes próprios –, o assunto não se esgota aqui. A boa
pontuação depende igualmente de boas leituras e da prática regular da
redação. Redigir com estilo e elegância também se aprende. Lendo,
estudando, praticando sempre.
Maria Tereza de Queiroz Piacentini
1ª Lição – ORDEM DIRETA SEM
VÍRGULAS
Não se coloca vírgula entre sujeito e verbo, entre verbo e
complementos. As palavras em sua posição lógica e natural não precisam
de vírgula – é o que você deve ter sempre em mente quando vai redigir.
Num período longo isso pode surpreender: O uso do adjetivo roxa para as
terras do norte paranaense surgiu do equivalente "rossa" (vermelha) que
os imigrantes italianos usavam para as terras que tanto os entusiasmaram
quando ali começaram a plantar café e algodão.
O artigo a ser publicado nos anais do congresso