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QUESTÃO 03 Heloísa Lück, gabaritada pesquisadora na área da Gestão Escolar, fala sobre as mudanças de paradigma ocorridas neste setor no texto Perspectivas da Gestão Escolar e as implicações quanto à formação de seus gestores. “Já é lugar comum a afirmação de que vivemos uma época de mudança. Porém, a mudança mais significativa que se pode registrar é a do modo como vemos a realidade e de como dela participamos, estabelecendo sua construção. No geral, em toda a sociedade, observa-se o desenvolvimento da consciência de que o autoritarismo, a centralização, a fragmentação, o conservadorismo e a ótica do dividir para conquistar, do perde-ganha, estão ultrapassados, por conduzirem ao desperdício, ao imobilismo, ao ativismo inconsequente, à desresponsabilização por atos e seus resultados e, em última instância, à estagnação social e ao fracasso de suas instituições. Em meio a essa mudança, não apenas a escola desenvolve essa consciência, como a própria sociedade cobra que o faça. Assim é que a escola se encontra, hoje, no centro das atenções da sociedade. Isto porque se reconhece que a educação, na sociedade globalizada e economia centrada no conhecimento, constitui grande valor estratégico para o desenvolvimento de qualquer sociedade, assim como condição importante para a qualidade de vida das pessoas. Embora esse enfoque não seja plenamente adotado e, quando levado em consideração, seja orientado, ainda, por um velho e já enfraquecido paradigma orientador da cobrança, em vez de participação, ele tem grande impacto sobre o que acontece na escola, que é hoje, mais do que nunca, bombardeada por demandas sociais das mais diversas ordens. Observa-se, também, o interesse de grupos e organizações, no sentido de colaborarem com a escola, constituindo-se essa área, um campo fértil para a realização de parcerias em prol da educação, para o desenvolvimento da sociedade, e por conseguinte, um grande desafio para os gestores escolares, por exigirem deles novas atenções, conhecimentos e habilidades” (LÜCK, 2008, on-line). Considerando uma concepção crítica da escola, você pôde refletir sobre as instâncias (intra e extra-escolares) que favorecem a implementação da gestão democrática, a qual é evidenciada pela cidadania ativa no espaço da escola pública, de forma a fortalecer o compartilhamento de poder e a tomada de decisões. Baseado nas reflexões oportunizadas até agora, descreva os principais desafios para a materialização de uma gestão escolar democrática no Brasil, sugerindo ações que possam ser realizadas na busca de sua efetivação. No contexto escolar, sabe que é ativa e complexa e exigindo esforços redobrados e maior organização do trabalho educacional, assim como participação da comunidade, a fim de que possa ser efetiva, já que não basta na unidade de ensino apenas preparar o aluno para níveis mais elevados de escolaridade, uma vez que o que ele precisa é de aprender para compreender a vida, a si mesmo e a sociedade, como condições para ações competentes na prática da cidadania. Nessa visão pode ser relacionada aos quatro pilares da educação: Aprender a ser, Aprender a viver e conviver juntos uns com os outros, no qual acredito ser bastante relevante em relação à formação integral que todos por direito deveriam receber durante processo de formação na educação básica. Devemos ter a clareza que o ambiente escolar deve oferecer essas experiências ao indivíduo. A autora destaca a transição de um modelo estático para um paradigma dinâmico. Esse novo paradigma é fundamentado pelos seguintes pressupostos: A realidade é global, sendo que tudo está relacionado a tudo, direta ou indiretamente, estabelecendo uma rede de fatos, circunstâncias e situações, intimamente interligadas. A realidade é dinâmica, sendo construída socialmente, pela forma como as pessoas pensam, agem e interagem. O ambiente social e comportamento humano são dinâmicos e por isso, imprevisíveis, podendo ser e não plenamente controlados. O controle não pode diminuir o valor ou a qualidade nem impor limite à orientação educacional. Garantir formação competente de seus alunos para que se tornem cidadãos participativos da sociedade é responsabilidade do governo e de entidade ao, ao mesmo tempo, autoritária e paternalista, sob a minha ótica penso ser negativo porque na minha percepção esse não é o papel do profissional da área da educação e muito menos governamental. Deveriam oferecer oportunidades para que nossos alunos possam aprender para compreender a vida, a sociedade e a si mesmos e um direito do cidadão e deveríamos perceber que a organização viva caracterizada por uma rede de relações de todos os elementos que nela atuam ou interferem. É óbvio que tudo acontece dentro de um contexto de incerteza, ambigüidade, contradições, tensão, conflito e crise são vistos como elementos naturais de qualquer processo de transformação, afinal na educação não existem receitas prontas e sim frequentes desafios. A busca de realização e sucesso corresponde a um processo e não a uma meta. Não e realizações que devem, no entanto, ser continuamente buscadas pela ação empreendedora. A responsabilidade maior do dirigente é a criatividade, o talento, a competência e a energia humana, pela mobilização contínua para promover uma cultura organizacional orientada para resultados e desenvolvimento. organização escolar. Portanto, seu diretor deve cumprir plenamente essas obrigações, de modo a garantir que a escola não fuja ao estabelecido em âmbito central ou em hierarquia do sistema de ensino.