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Leucemias Linfóides

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Leucemias Linfóides 
• REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Bogliolo. Patologia. 9a 
edição. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro - RJ, 
2016. Cap 25. 
• REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Fundamentos em 
Hematologia - Cap: 5 e 6. 
Menino, 10 anos apresenta-se com o início recente de 
fadiga, dor de cabeça e epistaxes repetidas, difíceis de 
controlar, na última semana. Não tem histórico pessoal ou 
familiar de doença grave. O exame revela conjuntiva 
pálida e múltiplas petéquias na parte inferior das pernas. 
O exame abdominal sugere um baço ligeiramente 
aumentado. O restante de seu exame, incluindo um 
exame neurológico, é normal. 
- ATENTAR-SE: 
↪ criança (idade de 10 anos) - até então, as leucemias 
mieloides estavam associadas com casos em adultos 
com idade > 60 anos. 
↪ baço aumentado: hemólise precoce, hematopoese 
extramedular (mas nesse caso o fígado também deveria 
estar aumentado) ou linfomas foliculares (esses nódulos 
foliculares podem comprometer o baço) ou os linfomas 
de grandes células B - ambos não-Hodgkin. 
↪ sangramento: plaquetas baixas ou algum outro 
distúrbio de coagulação. 
↪ fadiga: pode ser característico de uma anemia. 
- HEMOGRAMA DO PACIENTE: 
↪ Hb ↓, hematócrito ↓ e VCM/CHCM/HCM normal: 
anemia normocítica e normocrômica - pode ser anemia 
por perda de sangue, doenças crônicas, anemias 
hemolíticas, disfunção renal ou neoplasias. 
* neoplasias: alterações na medula óssea podem 
compromete-la causando esse quadro anêmico. 
↪ blastos - 85%: muitas células indiferenciadas na 
corrente sanguíneas, o que não é normal - desconfiar 
de leucemia aguda - alteração neoplásica na medula que 
dificulta a diferenciação celular. 
↪ a proliferação de células neoplásicas na medula faz 
com que tenhamos uma dificuldade/impedimento de 
diferenciação das células, inclusive das hemácias e 
plaquetas. 
↪ blastos - 85%: leucemia aguda - para determinar o 
tipo de basto e, consequentemente o tipo de leucemia 
p rec i s amos f a ze r a punção da medu l a e 
imunofenotipagem. 
↪ imunofenotipagem: é utilizada para confirmar de fato 
se os marcadores expressos por essas células são 
linfóides ou mieloides. 
CD34+: marcador de célula tronco (pode ser linfóide ou 
mielóide). 
CD45+ 
CD19+ e CD10+ 
CD22- mas poderia positivar. 
CD117-: marcador de células mieloides. 
MARCADORES DE CÉLULAS LINFÓIDES CD45, CD19, 
CD10 - vide especificamente os específicos de células T 
e os de células B. 
↪ GENE DE FUSÃO: ETV6-RUNX1 - típico de LLA. 
PACIENTE É DIAGNOSTICADO COM LLA. 
 
• LEUCEMIA: neoplasia de leucócitos maligna que se 
origina e acomete a medula óssea. 
↪ caso linfonodos ou órgãos extra-nodais sejam 
atingidos, teremos os LINFOMAS e não as leucemias - 
acometeu a MO = LEUCEMIA. 
• NEOPLASIAS LINFÓIDES: enquadra as leucemias 
linfóides e os linfomas. 
• PADRÃO - MEDULA ÓSSEA: 
• LLA: acúmulo de blastos - linfoblastos. 
• LLC: acúmulo de linfócitos B ou T, sendo mais 
comum o acúmulo de células B. 
• LINFOCITOPOESE: 
↪ a medida que as células vão se diferenciando, elas 
vão diminuindo de tamanho, o linfócito pequeno é menor 
que uma hemácia (usar a hemácia como parâmetro). 
↪ célula tronco hematopoética dá origem ao linfoblasto, 
que vai se diferenciando até chegar ao linfócito pequeno 
- onde temos praticamente somente núcleo nele. 
• EM RELAÇÃO A LINHAGEM: linfóide ou mielóide. 
• EM RELAÇÃO AO GRAU DE INFILTRAÇÃO DA 
MEDULA/Nº DE BLASTOS: 
↪ blastos > 20%: aguda. 
↪ blastos < 20%/presença de células maduras: crônica. 
• O acúmulo dessas células neoplásicas levam a 
infecções recorrentes - na LLC, por exemplo, temos 
acúmulo de linfócitos B (comumente) mas esses 
linfócitos não executam seu papel normalmente pois 
eles são células neoplásicas. 
• LEUCEMIAS AGUDAS: evolução mais rápida, presença 
e células imaturas na circulação sanguínea e na medula 
óssea, melhor prognóstico no tratamento e cura. 
• LEUCEMIAS CRÔNICAS: evolução mais lenta, células 
mais maduras na circulação sanguínea e na medula 
óssea, pior prognóstico no tratamento e cura. 
• Teremos uma parada na diferenciação celular com 
uma ↑ taxa proliferava na M.O - justifica o ↑ nº de 
blastos. 
• Perceba na lâmina o quão celularizada é a medula: 
→ 
• É A PRINCIPAL NEOPLASIA PEDIÁTRICA: incidência é 
máxima entre os 3 e 7 anos; com 75% dos casos 
ocorrendo antes dos 6 anos. 
↪ elevação secundária de incidência após os 40 anos. 
↪ geralmente é de células B (85%), menor nº de casos 
em células T (15%); 
↪ linhagem B tem incidência igual em ambos os sexos; 
↪ linhagem T predomina nos homens; 
↪ EM RN: PROGNÓSTICO MUITO RUIM! 
• Não sabe-se exatamente os fatores que levam ao 
desenvolvimento da LLA. 
• Existem síndromes genéticas que predispõem o 
desenvolvimento da LLA: Síndrome de Down, anemia 
de Fanconi, síndrome de Bloom, ataxia telangiectasia e 
síndrome de ruptura de Nijmegen. 
↪ síndrome de Down: a trissomia do 21 acomete genes 
responsáveis pela diferenciação das células do sistema 
linfático - síndrome também relacionada com linfomas de 
células B. 
• OUTROS FATORES DE RISCO: exposição a radiação 
ionizante, pesticidas, certos solventes ou vírus (EBV e 
HIV); 
➱ Etiopatogênese - teorias: 
• Primeiras mutações ocorrem no desenvolvimento 
fetal/embrionário - dentro do útero. Mãe pode ter sido 
exposta à radiação, tabagismo… 
• Após o nascimento, ocorrem outras mutações devido 
à exposição aos mesmos agentes carcinogênicos. 
• 10 mutações que ocorrem in-utero e pós-natal já são 
suficientes para desenvolver LLA. 
• HIPÓTESE - IMUNIDADE DE REBANHO: quando 
saímos de um ambiente demograficamente diferente, 
nos expomos a antígenos diferentes - começa a ser 
desenvolvida uma imunidade característica do local ao 
qual você está sendo exposto, nesse contato, há toda 
uma modificação do sistema imunológico frente aos 
novos antígenos - a teoria diz que essas mudanças 
demográficas pode deixar com que um indivíduo 
esteja suscetível ao desenvolvimento da LLA. 
• HIPÓTESE - SUPEREXPOSIÇÃO À DETERMINADOS 
ANTÍGENOS: crianças que não são expostas à 
determinados antígenos nos primeiros anos de vida, 
quando expos ta à de te rm inado an t ígeno 
posteriormente, em idade mais avançada, pode levar 
ela ao desenvolvimento de uma resposta imune 
exacerbada e ∴ à uma LLA. 
→ MUTAÇÕES IMPORTANTES: 
• MUTAÇÃO NO ETV6-RUNX1 - translocação do 12 e 21 
t(12,21): perda da capacidade de diferenciação celular - 
mutações levam ao acúmulo de células indiferenciadas 
• HIPERDIPLOIDIAS: alterações numéricas - 90% dos 
LLA apresentam alterações estruturais e numéricas: A 
mais comum é a hiperploidia (>50 cromossomos), 
mais também tem hipoploidia e translações 
cromossômicas equilibradas. 
• MUTAÇÃO BCR-ABL 1 : gene Ph i l ade lph ia - 
hiperexpressão de um receptor do tipo tirosina 
quinase leva a uma proliferação exacerbada - proteína 
expressa é mais pesada na LMC do que na LLA. 
• OUTRAS MUTAÇÕES (- IMPORTANTES): 
↪ GENE DE FUSÃO - MML: geralmente apresenta um 
prognóstico ruim - essa fusão impede a indiferenciação 
celular - existem testes farmacológicos que inibem esse 
gene de fusão, permitindo a diferenciação celular. 
→ 
↪ o RUNX1 controla a expressão de seus genes-alvo 
envolvidos na diferenciação hematopoiética, biogênese 
do ribossomo, regulação do ciclo celular e p53 e vias de 
sinalização do fator de crescimento transformador β. 
➱ Exames Diagnósticos: 
• Hematoscopia: confirma a presença de blastos 
circulantes no sangue periférico. A contagem de 
leucócitos pode ser baixa, normal ou alta, atingindo 
200.000 uL ou mais. A médula é hipercelularizada com 
>20% de blastos leucêmicos - CARACTERIZA 
LEUCEMIA AGUDA. 
• Imunofenotipagem do sangue periférico: confirma o 
percentual de blastos e o fenótipo dos blastos, 
permitindo caracterizar o subtipo, de acordo com a 
presença de marcadores linfoides ou mieloides. 
• Mielograma: confirma o percentual de blastos na 
medula óssea além de permitir a avaliação de 
características displásicas nos diferentes