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Planejamento Familiar e Contracepção

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constituída. 
• Pacientes com imunidade comprometida como em mulheres com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) 
e usuárias de corticoide em altas doses, presença de câncer ovário, doença trofoblástica benigna, IST’s e 
tuberculose pélvica tem contraindicação relativa ao uso de dispositivos intrauterinos. 
• No em 48 horas a quatro semanas após o parto, não é indicado a colocação do DIU, pois o risco de expulsão 
é maior. 
• Usuárias de DIU que apresentam sinais clínicos ou culturas sugestivas de infecção por clamídia ou 
gonococo deve ser tratada com antibióticos, mas não é necessário a remoção do DIU. 
• Por outro lado, na presença de sinais de ascensão endometrial ou tubária, deve-se instituir terapia 
antibiótica e retirar o DIU prontamente. 
CONTRACEPÇÃO HORMONAL 
• Os contraceptivos hormonais são métodos extremamente difundidos e eficazes. No entanto, seu 
índice de sucesso depende fundamentalmente da paciente. 
• Com isso, na prática seu índice de falhas aumenta consideravelmente decorrente do uso incorreto, 
chegando a taxas de gravidez no primeiro ano de uso entre 3 e 9 por 100 usuárias. 
• Dentre esses contraceptivos os mais conhecidos são: contraceptivos orais combinados (COCs), 
contraceptivos contendo apenas progestogênio (COPs) e contraceptivos com estrogênios e/ou 
progestogênios de uso sistêmico por injeção, adesivo transdérmico ou anel intravaginal. 
• Contraceptivos hormonais combinados (CHCs): Os CHCs possuem a combinação de um estrogênio 
e um progestogênio no mesmo método. 
• Desse grupo fazem parte as pílulas contraceptivas de uso oral, o injetável mensal, o adesivo transdérmico 
e o anel intravaginal. Apresentam bons níveis de efetividade e continuidade do uso do método. 
 
• O mecanismo de ação dos CHCs ocorre pela inibição da ovulação. 
• Vamos relembrar, no ciclo menstrual o hormônio folículo estimulante (FSH) é responsável pelo recrutamento 
e desenvolvimento folicular. Já o hormônio luteinizante (LH) é o responsável pela ovulação. 
• O componente de estrogênio dos CHCs inibe o FSH, enquanto que o progestogênio age inibindo o LH. 
• Ora, se esses dois hormônios estão bloqueados, não pode ocorrer recrutamento folicular, 
amadurecimento do folículo dominante e nem ovulação. 
• Além disso, a progesterona presente nesses contraceptivos torna o muco cervical espesso, 
dificultando a espermomigração, reduz a motilidade tubária e ainda tem efeito a antiproliferativo no 
endométrio. 
• Já o estrogênio contido na formulação estabiliza o endométrio, reduzindo os sangramentos e aumenta 
a produção hepática da globulina carreadora de hormônios sexuais (SHBG), reduzindo a fração livre 
de testosterona. 
 
• Possuem alguns efeitos adversos 
relacionados aos hormônios utilizados. 
• Além disso, devido aos hormônios utilizados 
os CHCs possuem inúmeras contraindicações 
relativas e absolutas. 
 
CONTRACEPTIVO ORAL COMBINADO (COCS) 
• Também são conhecidos como pílulas 
anticoncepcionais. O principal estrogênio 
utilizado é o etinilestradiol. 
• Mas novas formulações podem conter o 
estradiol e o valerato de estradiol que são 
estrogênios naturais. 
• Os COCs que possuem etinilestradiol em sua 
composição podem ser classificados pela dose 
estrogênica, em pílulas de alta ou baixa dose. As 
pílulas que contêm doses abaixo de 50 mcg de 
etinilestradiol são as de baixa dose, aquelas com 
quantidade superior a 50mcg são as de alta dose. 
 
• De acordo com o tipo de progestagênios 
contido, os COCs podem ser classificados em 
primeira, segunda, terceira geração e quarta 
geração. 
1. Os COCs de PRIMEIRA GERAÇÃO são os 
que possuem levonorgestrel (progestágeno) 
associado a 50 mcg de etinilestradiol (esse ponto n 
se refere ao primeiro disponível no mercado, por 
isso difere do que a prof falou, mas deixei os slides). 
 
2. Já as de SEGUNDA GERAÇÃO , contém o etinilestradiol em doses menores, associado ao levonorgestrel. 
 
 
 
3. Se a pílula tiver desogestrel ou gestodeno associado ao estrógeno, são denominadas de TERCEIRA 
GERAÇÃO. 
 
 
 
 
• Pode ser utilizado de maneira contínua ou estendida. No uso contínuo, não há interrupção das pílulas e no 
uso estendido, as pausas acontecem 3 a 4 vezes por ano, dependendo do produto. 
• As pílulas devem ser iniciadas no primeiro dia do ciclo menstrual. As cartelas a depender do tipo esquema 
utilizado, indicam pausas mensais que podem variar de quatro a sete dias. Nestes casos, após a primeira 
cartela inicia-se a segunda no quinto ou oitavo dia, respectivamente. 
• Alguns anticoncepcionais de 28 dias podem ser utilizados sem pausa. O importante é utilizar diariamente para 
evitar falhas. 
• No caso de esquecimento, deve se fazer o uso da pílula esquecida mais a pílula do dia para evitar 
sangramento por colapso endometrial. Já o restante da cartela deve ser consumido com uma pílula por dia. 
Em caso de mais de um dia esquecido, deve-se utilizar um contraceptivo de barreira por pelo menos 7 dias 
para evitar gestação. 
• Alguns medicamentos como anticonvulsivantes, antibióticos, antifúngicos e antirretrovirais estão 
associados a redução da concentração dos anticoncepcionais orais, afetando a sua eficácia. Os 
principais são Rifampicina, Griseofluvina, Nelfinavir, Lopinavir, Ritonavir, Nevirapina, Barbitúricos 
(fenobarbital e primidona), Carbamazepina, Oxcarbamazepina, Felbamato, Fenitoína e Topiramato. 
Contraceptivos apenas de progestogênio (COPs) (n foi trabalhado pelo prof, pode pular) 
• Esses contraceptivos possuem como hormônio apenas a progesterona. Dentro desse grupo está a pílula de 
progesterona isolada, o injetável trimestral, o implante subdérmico e o SIU de levonogestrel (discutido no 
tópico de dispositivos intrauterinos). 
 
• Pílula de progesterona isolada: Esses contraceptivos podem ser compostos por desogestrel, acetato de 
noretindrona e levonorgestrel. 
• Minipílula: Os contraceptivos compostos por acetato de noretindrona e levonorgestrel são também 
conhecidos como minipílulas e podem ser utilizados em pacientes em aleitamento e na perimenopausa. 
• Essas medicações promovem efeito contraceptivo através do espessamento do muco cervical e 
inibição da implantação do embrião no endométrio. 
• Não possuindo efeitos anovulatórios. Nesse caso, o uso de minipílulas é contínuo e devem ser prescritas 
no puerpério de mulheres que amamentam seis semanas após o parto. 
• O seu uso deve ser rigoroso, pois após 27 horas da injesta do último comprimido já pode perder o seu efeito. 
• Uma contraindicação relativa ao uso de anticoncepcionais com progestágeno isolado é o diabetes mellitus 
gestacional prévio, pois está relacionado ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 nos primeiros dois 
anos após o parto. 
CONTRACEPÇÃO CIRÚRGICA 
• A contracepção cirúrgica consiste em método considerado irreversível ou definitivo, podendo ser 
masculina com a vasectomia ou feminina com a ligadura tubária (LT). 
• Tem grande efetividade com índice de Pearl variando de 0,1 a 0,3 por 100 mulheres/ano. 
• A Lei 9263 de 12/01/1996, também conhecida como Lei do planejamento familiar, regulamenta o seu uso no 
Brasil, sendo indicado somente nas seguintes situações: 
1. Homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade OU, pelo menos, com 
dois filhos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato 
cirúrgico. 
2. Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, desde que tenha relatório escrito e assinado 
por dois médicos. 
• Além disso, é vedado a esterilização cirúrgica durante o parto, aborto ou até 42 dias após o parto (ou 
aborto), exceto nos casos de comprovada necessidade, como: 
1. Cesárias sucessivas anteriores (no mínimo 2); 
2. Doença de base com risco à saúde. 
• Para fazer a esterilização é necessário o registro da expressa manifestação da vontade da paciente em 
documento escrito e firmado. 
• Caso seja casada, deve também ter o consentimento do cônjuge e se for incapaz,