A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
29 pág.
MONITORIA SAÚDE COLETIVA

Pré-visualização | Página 1 de 5

MONITORA: LUCIVANDA BARBOSA 
APOSTILA
MODELOS EXPLICATIVOS DO PROCESSO DE SAÚDE
1.MODELO MAGICO/RELIGIOSO ou XAMANISTICO:
A doença era vista como um castigo dos deuses e a cura era feita pelos sacerdotes ou feiticeiros.
3.MODELO EMPIRICO-RACIONAL (HIPOCRATICO):
Hipócrates corta um corpo humano e passa a estudar o que há dentro dele. Assim começa a fazer relações do homem com o meio, ou seja, relacionando os elementos água, ar, terra e fogo com a saúde e doença (teoria dos humores).
Saúde na visão de Hipócrates é o fruto do equilíbrio dos humores e a doença é o desequilíbrio deles.
4.MODELO DE MEDICINA CIENTIFICA OCIDENTAL (BIOMÉDICO):
Trata o corpo em partes cada vez menores reduzindo a saúde a um funcionamento mecânico, ou seja, é como se o médico especialista fosse um mecânico e aquela parte do corpo uma máquina defeituosa.
· Conceito de Miasma: acreditava-se que havia uma nuvem que encobriam as pessoas e elas adoeciam.
5.MODELO DA HISTORIA NATURAL DAS DOENÇAS (MODELO PROCESSUAL) MODELO DE LEAVELL E CLARK (1976):
Atenção integral a saúde, ou seja, olha o indivíduo como um todo. Olha as interelações do agente causador da doença, do agente causador da doença, do hospedeiro da doença e do meio ambiente e o processo de desenvolvimento de uma doença.
- SAÚDE(OMS): Completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência da doença.
 DETERMINANTES NO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA:SERVIÇO DE SAÚDE
LAZER
ALIMENTAÇAO
SAÚDE
RENDA
TRABALHO
MEIO AMBIENTE
MORADIA
CULTURA
 - EVOLUÇÃO DAS POLITICAS DE SAUDE NO BRASIL:
· BRASIL COLONIA (1500-1889)
· REPÚBLICA VELHA (1889-1930): Predomínio das doenças transmissíveis como: febre amarela; varíola, tuberculose; sífilis e endemias.
· ERA VARGAS(1930-1964): Redução da mortalidade e envelhecimento da população. Industrialização, urbanização e mudanças nas condições de vida e saúde.
· 1930: ministério do trabalho.
· Medicina previdenciária e saúde ocupacional.
· 1941: serviços de combate as endemias.
· 1943:criação da CLT.
· 1953: ministério da saúde.
· 1956: Criação do serviço especial de saúde pública (SESP) e instalação do depto.
· AUTORITARISMO (1964-1984): 
· Capacitação da medicina: privilegiou o setor privado.
· 1966: unificação dos IAP.
· 1973: FUNRURAL.
· 1975: V CONFERENCIA NACIONAL DE SAUDE (CNS).
· 1977: Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS).
· NOVA REPÚBLICA (1985-1988): Queda da mortalidade infantil e doenças imunopreviniveis. Manutenção das doenças da modernidade.
· Difusão da proposta da reforma sanitária.
· 1987: Sistema unificado e descentralizado de saúde (SUDS).
· PÓS – CONSTITUINTE (1989-1992). Constituição Federal de 1988 (Leis orgânicas de saúde 8080/90 e lei 8142/90).
· SAÚDE PUBLICA:
· Conjunto de ações e serviços de caráter sanitário que tenham como objetivo prevenir ou combater patologias ou quaisquer outros cenários que coloquem em risco a saúde da população.
· Centrado no modelo assistencial biomédico disponibilizando á população uma assistência médica simplificada.
· O planejamento é mais amplo e precisa de mais recursos do estado.
· SAÚDE COLETIVA:
· Consiste em um movimento sanitário de caráter social que surgiu no SUS, esse movimento é composto da integração das ciências sociais com as políticas de saúde pública.
· Identifica variáveis de cunho social, econômico e ambiental que possam acarretar no desenvolvimento de cenários de epidemia em determinada região, por meio de projeções feitas através da associação dos dados socioeconômicos.
· Também possui aplicações dentro da iniciativa privada.
· É planejada de acordo com as particularidades da região.
TODA SAÚDE PÚBLICA É COLETIVA, MAS NEM TODA SAÚDE COLETIVA É PÚBLICA.
· A saúde coletiva contempla:
· Ação do estado
· Compromisso da sociedade
· Produção de ambientes e populações saudáveis, através de suas atividades.
· Áreas da saúde coletiva:
· Ciências sociais e humanas.
· Epidemiologia
· Política e planejamento.
 PRICIPIOS BASICOS DA SAÚDE:
 ATIVIDADE CLINICA ATIVIDADE COMUNITARIACURAR O PACIENTE.
HISTORIA CLINICA,EXAME FISICO E XAMES.
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL.
TRATAMENTO E REABILITAÇÃO.
ACOMPANHAMENTO CLINICO.
OBJETIVO:MELHORAR O NÍVEL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO.
DADOS SOBRE A POPULAÇÃO.
DIAGNOSTICO DA COMUNIDADE E SELEÇÃO DE PRIORIDADES.
PLANEJAMENTO EM SAÚDE.
MONITORIMENTO DE INDICADORES.
INFORMAÇÃO
NECESSARIA:
DIAGNOSTICO:
PLANO DE AÇÃO:
AVALIAÇÃO:
· Promoção
· Proteçao
· Reabilitação.
CONSTITUIÇAO FEDERAL DE 1988
LEIS ORGANICAS DE SAÚDE (Lei 8080/90 e Lei 8142/90)
 LEI N8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990
#PARTICIPAÇÃO POPULAR
Garantia constitucional que a população, através de suas entidades representativas participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução. 
· CONFERENCIA DE SAÚDE: Reúne-se a cada 4 anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde em níveis correspondentes, convocada pelo poder executivo ou extraordinariamente pelo conselho de saúde.
· CONSELHO DE SAÚDE: Composto por representantes do governo, prestadores de serviços, profissionais de saúde e usuários. Atua na formulação de estratégias.
· CONASS: É uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que se pauta pelos princípios que regem o direito público e que congrega os secretários da saúde, dos estados e do distrito federal. Sua missão é promover o pleno exercício das responsabilidades das secretarias de saúde dos estados na política de saúde.
· CONASEMS: Representa as secretarias municipais de saúde.
PRINCIPIOS CONSTITUCIONAIS – SUS
· UNIVERSALIDADE DOS SERVIÇOS: É a garantia de atenção á saúde por parte do sistema a todo e qualquer cidadão, ou seja todos tem direito á saúde independente de cor, raça ou religião, e é dever do estado garantir isso.
· INTEGRALIDADE DA ASSISTENCIA: É o reconhecimento na pratica dos serviços de que cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. As ações de promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um todo indivisível e não podem ser compartimentalizadas. As unidades prestadoras de serviços com seus diversos graus de complexidade, formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. * todo cidadão tem direito a saúde de modo integral.
· EQUIDADE DA ASSISTENCIA: É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada caso requeira, more o cidadão onde morar. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema puder oferecer para todos, ou seja “dá mais a quem tem menos” (atender primeiro aquele que está mais grave).
PRINCIPIOS ORGANIZACIONAIS – SUS
· RESOLUTIVIDADE: (O problema da pessoa tem que ser resolvido). Quando um indivíduo busca um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrenta-lo e resolve-lo até o nível de sua competência. 
· DESCENTRALIZAÇÃO: (Cada governo tem a sua responsabilidade). É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto as ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo.
· REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO: (Primaria > postos; secundaria > CEO; terciaria > hospitais.). Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida, possibilitando um ótimo grau de resolutividade.
*Regionar é organizar por regiões. Ex: povo que mora em Pentas são atendidos em Caucaia.
	HIERAQUIZAÇÃO
 
 HIERARQUIZAÇÃO NA ODONTOLOGIA
POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO (PNH):
· Lançado em 2003, busca pôr em prática os princípios do sus no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar.
· A PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para construir.
· Modifica o quadro de desvalorização