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Disciplina de Medicina Legal FENÔMENOS CADAVÉRICOS FABIANOSCARTISSUE@GMAIL.COM 62 9 9845-4175 Tanatologia. Cronotanatognose. Lembre-se: Em uma sala de perícias todo examinado mente, só quem não mente é o cadáver, mas você deve se esforçar para ouvir o que ele vai lhe dizer. A importância da análise do cadáver como está. O cadáver nunca mente. Agonologia: Agonia é o estado psicofísico do moribundo é o estado pré-morte. Os autores clássicos o situavam em um período que ia de 6 a 18 horas antes da morte. (Legrand du Salle) A morte. ■ Súbita Dita rápida à esta é sempre e no mínimo suspeita Dita agônica à levaria até 24 horas ■ Agônica à pode levar horas ou dias Não há um sinal de morte que lhe seja patognomônico. Daí a cultura de que os cadáveres só fossem enterrados com 24 horas depois da morte. Morte é a cessação de todas as funções vitais, faz-se necessário saber no entanto que nem todos estes sinais cessam ao mesmo tempo. Morte não é exatamente um fenômeno mas um verdadeiro processo funcional, físico, celular, bioquímico. Na prática a vida cessa quando, quando a respiração e a circulação cessam. ■ Tríade de Bichat: “ Morre-se pelo Cérebro, pelo Pulmão e pelo Coração” Mas em situações de hipóxia prolongada, pode haver cessação dos batimentos cardíacos com incursões respiratórias espaçadas, mas profundas. “Gaspping”. Fenômenos cadavéricos Abióticos ou avitais; imediatos consecutivos Transformativos; destrutivos; conservadores; Fenômenos abióticos imediatos. ■ Perda da consciência; ■ Perda da sensibilidade; ■ Abolição do tônus e da motilidade muscular; ■ Facies hipocrática; ■ Parada da respiração; ■ Parada da circulação; ■ Eletrocardiograma isoelétrico; Facies hipocrática; ■ Fronte enrugada e árida; ■ Olhos fundos; ■ Nariz afilado e com orla escura; ■ Têmperas deprimidas, côncavas e rugosas; ■ Orelhas repuxadas para cima; ■ Lábios pendentes; ■ Maças deprimidas; ■ Mento enrugado e duro; ■ Pele seca lívida e cinzenta; ■ Vibrissas e cílios semeados de uma poeira branca; ■ Rosto fortemente contornado e irreconhecível; Fenômenos abióticos consecutivos. ■ Evaporação tegumentar; ▪ Dessecação - Perda de peso; ▪ Pergaminhamento da pele; ▪ Fenômenos oculares (esvaziamento da artéria central da retina e Sinal de Larcher- Somer); ■ Resfriamento; ■ Hipóstase; ■ Rigidez cadavérica – Lei de Nysten ▪ Espasmo cadavérico; À maneira antiga. À maneira moderna. Nomograma feito para locais onde a temperatura é maior que 25ºC. Fórmulas matemáticas. Resultado em horas. Temp. Retal Média Temperatura Normal do Cadáver (°C) 0,83 Temp. Retal Média Temperatura Normal do Cadáver (°F) 1,5 Glaister.J, 1947 Achaval, A, 1995 Mas como no Brasil os cadáveres são “sagrados” e não se pode fazer um estudo científicos com eles. Estas fórmulas não irão funcionar no Rio de Janeiro em pleno Verão. O cadáver vai ganhar temperatura? Por isso a temperatura deve ser tomada no local de encontro do cadáver e não no IML. Provas bioquímicas Determinação do potássio no humor vítreo 5,26 X K – 30,9 = Horas de morte (± 20%) Madea, B; Henssge 1989 Pode ser realizado em até 100 h após a morte Livores cadavéricos. São ocasionados pela deposição do sangue nas áreas de maior declive. São manchas arroxeadas e confluentes descontínuas nas regiões onde há contato do corpo com superfície rígida. Livores cadavéricos. Formam-se sob a forma de um pontilhado esparso, cerca de 30 minutos, confluindo para manchas arroxeadas em cerca de 2 horas. Serão generalizados em cerca de seis horas porém móveis; Serão fixos em oito horas; Livores cadavéricos. Nos indivíduos de cor branca ou mulatos claros são facilmente identificados, mas nos indivíduos de pele escura só poderiam ser vistos com uso de radiação ultravioleta. Livores - coloração ■ Arroxeadosà normais; ■ Violáceo escuro à asfixia; ■ Achocolatados à Sugerem intoxicação pelo clorato de potássio; ■ Vermelho carmimà Sugerem intoxicação pelo Monóxido de carbono; ■ Vermelho claroà hemorragias muito importantes; ■ Avermelhadosà cadáveres submetidos ao frio ou geladeira; É óbvio que esta corpo estava de bruços. Livores do afogado. A rigidez cadavérica é um endurecimento da musculatura e não um encurtamento das fibras musculares. Influem na rigidez: ■ Compleição física à fortes mais intensa que os desnutridos; ■ Edemas – retardam a instalação; ■ Morte súbita – tardia intensa e demora a se desfazer; ■ Asfixia –intensa precoce e se desfaz mais rápido Lei de Nysten Sommer -Larcher ■ Mandíbula; ■ Pescoço; ■ Tórax e membros superiores; ■ Abdome; ■ Membros inferiores; Espasmo cadavérico: Uma contratura muscular súbita e mantida ocorrida em situações de morte súbita, rápida e intensa, que poderia por exemplo manter o soldado em posição de tiro, ou suicida de arma na mão. Eu nunca vi. Fenômenos transformativos destrutivos. ■ Autólise; ■ Putrefação; ▪ Período de coloração; ▪ Período de gazeificação; ▪ Período qualiquativo; ▪ Período de esqueletização; ■ Maceração; ▪ Asséptica ▪ Séptica; A autólise é o primeiro fenômeno que se sucede a morte, é criada inicialmente após intenso processo de acidificação celular. A morte é ácida Neste processo a lise dos lisossomos, permite extravasamento do conteúdo enzimático para o citoplasma, a auto- digestão celular progredindo terminará por lesar a membrana celular. Causa da putrefação. ■ Bactérias aeróbicas; ■ Bactérias anaeróbicas; ■ Bactérias aeróbicas facultativas; Lembre-se que o odor das carnes putrefatas, dependem intensamente das bactérias, que formam gases. Estes gases e estes odores “chamam os trabalhadores da morte” a fauna cadavérica. Fatores que interferem na putrefação. ■ Intrínsecos; ▪ Idade; ▪ Compleição física; ▪ Causa da morte; ■ Extrínsecos. ▪ Tipo de solo; ▪ Ventilação; ▪ Temperatura; ▪ Umidade; Putrefação período de coloração (cromático). Coincide normalmente com o o desfazimento da rigidez; Mancha verde abdominalà Fossa ilíaca direita; é causada pela produção do gás sulfídrico e sua combinação com a hemoglobina (H2S – Hb) colorindo o cadáver; por vezes é vista também à esquerda mas classicamente está descrita à direita; Vai colorindo o corpo até torna-lo verde escuro; Cabeça de negro de Lecha Marzo Período Gasoso (Gaseificação) ■ Circulação póstuma de Brouardel (neste período é comum haver o despregamento da epiderme); ■ Formação de bolhas liquidas e gasosos; ■ Clássica posição do lutador; ■ Protrusão lingual e dos globos oculares; ■ Protrusão dos genitais por vezes com extrusão uterina; ■ Parto pós-morte; Período coliquativo é o período da dissolução pútrida do cadáver. É o momento em que mais há participação das legiões dos trabalhadores da morte. São sete legiões da morte das seguintes classes. ■ Dípteros; ■ Coleópteros; ■ Lepidópteros; ■ Ortópteros; ■ Himenópteros; ■ Acarianos; Musca doméstica Logo após a morte Lucillia e outras No início da putrefação. Dermestes e outros 3 a 6 meses Pyopphila e outras 6 meses a dois anos. Tyreophora e outras Mais de um ano Uropoda e outros Cadáveres mumificados Aglossa e outras cadáveres mumificados Tenebrio Mais de tres anos Esquema de trabalhadores da morte. Esqueletização completa Cerca de dois a três anos. Maceração ■ Asséptica: fetos no interior do corpo da mãe à diagnóstico diferencial com morte no parto; ■ Sépticas: corpos encontrados no interior de pântanos e rios; Fenômenos transformativos conservadores. ■ Mumificação; espontâneas ou provocada; ■ Saponificação; ésteres de gordura, cadáver amarelado como queijo; Cronotanatognose. ■ Perda de 1 a 1,5 graus porhora; ■ 30 minutos a 1 hora, surgem petéquias e sugilações; ■ 1h a 2h- surge a rigidez; ■ 2h a 3h- livores são manchas; ■ 6h a 8h- livores extensos; ■ 8h a 12h- rigidez máxima; ■ 8h a 12h- livores fixos; Cronotanatognose. ■ 18/24 h Mancha verde; Inicio da putrefação; Início da flacidez; ■ 24/36 h Gaseificação; ■ 1 a 2 semanas, inicio da coliquação; ■ Até 3 anos esqueletização completa; Além de tudo... ■ Ratos; ■ Peixes; siris; caranguejos; ■ Cães; ■ Gatos; ■ Aves de rapina; ■ Abutres; Comem carne, espalham óssos e atrapalham uma conclusão lógica. Bem acredito que numa hora desta vocês já devem estar assim: Então .... Muito Obrigado !!!