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poder de processamento e que, normalmente, exigem mais do 
computador como, por exemplo, as placas de vídeo (slot PCI Express 16X) e as de 
rede de 1 Gbps ou 10 Gbps (slot PCI Express 1X).
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Figura 20 - Slots PCI-e e PCI
Para apagar as configurações e senha do Setup, basta mudar um determina-
do jumper (jumper da CMOS) de posição, por alguns segundos, e depois voltar 
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o jumper à posição original. Esse ato faz que a memória CMOS (responsável por 
armazenar as configurações do Setup) seja “apagada” e as configurações originais 
de fábrica, do Setup, sejam carregadas novamente.
3.2.6 rom bios
ROM é abreviatura de Read Only Memory. Trata-se de uma memória só de lei-
tura, não volátil, que armazena o Sistema Básico de Entrada e Saída. Na verdade, 
dentro da ROM existe um firmware composto por três microprogramas, conheci-
dos por BIOS, POST e.. A função de cada um desses programas você conhecerá a 
partir de agora:
a) BIOS é o acrônimo de Basic input Output System (ou Sistema Básico de Entra-
da e Saída). Ele é responsável por controlar o uso e dar suporte ao hardware 
do computador. É o software/sistema que inicializa o computador.
b) POST é o acrônimo de Power On Self Test, uma espécie de autoteste que é 
executado durante a inicialização do computador. Nesse caso, se houver al-
guma falha, como ausência do teclado, erro nas memórias ou placa de vídeo, 
alguma sinalização é emitida. No caso do teclado, uma mensagem será exi-
bida na tela dando conta da sua ausência. Se houver falha de memória, uma 
sequência de bipes será emitida (normalmente bipes longos e contínuos). 
Se houver falha na placa de vídeo, a resposta do POST será a emissão de um 
bipe longo e três curtos. Esses códigos de erros podem variar de acordo com 
o fabricante da BIOS ou da placa-mãe.
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Figura 21 - Teste de inicialização (POST) 1
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c) Setup é o programa de configuração da placa-mãe. É nele que: se configura 
a data, a hora e a presença ou não de floppy disks; habilita-se ou não deter-
minados dispositivos; configura-se a frequência das memórias e do proces-
sador; enfim, toda a configuração de hardware é feita aqui. Após essa confi-
guração, uma espécie de “arquivo de parâmetros” é gerada e enviada para 
a CMOS (Complementary Metal-Oxide-Semiconductor), onde uma pequena 
porção de memória presente no chipset (ponte sul) é responsável por guar-
dar essa informação.
d) Bateria da CMOS como você já viu, a CMOS tem a função de guardar as in-
formações de configuração do computador. É importante saber que ela é 
volátil, ou seja, necessita de alimentação para que não perca as informações. 
Nesse caso, existe uma bateria de 3 V, cujo modelo é conhecido como CR 
2032 e que tem a função de não permitir que esses dados sejam perdidos 
quando o computador for desligado.
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Figura 22 - Bateria da BIOS e jumper para reset
3.2.7 conector de energiA
O conector de alimentação, que você poderá verificar na figura seguinte, é 
um ATX 24, que recebe o cabo vindo da fonte. É possível encontrar conectores 
com apenas 20 pinos, dependendo da placa-mãe. Os processadores modernos 
exigem um pouco mais de corrente da fonte. Para suprir essa necessidade, existe 
o conector de reforço de corrente (auxiliar). Os conectores de reforço de corrente 
costumam ser de 4 pinos. Em placas-mãe que aceitam processadores top de linha, 
ou são destinadas ao público de entusiastas, pode ser encontrado um conector 
de 8 pinos na placa-mãe.
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Figura 23 - Conector ATX de 24 pinos1
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Figura 24 - Conector auxiliar de 4 pinos
3.2.8 interFAce ide/pAtA
Esse conector possui 40 pinos e é responsável por receber o cabo que vem 
do disco rígido, unidade de CD ou DVD, de padrão IDE. Trata-se de um cabo de 
80 vias, muito embora, no passado, ele tivesse apenas 40. Essa porta é capaz de 
trocar dados com o HD a uma taxa de transferência que pode chegar a 133 MB/s 
e, por isso, é chamada de ATA 133. O conector IDE/PATA pode ser visto na figura 
a seguir; observe que eles são numerados como IDE1 e IDE2.
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Figura 25 - Interface IDE/PATA
3.2.9 interFAce sAtA
Esse conector recebe o cabo que vem do disco rígido, ou da unidade de DVD, de 
padrão SATA. Trata-se de uma evolução do IDE PATA, pois, diferentemente do ante-
rior, no qual a comunicação é paralela, nesse os dados trafegam de maneira serial, 
razão pela qual a taxa de transferência começa em 150 MB/s. Entretanto, ele pode 
atingir até 6 GB/s com a nova versão das interfaces SATA 3.0. Atualmente, a maioria 
dos dispositivos de armazenamento (como discos rígidos e drives ópticos) está usan-
do esse tipo de interface. Confira, a seguir, as versões do Serial Ata:
a) SATA 1.0 – Velocidade de 1,5 GB/s ou 150 MB/s.
b) SATA 2.0 – Velocidade de 3,0 GB/s ou 300 MB/s.
c) SATA 3.0 – Velocidade de 6,0 GB/s ou 600 MB/s.
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Figura 26 - Interface SATA
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3.2.10 conector Floppy disk
Esse conector possui 34 pinos e recebe o cabo que vem do floppy disk ou uni-
dade de disquete. Com a popularização das Flash Memory (ou pendrives), é cada 
vez mais raro encontrar placas que disponibilizem esse tipo de porta, isso porque 
um pendrive de apenas 1 GB é capaz de armazenar o conteúdo de aproximada-
mente 711 disquetes.
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Figura 27 - Interface do drive de disquetes FDD (floppy disk drive)
3.2.11 plAcAs-mãe com dispositivos on-boArd e oFF-boArd
Você já deve ter ouvido falar do termo on-board, certo? Ele é utilizado para 
identificar uma placa-mãe que traz consigo uma série de itens integrados. Entre 
eles, podem-se citar placas de vídeo, som, rede.
O que vai definir qual placa comprar é a utilização que se quer dar ao equipa-
mento. Por exemplo, se você quer utilizar o PC para jogos 3D ou para atividades 
profissionais que exigem alto desempenho no tratamento de gráficos, como apli-
cativos CAD/CAM (AutoCad, CorelDraw, PhotoShop), será preciso uma placa de 
vídeo robusta, que certamente não virá integrada à placa-mãe. 
Por outro lado, se a utilização não requer maiores recursos, é possível comprar 
uma placa bem barata e que já traga todos os recursos integrados, permitindo o 
acesso à internet, a utilização de “suítes” de escritório e a visualização de vídeos e 
imagens de maneira confortável.
Existe ainda um meio-termo: é possível comprar uma placa-mãe que já tenha 
interfaces on-board e, em caso de necessidade, incluir os interfaces off-board que 
necessitar. Assim, mesmo que você possua uma placa de rede 100 Mbps on-board, 
é possível adquirir uma de 1 Gbps com fibra óptica e integrá-la ao equipamento 
sem problema nenhum; o mesmo vale para placas de som e vídeo.
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Dentro desse contexto, conheça agora um caso importante sobre as placas de 
vídeo off-board, no Casos e Relatos. 
 CAsos e relATos
Placas de vídeo off-board
Lucas resolveu fazer um upgrade em seu computador e, para isso, neces-
sitava de uma nova placa-mãe. Procurou uma loja de informática que um 
amigo lhe indicara e que possuía atendentes com bastante conhecimento 
técnico e o ajudariam a fazer a melhor escolha da sua placa-mãe. Chegan-
do à loja, Lucas foi atendido por Marcos, que lhe perguntou em que podia 
ajudá-lo. Lucas disse a Marcos que precisava de uma nova placa-mãe que 
suportasse seu processador Intel Core 2 Quad e seus dois módulos de me-
mória DDR2. Marcos mostrou a Lucas as opções disponíveis de placas-mãe 
que eram divididas em três segmentos: uso doméstico, que tinha

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