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RESUMO DO ARTIGO DILEMAS ÉTICOS NA HEMOTRANSFUSÃO EM TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: UMA ANÁLISE JURÍDICO BIOÉTICA Aluno: Victor Celestino Azevedo Prof: Cláudio Cime O trabalho apresentado pelos autores, traz em sua atividade algumas reflexões que, acabam por provocar nos leitores do mesmo, uma ampliação do olhar em relação a hemotransfusão nos indivíduos residentes no Brasil que, declaram-se seguidores da religião, conhecida como os Testemunhas de Jeová (TJ). Insta salientar, a importância de se retirar do centro das atenções, a religião pelos pacientes que se recusam à se submeterem à transfusão sanguínea, encarando esses pacientes exclusivamente, como sujeitos comuns possuidores de direitos e obrigações, residentes na sociedade brasileira, e que estão sujeitos ao sistema jurídico vigente no país, e por consequência terão a autonomia de suas vontades condicionadas à legislação atual. Entende-se que, essa autonomia, deve ser encarada, com respeito e transparência pelos profissionais de saúde, que não devem coagí-los a fornecerem qualquer tipo de autorização ou declaração em desacordo com suas convicções pessoais. É importante ressaltarmos, que em regra geral, no atendimento aos pacientes que recusam-se a fazerem a hemotransfusão, os procedimentos deverão ser os seguinte: Se não houver risco de morte, a vontade do paciente ou de seus responsáveis, deve prevalecer. Já se o caso for o contrário, e o risco de morte for constatado, o médico deverá tomar as providencias necessárias, para a manutenção da vida e do paciente, independentemente de sua vontade ou da vontade de seus parentes legais, isso, se não houver nenhum outro recurso, se não a hemotransfusão para salvar sua vida. Percebe-se que, mesmo o Brasil sendo um país em que a liberdade de credo é resguardada pela Constituição federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, à vida do paciente sempre estará em primeiro plano, caso não haja outro recurso. Com isso, é possível notar há uma aparente colisão de direitos fundamentais à vida, à dignidade, à liberdade religiosa e a sua livre manifestação que está assegurada na Lei Maior da sociedade brasileira. Sendo assim, sabendo que todos esses direitos fundamentais são igualmente relevantes, dependem das possibilidades fáticas e jurídicas. Desse modo, concluísse que o profissional que atua na área de saúde, precisa estar sempre atento, à legislação, à busca incessante por conhecimento e crescimento na sua área de atuação, para que, cada vez mais os direitos de todos os que dependem de seus serviços, cintam-se seguros e protegidos, para darem continuidade aos seus tratamentos e terem uma vida mais saudável.