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Vírus 
Os vírus são muito pequenos (entre 10 e 
100nm), por isso, só podem ser vistos através de 
microscópios eletrônicos. 
Existe uma grande discussão a respeito do 
vírus ser um ser vivo ou não. Aqueles que defendem 
que ele é um ser vivo, argumentam que eles são 
capazes de se reproduzir. Os que defendem que ele 
não é um ser vivo, utilizam o argumento da Teoria 
Celular (estabelece que todo ser vivo é formado por 
células. Como os vírus são acelulares, eles não 
seriam seres vivos). 
 
Características gerais 
→ Acelulares (proteína + ácido nucleico); 
→ Possuem DNA, RNA ou ambos; 
→ Não têm metabolismo próprio; 
→ São parasitas intracelulares obrigatórios (só 
se reproduzem no interior de uma célula); 
→ São agentes infecciosos (viroses); 
→ Fora da célula se chamam vírios; 
→ Não sofrem ação de antibióticos; 
→ Podem sofrer mutação (RNA tende a mutar 
mais); 
→ São altamente específicos. 
Estrutura 
Os vírus não envelopados apresentam 
externamente um capsídeo constituído de 
proteínas variadas e internamente um material 
genético, um ácido nucleico (DNA/RNA). 
Os vírus envelopados apresentam um 
envelope bilipídico impregnado de diversas 
glicoproteínas. Dentro do envelope há o capsídeo 
proteico que protege seu material genético. 
 
Os vírus apresentam, também, diferentes “formatos geométricos”: 
 
A transmissão de um vírus pode acontecer de diversas formas: em relações sexuais, pelo ar, pelo contato 
com lesões e sangue infectado e pelo contato com animais. 
Independente do tipo de transmissão, a penetração do vírus na célula hospedeira pode ocorrer 
pela injeção de ácido nucleico, onde apenas o ácido penetra na célula, e o restante do vírus permanece na 
região externa dela. Pode ocorrer também pela fusão em que o envelope viral se funde com a membrana 
plasmática e a liberação do material genético ocorre. Por último, pode acontecer a endocitose, um processo 
em que a célula envolve o vírus por inteiro. Observe: 
 
Ciclo reprodutivo 
Para um vírus típico, o seu ciclo de vida pode ser dividido em cinco grandes passos (apesar que os 
detalhes desses passos serão diferentes para cada vírus). 
 
1. Adsorção: adesão entre o envelope ou capsídeo viral e a membrana da célula hospedeira; 
2. Penetração: passagem do vírus (ou de seu genoma) para o interior da célula hospedeira; 
3. Descapsidação: desintegração do capsídeo viral dentro da célula hospedeira; 
4. Expressão gênica: replicação do genoma viral e síntese de proteínas virais; 
5. Montagem: montagem de novos vírus no interior da célula hospedeira; 
6. Liberação: novos vírus são liberados pela célula hospedeira. 
 
 
 
Até uma bactéria pode pegar um vírus! Os vírus que infectam bactérias são chamados de bacteriófagos. 
Os bacteriófagos podem utilizar dois ciclos diferentes para infectar seus hospedeiros: 
 
Retrovírus 
Retrovírus possuem um único ciclo de vida. Eles são de especial importância pois o vírus da 
imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a síndrome da imunodeficiência adquirida, ou AIDS, é um 
retrovírus. 
O genoma de um retrovírus é composto por RNA de fita simples e vem em duas cópias por partícula 
viral. O RNA deve ser convertido em DNA de fita dupla por uma enzima chamada transcriptase reversa, 
revertendo o fluxo normal de informação (DNA para RNA para proteína) nas células. 
→ Diferença entre HIV e AIDS: Os primeiros medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980. 
Eles agem inibindo a multiplicação do HIV no organismo e, consequentemente, evitam o 
enfraquecimento do sistema imunológico. A AIDS surge quando a pessoa desenvolve infecções 
oportunistas, que podem acometer os pulmões, cérebro, olhos e outros órgãos. As doenças mais 
comuns em pessoas com AIDS incluem a tuberculose, a pneumonia e a histoplasmose (infecção 
respiratória causada por um fungo), entre outras. Portanto, HIV não apresenta sintomas, enquanto a 
AIDS apresenta. 
 
 
 
 
No ciclo lítico, o DNA viral invade 
a bactéria e passa a comandar seu 
metabolismo. Novos vírus são 
produzidos, causando a quebra 
da célula bacteriana. 
 
No ciclo lisogênico, o DNA viral 
integra-se ao DNA bacteriano. 
Nesse caso, o DNA viral passa a 
ser chamado de profago. O 
metabolismo bacteriano não é 
afetado e a bactéria consegue se 
reproduzir normalmente gerando 
bactérias que carregam, em seu 
genoma, o genoma viral 
integrado. 
 
https://pt.khanacademy.org/science/biology/gene-expression-central-dogma

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