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apenas saem da CPU em direção à memória.
Local de memória 0
Local de memória 1
Local de memória 2
Registro 1
Registro 2
Registro 3
Linhas de controle
R/W
(ler/escrever)
Local de memória 14
Local de memória 15
Memória
...
...
CPU
Dados
Endereços
 Thi
ag
o 
 R
oc
ha
 (2
01
2)
Figura 9 - Barramentos do computador 2
3.1.2 FrequênciA do processAdor
Quando se fala sobre barramento de dados, vale lembrar, como exemplo, do 
Pentium IV, 3 GHz – FSB 400 MHz. Nele aparecem dois valores, ambos utilizando 
o Hertz (Hz), que é a unidade de medida de frequência. Sendo que 1 Hz significa 
uma oscilação de 1 ciclo por segundo, 1 KHz seriam 1.000 ciclos por segundo, e 
assim por diante. Mas por que na especificação aparecem dois valores? É o que 
você verá nos tópicos a seguir.
a) Clock interno: indica a velocidade de execução das operações. No exemplo, 
constata-se que o processador é capaz de executar 3 bilhões de ciclos em 
um segundo. 
b) Clock externo: trata da velocidade ou frequência com que os dados trafe-
gam no barramento local. É também chamado de frequência do Front Side 
Bus (FSB) e indica a velocidade na troca de dados entre memória, chipset e 
processador. No exemplo, o FSB 400 MHz indica o clock externo, ou seja, a 
frequência do barramento externo, que é dada de acordo com cada modelo 
de processador.
3 ArquiteturA de ComputAdores 29
 AM
D
 e
 In
te
l (
20
12
)
Figura 10 - Processadores
Ainda a esse respeito, vale citar que ao longo da evolução dos processadores, 
algumas tecnologias foram e continuam sendo desenvolvidas, a fim de melhorar 
o desempenho das CPUs. Assim como o Hyper-Transport da AMD (que usa dois 
barramentos para comunicação externa: um para acesso à memória e outro para 
acesso ao chipset), em que o controle da memória é feito pelo processador, não 
mais pelo chipset. A Intel desenvolveu o Hyper-Threading e, recentemente, fabrica 
processadores com a tecnologia Dual Core, Quad Core e mais recentemente Six 
Core. Outras tecnologias desenvolvidas por esses fabricantes permanecem até 
hoje embutidas nos núcleos de seus processadores, tais como o MMX e o 3DNOW.
3.1.3 memóriA cAche
Um dos fatores de maior relevância no desempenho final dos processadores 
é, sem dúvida, o tamanho da memória cache. Você sabe o que é? Trata-se de uma 
memória estática, constituída por circuitos eletrônicos muito rápidos chamados 
flip-flops. A memória principal do computador é constituída por circuitos capaciti-
vos, que demoram certo tempo para fazer a carga e descarga, o chamado tempo 
de refresh. No caso da cache, esse tempo não existe, conferindo a ela um desem-
penho muito superior.
Como você pôde perceber, quanto maior a quantidade de memória cache, 
mais instruções e dados serão trazidos para ela, diminuindo o número de vezes 
que o processador terá de buscar informações na lenta memória principal (me-
mória RAM). Assim, quanto mais memória cache, maior será o desempenho. 
Atualmente, um processador pode ter até 16 megabytes de memória cache. 
Acredite! Mesmo parecendo pouco, em se tratando de memória cache, é uma 
quantidade bem elevada. Veja a imagem a seguir:
Manutenção de CoMputadores30
 Bea
tr
iz
 C
as
ca
es
 (2
01
2)
Figura 11 - Memória cache L2 dentro do processador
Percebeu a importância da memória cache para o desempenho da sua máqui-
na? Conheça agora a tecnologia de múltiplos núcleos!
3.1.4 tecnologiA de múltiplos núcleos
Além do clock, do número de bits e do tamanho da cache, outro fator determi-
na o desempenho de um processador. Trata-se do número de cores ou núcleos. 
Quando os processadores ultrapassaram a marca dos 3 GHz, eles começaram a 
consumir muita energia e passaram a esquentar muito. Percebeu-se, então, que 
para atingir os 4 GHz, os recursos de hardware seriam comprometidos, e seriam 
exigidos dispositivos de refrigeração mais caros. Assim, cogitou-se a hipótese de 
não aumentar o clock, mas sim o número de núcleos, que trabalhariam em con-
junto, dividindo as tarefas.
A primeira tentativa foi o lançamento da tecnologia Hyper-Threading. Você se 
lembra desse termo? Esse tema já foi estudado anteriormente. Caso o processa-
dor tenha esse recurso, um processador de um núcleo passa a ser “visto” pelo 
sistema operacional como se fossem dois, o que aumenta o desempenho final em 
cerca de 10% a 20%.
Em 2008, a Intel resolveu criar um processador realmente com dois núcleos. 
Trata-se do Pentium D, que na verdade era um encapsulamento composto in-
ternamente por dois Pentium IV normais. Os processadores top de linha atuais 
podem ter até oito núcleos.
3 ArquiteturA de ComputAdores 31
 Bea
tr
iz
 C
as
ca
es
 (2
01
2)
Figura 12 - Processador com dois núcleos
3.1.5 instAlAção de processAdores
Na instalação dos processadores, devemos usar pasta térmica entre o proces-
sador e o cooler, a fim de aumentar a área de contato entre os dois dispositivos, 
melhorando, consequentemente, a transferência de calor do processador para o 
cooler. Mas lembre-se de que não é recomendado que sejam colocados adesivos 
(como o de garantia) em cima do processador, pois pode atrapalhar a transferên-
cia de calor entre os dispositivos, causando travamento do computador, resets 
aleatórios ou, até mesmo, queima do processador.
E que tal ver o que você estudou a respeito dos processadores por meio de 
uma tabela? A seguir, você poderá observar os processadores Intel, desde o pri-
meiro (de 4 bits), até os chips comercializados atualmente. Observe:
Tabela 2 - Processadores Intel
Nome FrequêNcia BiTS iNterNos
BiTS 
exterNos Detalhes
4004 740 KHz 4 4
Datado do ano de 1971, foi o 
primeiro processador criado 
pela Intel. Trabalhava a 740 KHz 
e possuía 2.000 transistores.
Manutenção de CoMputadores32
8008 1 MHz 8 8
Primeiro processador de 8 bits, 
lançado em 1972.
8080 2 MHz 8 8
Lançado em 1974, com 6.000 
transistores.
8086 5 MHz 16 16 Primeiro processador de 16 bits.
8088
4,77 MHz
a 
8 MHz
16 8
1ª Geração: processador 
utilizado no 1º PC, o IBM-PC/XT, 
em 1981, com 8 bits externos 
para baratear o custo e 29.000 
transistores.
80286
16 MHz
a 
25 MHz
16 16
2ª Geração: PC operando a 16 
bits externa e internamente. 
Inaugurou a arquitetura PC-AT, 
com 134.000 transistores.
80386 SX 25 MHz 32 16
3ª Geração: primeiro processa-
dor a trabalhar com instruções 
de 32 bits, embora usasse um 
barramento externo de 16 bits.
80386 DX 33 MHz 32 32
1985 – Processador de 32 bits. 
Podia trabalhar em con-
junto com um coprocessador 
matemático, o 80387. Possi-
bilitava a utilização de memória 
cache externa (na placa-mãe), 
sendo constituído por 275.000 
transistores.
3 ArquiteturA de ComputAdores 33
80486 SX 33 MHz 32 32
4ª Geração: 32 bits, interna e 
externamente, porém sem 
coproces sador interno. Cache 
interna de 8 KB.
80486 DX
66, 75 e
100 MHz
32 32
32 bits, interna e externamente, 
com coprocessador interno. 
Cache interna de 16 KB com 
1.200.000 transistores.
Pentium
75 MHz
100 MHz
133 MHz
166 MHz
200 MHz
MMX 233
32 64
5ª Geração: a Intel passou a pat-
entear os nomes dos processa-
dores. Trabalhava internamente 
com instruções de 32 bits, mas 
acessava a memória com blocos 
de 64 bits. Operava com cache L1 
de 16 KB (8 KB para dados e 8 KB 
para instruções), possibilitando o 
uso de cache externa. O Pentium 
200 MMX tinha 32 KB de cache, 
utilizando soquete 7 e 3.100.000 
transistores.
Pentium II
233 MHz a 450 
MHz
32 64
6ª Geração: arquitetura Risc/Cisc, 
Cache L2 interna. soquete slot 1 
(cartucho). Era constituído por 
7.500.000 transistores.
Pentium III
233MHz a
1.130 MHz
32

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