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APOSTILA D1 - UN 3

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ÍNDICE 
 
TÓPICOS PÁGINA 
 
APRESENTAÇÃO 
 
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1. CONTABILIDADE PÚBLICA E LRF 4 
1.1 Contabilidade pública 4 
2. ESTRUTURA PROGRAMÁTICA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 6 
2.1 Programas 6 
2.2 Atividades e projetos 7 
2.3 Operações especiais 7 
3. CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS 8 
3.1 Classificações orçamentárias da despesa 9 
4. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 15 
4.1 Execução orçamentária financeira 15 
4.2 Estágios da despesa 16 
4.3 Execução financeira 17 
4.4 Restos a pagar 17 
5. REFERENCIAL TEÓRICO 22 
6. LRF – Lei de responsabilidade fiscal 23 
6.1 Fundamentos da LRF 23 
6.2 Considerações sobre a LRF 24 
6.3 O papel das metas fiscais 24 
6.4 Objetivos da meta fiscal 24 
6.5 Riscos fiscais 24 
6.6 Planos de conta contábil 26 
6.7 Resultado primário 26 
6.8 Resultado nominal 27 
 BIBLIOGRAFIA 28 
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Boas-vindas! 
Nesta Terceira Unidade da Disciplina Noções de Gestão Pública, você aprenderá 
sobre Elaboração do orçamento público e a Execução orçamentária. 
Desejamos bons estudos! 
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 1. CONTABILIDADE PÚBLICA E LRF 
 
 
 
 
1.1 CONTABILIDADE PÚBLICA 
A administração pública brasileira (em todos os niveis) tem sido desafiada a adequar seus 
processos e controles, além de estabelecer e implantar melhores práticas contábeis e de gestão com a 
finalidade da convergência das práticas contábeis vigentes aos padrões internacionais de contabilidade 
aplicada ao setor público e consequente adoção das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao 
Setor Público – NBCASP, publicadas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. 
Nesse contexto, o Ministério da Fazenda, por meio da Portaria MF nº 184/2008, definiu que a 
Secretaria do Tesouro Nacional – STN é o órgão regulador do processo de convergência no Brasil. Dentre 
outras atribuições, a STN estabelece normas e procedimentos contábeis mediante a elaboração, discussão, 
aprovação e publicação do Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público – MCASP, que representa 
um avanço nos ultimos vinte anos da ciencia contábil. 
No sentido de padronizar os procedimentos contábeis entre os entes da Federação (União, 
Estados, DF e Municípios), a STN desenvolveu o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público - PCASP e as 
Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público - DCASP, visando o alto nível de qualidade e 
transparência das informações e a consolidação das contas públicas. 
Por diversas razões a Contabilidade Aplicada ao Setor Público encontra inúmeras barreiras para 
ser implantada na totalidade, especialmente nos pequenos municípios brasileiros. Dentre elas está da falta 
de qualificação técnica dos servidores envolvidos no processo. As ações de planejamento necessariamente 
passam pelas peças orçamentárias, que podem ser definidas como projetos, atividades ou operações 
especiais. 
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As atividades e projetos devem estar associados a um produto – que é um bem ou um serviço 
ofertado pelo setor público. Esse produto deve ser quantificado fisicamente por intermédio da “meta da 
ação” que por sua vez obrigatoriamente define meta física e financeira. 
Segundo Medeiros (2001), baseado na metodologia de elaboração do PPA, a consistência da 
construção de um programa será garantida se atender os seguintes requisitos: 
Conter objetivo claro e preciso, que esteja alinhado estrategicamente aos objetivos do Governo 
e aos objetivos setoriais. Referir-se expressamente ao problema ou demanda que se quer solucionar ou 
atender. Ser passível de mensuração por um ou mais indicadores. Ser compatível com os recursos 
disponíveis. Atender a uma relação consistente entre causa e o efeito, entre o problema a resolver e o 
objetivo do programa e entre as metas das ações e a evolução esperada dos indicadores. Possuir escala e 
complexidade passíveis de gerenciamento eficaz. 
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 2. ESTRUTURA PROGRAMÁTICA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
 
2.1 PROGRAMA 
Para atender à necessidade de organizar todas as ações do Governo e diante da 
impossibilidade, de se alocar determinadas despesas aos programas finalísticos, quatro tipos de programa: 
 
Programas Finalísticos 
São programas que resultam em bens e serviços ofertados diretamente à sociedade. Seus 
atributos básicos são: denominação, objetivo, público-alvo, indicador (es), fórmulas de cálculo do índice, 
órgão (s), unidades orçamentárias e unidade responsável pelo programa. O indicador quantifica a situação 
que o programa tenha por fim modificar, de modo a explicitar o impacto das ações sobre o público alvo. 
 
Programas de Gestão de Políticas Públicas 
Os Programas de Gestão de Políticas Públicas abrangem as ações de gestão de Governo e serão 
compostos de atividades de planejamento, orçamento, controle interno, sistemas de informação e 
diagnóstico de suporte à formulação, coordenação, supervisão, avaliação e divulgação de políticas públicas. 
As ações deverão assumir as peculiaridades de cada órgão gestor setoriais. 
Os programas de gestão de políticas públicas assumirão denominação específica de acordo com 
a missão institucional de cada órgão. Exemplo: “Gestão da Política de Saúde”. Seus atributos básicos são: 
denominação, objetivo, órgão (s), unidades orçamentárias e unidade responsável pelo programa. 
 
Programas de Serviços ao Estado 
Programas de Serviços ao Estado são os que resultam em bens e serviços ofertados 
diretamente ao Estado por instituições criadas para esse fim específico. Seus atributos básicos são os 
mesmos dos programas finalísticos, com a diferença que o público-alvo é o próprio setor público. 
 
Programa de Apoio Administrativo 
O conceito inicial, quando da reforma gerencial do planejamento e orçamento, ocorrida em 
2000, deste tipo de Programa é que ele agregaria as despesas de natureza tipicamente administrativa e 
outras que, embora colaborem indiretamente para a consecução dos objetivos dos programas finalísticos, 
não são passíveis de apropriação a esses programas. 
7 
 
 
 
2.2 ATIVIDADES E PROJETOS 
Os projetos e as atividades são os instrumentos orçamentários de viabilização dos programas, 
aos quais está associada ideia de produto (bens ou serviços). O Orçamento por programas pressupõe um 
ciclo produtivo bem definido que está sendo objeto de orçamentação. Assim, tanto a atividade quanto o 
projeto, conceitualmente, envolvem um conjunto de operações que têm como resultado um produto: 
 
Projeto 
Instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um 
conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão 
ou aperfeiçoamento da ação do Governo. 
Atividade 
Instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um 
conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto 
necessário à manutenção da ação de Governo. A distinção entre projetos e atividades pressupõe a 
mensuração da capacidade de atendimento em bens e serviços. Sem essa mensuração, a distinção entre 
projetos e atividades perde o sentido. É preciso conhecer o nível de atendimento quantitativo atual 
(atividade) para diferenciar o que é agregado (projeto). 
 
2.3 OPERAÇÕES ESPECIAIS 
São despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das 
ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de 
bens ou serviços. Porém, um grupo importante de ações com a natureza de operações especiais quando 
associadas a programas finalísticos, podem apresentar uma medição correspondente ao volume ou carga 
de trabalho. A ausência de produto, no caso das operações especiais, deve ser caracterizada em relação ao 
ciclo produtivo objeto da orçamentação. Particularizando o orçamento da União, estaremos diante de 
operação especial quando o seu gestor (ou gestores) não combina fator de produção nem se responsabiliza 
pela geração do produto, que se materializa em um outro ciclo