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Glutamato e Gaba Canal vazante de potássio- fica aberto 24 horas e nunca fecha, consequentemente vai estabelecer corrente associada a voltagem; um elemento que vai determinar o status de corrente e voltagem da membrana quando ela está em repouso ou em equilíbrio (forças químicas que jogam o potássio pra fora e forças elétricas que jogam o potássio para dentro, esse equilíbrio eletroquímico quem vai se estabelecer é um canal de potássio com seu íon que vai ser transportado (transporte passivo = difusão facilitada) Bomba de sódio potássio ATPase- faz transporte ativo, gasta energia diretamente Do repouso a célula vai transitar para a ação, as peças fundamentais são os canais dependentes de voltagem, o de sódio e o de potássio OBS: existem dois tipos de canais de potássio, o canal vazante e o canal dependente de voltagem; eles transportam o mesmo íon, mas tem naturezas e constituições diferentes OBS: todos os canais têm forca química e elétrica, desde que estejam abertos Forca química = gradiente de concentração Força elétrica = gradiente elétrico (campo eletromagnético criado pela ddp, chamado tecnicamente de voltagem) A célula possui status: status de repouso (status de equilíbrio; a forca química e a força elétrica têm que estar equilibradas), status de ação e os status intermediários (onde a célula tende a se excitar ou se inibir) OBS: a maioria das células quando estão em repouso os canais estão fechados; o potássio é mais significante pois é o canal mais abundante (canal vazante) Célula excitável: vai ter muito canal dependente de voltagem de sódio e potássio, elas vão transitar do repouso para a ação; outras células não excitáveis praticamente não têm canais dependente de voltagem, não são excitáveis nessa magnitude Canais dependente de voltagem vão abrir quando chegam a uma voltagem limiar: aproximadamente -40 mv; abaixo de -40 mv os canais dependentes de voltagem estão fechados, acima ou no -40 mv eles abrem; ao atingir o limiar os outros canais e a bomba passam a ser secundários por conta da abundância das correntes de entrada de sódio são absurdas; consequentemente os valores de voltagem da membrana se elevam, vão chegar a valores eletropositivos (vai acontecer a inversão de voltagem, aquilo que era negativo se torna positivo) -> neurônios gerando potenciais de ação (impulso nervoso); neurônio conduz esse potencial de ação e isso vai induzir a liberação de cálcio e, consequentemente, a liberação de neurotransmissores Princípio do tudo ou nada- baseado em cima do limiar; Canal dependente de ligante é o que tem maior variabilidade, porque ele praticamente pode ser permeável a todos os quatro íons (cloreto, cálcio, sódio e potássio); na regra, quando esses canais dependente de ligantes ficam permeáveis ao cloreto e potássio, eles tendem a inibir a célula, um fenômeno chamado de hiperpolarização ou mantém a célula no status negativo mais próximo do repouso, consequentemente longe do potencial de ação Canais permeáveis a sódio e a cálcio favorecem o inverso, favorecem à despolarização, então a membrana tende a se aproximar do limiar, saindo do patamar negativo e ganhando voltagens positivas na membrana (tudo ou nada) Potenciais pós sinápticos graduados: ou eles afastam a voltagem do limiar ou aproximam (aproximar favorece a excitação, afastar favorece a inibição) Estabilizar (mesma coisa que deixar longe): se estabilizar a voltagem fica estabilizada em voltagens negativas, mas se chegar ao potencial limiar dispara o PA NÃO existe potencial de ação grande ou pequeno, potencial de ação é ou não é; já os potenciais graduados (ou pós sinápticos) eles podem ser grandes ou pequenos (se for grande é supralimiar, se for pequeno é sublimiar) Sublimiar é nada; supralimiar é tudo Antes do limiar esses pontos vão variar, podendo ser sub ou supralimiar, se for supra disparar o PA, se for sub não dispara Célula funciona como um computador, fica contabilizando o quanto de corrente vai entrar e alterar a voltagem, tudo isso em cima de um limiar de estabilidade (quem vai controlar essa configuração são os canais dependentes de ligantes; esse processo é eletroquímico, elétrico pela voltagem e químico pelos ligantes, que são os neurotransmissores) Se a célula tem receptor ou canal iônico dependente de ligante para os neurotransmissores, essa célula vai responder a eles, abrindo ou fechando os canais (isso vai mudar a equação de Nernst, é como se colocasse cargas novas que alteram a voltagem) (A foto é o resumo da aula, importante gravar) Se abrir por exemplo um canal de cloreto vai entrar carga negativa, mas se ao mesmo tempo abrir um de sódio vai entrar carga positiva, em tese eles vão se anular (a pessoa pode ter usado cocaína associado ao rivotril; o cara bebeu vodka com energético; um vai estimular o sistema de excitação e o outro estimular o sistema de inibição, quem ganha? Vai ver pelo estado do indivíduo do ponto de vista sintomático) O neurônio recebe os sinais químicos (neurotransmissores- são múltiplos, bilhões de neurotransmissores); os canais estão abrindo e fechando e computando os potenciais, existem dois tipos de potenciais pós sinápticos: · Os potenciais pós sinápticos excitatórios (PEPS): vai favorecer a aproximação do limiar (abertura de canais permeáveis a Na+ e a Ca++ que acabam levando o Potencial da membrana a valores mais positivos que o Potencial Limiar = que pode gerar um Potencial de Ação) · Os potenciais pós sinápticos inibitórios (PIPS): vai dificultar a aproximação do limiar (abertura de canais permeáveis ao Cl- ou só ao K+ que acabam levando o Potencial de Membrana a valores mais negativos que o Potencial limiar = que dificulta a geração de um Potencial de Ação) Terminais pré-sinápticos = “Sinais de entrada” compostos por diferentes neurotransmissores Liberação de Neurotransmissores no terminal pré-sináptico- Zona de disparo ou Zona do gatilho ou cone de implantação O neurônio pós sináptico vai virar um pré sináptico na sequência Pós: recebe sinal, que é o neurotransmissor que está sendo liberado ou alguma droga que está entrando; esse neurotransmissor ou essa droga ativa os receptores e desencadeia as alterações eletro fisiológicas Sistema de neurotransmissão: produção de neurotransmissor, armazenamento do neurotransmissor, liberação quântica (liberação em forma de “pacotes”) do neurotransmissor na fenda, ele se difunde (é hidrofílico), se liga no receptor, desencadeia os processos de alteração de voltagem, vai gerar os potenciais graduados em cima do potencial de repouso; neurotransmissor é reabsorvido ou recaptado pela glia ou ele ativa receptores que regulam sua própria liberação, ou ele é degradado pelas enzimas (enzimas da fenda que degradam neurotransmissores); isso regula a intensidade do sinal Repouso = stand by (a célula está esperando; a célula não está desligada, ela está gastando energia esperando por um estímulo, chegou o estímulo a célula vai reagir a esse estímulo) Ponto de regulação As drogas bloqueiam as enzimas, bloqueiam os receptores, estimulam os receptores, altera a liberação, modificam a recaptação e isso vai alterar a sensibilidade da sinapse Quando abre o canal dependente de voltagem não tem como voltar (é como disparar um revólver ou lançar uma flecha) O canal de voltagem trava fisicamente, não abre durante pelo menos 0,1 milissegundos; tem um trava interna que é uma característica desse canal, ele trava e não volta a abrir, não tendo como ter mais de um potencial de ação por vez; já os potenciais graduados podem acontecer vários ao mesmo tempo O máximo que acontece é ter um outro logo na sequência, tendo uma alta frequência de disparo (período refratário) Período refratário Absoluto- trava e não pode mudar Período refratário Relativo- vem na sequência da hiperpolarização ligada a repolarização (depende da quantidade de estímulo que a célula está recebendo- alta frequência = grande quantidade de estímulo; baixa frequência = geralmente uma quantidade menor de estímulo excitatório ou uma quantidade maior de estímulo inibitório) Potencial de ação= um por vez a célula pós sináptica tem vários tipos de receptores dois receptores muito importantes ⁃ acoplados à proteína G (metabotrópicos) - ionotropicos (ligados a canais iônicos que são ativados por ligantes, que são os neurotransmissores) OBS: Gaba e glutamato vão ativar esses dois tipos d receptores NMDA, AMPA, KAINATO- receptores ionotropico do glutamato (permeáveis a cálcio, sódio e potássio- alguns ao mesmo tempo, mas a maioria é permeável a sódio e cálcio) - excitatórios receptor do gaba tipo A- receptores ionotropicos do gaba (permeáveis a cloreto) - inibitorio receptor do gaba tipo C- receptor metabotrópico Glutamato = principal neurotransmissor excitatório Gaba- principal neurotransmissor inibitório Quem ganha? quem tiver mais intensidade na sinalização, que pode ser direta ou indireta (direto: ativa diretamente o receptor; indireto: vai levar à produção de eventos que vão ativar o receptor) Receptores De gaba = gabaergicos Receptores de glutamato = glutamatergicos OBS: A frequência de abertura do canal é mediada pela presença de neurotransmissor PERGUNTA DE PROVA: por que os receptores são específicos? ⁃ É uma especificidade genética, é uma afinidade química; por exemplo drogas que podem abrir ou bloquear os receptores de forma específica; isso permite o controle do sistema; a proteína do receptor glutamatergico vai combinar perfeitamente com o aminoácido glutamato; outras substâncias podem bloquear esse receptor? Podem, mas elas têm que ser similares quimicamente ao glutamato O NMDA (é um aminoácido parecido com o glutamato), se você jogar ele nos neurônios que tem receptores glutamatergicos ele ativa esses receptores, os cientistas descobriram isso colocando NMDA no receptor, o que estimulou o receptor Funcionando do sistema pré sináptico: o PA chega, abre canais de cálcio dependentes de voltagem (são os canas de voltagem que fazem o PA, abrem em voltagens em torno de mais ou menos -10 mv; são canais de cálcio de alta voltagem, existem também os canais de cálcio de baixa voltagem; para abrir esses canais de cálcio precisa ter o PA, ele não vai abrir antes do PA; o PA na natureza serve para os canais de cálcio; tudo que existe nos sistemas celulares, principalmente neuronais, vão induzir liberação de cálcio no final; o objetivo do PA é gerar e conduzir o impulso elétrico pelas membranas (pelos axônio) para chegar até o terminal sináptico e abrir o canal de cálcio [tem como abrir diretamente o canal de cálcio, mas de forma artificial, dando um choque na célula, por um droga que vai abrir esse canal; o contrário também pode ser feito, usando drogas que bloqueiam o canal de cálcio, desaparecendo com a função do Potencial de Ação. As drogas que fazem isso são as neurotoxinas de aranhas e cobras, o animal pica e libera essa neurotoxina que vai direto ao canal de cálcio, bloqueando-o e em consequência causa uma paralisia (para de ter função motora e sensitiva)] OBS: quem sinaliza mais rápido são os receptores ionotropicos (é quem provavelmente vai desencadear o PA) Neurotransmissores pequenos: • Acetilcolina (vem da acetil do ciclo de Krebs e da colina que vem dos fosfolipídios) • Aminoácidos (glutamato, aspartato, gaba e glicina) • Purinas (o ATP fora da célula é o neurotransmissor, adenosina também) • Aminas biogênicas (dopamina, noradrenalina, adrenalina, serotonina e histamina) Neuropeptídios (neurotransmissores grandes) - são mais específicos, são acoplados à proteína G ou enzimáticos: • Opioides endógenos- endorfinas; é conhecida por gerar analgesia e prazer; é produzida pelo próprio corpo; gera um estado de humor e pode levar à euforia; quem usa o análogo químico da endorfina (exemplo: morfina) experimenta a mesma sensação, mas é artificial porque vem de substâncias externas; os antigos adoravam cheirar ópio porque gerava uma sensação de bem estar por conta de imitar o efeito da endorfina natural, e pode gerar um comportamento vicioso (principal grupo de pessoas que ficam viciadas em opioides são os profissionais de saúde) • Peptídeos hipofisários • Peptídeos hipotamicos • Outros peptídeos (são hormônios também; a lógica é a mesma = ligante-receptor-ligação especifica-vai ativar o receptor e desencadear uma sinalização que vai levar a liberação direta ou indireta de neurotransmissores e a ativação de receptores) OBS: uma pessoa que é dependente química só pode ser classificada como tal se ela desenvolver o fenômeno de abstinência, sem abstinência a pessoa não pode ser considerada dependente químico OBS: glutamato e gaba chegam no receptor e se ligam por uma ligação fraca OBS: o receptor é o canal quando o ligante liga no canal ele vai abrir a estrutura do canal daí ele vai se tornar permeável ou condutor ao íon; ao saber qual é o íon que passa já é possível saber qual efeito que o canal vai desenvolver nos potenciais da célula (se ele for permeável ao potássio, a voltagem vai descer- hiperpolarizar- então vai ser um canal que vai afastar a célula do limiar, vai ter características inibitórias; se for permeável ao sódio, o sódio vai tender a entrar, uma corrente positiva de entra vai tender a puxar a voltagem para cima- despolarizar- então o canal vai ter características excitatorias) OBS: para ter certeza se vai excitar ou inibir temos que frisar no canal, na natureza do canal e em qual íon é permeável se for um canal de cloreto, cloreto vai tender a entrar na celula, fluxo de entrada negativo, tende a hiperpolarizar Tem casos aonde o cloreto pode sair porque está mais concentrado dentro do que fora, vão ser correntes negativas de saída, despolarizando a célula, tendendo à excitação Vai depender da configuração dos neurotransmissores, dos canais e dos íons OBS: Um mesmo neurotransmissor pode abrir diferentes canais, que excitam e que inibem O Gaba é predominantemente inibitório, o glutamato é predominantemente excitatorio, a acetilcolina tende a excitar também As aminas biogenicas ficam literalmente nesse meio; por exemplo a serotonina que tem tanto canais ionicos inibitórios quanto canais ionicos excitatorios OBS: os alucinógenos, pertubantes da função mental, antidepressivos são medicamentos que interferem de forma muito peculiar, modulatória nas funções nervosas; são usados em problemas de ansiedade, quando se tem excesso de estimulação, assim como em problemas ligados a parte de depressão, quando se tem um excesso de inibição ou falta de excitação OBS: A voltagem não compara apenas a carga negativa dentro da célula, compara a carga negativa do lado de dentro da célula com a carga positiva do lado de fora OBS: a célula não vê diferença no que é sintético e no que é natural, é tudo químico, que vai desencadear fenômenos físicos Receptores graduados (ionotropicos, pós sinapticos) Receptores inibitórios- de glicina (receptores próprios que também são canais de cloreto) e receptores do tipo gaba A (vai permear o cloreto) Neurotransmissor é hidrofílico, não pode ser hidrofóbico o sítio de ligação do neurotransmissor fica pra fora, não fica pra dentro (nesse sistema); é o primeiro mensageiro) a célula vai receber o sinal e o neurotransmissor vai abrir o canal (canal permeável a sódio, sódio vai entrar porque as forças químicas e elétricas favorecem criadas pela bomba -> influxo de cargas positivas, voltagem saiu de patamares negativos e começou a despolarizar, ou seja, célula saiu do repouso Célula não atinge o limiar: um potencial excitatorio pós sináptico; foi pequeno, por isso é graduado (sublimiar); a célula foi excitada mas não foi excitada de forma suficiente (princípio do tudo ou nada) OBS: os valores de repouso vão girar em torno do potencial de equilíbrio do potássio; vai variar na quantidade de canais que estão abertos Valor de repouso é combinação de canais abertos e fechados Valor de repouso é potássio entrando e saindo e deixando a voltagem estável (célula em stand by) Neurônio pré sinaptico: vai liberar um neurotransmissor pra conversar com outro neurônio (sinapse essencialmente química); a voltagem vai aumentar (célulavai ser excitada, despolarizada); célula foi excitada mas a voltagem voltou pro repouso, então a excitação não foi suficiente, foi sublimiar Zona do disparo: vai disparar canais de sódio e potássio dependentes de voltagem; estão esperando uma voltagem suficientemente alta (próxima ou igual ou maior que o limiar) para poder disparar O neurotransmissor liga na parte externa do receptor, o que gera uma energia de ativação e configura a transformação do canal para o status aberto OBS: não pode ter ligação forte (são forças de vanderwall, interações ionicas); são ligações superficiais que favorecem a afinidade; se a ligação for covalente e fixa esse sistema de controle desaparece Voltagem sobe mas depois começa a descer; qual a explicação técnica para isso? o canal abre e fecha, ele abriu a voltagem despolarizou, a voltagem está voltando pro repouso o canal fechou; por que ele fechou? por que o neurotransmissor se desligou; se o receptor ficar aberto o tempo todo a voltagem não vai parar de subir e a celula vai começar a se descontrolar (não vai ter capacidade pra controlar essa voltagem) pequenas variações de concentração geram grandes variações de voltagem; não pode ser ao contrário, grandes variações de concentração atrapalham o equilibrio; o sistema tem que ser estável e controlado OBS: o NMDA é conhecido como o receptor da morte, quando a célula começa a ser excitada demais o receptor começa a ficar aberto tempo demais, as voltagens despolarizam e a célula começa a super excitar, podendo entrar em um processo apoptotico e morrer; esse receptor tem varios mecanismos de travas OBS: 99% das sinapses do encéfalo são químicas; não faz sentido ter sinapses elétricas no cérebro; por que? pois como uma sinapse elétrica vai ser modulada? com a sinapse química é possível controlar a intensidade do estímulo OBS: tem dendrito que possui canal dependente de voltagem, vai ser um neurônio pseudobipolar, transmite de um lado pro outro Sistema de inibicao: permeáveis ao cloreto; neurotransmissor ligou ao canal de cloreto e ele abriu (canal iônico dependente de ligante, mas o íon nesse caso é um anion); cloreto entrou, correntes negativos de entrada, voltagem hiperpolarizou, saiu do patamar negativo e ficou mais negativo, ou seja, uma inibição (ficou mais afastado do limiar); célula em repouso, neurônio pré sináptico libera o neurotransmissor, voltagem fica mais negativa (célula hiperpolarizou); depois a voltagem volta pra -70 mv, qual a explicação? canal de cloreto que estava aberto fechou, voltagem voltou ao repouso, quem está mandando agora é o canal de potássio vazante e a bomba de sódio potássio; canal de potássio vazante e bomba de sódio potássio deixaram de se protagonistas por um momento e voltaram a ser protagonistas; o sistema fica assim, mudando seu status Somação Espacial e temporal ⁃ Somacao Temporal • Neurônio pré sináptico dispara 3 PA’s: 3 impulsos, chegou ao limiar 3 vezes e liberou 3 sinais; vao chegar em uma frequência específica, é a frequência associada ao tempo (número de disparos por segundo); quando libera o neurotransmissor (3 vezes, uma liberação quântica) vão ter 3 potenciais pós sináptico excitatorios (PEPS), eles vão se somar no tempo; neurônio pós sináptico é excitado, mas uma excitação fraco; potencial pós sináptico é pequeno, já o potencial de ação não é pequeno • frequência de disparo é aumentada; neurotransmissores serão liberados quase que ao mesmo tempo na fenda, é mais neurotransmissor para manter o canal aberto, as enzimas não tem tempo pra degradar o neurotransmissor, ele vai ficar mais tempo ligado no canal, a ligação química vai perdurar e o canal vai ficar mais tempo aberto; consequentemente vai ocorrer um potencial de ação (por conta de PEPS somados no tempo que geraram um potencial supralimiar que chegou a -40mv; quando chega a -40mv quem manda no potencial da célula são os canais dependentes de voltagem de sódio e potássio; o potencial vai lá em cima, fecha o canal de sódio e o canal de potássio assume e começa a repolarizar a célula, podendo até a hiperpolarizar; célula volta para o repouso fica pronta para outra • Quando estimula uma pessoa demais ela pode entrar em convulsão (ex: drogas excitatorias; a pessoa vai atingir o limiar com mais facilidade e vai começar a ter muito impulso elétrico = hiper salivação, contrações, perda de consciência e pode levar à morte; como resolver isso? não se pode estabilizar a voltagem em potenciais supralimiares, tem que estabilizar em potenciais sublimiares = seda a pessoa e ela fica em coma induzido; a tendência da voltagem é subir enquanto tiver a droga, tira a droga e o sistema volta a operar em uma frequência normal; se voltar em uma frequência anormal tem que manter a pessoa sedada ou a pessoa tem que tomar medicamento pelo resto da vida; isso acontece muito em pessoas com epilepsia, o sistema da pessoa não consegue manter os potenciais estáveis, qualquer coisa que acontece a pessoa pode entrar em uma crise convulsiva) ⁃ Somacao Espacial • 3 neurônios pré sinápticos: estão no mesmo lugar, ocupando o mesmo espaço; disparam juntos, vao liberar no mesmo tempo e no mesmo espaço 3 quantidades de neurotransmissores, vão se somar no espaço • 3 estímulos no mesmo lugar que vão se somar no espaço OBS: a configuração e a estrutura do neurônio vão definir as somações em tempo e espaço; diferentes tipos de neurônio na rede neural; dinâmica de somacoes de espaços e tempo vão depender da configuração da rede, e a rede muda segundo a atividade; a reação da rede aos estímulos é a plácidade neural No aspecto da inibição (PIPS): as alterações de voltagem vão ser inversas; demora mais tempo pra chegar no limiar Somacao temporal de gaba, mais gaba entrando no sistema, ativando receptores gabaergicos, entrando cloreto e o valor de voltagem fica ainda mais negativo, o que faz com que a possibilidade de chegar ao limiar fique mais baixa; célula está em estado de inibição é provável que o paciente sedado esteja nessa situação: sedativo que ativa a função gabaergica indiretamente, o sistema vai diminuir a intensidade de excitação, a frequência vai ficar mais baixa e o indivíduo fica dormindo OBS: o indivíduo quando começa a beber (etanol) ele fica mais excitado, qual a explicação técnica pra isso? a quantidade de etanol que está entrando no sistema é pequena, e a inibição não é homogenea, ela é heterogênea, ela começa da parte do crânio e depois vai para a parte caldal; a primeira parte inibida é a do senso logico; quando o indivíduo começa a beber cada vez mais e a quantidade de álcool começa a aumentar o etanol começa a inibir a rede de forma homogênea; indivíduo começa a ter reflexo do excesso de ativação gabaergica que, em suma, é a inibição, e o indivíduo pode evoluir para o coma alcoólico, que é a inibição plena da função, pode bloquear a função do bulbo e induzir uma parada cardiorrespiratória; etanol é um potente depressor da função nervosa OBS: cocaina, ela vai indiretamente ativar as funções que ativam o glutamato, deixando os potenciais super excitados (indivíduo fica agitado, tem agressividade, hipervigilancia, insônia); o indivíduo pode morrer de parada cardíaca pelo coração excitar demais OBS: como controlar alguém intoxicado por cocaina? clonazepam, diazepam que ativam a função gabaergica; sedam o indivíduo para quebrar o efeito da cocaina (diminui a excitabilidade); indivíduo dorme por umas horas e quando acorda não lembra o que aconteceu e ele volta ao normal (pois a cocaina parou de fazer seus efeitos porque ela foi metabolizada e eliminada e o efeito do clonazepam diminui também) OBS: anestésico tem que ser controlado por que se inibir demais o indivíduo morre Somacao de tempo e espaço inibitório e excitatorio: 3 neurônios pré sinápticos- dois são excitatorios e um é inibitório eles disparam e liberam seus neurotransmissores, o neurônio pós sináptico recebe; uma sinapse excitatoria = estímulo pequeno (não gera PA, sublimiar); duas sinapses excitatorios disparadas ao mesmo tempo (podem se somar notempo e no espaço) se somaram e chegaram ao -40, disparando o PA; uma sinapse inibitória (hiperpolariza); uma sinapse excitatoria e uma inibitória vão se anular (não tem mudança na voltagem, porém aconteceu uma coisa: uma guerra entre a excitatoria e a inibitória); uma sinapse excitatoria + uma inibitória + uma excitatoria (a inibitória vai anular uma excitatoria e as duas excitatorios não vão poder somar, logo a célula não vai disparar um PA pois foi um estímulo sublimiar A célula só vai desencadear ação a partir do momento que ela abre o canal de cálcio, e o canal de cálcio normalmente só abre em voltagens supralimiares (canal de alta voltagem) OBS: porque certos medicamentos em uma pessoa excita e em outra inibe? a configuração do cérebro d uma pessoa e sua genetica são diferentes do que a configuração e genética de outras pessoas A pessoa que não segue o padrão não favorece o uso de medicamento de forma usual, pode ficar fora do repertório terapêutico; é como se ela tivesse efeito colateral (terapia que serve pra maioria e pra essa pessoa não) GLUTAMATO: principal neurotransmissor excitatorio (glutamato vem da proteína, da alimentação; a maior parte do glutamato vai ser constituinte das proteínas e uma pequena parte vai ser armazenado em vesículas e vai ser usada como neurotransmissor) OBS: corpo não produz triptofano, ele é essencial Neurônio glutamatergico: produz, armazena e libera glutamato (produz glutamato a partir da glutamina (glutamina através da glutaminase se transforma em glutamato; glutamato é vesiculado através do transporte ativo das vesículas; entra cálcio e libera o glutamato; glutamato vai ativar os receptores ionotropicos e metabotropicos) Glutamato: abre canais de sódio e cálcio e despolariza a celula OBS: glutamina tem uma configuração espacial diferente, não tem a capacidade de se ligar no receptor, quem liga ao receptor é o glutamato (receptor reconhece o glutamato, não a glutamina; glutamina não sinaliza pois não ativa o receptor, só sinaliza se for glutamato) OBS: glutamato está dentro da célula; como jogar glutamato pra fora da célula? quando é liberado por vesícula ou quando a célula explode; liberar glutamato em excesso dá ruim, pois vai ativar receptores excitatorios OBS: tem gente que tem lesão hepática, o fígado para d funcionar, e não consegue mais fazer o ciclo da ureia, consequentemente os níveis de amônia acumulam; a amônia que o neurônio produz se acumula com a amônia que outras células produzem, ferrando com o sistema nervoso OBS: fígado metaboliza a amônia e transforma em ureia ou a amônia é liberada pela função renal OBS: se o indivíduo tem uma lesão hepática significativa tipo uma cirrose ele pode desenvolver uma encefalopatia hepática; o fígado dele para de funcionar, acumula amônia e essa amônia vai ser tóxica para os neurônios (disfunção neurológica- alucinações, função nervosa comeca a deteriorar, vai evoluir para uma situação parecida com a demencia; é irreversível) Receptor de NMDA: regulado pelo glutamato e substâncias internas endógenas; isso regula a capacidade de abertura e a frequência de disparo; se ele abrir demais e ficar muito tempo aberto a célula pode morrer, porque vai ativar as vias de hiperexcitação OBS: distribuição de receptores é heterogênea, consequentemente a excitação e inibicao são em diferentes locais e sítios, por isso uma droga não consegue inibir de forma específica so um sítio, tem que ver a consequência desse efeito na mente GABA: faz o contrário do glutamato; vai ter receptores de glicina (receptores glucinergicos) Receptores gabaergicos: receptores de gaba Pode ter gaba e glutamato na mesma célula? Pode. O gaba vem da glutamina, vai se transformar em gaba, ele é vesiculado e uma vez vesiculado é liberado; como é liberado? por potencial de ação, canais de cálcio dependentes de voltagem, liberação de gaba; gaba vai ativar os receptores gabaergicos do tipo A (ionotropico) e B (metabotropico); a célula pra ser inibida ou excitada vai depender das combinações espaciais e temporais e dos vetores de excitação e inibicao Sistema de neurotransmissao gabaergico: a célula glia pega o gaba, transporta ativamente pra dentro, converte o gaba em glutamina, libera glutamina e alimenta a ação nervosa de glutamina para fazer novamente gaba Importância de estudar a função gabaergica: paciente com intoxicação de cocaína, ataque epilético, a função do gaba vai resolver o problema; estimular a função gabaergica para inibir o excesso de excitação, sedando o paciente OBS: é melhor sedar do que hiperexcitar, pois ao sedar impede o sistema de prolongar a excitação que pode levar à morte, estabilizando a função celular; o indivíduo enquanto sedado vai ficar estável, mas impede a pessoa de morrer Tétano: excesso de excitação ou diminuição da inibicao = descontrole motor que faz a contração exagerada de todos os músculos; indivíduo fica em ocstoteno (bactéria inviabiliza a função de controle gabaergico)