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Desenvolvimento de Produto W B A 0 5 24 _ V 1. 1 2/217 Desenvolvimento de Produto Autoria: Sara Martins Vieira Zimmermann Como citar este documento: ZIMMERMANN, SARA M. V. Desenvolvimento de Produto. Valinhos: 2017. Sumário Apresentação da Disciplina 04 Unidade 1: Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 06 Assista a suas aulas 28 Unidade 2: Desenvolvimento do Produto 36 Assista a suas aulas 56 Unidade 3: Ciclo de Vida do Produto 64 Assista a suas aulas 86 Unidade 4: Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto 94 Assista a suas aulas 112 2/217 3/2173 Unidade 5: Usabilidade 119 Assista a suas aulas 135 Unidade 6: Valor 142 Assista a suas aulas 161 Unidade 7: Propriedade Intelectual 169 Assista a suas aulas 185 Unidade 8: Marketing e Desenvolvimento do Produto 192 Assista a suas aulas 210 Sumário Desenvolvimento de Produto Autoria: Sara Martins Vieira Zimmermann Como citar este documento: ZIMMERMANN, SARA M. V. Desenvolvimento de Produto. Valinhos: 2017. 4/217 Apresentação da Disciplina O Processo de Desenvolvimento de Produ- to (PDP) envolve o desenvolvimento de no- vos produtos e o aperfeiçoamento daqueles já existentes. Muitas pessoas desconhe- cem o fato de que a engenharia de produ- tos também é responsável pelo redesenho de produtos atuais. Deve-se reconhecer a importância da engenharia de produto, as demandas do mercado e do constante foco em apresentar soluções às mesmas. Isso acontece, diversas vezes, no desenvolvi- mento dos produtos atuais, para os quais a empresa já possui expertise, experiência, e muitas vezes até proteção legal para direito de desenvolvimento e produção. O PDP atua entre a empresa e o mercado no qual a mesma atua para que as neces- sidades do mercado sejam antecipadas e soluções propostas. Dentre outras iniciati- vas, o PDP é responsável por identificar as necessidades do mercado e dos clientes em todas as fases do ciclo de vida do produto; identificar as possibilidades tecnológicas; desenvolver um produto que atenda às ex- pectativas do mercado, em termos de qual- idade total do produto; desenvolver o pro- duto no tempo adequado – ou seja, mais rápido do que os concorrentes – e a um cus- to competitivo. Para que o setor ou prática de engenha- ria de sucesso apresente resultados, toda a organização deve estar envolvida, com o objetivo de desenvolver novos produtos ou até mesmo aperfeiçoar aqueles já existes. É necessária a utilização de profissionais e 5/217 especialistas para apoio no planejamento, execução e tomada de decisão do processo. Nesta disciplina, serão abordados os temas relevantes ao PDP: conceitos de engenharia de produto, desenvolvimento de produto, ciclo de vida de um produto, ferramentas de representação e métodos do projeto, usabi- lidade, valor, propriedade intelectual e mar- keting de desenvolvimento de produto. 6/217 Unidade 1 Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto Objetivos 1. Apresentar conceitos relacionados a engenharia de produto. 2. Discorrer sobre a administração do produto. 3. Abordar aspectos em Processo de De- senvolvimento de Produtos (PDP). Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 7/217 Introdução A Engenharia de Produto, também conheci- da por Desenvolvimento de Produto, refere- -se à composição e ao desenvolvimento do produto, uma vez que indica quais compo- nentes, estruturas e processos estão des- tinados à fabricação do mesmo, a ser rea- lizada na empresa ou em terceiras, muitas vezes, parceiros ou fornecedores. Para que o setor ou prática de engenharia de sucesso apresente resultados, toda a organização deve estar envolvida. É necessária a utili- zação de profissionais e especialistas para apoio no planejamento, execução e toma- da de decisão do processo. O ciclo de vida dos produtos torna-se cada vez mais curto e as organizações deparam-se com novas barreiras competitivas. Logo, a inovação e constante desenvolvimento de produtos para serem ofertados ao mercado é essen- cial para a sobrevivência das organizações. 1. Engenharia de Produto Segundo Gurgel (1995), a engenharia de produto e processos deve permitir o acesso a informações como: • Especificações técnicas. • Materiais utilizados e suas equivalên- cias. • Misturas e controle de receitas. • Modelos. • Roteiro produtivo. • Consumo da matéria-prima nos está- gios produtivos. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 8/217 • Política de perdas e projeção de resí- duos. • Projeção do tempo/quantidade de acordo com o lote produtivo. Para que o setor ou prática de engenharia de sucesso apresente resultados, toda a or- ganização deve estar envolvida, com o ob- jetivo de desenvolver novos produtos ou até mesmo aperfeiçoar aqueles já existentes. É necessária a utilização de profissionais e especialistas para apoio no planejamento, execução e tomada de decisão do processo. É importante salientar o que se quer di- zer por “desenvolver nossos produtos ou até mesmo aperfeiçoar aqueles já existen- tes”. Muitas pessoas desconhecem o fato de que a engenharia de produtos também é responsável pelo redesenho de produtos atuais, pondera-se que a área não deve ser considerada apenas responsável pela cons- tante criação de novas ofertas ao mercado. O investimento para o desenvolvimento de novos produtos é, na grande maioria das vezes, muito maior do que o investimento para o aperfeiçoamento de produtos já de- senvolvidos pela organização. Não é pos- sível apresentar dados exatos do mercado, mas isso pode ser explicado pela seguin- te lógica: se uma empresa já dispõe de re- cursos como pessoas, estrutura, máquinas e softwares para desenvolvimento de um produto, o ajuste dos mesmos após um pro- jeto de atualização é mais viável financeira- mente do que a utilização e reorganização desses mesmos recursos para o desenvolvi- Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 9/217 mento de novos produtos. Nesse caso, são necessários investimentos em treinamen- to, realocação de pessoal, investimento em máquinas, reorganização do chão de fábri- ca, contratação de novas tecnologias, entre outros. Além da discussão sobre a engenharia de um produto novo ou reestruturado, é im- portante apresentar o papel da atividade na responsabilidade de informar como o pro- duto deve ser obtido: em algumas ocasiões, o produto não necessariamente deve ser fa- bricado pela organização e, sim, comprado de outra. 2. Administração de Produto A administração de produto pode ser en- cargo de um setor ou equipe, responsáveis por toda a administração do processo de engenharia ou desenvolvimento de produ- to, com o objetivo de organizar os processos e eliminar dispersões, falhas de comunica- ção, retrabalho e demais ineficiências pro- venientes de uma administração de produ- to descentralizada, antes dispersas nas or- ganizações. A partir dessa nova proposta de administra- ção, percebe-se: • Redução da necessidade de supervi- são dos processos. • Intensa comunicação entre as pesso- Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 10/217 as. • Redução significativa de erros. • Redução do tempo de execução de todas as tarefas do processo. Gurgel (1995) apresenta as seguintes tarefas da administração de produto, conforme ilustra a Figura 1. Figura 1 - Tarefas da Administração do Produto. Fonte: Gurgel, 1995, p. 17. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 11/217 Gurgel (1995) apresenta então a descrição de algumas das principais atividades: 1) Arquitetura do produto: também conhecida como design, estrutura a forma do produto, seu visual e de- senvolvimento técnico, com foco no usuário. 2) Desenvolvimento do Produto: ativi- dade de engenharia de produto, res- ponsável por transformar o produto da etapa da arquitetura do produto em um projeto industrial. 3) Prototipia: etapa de desenvolvimen- to de protótipos, a partir das defini- ções das etapas anteriores.4) Laboratório funcional: atividade res- ponsável pela reprodução dos requi- sitos do mercado, testando o protó- tipo no mercado. 5) Desenho para manufatura: definição das ações para que o novo produto seja desenvolvido de forma simples, flexível e estável. 6) Resolução do processo: definição das orientações de processo para que a manufatura seja realizada de forma eficaz, atendendo às especificações do projeto. 7) Desenvolvimento de embalagem: administração e projetos das emba- lagens dos produtos a serem utiliza- dos para contenção, apresentação e comercialização dos mesmos. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 12/217 8) Sistemas de informação de produ- to: desenvolvimento de informações sobre o produto para as atividades de mercado, orçamento, programa- ção, abastecimento, recebimento de materiais, entre outras. 9) Modulação logística: definição de padrões logísticos para o desenvol- vimento e comercialização do pro- duto. 10) Singularidades mercadológicas: ini- ciativas funcionais de marketing a serem utilizadas para a venda e co- mercialização do produto; 11) Estruturação da assistência técnica: desenvolvimento de orientação para a instalação de um serviço de assis- tência técnica. 12) Manuais de serviços e peças sobres- salentes: desenvolvimento de manu- ais de serviços e peças e treinamento dos usuários. Para saber mais Laboratórios funcionais podem ser criados den- tro das próprias organizações desenvolvedoras dos produtos ou por organizações terceiras. Eles são essenciais para o teste de diversas etapas dos produtos, testes estes funcionais e também en- volvendo a aceitação de mercado. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 13/217 3. Gestão do Processo de Desenvolvimento de Produtos De modo geral, desenvolver produtos consiste em um conjunto de ativida- des por meio das quais busca-se, a partir das necessidades do mercado e das possibilidades e restrições tecnológicas, e considerando as estratégias competitivas e de produto da empresa, chegar às especificações de proje- to de um produto e de seu processo de produção, para que a manufatura seja capaz de produzi-lo” (ROZENFELD et al, 2014, p. 3-4). O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PCP), ilustrado na Figura 2, ganha cada vez mais importância dentro das organizações e diversos são os motivos para esse novo contexto. O de- senvolvimento de produtos é importante desde o primórdio das organizações. Entretanto, com o Link Os principais questionamentos acerca de protótipo, tais como: definição, benefícios, tipos, construção e registro de patentes são brevemente explorados no artigo “5 dúvidas básicas sobre fazer um protótipo para seu negócio”. Disponível em: <https://endeavor.org.br/prototipo/>. Acesso em: 01 out. 2017. https://endeavor.org.br/prototipo/ Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 14/217 aumento da competitividade, processos de inovação e melhorias de processo, além da evolução mercadológica e tecnológica, tornam-se cada vez mais necessário o desenvolvimento e padro- nização desse processo. Figura 2- Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP). Fonte: Rozenfeld et al., 2014, p. 14. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 15/217 O Processo de Desenvolvimento de Produ- tos (PDP) envolve o processo de planeja- mento estratégico e acompanha o processo de produção. Na situação tradicional, a alta cúpula de marketing é responsável pelo pla- nejamento estratégico, a engenharia pelo desenvolvimento de produto e a manufatu- ra pela produção. No novo escopo, pessoas diversas áreas são envolvidas nas três eta- pas do PDP. O ciclo de vida dos produtos torna-se cada vez mais curto e as organizações deparam- -se com novas barreiras competitivas. Logo, a inovação e constante desenvolvimento de produtos para serem ofertados ao mercado é essencial para a sobrevivência das orga- nizações. Segundo Rozenfeld et al. (2014, p. 4), o PDP “situa-se na interface entre a empresa e o mercado, cabendo a ele identificar – e até mesmo se antecipar – as necessidades do mercado e propor soluções (por meio de projetos de produtos e serviços relaciona- dos) que atendam a tais necessidades”. Os autores afirmam que o PDP busca: • Identificar as necessidades do merca- do e dos clientes em todas as fases do ciclo de vida do produto. • Identificar as possibilidades tecnoló- gicas. • Desenvolver um produto que atenda às expectativas do mercado em ter- mos de qualidade total do produto. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 16/217 • Desenvolver o produto no tempo adequado – ou seja, mais rápido que os concorrentes – e a um custo competitivo. Logo, percebe-se a importância para o constante monitoramento do mercado, processos ágeis, eficientes e eficazes de engenharia de produto, além de foco em oportunidades durante todo o ciclo de vida do produto. O desenvolvimento de produtos, antes de responsabilidade dos pesquisadores e engenheiros passou a ser de responsabilidade de uma ampla gama de áreas e profissionais trabalhando em Link É possível encontrar mais informações sobre o tema Gestão do Desenvolvimento de Produtos (GDP) no Portal do Livro. Disponível em: <http://www.pdp.org.br>. Acesso em: 01 out 2017. Para saber mais Infelizmente, muitas organizações apresentam excelentes processos de desenvolvimento de produto, mas não focam em um curto período de tempo. Isso acarreta em perda de prazo de lançamento, de pa- tentes, além do risco da concorrência apresentar produto similar ao mercado em menor prazo. http://www.pdp.org.br Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 17/217 conjunto. Encontra-se cada vez mais cases de empresas bem-sucedidas que vêm im- plantando o processo e não mais deixando o desenvolvimento de produtos ao exclu- sivo time de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O PDP possui as principais características: • Elevado grau de incertezas e riscos das atividades de resultados. • Decisões importantes devem ser to- madas no início do processo, quando as incertezas são ainda maiores. • Dificuldades de mudar as decisões ini- ciais. • As atividades básicas seguem um ci- clo interativo do tipo: Projetar (gerar alternativas) – Testar – Otimizar. • Manipulação e geração de alto volu- me de informações. • As informações e atividades provêm de diversas fontes e áreas da empresa e da cadeia de suprimentos. Para saber mais O time de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) faz parte da equipe de Desenvolvimento de Produto, mas não necessariamente da equipe de Enge- nharia de Produção. É possível encontrar profis- sionais dedicados à análise de demanda, testes de mercado e ao desenvolvimento de projetos de protótipos no time de P&D. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 18/217 • Multiplicidade de requisitos a serem atendidos pelo processo, consideran- do todas as fases do ciclo de vida do produto e seus clientes. É importante explicitar que esse processo não é uma atividade rotineira para a maio- ria das organizações. Esses são projetos de médio a longo prazo, importantes e que im- pactam na sobrevivência das empresas. São necessárias diversas informações para esse processo: internas e externas, como oferta e demanda, capacidade de desenvol- vimento e produção, requisitos legais, for- necedores envolvidos, entre outras. Logo, é necessária a integração de informações provenientes e administradas por diversas áreas dentro de uma mesma organização. Iniciativas de coordenação e de integração entre departamentos são fundamentais. O processo de desenvolvimento de produ- tos envolve diversas etapas, que podem ser diferentes entre as organizações. Ainda as- sim, algumas premissas são importantes, não importando qual o projeto. Por exem- plo, é na fase inicial que são definidas as principais soluções de desenvolvimento, as especificações do produto, materiais e tec- nologias aserem utilizados, processos de fabricação etc. (GURGEL, 1995). Segundo Gurgel (1995), as escolhas de al- ternativas ocorridas no início do ciclo de de- senvolvimento são responsáveis por cerca de 85% do custo do produto final, conforme pode ser visto na Figura 3. Essa informação apresenta a importância desta etapa para todo o projeto. Quando a etapa inicial não é bem desenvolvida, é muito provável que o Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 19/217 projeto seja cancelado no futuro, em função de custos e processos internos. Vale mais a pena investir em um bom planejamento do que focar equipes na solução de problemas encontrados ao longo do desenvolvimento, provenientes de falta de planejamento e especificações iniciais. Figura 3- Curva de Comprometimento do Custo do Produto. Fonte: Gurgel, 1995, p. 7. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 20/217 Conforme observa-se na imagem acima, o custo do comprometimento é mais elevado no perí- odo de desenvolvimento, mas torna-se estável durante a produção do produto. Já os custos in- corridos são aqueles não planejados, que praticamente não impactam o período de desenvolvi- mento, mas que podem alcançar altos níveis durante a produção, o que impacta significamente a margem prevista para a redução de custos na produção. Entretanto, mesmo que apresentada a importância do planejamento nas fases iniciais do pro- cesso, é natural que a organização não consiga estabelecer 100% das informações, uma vez que há muita incerteza nesse estágio. Logo, sugere-se que as organizações busquem o máximo de informações para o planejamento, mas que administrem as incertezas e que estejam preparadas para custos incorridos não planejados. Segundo Gurgel (1995, p.4): O segredo de um bom desenvolvimento de produtos é garantir que as in- certezas sejam minimizadas por meio da qualidade das informações, e que a cada momento de decisão exista um controle constante dos requisitos a serem atendidos e uma vigilância das possíveis mudanças de mercado. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 21/217 Logo, o PDP envolve um fluxo de atividades e de informações. O PDP, baseado em processos de entradas e saídas de conhecimentos e informações, envolve diretamente as áreas de Engenha- ria, Produção, Marketing e o mercado. O desenvolvimento de produto envolve muitas atividades a serem execu- tadas por diversos profissionais de diferentes áreas da empresa tais como Marketing, Pesquisa & Desenvolvimento, Engenharia do Produto, Suprimen- tos, Manufatura e Distribuição, cada uma vendo o produto por uma pers- pectiva diferente, mas que são complementares. Essa particularidade exi- ge que essas atividades, e suas decisões relacionadas, sejam realizadas em conjunto e de forma integrada, evidenciando a necessidade de se estruturar um processo específico que reúna esse conjunto de atividades a serem pla- nejadas e gerenciadas de forma dedicada (Rozenfeld et al., 2014, p. 16). Há alguns anos, o PDP ainda era considerado um processo sequencial no qual as tarefas do pro- jeto eram atribuídas a um grande número de áreas funcionais e especializadas. Agora, já está claro que esse processo envolve inputs e outputs de diversas áreas em todos os estágios do de- senvolvimento. Esse processo é conhecido Engenharia Simultânea, conforme mostra a Figura 4. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 22/217 Figura 4 - Processos Relacionados com o Desenvolvimento de Produtos. Fonte: Rozenfeld et al., 2014, p. 16. O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP) é central entre as áreas ou iniciativas: plane- jamento estratégico, monitoramento de mercado, venda, atendimento ao cliente, pesquisa e desenvolvimento, distribuição, suprimentos, produção e assistência técnica. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 23/217 Na engenharia simultânea, as equipes são multifuncionais, geralmente lideradas por gerentes de projetos. Ela é definida em es- truturas matriciais dentro das organizações, compostas por fornecedores e clientes in- ternos, possibilitando maior eficiência e atividades simultâneas. Essa forma de or- ganização aumenta a produtividade do tra- balho da engenharia de produto, além de reduzir erros e retrabalhos. Link A Endeavor disponibiliza um roadmap para o Pro- cesso de Desenvolvimento de Produtos. Disponí- vel em: <https://endeavor.org.br/roadmap/>. Acesso em: 01 out 2017. https://endeavor.org.br/roadmap/ Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 24/217 Glossário Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP): todo o processo envolvendo o desenvolvi- mento de produto, desde o monitoramento de mercado, concepção da ideia, até o lançamento e pós-vendas do mesmo. Prototipia: processo de desenvolvimento de protótipos do produto a serem testados. Engenharia Simultânea: processos intercalados e simultâneos no Processo de Desenvolvimento de Produto. Questão reflexão ? para 25/217 Refletindo sobre as mudanças nos processos de enge- nharia de produto, você consegue propor um planeja- mento de projeto de desenvolvimento de um novo pro- duto? Pratique e busque informações adicionais acerca do assunto. 26/217 Considerações Finais • A Engenharia de Produto, ou Desenvolvimento de Produto, envolve o de- senvolvimento de novos produtos para atender às demandas do mercado. • O desenvolvimento do produto pode ser realizado pela organização ou ou- tras terceiras. • O Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP) é complexo, envolve toda a organização, uma grande troca de informações e engenharia simultânea. • Um bom planejamento do desenvolvimento de produto é essencial para o controle e diminuição de custos no processo. Unidade 1 • Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto 27/217 Referências ENDEAVOR. 5 dúvidas básicas sobre fazer um protótipo para seu negócio. Disponível em: <ht- tps://endeavor.org.br/prototipo/>. Acesso em: 01 ago. 2017. ENDEAVOR. Roadmap: a bússola para desenvolver seu produto ou projeto. Disponível em: <ht- tps://endeavor.org.br/roadmap/>. Acesso em: 01 ago 2017. GURGEL, F. C. A. Administração de Produto. São Paulo: Atlas, 1a Edição, 1995. PDPnet [Portal do livro sobre Gestão do Desenvolvimento de Produtos (GDP)]. Disponível em: <http://www.pdp.org.br>. Acesso em: 01 ago 2017. ROZENFELD, H; FORCELLINI, F. A; AMARAL, D. C; TOLEDO, J. C; SILVA, S. L; ALLIPRANDINI, D. H; SCALICE, R. K. Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a melhoria do processo. São Paulo: Saraiva, 1a Edição, 2014. SEBRAE. Disponível em: <www.sebrae.com.br>. Acesso em: 01 ago 2017. https://endeavor.org.br/prototipo/ https://endeavor.org.br/prototipo/ https://endeavor.org.br/roadmap/ https://endeavor.org.br/roadmap/ http://www.pdp.org.br www.sebrae.com.br 28/217 Assista a suas aulas Aula 1 - Tema: Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f- 1d/14500e9dacc245d9f39de0c5037ff1ca>. Aula 1 - Tema: Conceitos Preliminares de Engenharia de Produto. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/pA- piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/b0cf- d2ab7d231e3ed8522729bccfbcb5>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/14500e9dacc245d9f39de0c5037ff1ca https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/14500e9dacc245d9f39de0c5037ff1ca https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/14500e9dacc245d9f39de0c5037ff1ca https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/b0cfd2ab7d231e3ed8522729bccfbcb5 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/b0cfd2ab7d231e3ed8522729bccfbcb5 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/b0cfd2ab7d231e3ed8522729bccfbcb529/217 1. Assinale a alternativa que melhor define engenharia de produto. a) Composição e desenvolvimento de produto. b) Processo fabril de desenvolvimento de produto. c) Ação de prototipagem realizada na engenharia. d) Processo específico de engenharia no desenvolvimento de um novo produto. e) Ação de testes realizados na engenharia. Questão 1 30/217 2. Por que, para que o setor ou prática de engenharia de produto apresen- te resultados, toda a organização deve estar envolvida? a) Porque o processo de engenharia de produto envolve as áreas de engenharia e manufatura. b) Porque o processo de engenharia de produto depende das decisões da diretoria. c) Porque é necessária a utilização de profissionais e especialistas para apoio no planejamento, execução e tomada de decisão de todo o processo de engenharia de produto. d) Porque é necessária a realização de pesquisas de opinião. e) Porque apenas o departamento de engenharia deve estar envolvido no processo de enge- nharia de produto. Questão 2 31/217 3. Com relação a engenharia de produto, assinale a alternativa correta: a) Envolve a criação de novos produtos, apenas. b) Envolve o aperfeiçoamento de novos existentes, apenas. c) É responsável pelos testes de mercado. d) Envolve o desenvolvimento de novos produtos, ou até mesmo aperfeiçoar aqueles já exis- tentes. e) É responsável pelos testes de novos produtos, apenas. Questão 3 32/217 4. A administração de produto, que envolve toda a administração do proces- so de engenharia ou desenvolvimento de produto, faz com que: a) Haja necessidade de maior supervisão de processos. b) O número de erros de processos permaneçam os mesmos. c) Seja necessária a contratação de consultores externos. d) Aumente a pressão na área de teste de produtos. e) A comunicação entre os envolvidos seja intensificada. Questão 4 33/217 5. Por que, no processo de desenvolvimento de produto, é necessária a in- tegração de informações provenientes e administradas por diversas áreas dentro de uma mesma organização? a) Porque iniciativas de coordenação e de integração da comunicação entre departamentos são fundamentais. b) Porque iniciativas de comunicação ajudam as organizações a controlarem o fluxo de deter- minadas informações. c) Porque iniciativas de comunicação ajudam as organizações a controlarem melhor seus for- necedores. d) A integração de informações não é necessária para o desenvolvimento de produto. e) A integração de informações é necessária para uma organização, mas não faz diferença para iniciativas de desenvolvimento de produto. Questão 5 34/217 Gabarito 1. Resposta: A. A Engenharia de Produto, também conhe- cida por Desenvolvimento de Produto, refe- re-se à composição e desenvolvimento do produto, uma vez que indica quais compo- nentes, estruturas e processos estão des- tinados à fabricação do mesmo, a ser rea- lizada na empresa ou em terceiras, muitas vezes, parceiros ou fornecedores. 2. Resposta: C. Para que o setor ou prática de engenha- ria de sucesso apresente resultados, toda a organização deve estar envolvida, com o objetivo de desenvolver novos produtos ou até mesmo aperfeiçoar aqueles já existes. É necessária a utilização de profissionais e especialistas para apoio no planejamento, execução e tomada de decisão do processo. 3. Resposta: D. Muitas pessoas desconhecem o fato de que a engenharia de produtos também é respon- sável pelo redesenho de produtos atuais. A área não deve ser considerada apenas res- ponsável pela constante criação de novas ofertas ao mercado. Deve-se reconhecer a importância da engenharia de produto reco- nhecer as demandas do mercado e do cons- tante foco em apresentar soluções às mes- mas. Isso acontece, diversas vezes, no desen- volvimento dos produtos atuais para os quais a empresa já possui expertise, experiência e muitas vezes até proteção legal para direito de desenvolvimento e produção. 35/217 Gabarito 4. Resposta: E. A administração de produto pode ser de responsabilidade de um setor ou equipe, responsáveis por toda a administração do processo de engenharia ou desenvolvimen- to de produto, com o objetivo de organizar os processos e eliminar dispersões, falhas de comunicação, retrabalho, e demais ine- ficiências provenientes de uma administra- ção de produto descentralizada, antes dis- persas nas organizações. A partir desta nova proposta de administra- ção, percebe-se: • Redução da necessidade de supervi- são dos processos. • Intensa comunicação entre as pessoas. • Redução significativa de erros. • Redução do tempo de execução de to- das as tarefas do processo. 5. Resposta: A. O desenvolvimento de produtos, antes de responsabilidade das áreas de pesquisado- res e engenheiros, passou a ser de respon- sabilidade de uma ampla de áreas e pro- fissionais trabalhando em conjunto. Logo, é necessária a integração de informações provenientes e administradas por diversas áreas dentro de uma mesma organização. Iniciativas de coordenação e de integração entre departamentos são fundamentais. 36/217 Unidade 2 Desenvolvimento do Produto Objetivos 1. Apresentar conceitos sobre o proces- so de desenvolvimento de produto. 2. Discorrer sobre as etapas do processo de desenvolvimento de produto. 3. Caracterizar os processos de desen- volvimento e produto de sucesso.go- gia. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto37/217 Introdução O Processo de Desenvolvimento de Produ- to (PDP) deve ser cada vez menor e mais estratégico. Ele é responsável por acompa- nhar e avaliar as demandas do mercado, e providenciar produtos que atendam a essa demanda. O PDP envolve quatro principais etapas: geração do conceito, planejamento do produto, engenharia de produto e enge- nharia de produção. É importante lembrar que, mesmo após o lançamento de um produto, e antes mes- mo do ciclo de vida do mesmo chegar à ma- turidade ou ao declínio, muitas vezes são necessárias alterações no projeto. E essas iniciativas de acompanhamento de neces- sidades e de projetos de alteração fazem parte do escopo do PDP. Finalmente, inovação é um tema constan- te quando se aborda o tema de desenvol- vimento de produto. A inovação envolve todos os diversos fatores associados ao de- senvolvimento de produto, desde mudan- ças simples até complexas. 1. Processo de Desenvolvimento de Produto Não se pode negar o fato de que o merca- do está cada vez mais competitivo. Nesse contexto, o Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP) é responsável por acom- panhar e avaliar as demandas do mercado e providenciar produtos que atendam a essa demanda. E, uma vez que os consumidores e suas preferências mudam cada vez mais Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto38/217 rápido, as organizações precisam acelerar seu processo de modificação, adaptação e desenvolvimento. Segundo Lambert e Cooper (2000), o ci- clo de vida de produto diminuiu em 400% através de uma ampla gama de categorias de produtos entre 1950 e 2000. Isso sig- nifica que os ciclos de vida do produto são cada vez mais curtos e que novos produtos chegam ao mercado cada vez mais rápido, substituindo diversos outros. Segundo Kotler (2006), a maioria das curvas do ciclo de vida do produto assume a forma de sino, através das seguintes etapas: 1) Introdução 2) Crescimento. 3) Maturidade. 4) Declínio. Essa explicação é importante para que os integrantes de equipe de desenvolvimento de produto estejam atentos a todas as eta- pas do ciclo de vida dos produtos e plane- jem suas iniciativas para que o ciclo de vida seja mais longo ou que alterações sejam previstas e colocadas em prática no período de maturação para que o produto não seja descontinuado. Um clássico exemplo de alterações em li- nhas de produtos para que as mesmas não sejam descontinuadas é o de aparelhos ce- lulares. A cada ano, as grandes empresas que fornecem celulares ao mercado lançam novas versões dos seus produtos ao merca- Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto39/217do. A partir dessa estratégia, o ciclo de vida é reiniciado e o cliente passa pela sensação ou expe- riência de ter em mãos algo totalmente novo. O desenvolvimento de produto também envolve as atividades de acompa- nhamento do produto após o lançamento para, assim, serem realizadas as eventuais mudanças necessárias nessas especificações, planejada a des- continuidade do produto no mercado e no processo de desenvolvimento, as lições aprendidas ao longo do ciclo de vida do produto (ROZENFELD et al, 2014, p. 3-4). Cooper (1986) desenvolveu um interessante processo para o desenvolvimento de produtos: o Stage-Gate-Process (processo em estágios com etapas de avaliação/aprovação), de forma a au- mentar a eficiência do PDP. Esse processo utiliza etapas definidas pela organização, cada uma dividida por gates (portões). A cada etapa são realizadas validações (a partir de investigações, testes e avaliações) para que o desenvolvimento seja autorizado a atravessar o gate (portão) em questão para a próxima etapa. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto40/217 Finalmente, inovação é um tema constan- te quando se aborda o tema de desenvol- vimento de produto. A inovação envolve todos os diversos fatores associados ao de- senvolvimento de produto, desde mudan- ças simples até complexas. 2. Etapas de Desenvolvimento de Produto O PDP envolve quatro etapas principais: 1) Geração do conceito: definição de produtos e objetivos de mercado. 2) Planejamento do produto: estabe- lecimento de metas, especificações e design básico. 3) Engenharia de produto: desenvolvi- mento de projetos detalhados e pro- tótipos. 4) Engenharia de produção: desenvol- vimento de processos de produção. Pahl e Beitz (1996), importantes pes- quisadores da área de desenvolvi- mento de produto, apresentaram uma Para saber mais De acordo com a Nielsen, identificar os desejos desarticulados é a chave para um lançamento se sobressair. Isso significa observar não apenas o que os consumidores afirmam querer, mas tam- bém o que mostrar querer, com suas ações diárias. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto41/217 abordagem de design sistemática para o processo: a. Clarificação da tarefa: coleta de informações sobre os requisitos a serem incorporados na solução; definição de restrições do projeto; especificação, um documento de referência que indica o problema a ser resolvido. b. Projeto conceitual: estabeleci- mento de estruturas de função em busca de princípios de solução ade- quada e combinar em variantes de conceitos; o conceito deve resultar dessa fase; são realizados os prin- cipais esforços criativos do proces- so; são definidor custos e projeção prévia do projeto; c. Forma de realização do projeto: a partir do conceito, os projetistas podem determinar o layout do pro- duto; definir as formas; desenvol- ver um produto técnico ou sistema de acordo com as considerações técnicas e econômicas definidas na etapa anterior. d. Desenvolvimento de layout: os layouts preliminar e definitivo são resultados dessa etapa; são de- senvolvidos os layouts e dimensão, análise e simulações são realizadas para que seja avaliada a conformi- dade do projeto. e. Projeto detalhado: refere-se à definição e ao detalhamento do projeto, abrangendo informações Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto42/217 como disposição, forma, dimen- sões e propriedades de superfície de todas as partes individuais fi- nalmente estabelecidas, materiais especificados, viabilidade técnica e econômica verificada novamente, todos os desenhos e documentos de produção feitos. 3. Tipos de Projetos para Desen- volvimento de Produto Segundo Gurgel (1995, p. 9), os projetos de desenvolvimento de produto podem ser classificados por diversos critérios, “sendo que a classificação mais comum e útil é ba- seada no grau de mudanças que o projeto representa em relação a projetos anterio- res, e essa classificação depende das espe- cificidades do setor”. Segue na Figura 1 a classificação de proje- tos de desenvolvimento apresentada pelo autor. Link A Endeavor oferece um workshop gratuito sobre o desenvolvimento de novos produtos. Disponível em: <https://endeavor.org.br/criando-no- vos-produtos-sem-perder-o-foco/>. Acesso em: 15 out 2017. https://endeavor.org.br/criando-novos-produtos-sem-perder-o-foco/ https://endeavor.org.br/criando-novos-produtos-sem-perder-o-foco/ Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto43/217 Figura 1 - Amplitude da Mudança de Projeto. Fonte: Gurgel, 1995, p. 9. Como observa-se pela Figura 1, há cinco principais amplitudes da mudança de pro- jeto: projetos incrementais e derivados, próxima geração ou plataforma, inovações radicais, pesquisa e desenvolvimento avan- çado e alianças ou projetos de parceria. a) Projetos incrementais ou derivados: envolvem projetos que criam produ- tos e processos que são derivados, hí- bridos ou com pequenas modificações em relação aos projetos já existentes. Incluem versões de redução de custo de um produto e projetos com ino- vações incrementais nos produtos e processos. Requerem menos recursos, pois partem dos produtos ou proces- sos existentes estendendo a sua apli- cabilidade e ciclo de vida. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto44/217 b) Projetos próxima geração ou plata- forma: normalmente representam al- terações significativas no projeto do produto e/ou do processo, sem a in- trodução de novas tecnologias ou ma- teriais, mas representando um novo sistema de soluções para o cliente, o que pode significar uma próxima ge- ração de um produto ou de uma fa- mília de produtos anteriormente exis- tentes, representar o projeto de uma estrutura básica do produto que seria comum entre os diversos modelos que compõem uma família de produtos. c) Projetos de inovações radicais (bre- akthrough): envolvem significativas modificações no projeto do produto ou do processo existente, podendo criar uma nova categoria ou família de produtos para a empresa. São incor- poradas novas tecnologias e materiais e geralmente requerem um processo de manufatura também inovador; d) Projetos de pesquisa e desenvolvi- mento (P&D) avançado: criam co- nhecimento para projetos futuros, precursores do desenvolvimento co- mercial, mas não possuem objetivos comerciais de curto prazo. Ou seja, não se trata de um projeto de desen- volvimento de produto propriamente dito, mas, sim, de pesquisa avançada. e) Projetos de aliança ou projetos de parceria: a diferenciação em relação aos demais projetos não está no grau de mudança incorporado e, sim, no Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto45/217 fato de ser conduzido fora do âmbito da empresa ou em parcerias com ou- tras empresas. 4. Sucesso deum Novo Produto Segundo Cooper (2000) o sucesso de um produto abrange dez fatores críticos: 1. Procurar produtos diferenciados e superiores. 2. Análise prévia de mercado, concor- rência, necessidades e desejos dos clientes, avaliações de viabilidade técnica e operacional. 3. Criar na voz do consumidor. 4. Exigir a definição de um produto pre- ciso e estável. 5. Plano e recurso de lançamento no mercado no início do processo. 6. Criar pontos de difíceis decisões do tipo “prosseguir” (go) ou “encerrar” (kill) no processo. 7. Organizar o design dos projetos com uma equipe multifuncional, liderado por um responsável pelo projeto do início ao fim. 8. Aproveitar as competências essen- ciais do negócio, ou seja, adequar-se às necessidades de projeto do novo produto e recursos, pontos fortes e Para saber mais Projetos de nacionalização, aqueles em que a filial adapta para as condições locais um determinado projeto da matriz, também são considerados. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto46/217 experiência da empresa em termos de marketing, distribuição, vendas, tecnologia e ope- rações. 9. Criar orientação internacional no processo de novos produtos. 10. O papel da gestão superior é fundamental para o sucesso. Link Dicas para o lançamentode novos produtos. Confira o relatório completo e gratuito. Disponível em: <http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-suces- so-no-lancamento-de-um-novo-produto.html>. Acesso em: 15 out 2017. Principais desafios para o sucesso em projetos de novos produtos. Disponível em: <http://www.crea- -sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#.WeSwRqPOo1g>. Acesso em: 15 out 2017. http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-sucesso-no-lancamento-de-um-novo-produto.html http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-sucesso-no-lancamento-de-um-novo-produto.html http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#.WeSwRqPOo1g http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#.WeSwRqPOo1g Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto47/217 5. Diferenciais de Organizações com Excelência no Processo de Desenvolvimento de Produtos Segundo Gurgel (1995), as organizações com excelência no processo de desenvolvi- mento de produtos são aquelas direciona- das para a entrega de valor: enxutas, ágeis, flexíveis, receptivas, competitivas, inovado- ras, eficientes e inteiramente focadas para aumentar o valor percebido pelo mercado. E o foco deve ser sempre o cliente. Segundo o autor, a administração do produto deve- rá preocupar-se com os desejos do cliente quando o desejam, como o desejam e quan- to desejam pagar, e os produtos e serviços devem ser ajustados às necessidades espe- cíficas e peculiares de cada cliente ou seg- mento de mercado. Gurgel (1995) sugere as seguintes ações para consolidação da cultura interna da or- ganização para que o desenvolvimento de produtos seja um sucesso: 1. Estudos: dedicação de tempo ao es- tudo de desenvolvimento de produ- to, antes que qualquer investimento seja realizado. 2. Reuniões: realização de poucas reu- niões formais, e mais informais. 3. Comunicação oral: o acordo verbal deve ser prioritário em relação à bu- rocracia encontrada em diversas or- ganizações. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto48/217 4. Abertura: definição de abertura for- mal do projeto, apenas aos grupos envolvidos. 5. Grupos: estímulo de formação de grupos de trabalho, com atuação paralela e concorrente entre si. 6. Medo: eliminação do medo e ini- bições na apresentação de novas ideias, sugestões e processos. 7. Liderança: organização a liderança do projeto por grupos, bem organi- zadas. 8. Padronização: estímulo de desen- volvimento de componentes padro- nizados, fornecedores homologados e demais inputs do projeto para que haja facilitação do processo. 9. Tecnologia: identificação de tecno- logias necessárias para o desenvol- vimento do projeto e definição de equipes responsáveis pelas mesmas. 10. Simulações: simulação do curso da manufatura do produto e do inves- timento necessário ao projeto para o design, possível redesign e lança- mento. 11. Entrosamento: estabelecimento de profundo entrosamento entre os profissionais e áreas envolvidas; 12. Transferência: transferência de res- ponsabilidades às áreas pré-defini- das, para que não haja retrabalho. 13. Documentação: documentação de todas as etapas do projeto. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto49/217 Para saber mais Segundo o Sebrae, ao planejar a oferta do pro- duto para o mercado, a empresa deve pensar em cinco níveis: benefício central, transformação do benefício central em produto básico, produto es- perado, produto ampliado e sistema de consumo. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto50/217 Glossário Demanda de mercado: volume total que seria comprado por um grupo de clientes definido, em uma área geográfica definida, em período definido, com iniciativas de marketing definidas. Layout: esboço do trabalho final a ser apresentado para aprovação. Redesign: atualizações ou modificações de um design já estabelecido. Questão reflexão ? para 51/217 Refletindo sobre as etapas e responsabilidades de de- senvolvimento de produtos, elabore uma lista de inicia- tivas que a sua empresa favorita poderia desenvolver em relação a novos produtos para satisfazer seus clien- tes, incluindo você. 52/217 Considerações Finais (1/2) • O Processo de Desenvolvimento de Produto deve ser cada vez menor, e mais estratégico. O PDP é responsável por acompanhar e avaliar as demandas do mercado e providenciar produtos que atendam a esta demanda. • O PDP envolve quatro etapas principais: geração do conceito, planejamen- to do produto, engenharia de produto, engenharia de produção. • Há cinco principais amplitudes da mudança de projeto: projetos incremen- tais e derivados, próxima geração ou plataforma, inovações radicais, pes- quisa e desenvolvimento avançado e alianças ou projetos de parceria. • Entre os dez fatores críticos do sucesso de um produto estão: procurar pro- dutos diferenciados e superiores, análise prévia de mercado, exigir a defi- nição de um produto preciso e estável, plano e recurso de lançamento no mercado no início do processo. 53/217 Considerações Finais (2/2) • As organizações com excelência no processo de desenvolvimento de pro- dutos são aquelas direcionadas para a entrega de valor: enxutas, ágeis, fle- xíveis, receptivas, competitivas, inovadoras, eficientes e inteiramente foca- das em aumentar o valor percebido pelo mercado. E o foco deve ser sempre o cliente. Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto54/217 Referências COOPER, Robert G. Winning at New Products – Creating Value through Innovation. Editora: Ba- sic Books, 1986. COOPER, T. Product development implications of sustainable consumption. Editora: The De- sign Journal, Taylor & Francis, 2000. ENDEAVOR. Criando Novos Produtos sem Perder o Foco. Disponível em: <https://endeavor.org. br/criando-novos-produtos-sem-perder-o-foco/>. Acesso em 15 set 2017. FETTERMANN, Diego de Castro. Projetos de novos produtos: Principais desafios para o sucesso. Disponível em: <http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#. WeSwRqPOo1g>. Acesso em: 15 set 2017. GURGEL, F. C. A. Administração de Produto. São Paulo: Atlas, 1a Edição, 1995. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edi- ção, 2006. LAMBERT, D. M.; COOPER, M. C. Issues in supply chain management. Industrial Marketing Ma- nagement, n. 29, p. 65-83, 2000. PAHL, G.; BEITZ, W. Engineering design: systematic approach Berlin: Springer-Verlag London. Limited, http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.2752/146069200789390150 https://endeavor.org.br/criando-novos-produtos-sem-perder-o-foco/ https://endeavor.org.br/criando-novos-produtos-sem-perder-o-foco/ http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#.WeSwRqPOo1g http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=artigos-detalhe&id=3302#.WeSwRqPOo1g Unidade 2 • Desenvolvimento do Produto55/217 PMBOK. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). São Paulo: Saraiva, 5a Edição, 2014. SEBRAE. Estratégias de marketing garantem o sucesso do produto no mercado. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/estrategias-de-marketing-garan- tem-o-sucesso-do-produto-no-mercado,b10032736a186410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 15 set 2017. Revista PEGN [Pequenas Empresas Grandes Negócios, 2016]. Conheça dicas para ter sucesso no lançamento de um novo produto. Disponível em: <http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/ noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-sucesso-no-lancamento-de-um-novo-produto.html>. Acesso em: 15 set 2017. ROZENFELD, H; FORCELLINI, F. A; AMARAL, D. C; TOLEDO, J. C; SILVA, S. L; ALLIPRANDINI, D. H; SCALICE, R. K. Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a melhoria do pro- cesso. São Paulo: Saraiva, 1a Edição, 2014. https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/estrategias-de-marketing-garantem-o-sucesso-do-produto-no-mercado,b10032736a186410VgnVCM1000003b74010aRCRD https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/estrategias-de-marketing-garantem-o-sucesso-do-produto-no-mercado,b10032736a186410VgnVCM1000003b74010aRCRDhttp://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-sucesso-no-lancamento-de-um-novo-produto.html http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/12/conheca-dicas-para-ter-sucesso-no-lancamento-de-um-novo-produto.html 56/217 Assista a suas aulas Aula 2 - Tema: Desenvolvimento do Produto. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ d8df3d42fbd5a5f70457c623dd58c752>. Aula 2 - Tema: Desenvolvimento do Produto. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ a2e44531177c4403a72d864f5e4d626e>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/d8df3d42fbd5a5f70457c623dd58c752 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/d8df3d42fbd5a5f70457c623dd58c752 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/d8df3d42fbd5a5f70457c623dd58c752 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a2e44531177c4403a72d864f5e4d626e https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a2e44531177c4403a72d864f5e4d626e https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a2e44531177c4403a72d864f5e4d626e 57/217 1. Por que o Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP) deve ser cada vez menor e mais estratégico? a) Porque o mercado está cada vez mais competitivo. b) Porque o mercado está cada vez menos competitivo. c) Porque o público tem cada vez menos tempo. d) Porque o público não está em busca por produtos diferenciados. e) Porque os concorrentes estão menos ágeis. Questão 1 58/217 2. Segundo Lambert e Cooper (2000), o ciclo de vida de produto diminuiu em aproximadamente 400% nas últimas cinco décadas. O que isso significa? Questão 2 a) Que o ciclo de vida de produto está cada vez mais longo. b) Que o ciclo de vida de produto está cada vez mais curto. c) Que o ciclo de vida não impacta no desenvolvimento de produto. d) Que o ciclo de vida de produto não impacta no desenvolvimento de produto. e) Não é possível que o ciclo de vida de produto tenha diminuído tanto em tão pouco tempo. 59/217 3. A que se refere o processo para desenvolvimento de produto stage-gate- -process, desenvolvido por Cooper (1986)? Questão 3 a) O processo de desenvolvimento de produto com equipes multidisciplinares. b) O processo de desenvolvimento de produto em estágios em que um portão só é aberto quan- do o portão seguinte estiver pronto. c) O processo de desenvolvimento de produto em estágios, com etapas de avaliação/aprova- ção a cada gate (portão) para que o desenvolvimento seja liberado para a próxima etapa. d) O processo de desenvolvimento de produto no qual um corredor com portões é utilizado. e) Este não é um processo de desenvolvimento de produto reconhecido. 60/217 4. ‘‘O desenvolvimento de produto envolve as atividades de desenvolvimento até o lançamento do mesmo”. Essa afirmação está: Questão 4 a) Correta, pois após o lançamento o acompanhamento é de responsabilidade do departamen- to de marketing. b) Correta, pois após o lançamento o acompanhamento é de responsabilidade do departamen- to de vendas. c) Correta, pois após o lançamento o acompanhamento é de responsabilidade do departamen- to de engenharia. d) Incorreta, pois após o lançamento o desenvolvimento de produto acompanha o produto para que sejam realizadas eventuais mudanças necessárias. e) Incorreta, pois após o lançamento o desenvolvimento de produto também é responsável pela venda do mesmo. 61/217 5. Assinale a alternativa correta. Quais são as quatro principais etapas do PDP (Processo de Desenvolvimento de Produto)? Questão 5 a) Geração do conceito, criação de layout, venda do protótipo, desenvolvimento do produto. b) Geração do conceito, criação de layout, prototipagem, pós-venda do produto. c) Geração do conceito, planejamento do produto, desenvolvimento do produto, venda do pro- duto. d) Geração do conceito, planejamento do produto, desenvolvimento do produto, lançamento do produto. e) Geração do conceito, planejamento do produto, engenharia de produto e engenharia de produção. 62/217 Gabarito 1. Resposta: A. Não se pode negar o fato de que o merca- do está cada vez mais competitivo. Nesse contexto, o Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP) deve ser cada vez menor, e mais estratégico. 2. Resposta: B. Isso significa que os ciclos de vida do pro- duto são cada vez mais curtos e que novos produtos chegam ao mercado cada vez mais rápido, substituindo diversos outros. 3. Resposta: C. Cooper (1986) desenvolveu interessante processo para o desenvolvimento de pro- dutos: o Stage-Gate-Process (processo em estágios com etapas de avaliação/aprova- ção), de forma a aumentar a eficiência do PDP. Esse processo utiliza etapas definidas pela organização, cada uma dividida por gates (portões). A cada etapa são realizadas validações (a partir de investigações, testes e avaliações) para que o desenvolvimento seja autorizado a atravessar o gate (portão) em questão para a próxima etapa. 4. Resposta: D. “O desenvolvimento de produto também envolve as atividades de acompanhamento do produto após o lançamento para, assim, serem realizadas as eventuais mudanças necessárias nessas especificações, planeja- 63/217 Gabarito da a descontinuidade do produto no merca- do e no processo de desenvolvimento, as li- ções aprendidas ao longo do ciclo de vida do produto” (ROSENFELD et al, 2014, p. 3-4). 5. Resposta: E. O PDP envolve quatro etapas principais: 1) Geração do conceito: definição de produtos e objetivos de mercado. 2) Planejamento do produto: estabeleci- mento de metas, especificações e de- sign básico. 3) Engenharia de produto: desenvolvi- mento de projetos detalhados e pro- tótipos. 4) Engenharia de produção: desenvolvi- mento de processos de produção. 64/217 Unidade 3 Ciclo de Vida do Produto Objetivos 1. Refletir a respeito dos cuidados rela- tivos ao lançamento de produtos no mercado. 2. Entender como o monitoramento dos produtos é feito até que se decida descontinuá-los. 3. Como proceder quando a decisão é retirar o produto do mercado, como realizar uma saída elegante. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto65/217 Introdução Um dos maiores desafios apresentados às empresas está relacionado à administração do seu portfólio de produtos. Isso acontece por diversas razões, mudança de merca- do, novas tecnologias, novos concorrentes ou mesmo mudanças nos hábitos de com- pra. Um exemplo muito citado nas salas de aula Brasil a fora é o da Kodak. Pode ser que você nunca tenha ouvido falar dessa marca, mas ela foi líder em seu segmento de filmes e papeis especiais para fotografia. Com o desenvolvimento de câmaras digitais que posteriormente foram incorporadas aos celulares, a Kodak viu em menos de cinco anos seu mercado derreter, em função dos inúmeros benefícios que a tecnologia digi- tal oferecia aos seus usuários. O mais curio- so nessa história é que existia no laboratório da Kodak um projeto para utilização da tec- nologia digital com aplicação para fotos, porém nunca brilharam os olhos dos execu- tivos. O livro “Quem mexeu no meu queijo” do Dr. Spencer Johnson trata da necessidade de cheirar o queijo frequentemente para verificar se não está ficando velho. Pode- se considerar para efeito do nosso assunto aqui nessa aula que o queijo é o produto e o cheirar representa as inúmeras ferramen- tas e ações necessárias para verificar como o mercado vê o seu produto. O ciclo de vida de um produto passa por diversas fases, a todo tempo produtos são concebidos, desenvolvidos, lançados, es- ses amadurecem e então são retirados do mercado, saber fazer a leitura do mercado, desde o projeto até a hora de retirá-lo do Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto66/217 mercado é um dosgrandes desafios do pro- fissional de marketing. 1. Etapas de um Produto Nessa aula, trabalha-se de maneira didática as etapas da vida de um produto. Para isso, utiliza-se a seguinte divisão: • Ciclo de Vida de um Produto: as etapas do ciclo de vida de produtos. • Lançamento do Produto: é o momen- to em que o produto já foi projetado, testado e está pronto para entrar no mercado. • Monitoramento do Produto: é o perío- do em que o produto estará disponível no mercado, reflete-se a respeito das informações necessárias para saber medir estágio do produto e o memen- to de descontinuar. • Descontinuidade: reflete-se na impor- tância da estratégia de descontinui- dade, ela tem o mesmo impacto que a estratégia de lançamento de produto, clientes fiéis podem deixar de ser, caso a descontinuidade não seja bem pla- nejada. 2. Ciclo de Vida de um Produto Segundo Kotler (2006), a maioria das curvas do ciclo de vida do produto assume a forma de sino, através das seguintes etapas: Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto67/217 1) Introdução: período de baixo cresci- mento nas vendas, dado o fato de que o produto é novo no mercado e a or- ganização está trabalhando esforços de introdução no mercado, com ini- ciativas de marketing e vendas. 2) Crescimento: caso o produto seja aceito pelo mercado, aqui ocorre um rápido crescimento de vendas. 3) Maturidade: período de baixa no cres- cimento de vendas em relação ao es- tágio de crescimento. O produto já foi experimentado, aceito e faz parte do dia a dia de seus clientes. Nesse mo- mento, a briga por market share de mercado entre os concorrentes é mais acirrada. 4) Declínio: período em que as vendas apresentam grande queda. Nesse momento, a empresa pode optar por descontinuar ou produto ou realizar alterações no mesmo, para que um novo ciclo de vida seja iniciado. O Ciclo de Vida do produto pode ser apre- sentado através de um gráfico com formato de sino, conforme mostra a Figura 1, pas- sando pelas etapas de introdução, cresci- mento, maturidade e declínio. Ele apresen- ta o fato de que as vendas atingem seu pico no estágio de maturidade e começam a cair no estágio de declínio. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto68/217 Figura 1- Ciclo de Vida do Produto. Fonte: Kotler (2006, p. 317). Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto69/217 3. Lançamento de Produtos Como foi visto anteriormente, existe todo um cuidado e por que não dizer uma ciência aplicada ao desenvolvimento de produtos. Para o lançamento do produto, é necessário que se determine qual das seguintes situa- ções a empresa está lidando. 3.1 Definição da Estratégia Antes do lançamento, a empresa deve de- finir questões voltadas à estratégia do pro- duto que precisa considerar o estudo feito no início do desenvolvimento em que fo- ram apresentadas as justificativas para o desenvolvimento do projeto. Esse é um as- sunto que vem se desenvolvendo de forma acelerada. Com o lançamento do Livro Bu- siness Model Generation (2010), Alexan- der Ostewalder trouxe luz para um assunto complexo, organizando de maneira didática e acessível como formular a estratégia de um negócio. Parte do sucesso dessa me- todologia aconteceu porque o mundo está mudando, o foco das grandes empresas era centrado no produto, hoje, porém, as aten- ções estão voltando-se cada vez mais para o cliente. Para a nossa aula, é importante pinçar al- guns conceitos e ordená-los de acordo com o modelo proposto por Ostewalder (2010): • Definição do Público Alvo. • Definição da Proposta de Valor. • Definição dos Canais de Vendas. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto70/217 • Definição dos meios para o relaciona- mento com o cliente. • Definição da Proposta de Valor. Todas essas questões devem ser considera- das para que o produto seja lançado. 3.2 Novos Produtos para Novos Clientes Essa é a situação de maior risco para as em- presas, uma vez que o mercado a ser ex- plorado é desconhecido e os produtos são novos. Embora pareça uma situação in- comum, a maioria das start-ups navegam nesses mares, correm muitos riscos, mas quando acertam alcançam grandes lucros. Defende-se que produtos que se apresen- tam nessa situação devem considerar que existem cinco grupos distintos de clientes: • Os entusiastas de tecnologia. • Os visionários. • Os pragmáticos. • Os conservadores. • Os céticos. Para o lançamento de produtos novos para mercados novos, a melhor estratégia é atin- gir os entusiastas de tecnologia e os visio- nários e criar força o suficiente para ultra- passar o abismo que existe entre estes dois grupos e o restante do mercado. O que sig- nifica transpor o abismo? Como caracterís- tica o grupo dos entusiastas e dos visioná- rios são menores em número, porém se o produto ganha força junto a esse grupo ele pode ultrapassar o abismo e conquistar o restante do mercado, uma vez que, embora Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto71/217 sejam em menor número, esses dois grupos em geral são formadores de opinião para os demais. Em jogos eletrônicos, por exemplo, é comum o lançamento para um grupo res- trito de usuários que servirão como forma- dores de opinião, por meio dos seus blogs, uma vez que carregam uma legião de se- guidores, se o produto consegue conquis- tá-los, então, receberá sinal verde para ga- nhar mercado. 3.3 Novos Produtos para Clien- tes Antigos Essa situação é a mais confortável para o lançamento de produtos, uma vez que o relacionamento com o cliente, se bem ge- renciado, deve levar a empresa a uma série de informações relacionadas ao cliente que aumenta muito as chances de sucesso no lançamento do produto. Além das informa- ções, o relacionamento pré-existente abre muitas portas para um trabalho bem feito. Um cliente que possui um relacionamento com a empresa, não estranhará um convite para participar do lançamento de um novo produto. Quando se trata a respeito do lan- çamento, de forma alguma restringe-se a um evento, mas a uma ação ou ainda a um conjunto de ações coordenadas que con- sigam evidenciar a necessidade ou desejo que o cliente tem em relação ao produto apresentado. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto72/217 4. Monitoramento de Produtos Vários são os critérios a se considerar em relação ao monitoramento do desempenho do produto no mercado: • Vendas. • Lucros. • Estratégia. • Participação no mercado. • Potencial de desenvolvimento. Esses indicadores podem fornecer uma boa análise a respeito da fase que o produto en- contra-se. Veremos na sequência o ciclo de vida dos produtos por meio da Matriz BCG, um conceito desenvolvido por Bruce Hen- derson, em 1970, para a Boston Consulting Group (BCG). Um conceito ainda tão utiliza- do em tão larga escala e por tanto tempo, com certeza pode ajudar a entender o que significa o ciclo de vida de um produto. 4.1 Ponto de Interrogação (ou Bebê) Como utiliza-se figuras e fazendo analogias, penso que a figura de um bebê represen- te mais o estado do produto nessa fase do que um ponto de interrogação, embora este Para saber mais Na prática, a matriz BCG ajuda o empreendedor a ter clareza dos produtos que geram mais receita com menor investimento de tempo e dinheiro em marketing e vendas. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto73/217 último seja amplamente utilizado. Se ana- lisado para uma perspectiva de um produ- to, nessa fase, semelhante ao que acontece com um bebê, existem em volta dele uma série de expectativas para que se torne um cidadão respeitável, quem sabe com influ- ência na história, enfim, nessa fase os pais colocam muitas expectativas no bebê. Da mesma forma, os profissionais envolvidos na concepção do produto, dedicaram tem- po e esforço para que o produto ganhas- se corpo e em volta deste existe uma série de expectativas, será que ele cumprirá seu papel? Marcará a história? Será um suces- so de vendas? Outra característica muito comum nessa fase inicial, é o fluxo de investimento, mes- mo apoiado em um bom plano de negócios,em geral é necessário que se invista muito antes de poder colher os primeiros frutos. Além do investimento, a proximidade e os cuidados com o novo produto são intensos, a história está cheia de exemplos de pro- dutos que tinham grande potencial de su- cesso, mas falharam na sua introdução ao mercado. 4.2 Estrela O produto estrela é aquele que conseguiu um patamar de lucro elevado e necessita de um fluxo de investimento significativo para continuar nessa posição. Toda empresa in- veste para encontrar seus produtos estrelas, porque além dos rendimentos que ele pode trazer para a empresa, ele projeta a empresa no mercado, em geral, produtos classifica- dos como estrela trouxeram mudanças sig- Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto74/217 nificativas nos mercados em que foram lançados. Talvez um dos casos mais emblemáticos tenha sido o IPhone, não só o investimento no desenvolvimento do produto foi alto, como ele continua até hoje. A revolução de produto promovida por essa nova concepção de produto literalmente colocou para fora do mercado competidores importantes, entre eles a Nokia e Black Barry, sendo esta última a referência na segurança de dados. Para saber mais Todo negócio envolve oportunidades e riscos, muitos produtos tiveram sucesso por um estudo sistemati- zado e profundo do mercado e informações consistentes, porém outros estavam simplesmente no lugar e hora certa. Então por que se deve planejar e gastar tempo elaborando uma estratégia? Para diminuir o risco de se tomar uma decisão errada. Link Confira o resultado da compilação de um site americano sobre produtos relativamente simples e que utili- zamos no nosso cotidiano, tais como band-aid, post-it e crocs, que renderam um retorno considerável. VE- RONESI, Luiza Belloni. 10 produtos com ideias simples que renderam bilhões aos seus criadores. Disponível em: <http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/2669682/produtos- -com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores>. Acesso em: 14 out. 2017. http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/2669682/produtos-com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/2669682/produtos-com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto75/217 4.3 Vaca Leiteira O produto vaca leiteira é um produto estrela que dominou seu mercado de atuação e hoje produz lucro sem a necessidade de investi- mento tão intensa quanto o volume da fase anterior. Em geral produtos que estão nessa fase do ciclo de vida adquiriram seguidores que os consomem e dão preferência, inde- pendente da estratégia adotada, podem ter o foco em preços, em diferenciais ou feitos sob medida para determinado público. O que tem acontecido no mercado é que os ciclos de renovação vêm sofrendo uma aceleração muito forte. Como exemplo, é importante citar a tecnologia do Vídeo Cassete, que foi lançada pela Philips em 1970. A tecnologia dos vídeos cassetes reinou por vários anos, até que em 1996 a tecnologia do DVD foi gradualmente substituindo os vídeos cas- setes nas residências no Brasil e no mundo. Se for considerado o Netflix como um dos precursores dos serviços de streaming, em 2003, o lançamento do DVD já possuía mais de 40 milhões de usuários que não utiliza- vam mais o DVD como forma de acesso a fil- mes. Talvez você esteja se perguntando, não conheci nenhum desses aparelhos e, ainda, sete anos é muito tempo. É, sim, para o ritmo que temos hoje das mudanças tecnológicas e de comportamento, há que se concordar. Para concluir essa etapa de monitoração do ciclo de vida do produto, vacas leiteiras são cada vez mais raras e duram menos. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto76/217 4.4 Abacaxis (ou Cachorro de Estimação) Você ao aprofundar o conhecimento na ma- triz BCG, vai se deparar com duas Figuras para descrever esta fase do ciclo de vida do produto, ou abacaxi ou cachorro de estima- ção. Não há problema algum em lidar com o abacaxi, porém o cachorro de estimação possui nuances que ilustram melhor a situ- ação do produto em relação às decisões que se deve tomar. O cachorro de estimação tem um compo- nente emocional muito forte com seu dono, e ao contrário do que se deve fazer efetiva- mente com um cachorro de estimação no final da sua vida, a empresa precisa aceitar a realidade do produto e decidir descontinuá- -lo de maneira elegante. O produto nessa fase exige gastos altos com sua produção e possui um mercado que já não sustenta o lucro necessário para que ele se mantenha como vaca leiteira. Em meados da década de 1980, a Volkswagen decidiu descontinu- ar a produção do fusca, sem dúvida alguma, uma grande estrela do passado, uma vaca leiteira que produziu muito leite, mas que teve seu ciclo de vida encerrado, é natural que isso aconteça. Mesmo tendo uma legião de fãs, o fusca não conseguia ser produzido a um preço que o mercado estava disposto a pagar, além disso era necessário abrir espa- ço para outras linhas de produtos (estrelas). O caso do fusca é emblemático porque em 1993, por influência do então presidente Itamar Franco, a Volkswagen reabriu a linha Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto77/217 de produção do Fusca, porém com o preço muito próximo de modelos mais evoluídos da própria montadora, os carros começa- ram a encalhar nas concessionárias levando a uma nova interrupção da produção logo em 1996. Por melhor que seja o cachorro, por mais investimentos que se faça, é muito difícil um cachorro produzir leite de vaca. 4.5 Olhando o Portfólio de pro- dutos à luz da Matriz BCG Para que possamos ganhar uma visão mais ampliada da utilização e da importância dos conceitos aqui tratados, é importante apre- sentar a forma como as empresas avaliam, não apenas um produto, mas todo o seu portfólio. Após a lista de todos os produtos e sua respectiva classificação, o profissional de marketing pode colocá-los em um gráfi- co considerando a participação do mercado e seu potencial de crescimento, conforme mostra a Figura 2. Para saber mais A matriz BCG, como pudemos constatar, é uma poderosa ferramenta de gestão para o acompa- nhamento do portfólio de produtos, por isso é importante que você aprofunde o conhecimento nesse assunto. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto78/217 Figura 2- Matriz BCG. Fonte: PERIARD (2010) (Disponível em: <http://www. sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-fun- ciona-a-matriz-bcg/>. Acesso em: 04 out 2017). Uma vez que todo o portfólio de produtos está devidamente alocado no quadrante respectivo, as decisões podem ser tomadas com mais propriedade. Empresas saudáveis e com mais tempo de mercado devem cons- tantemente rever seus produtos à luz dessa classificação e com exceção do cachorro ou abacaxi, que deve ser eliminado tão logo se perceba a sua condição, a empresa precisa Link O SEBRAE disponibiliza um modelo de matriz BCG para empreendedores, confira esse artigo. NAKA- GAWA, Marcelo. Ferramenta: MATRIZ BCG (CLÁS- SICO). Disponível em: <http://www.sebrae. com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_ Matriz-BCG.PDF>. Acesso em: 04 out 2017. http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/ http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/ http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/ http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto79/217 ter produtos nas três fases. Esse é, na ver- dade o ciclo de renovação da própria em- presa. Ficar focado só na vaca leiteira pode ser confortável, mas o não desenvolvimento de bebês e estrelas cobrará seu preço no fu- turo, um futuro que está acontecendo cada vez mais rápido. 5. Descontinuidade de Produtos Tão importantecomo estar atento ao lan- çamento de produtos, é estar atento à sua descontinuidade. Basicamente a decisão dos profissionais envolvidos com essa deci- são deve caminhar na direção de uma saída elegante. Aqui não é o foco da nossa con- versa, mas uma empresa que precisa por questões econômicas retirar um produto do mercado precisa preservar a sua marca, e principalmente olhar com muito cuida- do para aqueles que decidiram comprar os produtos. Questões a serem consideradas: • É necessário manter estoque de pe- ças? • É importante trabalhar para substitui- ção do modelo novo? • Podemos oferecer alternativas? Questões como essas preservam a imagem da empresa e reduzem o impacto causado pela interrupção de fornecimento de um determinado produto. Um exemplo recor- rente no Brasil diz respeito à importação de carros de baixo custo. Durante o período de grande demanda, o Brasil foi invadido por um sem fim de marcas de automóveis de- Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto80/217 sconhecidos, algumas marcas chegaram a montar fábricas de olho nos incentivos fis- cais, porém, com a crise vivida a partir de 2014, muitas deixaram o país, como estão seus antigos clientes hoje? Estão cuidados? Ou simplesmente foram abandonados? Essa questão é tão relevante que, em alguns mercados, ela é regulamentada por leis que buscam preservar os direitos do consumi- dor. Link Nesse link você, poderá ver uma série de produtos inovadores em fase de lançamento. BRANDÃO, Felipe. 38 Produtos que você compraria agora mesmo! Disponível em: <https://www.tudoin- teressante.com.br/2013/12/38-produtos- -que-voce-compraria-agora-mesmo.html>. Acesso em: 04 out. 2017. https://www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html https://www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html https://www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto81/217 Glossário Portfólio de Produtos: é o conjunto de produtos que a empresa possui para comercializar. Streaming: é o recurso disponível na internet capaz de enviar arquivos de multimídia (filme, fotos e áudio) por meio de transferência de dados o que torna possível uma transmissão mais rápida. Quadrante: referente a um gráfico, sendo cada um dos ângulos retos formados pelos eixos das coordenadas. Questão reflexão ? para 82/217 O desenvolvimento de uma estratégia de produtos é desafiador pela complexidade e volume de informações, diante disso, reflita se faz sentido adotar métodos que organizam as informações para tomada de decisão? 83/217 Considerações Finais • O lançamento de produtos pode levar uma boa ideia ao sucesso ou ao fra- casso, por isso o cuidado com esse assunto é muito importante. • Todo produto passa por um ciclo que inicia com a introdução, crescimento, maturidade e declínio, cabe a empresa avaliar e classificar seu portfólio para decidir onde e quanto investir. • A matriz BCG ilustra as fases do produto fazendo uma analogia com quatro figuras, por analogia é possível entender alguns conceitos ligados às fases do ciclo de vida do produto. • Um portfólio saudável possui produtos em quadrantes, exceto no quadran- te “cachorro” ou “abacaxi”, sempre que um produto seja classificado dessa forma, a decisão de retirar do mercado deve ser acelerada, porém, é impor- tante que a saída seja elegante, sem deixar os clientes “na mão”. Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto84/217 Referências BRANDÃO, Felipe. 38 Produtos que você compraria agora mesmo! Disponível em: <https:// www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html>. Acesso em: 04 out. 2017. ENDEAVOR. A Matriz BCG no ciclo de venda: como identificar vacas leiteiras e abacaxis. Dis- ponível em: <https://endeavor.org.br/matriz-bcg/>. Acesso em: 05 out. 2017. HUTT, M. D. B2B: Gestão de Marketing em Mercados Industriais e Organizacionais. Porto Alegre: Bookman, 7a Edição, 2002. JOHNSON, Spencer. Quem mexeu no meu queijo. EUA: Record, 1998. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. NAKAGAWA, Marcelo. Ferramenta: MATRIZ BCG (CLÁSSICO). Disponível em: <http://www.sebrae. com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF>. Acesso em: 04 out 2017. OSTERWALDER, A; PIGNEUR, Y. Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers (Inglês). EUA: Wiley, 2010. PERIARD, G. O que é e como funciona a matriz BCG. Disponível em: <http://www.sobreadminis- tracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/>. Acesso em: 04 out 2017. https://www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html https://www.tudointeressante.com.br/2013/12/38-produtos-que-voce-compraria-agora-mesmo.html https://endeavor.org.br/matriz-bcg/http:// http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal Sebrae/Anexos/ME_Matriz-BCG.PDF http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/ http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-e-como-funciona-a-matriz-bcg/ Unidade 3 • Ciclo de Vida do Produto85/217 ROZENFELD, Henrique. Gestão e Desenvolvimento de Produtos. São Paulo: Editora Saraiva, 2006. VERONESI, Luiza Belloni. 10 produtos com ideias simples que renderam bilhões aos seus criadores. Disponível em: <http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noti- cia/2669682/produtos-com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores>. Acesso em: 04 out. 2017. http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/2669682/produtos-com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores http://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/2669682/produtos-com-ideias-simples-que-renderam-bilhoes-aos-seus-criadores 86/217 Assista a suas aulas Aula 3 - Tema: Ciclo de Vida do Produto. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ 0f14bf7e0308d145b235e517216376f6>. Aula 3 - Tema: Ciclo de Vida do Produto. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f- 1d/8e2a3bd3fd30cf54e98c209367864ef4>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/0f14bf7e0308d145b235e517216376f6 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/0f14bf7e0308d145b235e517216376f6 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/0f14bf7e0308d145b235e517216376f6 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/8e2a3bd3fd30cf54e98c209367864ef4 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/8e2a3bd3fd30cf54e98c209367864ef4 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/8e2a3bd3fd30cf54e98c209367864ef4 87/217 1. Assinale a alternativa correta. O lançamento de produtos deve ser cuida- dosamente planejado porque: a) O lançamento pode ser determinante para o sucesso ou fracasso do produto ou ainda au- mentar ou diminuir o tempo de resposta do mercado. b) Para se economizar dinheiro. c) Caso você faça um evento, dá tempo de convidar todos os interessados. d) Não existe razões para se tomar cuidado com o lançamento. e) O lançamento deve ser feito por uma agência de publicidades. Questão 1 88/217 2. De maneira geral, qual é a condição mais favorável para o lançamento de produtos? a) Produtos antigos para clientes antigos. b) Produtos novos para clientes antigos. c) Produtos antigos para clientes novos. d) Produtos novos para clientes novos. e) Não existe diferença, um lançamento de produto é sempre complicado. Questão 2 89/217 3. Que tipo de empresa normalmente lança produtos novos para clientes novos? a) Indústria. b) Empresa de Software. c) Start-up. d) Indústria deJogos. e) Escolas de administração. Questão 3 90/217 4. Segundo a Curva da Adoção do Ciclo de Vida e a Noção do Abismo, quais tipos de clientes devem ser focados na fase de Lançamento de um produto? a) Pragmáticos e visionários. b) Pragmáticos e visionários. c) Conservadores e céticos. d) Visionários e entusiastas de tecnologia. e) Entusiastas de tecnologia e céticos. Questão 4 91/217 5. Na Matriz BCG, o que deve ser feito com os produtos classificados como Cachorro ou Abacaxi. a) Investir para que ele volte a dar lucro. b) Elaborar uma estratégia para manter o produto em linha. c) Manter até que o mercado dele volte a comprá-lo. d) Realizar uma extensa pesquisa para descobrir as razões pelas quais os clientes deixaram de comprá-lo. e) Retirar de linha. Questão 5 92/217 Gabarito 1. Resposta: A. Dois aspectos são diretamente afetados quando uma empresa decide lançar um produto, o primeiro diz respeito a mensa- gem, o quanto o produto vai atingir a mente ou mesmo o coração do público alvo; e em segundo lugar um lançamento bem plane- jado pode reduzir o tempo para o produto emplacar. 2. Resposta: B. A condição mais favorável para o lança- mento de produtos é quando você faz o lan- çamento para um mercado onde você já é conhecido e principalmente conhece, tem informações e conhecimento. 3. Resposta: C. A start-up é voltada ao desenvolvimento de novos produtos, como a empresa também é nova no mercado, em geral, está sempre dentro do ambiente desafiador de lançar produtos novos para clientes novos. 4. Resposta: D. Segundo a teoria, toda empresa deve focar quando lança um produto novo nos grupo formado pelos Visionários e Entusiastas de tecnologia, uma vez que esses são os for- madores de opinião do mercado. 93/217 Gabarito 5. Resposta: E. Os produtos abacaxi ou cachorros devem ser tirados do mercado uma vez que, mes- mo com muito investimento, dificilmente conseguiria voltar a vender como talvez um dia já vendeu. 94/217 Unidade 4 Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto Objetivos 1. Refletir a respeito dos conceitos liga- dos aos produtos, desde a sua concep- ção até o lançamento para o mercado; 2. Discutir sobre as boas práticas de de- senvolvimento de um projeto buscan- do diminuir os riscos de fracasso; 3. Verificar os cuidados necessários para que um projeto caminhe em um prazo compatível com a estratégia da em- presa. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto95/217 Introdução O lançamento de um produto é sempre re- cheado de incertezas. Nos últimos anos, vários profissionais de diversas áreas têm dedicado tempo e dinheiro para mapear as diferenças existentes entre um produto de sucesso frente a outros que representam um verdadeiro fracasso. Nessa jornada, al- gumas conclusões a respeito da forma como uma ideia é concebida, as etapas seguintes até que vire um conceito, já estão postas e essas serão nossa matéria a ser estudada nesta unidade. Antes de causar uma expectativa que não será atendida, é importante que se reforce que a diminuição do risco de lançar ou in- vestir em um produto que nunca será um sucesso de vendas não significa de maneira nenhuma a garantia de sucesso, mas acre- dito que quanto melhor se planeje o lança- mento, quanto maior a atenção a detalhes inerentes ao lançamento de um produto, maior a chance de sucesso, ao que devemos também alertar que o contrário também é verdadeiro. Existem questões que vão além da usabilidade do produto, mas questões como a concorrência, a viabilidade econô- mica e o próprio comportamento do con- sumidor que se forem ignoradas aumentam muito as chances de o produto não vingar. 1. Ferramentas de Representa- ção Durante muito tempo, uma etapa impor- tante e custosa no desenvolvimento de um produto era a prototipagem. A prototipa- Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto96/217 gem é a criação de um protótipo que repre- sentasse com o máximo de realismo possí- vel o produto em desenvolvimento. Embora pareça aos menos avisados um custo desnecessário, na verdade o protóti- po evita uma série de desvios que o modelo pode revelar, muitas vezes, pode auxiliar em questões sensitivas, não técnicas, mas que podem comprometer significativamente o desempenho do produto no mercado. Hoje, em função da tecnologia, os produtos podem ser representados por meios mais rá- pidos e baratos para proporcionar ao cliente o primeiro contato com o produto. Trata-se de ferramentas de realidade virtual, utili- zadas em stands de vendas de imóveis, por exemplo, impressões 3D que podem produ- zir peças com um bom nível de precisão sem que a empresa necessite desenvolver o pro- duto propriamente dito. Tenho um amigo que gosta muito de car- ros e por isso ele é um crítico contumaz dos lançamentos de veículos. Ele costuma di- zer “Não entendo! Fazer um carro feio dá o mesmo trabalho que fazer um carro bonito. Por que então a indústria insiste em lançar carros como esse?” E sempre aponta para um carro que ele não gosta. Para saber mais Quando se fala em realidade virtual, pode-se ter a impressão de se estar falando de algo muito dis- tante, mas a reportagem abaixo mostra que essa prática já chegou ao mundo dos negócios e em um mercado altamente competitivo e tecnológico. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto97/217 Questões subjetivas são difíceis de medir, mas fundamentais para o sucesso de um produto no mercado e, para isso, é impor- tante que se lance mão de ferramentas de representação para submeter a uma avalia- ção que contribua para a assertividade de produtos, e quando não, para diminuir as chances de fracasso. 2. Como Chegar ao Conceito do Produto para Representá-lo Os produtos nascem de ideias, ideias que em geral estão relacionadas às necessida- des (pain) ou aos desejos (gain) dos poten- Link Startup cria supermáquina elétrica em apenas 18 meses e assusta a Tesla. Disponível em: <http:// forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup- -cria-supermaquina-eletrica-em-apenas- -18-meses-e-assusta-a-tesla/>. Acesso em: 15 out. 2017. Link A utilização de impressoras 3D tem revoluciona- do muitos mercados, na reportagem abaixo mos- tra como a aplicação de impressoras 3D pode de fato fazer parte em muito pouco tempo do nosso dia a dia. Confira o link sobre isso. AN DEURSEN, Felipe. A revolução das impressoras 3D. Dispo- nível em: <https://super.abril.com.br/tecno- logia/a-revolucao-das-impressoras-3d/>. Acesso em: 15 out. 2017. http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ https://super.abril.com.br/tecnologia/a-revolucao-das-impressoras-3d/ https://super.abril.com.br/tecnologia/a-revolucao-das-impressoras-3d/ Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto98/217 em um produto de sucesso. Nessa etapa, a competência mais desejada é o conhe- cimento do mercado, para avaliar a partir do ponto de vista dos clientes potenciais. É provável que se descarte ideias de sucesso nessa fase, porém, é preciso também obser- var que as empresas precisam decidir onde apostar, uma vez que o desenvolvimento de produto é um processo caro e que não se poderá investir em todas as ideias, pelo me- nos, não ao mesmo tempo. Selecionada a ideia, começa então um longo caminho, como se fosse um funil que levará ao produto que será representado. A cada etapa, a empresa precisa saber que, apesar do que já foi gasto, levar em frente um pro- duto que apresentou problemas até o fim será mais danoso do que assumir o prejuízo ciais clientes. Em geral,um dos maiores de- safios está na geração de ideias, sabendo que a maior parte delas não virará um pro- duto de fato. A geração de boas ideias é um processo sistemático que exige dedicação e perspi- cácia. Essa é a razão porque as empresas conhecidas por lançar produtos inovadores incentivam seus profissionais a dedicar par- te do seu tempo em projetos nos quais têm interesse pessoal. Nesse contexto, surgi- ram produtos de grande sucesso, como por exemplo o Post-it da 3M. Existem técnicas para a geração de ideias, porém esse não é nosso foco neste módulo. Após diversas ideias serem concebidas, o trabalho é selecioná-las para que se possa identificar qual destas pode-se transformar Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto99/217 e direcionar os recursos para outro produto com maior chance de sucesso. Em função da necessidade de ser didático, trata-se das etapas relacionadas a um pro- duto, porém, um portfólio saudável de de- senvolvimento de produtos possui um va- riado número de conceitos nas diversas fa- ses de desenvolvimento. Uma empresa que pretende sobreviver no mercado deve tra- balhar simultaneamente com mais de um projeto. 2.1 Transformando a ideia em conceito Para o desenvolvimento de um conceito a partir de uma ideia, o responsável pelo pro- duto deve estabelecer quais são os requi- sitos de sucesso do produto. O sucesso do produto diz respeito ao posicionamento, que será visto com mais detalhes adiante. Ele basicamente consiste na resposta à se- guinte pergunta: “por que os clientes com- prarão este produto ao invés dos produtos concorrentes?”. Aqui também é importante que se diga que, concorrentes podem não ter o produto similar, mas ainda assim podem oferecer aquilo que pode chamar a atenção do cliente. Por exemplo, para conquistar um cliente que deseja passar um tempo de lazer com a família, um cinema é concorrente de um restaurante ou um parque de diversões. Logo, examinar a concorrência é estabele- cer uma relação baseada nas necessidades e desejos do cliente para atender a essa ne- cessidade ou desejo. E, a partir dessa defini- Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto100/217 ção, conseguir posicionar o produto. Após definir os requisitos de sucesso, é ne- cessário definir os conceitos do produto. Para isso a empresa deverá responder, por exemplo, às seguintes questões: 1. Quem usará o produto? 2. Qual o benefício primordial que esse produto deve oferecer? 3. Quando as pessoas consumirão esses produtos? Um exemplo dado por Kotler (2006) serve como ilustração do resultado final de uma definição de conceito em produto. O exem- plo apresenta uma grande empresa proces- sadora de alimentos que tem a ideia de pro- duzir um pó para acrescentar ao leite, a fim de melhorar seu paladar e aumentar seu va- lor nutritivo. Respondendo às três pergun- tas acima, Kotler continua com a ilustração com o objetivo de tornar prática a teoria de conceituação de produtos: • Conceito 1: uma bebida instantânea para o café da manhã de adultos que querem uma refeição rápida e nutriti- va sem precisar prepará-la. • Conceito 2: uma bebida saborosa que as crianças podem tomar no meio do dia. • Conceito 3: um suplemento alimentar saudável que os idosos podem tomar, no fim da noite, antes de se deitar. Note que uma mesma ideia poderá assumir conceitos muito distintos em relação à sua concepção, que terá impacto nos desdo- Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto101/217 bramentos relacionados a mercado alvo, concorrentes etc.; e que a cada um destes conceitos desenvolve-se uma diferente categoria de produto. Note que, até aqui, ainda não foi produzido um protótipo. Este será definido após a decisão de qual con- ceito, ou à qual categoria, o produto deve- rá pertencer. Após a definição do conceito, chega a hora de construir o mapa de posicionamento. O posicionamento é construído por uma ma- triz que considera atributos importantes para o produto em relação aos seus prin- cipais concorrentes. Sendo assim, poderão ser criadas matrizes que considerem atribu- tos diversos como preço, facilidade de uso, valor calórico entre outros. Vários são os critérios para a definição de qual caminho seguir. Um dos que se consi- dera mais favorável para conduzir a toma- da de decisão é a análise de atratividade e competitividade. Duas são as perguntas a serem feitas: 1. Esse mercado é atraente? Ou seja, considerar o interesse da em- presa em relação a aspectos ligados ao tamanho do mercado, à sua ca- pacidade econômica, se a empresa tem afinidade com o mercado, se tem conhecimento o suficiente para que possa decidir tendo como base fatos reais. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto102/217 2. O quanto somos competitivos? Uma vez que a empresa mostrou-se interessada no mercado a ser explora- do pelo produto que está em processo de avaliação, é necessário agora que se reflita a respeito de quanto a em- presa é competitiva, procurando dei- xar de fora as paixões e sendo muito preciso em relação ao que de fato tor- na o produto competitivo. Essas definições leva-se ao teste do con- ceito. Agora falaremos a respeito das ferramentas de representação. Nessa etapa, as defini- ções do produto estão claras para todos os participantes, e é chagada a hora de apre- sentá-lo aos olhares atentos dos clientes. Aqui define-se a forma como o produto será previamente apresentado a um pú- blico específico, para verificar se o que foi pensado corresponde à mesma percepção dos clientes. Essa apresentação pode ser feita de diver- sas maneiras: por meio de um modelo em escala, por meio de um teste cego, entre ou- tros. Enfim, o método é pensado dependen- do das perguntas e respostas que se deseja obter. Dentre as possíveis respostas, Kotler (2006) exemplifica algumas análises que se pode seguir a exposição para clientes: • Comunicabilidade e credibilidade: os clientes consideram que a mensagem passada pelo produto é clara, con- seguem captar o conceito por meio Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto103/217 do protótipo? Eles acreditam nessa mensagem? • Nível de necessidade: uma vez que o cliente em potencial teve um conhe- cimento prévio do produto, ele con- corda que o produto atende a uma necessidade semelhante a qual foi le- vantada inicialmente no projeto? • Valor percebido: o cliente consegue perceber o valor do produto nos mol- des do que foi apontado na concep- ção do produto? • Intenção de compras: o cliente agora que teve contato com o produto, de- monstra interesse em adquiri-lo? As respostas a estas perguntas, caso sejam favoráveis ao lançamento do produto, devem então conduzir a empresa a desenvolver um projeto, assunto que veremos logo a seguir. 3. Desenvolvimento de Projeto de Produtos O Project Management Institute (PMI) define projeto como um esforço temporário em- Para saber mais O “teste de conceito” é uma opção para as orga- nizações testarem seus produtos antes de desen- volverem protótipos de alto investimento finan- ceiro. Apresenta-se ao público-alvo a base do projeto, com o intuito de minimizar os gastos das organizações e possibilitar alterações ainda na fase inicial no processo. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto104/217 preendido para criar um produto, serviço ou resultado único. Note que a temporarieda- de diz respeito ao projeto e não ao seu re- sultado, que pode ser duradouro. O desen- volvimento de um projeto deve seguir uma metodologia para que se possa estabelecer um padrão, prevenindo que aprendizagens obtidas em projetos anteriores possam ser compartilhadas. Conforme o Guia PMBOK (2013), são cinco as fases principais para o desenvolvimento de qualquer projeto: 1. Início do Projeto. 2. Organização e Preparação. 3. Execução do Trabalho. 4. Monitoramento e controle. 5. Encerramento. 3.1 Início do Projeto Noinício de todo projeto, a equipe envolvida e o responsável pelo projeto devem definir: • Escopo: quais são os limites de atua- ção do projeto. • Objetivos: quais são os resultados previstos do projeto. • Previsão Financeira: quanto está pre- visto de investimento. • Previsão de Vendas: quanto do produ- to deve ser vendido após seu lança- mento. • Taxa de retorno: em quanto tempo o investimento será recuperado. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto105/217 É ainda no início do projeto que se deve identificar quem são as partes interessadas e alinhar suas expectativas aos objetivos e taxa de retorno. Após a definição de responsabilidades, de- ve-se obter a autorização do principal res- ponsável pela empresa para dar início ao projet, e definir os critérios de sucesso. 3.2 Organização e Preparação A fase de organização e preparação consiste no planejamento de ações para desenvolver os objetivos definidos e alinhados na fase anterior. Nesse momento, estabelecem-se datas e prazos para os trabalhos. 3.3 Execução do Trabalho Aqui é onde o projeto sai do papel e vira re- alidade, onde os responsáveis pelas ações implementam-nas e comprometem-se com a sua efetividade. 3.4 Monitoramento e Controle O monitoramento e controle de projeto con- siste em acompanhar, analisar e organizar o progresso e desempenho do projeto, além de identificar e iniciar mudanças para al- cançar os objetivos propostos. Dessa forma, pode-se considerar que o monitoramento e controle é responsável por: Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto106/217 • Antecipar possíveis problemas. • Manter o projeto nas diretrizes previa- mente definidas. 3.5 Encerramento Após a implementação das ações, ainda é necessário que se dê atenção ao encerra- mento do projeto. Nessa fase é necessário: • Obter a aceitação das partes interes- sadas: fazer uma verificação em rela- ção aos objetivos e aos resultados do projeto. • Documentar as lições aprendidas: para que o próprio processo de ela- boração e implementação de projetos evolua. O registro do que deu certo e do que foi necessário mudar pode ser uma importante fonte de informação para os próximos projetos, aumen- tando a precisão nas previsões, seja de tempo, seja financeira ou qualquer outro aspecto que favoreça a defini- ção dos objetivos e principalmente o caminho para atingi-los. • Arquivar documentos relevantes: em vários projetos é necessário lançar mão de dados e estatísticas de pro- jetos desenvolvidos anteriormente a fim de melhorar a acuracidade, para isso a documentação de projetos an- teriores é uma excelente fonte de in- formações. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto107/217 • Encerrar todas as atividades de aqui- sições: ao longo de um projeto para desenvolvimento de produtos, é pos- sível que se tenha estabelecido con- tratos ou acordos de fornecimento, é importante que se verifique todos es- tes para que não haja cobrança inde- vida junto a fornecedores. • Avaliar o projeto: uma atividade muito importante é rever com a equipe como foi realizar o projeto, avaliar o desem- penho e evolução do projeto; • Liberar recursos remanescentes: por vezes algumas previsões ou mesmo recursos colocados como margem de segurança devem ser liberados. Para saber mais Como pudemos verificar, a gestão de projetos, muitas vezes, é o fator decisivo para colocar o produto no mercado, nessa reportagem o autor aborda um dos principais aspectos da gestão dos projetos ligada aos participantes e interessados em que o projeto dê certo. Link Confira algumas dicas sobre gerenciamento de projetos eficaz. SOLBERG, Nate. Gerenciamento eficaz das partes interessadas usando as equipes principais. Disponível em: <https://brasil.pmi. org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/ media/9022ADD02E6542CDB08F8D- 23F733EBA8.ashx>. Acesso em: 15 out. 2017. https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto108/217 Glossário Viabilidade Econômica: é um estudo que busca evidências de que um determinado produto tem potencial de gerar lucro. Escopo: o escopo pode ser aplicado em, no mínimo, duas situações: escopo do projeto ou escopo do produto. O primeiro diz respeito ao trabalho que precisa ser realizado com as características especificadas, já o segundo diz respeito às características do produto em relação ao seu propó- sito e usabilidade. Parte Interessada: um indivíduo, grupo ou organização que possa afetar, ser afetado ou sentir- -se afetado por uma decisão, atividade ou resultado de um projeto. Questão reflexão ? para 109/217 O desenvolvimento de produtos exige muito mais do que inspiração e, sim, trabalho focado e disciplinado. Muito mais do que uma boa ideia, um processo longo e caro que exige esforço e uma boa dose de coragem. Logo, por que devemos pensar em tornar esse processo mais lógico e barato? Poderíamos aumentar o investi- mento em boas ideias para que estas pudessem gerar bons produtos? 110/217 Considerações Finais • O desenvolvimento de um produto não deriva apenas de uma boa ideia, mas da dedicação em buscar testar essa ideia em relação ao mercado para que se possa diminuir o risco de fracasso. • Antes de submeter o produto aos consumidores, a empresa deve refletir sobre vários as- pectos, necessidades e desejos dos clientes para filtrá-las de forma que as ideias melhorem sob critérios bem definidos, ganhem investimentos e possam gerar produtos de sucesso. • Embora o sucesso de um produto possa ser estimado, a colocação deste no mercado pode ser comprometida por uma série de fatores subjetivos. Ainda assim, não se pode dispen- sar um estudo sólido e consistente, embora este não garanta o sucesso, diminui muito as chances de fracasso. • O desenvolvimento de produto deve ser suportado por um bom gerenciamento de projeto. O mercado está cheio de exemplos de produtos que seriam sucesso e acabaram virando fiasco em função de problemas no seu desenvolvimento, perdendo em alguns casos o ti- ming de lançamento, tendo um concorrente que desenvolveu o produto com mais eficácia ou até a incapacidade de realizar o produto na forma concebida. Unidade 4 • Ferramentas de Representação e Métodos de Projeto111/217 Referências AN DEURSEN, Felipe. A revolução das impressoras 3D. Disponível em: <https://super.abril.com. br/tecnologia/a-revolucao-das-impressoras-3d/>. Acesso em: 15 out. 2017. HUTT, M. D. B2B: Gestão de Marketing em Mercados Industriais e Organizacionais. Porto Alegre: Bookman, 7a Edição, 2002. INSTITUTE, Project Management. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos: Guia PMBOK. Pennsylvania: Saraiva, 2013. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. SOLBERG, Nate. Gerenciamento eficaz das partes interessadas usando as equipes princi- pais. Disponível em: <https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022AD- D02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx>. Acesso em: 15 out. 2017. UOL, Redação Forbes. Startup cria supermáquina elétrica em apenas 18 meses e assusta a Tesla. Disponível em: <http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-elet- rica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/>. Acesso em: 15 out. 2017. https://super.abril.com.br/tecnologia/a-revolucao-das-impressoras-3d/ https://super.abril.com.br/tecnologia/a-revolucao-das-impressoras-3d/ https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashx https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/~/media/9022ADD02E6542CDB08F8D23F733EBA8.ashxhttp://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ http://forbes.uol.com.br/fotos/2016/01/startup-cria-supermaquina-eletrica-em-apenas-18-meses-e-assusta-a-tesla/ 112/217 Assista a suas aulas Aula 4 - Tema: Ferramentas de Representação e Métodos do Projeto. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ 3641d01576fca2ccc718ab5f43d5fa35>. Aula 4 - Tema: Ferramentas de Representação e Métodos do Projeto. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ ed4b33393cff19d70914364bdf5693b8>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/3641d01576fca2ccc718ab5f43d5fa35 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/3641d01576fca2ccc718ab5f43d5fa35 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/3641d01576fca2ccc718ab5f43d5fa35 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ed4b33393cff19d70914364bdf5693b8 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ed4b33393cff19d70914364bdf5693b8 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ed4b33393cff19d70914364bdf5693b8 113/217 1. “Um bom planejamento de produto impede o fracasso deste no merca- do”. Essa afirmação é: a) Falsa. b) Verdadeira. c) Às vezes, é falsa. d) Às vezes, é verdadeira. e) É sempre verdadeira. Questão 1 114/217 2. As ferramentas de representação têm como principal benefício: a) Apresentação do conceito do produto para a diretoria. b) Apresentação do conceito do produto para os clientes. c) Apresentação do conceito do produto para os familiares. d) Apresentação do conceito do produto para a empresa. e) Apresentação do conceito do produto para os órgãos governamentais. Questão 2 115/217 3. O conceito do produto terá mais chances de sucesso se ele estiver fo- cado nas ____ e ____ dos clientes. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas. a) Intimidades e dinheiro. b) Necessidades e dinheiro. c) Necessidades e desejos. d) Carteiras e desejos. e) Expectativas e crenças. Questão 3 116/217 4. “A empresa deve investir em todas as ideias dos seus funcionários para que não haja tratamento diferente para nenhuma pessoa”. Essa afirma- ção é: a) Verdadeira. b) Parcialmente verdadeira. c) Parcialmente falsa. d) Falsa. e) Absolutamente verdadeira. Questão 4 117/217 5. As principais funções da fase de monitoramento e controle são: a) Perseguir quem está fazendo errado e punir. b) Relatar aos acionistas porque o projeto está ruim e avisar que não dará certo. c) Evidenciar a falta de comprometimento e relatar à diretoria. d) Estabelecer os objetivos e buscá-los. e) Antecipar possíveis problemas e manter o projeto nas diretrizes previamente definidas. Questão 5 118/217 Gabarito 1. Resposta: A. A afirmação é falsa, um bom planejamen- to diminui as chances de fracasso, mas está muito distante de garantir que esse não ve- nha a ser um fracasso. 2. Resposta: B. O principal benefício das ferramentas de representação é submeter à avaliação dos clientes para verificar se o conceito está cla- ro, tem credibilidade e ainda se responde às necessidades e expectativas dos clientes. 3. Resposta: C. O foco para o desenvolvimento de produ- tos deve estar na solução de necessidades ou no atendimento a desejos dos clientes, se esses dois itens estiverem atendidos, isso aumenta muito as chances de sucesso do produto. 4. Resposta: D. A afirmação é falsa, uma vez ser necessário que a empresa crie critérios objetivos para a seleção de ideias, já que uma ideia para ser desenvolvida envolve a capacidade de in- vestimentos que nunca é ilimitada. 5. Resposta: E. Diferente do que se pensa, o monitoramen- to e controle não existe para punir, mas, sim, antecipar problemas e adotar ações que possam evitá-los, além de manter as dire- trizes acertadas dos projetos para que se atinja os objetivos estabelecidos. 119/217 Unidade 5 Usabilidade Objetivos 1. Entender o que é usabilidade; 2. Refletir a respeito da usabilidade e a capacidade de um produto gerar va- lor; 3. Vislumbrar o futuro da usabilidade procurando entender as tendências dessa matéria e o impacto na vida das pessoas. Unidade 5 • Usabilidade120/217 Introdução Usabilidade é o termo utilizado para deter- minar o quanto um produto é simples ou fá- cil de usar, o quanto o usuário interage de maneira intuitiva. Quantas pessoas você conhece adquirem um produto e separa um tempo para ler o manual de instrução do usuário? Certa vez, em uma propriedade rural, após um longo período de economia, um grupo de pessoas conseguiu comprar um trator para ajudar no trabalho da pro- priedade, utilizá-lo para a limpeza, trans- porte e outras atividades que necessitavam de força. Diante da expectativa de começar o trabalho, um dos que estavam ansiosos para trabalhar com a nova ferramenta e que já havia trabalhado com trator anterior- mente pegou a chave, abasteceu com die- sel, acionou o afogador e ligou o trator, que funcionou por aproximadamente 5 minu- tos, depois disso fez um barulho estranho e parou de funcionar, tentaram dar a partida por várias vezes e nada. Resolveram então verificar o manual, na primeira página esta- va um aviso “Completar o óleo do cárter an- tes de dar a partida”, ou seja, o motor havia sido seriamente comprometido. Estudos mostram que quanto mais intuiti- vo é o uso do produto pelo usuário melhor é seu desempenho em relação ao mercado e concorrentes. Grandes marcas têm en- xergado a usabilidade como um diferen- cial para ganhar mercado e estabelecer-se na liderança. É importante dizer que esse assunto é muito novo e tem ganho impor- tância nos últimos anos, tanto que alguns profissionais têm dedicado sua carreira no Unidade 5 • Usabilidade121/217 estudo e esforço para estabelecer diretrizes e parâmetros para se medir a usabilidade de um produto. 1. Usabilidade: Um Tema Com- plexo Voltado à Simplificação Quando se começa a tomar mais contato com a ciência por trás da usabilidade, a pri- meira reação foi de raiva. Como não havia pensado nisso antes? A cada descoberta, a cada produto lançado em um nível mais acurado em termos de usabilidade, deixa- -nos com cara de bobo: “como conseguí- amos conviver com algo tão ruim de usar? Portanto, sempre que houver um ponto de contato entre um produto e o seu usuário pode-se pensar na usabilidade de um pro- duto. É importante observar que a usabilidade não é uma ciência exata, situações podem mu- dar completamente a noção de usabilidade se considerarmos a outra parte da equação, o usuário. Seja por questões culturais, ca- racterística fisiológicas ou ainda por costu- me, a noção de facilidade de uso pode variar muito. Talvez seja esse o principal motivo de discussão travado entre usuários do siste- ma Android e usuários do sistema IOS. Nunca se chegará a uma avaliação definiti- va de qual sistema é melhor, simplesmente porque existem aspectos ligados ao gos- to de cada indivíduo, ao encadeamento de pensamento e, consequentemente, à arqui- tetura do sistema operacional parecer mais lógica para alguns no Android, enquanto Unidade 5 • Usabilidade122/217 para outros o IOS é muito melhor. Por falar em Sistemas operacionais Mobile, há que se valer do exemplo dos próprios smartphones, o quanto nossa vida foi facilitada por esses aparelhos e como eles têm evoluído na lógi- ca e na facilidade de utilização. Se você pensar nos primeiros celulares, por exemplo, para digitar um texto era preci- so utilizar o teclado numérico que possuía uma correspondência com as letras, assim, se você quisesse teclar “olá”, bastava você digitar 3x o nº6, 3x o nº 5 e finalmente 1x o nº1. Impensávelum sistema como Whatsapp conseguir sucesso se não fosse a evolução dos aparelhos de celular com teclado alfa- numérico. Esse é outro aspecto da usabili- dade, ela desencadeia uma série de desdo- bramentos, muitas tecnologias foram via- bilizadas em função da interface mais ami- gável dos produtos. Gostaria de ainda de destacar que a usabi- lidade surgiu com a utilização de computa- dores, uma área que avançou nesse campo é a ergonomia. Os resultados desses estu- dos têm aberto campos riquíssimos para o desenvolvimento de novos produtos, cada vez mais amigáveis, cada vez mais seguros, cada vez mais voltados à produtividade dos usuários. Unidade 5 • Usabilidade123/217 2. Design, o Pai da Matéria Embora existam correntes divergentes, em princípio a usabilidade tem muita afinidade com design, tanto que muitos consideram que a usabilidade é um braço do Design. Muitos de nós associamos o design como apenas a estética das coisas, mas essa ma- téria possui um escopo muito mais amplo, tão amplo que se fôssemos explorar esse assunto aqui, precisaríamos de todo um curso apenas voltado para essa discussão. Ao contrário do que se acredita, o design estuda muito a questão da funcionalidade e da interação com o ambiente e mais ainda com o usuário. Para que se possa entender o design de maneira mais ampla, há que se propor olhar para o design sob dois diferen- tes pontos de vista: • Visão do Fabricante: um produto com bom design é aquele fácil de fabricar e fácil de entregar. • Visão do Cliente: um produto com bom design é um produto visualmen- te agradável e fácil de instalar, utilizar, consertar e descartar. Para saber mais A usabilidade é um conceito cada vez mais ex- plorado pelos profissionais de desenvolvimento de produto. Foca-se no cliente que irá utilizar o produto, e não na expectativa da empresa e dos desenvolvedores para a definição das principais características do projeto, de forma a criar uma boa experiência para o usuário. Unidade 5 • Usabilidade124/217 Apesar da íntima relação entre design e usa- bilidade, os mais céticos colocam que essa matéria é multidisciplinar e que, por isso, não seria justo colocar o Design com tanto destaque. Uma matéria intimamente ligada à usa- bilidade é a ergonomia. Todo produto er- gonômico é um produto de design, porém, nem todo produto de design é ergonômico, e todo produto com usabilidade também é ergonômico. 3. Aplicação da Usabilidade Entender o conceito de usabilidade é muito importante dentro do contexto de desen- volvimento de produto, porém é necessário entender também as suas aplicações e im- pactos no sucesso destes. a. Funcionalidade Em 1992, a AM General, fabricante na épo- ca do veículo Hammer, um dos protagonis- tas da guerra do golfo, veículo militar utili- zado pelos americanos, iniciou a venda de uma versão civil do veículo. Inicialmente foi um sucesso de vendas, mas junto com as vendas, vieram também uma série de de- voluções, não porque o veículo não corres- pondesse às expectativas dos clientes, mas porque a sua funcionalidade no ambiente civil e principalmente nas cidades era mui- to baixa. Devido às suas dimensões não era possível estacionar nas vagas da maioria dos estacionamentos, dificuldade em circu- lar por ruas secundárias estavam entre ou- tras reclamações dos clientes. Unidade 5 • Usabilidade125/217 No mercado de móveis de escritório a fun- cionalidade é um assunto levado muito a sé- rio, principalmente em relação às cadeiras. O nível de sofisticação e soluções adotadas para os mecanismos de regulagem tem sido alvo de estudos amplos para se encontrar uma solução que seja mais funcional. Recentemente em uma visita a uma fábri- ca de cadeiras, uma consultora de Ergono- mia realizou uma auditoria de adequação e mais de 80% dos usuários não estavam com a cadeira devidamente regulada para a sua fisiologia. Quando aprofundou sua investi- gação, pôde perceber que a principal razão pela qual os usuários não regulavam seus respectivos assentos era a baixa funciona- lidade dos mecanismos de regulagem. No limite dessa discussão, pode-se citar uma fabricante premiada em várias escolas de design que investe no desenvolvimento de mecanismos de regulagens automáticos a Humanscale, defende que a funcionalida- de é o principal fator que leva os usuários a usar corretamente o produto. b. Segurança Existem questões ligadas à usabilidade que estão distantes de todas as outras e que tal- vez tenha sua prioridade estabelecida em função de se preocupar com a integridade do ser humano. São produtos ou dispositi- vos que promovem a segurança, seja na vida pessoal como na vida profissional. Se você já teve contato com profissões com risco de periculosidade ou insalubridade sabe do que está sendo falado. Link No filme criado pela Humanscale, pode-se perce- ber o quanto a funcionalidade é importante para o bem-estar dos usuários, chama a atenção a pre- ocupação dedicada a facilidade de ajustes, não é necessário nem ferramentas nem manuais, tudo é feito de maneira intuitiva. HUMANSCALE Ergo- nomics. Milão: Franco Bocca Gelsi, 2007. P&B. Dis- ponível em: <https://www.youtube.com/wat- ch?v=S_F-yaQ4Xqc>. Acesso em: 07 out. 2017. https://www.youtube.com/watch?v=S_F-yaQ4Xqc https://www.youtube.com/watch?v=S_F-yaQ4Xqc Unidade 5 • Usabilidade126/217 Vários fabricantes têm dedicado tempo e dinheiro para desenvolver um EPI que seja eficaz em sua função, mas que ao mesmo tempo seja fácil de usar, isso se traduz na qualidade da carneira quanto ao conforto e facilidade de ajuste, nas lentes que podem ser automáticas ou fotossensíveis que, ao soldador abrir o arco de solda, a luminosi- dade escurece a lente. Pense em quantos fatores de usabilidade estão ligados a esse simples dispositivo, primeiro tem de ser rápido o suficiente para que a luz não agrida os olhos do trabalha- dor, ao mesmo tempo, que tem de garantir a passagem de um nível de luz suficiente para garantir que o trabalhador possa en- xergar o seu trabalho. Quanto mais fácil de usar ou mais prático, ou ainda mais confor- tável, maiores serão as chances do traba- lhador incorporar o uso do EPI, preservando sua integridade física. Para saber mais Claro que existem fatores que extrapolam a quali- dade e usabilidade do produto, mas estas quando bem resolvidas favorecem muito o uso. Para citar um exemplo, de produto que, em função da sua usabilidade favorece o uso e ainda preserva a in- tegridade física dos usuários, é a máscara de solda. Unidade 5 • Usabilidade127/217 c. Produtividade Outra aplicação da usabilidade é a produ- tividade, muitos profissionais envolvidos no desenvolvimento de produtos estão atentos a essa questão. Se pensarmos, por exemplo no desenvolvimento de softwares, um sem fim deles está voltado à produtividade. Se forem considerados apenas os softwares que são desenvolvidos para a organiza- ção pessoal, já teríamos um bom exemplo de desenvolvimento de produtos focados na produtividade. Porém, o que separa os bem-sucedidos dos que fracassam no meio do caminho é exatamente a usabilidade. Houve-se oportunidade de fazer um tra- balho de busca por um CRM para um clien- te. Existem várias opções de programas no mercado, mas o principal critério para a es- colha deve ser o quanto um sistema de CRM facilita a vida do homem de vendas para que ele seja mais produtivo. Link Um dos mais importantes aspectos ligados à usa- bilidade diz respeito à segurança dos usuários e essa matéria tem impacto direto no incentivo ao uso de equipamentos de proteção individu- al, conforme pode-se observar no texto abaixo. OLIVEIRA, Isabela Gesser de. Diretrizes de Usa- bilidade para Equipamento de Proteção Indivi- dual. Disponível em: <http://docplayer.com. br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-pa- ra-equipamento-de-protecao-individual. html>. Acesso em: 07 out. 2017. http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.htmlhttp://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.html http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.html http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.html Unidade 5 • Usabilidade128/217 No limite dessa discussão, se o vendedor estiver perdendo tempo com um software complexo, difícil de registrar informações, ele simplesmente não utilizará ou o fará de forma precária, então, boa parte do sucesso de um programa que se propõe a aumentar a produtividade das pessoas diz respeito à inteligência da sua arquitetura, assim como na inteligência aplicada à interface com o usuário. 4. Linguagem, um Capítulo à Parte Um assunto que não pode fugir desse tema Usabilidade é a questão da linguagem. No início da globalização, uma das barreiras a ser transposta era a comunicação com usuários de diferentes culturas e línguas. Por exemplo, um produto fabricado no Japão e vendido nos Estados Unidos, como fazer um americano entender japonês? Foi considerando isso que a Xerox pensou na utilização de uma linguagem visual de fá- cil entendimento para que mesmo que a linguagem fosse outra, o desenho seria o mesmo na utilização dos seus produtos. A Equipe de desenvolvimento passou então a traduzir as funcionalidades dos seus equi- pamentos em figuras representativas para que um usuário nos Estados Unidos con- seguisse operar as máquinas tanto quanto um usuário no Japão. Essa foi a origem dos ícones tão utilizados hoje que já fazem par- te do nosso dia a dia. Unidade 5 • Usabilidade129/217 A grande maioria de nós se olharmos para uma tecla com este símbolo “►” deduzire- mos que significa “Play”, certo? Apesar de uma palavra em inglês, sabe-se exatamente o que esperar de um aparelho quando acio- namos essa função. Mas não foram ape- nas as empresas que se beneficiaram com a adoção de funções por meio de símbolos, os usuários também ganharam tempo no aprendizado para a utilização de um novo produto. Voltando ao exemplo do “Play”, se qualquer um de nós está comprando um celular ou um vídeo cassete, sabe-se que essa é a tecla que fará o aparelho começar a tocar ou exibir o filme. Link A Techmundo criou um infográfico com os prin- cipais ícones desenvolvidos no decorrer de anos, desde 1981 a 2013, destacando as principais ca- racterísticas dos mesmos. JORDÃO, Fábio. A evo- lução dos ícones ao longo do tempo [infográfico]. Disponível em: <https://www.tecmundo.com. br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones- -ao-longo-do-tempo-infografico-.htm>. Acesso em: 06 out. 2017. https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm Unidade 5 • Usabilidade130/217 Para saber mais No Livro “Como Steve Jobs virou Steve Jobs”, o autor Brent Schlender descreve que em uma visita no final de 1979, Steve Jobs teve contato com um projeto da Xerox que utilizava ícones na interface do usuário com o computador e também existia um dispositivo, chamado pelos Geeks da Xerox de mouse. O autor des- creve o pensamento de Steve Jobs: “Steve percebeu que o GUI (Graphical User Interface) da Xerox poderia ser a base de algo muito ambicioso e pessoal. A iconografia visual em uma tela poderia tornar a compu- tação quase intuitiva para praticamente todo mundo. As interfaces de computador existentes erguiam um muro de comandos enigmáticos e símbolos tipográficos que pareciam palavrões trocados entre os usuários e os resultados vomitados de volta pelo computados. Com a substituição desses comandos por ícones visuais facilmente manipuláveis pelo mouse, aproveitar-se do poder de processamentos de dados de um computador poderia ser mais semelhante a ir à biblioteca e puxar um livro da prateleira, ou a se envolver em uma discussão com um amigo ou professor muito inteligente. Essa interação, essa sensação de conforto no uso do computador, poderia levar a realização do objetivo global de Steve: a criação de um computador verdadeiramente pessoal para as pessoas comuns”. Essa percepção de valor em função da linguagem que tornava acessível o computador como conhece-se hoje mudou mais do que um mercado, mas a vida de praticamente qualquer pessoa, seja diretamente ou indiretamente. Unidade 5 • Usabilidade131/217 Glossário Interface: é o ponto de interação entre dois sistemas, no caso desta aula a interação entre o pro- duto e o usuário. Escopo: é o espaço definido para uma determinada ação. Design: Conceito de qualquer produto de acordo com seu ponto de vista estético e sua funcio- nalidade. Ergonomia: Estudo científico da engenharia industrial, em conjunto com anatomistas, fisiolo- gistas e psicólogos, para estudar a relação do homem com as máquinas em seu ambiente de trabalho. Adequação da tecnologia, da arquitetura e do desenho industrial em benefício do tra- balhador e de suas condições ideais de trabalho. EPI: Equipamento de Proteção Individual. Questão reflexão ? para 132/217 A usabilidade aponta para um futuro de facilidades no uso de diversos produtos, entre estes o desenvolvimen- to de carros autônomos sem motoristas, até onde a usa- bilidade pode influenciará a vida dos usuários? 133/217 Considerações Finais • A usabilidade é um ramo do design que se tem desenvolvido ao longo dos últimos anos como ciência e como tal um dos maiores desafios é criar pa- drões de medidas para determinar que produto é mais amigável em relação aos usuários. • O Design é o principal ramo do desenvolvimento de produtos que estuda a usabilidade, embora a matéria em si seja multifuncional, complementadas por ergonomia, entre outras. • A usabilidade tem implicações que extrapolam o conforto, mas impactam questões como funcionalidade, segurança e produtividade. • A linguagem é um ponto fundamental para tornar a interface entre o usuá- rio e o produto mais amigável e representou um importante avanço para a área da computação, dando origem aos ícones. Unidade 5 • Usabilidade134/217 Referências HUMANSCALE Ergonomics. Milão: Franco Bocca Gelsi, 2007. P&B. Disponível em: <https://www. youtube.com/watch?v=S_F-yaQ4Xqc>. Acesso em: 07 out. 2017. HUTT, M. D. B2B: Gestão de Marketing em Mercados Industriais e Organizacionais. Porto Alegre: Bookman, 7a Edição, 2002. JORDÃO, Fábio. A evolução dos ícones ao longo do tempo [infográfico]. Disponível em: <https:// www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografi- co-.htm>. Acesso em: 06 out. 2017. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. NIELSEN. As 10 Heurísticas de. Frederick van Amstel. Disponível em: <http://www.usabilidoido. com.br/as_10_heuristicas_de_nielsen_.html>. Acesso em: 06 out. 2017. OLIVEIRA, I. Diretrizes de Usabilidade para Equipamento de Proteção Individual. Disponível em: <http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-prote- cao-individual.html>. Acesso em: 07 out. 2017. SCHLENDER, B. TETZELI, R. Como Steve Jobs virou Steve Jobs. São Paulo: Intrínseca, 2015 https://www.youtube.com/watch?v=S_F-yaQ4Xqc https://www.youtube.com/watch?v=S_F-yaQ4Xqc https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm https://www.tecmundo.com.br/icones/50229-a-evolucao-dos-icones-ao-longo-do-tempo-infografico-.htm http://www.usabilidoido.com.br/as_10_heuristicas_de_nielsen_.html http://www.usabilidoido.com.br/as_10_heuristicas_de_nielsen_.html http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.html http://docplayer.com.br/14741292-Diretrizes-de-usabilidade-para-equipamento-de-protecao-individual.html135/217 Assista a suas aulas Aula 5 - Tema: Usabilidade. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f- 1d/27323e2c59075e80d51e93645f8c9f46>. Aula 5 - Tema: Usabilidade. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/pA- piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cfa- 5cb73a33414d00814394d758f20ac>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/27323e2c59075e80d51e93645f8c9f46 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/27323e2c59075e80d51e93645f8c9f46 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/27323e2c59075e80d51e93645f8c9f46 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cfa5cb73a33414d00814394d758f20ac https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cfa5cb73a33414d00814394d758f20ac https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cfa5cb73a33414d00814394d758f20ac 136/217 1. Assinale a alternativa correta. Usabilidade é o termo usado para: a) Determinar o quanto um produto é fácil de usar. b) Quanto tempo se pode usar um produto. c) Equivale ao manual de uso do produto. d) Ensinar um usuário a usar o produto. e) Definir quem pode usar o produto. Questão 1 137/217 2. Assinale a alternativa correta. Usabilidade é a ciência que busca: Questão 2 a) Deixar os produtos mais bonitos. b) Simplificar a interface usuário e produto. c) Medir o quanto o produto permanece íntegro ao longo do período de uso. d) Definir, após o uso de determinado produto qual a destinação ambientalmente correta. e) Auxiliar o usuário a entender o funcionamento dos produtos. 138/217 3. Assinale a alternativa correta. Usabilidade é uma ciência multidiscipli- nar, pode-se dizer que uma das áreas mais colaborativa é: Questão 3 a) Matemática. b) Biologia. c) Ergonomia. d) Tecnologia. e) Computação. 139/217 4. Assinale a alternativa correta. O impacto da usabilidade é percebido sob vários aspectos em especial: Questão 4 a) Na Estética. b) Na qualidade do produto. c) Na possibilidade de comercialização para qualquer país. d) Na funcionalidade, segurança e produtividade. e) No preço de vendas. 140/217 5. Assinale a alternativa correta. Os ícones são um importante componen- te na usabilidade porque: Questão 5 a) São bonitos. b) Porque permite que cada produto tenha sua própria linguagem. c) Permite que o preço dos produtos caia. d) Tornam o produto mais caro. e) Representam uma linguagem visual e, portanto, universal, facilitando o usuário a lidar com o produto. 141/217 Gabarito 1. Resposta: A. A usabilidade é um termo cunhado para de- finir a ciência que estuda formas mais fáceis e intuitivas de instalação, utilização, con- serto e descarte de produtos. 2. Resposta: B. A usabilidade busca encontrar maneiras mais intuitivas na interação entre o produto e os usuários. 3. Resposta: C. A área de grande colaboração com a usabi- lidade é a ergonomia, uma que essa matéria procura favorecer a biomecânica, o que se traduz e conforto e assim também repre- senta um incentivo ao uso. 4. Resposta: D. Os maiores benefícios da usabilidade estão na funcionalidade, segurança e produtivi- dade, uma vez que estes têm uma relação direta com a facilidade do uso. 5. Resposta: E. Os ícones representam uma linguagem uni- versal, assim sempre que um usuário iden- tifica um determinado símbolo e associa a uma determinada função, ele ganhará tem- po no aprendizado do novo produto. 142/217 Unidade 6 Valor Objetivos 1. Refletir a respeito da diferença entre preço e valor. 2. Discutir sobre o que é, de fato, uma vantagem competitiva. 3. Entender o “Viés do Valor”, quando produtos buscam criar vantagens que o cliente não está disposto a pagar por elas. Unidade 6 • Valor143/217 Introdução A discussão a respeito de valor em relação ao preço é uma antiga máxima na maioria das empresas. O que é interessante é que essa batalha trava-se na interface do marketing com vendas. Muitas estratégias de marke- ting acabam não atingindo seu potencial em função da área de vendas não conseguir assimilar ou até mesmo acreditar no dis- curso de marketing. Isso leva-nos a uma se- gunda ponderação, se a área de marketing não consegue vender o conceito nem para a sua área de vendas, quais são as chances de conseguir convencer o mercado? Diferenças à parte, o tema trabalhado aqui nesta unidade é motivo de muitos estudos buscando entender a relação valor x preço. Todo vendedor sonha em vender o melhor (valor) produto pelo menor preço. Isso fa- cilita a vida de qualquer um, porém tam- bém diminui a importância do profissional comercial. O bom vendedor não pode ser apenas aquele que vende mais, mas, sim, aquele que consegue demonstrar para o cliente o valor dos produtos que ele está adquirindo. É como se o cliente fosse infor- mado de que pagou mais caro em relação a produtos similares e ainda assim achar que “valeu a pena”. Trabalhar com valor não é uma tarefa para amadores. Nós mesmos podemos observar quantos produtos são parecidos e cada vez a diferença entre eles fica mais turva. Hoje até mesmo os carros estão muito parecidos: se você considerar as linhas de custo/bene- fício, como os modelos de entrada, será di- fícil elencar diferenças significativas, o que Unidade 6 • Valor144/217 leva os argumentos de vendas apenas para preço. Essa argumentação, que em princí- pio pode parecer um benefício ao cliente, muda uma vez que o produto acaba fican- do cada vez mais barato quando entra em uma guerra de preços. No limite dessa dis- puta, as margens são corroídas, o que pode levar a uma falta de investimento em novos produtos e consequentemente o consumi- dor deixar de ter a possibilidade de adquirir produtos melhores. 1. Valor é mais que Preço Embora esse conceito seja difundido há muito tempo, é importante estabelecer-se uma fronteira entre esses dois conceitos. Preço é quanto o cliente desembolsa para adquirir determinado produto e outro con- ceito diferente é o quanto o produto vale. O valor de um produto está relacionado aos benefícios que ele oferece de uma maneira mais abrangente que vai, em muitos casos, extrapolar o próprio produto. Por exemplo, dois postos de combustível a princípio ven- dem o mesmo produto, porém um pode co- brar a mais em função da conveniência ou pela localização, ou pelo número maior de atendentes e consequentemente pela maior rapidez no atendimento. São produtos simi- lares, mas com propostas de valor diferen- ciadas e, consequentemente, preços tam- bém diferentes. Unidade 6 • Valor145/217 1.1 Conceito de Produto Total de Levitt Theodore Levitt foi professor emérito da famosa faculdade de Harvard e defendeu que não existem produtos e serviços iguais. Embora a percepção genérica de que exis- tem produtos iguais e que, portanto, a úni- ca questão a ser considerada pelo cliente é o preço, esta cai por terra quando olhamos esse contexto pelas lentes de Levitt. Esse conceito está embasado no pressupos- to de que uma compra sempre considera questões tangíveis e intangíveis. Levitt de- fende que sempre existe um algo a mais e esse algo é dividido em quatro partes: • Produto genérico: é o produto pro- priamente dito, o que se pode dizer que está cada vez mais difícil de dife- renciar. É evidente que podem existir diferenças ligadas aos atributos do produto, por exemplo, em relação a um carro, um ser mais seguro que outro, em relação à economia, um ser mais econômico que outro, mas em geral são diferenças muito próximas quan- do pensamos em produtos de mesma categoria. Para exemplificar, uma Fer- rari será muito mais veloz e sofisticada Para saber mais Theodore Levitt foi um importante autor de di- versos artigos a respeito de valor. A leitura de suas resenhas traz luz a esseassunto. Unidade 6 • Valor146/217 do que um Honda Fit, uma vez que es- tão em categorias diferentes, porém, ao compararmos a mesma Ferrari com uma Lamborghini, as diferenças dimi- nuem significativamente. • Produto esperado: representa as condições mínimas de compras que se subdividem em quatro categorias: en- trega, termos do negócio, assistência e novas ideias, por exemplo, de como utilizar o produto. • Produto aumentado: tem o propósi- to de exceder as expectativas normais dos compradores. É importante des- tacar que nem todos os consumido- res estarão dispostos a pagar a mais, o que nos deve levar a focar na outra parcela de clientes. O produto aumen- tado é uma característica de mercados maduros ou de clientes relativamente experientes e sofisticados. • Produto potencial: é tudo aquilo que pode ser feito para atrair e reter os clientes. As possibilidades de ofertas são limitadas apenas pela imagina- ção e pelo orçamento. Este, porém, deve ser sempre considerado em fun- ção daquilo que é necessário para ser competitivo. A soma dessas quatro dimensões forma o produto total. 2. Como Criar Valor A criação de valor em produtos é uma bus- ca constante em várias empresas. A ques- Unidade 6 • Valor147/217 tão de criar valor em produtos não é óbvia e depende de um profundo conhecimento dos clientes. É obvio que se você perguntar para o cliente o que ele quer, as respostas serão, em geral, vagas ou vinculadas a co- nhecimentos já consolidados. Pode-se citar o exemplo de Thomas Edison, quem jamais teria inventado a lâmpada se tivesse feito uma pesquisa junto aos clien- tes ou mesmo se seu ponto de partida fos- se a vela. Provavelmente hoje teríamos uma vela que acendesse sozinha ou mesmo uma vela de maior duração, mas ainda assim uma vela. Esse tipo de abordagem joga por terra todos os pressupostos dominantes de mercado e cria uma abordagem totalmente nova, com benefícios claros e muito distantes dos pro- dutos atuais. Para se ter uma ideia da difi- culdade que é atuar com esse tipo de abor- dagem, conta-se que Thomas Edison teria feito várias tentativas frustradas antes de chegar ao formato da lâmpada incandes- cente. Atualmente essas lâmpadas não são mais fabricadas no Brasil, mas foram a me- lhor opção no mercado por décadas. O Livro Business Model Generation de Ale- xander Osterwalter (2010) tem sido a meto- dologia mais utilizada para se criar produ- tos ou propostas de valor que representem, de fato, um diferencial para o cliente. 2.1 O Início de Tudo Para que se faça um estudo efetivo para criar valor em relação ao produto, é neces- Unidade 6 • Valor148/217 sário que se defina um mercado-alvo. Sem essa primeira definição não é possível ca- minhar com o modelo proposto. O merca- do pode ser definido por vários critérios: demográficos, étnicos, por semelhança de comportamento, geográficos ou até mesmo uma combinação desses. Para a escolha, a empresa deve considerar o quanto cada um desses mercados é atraente e a possibilida- de de conhecimento aprofundado ou mes- mo a afinidade com esses públicos. A partir da definição do mercado alvo, co- meça então uma fase muito importante e trabalhosa para coletar dados e informa- ções a respeito do mercado. Em seu livro, Osterwalter (2010) desenvolve o conceito do mapa de empatia: • O que o mercado alvo vê?: o que o ambiente, os amigos e o mercado ofe- recem? • O que o mercado alvo ouve?: o que seus amigos, seu chefe ou outros in- fluenciadores dizem? • O que o mercado alvo pensa e sen- te?: o que realmente importa? Quais as maiores preocupações? Quais suas aspirações? • O que o mercado alvo fala e faz?: quais são as atitudes em público? Como se apresentam? Como se com- porta em relação aos outros? Após esse levantamento, pode-se estimar quais são as dores e quais são os ganhos do mercado alvo, a principal matéria-pri- Unidade 6 • Valor149/217 ma para o desenvolvimento da proposta de valor. 2.2 Proposta de Valor Tendo em vista o conhecimento do merca- do alvo, é possível estabelecer uma relação criativa de proposta de valor. Nesse senti- do, é necessário estabelecer uma relação entre as dores e ganhos do mercado alvo. Em todo momento em que a empresa ela- borar uma solução inédita para tratar a dor do cliente ou ajudá-lo a obter um ganho, existe a oportunidade de criar um produto com valor agregado, no qual não mais esta- rá disputando preços com os concorrentes. No livro “A Estratégia do Oceano Azul”, Kim e Mauborgne (2005, p. 43) trazem as se- guintes afirmações: Link Nesse assunto de criar valor ao cliente, a Nespres- so vem destacando-se como uma empresa bem- -sucedida na estratégia de criar valor aos clientes. FERREIRA, Ricardo. Como a Nespresso se tornou um ícone sem nunca ter vendido café. Disponível em: <https://endeavor.org.br/valores-intan- giveis/>. Acesso em: 16 out. 2017. https://endeavor.org.br/valores-intangiveis/ https://endeavor.org.br/valores-intangiveis/ Unidade 6 • Valor150/217 Aos olhos reconstrutivistas (...) a demanda adicional já existe em estado latente, em grande parte inexplorada. O ponto crucial do problema é como converter a deman- da potencial em demanda real. Isso, por sua vez, exige que se desloque a atenção, do lado da oferta para o lado da demanda, do foco na concorrência para o foco na inovação de valor – ou seja, na criação de valor inovador, a fim de liberar a nova de- manda. Com esse novo foco em mente, as empresas podem esperar concluir a jor- nada da descoberta olhando sempre para além das atuais fronteiras da competição e reordenando os elementos existentes em diferentes mercados, para reconstruí-los em novo espaço de mercado no qual se gera novo nível de demanda. Então, pode-se concluir que, para a geração de uma proposta de valor que impacte o mercado, precisa-se tirar o foco de nós mesmos e dos nossos concorrentes para criar novos pressupostos. Link A administração de empresas não é ciência exata e depende do contexto no qual a mesma está inserida. Confira essa revisão nas obras de Theodore Levitt em REVIEW, Business Havard. Qual é o seu negócio? Disponível em: <http://hbrbr.uol.com.br/qual-e-o-seu-negocio/>. Acesso em: 16 out. 2017. http://hbrbr.uol.com.br/qual-e-o-seu-negocio/ Unidade 6 • Valor151/217 3. Como Comunicar o Valor para o Mercado Quando se avaliam os conceitos ligados a criação de valor, o caminho parece tão óbvio que, às vezes, podemos ser tentados a pen- sar se existe alguma empresa séria que não teve contato com essas teorias. Num mun- do movido por conhecimento, onde as in- formações estão disponíveis para qualquer pessoa conectada à internet, é muito pouco provável que as empresas sejam ignorantes em relação ao assunto. Entretanto, várias são as questões voltadas à dificuldade de adoção de uma abordagem voltada a valor: • Medo do novo: muitas empresas são muito apegadas ao modelo de negó- cio estabelecido. É como se a inovação fosse um virar de costas para aqui- lo que nos trouxe até aqui. O grande problema é que o passado não garan- te o futuro, vive-se em um ambiente de constantes mudanças e não acei- tar essa verdade pode levar a empresa a ser surpreendida por uma mudança repentina do mercado e fechar. Vários são os exemplos dessa dinâmica, po- rém, apesar disso, ainda existem em- presas que apostam que nos casos delas tudo é diferente. • Falta de disponibilidade de investi- mento: também é verdade que mui- tas empresas vivem um ciclo de de- cadência, no qual a falta investimento para novos produtos, mas claramente veem seu mercado deteriorar-se, seus Unidade 6 • Valor152/217 produtos imitados pela concorrência e a briga de preços, impedindo-as de reagir. • Falta de compromisso com a estra- tégia: alguém já disse que um dos maiores desafios da estratégia é man- ter-se fiel a ela. Sempre que uma nova abordagem é trazida para o mercado, criando uma nova maneira de pen- sar e agir, leva-se um tempo até que a mesma consolide-se.Nesse meio tempo, muitas empresas escolhem o caminho mais conhecido, voltan- do às antigas práticas e abrindo mão do que poderia ser uma nova forma de atendimento ao mercado. Pensa- -se ser semelhante àquela pessoa que está na beira da piscina colocando o pé na água para tentar sentir a tem- peratura, fica receosa e nunca pula de vez. De forma alguma, defende-se um mergulhar inconsequente, note o quanto foi falado a respeito de estu- dar e colocar tempo e dinheiro antes da definição da estratégia, porém, se tudo foi feito pensado para dar certo, então, é hora de agir, monitorando os resultados e atento para verificar se existe alguma correção de rumo a ser feito, mas ainda assim caminhar no firme propósito de conseguir explorar o mercado de maneira diferenciada. • Falha na comunicação ao mercado: o erro mais comum na implementa- ção de uma estratégia em geral está no elo junto ao cliente. Caso a estra- Unidade 6 • Valor153/217 tégia de diferenciação não estiver cla- ra, existe uma tendência da própria equipe de vendas direcionar sua ar- gumentação para a questão do preço, simplesmente porque vender valor é muito mais complexo do que vender preço. Assim, a empresa deve investir tempo e dinheiro na formação de um time comercial que não apenas en- tenda as razões pelas quais a empresa adotou a estratégia de valor para um produto, mas defenda essa ideia. Vê-se então que existem razões para que muitas empresas não trilhem o caminho dos produtos de valor agregado e ficarem disputando o mesmo mercado. O grande problema dessa abordagem é o não cresci- mento do tamanho do “bolo”, apenas uma disputa pelo maior pedaço do mesmo. Ao criar valor, a empresa estará concorrendo em uma nova dimensão, trazendo para o mercado dinheiro que antes não fazia par- te do mercado, quer um exemplo? Na déca- da de 1990, muitos compravam celulares e câmaras fotográficas digitais. Sabe-se hoje que esse mercado de câmeras diminuiu muito e aonde foi o dinheiro para celulares mais sofisticados, que trazem a possibilida- de de câmaras com a mesma qualidade em um único aparelho? 3.1 Características, benefícios e provas Um assunto recorrente nos treinamentos de vendas é a discussão a respeito do como Unidade 6 • Valor154/217 abordar o cliente para que este enxergue valor no produto e disponha-se a gastar mais. Basicamente existe uma confusão entre esses três conceitos: características, benefícios e provas. As características estão ligadas à essência dos produtos, representam a forma como os mesmos são construídos, basicamente o que estes são ou fazem. Para se entend- er melhor esses três conceitos, vamos ex- plorá-los lançando mão de um produto básico e de conhecimento de todos um copo de vidro. Quais são as características de um copo de vidro? São transparentes, com su- perfície lisa, em formato anatômico, entre outras características. Os benefícios, diferente das características, representam o que o cliente ganha em uti- lizar o produto. No exemplo dado do copo de vidro, pode-se associar a característica de ser transparente ao benefício de poder enxergar se existem impurezas no líquido, o que pode representar segurança para quem bebe. Já a superfície lisa, pode-se associar ao benefício da melhor limpeza, evitando resíduos e consequentemente causando menos risco à saúde. E, finalmente, o forma- to anatômico traz o benefício de diminuir o risco de acidentes, que poderiam compro- meter a integridade do usuário. Unidade 6 • Valor155/217 O nível de perspicácia necessária para en- tender o cliente exige muito mais esforço por parte do vendedor e algumas vezes para que se possa conhecer o cliente é necessário fazer perguntas que fogem do padrão. Não apenas isso, mas o vendedor precisa a todo momento formular novas perguntas, uma vez que o cliente só dispor-se-á a falar de si se houver a percepção de um interesse genuíno em ajudá-lo e isso não se conseg- ue com perguntas padronizadas. Nem todo cliente valoriza os mesmos benefícios, por isso o desafio aumenta. Para alguns, a anatomia do copo e consequentemente a segurança podem ser mais valorizadas do que a superfície lisa que proporciona mel- hor higienização. Para saber mais O grande desafio que se encontra hoje nas equi- pes de vendas é o entendimento de que o cliente compra benefícios e não características. Porém, se estudo muito bem o produto, poderei saber muito a respeito de características e isso é mais confor- tável do que ter de aprender a respeito do cliente. Unidade 6 • Valor156/217 Tão importante como produzir produtos com valor agregado é conseguir transmitir essa informação para o mercado e em vári- os segmentos o vendedor é o grande vetor para que isso aconteça. Chama a atenção equipes de vendas que não percebem que a dificuldade no convencimento; na argu- mentação; na construção do raciocínio, que separa vendedores de vendedores. Afinal, para vender o melhor produto com o menor preço, pensa-se que não seria preciso uma equipe de vendas. Para saber mais Talvez você deva estar pensando, e as provas? Existem certos atributos dos produtos que, para os quais, talvez seja preciso produzir provas. Por exemplo, para um cliente que valorize a questão da higiene para a aquisição de um copo de vidro. Se for possível produzir um estudo que mostre um menor acúmulo de resíduos no copo da empresa em rela- ção à concorrência, essa prova será um importante instrumento para convencer o cliente do benefício. Link Existem várias ferramentas disponíveis para a produção e análise de ideias, nesse link você po- derá aprofundar o conhecimento no assunto e ter contato com mais ferramentas importantes. NACIONAL, Sebrae. 10 ferramentas para validar e executar novas ideias. Disponível em: <http:// www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ar- tigos/10-ferramentas-para-validar-e-exe- cutar-novas-ideias,c30d9594aaff6510Vgn- VCM1000004c00210aRCRD>. Acesso em: 16 out. 2017. http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD Unidade 6 • Valor157/217 Glossário Empatia: capacidade de se colocar no lugar do outro para perceber seu ponto de vista. Reconstrutivistas: categoria de profissionais de marketing que buscam novas formas de enten- dimento do mercado. Oferta: são as condições para o fornecimento de produtos ou serviços oferecidos ao mercado. Demanda: a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir. Questão reflexão ? para 158/217 A criação de valor é o caminho mais promissor para a continuidade da empresa, porém algumas empresas elaboram estratégias diferenciadas, entre elas algumas com foco em preço. Por que isso acontece? Você conse- gue se lembrar de alguma empresa com mais de 10 anos cuja estratégia está baseada em preço? 159/217 Considerações Finais • O conceito de preço é muito distante do conceito de valor. Enquanto um está focado no quanto o cliente em relação aos concorrentes, o outro está focado na relação existente entre o valor pago e os benefícios que ele leva. • A criação de valor nasce do conhecimento aprofundado do mercado-alvo. É um exercício profundo e contínuo do entendimento das suas necessidades e expectativas, tão profundo que nem mesmo o cliente tem consciência deles. • A escolha do mercado alvo deve considerar a afinidadedesta com a empre- sa, além do potencial de compra para viabilizar a venda; • Tão importante quanto ter diferenciais claros em relação aos concorrentes é comunicar essas diferenças aos clientes. Para isso, a preparação da equipe de vendas é fundamental. Os vendedores devem basear sua argumentação em relação aos benefícios dos produtos. Unidade 6 • Valor160/217 Referências FERREIRA, Ricardo. Como a Nespresso se tornou um ícone sem nunca ter vendido café. Dis- ponível em: <https://endeavor.org.br/valores-intangiveis/>. Acesso em: 16 out. 2017. HUTT, M. D. B2B: Gestão de Marketing em Mercados Industriais e Organizacionais. Porto Alegre: Bookman, 7a Edição, 2002. KIM, W. Chan; MAUBORGNE, Renée. A estratégia do Oceano Azul. São Paulo: Elsevier, 2005. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. LEVITT, Theodore. A Visão de Theodore Levitt. São Paulo: HSM Management, v. 39, n. 39, p.92- 96, ago. 2003. NACIONAL, Sebrae. 10 ferramentas para validar e executar novas ideias. Disponível em: <http:// www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-no- vas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD>. Acesso em: 16 out. 2017. OSTERWALDER, A; PIGNEUR, Y. Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers (Inglês). EUA: Wiley, 2010. REVIEW, Business Harvard. Qual é o seu negócio? Disponível em: <http://hbrbr.uol.com.br/qual- e-o-seu-negocio/>. Acesso em: 16 out. 2017. https://endeavor.org.br/valores-intangiveis/ http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-ferramentas-para-validar-e-executar-novas-ideias,c30d9594aaff6510VgnVCM1000004c00210aRCRD http://hbrbr.uol.com.br/qual-e-o-seu-negocio/ http://hbrbr.uol.com.br/qual-e-o-seu-negocio/ 161/217 Assista a suas aulas Aula 6 - Tema: Valor. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ fa701b6be230cd7b37099e37792d8c5f>. Aula 6 - Tema: Valor. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ a68512e65b38abef339c6ea608e6c3fc>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fa701b6be230cd7b37099e37792d8c5f https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fa701b6be230cd7b37099e37792d8c5f https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fa701b6be230cd7b37099e37792d8c5f https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a68512e65b38abef339c6ea608e6c3fc https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a68512e65b38abef339c6ea608e6c3fc https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a68512e65b38abef339c6ea608e6c3fc 162/217 1. Por que o foco em preço traz risco à empresa? Questão 1 a) Porque sempre existe a possibilidade de se entrar em uma guerra irracional de preços que pode corroer as margens. b) Porque ninguém valoriza o preço baixo. c) Na verdade, não traz risco nenhum. d) Porque o lucro é maior. e) Porque o lucro é menor. 163/217 2. Assinale a alternativa correta. A criação de valor depende de: Questão 2 a) Cobrar mais caro. b) Conhecer profundamente o mercado alvo. c) De olhar a concorrência e fazer diferente. d) Fazer um preço mais baixo do que os concorrentes. e) Alinhar o preço à concorrência e oferecer mais que eles. 164/217 3. Segundo Theodore Levitt, existem quatro dimensões que formam o pro- duto total, são elas: Questão 3 a) Produto bom, produto ruim, produto de baixa qualidade e produto de qualidade superior. b) Produto bebê, produto estrela, produto vaca leiteira e produto abacaxi. c) Produto genérico, produto esperado, produto aumentado e produto potencial. d) Produto em desenvolvimento, produto em teste, produto em fase de produção e produto finalizado. e) Produto A, Produto B, produto C e produto D. 165/217 4. O mapa da Empatia procura organizar as informações a respeito do cliente em quatro categorias: Questão 4 a) Nascedouro, crescimento, consolidação e matadouro. b) Início, crescimento, declínio e fim. c) Foco em valor, nicho de mercado, preço e diferenciação. d) O que o mercado alvo vê, o que ele ouve, o que ele pensa e sente e o que ele fala e faz. e) Sucesso, médio sucesso, fracasso, médio fracasso. 166/217 5. Assinale a alternativa correta. Os clientes compram: Questão 5 a) Características. b) Diferenças técnicas. c) Qualidade superior das matérias primas. d) Embalagem. e) Benefícios. 167/217 Gabarito 1. Resposta: A. O foco em preço só tem espaço para um competidor, que deve ter em seu repertório de competências a capacidade para rever constantemente seus custos, uma vez que, na briga por preços, as margens são rapida- mente corroídas. 2. Resposta: B. O conhecimento aprofundado do mercado trará análises mais próximas do que repre- senta a visão do cliente. Na medida em que são bem exploradas, a empresa cria o am- biente necessário para criar valor. 3. Resposta: C. Segundo Levitt, o produto total é formado por produto genérico, produto esperado, produto aumentado e produto potencial, essas dimensões criam valor aos olhos dos clientes. 4. Resposta: D. O mapa da empatia classifica as informa- ções dos clientes em 4 categorias para que esse processo possa facilitar a percepção do que são dores e ganhos pretendidos pelos clientes. 168/217 Gabarito 5. Resposta: E. O mapa da empatia classifica as informa- ções dos clientes em 4 categorias para que esse processo possa facilitar a percepção do que são dores e ganhos pretendidos pe- los clientes. 169/217 Unidade 7 Propriedade Intelectual Objetivos 1. Refletir a respeito da importância da proteção da propriedade intelectu- al no desenvolvimento de produtos e marcas. 2. Discutir sobre os efeitos relativos aos crimes de violação da propriedade in- telectual. 3. Contextualizar a propriedade intelec- tual em relação ao contexto nacional. Unidade 7 • Propriedade Intelectual170/217 Introdução A decisão de investir em um novo produto é acompanhada por uma série de estudos que buscam enxergar as possibilidades de lucro e assim decidir se o risco que envol- ve todo desenvolvimento de produto valerá a pena. Em função do investimento e para preservar os investidores, existem leis que protegem a propriedade intelectual. O or- ganismo responsável pela matéria em nível mundial é a Organização das Nações Unidas (ONU), no âmbito das agências especializa- das. No Brasil, essa agência tem um escri- tório e é denominada Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Portan- to, produtos que serão comercializados fora do Brasil ou mesmo que se deseje proteger a propriedade em nível internacional, esse é o caminho, uma vez que o Brasil é um dos 148 países signatários do Tratado de Coo- peração em Matéria de Patentes (PCT), as- sim como da Convenção da União de Paris (CUP). No Brasil, o órgão que disciplina esse assunto é o Instituto Nacional de Proprie- dade Industrial (INPI), instituto ligado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O INPI trata de diversos assuntos ligados à propriedade intelectual. Para o nosso as- sunto, foca-se em três aspectos principais: • Registro de Marcas. • Registro de Patente. • Desenho Industrial. Além da proteção ética em relação à pro- priedade intelectual, existem duas moda- lidades de contravenção que prejudicam Unidade 7 • Propriedade Intelectual171/217 muito as empresas que investem em de- senvolvimento de produtos: a pirataria e a falsificação.Embora essas contravenções estejam próximas, trataremos de maneira distinta esses assuntos. Para efeito da nos- sa reflexão, a pirataria será a tentativa de imitar um determinado produto com marca própria, enquanto a falsificação é a tentati- va de se passar pelo próprio fabricante. No Brasil, a lei que regula direitos e obriga- ções relativos à Propriedade Industrial é a Lei 9.279, de 14 de maio de 1996. Essa lei irá tratar a respeito da concessão de paten- tes de invenção e de modelo de utilidade; da concessão de registro de desenho indus- trial; da concessão de registro de marca; da repressão às falsas indicações geográficas; e finalmente da repressão à concorrência desleal. Os principais documentos relacio- nados ao assunto são: • Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT). • Protocolo de Madrid, para o registro internacional de marcas. • Convenção da União de Paris (CUP). 1. Propriedade Intelectual A Convenção da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI, WIPO em in- glês) define como Propriedade Intelectual a soma dos direitos relativos às obras lite- rárias, artísticas e científicas, às interpreta- ções dos artistas intérpretes e às execuções de rádio fusão, às invenções em todos os Unidade 7 • Propriedade Intelectual172/217 domínios da atividade humana, às desco- bertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comer- ciais e de serviço, bem como às firmas co- merciais e denominações comerciais, à pro- teção contra a concorrência desleal e a to- dos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científi- co, literário e artístico. Sendo assim, sempre que se refere a esse es- tudo a respeito de propriedade Intelectual, remete-se a todos esses conceitos. É impor- tante que se diga que nenhuma propriedade intelectual é concedida por tempo indeter- minado, mas por um período convencionado para que se produza o retorno sobre o inves- timento. Após o período definido, de acor- do com a natureza do produto e o interesse público, em alguns casos como o registro de marca, é possível sucessivas e infinitas re- novações. Entretanto, produtos de interesse público, como é o caso de medicamentos, após dez anos têm a patente sob o produto encerrada, caindo em domínio público, não ficando sujeito ao pagamento de royalty ou a qualquer sansão prevista na lei. Link No texto indicado, o autor aborda de maneira mui- to didática a respeito das razões pelas quais a em- presa deve requerer a patente de um produto. Se tem empreendedorismo, tem inovação. E se tem inovação, tem que ter propriedade intelectual. Disponível em: <www.endeavor.org.br/pro- priedade-intelectual/>. Acesso em: 18 out 2017. www.endeavor.org.br/propriedade-intelectual/ www.endeavor.org.br/propriedade-intelectual/ Unidade 7 • Propriedade Intelectual173/217 1.1 Penalidades Previstas em Relação às Patentes A Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, em seu artigo 18, descreve que comete crime quem: I. Fabrica produto que seja objeto de pa- tente de invenção ou de modelo de uti- lidade, sem autorização do titular; ou Para saber mais Além da utilização do INPI, muitos empreendedo- res recorrem a práticas de proteção de proprieda- de intelectual como envio da obra a si mesmo, via sedex ou carta registrada ou até mesmo através de registro em cartório. Essas opções não garan- tem a propriedade intelectual, mas garantem o período de desenvolvimento do projeto. II. Usa meio ou processo que seja objeto de patente de invenção, sem autori- zação do titular. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 2. Concessão de Registro de De- senho Industrial No Brasil, é possível registrar um desenho industrial, porém ao contrário do que a maioria pensa, não é o mesmo que paten- te. Em relação aos prazos, o registro é váli- do por 10 anos, podendo ser prorrogado por mais 3 (três) períodos de 5 (cinco) anos. No site do INPI, é possível encontrar uma defi- nição a respeito dessa matéria: Unidade 7 • Propriedade Intelectual174/217 O registro de Desenho Industrial protege a configuração externa de um objeto tridimensional ou um padrão ornamental (bidimensional) que pos- sa ser aplicado a uma superfície ou a um objeto. Ou seja, o registro protege a aparência que diferencia o produto dos demais. Não são protegidos pelo registro de desenho industrial: funcionalidades, vantagens práticas, mate- riais ou formas de fabricação, assim como também não se pode protege cores ou a associação destas a um objeto1. 1 2.1 Penalidades Previstas em Relação aos Desenhos Industriais A Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, em seu artigo 183 (BRASIL, 1996), descreve que comete cri- me quem: I. Fabricar, sem autorização do titular, produto que incorpore desenho industrial registrado, ou imitação substancial que possa induzir em erro ou confusão. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 1 INPI. Disponível em: <www.inpi.org.br>. Acesso em: 18 out 2017. www.inpi.org.br Unidade 7 • Propriedade Intelectual175/217 3. Registro de Marca Conforme a definição do INPI, a marca é um sinal distintivo, cujas funções principais são identificar a origem e distinguir produtos ou serviços entre outros idênticos, semelhan- tes ou afins de origem diversa. De acordo com a forma na qual uma marca apresenta-se, é classificada em: • Marca Normativa: é o sinal constituí- do por uma ou mais palavras. • Marca Figurativa: é o sinal constituí- do por desenho, imagem, figura e/ou símbolo. • Marca Mista: é constituída por ele- mentos normativos e figurativos. • Marca Tridimensional: constituído pela forma plástica, como exemplo a garrafa de Coca Cola, o formato do chocolate Toblerone, entre outros. Existe um princípio relacionado ao registro da marca, definido como territorialidade, no qual a exclusividade é concedida no terri- Para saber mais Todo inventor que desenvolve um produto ou um conceito deve ter sua propriedade intelectual protegida para gerar um ambiente de confiança e estímulo ao desenvolvimento. Thomas Edson foi um ícone na sua época no que tange a solicita- ção de patentes, contribuindo para as invenções de: bateria de carro elétrico, câmera de cinema, caneta elétrica, distribuição de energia elétrica, embalagem a vácuo, fonógrafo e mimeógrafo. Unidade 7 • Propriedade Intelectual176/217 tório em que o registro foi solicitado. Sen- do assim, o registro de marca solicitado no Brasil dará ao seu proprietário o direito de uso exclusivo no Brasil. Caso a empresa deseje proteger a marca em outro país que eventualmente possa interessar, ela deve solicitar registro para o país em questão. A exceção a esse princípio é conferida a marcas notoriamente conhe- cidas, conforme a Convenção da União de Paris (CUP), no qual o uso de imitações ou reproduções de marcas para utilização para produtos idênticos ou similares, suscetíveis a causar confusão aos consumidores. As contravenções mais frequentes que fe- rem o registro das marcas são as falsifica- ções, no qual um determinado fabricante coloca deliberadamente em seus produtos uma marca de notoriedade reconhecida, sem que tenha autorização para tal a fim de enganar o consumidor a respeito da origem de determinado produto ou ainda em outra esfera, porém, de igual prejuízo a adoção de marcas ligeiramente alteradas, contudo, ainda com o propósito de enga- nar o consumidor. Para saber mais O processo de registro de marca dura, em média, três anos. Nesse período, o empreendedor registra a marca e precisa esperar por um período pré-de- terminado pela legislação para que ninguém se posicione contra o registro. Caso não haja ocor- rências após esse período, o registro é liberado. Unidade 7 • Propriedade Intelectual177/217 3.1 Penalidades previstas em re- lação aos registros de marcas A Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, em seu artigo 189, descreve que comete crime quem: I. Reproduz, sem autorizaçãodo titular, no todo ou em parte, marca registra- da, ou imita-a de modo que possa in- duzir confusão; ou II. Altera marca registrada de outrem já aposta em produto colocado no mer- cado. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 4. O Contexto do Pequeno e Mé- dio Empreendedor Ao se deparar com todo esse cenário ligado à proteção de propriedade intelectual, po- de-se perceber que, se a indústria de uma forma geral tem seus desafios, estes são muito aprofundados quando olhamos para os pequenos e médios empreendedores. Num país onde grande parte da economia é movimentada por pequenos empreendi- mentos, deve-se refletir a respeito do aces- so a essas práticas, tanto em relação aos custos como também a possibilidade de lidar com a burocracia inerente ao próprio processo de depósito de patente e registro de marca. Unidade 7 • Propriedade Intelectual178/217 A situação agrava-se no sentido de que muitas vezes o empreendedor arrisca ir para o mercado para produzir recursos e viabili- zar o depósito de patentes ou registros de marcas. A Confederação Nacional da Indús- tria (CNI) elaborou uma cartilha para auxi- liar os pequenos e médios empreendedores a compreenderem melhor o assunto. Um dos aspectos de incentivo é a preferência no exame, com um tempo significativamen- te menor para a decisão, além de conceder descontos de até 60% nas taxas. 5. Pirataria: Ações de Combate No Brasil, o organismo responsável pelo combate à pirataria é o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual. Esse conselho tem Link A cartilha produzida pela CNI traz uma explicação completa e detalhada a respeito das etapas para a solicitação de patentes ou registro de marcas. Disponível em: <file:http://www.portaldain- dustria.com.br/cni/canais/propriedade-in- telectual/noticias/5-coisas-que-micros-e- -pequenas-empresas-precisam-saber-so- bre-propriedade-intelectual/?edit>. Acesso em: 18 out 2017. file:http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit file:http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit file:http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit file:http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit file:http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit Unidade 7 • Propriedade Intelectual179/217 adotado medidas em três esferas: • Medidas Educativas. • Medidas Repressivas. • Medidas Econômicas. A pirataria pode parecer apenas um proble- ma econômico, restrito às empresas envol- vidas, porém, a pirataria promove a socie- dade como um todo, uma vez que a ativi- dade ilegal não tem qualquer compromisso com a fabricação sustentável dos produtos, e promove a concorrência desleal, podendo inclusive inviabilizar produtos originais em função da prática de preços abaixo dos cus- tos de produção. Essa inviabilidade, por sua vez, pode comprometer inúmeros empregos e desestimula novos investimentos. Do ponto de vista governamental, a pirata- ria deixa de arrecadar impostos, pode pro- mover a evasão de divisas, cria meios para lavar dinheiro de forma a alimentar máfias e o crime organizado, além de colocar em ris- co os próprios consumidores, uma vez que não existe respeito às normas de segurança e menos ainda em relação às boas práticas de fabricação, utilização de matérias pri- mas tóxicas, entre outras, além também de utilizar, em muitos casos, trabalho infantil e quando não condições análogas, a condição de escravos. Unidade 7 • Propriedade Intelectual180/217 No entanto, a população representa a me- lhor estratégia para o combate à pirataria. Na medida em que esse comércio não con- seguir repassar seus produtos, a fonte de recursos esgota-se, e assim a pirataria dei- xa de ser um negócio atraente, cujo o risco vale a pena. Deve-se, portanto, lutar com toda força em relação a todas as práticas fraudulentas, se considerarmos que somos a nação do jeit- inho, da “lei de Gerson”, pode-se ter uma ideia mais clara a respeito do tamanho do desafio. Link Diversas são as reportagens a respeitos dos pos- síveis danos à saúde provocados pelos produtos piratas, por exemplo brinquedos, óculos de sol, calçados, entre outros, tal como aborda o arti- go de Marcelo Correa “Especialista alertam para riscos de comprar produtos piratas”. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/economia/ especialistas-alertam-para-riscos-de-com- prar-produtos-piratas-10332531>. Acesso em: 18 out. 2017. https://oglobo.globo.com/economia/especialistas-alertam-para-riscos-de-comprar-produtos-piratas-10332531 https://oglobo.globo.com/economia/especialistas-alertam-para-riscos-de-comprar-produtos-piratas-10332531 https://oglobo.globo.com/economia/especialistas-alertam-para-riscos-de-comprar-produtos-piratas-10332531 Unidade 7 • Propriedade Intelectual181/217 Glossário Patente: é um documento formal, expedido por uma repartição pública, por meio do qual se conferem e reconhecem-se direitos de propriedade e uso exclusivo para uma invenção descrita amplamente. Evasão de divisas: é um crime financeiro por meio do qual se envia valores para o exterior de um país sem declará-lo à repartição federal competente. A evasão de divisas também pode ser cha- mada de evasão cambial. Pirataria: apropriar-se de uma forma ou plagiando ou copiando de uma obra anterior, com deli- berada infração à legislação autoral. Questão reflexão ? para 182/217 Uma vez que a proteção intelectual depende do exame e estudo relacionado ao próprio produto, vale a pena correr o risco e investir em um produto sem a proteção de pa- tente? 183/217 Considerações Finais • A preocupação com a proteção intelectual é um movimento mundial dis- ciplinado pela ONU para os países signatários dos acordos referentes aos assuntos. • Existem dois tipos de concessão de patentes, um que diz respeito às inven- ções, algo inovador e outro denominado como modelo de utilidade, no qual o produto que já foi inventado assume alguma inovação que o difere dos demais. • A pirataria é um crime a ser combatido por todos, principalmente, pelos con- sumidores, uma vez que o comércio pirata traz riscos aos próprios consumi- dores, prejudica empresas que desenvolvem novos produtos, contribui para a sonegação de impostos, evasão de divisas e incentivo ao crime organizado. • Os micro e pequenos empreendedores devem buscar o registro de marcas e depósitos de patentes, sensível a isso existem programas que aceleram o processo e diminuem os custos. Unidade 7 • Propriedade Intelectual184/217 Referências ABDO, Humberto. 8 invenções de Thomas Edison que mudaram o mundo. Disponível em: <www. revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/8-invencoes-de-thomas-edison-que-mu- daram-o-mundo.html>. Acesso em: 18 out 2017. BRASIL. Lei Nº 9.279, de 14 de Maio de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/cciv- il_03/leis/L9279.htm>. Acesso em: 18 out 2017. ENDEAVOR. Se tem empreendedorismo, tem inovação. E se tem inovação, tem que ter pro- priedade intelectual. Disponível em: <www.endeavor.org.br/propriedade-intelectual/>. Acesso em: 18 out 2017. INDÚSTRIA, Confederação Nacional da. Propriedade Intelectual para Micro e Pequena Em- presa. Disponível em: <www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noti- cias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectu- al/?edit>. Acesso em: 18 out 2017. INPI. InstitutoNacional de Propriedade Intelectual. Disponível em: <www.inpi.org.br>. Acesso em 18 out 2017. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. www.revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/8-invencoes-de-thomas-edison-que-mudaram-o-mundo.html www.revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/8-invencoes-de-thomas-edison-que-mudaram-o-mundo.html www.revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/8-invencoes-de-thomas-edison-que-mudaram-o-mundo.html http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9279.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9279.htm www.endeavor.org.br/propriedade-intelectual/ www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/propriedade-intelectual/noticias/5-coisas-que-micros-e-pequenas-empresas-precisam-saber-sobre-propriedade-intelectual/?edit www.inpi.org.br 185/217 Assista a suas aulas Aula 7 - Tema: Propriedade Intelectual. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ e5dc15b481b21b78de5ad09ee66229a9>. Aula 7 - Tema: Propriedade Intelectual. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ fb403267ba0e10fe5981d01e932d1ad5>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/e5dc15b481b21b78de5ad09ee66229a9 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/e5dc15b481b21b78de5ad09ee66229a9 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/e5dc15b481b21b78de5ad09ee66229a9 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fb403267ba0e10fe5981d01e932d1ad5 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fb403267ba0e10fe5981d01e932d1ad5 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/fb403267ba0e10fe5981d01e932d1ad5 186/217 1. Assinale a alternativa que indica corretamente o significado da sigla INPI. Questão 1 a) Instituto Nacional de Propriedade Industrial. b) Instituto Nacional de Produtos Industriais. c) Instituto Normal de Produtos Industriais. d) Instituto Norueguês de Propriedade Intelectual. e) Instituto Nacional de Normas Técnicas (em inglês). 187/217 2. Assinale a alternativa que indica corretamente os dois tipos de patentes existentes. Questão 2 a) Parcial ou total. b) De invenção e de modelo de utilidade. c) De marca e de desenho industrial. d) Para grandes empresas e para empreendedores. e) De falsificação e de pirataria. 188/217 3. Assinale a alternativa correta. A validade de depósito de patente é válida: Questão 3 a) Por tempo indeterminado. b) Por cem anos. c) Depende do tipo de patente, mas sempre por tempo determinado. d) Por cinquenta anos. e) Por um ano. 189/217 4. “A pirataria é um crime”. Essa afirmação é: Questão 4 a) Falsa. b) Totalmente falsa. c) Parcialmente falsa. d) Verdadeira. e) Parcialmente verdadeira. 190/217 5. Assinale a alternativa correta. Só não é um tipo de registro de marca: Questão 5 a) Marca Normativa. b) Marca Figurativa. c) Marca Mista. d) Marca Tridimensional. e) Pantone de cores. 191/217 Gabarito 1. Resposta: A. A sigla INPI significa Instituto Nacional de Propriedade Industrial. 2. Resposta: B. Os tipos de patentes possíveis são: de in- venção, quando o produto de patente refe- re-se a algo original e inédito; e patente de modelo de utilidade, quando se refere a uma modificação em relação à característica que o distingue dos demais. 3. Resposta: C. Sempre por tempo determinado, diferente do registro de marca, que pode ser pror- rogado por tempo indeterminado. 4. Resposta: D. Pirataria é um crime, conforme determina a Lei Nº 9.279, de 14 de Maio de 1996, que trata do assunto. 5. Resposta: E. Dos itens apresentados, apenas o pantone de cores não é um tipo de registro de marca possível. 192/217 Unidade 8 Marketing e Desenvolvimento do Produto Objetivos 1. Refletir a respeito da diferença entre preço e valor. 2. Discutir sobre o que é, de fato, uma vantagem competitiva. 3. Entender o “viés do valor”, quando produtos buscam criar vantagens que o cliente não está disposto a pagar por elas. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto193/217 Introdução Marketing, ao contrário do que muitos pen- sam, é um assunto que vai além da comuni- cação, uma vez que essa talvez seja a face mais vista pelo grande público. Entretan- to, ela é o resultado de uma série de estu- dos e conhecimentos aplicados para que a definição da utilização das ferramentas de marketing seja adequadamente utilizada de forma a maximizar o investimento. Em um mundo mais complexo, onde o in- dividualismo tem se mostrado uma forte tendência, como obter o máximo da comu- nicação? A resposta não é simples, muito menos óbvia, mas parte de um ponto que é consenso: é necessário que se conheça os clientes. Porém, não é possível criar uma mensagem tão abrangente que possa co- municar a todos os potenciais clientes. A grande verdade é que, independente, das decisões relacionadas ao marketing, natu- ralmente a mensagem será absorvida por parte do grande público com o risco de este não ser o mercado-alvo, ou ainda pior, ao tentar ser tão genérica, a mensagem pode ficar tão turva que não atinja ninguém de maneira minimamente efetiva. Sendo assim, o caminho mais lógico para o desenvolvimento de uma campanha de marketing é o entendimento de quais seg- mentos são prioritários, a fim de realizar a estratégia definida para a empresa e então criar uma linguagem direcionada aos mer- cados-alvo. Além, é claro, da mensagem, pois a forma como esta chegará, mais ínte- gra e motivadora, depende das ferramentas de marketing escolhidas. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto194/217 1. O Que é Como Comunicar A comunicação com o mercado é uma ma- téria estudada há muito tempo e tem se tor- nado cada vez mais complexa, na medida em que surgem novas tecnologias e mudam-se as mídias. Houve um tempo em que se acre- ditava que o importante era ser lembrado, o que gerou uma série de campanhas bizarras que de fato faziam com que o produto fos- se lembrado, mas a imagem a ele associada não era positiva. Você já passou pela gafe de comentar sobre uma propaganda que gostou muito, porém não lembrou, ou pior ainda, achou que o anunciante era um con- corrente? Esses são os desafios apresenta- dos, como gravar na mente do consumidor a sua marca e atribuir a ela valor, de forma que, quando o consumidor estiver disposto a consumir, lembre da empresa e sinta-se motivado a comprar o produto. 2. A Mensagem – A Marca A marca é muito mais do que um elemen- to gráfico: é o resultado de todos os conta- tos programados ou não do cliente com o produto. É de se concluir então que existem aspectos sob o controle da empresa e mui- tos mais que não estão. Todos querem ser amados e desejados pelos mercados-alvo, porém, mais do que uma logomarca agra- dável, a marca tem a ver com a essência do que é o produto, um desdobramento dos valores, crenças e estratégias. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto195/217 A publicidade é bem-sucedida na medida em que confirma o que o produto já é e não o que deveria ser. Isso porque a publicida- de em muitos casos gera expectativas e, na medida em que são frustradas, produzem um estado de decepção que rapidamente espalha-se no mercado. Se pensarmos nos produtos vendidos em camelôs, em geral, são produtos de preço e qualidade baixos. Sendo assim, quem compra avalia orisco e decide comprar e caso o produto apresen- te problemas, o cliente não ficará surpre- so, nem o camelô, a tal ponto que muitos trocam o produto sem custo para o clien- te. Nesse caso, essas possíveis experiên- cias negativas são aceitas e a relação entre expectativa e realidade são compatíveis. Já quando o produto promete ser o melhor em sua categoria, a percepção, ao contrário, já leva o produto a cair em descrédito. Certa vez, houve a oportunidade de con- versar com uma empresa que fabricava de- tergente. Por alguma razão, o consumidor desse tipo de produto acredita que a espu- ma formada pelo produto em contato com Para saber mais Os grandes especialistas em marcas sugerem que os empresários apenas considerem mudanças em suas marcas quando realmente for necessário. Isso é justificado pelo fato do processo envolver investimento da empresa como um todo. Ainda assim, muitas organizações modificam constan- temente suas marcas, investindo energia e não explorando o relacionamento com o seu público. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto196/217 a água facilita a limpeza, o que quimicamente não faz o menor sentido. O gerente químico disse que tiveram que mudar a fórmula porque, apesar do detergente ser mais eficiente que a marca líder, comprovado por testes químicos, o fato de produzir menos espuma trazia a sensação para os consumidores de menor eficiência. Outro aspecto que causa impacto à marca é o acesso à informação. Houve um tempo em que os consumidores não tinham acesso à informação e então o risco de comprar um produto que não fosse a marca líder era alto e mais, caso houvesse problemas, não existiam canais para reclamar ou mesmo para exercer o direito de uma eventual devolução do dinheiro. Hoje esses produtos já saíram do mercado. Em seu livro “O novo livro das marcas”, Scott Bedbury (2002, p. 7), vice-pre- sidente de marketing da muito bem-sucedida Starbucks de 1995 a 1998, afirma que: É só começar com um grande produto ou serviço, que sejam desejados pelas pessoas e possam ser vendidos com lucro. As melhores marcas nun- ca partem da intenção de construir uma grande marca. Concentram-se na construção de um grande – e lucrativo – produto ou serviço, e de uma organização capaz de sustentá-los (...) saiba também que sua publicidade precisa criar uma proposta que o seu produto ou serviço seja capaz de proporcionar de fato, sempre. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto197/217 Uma vez que o produto oferece benefícios claros ao cliente, o papel da publicidade é aumentar seu valor através da criação de vínculos emocionais com seu público. A maioria das nossas boas recordações com as marcas são sempre ligadas às questões emocionais. A esse acréscimo de valor per- cebido por meio da comunicação ao cliente é chamado de brand equity. Com a evolução de canais de comunicação digitais, tem-se fortalecida a noção de que existem dois tipos de marketing, o tradicio- nal e o digital. Entretanto, um não exclui, pelo menos por hora, o outro. O profissional de marketing deve estar atento a essa evo- lução e não perder de vista que a definição do blend de marketing é definido a partir do que melhor acessa o mercado-alvo. Em seu livro ”Administração de Marketing”, Kotler (2006) propõe uma lista de seis itens no mix de comunicação de marketing: • Propaganda. • Promoção de vendas. • Eventos e experiências. • Relações públicas e assessoria de im- prensa. Link O conceito de Brand Equity é fundamental para o entendimento dos conceitos ligados à marca, confira o artigo indicado. Brand Equity e decisões de marca. Disponível em: <http://www.admi- nistradores.com.br/artigos/marketing/bran- d-equity-e-decisoes-de-marca/61194/>. Acesso em: 17 out. 2017. http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/ http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/ http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/ Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto198/217 • Marketing direto. • Vendas pessoais. Todas essas plataformas buscam criar uma imagem positiva na mente dos consumido- res, procurando criar o brand equity que será materializado na forma de: • Conscientização da marca. • Imagem da marca. Para saber mais Esses são os seis itens do mix de comunicação. Já o mix de marketing, também importante para o desenvolvimento de estratégias de marketing e comunicação, é composto por: produto, preço, praça e promoção. • Respostas à marca. • Relações com a marca. Link O marketing digital está entre as principais fer- ramentas para atingir o mercado alvo. Nessa re- portagem, o autor aborda 10 ferramentas para a comunicação digital. SOARES, Antonio Carlos. 10 ferramentas de marketing online. Disponível em: <https://endeavor.org.br/10-ferramen- tas-de-marketing-online/>. Acesso em: 17 out. 2017. https://endeavor.org.br/10-ferramentas-de-marketing-online/ https://endeavor.org.br/10-ferramentas-de-marketing-online/ Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto199/217 3. Canais de Comunicação Pes- soais Para a comunicação com o público-alvo, as empresas podem lançar mão de canais de comunicações pessoais. Uma vez que a mensagem está definida na estratégia de comunicação, a consciência do mercado- -alvo e de suas preferências deve levar a uma seleção de canais de comunicação que aumentam as chances de efetividade, cla- reza e credibilidade junto ao público. Com a evolução das mídias sociais e a pos- sibilidade de estudo do comportamento do consumidor, o marketing digital ganha cada vez mais importância no planejamento de marketing de qualquer empresa quando o assunto é comunicação personalizada. O grande benefício da comunicação individu- alizada é a oportunidade de personalizar a mensagem, assim como obter um feedback mais direto. Mas a comunicação pessoal não está pre- sente apenas no mundo digital. A utilização de vendedores e demonstradores também estão a serviço de uma mensagem única, pessoal e muitas vezes direcionada. Quanto mais complexo for o produto, maior é a ne- cessidade de personalizar a mensagem. No caso de um produto complexo, seja pelas novidades tecnológicas que traz, seja pela dificuldade de uso ou ainda pela necessi- dade de demonstrá-lo, o cliente muitas ve- zes sente-se mais confortável na interação com um profissional do que com uma mí- dia. É bem verdade que o profissional deve Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto200/217 ser bem selecionado e treinado para que a mensagem não seja distorcida, portanto, a empresa precisa de boas ferramentas de contratação e treinamento para a sua força de vendas. São exemplos de canais de co- municação pessoal: • Mídias sociais. • Equipes de vendas. • Equipes de demonstração. • Marketing multinível. 4. Canais de Comunicação não Pessoais Os canais de comunicação não pessoais são instrumentos importantes para a formação da opinião do mercado consumidor. Como característica, a eficácia desse tipo de fer- ramenta está mais ligada à horizontalização da mensagem do que a sua verticalização. A utilização de mídias como televisão, rádio, jornais, revistas entre outros, embora sem a precisão dos meios de comunicação pesso- ais, tem evoluído na busca por maior asser- tividade na comunicação dos seus atributos a um determinado número de pessoas do mercado-alvo. Esse direcionamento é ago- ra mais possível em função do surgimento de canais de massa focados em determina- dos nichos. Para se ter uma ideia de como se tem desenhado a tendência desse mer- cado, basta olhar o número de revistas seg- mentadas que se pode encontrar em uma banca. Antigamente eram poucas as cate- gorias que traziam subseções, por exemplo Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto201/217 relacionadas à saúde e ao bem-estar. Hoje a segmentação nesse mercado é tamanhaque você encontra uma revista de saúde para o público vegano! Houve um tempo que a divisão da televi- são era por canais, e talvez tivéssemos 4 ou 5 canais de televisão mais relevantes. Hoje em dia você tem canais especializados em esporte, em notícias, em culinária e em tan- tos quanto assuntos pudermos imaginar. Essa especialização das mídias de massa, associada a uma evolução nos indicadores de eficácia, tem permitido que se direcione campanhas buscando atingir um determi- nado público, o que já representou um ga- nho significativo no retorno de investimen- to (ROI) em comunicação. Ainda é importante tratar a respeito da pos- sibilidade de a empresa realizar eventos ou promover experiências aos clientes. Feiras de negócios, road shows, palestras, entre outros eventos, possibilitam a exposição dos produtos. No mercado de veículos, já é tradicional a organização de salões onde as empresas preparam seus lançamentos e criam toda uma atmosfera em torno do produto, com cenários futuristas, músicas empolgantes, entre outros recursos para apresentar a proposta de valor ao público em geral. Assim como grandes eventos são organiza- dos, existem ações bem estruturadas para proporcionar aos consumidores potenciais a possibilidade de viver uma experiência com o produto. A Nespresso, por exemplo, Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto202/217 disponibiliza nas suas lojas uma área de de- gustação, onde o cliente pode ter contato com os produtos vendidos na loja, além de é claro a possibilidade de provar os mais va- riados tipos de café, tudo isso feito por pro- fissionais treinados para preparar o café de acordo com sua proposta de valor. Existe ainda a possibilidade de a empresa lançar mão de relações públicas, a partir de empresas ou profissionais especializados com grande conhecimento e influência em canais de comunicação para indicar seus clientes para a participação em reportagens e outras oportunidades que possam tratar de assuntos de interesse público e genérico, porém com grande força para a formação de conceito institucional, projetando a em- presa como especialista no assunto. 5. Integração dos Canais de Co- municação A mescla de canais de comunicação entre as duas classes de canais de comunicação pa- rece ser um caminho viável para o desenho de uma campanha de marketing, devendo o profissional de marketing considerar: • Tipo de produto. • Mercado a ser atingido. • Estágio do ciclo de vida do produto. • Disposição de compra. Quando a empresa decide por trabalhar com multicanais, é preciso que se defina uma co- ordenação para que as mensagens estejam em harmonia e sempre que possível traba- Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto203/217 lhem de forma sinérgica. Ter a oportunidade de ver um anúncio a respeito de um produ- to, posteriormente ouvir de um formador de opinião uma avaliação consistente com a mensagem do anúncio e ainda receber uma promoção que incentiva a aquisição do pro- duto que desperta o interesse de compras. É preciso dizer que um modelo como esse jamais será alcançado sem o uso da tecno- logia. Empresas têm investido em tecno- logia para que se possibilite cada vez mais conhecer os hábitos dos consumidores, para conseguirem atuar de maneira mais eficaz na comunicação. Aliás, uma vez que se tange esse assunto, é crescente a per- cepção de que o poder está cada vez mais na mão dos consumidores. Canais sob de- manda têm crescido em relação aos canais abertos, sendo assim, boa parte do inves- timento feito em campanha nos canais abertos jamais atingirão o público digital. Não há dúvidas que a evolução dos meios de comunicação tem exigido dos profissio- nais de marketing uma nova leitura a res- peito do seu próprio trabalho. Para saber mais A comunicação integrada é o que garante que a organização comunique-se com o seu público da mesma forma, não importando o canal de comu- nicação. Muitas organizações quando não se pre- ocupam com a comunicação integrada, confun- dem os clientes ao invés de atrai-los e fidelizá-los. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto204/217 6. Resultado das Campanhas de Marketing Um dos grandes desafios impostos às cam- panhas de marketing reside na mensuração dos seus resultados. Ações complementares com esse foco têm sido adotadas para que, minimamente, se possa sustentar a efetivi- dade e assim garantir o fluxo positivo de in- vestimentos e criar elementos para o apoio nas decisões relativas à escolha por um ca- nal em detrimento de outro. Pesquisas realizadas junto aos clientes po- dem indicar a eficácia na transmissão do conteúdo, assim como nos sentimentos reg- istrados ou residuais quando da exposição à determinada campanha. Entre as ações de mensuração, a adoção de perguntas feitas ao próprio consumidor a respeito de como este tomou conhecimen- to da empresa ou do produto ajuda a for- mar um cenário, mesmo que frágil ou pouco abrangente, e ainda representa uma sinal- ização de efetividade do canal de comuni- cação. Porém não há dúvida de que o número mais desejado é o impacto nas vendas, uma vez ser este o resultado que garante a sobre- vivência da empresa, além de ser factual e extremamente objetivo. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto205/217 Link O planejamento de marketing é fundamental para que a empresa gerencie sua imagem junto ao mercado, nesse material disponibilizado pelo Sebrae é possível aprender com detalhes como elaborar um. SEBRAE. Como elaborar um plano de marketing. Disponível em: <http://www.biblio- tecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_ CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A- 275032571FE00630FB1/$File/NT00032296. pdf>. Acesso em: 17 out 2017 http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto206/217 Glossário Blend: é a combinação de vários elementos para a formação de uma mistura única, capaz de al- cançar os resultados pretendidos. Brand equity: o valor adicional que a comunicação de marketing atribui a algum produto ou ser- viço. Mensuração: medição e levantamento de dados. Questão reflexão ? para 207/217 Temos visto a evolução das mídias digitais enquanto as mídias convencionais vêm perdendo a sua relevância. No futuro, fará sentido pensar em canais de comunica- ção não pessoais? 208/217 Considerações Finais • A comunicação eficaz com o mercado-alvo é um dos principais fatores de- terminantes para sucesso de um produto. • Marca é o resultado de todas as interações do cliente com a empresa ou com o produto, sejam elas programadas ou não. • Os canais de comunicação pessoal são mais precisos, uma vez que conse- guem entregar uma mensagem personalizada, assim como um feedback mais rico em relação à proposta de valor. • Os canais de comunicação não pessoais têm sofrido uma evolução na dire- ção da segmentação, em função da evolução das mídias e da variedade de mídias especializadas. Unidade 8 • Marketing e Desenvolvimento do Produto209/217 Referências BEDBURY, Scott; FENICHELL, Stephen. O Novo Mundo das Marcas. Rio de Janeiro: Campus, 2002. GURGEL, F. C. A. Administração de Produto. São Paulo: Atlas, 1a Edição, 1995. KOTLER, P. KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 12a Edição, 2006. LERAY, Mauro. Brand Equity e Decisões de Marca. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/>. Acesso em: 17 out 2017. ROZENFELD, H; FORCELLINI, F. A; AMARAL, D. C; TOLEDO, J. C; SILVA, S. L; ALLIPRANDINI, D. H; SCALICE, R. K. Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a melhoria do processo. São Paulo: Saraiva, 1a Edição, 2014. SEBRAE. Como elaborar um plano de marketing. Disponível em: <http://www.bibliotecas.se- brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630F- B1/$File/NT00032296.pdf>. Acesso em: 17 out 2017 SOARES, Antonio Carlos. 10 ferramentas de marketing online. Disponível em: <https://endeav- or.org.br/10-ferramentas-de-marketing-online/>. Acesso em: 17 out 2017. http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/ http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/brand-equity-e-decisoes-de-marca/61194/ http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1947E3304928A275032571FE00630FB1/$File/NT00032296.pdf https://endeavor.org.br/10-ferramentas-de-marketing-online/ https://endeavor.org.br/10-ferramentas-de-marketing-online/ 210/217 Assista a suas aulas Aula 8 - Tema: Marketing e Desenvolvimento do Produto. Bloco I Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/ pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f- 1d/2abdf9e0b0d157221db5bc9c2625d6b3>. Aula 8 - Tema: Marketing e Desenvolvimento do Produto. Bloco II Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/pA- piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/c6a- d18ac1da9277104b8d5265df7d080>. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/2abdf9e0b0d157221db5bc9c2625d6b3 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/2abdf9e0b0d157221db5bc9c2625d6b3 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/2abdf9e0b0d157221db5bc9c2625d6b3 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/c6ad18ac1da9277104b8d5265df7d080 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/c6ad18ac1da9277104b8d5265df7d080 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/c6ad18ac1da9277104b8d5265df7d080 211/217 1. “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Considerando o que foi es- tudado, essa afirmação em relação ao marketing é: a) Falsa. b) Verdadeira. c) Parcialmente falsa. d) Parcialmente verdadeira. e) Absolutamente verdadeira. Questão 1 212/217 2. Assinale a alternativa correta. Para que a marca tenha força é necessário: Questão 2 a) Investir muito em propaganda. b) Ter produtos ou serviços consistentes com a mensagem. c) Contratar artistas famosos. d) Estar presente nos grandes eventos. e) Patrocinar times de futebol. 213/217 3. Assinale a alternativa correta. Brand Equity é: Questão 3 a) Marca equilibrada. b) Marca equivalente. c) O valor adicionado ao produto ou serviço em função da marca. d) Produto mais caro que os concorrentes. e) Produto mais barato que os concorrentes. 214/217 4. Assinale a alternativa correta. Os canais de comunicação pessoais são os canais que: Questão 4 a) Estão nas mídias sociais. b) Fazem parte do mundo digital. c) O consumidor entra em contato com a empresa. d) Conseguem entregar uma mensagem mais personalizada. e) Identificam o consumidor pelo nome. 215/217 5. Assinale a alternativa correta. São exemplos de canais de comunicação não pessoais: Questão 5 a) Site, outdoor e visita dos vendedores. b) Outdoor, panfletagem e mídias sociais. c) Visita dos vendedores e demonstradores. d) Mala direta, mídias sociais. e) TV, rádio, jornal e revista. 216/217 Gabarito 1. Resposta: A. A afirmação no contexto do marketing é falsa, uma vez que não é importante ape- nas ser lembrado, mas o conceito do cliente precisa ser positivo. 2. Resposta: B. A marca só ganhará força se o produto ou serviço a ela associada for consistente com a mensagem. 3. Resposta: C. A definição correta é o valor adicionado ao produto ou serviço em função da marca. 4. Resposta: D. Os canais de comunicação pessoais são aqueles cuja mensagem é mais personali- zada. 5. Resposta: E. Canais de comunicação não pessoais são canais de comunicação de massa.