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ELETROCARDIOGRAMA-ACHADOS e TABELAS DE ECG Resumo do XX Curso de Eletrocardiograma 2019 HCFMUSP São Paulo Guilherme P

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Referências: 
-Apostila do XX Curso de Eletrocardiograma 2019 HCFMUSP. Dias 27- 29/11/2019
	FREQUÊNCIA CARDÍACA NAS PRINCIPAIS ARRITMIAS
	FC ou Frequência Atrial
	Outros Parâmetros
	Diagnóstico Provável
	FC de 50 a 100 bpm
	ONDA P com Orientação Normal
	Ritmo Sinusal
	FC > 100 bpm
	ONDA P com Orientação Normal
	Taquicardia Sinusal
	FC > 100 bpm
	Ausência de Onda P; Complexo QRS ESTREITO
	Taquicardia Supraventricular
	FC > 100 bpm
	Ausência de Onda P; Complexo QRS LARGO
	Taquicardia Ventricular ou aberrância de condução
	Frequência Atrial: 150 a 250 bpm
	Onda P Desviada
	Taquicardia Atrial
	Frequência Atrial 250 a 350 bpm
	Bloqueio Atrioventricular 2:1, 31 ou 4:1
	Flutter Atrial
	Frequência Atrial >350 bpm
	Intervalo RR muito Irregular (“Irregularmente Irregular”)
	Fibrilação Atrial
	FC <50 bpm
	Onda P com Orientação Normal
	Bradicardia Sinusal
	FC < 60 bpm
	Onda P ausente
	Ritmo Juncional ou Idioventricular
	FC < 60 bpm
	Onda P Desviada
	Ritmo Ectópico Atrial
	FC < 40 bpm
	Dissociação Atrioventricular
	Bloqueio AV Total
Onda P: Corresponde ao registro da Despolarização Atrial. Sua duração normal é cerca de não mais que 0,11s e a orientação espacial varia de +30 a +60º no Plano Frontal ou Periférico (D1,D2, D3: Bipolares; aVR, aVL, aVF:Unipolares) .As modificações da Onda P são exemplificadas na tabela abaixo:
	MOFICAÇÕES DA ONDA P
	Orientação
	Dimensões
	Morfologia
	Diagnóstico Provável
	+30 a +60º
	< 2,5 x 2,5 mm
	Arredondada
	P Normal, Ritmo Sinusal
	+60 a +90º
	Amplitude > 0,25 mV
	Pontiaguda
	Sobrecarga do AD
	Desvio para trás
	Duração > 0,10 s ; 
V1:Fase Negativa > 1 mm2
	Entalhada
	Sobrecarga do AE
	Desvio para trás
	Amplitude > e Duração > 
	Pontiaguda, Entalhada
	Sobrecarga Biatrial
	Para a Esquerda
	Normais
	Plus-Minus (D2, D3 e aVF)
	Distúrbios de Condução Intra-Atrial
	Desvio: -30º a -90º
	PR Curto
	Negativa em D2, D3 e aVF
	Ritmo Juncional
	Desvio: +30° a -30°
	Normais
	Negativa em D3 e aVF
	Ritmo de AD (vindo de) baixo 
	Desvio > -90º
	Normais
	Negativa em V5 e V6
	Ritmo de AE |Baixo
	Desvio > + 90º
	Normais
	Negativa em V5 e V6
	Ritmo de AE Alto
	Desvio > +90°
	Normais
	Complexo QRS, Onda T Desviados > 90°
	Dextrocardia
INTERVALO PR: Seu início coincide com o início da Onda P e seu término é o início do QRS, correspondendo ao tempo gasto pelo estímulo elétrico desde sua origem no Nó Sinusal até alcançar os Ventrículos. A maior parte do Intervalo PR decorre do atraso fisiológico da condução no nó AV, necessário para que os átrios sejam esvaziados antes da contração ventricular. O Intervalo PR normal varia de 0,12 a 0,20s.
	VARIAÇÕES DA DURAÇÃO DO INTERVALO PR
	Causas de Intervalo PR Curto
	Causas e Intervalo PR Longo
	Causas de Intervalo PR Variável
	-Ritmo Juncional; 
-Síndrome de Wolff-Parkinson-White; 
-Condução AV acelerada
	-Bloqueio AV de 1º Grau ; 
-Idade Avançada
	-Bloqueio AV de 2º Grau Mobitz I (fenômeno de Wennckebach);
-Dissociação AV;
-Marcapasso Atrial Mutável;
-Dupla Via de Condução Nodal;
	VARIAÇÕES DO SEGMENTO PR
	Causas de Infradesnivelamento do Segmento PR
	Causas de Supradesnivelamento do Segmento PR
	-Pericardite (principalmente no Estágio I)
-Infarto Atrial
	-Infarto Atrial
SEGMENTO ST: O Segmento ST é uma porção do traçado do ECG entre o Complexo QRS e a Onda T. Representa a parte inicial da Repolarização dos Ventrículos Direito e Esquerdo. O Segmento ST começa no final do Complexo QRS (Onda S) e termina com o surgimento da Onda T. O ponto em que o Complexo QRS e o Segmento ST se encontram é denominado junção ou “Ponto J”. Diversas condições podem causar deslocamento do Segmento ST da Linha Isoelétrica, seja em direção positiva ou negativa:
-Isquemia, lesão ou infarto do Miocárdio estão entre as causas de deslocamento do Segmento ST. O Segmento ST é considerado elevado se o segmento se deslocar acima da Linha de Base. É considerado deprimido caso se desloque abaixo da linha de base.
-A elevação do Segmento ST no formato de uma ”Carinha Feliz” (smiley-Concavidade Ascendente) geralmente é benigna, particularmente se ocorre em um paciente assintomático e normalmente sadio.
-A aparência arqueada (“Rosto Carrancudo” ou Carinha Triste ou Concavidade Descendente) está muitas vezes associada a um padrão de lesão aguda. 
-Um segmento ST Horizontal sugere isquemia
-Os digitálicos causam uma Depressão (Escavação) do Segmento ST às vezes denominada “dig dip” (“Intoxicação Digitálica”).
-Outras possíveis formas de elevação so Segmento ST vistas no IM agudo estão demonstradas na Figura 2.7:
	CAUSAS DE SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST
	-Infarto Agudo do Miocárdio;
-Pericardite (Supranesnivelamento Difuso do ST, em várias derivações. Característica da Fase 1);
-Bloqueio do Ramo Esquerdo;
-Sobrecarga Ventricular Esquerda;
-Repolarização precoce (variante normal);
-Vasoespasmo Coronário (“Angina de Prinzmetal”);
-Aneurisma de Ventrículo;
-Síndrome de Brugada;
-Outras causas: Miocardite, Tromboembolismo Pulmonar, Hemorragia Cerebral, Hiperpotassemia e ferimento cardíaco;
	CAUSAS DE INFRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST
	-Insuficiência Coronária Aguda;
-Insuficiência Coronária Crônica;
-Sobrecarga Ventricular Esquerda (SVE);
-Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE);
-Ação digitálica;
-Taquicardias;
-Alterações metabólicas;
ONDA T: É resultante da Repolarização Ventricular e é uma onda de maior duração e menor voltagem (menor amplitude- menor mV), com porção ascendente mais lenta que a descendente. A Onda T normal é positiva e paralela ao Complexo QRS na maioria das Derivações, exceto em V1 e V2, em que o QRS habitualmente é negativo e a Onda T, positiva.
	CAUSAS DE AUMENTO DE AMPLITUDE DA ONDA T
	-HIPERPOTASSEMIA;
-VAGOTONIA;
-FASE HIPERAGUDA DO INFARTO DO MIOCÁRDIO;
	CAUSAS DE ACHATAMENTO E INVERSÃO DA ONDA T
	-INSUFICIÊNCIA CORONÁRIA;
-PERICARDITE (Fase II e III) ;
-ONDA T Juvenil;
-Wolff-Parkinson-White;
- Hipertrofia Ventricular Esquerda (“Padrão Strain”) repolarização em Derivações Precordiais V5 e V6, em uma SVE;
- Hipertrofia Ventricular Direita
-Miocardiopatia;
-Memória Elétrica (BRE Intermitente, Pós-taquicardia e Marcapasso de Demanda);
-Idiopática;
-Bloqueio de Ramo Esquerdo;
-Alteração Metabólica;
-AVCH (“Ondas T Cerebrais”);
INTERVALO QT: É o intervalo definido do início do QRS ao término da Onda T, representa a Sístole Elétrica Ventricular, que é o tempo total de despolarização e repolarização dos Ventrículos no ECG. Como o QT varia muito com a frequência cardíaca, utiliza-se preferencialmente o QTs, que é o intervalo QT corrigido para a FC, expresso pela fórmula: QTc = QT/ RR. O QTc é considerado normal até 0,450 s.
	CAUSAS DE AUMENTO DO INTERVALO QT
	-Distúrbios Eletrolíticos (Hipocalcemia, Hipopotassemia e HIpomagnesemia);
-Antiarrítmicos (dos Grupos IA e III da classificação internacional de antiarrítmicos por Vaughan Williams;
-Psicotrópicos (Ex: Antidepressivos Tricíclicos e Antipsicóticos);
-Outros medicamentos (Ex: Domperidona, Cisaprida e alguns anti-histamínicos);
-Isquemia Miocárdica (Angina Instável ou Infarto Agudo do Miocárdio);
-Arritmias (Pós-Taquicardia Ventricular ou Pós-Parada Cardíaca);
-Lesões Agudas do Sistema Nervoso Central (hemorragia cerebral, infecções do SNC, processos expansivos);
-Hipotermia;
-Bloqueio de Ramo;
-Síndromes do QT Longo Congênito;
	CAUSAS DE DIMINUIÇÃO DO INTERVALO QT
	-Hipercalcemia;
-Outras alterações metabólicas (Hipercalcemia Pura e Acidose Metabólica);
-Digitálicos (Ex: Digoxina);
COMPLEXO QRS:
	ANORMALIDADES DO QRS
	PARÂMETRO
	ORIENTAÇÃO
	DIAGNÓSTICO PROVÁVEL
	DURAÇÃO NORMAL (ATÉ 0,11s)
	-30º A +90º
	NORMAL
	DURAÇÃO NORMAL
	DESVIO P/ DIREITA > +90º
	SVD
	DURAÇÃO NORMAL
	DESVIO PARA ESQUERDA >-30º
	BDAS
	DURAÇÃO AUMENTADA
	NORMAL
	BRE
	DURAÇÃO AUMENTADA
	DESVIO PARA FRENTE
	BRD
	AMPLITUDE AUMENTADA
	NORMAL
	SVE
	ONDAS Q ANORMAIS
	 ------------
	ÁREA INATIVA
	CAUSAS DE ALARGAMENTO DO QRS:
-BLOQUEIOS DE RAMO;
-RITMO VENTRICULAR DE ESCAPE (BAVT) ;
-RITMO IDIOVENTRICULAR ACELERADO;
-ABERRÂNCIA DE CONDUÇÃO E FREQUÊNCIA DEPENDENTES (EXTRA-SÍSTOLES E