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Camile Figueira de Moraes 
 Advogada 
 OAB/RJ 203.422 
 
 
Av. Lord Baden Powel 62 Sala 103 A – Centro – Cachoeiras de Macacu- RJ – 
CEP: 28.680-000 Tel: (21) 97044-3435 
E-mail: camilefmoraes@hotmail.com 
 
EGRÉGIO JUIZADO ESPECIAL ADJUNTO CÍVEL DA COMARCA 
DE CACHOEIRAS DE MACACU – RJ. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JANAINA ALVES FRIAS MELO, brasileira, portadora da Cédula de 
identidade RG 24.830.526-0 DETRAN/RJ, inscrita no CPF sob o nº 
145.198.197-09, e-mail: janaadf@gmail.com residente e domiciliada à 
Rua Antônio Valadares 49 – Boa Vista – Cachoeiras de Macacu - Rio de 
Janeiro/RJ, CEP: 28.680-000, por sua advogada legalmente inscrita no 
instrumento procuratório em anexo, vem mui respeitosamente à douta 
presença de Vossa Excelência, propor a presente: 
 
 
 
AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS 
 
 
 
Em face de DOUTOR NATURE SAUDE NATURAL LTDA, pessoa jurídica 
de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n. 26.434.850/0001-91, com 
sede à R Marina Ciufuli Zanfelice 280 - Box A 017 – Lapa – São Paulo/SP – 
CEP: 05.040-000, pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos: 
 
 
 
 
 
 Camile Figueira de Moraes 
 Advogada 
 OAB/RJ 203.422 
 
 
Av. Lord Baden Powel 62 Sala 103 A – Centro – Cachoeiras de Macacu- RJ – 
CEP: 28.680-000 Tel: (21) 97044-3435 
E-mail: camilefmoraes@hotmail.com 
 
DOS FATOS 
Ao acompanhar o extrato de seu cartão, a Autora verificou 
a ocorrência de várias despesas desconhecidas no valor de R$ 599,40 
(quinhentos e noventa e nove reais e quarenta centavos) divididas em 
06 (seis) parcelas no valor de R$ 99,90 (noventa e nove reais e noventa 
centavos) conforme extratos que junta em anexo. 
Ao verificar seus e-mails tomou conhecimento da referida 
compra e da movimentação do pedido conforme prints de conversas 
anexas. 
Em 22 de dezembro de 2020 o pedido foi entregue na 
residência da autora e a mesma até agora está sem entender o que 
ocorreu já entrou em contato com a ré está a presente data tentando 
resolver o impasse, pois não fora a mesma que efetuou a compra e não 
se sabe se a ré efetivou o pedido por sua conta, ou na última hipótese a 
autora fora vítima de uma fraude. 
Não bastasse isso, após mais de 30 dias tentando solucionar 
o ocorrido, não houve outra alternativa, motivando o ingresso da 
presente ação. 
DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA 
Conforme narrado, não houve qualquer precaução nas 
atividades da empresa Ré, que pelo risco da atividade deveria tomar os 
cuidados necessários para evitar este tipo de ocorrência. 
O risco inerente à atividade exige da empresa maior 
agilidade e cautela no gerenciamento destes dados, gerando o dever 
de RESSARCIR TODOS OS PREJUÍZOS ao agir de forma imprudente e 
negligente. 
Vale frisar, por relevante, que o fato da Requerente sofrer o 
constrangimento de ter sido fraudada por terceiros no estabelecimento 
 Camile Figueira de Moraes 
 Advogada 
 OAB/RJ 203.422 
 
 
Av. Lord Baden Powel 62 Sala 103 A – Centro – Cachoeiras de Macacu- RJ – 
CEP: 28.680-000 Tel: (21) 97044-3435 
E-mail: camilefmoraes@hotmail.com 
 
da ré, por si só, já configura o DANO MORAL, pois teve o desgosto de ter 
seus rendimentos afetados sem que desse causa. 
Ao lecionar a matéria, o ilustre Desembargador Sérgio 
Cavalieri Filho destaca: 
"Todo aquele que se disponha a exercer alguma 
atividade no mercado de consumo tem o dever de 
responder pelos eventuais vícios ou defeitos dos bens 
e serviços fornecidos, independentemente de culpa. 
Esse dever é imanente ao dever de obediência às 
normas técnicas e de segurança, bem como aos 
critérios de lealdade, que perante os bens e serviços 
ofertados, quer perante os destinatários dessas 
ofertas. A responsabilidade decorre do simples fato 
de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir, 
estocar, distribuir e comercializar produtos ou 
executar determinados serviços. O fornecedor passa 
a ser o garante dos produtos e serviços oferecem no 
mercado, respondendo pela qualidade e segurança 
dos mesmos." (Programa de Responsabilidade Civil, 
8ª ed., Ed. Atlas S/A, pág.172). 
Para a configuração do dever de indenizar, tem-se a 
presença dos pressupostos da responsabilidade civil, quais sejam: 
(a) ato antijurídico; 
(b) dano; 
(c) nexo causal (dano decorrente do ato); 
(d) responsabilidade objetiva; e, por fim, 
 norma jurídica prescrevendo o dever de indenizar o 
dano causado. 
 Camile Figueira de Moraes 
 Advogada 
 OAB/RJ 203.422 
 
 
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Nessa toada, a responsabilidade do réu é objetiva, ou seja, 
independentemente da existência de culpa, motivo pelo qual deverá 
responder pelos danos causados. 
DA APLICAÇÃO DO CDC E INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA 
Ao estarmos diante de uma relação de consumo, 
necessária a necessária a inversão do ônus da prova, tendo em conta 
que a Lei 8.078, de 11.9.1990, em seu art. 3º, § 2º, dispõe: 
Art. 3º. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem 
como os entes despersonalizados, que desenvolvem 
atividade de produção, montagem, criação, 
construção, transformação, importação, 
exportação, distribuição ou comercialização de 
produtos ou prestação de serviços. 
§ 1º. Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. 
§ 2º. Serviço é qualquer atividade fornecida no 
mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de 
crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista. 
Trata-se da materialização exata do Princípio da Isonomia, 
segundo o qual, todos devem ser tratados de forma igual perante a lei, 
observados os limites de sua desigualdade, sendo devido a inversão do 
ônus da prova. 
Por esta razão que o art. 14, § 3º, I e II, do CDC, estabelece 
a inversão do ônus da prova, atribuindo ao fornecedor o ônus de 
demonstrar satisfatoriamente a inexistência do defeito ou a culpa 
exclusiva do consumidor. Assim, o fornecedor só se exime do dever de 
reparação se provar que o dano foi causado por culpa exclusiva do 
consumidor. 
 Camile Figueira de Moraes 
 Advogada 
 OAB/RJ 203.422 
 
 
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DA RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO MORAL 
Conforme demonstrado pelos fatos narrados e prova que 
junta no presente processo, a empresa ré deixou de cumprir com sua 
obrigação primária de cautela e prudência na atividade, causando 
constrangimentos indevidos a Autora 
Não obstante ao constrangimento ilegítimo, as reiteradas 
tentativas de resolver a necessidade da Autora ultrapassa a esfera dos 
aborrecimentos aceitáveis do cotidiano, uma vez que foi obrigado a 
buscar informações e ferramentas para resolver um problema causado 
pela empresa que se quer lhe dá uma solução até a presente data. 
Assim, no presente caso não se pode analisar isoladamente 
o constrangimento sofrido, mas a conjuntura de fatores que obrigaram 
a Consumidora a buscar a via judicial. Ou seja, deve-se considerar o 
grande desgaste da Autora nas reiteradas tentativas de solucionar o 
ocorrido sem êxito, gerando o dever de indenizar, conforme 
precedentes sobre o tema: 
APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DECLARATÓRIA DE 
NULIDADE DE NEGÓCIO JURÍDICO C/C REPETIÇÃO 
DE INDÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - 
(...). CONTRATO NÃO APRESENTADO PELA 
INSTITUIÇÃO FINANCEIRA - DANOS MORAIS 
CONFIGURADOS - QUANTUM INDENIZATÓRIO (DANOS 
MORAIS) MAJORADOS PARA R$ 10.000,00 - 
REPETIÇÃO DE INDÉBITO NA FORMA DOBRADA - MÁ-
FÉ DEMONSTRADA - DA COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO