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Planejamento Familiar e Contracepção

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atenção do homem durante o ato sexual. 
• Além disso, apesar de incomum, o fluido seminal que precede a ejaculação, pode conter espermatozoides, 
levando a uma possível gestação indesejada. Dessa forma, esse método possui altas taxas de falhas, 25% 
ao ano. 
LACTAÇÃO 
• Durante o aleitamento materno ocorre alterações hormonais no eixo hipotálamo-hipófise-ovário, 
levando à anovulação. 
• Esse método além de não ter custos, promove inúmeros benefícios para a mulher e para o bebê. 
• Além disso, o método não tem contraindicações, desde que a amamentação seja exclusiva. No entanto, sabe-
se que parte das mulheres ovulam em torno do terceiro mês de pós-parto, mesmo amamentando. Esse fato 
pode gerar risco de gravidez não planejada. 
MÉTODOS DE BARREIRA 
• São métodos que formam uma barreira entre os espermatozoides e a cavidade uterina, impedindo a 
fecundação. 
• O nível de eficiência desses métodos varia entre 2 a 6%, a depender se seu uso é correto. 
• Todos os métodos de barreira, além do efeito contraceptivo, também reduzem a transmissão de IST’s. 
PRESERVATIVOS (CAMISINHA) 
• Dentre os métodos de barreira os preservativos são os mais utilizados. 
• Existem preservativos masculinos e femininos que podem ser feitos de látex ou poliuretrano. 
• Sua taxa de falha geralmente está ligada ao uso incorreto. Além do efeito contraceptivo, é o método 
mais eficaz de prevenção de IST’s. 
• Além disso, está associado a redução de neoplasias do colo do útero pela diminuição da transmissão 
do papilomavírus humano (HPV). Sendo por isso, indicado o seu uso em associação com outros 
métodos. 
• O preservativo feminino é feito de poliuretano ou látex sintético e tem um anel flexível em cada extremidade. 
O anel aberto fica fora do canal vaginal e o anel fechado interno é colocado no espaço entre a sínfise e o colo 
uterino. 
• Possui o benefício de poder ser inserido até 8 horas 
antes da relação e não necessita da retirada imediata 
após a ejaculação. Contudo, tem baixa taxa de adesão. 
 
• Já o preservativo masculino, geralmente é feito de 
látex e amplamente difundido. Possui baixo índice de 
falha, todavia, para melhor eficácia, é necessário o uso 
correto. 
• Os preservativos masculinos não devem ser usados por homens que apresentam perda de ereção durante o 
intercurso sexual. Além disso, não devem ser usados junto com o feminino, pois aumenta o risco de 
rompimento ou deslocamento. 
 
DIAFRAGMA 
• O diafragma é um disco de borracha ou látex, 
colocado na vagina, recobrindo colo do útero 
para impedir a entrada de espermatozoides. 
 
• Possui vários tamanhos, por isso, antes do início 
do uso, é necessária uma consulta com o 
ginecologista para ser indicado o tamanho mais 
adequado para a paciente. 
• Geralmente é usado em associação aos 
espermicidas, adquirindo em conjunto um bom 
índice de efetividade. O espermicida é colocado 
no centro do dispositivo e mantido em contato com 
o colo do útero. 
• Caso o ato sexual demore mais de 2 horas para 
ocorrer, o espermicida deve ser aplicado na parte 
superior da vagina, visando garantir maior 
proteção. 
• O diafragma é colocado na vagina até no 
máximo 1 hora antes da relação sexual, deve 
ser retirado no mínimo 6 horas depois e nunca deve ultrapassar 24 horas. Sua colocação requer certa 
habilidade, sendo seu mau posicionamento pode resultar em falha do método. 
• O diafragma não deve ser usado em pacientes com infecções geniturinárias em curso, histórico de Síndrome 
do choque tóxico ou doença valvar complicada. 
ESPERMICIDA 
• Os espermicidas são substâncias em forma de tabletes de espuma, geleia ou creme que provocam a ruptura 
da membrana das células dos espermatozoides, matando-os ou retardando sua passagem pelo canal 
cervical. 
• A substância mais utilizada é o nonoxinol-9, mas também existe no mercado o octoxinol-9 e o menfegol. 
• É recomendado o seu uso apenas em associação com outros métodos contraceptivos, como o diafragma. 
• No entanto, não deve ser usada com preservativos masculinos, pois pode aumentar o risco de contaminação 
pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). 
DISPOSITIVOS INTRAUTERINOS (DIUS) 
• Os DIUs, junto com o implante de etonogestrel, faz parte dos LARCs (Long acting reversible contraceptives) 
que são os contraceptivos de longa duração. 
• Consistem em um objeto de formato variável que é inserido na cavidade uterina. Eles são amplamente 
difundidos como métodos contraceptivos reversível, possuem pequenas taxas de falha e 
descontinuidade, poucas contraindicações e tem um ótimo custo-benefício. 
• No Brasil, os dois DIUs utilizados são o dispositivo intrauterino de cobre (DIU-Cu) e o sistema intrauterino 
liberador de levonogestrel (SIU de levonogestrel). 
• DIU não é abortivo. A fertilidade revertida imediatamente após retirada. Pode ser inserido em mulheres 
menstruadas ou com teste de gravidez negativo, no parto ou até 48h depois e no puerpério 4 semanas 
pós-parto. 
 
 
 
 
 
 
DIU DE COBRE 
• O DIU-Cu é o dispositivo mais utilizado no Brasil, 
sendo o único LARC fornecido pelo SUS no Brasil. 
• Tem formato de T, é feito de um fio de prata corado 
com cobre e pode ser eficaz de 10 a 12 anos a 
depender da literatura. 
• O DIU-Cu age por meio da indução de uma reação 
de corpo estranho, levando a inflamação, visto que 
o cobre induz a liberação de interleucinas e 
citocinas que tem ação espermicida. Além disso, 
leva a mudanças bioquímicas e morfológicas no 
endométrio, além de produzir modificações no 
muco cervical e alterar a espermomigração e 
transporte do óvulo. 
 
 
• Em relação ao risco de infecção existem divergências na literatura. Novo estudos indicam que os DIU de 
cobre têm efeito protetor para a DIP, porque deixa o útero do colo hostil aos germes que habitam essa região 
como clamídia e gonococo. 
• Apesar dos inúmeros benefícios, esse método também está relacionado a alguns efeitos adversos como 
aumento da dismenorreia e aumento do sangramento uterino. 
• Além disso, apesar de raro, existe o risco de perfuração uterina e expulsão do DIU. O DIU de cobre não 
está relacionado ao aumento de gravidez ectópica. (em aula a prof falou que na falha do DIU é possível o 
favorecimento de gestação ectópica, já que ele alterara o transporte do óvulo, favorecendo seu implante em 
local inadequado). 
SIU DE LEVONOGESTREL (SIU- LNG) 
• O SIU- LNG, também conhecido pelo nome comercial 
Mirena, é um dispositivo de poliuretrano em forma de T que 
libera 20mcg levonorgestrel por dia. 
 
• Tem validade de cerca de 5 anos, apesar de alguns estudos 
admitirem até 7 anos. 
• Funciona levando a ao efeito a atrofia do endométrio, 
tornando o muco cervical espesso e dificultando a 
espermomigração e motilidade tubária. 
• Além disso, provoca a reação inflamatória de corpo 
estranho, como o DIU de cobre. 
• Possui o benefício de reduzir a dismenorreia e causar 
amenorreia em alguns casos. 
• No entanto, em algumas pacientes pode levar a cefaleia, 
mastalgia, acne, depressão, cisto ovarianos funcionais e spotting 
(sangramento uterino irregular). 
• Além de ter as mesmas contraindicações do DIU de cobre, o 
SIU-LNG não é recomendado em mulheres com câncer de 
mama atual ou prévio, tumor hepático, trombose venosa 
profunda ou tromboembolismo pulmonar atual, lúpus 
eritematoso sistêmico com anticorpo antifosfolipídeo positivo 
ou desconhecido. 
• Além disso, não é indicado a continuidade do uso em pacientes que iniciaram quadro de enxaqueca com 
aura. Apesar de raro, pode levar a expulsão, dor ou sangramento, perfuração uterina, infecção e gravidez 
ectópica. 
• Para a inserção dos DIU’s, deve ser realizada uma anamnese e exame físico minucioso, buscando 
identificar contraindicações ao método. O melhor momento para ser inserido é durante a menstruação, 
pois nesse período o colo do útero está mais pérvio, facilitando a inserção. 
• A contracepção é imediata e pode ser colocado em qualquer idade, inclusive em pacientes sem prole