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sld_1 Serviço Social Integrado

Notas da Unidade I (Serviço Social Integrado) sobre capitalismo e sua relação com o Serviço Social: origem na Inglaterra, transformações sociais e desigualdade, Marx e expropriação do trabalhador, queda de 1929, fortalecimento de oligopólios (1950–70), papel de Getúlio Vargas; inclui questão interativa.

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Unidade I
SERVIÇO SOCIAL INTEGRADO
Profa. Amarilis Tudella
Introdução
 A disciplina aborda questões 
econômicas e políticas que afetam a vida 
em sociedade.
 Perpassa pelo capitalismo e suas 
consequências históricas inclusive para 
a formação do Serviço Social.
Capitalismo na Inglaterra
 Há estudos que apontam que o 
capitalismo surgiu na Europa, como 
fenômeno tipicamente inglês, dadas as 
condições favoráveis da Inglaterra de 
mão de obra abundante, esgotamento 
das atividades agrárias disponibilidadedas atividades agrárias, disponibilidade 
e qualidade de recursos minerais no 
período e posição privilegiada de 
afastamento da região inglesa das 
regiões de conflitos (HOBSBAWM, 2003).
Capitalismo e Idade Média
Esse cenário transformador já vinha 
ocorrendo no final de Idade Média, mas a 
partir do desenvolvimento inglês e de sua 
força comercial nas rotas marítimas, o 
movimento econômico e social ampliou-se 
pela Alemanha França e Holandapela Alemanha, França e Holanda, 
expandindo-se em seguida para os Estados 
Unidos
(HOBSBAWM, 2003).
Capitalismo e as transformações 
sociais
 Pode-se claramente visualizar que esse 
processo de desenvolvimento gerou 
profundas transformações sociais, 
culturais e econômicas, evidenciando a 
configuração da relação capital x 
trabalho e uma consequente divisão detrabalho e uma consequente divisão de 
classes sociais entre capitalistas 
(burgueses) e trabalhadores 
assalariados (proletários).
Capitalismo e desigualdade social
 Desse modo, pode-se perceber que, ao 
expandir-se, o desenvolvimento do 
capital fez aumentar a complexidade de 
suas proporções multifacetadas por 
todos os países que o adotaram como 
modelo de desenvolvimento bem comomodelo de desenvolvimento, bem como 
os problemas sociais, marcando as 
regiões com profundas desigualdades 
sociais, que passam a caracterizar uma 
Questão Social (IAMAMOTO, 2007).
Marx e o capitalismo
 Marx quis dizer que o capitalista não tem 
liberdade para escolher o modo como 
deseja produzir e, para enfrentar a 
concorrência, precisa necessariamente 
produzir de acordo com a média do 
trabalho social que é determinado pelotrabalho social, que é determinado pelo 
desenvolvimento das forças produtivas 
do período histórico em que se encontra 
produzindo e concorrendo. É nessa 
condição que se revela o verdadeiro 
movimento do capitalismo em todo o seumovimento do capitalismo em todo o seu 
processo de desenvolvimento.
Trabalhador Expropriado
Outro ponto estrutural significativo do 
capitalismo é que gera no trabalhador uma 
dependência de que o capitalista compre 
sua mão de obra, como única possibilidade 
para realizar a sua força de trabalho. “Tem 
início nesse processo a relação de duplainício nesse processo a relação de dupla 
expropriação do trabalhador: de um lado é 
expropriado de seus conhecimentos e 
ofícios anteriores; de outro lado, é 
expropriado da autonomia de 
trabalhar para si”trabalhar para si 
(HOBSBAWM, 2003, p. 34).
Trabalho e capital
 No caso da formação do trabalhador 
coletivo, a expropriação é ainda maior, 
pois todos os trabalhos parciais 
somados são revertidos para o capital, 
que ainda fica com a mais-valia, 
expropriada individualmente garantindoexpropriada individualmente, garantindo-
lhe um duplo ganho.
Queda da Bolsa de 1929
 Marcada pela Grande Depressão, a 
década de 1930 registrou a regressão 
das atividades econômicas em quase 
todos os países do mundo capitalista e o 
desemprego atingiu taxas elevadíssimas. 
SegundoSegundo
 Hobsbawm (1995), a queda acentuada 
dos preços dos produtos primários 
impactou as regiões menos 
desenvolvidas, que em muitos casos já 
enfrentavam problemas deenfrentavam problemas de 
superprodução desde a década anterior, 
que também sofreram com a depressão.
Continuando
 Desencadeou grandes dificuldades para 
o enfrentamento dos graves problemas 
de desigualdade social, pobreza, numa 
demonstração da incapacidade dessas 
nações para completar os processos de 
industrialização que dependiaindustrialização, que dependia 
basicamente de financiamento interno da 
acumulação de capital e maior ação na 
economia.
1950 - 1970
 A década de 1950 marca o fortalecimento 
dos grandes oligopólios e 
empreendimentos financeiros, o que 
seria um dos fatores da crise da ordem 
econômica internacional estabelecida em 
Bretton Woods na década de 1970 e aBretton Woods na década de 1970 e a 
retomada do processo de 
internacionalização do capital, com forte 
expansão das empresas multinacionais 
em regiões de periferia.
Interatividade
O Serviço Social surge decorrente do 
movimento:
a) Neoliberal.
b) Positivista.
c) Capitalistac) Capitalista.
d) Teológico.
e) coligação Latino-Americana.
Getúlio Vargas
 A autonomia nacional passava a 
depender de como os projetos de 
desenvolvimento das nações se 
apropriavam de modo dependente desse 
capital estrangeiro. No Brasil, esse era o 
caso de Getúlio Vargas que esperavacaso de Getúlio Vargas, que esperava 
industrializar o Brasil e garantir sua 
soberania, com papel de destaque na 
América Latina, contando para isso com 
apoio político, financeiro e tecnológico 
norte-americano.norte americano.
Capitalismo e Serviço Social
 Os trabalhadores do capital e do Estado 
histórica e conjunturalmente buscam 
estratégias para enfrentamento da 
Questão Social, e é na organicidade 
desse enfrentamento, como uma divisão 
social e técnica do trabalho que surge osocial e técnica do trabalho, que surge o 
Serviço Social.
Brasil e a Revolução de 1930
 No caso do Brasil, a Revolução de 1930 
deslocou a burguesia cafeeira, rompeu 
com o bloco hegemônico e conferiu ao 
Estado maior autonomia para responder 
rapidamente à crise e para conduzir um 
projeto calcado na industrialização e noprojeto calcado na industrialização e no 
mercado interno, que amadureceu 
paulatinamente e ganhou contornos 
mais nítidos no Estado Novo.
Brasil
 A legislação trabalhista, visando à 
implantação da grande siderurgia e 
tentativas de planejamento econômico 
entre 1939 e 1943, por meio do Plano de 
Obras Públicas e do Reaparelhamento da 
Defesa Nacional e do Plano de Obras eDefesa Nacional e do Plano de Obras e 
Equipamentos, centrados na expansão 
da infraestrutura e na indústria de base, 
que buscava a racionalização do serviço 
público, referido na Constituição de 1937 
e nas medidas protecionistas.e nas medidas protecionistas.
1960
 Nos anos 1960, observa-se a ampliação 
da produção e da capacidade produtiva 
em escala mundial, causada pela entrada 
de produtos japoneses e alemães no 
mercado mundial e também devido ao 
avanço das industrializações tardias emavanço das industrializações tardias em 
países periféricos.
 As lutas sindicais pressionavam para 
manter os lucros nos mesmos patamares 
e forçavam a elevação dos salários.
Contestação Social
 No mesmo período, décadas de 1960 e 
de 1970, observa-se crescente 
contestação social, caracterizada pela 
ascensão das forças de esquerda e dos 
movimentos sociais, que pareciam estar 
sendo tomados pelo nacionalismo pelosendo tomados pelo nacionalismo, pelo 
fundamentalismo e pela esquerda, 
motivando a formação de uma cultura 
anticapitalista. Surgiram também, 
nessa época, movimentos em defesa de 
várias causas, como o feminista, ovárias causas, como o feminista, o 
negro, o ambientalista e o ecológico, 
em contraponto a outros movimentos 
burocratizados tradicionais 
de esquerda.
Consenso de Washington
 Os países latino-americanos 
continuaram enfrentando intensas crises 
de endividamento externo e inflacionária, 
com enormes dificuldades de se inserir 
na dinâmica dessa nova ordem e deixam 
de lado as estratégiasde lado as estratégiasdesenvolvimentistas, passando a 
assumir as políticas recomendadas pelo 
chamado Consenso de Washington.
Consenso de Washington
 Essa expressão, Consenso de 
Washington, também conhecida como 
neoliberalismo, foi cunhada em 1989 
pelo economista inglês John Williamson, 
ex-funcionário do Banco Mundial e do 
Fundo MonetárioFundo Monetário
Consenso de Washington,
Internacional (FMI), com intenção de indicar 
políticas adotadas pelos Estados Unidos 
em relação aos países da América Latina. 
Algumas de suas características, segundo 
Chesnais (1996), são:
 abertura da economia por meio da 
liberalização financeira e comercial e da 
eliminação de barreiras aos 
investimentos estrangeiros;
 amplas privatizações;
 redução de subsídios e gastos sociais 
por parte dos governos; Cont.
Consenso de Washington,
 Desregulamentação do mercado de 
trabalho, para permitir novas formas
de contratação que reduzisse a ideia 
neoliberal baseia-se no funcionamento 
da economia com livre mercado, em
que a presença do Estado inibe oque a presença do Estado inibe o
setor privado.
Globalização
 Esse processo de globalização expande 
a tendência de abertura comercial e 
financeira das economias nacionais, 
numa onda de inovações tecnológicas, 
de reestruturação dos processos 
produtivos de intensificação dos fluxosprodutivos, de intensificação dos fluxos 
de capitais e da realocação espacial de 
inúmeros setores industriais para países 
periféricos, sobretudo para o Leste 
Asiático.
Interatividade
A revolução capitalista consiste num 
processo de transformação histórica, 
porque as ações sociais deixaram de ser 
conduzidas pela tradição e pela religião 
para serem conduzidas pelo:
a) Estado.
b) Empregador.
c) Trabalhador.
d) Capitalismo.
e) Empregador e trabalhador.
Neoliberalismo
 A adoção do modelo neoliberal de 
paralisar o setor industrial e estimular o 
setor primário de exportações de 
produtos agrícolas e minerais, com 
destaque para o papel da China nesse 
cenário conduz a retomada docenário, conduz a retomada do 
crescimento e a criação de políticas 
sociais mais abrangentes. Surge, assim, 
um novo dinamismo para a acumulação 
de capital no Leste Asiático, enquanto o 
restante dos países com menorrestante dos países com menor 
desenvolvimento passou por fases mais 
lentas de crescimento e maiores crises 
sociais.
Neoliberalismo
 Essa reestruturação elevou a níveis 
inimagináveis as taxas de desemprego, 
diante de novas formas de organização 
do processo de produção. Por sua vez, a 
classe trabalhadora vivenciou 
consequências profundas na cultura naconsequências profundas na cultura, na 
consciência de classe e nas formas de 
organização com o enfraquecimento dos 
sindicatos, que passaram a contribuir 
para a mudança da correlação de forças 
a favor da grande burguesiaa favor da grande burguesia 
mundializada e para a hegemonia do 
capital financeiro.
Reestruturação Produtiva
 E, para escapar da sempre presente 
tendência à crise (queda da taxa de 
lucro), o capital dá respostas por meio 
da reestruturação. Em outras palavras, o 
processo de reestruturação do capital 
nada mais é do que uma ofensiva donada mais é do que uma ofensiva do 
capital para aumentar a produtividade do 
trabalho e atingir outros níveis de 
lucratividade.
Globalização
O termo globalização relaciona-se agora a 
um fenômeno econômico que apresenta a 
imagem de uma única economia, de um 
único interesse. Em seu nome, “a 
movimentação internacional dos capitais é 
liberada o setor público produtivo éliberada, o setor público produtivo é 
privatizado ou desmantelado e a política 
monetária prioriza a estabilidade dos 
preços em detrimento do crescimento 
econômico” 
(SINGER 2000 p 15)(SINGER, 2000, p. 15).
Globalização
 Esse processo chamado globalização 
econômica acentuou mais fortemente 
mecanismos ideológicopolíticos e 
econômicos inovadores, adotados pelo 
capital para aumentar sua produção e 
manter o controle sobre a organizaçãomanter o controle sobre a organização 
dos trabalhadores.
 A terceirização, a flexibilização, a 
informalidade, a busca por mão de obra 
barata, o controle de qualidade 
constituem se em novas estratégias paraconstituem-se em novas estratégias para 
aumentar o lucro e simultaneamente 
contribuíram para o aumento da 
precarização, da exploração do trabalho 
e do trabalhador brasileiro.
Globalização e competitividade
 A produção mundial nessa escala é 
fragmentada e acentua a competição 
entre as grandes empresas e os líderes 
desse mercado globalizado, exigindo 
maiores investimentos, com o objetivo 
de manter ou adquirir liderançasde manter ou adquirir lideranças 
tecnológicas e restringir as lideranças 
nos processos decisórios da produção 
mundial.
Oligopólios e fusões
 Corporações oligopolizadas (diz respeito 
a oligopólio, ou seja, várias empresas se 
juntam para monopolizar determinado 
setor da economia; monopolizar quer 
dizer ter total controle sobre tal coisa) 
destacam se nesse cenário globalizadodestacam-se nesse cenário globalizado, 
como as montadoras de automóveis, de 
extração, de refino e distribuição de 
petróleo e de comunicação, com seus 
investimentos espalhados pelos cinco 
continentes.continentes.
Ações sociais e capitalismo
 A revolução capitalista consiste num 
processo de transformação histórica, 
porque as ações sociais deixaram de ser 
conduzidas pela tradição e pela religião 
para serem conduzidas pelo Estado e 
pela principal instituição econômica porpela principal instituição econômica por 
este regulada – o mercado.
 A natureza desse modo de 
desenvolvimento capitalista produz um 
crescente interesse em novos mercados 
e em novas formas de acumulação doe em novas formas de acumulação do 
capital, independente das dimensões 
territoriais e políticas que o adotam.
Estado-Nação
 O Estado-nação permite conceber a ideia 
de “comunidade”, em que se identificam 
as diferenças, semelhanças e 
desigualdades internas (de gênero, de 
classe, de religião etc.) entre as pessoas 
de uma mesma comunidade e em relaçãode uma mesma comunidade e em relação 
a nações diferentes, muitas vezes 
originando, com base na defesa dos 
interesses considerados fundamentais 
para a comunidade, preconceitos e 
radicalismos que geram conflitos,radicalismos que geram conflitos, 
guerras e embates políticos e 
econômicos.
Estado
Bresser-Pereira (2008, p. 28) afirma que:
 A sociedade civil é a sociedade 
politicamente organizada que se motiva 
principalmente pela garantia dos direitos 
civis e dos direitos sociais.
 O Estado, por sua vez, é o sistema 
constitucional-legal e a organização que 
o garante; é a organização ou aparelho 
formado de políticos e burocratas e 
militares que tem o poder de legislar e 
tributar, e a própria ordem jurídica que é 
fruto dessa atividade.
Estado e democracia
 Mesmo se considerando que liberdade e 
igualdade substantiva sejam 
conquistadas no pleno exercício 
democrático, é necessário que o Estado 
regule com ações positivas para que 
setores da sociedade civil se fortaleçamsetores da sociedade civil se fortaleçam 
no equilíbrio do jogo democrático de 
participação e acesso, minimizando os 
efeitos do capital e das lutas de classe, 
em favor, claro, das classes mais 
impactadas com a desigualdade.impactadas com a desigualdade.
Interatividade
Fazem parte às necessidades humanas:
a) Um ambiente ecologicamente saudável.
b) Atenção à saúde integral, acesso à 
educação de qualidade, com ênfase para 
a infância e adolescência.a infância e adolescência.
c) Estímulo à proteção das relações 
primárias significativas, como a 
convivência familiar e social.
d) Especial, a valorização de autonomia 
para que as pessoassejam capazes depara que as pessoas sejam capazes de 
escolher e avaliar informações.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Políticas Sociais
 Nessa perspectiva, as políticas sociais 
são criadas para solucionar problemas 
gerados pelas desigualdades, mas a 
ideia é que, se a fórmula usada para 
distribuição original de renda favorece 
mais a uns que outros logicamente asmais a uns que outros, logicamente, as 
políticas sociais, ao serem planejadas e 
executadas, devem também alcançar 
mais àqueles que têm menos acesso a 
essa renda originalmente distribuída.
A globalização apresenta um 
caráter multidimensional, composto 
por variáveis sociais
 Na estruturação social, na divisão do 
trabalho, na gestão dos direitos, na 
regulação da distribuição de bens e 
valores sociais, na universalização das 
oportunidades e riscos e nas 
transformações culturais com maiortransformações culturais, com maior 
disseminação de conhecimentos, 
constituição de valores, normas, entre 
outros.
Pobreza
 Segundo o Relatório do Banco Mundial 
do ano 2000, a pobreza se caracteriza 
por ausência de recursos e renda para 
assegurar a cobertura de necessidades 
essenciais, incluindo educação e saúde, 
também pela falta de legitimidade etambém pela falta de legitimidade e 
participação política nas instituições 
estatais e nos processos sociais 
organizados e pela exposição das 
pessoas a riscos, sem potenciais para o 
enfrentamento, provocando violações deenfrentamento, provocando violações de 
direitos e vulnerabilidades.
Pobreza
 Segundo Sposati (1997, p. 11),
 [...] pobreza é em qualquer lugar do 
mundo entendida como privação ou 
ausência das necessidades básicas, 
podendo mudar a intensidade da 
privação como ausência total de 
recursos que impeçam o ser inclusive de 
se alimentar: condição primeira para sua 
sobrevivência. O que denotaria um 
estado de indigência. De outras formas 
se daria na privação de condiçõesse daria na privação de condições 
materiais e acesso mínimo às políticas 
de saúde, educação, saneamento, 
habitação etc. [...]
Fazem parte dessas referências às 
necessidades humanas
um ambiente ecologicamente saudável, 
atenção à saúde integral, acesso à 
educação de qualidade, com ênfase para a 
infância e adolescência, estímulo à 
proteção das relações primárias 
significativas como a convivência familiarsignificativas, como a convivência familiar 
e social e, em especial, a valorização de 
autonomia para que as pessoas sejam 
capazes de escolher e avaliar informações 
para agir, criticar e, quando necessário, 
mudar as regras e práticas da cultura damudar as regras e práticas da cultura da 
qual fazem parte.
(PEREIRA, 2009).
Estado e pobreza
 Tendências contemporâneas 
redimensionam as iniciativas dos 
Estados, no sentido de que as 
políticassociais e as instituições atuem 
mais voltadas aos grupos vulneráveis e 
possam efetivamente promover de formapossam efetivamente promover de forma 
eficiente a equidade. Sen (2011) cita a 
equidade como uma ideia fundamental 
que pode ser explicada e entendida de 
formas diferentes, mas que em sua 
essência não se deve levar em conta 
apenas os interesses e as preocupações 
de um grupo em particular, mas os de 
outros, cuidando de não priorizar os 
próprios interesses e preconceitos, 
adotando postura imparcial.
Proteção Social
 Há dúvidas se no Brasil se desenvolveu 
historicamente um sistema de proteção 
social e, ao mesmo tempo, concebe-se 
que a institucionalização da assistência 
social enquanto política pública é 
resultado de muitas lutas dosresultado de muitas lutas dos 
movimentos populares, organização de 
trabalhadores, debates de intelectuais e 
profissionais, envolvendo diversos 
atores, entre eles profissionais de 
Serviço Social.Serviço Social.
Cidadania
 Esse marco jurídico incorpora a defesa 
de relações de igualdade, respeito e 
cidadania, enquanto eixos norteadores 
das políticas públicas a serem 
instaladas, garante o compromisso 
institucional com a Declaração Universalinstitucional com a Declaração Universal 
dos Direitos Humanos (arts. 22 a 28), 
proclamada pela resolução 217 A(III) da
 Assembleia Geral das Nações Unidas em 
1948, e inova ao definir que as ações 
sociais serão direcionadassociais serão direcionadas
Cidadania
 À redução das desigualdades 
econômicas, sociais e culturais 
existentes no país e que as políticas 
serão formuladas com intensa 
participação da sociedade no processo 
constituinte e na construção de um novoconstituinte e na construção de um novo 
modelo de proteção social.
Assistência Social
 No contexto da esfera pública da 
assistência social, dá-se maior destaque 
ao controle social como a representação 
legítima e efetiva dos interesses e das 
necessidades de um coletivo, para 
concretizar direitos e inibir açõesconcretizar direitos e inibir ações 
individuais, interesses particulares que 
expressem clientelismo e favoritismos 
de qualquer espécie. A proposta de 
controle social é no sentido de tornar 
legítimas as ações de uma dadalegítimas as ações de uma dada 
sociedade perante o Estado, e deve ser 
exercida continuamente.
Sociedade Civil
 Nesse caso, deverão ser compartilhadas 
e interessar a uma comunidade 
pretensamente capaz de arcar com seu 
próprio movimento de gestão dos 
desafios locais, para mobilizar recursos 
mínimos do Estado e convocar amínimos do Estado e convocar a 
sociedade civil para assumir essa 
responsabilidade e, na maioria dos 
casos, chamar a iniciativa privada para 
financiar os projetos
Interatividade 
Segundo Sposati (1997, p. 11), [...] pobreza é em 
qualquer lugar do mundo entendida como 
privação ou ausência das necessidades básicas, 
podendo mudar a intensidade da privação como 
ausência total de recursos que impeçam o ser 
inclusive de se alimentar. Podemos então 
considerar:
I. Estado de risco e vulnerabilidade. 
II. Falta de recursos de sobrevivência. 
III. estado de indigência. 
IV. privação de condições materiais e acesso 
mínimo às políticas sociais.
E lh lt ti tEscolha a alternativa correta
a) I e II
b) I e III
c) IV
d) I e IV
e) Todas as alternativas anteriores.
ATÉ A PRÓXIMA!

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