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RESPONSABILIDADE CIVIL SIMULADO AV1

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ao 
plano de saúde coletivo ofertado pelo sindicato ao qual esteve vinculado por força de 
sua atividade laborativa por mais de 30 anos. Ao completar 60 anos, o valor da 
mensalidade sofreu aumento significativo (cerca de 400%), o que foi questionado por 
Amadeu, a quem os funcionários do sindicato explicaram que o aumento decorreu da 
mudança de faixa etária do aposentado. 
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 
O aumento do preço não é abusivo, mas o microssistema consumerista e a 
legislação civil não devem ser utilizados na hipótese, sob pena de incorrer em 
colisão de normas, uma vez que o Estatuto do Idoso estabelece a disciplina 
aplicável às relações jurídicas que envolvam pessoa idosa. 
 
O aumento do valor da mensalidade é legítimo, uma vez que a majoração de 
preço é natural e periodicamente aplicada aos contratos de trato continuado, 
motivo pelo qual o CDC autoriza que o critério faixa etária sirva como parâmetro 
para os reajustes econômicos. 
 
O aumento do preço é legítimo, tendo em vista que o idoso faz maior uso dos 
serviços cobertos e o equilíbrio contratual exige que não haja onerosidade 
excessiva para qualquer das partes, não se aplicando o CDC à hipótese, por se 
tratar de contrato de plano de saúde coletivo envolvendo pessoas idosas. 
 O aumento do preço é abusivo e a norma consumerista deve ser aplicada ao 
caso, mesmo em se tratando de plano de saúde coletivo e, principalmente, que 
envolva interessado com amparo legal no Estatuto do Idoso. 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista não deve ser 
utilizado na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, uma vez que o 
Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas que 
envolvam pessoa idosa. 
Respondido em 02/05/2021 00:09:47 
 
Explicação: 
O reajuste por mudança de faixa etária é o aumento imposto ao consumidor de plano 
de saúde com base na variação de sua idade. A Lei de Planos de Saúde ¿ Lei nº 9.656/98, 
em seu artigo art. 15, previu a possibilidade das operadoras efetuarem este reajuste, desde 
que o contrato preveja as faixas etárias e os percentuais de reajustes incidentes em cada 
uma delas. Mas também fez uma única ressalva: proíbe tal reajuste aos consumidores com 
mais de 60 anos, desde que participassem do plano de saúde há mais de 10 anos. 
Em princípio, o reajuste após os 60 (sessenta) anos é ilegal, não importando se se trata de 
contrato firmado antes ou após a entrada em vigor do Estatuto do Idoso. 
Válido acrescentar que o Tribunal de Justiça tem entendido que os reajustes nas faixas 
anteriores aos 60 (sessenta) anos, quando superior a 30% (trinta por cento) do valor 
anteriormente pago, caracteriza-se a abusividade na cobrança, possibilitando a revisão 
judicial do valor. 
 
 
8a 
 Questão 
Acerto: 1,0 / 1,0 
 
João das Couves, pai de Margarida das Couves faleceu a cerca de 10 anos. João era 
uma pessoa conhecida no bairro onde morava pois fazia brinquedo de madeira para as 
crianças da região, chegando até mesmo a se vestir de Papai Noel no natal. Ocorre que 
a uma semana fotos antigas de João das Couves começaram a circular em uma famosa 
rede social com anotações depreciativas sobre ela. Margaria te procura notória 
advogada especializada em direito da internet, e indaga se poderia ela ser autora de 
uma ação contra que realizou o meme. 
 
 
Margarida não poderia entrar com nenhuma ação, pois, apenas a sua mãe 
seria legitimada 
 
Margarida como parente em linha reta descendente não tem plena capacidade 
para postular a ação, só tendo os parentes em linha reta ascendente 
 Margarida como parente em linha reta descendente tem plena capacidade para 
postular a ação 
 
Margarida como parente em linha reta tem plena capacidade para postular a 
ação desdeque em litisconsórcio ativo obrigatório com sua mãe 
 
Margarida não pode itentar nenhuma ação pois direito a personalidade é 
personalíssimo, ou seja apenas João da Couves poderia entrar com esta ação 
Respondido em 02/05/2021 00:20:22 
 
Explicação: 
• Lei 10.406 de 2002: 
 
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da 
personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções 
previstas em lei. 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a 
medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em 
linha reta, ou colateral até o quarto grau. 
 
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à 
manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, 
ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão 
ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se 
lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a 
fins comerciais. (Vide ADIN nº 4.815/2012, publicada no DOU de 26/6/2015, p. 
1). 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas 
para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. 
 
 
9a 
 Questão 
Acerto: 1,0 / 1,0 
 
(CESGRANRIO/2010) - José é correntista do Banco da Brasil há dois anos e tem crédito 
disponível para utilização no cheque especial. No mês de dezembro, José ultrapassou 
seu limite de crédito. Seu nome, após prévia notificação, foi inscrito em cadastro 
restritivo de crédito e seu contrato foi encaminhado ao Jurídico para a propositura de 
ação judicial, quando o advogado reparou que os juros eram superiores a 12% ao ano. 
Nesse caso, há alguma ilegalidade, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor? 
 
 
A inscrição em cadastro restritivo de crédito foi ilegal, pois há apenas o direito 
de cobrar o crédito, mas não o de negativar o nome do consumidor. 
 Não há ilegalidade alguma no caso descrito. 
 
Os juros cobrados e a negativação são ilegais frente ao Código de Defesa do 
Consumidor. 
 
A cláusula de juros é abusiva e a notificação configura cobrança por meio 
indevido, sendo, portanto, ilegal. 
 
Os juros superam o valor máximo de 1% ao mês previsto na legislação, o que 
configura ilegalidade. 
Respondido em 02/05/2021 00:22:57 
 
Explicação: 
O Sisbacen faz parte de um sistema de informações sobre crédito mantido pelo Banco 
Central. Há informações negativas e positivas a respeito de consumidores. Por isso é 
chamado de ¿sistema múltiplo¿. No caso das informações restritivas, é o Serviço de Risco 
de Crédito (SRC) quem presta o serviço aos bancos. 
 Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SCR) é um banco de dados sobre 
operações e títulos com características de crédito e respectivas garantias contratados por 
pessoas físicas e jurídicas perante instituições financeiras no País. 
O SCR é alimentado mensalmente pelas instituições financeiras, mediante coleta de 
informações sobre as operações concedidas. Atualmente, são armazenadas no banco de 
dados do SCR as operações dos clientes com responsabilidade total igual ou superior a R$ 
200, a vencer e vencidas, e os valores referentes às fianças e aos avais prestados pelas 
instituições financeiras a seus clientes. 
O SCR não é um cadastro restritivo, porque há informações tanto positivas quanto 
negativas. O SCR apresenta valores de dívidas a vencer (sem atraso) e valores de dívidas 
vencidas (com atraso), ou seja, na grande maioria dos casos é uma fonte de informação 
positiva, pois comprova a capacidade de pagamento e a pontualidade do cliente. Portanto, 
estar no SCR não é um fato negativo em si e não impede que o cliente pleiteie crédito nas 
instituições financeiras, podendo, inclusive, contribuir positivamente na decisão da 
instituição em conceder o crédito. 
 
 
10a 
 Questão 
Acerto: 1,0 / 1,0 
 
Acerca da contratação dos serviços de telecomunicações (SMP-¿ Serviço Móvel Pessoal, 
SCM - Serviço de Comunicação Multimídia e STA - Serviço de TV por Assinatura), com 
base nos postulados legais,