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É o contato físico, depois da dissolução da zona pelúcia, entre 
o trofoblasto (embrião propriamente dito) e o endométrio. É 
regulada oor citocinas, hormônios, enzimas e outros fatores. 
Ruminantes: alongamento do blastocisto antes da implantação 
(carnunculas); 
Equinos: IGF-II (fator de crescimento insulinico 2) e EGF (fator 
de crescimento epidérmico) estimulam a implantação do 
embrião e seu crescimento. 
O trofoblasto é nutrido pelas células endoteliais da mãe, 
através das glândulas uterinas, com o leite endometrial até o 
fim da implantação e o desenvolvimento da placenta. 
 Migração Intrauterina e Espaçamento 
É essencial para as espécies que tem um grande número de 
filhotes. Ocorre devido a contrações moduladas peristálticas 
do miométrio. É raro em bovinos e ovinos. 
Equinos: 13 migrações ao dia, durante os dias 10-16 da 
gestação, podendo ocorrer até o 30° dia. Esse processo ajuda 
a mãe no reconhecimento da gestação e procura o melhor 
lugar para a implantação. 
 Fases de Implantação 
1) Rompimento da zona pelúcida: blastocisto expandido e lise 
(enzimas do trofoblasto e do epitélio luminal); 
2) Aproximação: migração até encontrar local favorecido de 
suprimento; 
3) Aposição 
4) Adesão e pré-implantação 
5) Formação da placenta, envoltórios e líquidos fetais 
 
Desenvolve-se após implantação. Ocorre a partir da 
justaposição das vilosidades do cório fetal com as criptas da 
mucosa uterina. 
 
 
 
 
Tipos de Placenta 
 Tipos de placenta segundo Strahl 
Verdadeira (deciduada): a união das porções materna e fetal 
da placenta exige a dissolução da mucosa uterina. Há 
deslocamento placentário da parede do útero e hemorragia 
da mucosa no momento do parto. Ex: carnívoros, primatas e 
roedores. 
Semiplacenta (adeciduada): Há somente uma firme aderência 
do epitélio corial ao epitélio uterino, sem haver lesão ou 
hemorragia da parede uterina no momento do parto. Ex: 
éguas, ruminantes, jumentas e porcas. 
 Tipos de Placenta de acordo com número de 
camadas que separam a circulação sanguínea da mãe e do 
feto 
- Placenta Epitéliocorial - Égua, jumenta e porca 
Possui diversas camadas (3 camadas da mãe e 3 camadas do 
feto). 
Sangue materno → endotélio materno → tecido conectivo 
materno → epitélio endometrial materno → epitélio 
coriônico fetal → tecido convectivo fetal → endotélio fetal 
→ sangue fetal. 
 
Fonte: http://vethistologia.blogspot.com/2012/05/organogenese.html 
Não há passagem de imunoglobulinas, os recém-nascidos 
precisam então ingerir o colostro. 
- Placenta Sindesmocorial - Ruminantes 
Possui 5 camadas (2 maternas e 3 fetais) 
Sangue materno → endotélio materno → epitélio 
endometrial materno → epitélio coriônico fetal → tecido 
conectivo fetal → endotélio fetal → sangue fetal. 
Pouca ou nenhuma passagem de imunoglobulinas. 
@tudopelavet 
@
tudopelavet 
 
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/82481823/fisiologia-da-
placenta 
- Placenta Endotéliocorial - Cadelas e Gatas 
Possui 4 camadas (1 da mãe e 3 do feto). 
Sangue materno → epitélio materno → epitélio coriônico 
fetal → tecido conectivo fetal → endotélio fetal → sangue 
fetal. 
5 a 10% de passagem de imunoglobulinas. 
 
Fonte: http://vethistologia.blogspot.com/2012/05/organogenese.html 
- Placenta Hemocorial - Primatas e Roedores 
Sangue materno em contato com o córion. Passagem eficaz 
de imunoglobulinas. 
 
Fonte: http://vethistologia.blogspot.com/2012/05/organogenese.html 
 Tipos de placentas de acordo com a inserção das 
vilosidades placentárias (ao endométrio) 
- Placenta Difusa: o córion está aderido a qualquer local na 
superfície endometrial. Presente na égua e a porca. 
 
Fonte: http://anatomiaanimaldescritiva.blogspot.com/2013/08/placenta.html 
- Placenta Cotiledonária: o córion destes animais possui 
estruturas ovais cotilédones (vilosidades) que se ligam à 
carúncula uterina, dando origem ao placentoma (comunicação 
entre a mãe e feto). Os cotilédones estão dispostos 
espaçadamente e por toda superfície da membrana 
coriônica. Presente em ruminantes. 
 
Fonte: http://anatomiaanimaldescritiva.blogspot.com/2013/08/placenta.html 
- Placenta Zonária: vilosidades coriônicas que ficam restritas 
na região equatorial formando um cinturão. Presente em 
cadelas e gatas. 
 
Fonte: http://anatomiaanimaldescritiva.blogspot.com/2013/08/placenta.html 
- Placenta Discóide: as vilosidades coriônicas dispostas 
formando um círculo ou disco numa única região da placenta. 
Presente nos humanos, primatas e roedores. 
 
Fonte:http://www.vivo.colostate.edu/hbooks/pathphys/reprod/placenta/str
ucture.html 
Funções da Placenta 
- Órgão respiratório fetal: 
Sangue rico em O2 → endométrio → veia umbilical → ducto 
venoso → átrios direito e esquerdo → aorta → artéria 
umbilical → placenta. 
- Alimentação do feto: 
Água atravessa a placenta (difusão) - líquidos fetais 
Ca, P, I, Fe 
Glicose e Frutose 
@tudopelavet 
@
tudopelavet 
Lipídios fragmentados pelas enzimas placentárias 
Aminoácidos e proteínas 
- Órgão de Filtração: 
Barreira materno-fetal e fetal-materna, remoção de detritos 
metabólicos. 
Impermeabilidade a soluções coloidais, leucócitos e bactérias 
Alguns fármacos anestésicos podem atravessar: morfina, 
tranquilizantes (clorpromazina, diazepam), anestésicos 
inalatórios (exceto halotano - metabolização pulmonar), 
antibióticos (cloranfenicol, polimixinas). 
- Função Imunoprotetora: 
Passagem de imunoglobulinas: IgG (menor peso molecular - 
encontrada em maior quantidade), IgM (encontrada em menor 
quantidade) e IgA. 
OBS: menores pesos moleculares (5 a 10% passa pela 
placenta) % maior no colostro. 
- Produção e secreção de hormônios, fatores de crescimento 
fetal e regulação do ambiente uterino. 
Na fase de Implantação, há aspectos anatômicos: 
Blastocisto: dividido em blastocele, trofoblasto e embrioblasto; 
possui forma alongada em ruminantes e suínos e forma 
esférica em equinos. 
Estroma endometrial: rico em glândulas com ductos que se 
abrem no lúmen. 
Ocorre interação entre as células do trofoblasto e o epitélio 
do lúmen uterino, com participação de proteínas e substâncias 
histiotróficas. 
- Cêntrica: trofoblasto com grande contato, mas sem 
penetração. Ex: bovinos, suínos, ovinos, coelhos e cães; 
- Excêntrica: epitélio luminal é invadido por células do 
trofoblasto. Ex: ratos, hamsters e camundongos; 
- Intrínseca: trofoblasto invade o estroma endometrial. Ex: 
humanos. 
Do processo inicial até o fim da formação placentária, o 
embrião é nutrido pelas glândulas endometriais (“leite 
uterino”), importante para garantir a boa divisão embrionária. 
 
 
 Membranas Fetais 
- Cório: envolve externamente todo o embrião e as outras 
membranas. seu folheto externo forma a placenta fetal. 
Ligação materno-fetal. 
- Âmnio: camada mais interna, que circunda completamente o 
embrião, exceto no anel umbilical, contém líquido amniótico. 
Forma-se entre 13 a 16 dias em ovelhas e vacas. Juntamente 
com o alantóide, protege o feto contra choques mecânicos e 
desidratação, armazena parte da urina fetal, auxilia na 
dilatação e lubrificação das vias fetais no momento do parto, 
apresenta papel bactericida e evita aderências. 
- Líquido amniótico: aquoso e viscoso : claro, incolor e de 
natureza mucóide; Origem: secreção do epitélio e 
saliva/secreção nasofaringeal do feto. Contém enzimas, 
proteínas, frutose, lipídios e sais minerais. O feto o regurgita, 
mas nunca inala. 
- Saco Alantoideano: aparece durante a segunda ou terceira 
semana de gestação em bovinos. Projeção do intestino fetal. 
Comunica-se com a bexiga fetal através do canal do úrico, 
servindo de reservatório de excretas, seu folheto externo é 
vascular e forma o alantocório e seu folheto interno é 
avascular e forma o antro. 
- Líquido Alantoideano: formado por produtor do catabolismo 
fetal; Urina; Boomanes e Hipmanes (corpos ovalados originados 
do leite uterino - depósitos de sais e mucina) - agrupamento 
de algumas substânciasderivadas do leite uterino. 
- Saco Vitelino: desenvolvimento precoce a partir da 
blastocele; exerce função de placenta no início da prenhez, 
absorvendo nutrientes do leite uterino, promovendo a 
nutrição do embrião. Forma a primeira circulação (circulação 
onfalomesentérica), constituída por duas artérias e duas 
veias. Possui função hematopoiética, até que o fígado fetal a 
exerça e origina as células germinativas primordiais (futuros 
espermatozoides e óvulos). 
 Funções dos Líquidos Fetais 
- Proteger o feto contra traumatismos, desidratação e 
variações na temperatura. 
- Permitir o crescimento simétrico do feto e seus movimentos 
sem prejudicar o útero. 
- Inibir o crescimento bacteriano, por sua ação mecânica de 
limpeza. 
 
 
@tudopelavet 
@
tudopelavet 
- Função laxativa para o feto. 
- Atua como receptáculo. 
- Evita aderências do feto com as membranas. 
- Promover a dilatação da cérvix, vagina e vulva durante o 
parto. 
- Aumenta a lubrificação da vagina após o rompimento das 
bolsas, facilitando a passagem do feto. 
 Alterações dos Anexos Fetais 
- Molas: morte do embrião sem absorção dos anexos fetais; 
- Hidropsia: acúmulo excessivo de líquido; 
- Placentite: infecção de origem hemática, linfática ou via 
vaginal (deslocamento de placenta). 
@tudopelavet 
@
tudopelavet

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