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UNISALESIANO 
Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium 
Curso de Fisioterapia 
 
 
 
 
Anamere de Araújo Gomes 
Nayara Cestari Magalhães 
Patrícia Petranski Maia 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR NA 
FASE FUNDAMENTAL DE CRIANÇAS EM UMA 
INSTITUIÇÃO DE ENSINO DE PIRAJUÍ/SP - 
ESTUDO COMPARATIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LINS – SP 
2015 
 
 
Anamere de Araújo Gomes 
Nayara Cestari Magalhães 
Patrícia Petranski Maia 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR NA FASE FUNDAMENTAL 
DE CRIANÇAS EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO DE PIRAJUÍ/SP - 
ESTUDO COMPARATIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado à Banca Examinadora do 
Centro Universitário Católico Salesiano 
Auxilium, Curso de Fisioterapia, sob a 
orientação da Profª Ma. Ana Claudia de 
Souza Costa e orientação técnica da Profª 
Ma. Jovira Maria Sarraceni. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LINS – SP 
2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gomes, Anamere de Araújo ; Magalhães, Nayara Cestari ; Maia, 
Patrícia Petranski 
Avaliação do desenvolvimento motor na fase fundamental de 
crianças em uma instituição de ensino de Pirajuí / SP - estudo 
comparativo / Anamere de Araújo Gomes; Nayara Cestari 
Magalhães; Patrícia Petranski Maia. – – Lins, 2015. 
59p. il. 31cm. 
 
Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico 
Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em 
Fisioterapia, 2015. 
Orientadores: Ana Cláudia de Souza Costa; Jovira Maria 
Sarraceni 
 
1. Desenvolvimento motor. 2. Instituição de ensino. 3. 
Estimulação precoce. I Título 
 
CDU 615.8 
 
G612a 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas 
no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas 
fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou 
desistem deles.” 
 
Augusto Cury 
http://pensador.uol.com.br/autor/augusto_cury/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico aos meus queridos pais Tomé Gomes Sobrinho e Emília de Araújo 
Gomes que sempre me apoiaram nessa jornada e acreditaram na minha 
capacidade. 
E ao meu marido Flávio Petranski Maia que não mediu esforços para me ajudar 
a chegar até aqui e que sempre incentivou e acreditou em mim. 
 
Anamere de Araújo Gomes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico a minha família que é a minha base e sempre me ajudaram nos 
momentos que mais precisei e são os grandes responsáveis por eu conseguir 
chegar onde cheguei e alcançar essa grande conquista. 
 
Nayara Cestari Magalhães 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho aоs meus amados pais, Fátima e Flávio e meu irmão 
Flávio que, cоm muito carinho е apoio, nãо mediram esforços para qυе еυ 
vencesse mais esta etapa dе minha vida. 
Patrícia Petranski Maia 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
A Deus 
Que sem dúvidas é o responsável por todas as minhas conquistas e que nunca 
permitiu que eu fraquejasse, mesmo nos momentos onde tudo parecia tão 
complicado. 
 
Aos meus pais 
Que não mediram esforços para que ajudar e que foram o maior e melhor 
exemplo que uma filha pode ter, que me ensinaram que nada nessa vida é 
fácil, mas que quando queremos somos capazes de tudo. Devo tudo à vocês. 
 
Ao meu marido 
Que me acompanhou a cada instante dessa jornada e que me reergueu nos 
momentos de dificuldades e nunca permitiu que eu desanimasse, e que 
sempre me mostrou o lado bom de todas as coisas. 
 
Aos meus irmãos 
Rosimeire de Araújo Gomes e Marcos Donizete de Araújo Gomes que foram 
tão essenciais na minha vida, que me mostraram o quanto é importante termos 
pessoas que amamos ao nosso lado. E em especial a minha irmã que sempre 
acreditou e me incentivou a crescer cada vez mais. 
 
As minhas companheiras 
Patrícia Petranski Maia e Nayara Cestari Magalhães que me mostraram como 
a vida é mais bonita quando se tem amigos verdadeiros e que se mantiveram 
firmes e unidas para que se fosse feito um bom trabalho. 
 
A orientadora 
Ana Claúdia de Souza Costa que além de uma professora exemplar é uma 
excelente amiga, que esteve comigo no momento mais difícil da minha vida e 
que sempre me apoiou e me orientou em todos os assuntos. 
 
A XXXI º Turma de Fisioterapia 
que sempre se uniu e nunca mediu esforços para que todos os objetivos 
fossem alcançados, e que mesmo nas dificuldades sempre mantiveram o bom 
humor e a união. 
A todos os professores 
Que fizeram parte dessa jornada, que dividiram um pouco de todo seu 
conhecimento conosco, sempre procurando o melhor em cada um de nós. E 
em especial ao Júnior, a Aninha Ogata, e ao Marco Aurélio que foram sempre 
tão presentes e amigos de toda a turma. 
 
Anamere de Araújo Gomes 
 
 
 
 
 
 
 
A Deus 
Obrigada Senhor pela minha vida, por todas as oportunidades, por me amparar 
em todos os momentos e por permitir que eu realize todos meus sonhos, pois 
sem o Senhor nada disso seria possível. 
 
A minha mãe Eliete e minha irmã Tayná 
Vocês são a minha vida!!! Obrigada por serem minhas amigas, companheiras, 
por estarem ao meu lado em todos os momentos e por serem as pessoas 
maravilhosas que tanto amo. Amo vocês mais que tudo! 
 
A minha família 
Meus avós Julio e Judite, meus tios Eloisa, Sergio, Marco e Eglé e meus 
primos Felipe e Ana Flávia, sei que posso contar com cada um de vocês em 
qualquer circunstância e sei que se um dia eu precisar, não preciso nem falar 
que vocês irão estar ao meu lado. 
Amo muito cada um de vocês!!! 
 
Meu pai Eriovaldo e minha avó Izaltina 
Obrigada por me ajudarem quando preciso e obrigada por todo carinho. Amo 
vocês!!! 
 
As minhas parceiras Anamere e Patrícia 
Com toda certeza não teria escolhido parceiras melhores, que além de 
parceiras de TCC, trabalhos e muitas outras coisas, são parceiras de vida, 
amigas que aprendi a amar e admirar. Amo vocês!! 
 
A minha orientadora Ana Cláudia 
Também não teria escolhido melhor orientadora. Obrigada Ana por tudo. Te 
admiro demais tanto como pessoa, tanto como profissional. Obrigada por me 
dar força no momento que eu queria desistir. Aprendi muito com você e com 
certeza você é alguém que levo como exemplo. 
 
Aos meus professores Aninha, Junior, Marco e Jonathan 
Aprendi muito com vocês, obrigada por compartilhar todo conhecimento de 
vocês e por serem além de professores, grandes amigos que sempre soube 
que poderia contar. Admiro muito vocês!! 
 
A turma XXXI 
Esses 5 anos foram mais do que especiais, vou levar cada um de vocês 
guardadinho comigo. Uns tive mais contato do que com outros, mas todos 
vocês são especiais. Vou sentir muita falta das festinhas, das risadas e de 
todos os momentos junto com vocês. Amo vocês!!!! 
 
Nayara Cestari Magalhães 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Deus 
Qυе permitiu qυе tudo isso acontecesse, pоr tеr mе dado saúde е força pаrа 
superar аs dificuldades аo longo dе minha vida. 
 
Aos meus pais 
Se há algo que faz diferença na formação da personalidade e na vida de uma 
pessoa é o amor que ela recebe. Vocês me educaram com amor, se dedicaram 
à minha educação como ser humano, me deram amor. Vocês fizeram de mim a 
pessoa que sou hoje, e eu só tenho motivos para agradecer. Eu amo vocês! 
 
A meu noivo Nilton 
Que nesses anos esteve do meu lado, mе dando apoio e incentivo nаs horas 
difíceis, de desânimo е cansaço. Obrigada!Te amo 
 
A orientadora Ana Cláudia 
Que além de transmitir seus conhecimentos e suas experiências, 
soube me apoiar e incentivar nas dificuldades, e além de professora foi uma 
amiga que vou levar para a vida toda. Muito Obrigada 
 
As minhas companheiras 
Ana e Nayara,pela amizade e companheirismo em todos esses anos 
e pela dedicação para a realização deste trabalho. Obrigado por estarem 
comigo nos momentos bons e ruins, vocês estarão pra sempre em meu 
coração! 
 
A todos os professores 
Que nesses cinco anos de caminhada nos proporcionaram о 
conhecimento nãо apenas racional, mаs а manifestação dо caráter е 
afetividade dа educação nо processo dе formação profissional. Obrigado por 
transmitirem todos os conhecimentos e sabedoria conosco, obrigado por nos 
fazer sonhar e acreditar em nossa capacidade. 
 
Aos meus colegas de turma 
Nem todo o trabalho é difícil quando se tem verdadeiros colegas do nosso lado. 
Vocês foram um grande apoio e jamais esquecerei os momentos 
de companheirismo,que juntos partilhamos. 
 
Patrícia Petranski Maia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Atualmente ocorreu um aumento significativo no ingresso de crianças 
nas instituições de ensino, com isso há necessidade de saber se essas 
crianças estão se desenvolvendo adequadamente de acordo com sua idade. O 
objetivo desse estudo foi avaliar o desenvolvimento motor de 28 crianças de 2 
a 4 anos de idade que estão matriculadas em uma instituição de ensino de 
Pirajuí-SP, comparando se há diferença entre as crianças que já frequentavam 
a instituição com as que ingressaram neste ano. Foram dividos em quatro 
grupos: Grupo 1 (G1) crianças de 2 a 3 anos que começaram a frequentar a 
instituição de ensino neste ano. Grupo 2 (G2) crianças de 2 a 3 que 
frequentavam a instituição de ensino nos anos anteriores. Grupo 3 (G3) 
crianças de 3 a 4 anos que começaram a frequentar a instituição de ensino 
neste ano. Grupo 4 (G4) crianças de 3 a 4 que já frequentavam a instituição de 
ensino nos anos anteriores. Foi utilizada a escala de Portage Operacionalizado 
(IPO) que tem como objetivo avaliar as áreas de cognição, linguagem, 
autocontrole, socialização e desenvolvimento motor da criança, composta por 
seis itens como: cuidados próprios, cognitivo, área motora, emissão, 
compreensão, sociabilização e comportamento. Através dos resultados obtidos 
verificou-se que não houve uma diferença significativa na maioria das áreas 
analisadas, observando-se que nas áreas onde obteve diferença, cuidados 
próprios e área motora, tanto no grupo das crianças de 2 a 3 anos como no 
grupo de 3 a 4 anos é possível perceber que esse melhor desenvolvimento 
ocorreu devido essas crianças se encontrarem dentro do ambiente escolar a 
mais tempo. 
Palavras-Chave: Desenvolvimento motor. Instituição de Ensino. Estimulação 
precoce. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
Nowadays there is a significant increase in the admission of children in 
educational institutions, there is the need to know if these children are 
developing appropriately according to their age. The aim of this study was to 
evaluate the motor development of 28 children 2-4 years old who are enrolled in 
an institution from Pirajuí – SP, comparing whether there are differences 
between children who already attended the institution with those who has joined 
this year. They were divided in four groups. Group 1 (G1) children 2-3 years old 
that started to attend the educational institution this year. Group 2 (G2) children 
2-3 years old that already attended the educational institution in previous years. 
Group 3 (G3) children 2-3 years old that started to attend the educational 
institution this year. Group 4 (G4) children 3-4 years old that already attended 
the educational institution in previous years. It used the Portage Operationalized 
scale (IPO) which aims to asses the cognition, language, self-control, 
socialization and motor development of children, consisting of six items such as 
own care, cognitive, motor area, emission, understanding, socialization and 
behavior. From the results obtained it was found that there was no significant 
difference in the most analyzed areas, it is observed that in the areas where it 
obtained difference, self-care and motor area, both in the group of 2-3 years old 
as in the group 3-4 years old it is possible to realize that best development it 
occurred due these children if econtrarem within the school environment more 
time. 
 
Keywords: motor development, educational institution, early stimulation 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1: As fases do desenvolvimento motor 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
Tabela 1: Comparação das crianças de 2 a 3 anos 
 
Tabela 2: Comparação das crianças de 3 a 4 anos. 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1: Avaliação Portage Operacionalizado de crianças de 2 a 3 anos. 
 
Quadro 2: Avaliação Portage Operacionalizado de crianças de 3 a 4 anos. 
 
 
LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
G1: GRUPO 1 
 
G2: GRUPO 2 
 
G3: GRUPO 3 
 
G4: GRUPO 4 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO .............................................................................................16 
 
1 CONCEITOS PRELIMINARES..................................................................17 
1.1 Desenvolvimentos Motor....................................................................17 
1.1.1 Conceito e característica do desenvolvimento motor.....................18 
1.1.2 Etapas do desenvolvimento motor ................................................18 
1.1.2.1 Fase Motora Reflexiva...................................................................19 
1.1.2.2 Fase de Movimentos Rudimentares...............................................20 
1.1.2.3 Fase de Movimentos Fundamentais...............................................20 
1.1.2.4 Fase de Movimentos Especializados..............................................21 
1.1.3 Reflexos primitivos..........................................................................21 
1.1.3.1 Reflexo de Moro..............................................................................22 
1.1.3.2 Reflexos de Busca e Sucção..........................................................22 
1.1.3.3 Reflexo Buco-Manuais....................................................................23 
1.1.3.4 Reflexo Palmar de Preensão..........................................................23 
1.1.3.5 Reflexo de Preensão Plantar e de Babinski...................................23 
1.1.3.6 Reflexos Corretivos Labirínticos e Visuais.....................................24 
1.1.3.7 Reflexo de Levantamento...............................................................24 
1.1.3.8 Reflexo de Amortecimento e Apoio................................................24 
1.1.3.9 Reflexo de Endireitamento (corretivo) de cabeça e do corpo.........24 
1.1.3.10 Reflexo Primário de Caminhar........................................................25 
1.1.4 Habilidades fundamentais do desenvolvimento motor...................25 
 
1.2 A Função da Instituição de ensino ................................................27 
1.2.1 Fatores ambientais.........................................................................28 
1.2.2 Fatores Socioeconômicos e Culturais............................................30 
1.3 Família e desenvolvimento.............................................................31 
1.4 A importância da estimulação no ambiente escolar.......................32 
 
2 O EXPERIMENTO.............................................................................33 
2.1 Condições ambientais ........................................................................ 33 
2.2 Casuística e métodos ......................................................................... 33 
 
 
2.2.1 Casuística .......................................................................................... 33 
2.2.2 Métodos ............................................................................................. 34 
2.3 Análise Estatística ............................................................................. 42 
2.4 Resultados .........................................................................................43 
2.5 Discussão .......................................................................................... 44 
2.4 Conclusão .......................................................................................... 46 
 
REFERÊNCIAS.................................................................................................47
ANEXOS............................................................................................................50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
Nos dias atuais as crianças estão ingressando cada vez mais cedo nas 
instituições de ensino, isso acontece devido ao fato das mulheres estarem mais 
presentes no mercado de trabalho, necessitando assim deixar seus filhos aos 
cuidados de pessoas capacitadas. 
Diante dessa situação surge o questionamento, sobre em qual ambiente 
essas crianças tem um melhor desenvolvimento motor, em casa com seus 
pais, irmãos e familiares ou na instituição com as professoras, cuidadoras e 
outras crianças. 
Segundo Gallahue e Ozmun (2003) quando a criança ultrapassa os dois 
anos de idade ela ainda possui um desenvolvimento acelerado, porém não 
tanto quanto no primeiro ano de vida. Essa criança terá um aumento 
considerável de altura e peso, entretanto, a maior mudança está ligada a 
coordenação motora fina, tendo em vista que no primeiro ano de vida os 
movimentos são bem rudimentares e é a partir do segundo ano que a criança 
já consegue fazer os movimentos motores mais precisos como o de pinçar algo 
com os dedos. 
Lampréia (apud MASTROIANNI et al., 1985, p. 179) menciona a 
importância do estímulo motor desde a idade mais tenra da criança, de como 
os estímulos das pessoas e do ambiente a sua volta são fundamentais e 
adverte dos riscos futuros que uma falta de estimulo pode trazer a vida da 
criança, tendo em vista que uma criança que não recebe estímulos tem 
maiores chances de não se adequar a um ambiente escolar. 
Conforme Gallahue e Ozmun (2003) desde bebê a criança deve ser 
estimulada a fazer movimentos, mesmo que sejam rudimentares, ela deve 
estar sempre em ambientes que lhe forneça estímulos para que assim haja um 
aceleramento motor ou em caso de déficits, uma melhora da capacidade 
motora dessa criança. 
De acordo com Aylward (apud LEITE, MENDONÇA e COSTA, 2004, p. 
15) Há extrema importância de se diagnosticar um atraso motor o mais 
precocemente possível, pois quanto mais cedo se descobrir maior será as 
chances de se minimizar possíveis problemas na vida dessa criança. 
17 
 
Diante disso é possível notar como é importante avaliar se uma criança 
esta tendo os estímulos necessários no ambiente em que vive, seja este a 
instituição ou sua casa, para que através dos resultados seja feita uma possível 
intervenção para que futuramente essa criança não venha sofrer as 
consequências por não terem recebido os estímulos necessários. 
O objetivo do estudo é avaliar o desenvolvimento motor de crianças de 2 
a 4 anos de idade que frequentam uma instituição de ensino municipal, 
comparando se há diferença entre as crianças que já frequentavam a 
instituição com as que ingressaram neste ano. 
Nos conceitos preliminares a abordagem é sobre desenvolvimento 
motor, suas características e etapas, reflexos primitivos e a função da 
instituição de ensino, seguidos do experimento, resultados, discussão e 
conclusão. 
 
1 CONCEITOS PRELIMINARES 
 
1.1 Desenvolvimento motor 
 
“O desenvolvimento motor é um processo contínuo que se inicia desde a 
concepção até a morte.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p. 6) 
 O desenvolvimento motor é caracterizado por diferentes mudanças de 
movimentos ao longo da vida, essas mudanças ocorrem gradualmente e de 
maneira contínua conforme a faixa etária. 
 
O desenvolvimento inclui todos os aspectos do comportamento 
humano e, como resultado, somente artificialmente pode ser 
separado em “áreas”, “fases” ou “ faixas etárias”. [..] Muito pode 
ser ganho com os aprendizado do desenvolvimento motor em 
todas as idades e com a analise desse desenvolvimento como 
um processo que dura toda a vida.(GALLAHUE; OZMUN, 
2003, p. 6) 
 
Segundo Rocha, Marciano e Pilé (2014), o individuo adquire habilidades 
através do seu meio evolutivo e adapta-se a elas. Cada indivíduo possui uma 
idade cronológica para desenvolver essas habilidades. 
“Desenvolvimento motor é o estudo das mudanças que ocorrem no 
comportamento motor humano durante as várias fases da vida, os processos 
18 
 
que servem de base para essas mudanças e os fatores que os afetam.” 
(PAYNE; ISAACS, 2007, p. 2) 
 
1.1.1 Conceito e característica do desenvolvimento motor 
 
“O desenvolvimento motor é uma alteração contínua no comportamento 
motor ao longo do ciclo da vida.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.22) 
Ao longo da vida o ser humano vai adquirindo habilidades motoras, que 
vão desde simples e desorganizados movimentos até movimentos mais 
uniformes e complexos. 
 
Como um processo, o desenvolvimento motor envolve as 
necessidades biológicas subjacentes, ambientais e 
ocupacionais, que influenciam o desempenho motor e as 
habilidades motoras dos indivíduos desde o período neonatal 
até a velhice. (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p. 22) 
 
O termo motor quando citado sozinho, está se referindo a fatores 
biológicos e mecânicos, que são fatores que influenciam o movimento. 
(GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
“O termo desenvolvimento, no que se aplica aos seres humanos, em 
geral é considerado à medida que passamos pela vida.” (PAYNE; ISAACS, 
2007, p.5) 
Portanto, caracteriza-se por desenvolvimento motor as habilidades 
motoras que o ser humano vai adquirindo ao longo da vida. 
 
1.1.2 Etapas do desenvolvimento motor 
 
Desde o nascimento, os seres humanos passam por varias etapas de 
desenvolvimento motor, desde os simples movimentos reflexos, até os 
movimentos mais maduros. Os primeiros movimentos chamados de 
movimentos reflexos são movimentos primitivos que desaparecerão e darão 
origem aos movimentos especializados. 
 
O processo de desenvolvimento motor revela-se basicamente 
por alterações no comportamento motor. Todos nós – bebês, 
crianças, adolescentes e adultos – estamos envolvidos no 
processo permanente de aprender e mover-se com o controle e 
19 
 
competência, em relação aos desafios que enfrentamos 
diariamente em um mundo em constate mutação. (GALLAHUE; 
OZMUN, 2003, p.98) 
 
O desenvolvimento motor humano é compreendido em quatro fases: 
fase motora reflexiva, fase motora rudimentar, fase motora fundamental e fase 
motora especializada. 
A figura abaixo representa as etapas do desenvolvimento motor citadas 
por Gallahue e Ozmun (2003). 
 
 Figura 1. As fases do desenvolvimento motor 
 
 Fonte: Gallahue e Ozmun, 2003. 
 
1.1.2.1 Fase motora reflexiva 
 
“Os reflexos são movimentos involuntários, controlados 
subcorticalmente, que formam a base para as fases do desenvolvimento 
motor.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.99) 
20 
 
Todas as reações que o bebê possui, ao toque, a luz, a sons, provocam 
atividades motoras involuntárias. Esses movimentos involuntários e grande 
atividade cortical nos primeiros meses de vida auxiliam o bebê no 
conhecimento do seu corpo e meio externo. (GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
Os reflexos primitivos são classificados como “agrupadores de 
informações, caçadores de alimentação e de reações protetoras”. São 
agrupadores de informações pois auxiliam e estimulam o desenvolvimento. Os 
reflexos primitivos de sugar, buscar através do olfato, são mecanismos de 
sobrevivência, pois através deles que o recém-nascido busca seu alimento. 
(GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
Segundo Gallahue e Ozmun (2003), os reflexos posturais são a segunda 
forma de movimentos involuntários e esses movimentos são similares a 
comportamentos voluntários. Esses reflexos servem de testes neuropsicomotor 
que mais tarde serão usados com controle consciente. 
Os movimentos involuntáriospresentes nos bebês servem como base 
para movimentos voluntários futuros. 
“O reflexo primário de pisar e o reflexo de arrastar-se, por exemplo, 
relembram intimamente os comportamentos de caminhar voluntário posterior e 
de engatinhar.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.101) 
 
1.1.2.2 Fase de movimentos rudimentares 
 
Os primeiros movimentos voluntários são os movimentos rudimentares. 
Esses movimentos são encontrados no bebê desde o nascimento e se 
estendem até aproximadamente os 2 anos de idade. Esses movimentos 
acontecem de maneira previsível, porem o nível com que essas habilidades 
aparecem variam de criança para criança. (GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
 
As habilidades motoras rudimentares do bebê representam as 
formas básicas de movimento voluntário que são necessárias 
para a sobrevivência. Elas envolvem movimentos 
estabilizadores, como obter controle da cabeça, pescoço e 
músculos do tronco; as tarefas manipulativas de alcançar, 
agarrar e soltar; e os movimentos locomotores de arrastar-se, 
engatinhar e caminhar. (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.102) 
 
1.1.2.3 Fase de movimentos fundamentais 
21 
 
 
“As crianças que estão desenvolvendo padrões fundamentais de 
movimento estão aprendendo a reagir com controle motor e competência 
motora a vários estímulos.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.103) 
A fase de movimentos fundamentais é a fase onde a criança apresenta 
movimentos voluntários mais específicos, estão em constante exploração e 
experimentação da sua capacidade motora. É o período em que a criança está 
descobrindo como desempenhar uma variedade de movimentos 
estabilizadores, locomotores e manipulativos, primeiro de forma isolada e mais 
tarde executando movimentos combinados. (GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
 
Os padrões de movimento fundamentais são padrões 
observáveis básicos de comportamento. Atividades 
locomotoras (correr e pular), manipulativas (arremessar, 
apanhar) e estabilizadoras (andar com firmeza e equilíbrio em 
um pé só) são exemplos de movimentos fundamentais que 
devem ser desenvolvidos nos primeiros anos da infância. 
(GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.103) 
 
1.1.2.4 Fase de movimentos especializados 
 
A fase de movimentos especializados é resultado da fase de 
movimentos fundamentais. A Criança agora realiza “atividades motoras 
complexas” do dia a dia. Os movimentos fundamentais que eram simples 
antes, como saltar e pular em um pé só agora podem ser associados com 
atividades mais complexas como pular corda e práticas esportivas como salto 
triplo. (GALLAHUE; OZMUN, 2003) 
“Esse é o período em que as habilidades estabilizadoras, locomotoras e 
manipulativas fundamentais são progressivamente refinadas, combinadas e 
elaboradas para uso em situações crescentemente exigentes.” (GALAHUE; 
OZMUN, 2003, p. 105) 
 
1.1.3 Reflexos primitivos 
 
Os reflexos primitivos são reações involuntárias em resposta a um 
estímulo externo e são as primeiras formas de movimento humano. Eles 
22 
 
aparecem antes do nascimento e vão desaparecendo conforme as atividades 
motoras voluntárias vão surgindo. 
Os bebês apresentam dois tipos de reflexos: os reflexos primitivos de 
sobrevivência, como por exemplo o de sucção e os reflexos primitivos 
posturais, que darão origem aos movimentos voluntários. 
 
Durante os últimos 4 meses de vida pré-natal e os primeiros 4 
meses após o nascimento, o repertório da motricidade do ser 
humano inclui os movimentos que são da natureza reflexa; isto 
é, cada movimento é uma resposta estereotipada involuntária a 
um determinado estímulo. Como por exemplo, quando é tocado 
a mão do bebê, a mão estimulada se fecha em uma resposta 
habitual ou estereotipada [...] (PAYNE; ISAACS, 2007, p.215) 
 
1.1.3.1 Reflexo de Moro 
 
Segundo Gallahue e Ozmun (2001) o reflexo de moro existe desde o 
nascimento e segue até os seis meses de idade do bebe. Este reflexo tem sido 
um dos instrumentos mais utilizados para diagnosticar alguma alteração 
neurológica no bebe pequeno. Esse reflexo pode ser notado toda vez que a 
criança sentir-se insegura, ele pode ser notado a um ruído alto ou o seu próprio 
espirro. Esse movimento ocasiona a extensão dos braços, dedos e pernas. Os 
membros então retornam a posição de flexão normal contra o corpo. A 
prolongação desse reflexo além do sexto mês pode indicar algum problema 
neurológico. 
Conforme descrito por Payne e Isaacs (2007) a permanência do reflexo 
após o período esperado, atrasara a capacidade do bebe em tomar uma 
posição sentada, o domínio da cabeça e diversas propriedades motoras. 
 
1.1.3.2 Reflexos de Busca e Sucção 
 
Os dois reflexos estão relacionados com um mesmo objetivo conseguir o 
alimento. O reflexo de busca auxilia o bebê encontrar a fonte de sustento, e o 
reflexo de sucção por sua vez, faz com que o bebe possa ingeri-lo. (PAYNE e 
ISAACS, 2007) 
Segundo Gallahue e Ozmun (2001) ambos os reflexos estão existentes 
em todos os neonatos considerados normais. O reflexo de busca pode 
23 
 
permanecer até o fim do primeiro ano de vida, já o reflexo de sucção 
desaparece ao termino do terceiro mês, mas segue como uma reação 
voluntária. 
 
1.1.3.3 Reflexo Buco-Manuais 
 
De acordo com Gallahue e Ozmun (2001) existem dois tipos de reflexo 
buco-manuais no neonato, que podem ser observados do primeiro mês de vida 
até o terceiro mês. O reflexo plantar-mental, é caracterizado pela estimulação 
de uma coceira na palma da mão, ocasionando uma contração dos músculos 
do queixo levantando-o para cima. Já o reflexo palmar-mandibular consiste na 
realização de uma pressão na palma das mãos. O bebê vai gerar respostas 
como abrir a boca, fechar os olhos e gerar uma flexão da cabeça pra frente. 
 
1.1.3.4 Reflexo Palmar de Preensão 
 
Este reflexo é evidenciado desde o nascimento até os quatro meses e 
consiste em estimular a palma da mão do bebê com um objeto, e em resposta 
desse estimulo, ele fechará a mão envolvendo-o sem o uso do polegar. Caso o 
aperto seja avaliado como fraco ou continue após o primeiro ano de vida pode 
ser um sintoma de atraso no desenvolvimento motor ou hemiplegia. 
(GALLAHUE e OZMUN, 2001) 
 
1.1.3.5 Reflexo de Preensão Plantar e de Babinski 
 
O reflexo de babinski está presente desde o nascimento. Incide em 
realizar um choque na sola do pé do bebê, provocando um estiramento dos 
dedos. Conforme o sistema neuromuscular amadurece, após quatro meses até 
um ano de vida, esse reflexo é trocado pelo reflexo de preensão plantar. 
(GALLAHUE e OZMUN, 2001) 
Segundo Payne e Isaacs (2007) O reflexo de preensão plantar consiste 
em aplicar uma rápida pressão na sola do pé, com isso promove a flexão de 
todos os dedos do pé. 
 
24 
 
1.1.3.6 Reflexos Corretivos Labirínticos e Visuais 
 
Ambos os reflexos podem ser estimulados quando se inclina o corpo do 
bebê para frente, para trás ou para o lado. A criança reage mantendo a cabeça 
ereta no sentido oposto do deslocamento. A única diferença do reflexo visual é 
o fato de que os olhos do bebê seguem a direção acima da cabeça. 
(GALLAHUE e OZMUN, 2001) 
 
1.1.3.7 Reflexo de Levantamento 
 
Conforme descrito por Payne e Isaacs (2007) esse tipo de reflexo pode 
ser observado a partir do terceiro mês e se prolonga até o primeiro ano de vida. 
Consiste em inclinar o bebê a qualquer direção, este estímulo faz com que a 
criança estenda ou flexione os braços para alcançar a posição ereta. 
 
1.1.3.8 Reflexo de Amortecimento e Apoio 
 
Segundo Gallahue e Ozmun (2001) o reflexo de amortecimento é 
evidenciado quando a criança está em posição ereta e é inclinada em direção 
ao solo. Este estímulo faz com que a ela, na tentativa de amortecer a queda, 
estenda os braços para baixo. O reflexo de apoio pode ser observado quando é 
causado um desequilíbrio na criança na posição sentada. Todas as reações do 
bebê permanecem além do primeiro ano de vida, e são de grande importância 
para que a criança possa desenvolver a marcha. 
 
1.1.3.9 Reflexode endireitamento (corretivo) de cabeça e do corpo 
 
De acordo com Payne e Isaacs (2007), esses dois reflexos estão 
relacionados com os movimentos de rolamento. O reflexo de endireitamento 
corretivo da cabeça ocorre logo no primeiro mês de vida, esse reflexo pode ser 
descrito como o acompanhamento da cabeça do bebê com o movimento do 
corpo, ou seja, quando o bebê se encontra na posição supina e seu corpo é 
virado para o lado a cabeça acompanha esse movimento virando para o 
mesmo lado do corpo. Já o reflexo de endireitamento (corretivo) do corpo é o 
25 
 
contrário do endireitamento da cabeça, nele ao se virar a cabeça do bebê ele 
tende a virar o corpo para o mesmo lado da cabeça “endireitando” o corpo, 
para assim recuperar a relação com fronte para frente entre a cabeça e os 
ombros. Esse reflexo pode não ser identificado até o quinto mês da primeira 
infância. 
 
1.1.3.10 Reflexo primário de caminhar 
 
Segundo Payne e Issacs (2007), o reflexo de caminhar será o sinal 
inicial para o importante movimento que é o caminhar. Este reflexo será 
induzido quando se segurar o bebê na posição vertical com os pés apoiados a 
uma superfície de apoio, por haver uma pressão sobre a sola dos pés do bebê 
isso permitirá que suas pernas sejam levantadas e, a seguir, abaixadas de 
forma alternada, parecendo-se muito com uma forma imatura de caminhar. 
 
1.1.4 Habilidades fundamentais do desenvolvimento motor 
 
É por volta dos dois anos de idade que a criança dá um enorme salto no 
que diz respeito ao desenvolvimento motor. 
“Essas habilidades motoras formam a base sobre a qual cada criança 
desenvolve ou refina os padrões motores fundamentais do inicio da infância e 
as habilidades motoras especializadas da infância posterior e da adolescência.” 
(GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 257). 
De acordo com Payne e Isaacs (2007) é nessa fase que a criança 
começa a desenvolver habilidades motoras fundamentais como caminhar, 
correr, saltar, pular, além disso, ela ainda possui a capacidade de combinar 
essas habilidades, como por exemplo, combinando o correr com o pular surge 
o galope. Nessa fase a criança não está mais restrita a movimentos simples ela 
já possui a capacidade de fazer movimentos com maior dificuldade. 
É através das experiências vividas no cotidiano da criança que ela terá 
condições de desenvolver suas habilidades e ter controle sobre elas. Quando a 
criança começa a desenvolver essas habilidades elas são grosseiras, pois a 
criança ainda não tem total controle de seus movimentos, mas com as 
26 
 
situações do dia a dia ela aprende a “lapidar” esses movimentos podendo 
assim desempenha-los com maior precisão. 
 
O domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para 
o desenvolvimento motor de crianças. As experiências 
motoras, em geral, fornecem múltiplas informações sobre a 
percepção que as crianças têm de si mesmas e do mundo que 
as cerca. (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 258). 
 
Segundo Papalia e Olds (apud CASTRO, 2008) esse período de 
desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais é um período rico de 
experiências e vivencias devido as descobertas no ambiente vivido pela 
criança. Nessa fase a criança já possui uma melhor aptidão física, ela é mais 
forte, mais ágil e mais veloz e essas aptidões só tendem a se desenvolver 
ainda mais, pois o aprendizado da criança apresenta modificações diárias e 
sequenciais. É uma fase de intensa movimentação, intensa atividade e intensa 
progressão motora. 
Quando se fala em habilidades motoras fundamentais é necessário 
saber que existem vários estágios de desenvolvimento para cada padrão de 
movimento e que também existem diferenças entre as crianças, pois o 
desenvolvimento de uma criança nunca será igual ao da outra. (GALLAHUE; 
OZMUN, 2001). 
 
A sequência de progressão ao longo dos estágios iniciais, 
elementar e amadurecido é a mesma para a maioria das 
crianças. O ritmo, entretanto, variará, dependendo tanto dos 
fatores ambientais quanto dos fatores hereditários. 
(GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 265). 
 
Gallahue e Ozmun (apud CASTRO, 2008) dividem os movimentos 
fundamentais em três estágios, sendo estes: estágio inicial que ocorre entre os 
2 a 3 anos e representa as primeiras tentativas da criança, onde os 
movimentos ainda são bem rudimentares e imprecisos; estágio elementar que 
ocorre entre os 4 a 5 anos e é quando a criança já apresenta melhor controle e 
precisão de seus movimentos fundamentais, em geral quando oportunidades 
são adequadas; e por fim o estágio maduro que se dá entre os 6 a 7 anos se 
as condições ambientais e de maturação forem propícias, é caracterizado por 
movimentos precisos e eficientes, coordenados e controlados. 
27 
 
É importante ressaltar que haverá variações de uma criança para outra, 
pois cada uma terá sua particularidade, nenhum individuo é igual ao outro, 
então não se pode esperar que todos se desenvolvam da mesma forma, os 
estágios dos movimentos fundamentais vão variar de uma criança para outra, 
algumas podem alcançar um estágio mais avançado antes da idade prevista 
como também algumas podem ter um atraso para alcançar um certo estágio, e 
isso não necessariamente representará algum problema no desenvolvimento 
dessa criança, pode ser uma simples influência do ambiente em que esta 
criança vive. 
 
1.2 A função da instituição de ensino 
 
Atualmente a instituição de ensino possui um papel ainda maior na vida 
das crianças, pois ao se analisar os dias atuais pode-se perceber que o 
ingresso de crianças a instituição de ensino foi muito maior nos últimos anos, 
isso se dá pela circunstância da mulher estar muito mais presente no mercado 
de trabalho, e como na maioria dos casos essas mulheres precisam de alguém 
para cuidar de seus filhos acabam por recorrer às creches que é onde essas 
mães acreditam haver pessoas qualificadas para cuidarem de seus filhos. 
 
As referências históricas da creche são unânimes em afirmar 
que ela foi criada para cuidar das crianças pequenas, cujas 
mães saiam para o trabalho. Está, portanto, historicamente 
vinculada ao trabalho extradomiciliar da mulher. Sua origem, na 
sociedade ocidental, está no trinômio mulher-trabalho-criança. 
Até hoje a conexão desses três elementos determina grande 
parte da demanda, da organização administrativa e dos 
serviços da creche. (DIDONET, 2001, p. 12). 
 
Segundo Didonet (2001) a instituição de ensino hoje possui não só o 
cuidar, como também o educar e o ensinar, e é um direito de todos, então ela é 
tanto para as mães que deixam seus filhos para poderem exercer uma 
profissão, quanto para as mães que não trabalham, no ponto de vista dele a 
instituição de ensino é extremante importante para o desenvolvimento da 
criança, pois a mesma possui pessoas qualificadas e é um ambiente adequado 
para ajudar num melhor desenvolvimento infantil. 
28 
 
Segundo Cavicchia (2002) no primeiro ano de vida o intermédio entre a 
criança e o ambiente é feito basicamente através do adulto, pois é ele quem 
alimentará, dará banho, brincará coma criança. E o adulto deve saber utilizar 
disso para estimular essa criança nos critérios físicos, motores, intelectuais, 
sociais e afetivos. O segundo ano de vida dessa criança é marcado pelo 
desenvolvimento motor que permite a ela explorar cada vez mais o ambiente 
aumentando assim o seu desempenho e possibilitando a essa criança a maior 
interação com o ambiente e as pessoas ao seu redor. 
A instituição de ensino possui papel fundamental no desenvolvimento da 
criança, pois é lá que a criança passará a maior parte de seus dias, e é lá que 
ela terá maior parte de suas experiências que alavancarão o seu 
desenvolvimento, então os profissionais da instituição de ensino precisam estar 
preparados para saberem lidar com essas crianças, é claro que o 
desenvolvimento ocorre de maneira natural, mas com estímulos a crianças se 
desenvolverão bem melhor. 
 
O trabalho dacreche e sua responsabilidade consistem em dar 
espaço, oportunidade e estímulo, de base social-afetiva, para a 
criança crescer e oferecer situações de sucesso, a fim de que 
ela possa querer continuar crescendo, de forma natural, segura 
e feliz. É necessário um trabalho, em parte semelhante ao que 
ocorre dentro de uma grande família, que acompanha e 
supervisiona brincadeiras no jardim, banho de sol, brincadeiras 
com água no quintal, jogos, histórias, desenhos, pinturas e 
modelagem, bonecas, carrinhos e caminhões, banho, sono e 
alimentação. As atividades pedagógicas devem ser, em tudo, 
semelhantes a uma boa escola maternal ou de educação 
infantil, gozando de maior informalidade, devem ser planejadas 
e controladas com profissionalismo. (RIZZO, 2000, p.80 apud 
COSTA, 2010, p.3). 
 
1.2.1 Fatores Ambientais 
 
O ambiente está intimamente interligado com o desenvolvimento físico, 
psiquico e motor, pois é através dele que a criança começa a ter percepção do 
que pode ou não fazer. 
“A partir do nascimento os bebês iniciam um processo do aprendizado 
de como interagir com o ambiente. Essa interação é um processo tão 
perceptivo quanto motor.” (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.213). 
29 
 
Para um melhor desenvolvimento da criança é necessário que o 
ambiente lhe proporcione situações em que a criança precise pensar em como 
deve agir, daí a importância de um ambiente com brinquedos lúdicos para que 
essa criança possa ativar sua imaginação. Estar em um local com a presença 
de mais crianças também é importante para o desenvolvimento desta. 
 
[...] É necessário que as crianças se deparem, nesse ambiente, 
com solicitações que lhes possibilitem construir seus 
conhecimentos e estabelecer mais e novas relações entre 
objetos e pessoas, que encontrem “alimentos” para a formação 
de novas conexões cerebrais, já que se acham numa fase 
essencial para o desenvolvimento intelectual, afetivo, físico e 
social. (COSTA, 2010 , p.9). 
 
De acordo com Gallahue e Ozmun (2001) um fator que influencia muito 
no desenvolvimento de uma criança é o brincar, pois é através das brincadeiras 
que a criança começa a ter consciência de seu próprio corpo e de sua 
capacidade motora, brincar também serve para facilitar o desenvolvimento 
cognitivo e afetivo dessa criança e ainda ajuda a desenvolver a capacidade 
motora fina e rudimentar, por isso a importância de um ambiente propício às 
brincadeiras para essa criança. 
O ambiente familiar precisa ser um local onde a criança possa se 
desenvolver de uma forma saudável, pois um lar onde não há estímulos e 
cuidados necessários para a criança só irá atrapalhar o seu desenvolvimento, 
então é necessário haver estímulos dos familiares na vida dessas crianças 
desde as atividades mais simples. 
 
A interação da criança com o adulto ou com outras crianças é 
um dos principais elementos para uma adequada estimulação 
no espaço familiar. Os processos proximais são mecanismos 
constituintes dessa interação, contribuindo para que a criança 
desenvolva sua percepção, dirija e controle seu 
comportamento. Além disso, permite adquirir conhecimentos e 
habilidades, estabelecendo relações e construindo seu próprio 
ambiente físico e social. (BRONFENBRENNER , 1994 apud 
ANDRADE et al., 2005 p. 607). 
 
A criança necessita que o ambiente que ela esteja seja um local que lhe 
ofereça oportunidades de se desenvolver, seja este a sua casa ou a instituição 
de ensino, é preciso que todos a sua volta estejam dispostos a enriquecer este 
ambiente para assim proporcionar uma melhor qualidade de vida a essa 
30 
 
criança. É importante ressaltar que esse ambiente acima de tudo deve ter 
qualidades higiênicas para essa criança, uma boa alimentação, um bom local 
de descanso, pois tudo isso é um conjunto de necessidades de qualquer ser 
humano e quando se trata de uma criança a atenção deve ser redobrada, pois 
ela é dependente do adulto para quase tudo e é o adulto que será o espelho 
dessa criança para suas ações futuras. 
 
Atendendo a crianças durante nove e até dez horas diárias, a 
creche assume um papel importante em suas vidas. Nessa 
instituição, aprenderão a se relacionar com os iguais vivendo 
num espaço coletivo; a se alimentar; a cuidar de sua higiene; 
aprenderão que existem pessoas que se interessam por elas, 
que as respeitam em suas necessidades e possibilidades e que 
trabalham para promover situações que lhes favoreçam o 
desenvolvimento. Além dos cuidados de saúde e alimentação 
[...], aprendam a conviver em um ambiente que tenha como 
princípios a igualdade, o respeito, a justiça e a dignidade. 
(COSTA, 2010, p.7) 
 
1.2.2 Fatores socioeconômicos e culturais 
 
Muitos estudos mostram que os fatores sociais estão intimamente 
ligados com o desenvolvimento da criança, pois crianças que não vivem em 
condições adequadas por não terem uma renda que lhes proporcione uma vida 
melhor sofrem atraso de desenvolvimento. 
 
Para a Comissão Nacional sobre os Determinantes Sociais da 
Saúde (CNDSS), os DSS são os fatores sociais, econômicos, 
culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que 
influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores 
de risco na população. A comissão homônima da Organização 
Mundial da Saúde (OMS) adota uma definição mais curta, 
segundo a qual os DSS são as condições sociais em que as 
pessoas vivem e trabalham. (BUSS ; PELLEGRINI. 2007, p. 
78) 
 
Evidentemente pais que não possuem um bom poder aquisitivo não 
podem proporcionar a seus filhos muitos brinquedos, e muitas vezes por terem 
que trabalhar por uma carga horária maior também não têm muito tempo para 
ficarem com seus filhos, muitas vezes ocorre desses ficarem mais estressados 
devido a vida corrida e cheia de problema o que influencia diretamente na 
criança que acaba ficando mais agressiva e se distanciando das outras 
pessoas. 
31 
 
 
[...] as familias pobres também vivem em habitações menores e 
menos adequadas, frequentemente em bairros decadentes e 
com altas taxas de violência e muitas delas se mudam 
frequentemente, portanto, seus filhos mudam muito de escolas. 
Os pais tem menor possibilidade de sentir que tem apoio 
adequado e as crianças com frequencia não tem um grupo 
estável de amigo. De modo geral ambientes pobres são mais 
caóticos e as pessoas que vivem na pobreza são mais 
altamente estressadas com menos recursos psicológicos e 
sociais. (BEE; BOYD, 2011 p. 408) 
 
1.3 Família e desenvolvimento 
A família sem duvidas são as pessoas mais importantes para ajudar num 
bom desenvolvimento da criança, um ambiente familiar adequado só tem a 
agregar na vida da criança. A criança precisa de uma família unida que lhe 
estimule e lhe proporcione uma vida saudável e adequada. 
 
O grupo familiar tem um papel fundamental na constituição dos 
indivíduos, sendo importante na determinação e na 
organização da personalidade, além de influenciar 
significativamente no comportamento individual através das 
ações e medidas educativas tomadas no âmbito familiar 
PRATTA; SANTOS, 2007, apud DRUMMOND FILHO. 1998, 
p.1). 
 
Segundo Pratta e Santos (2007) as famílias vem sofrendo constantes 
mudanças e isso afeta diretamente na vida dos filhos, atualmente os casais 
estão se divorciando mais e isso mexe diretamente com a vida da criança, 
então cabe aos pais saberem lidar com essa situação para que nenhum deles 
fiquem ausentes na vida dessa criança. 
A família deve ter consciência de como ela é importante na vida da 
criança, e entender que mesmo que essa criança frequente uma instituição de 
ensino os familiares não podem querer transferir a responsabilidade para a 
instituição, pois é claro que lá essa criança terá atenção, carinho, cuidados, 
mas nada substitui o carinho da família e a criança precisa desse apoio, ela 
tem que ter a consciência de que a sua família está em casa, e não o contrário. 
A família deve estar sempre em contato com a instituição de ensino, saber 
como foi o dia dacriança e como ela está se comportando, sempre que 
possível devem participar das atividades e levá-las para o cotidiano da criança 
em casa. 
32 
 
 
Existem varias oportunidades de incluir a família nos 
programas de desenvolvimento da criança. A comunicação 
mais individualizada entre a creche e a família deve ocorrer 
desde o inicio, ainda quando as crianças são matriculadas. 
Após os primeiros contatos, a rotina da comunicação podem se 
tornar mais frequentes e mais informal e bastante ativa. O 
contato não deve ser substituído por comunicações 
impessoais, mas sim provocar o encontro com os pais, por 
meio de reuniões, atividades em conjunto com as crianças, e 
formas variadas de participação, de modo a atender as 
necessidades e interesses diversificados. (CUNHA, 2013, 
p.122) 
 
1.4 A importância da estimulação no ambiente escolar 
 
O ambiente escolar e o ambiente domiciliar tem papel extremamente 
importante no desenvolvimento da criança, pois são nesses dois locais que a 
criança passa a maior parte de seu tempo e tudo que as pessoas a sua volta 
fazem refletem nessa criança, se essa criança vai mal em casa e na escola, 
quer dizer que algo está errado não somente com ela mas com as pessoas a 
sua volta, pois os adultos são o “espelho” da criança. 
 
A forma como os pais interagem e educam seus filhos é crucial 
à promoção de comportamentos socialmente adequados ou de 
comportamentos considerados, pelos pais e/ou professores, 
como inadequados, os quais são entendidos como “déficits ou 
excedentes comportamentais que prejudicam a interação da 
criança com pares e adultos de sua convivência”. (SILVA, 
2000, apud SILVA: MARTURANO, 2002, p.1) 
 
Segundo Delvan, Ramos e Dias (apud SCOPEL, SOUZA e LEMOS 
2002) a instituição de ensino é um dos locais que maior tem condições de 
proporcionar o desenvolvimento infantil e cabe a essas instituições criar 
situações de aprendizagem para a criança, pois são nos primeiros anos de vida 
que a criança precisa de mais atenção para poder explorar o mundo a sua volta 
e a instituição de ensino precisa estar sempre atenta para ajudar a criança 
nessa fase da vida. 
 
As crianças estão sendo colocadas cada vez mais cedo e num 
período maior de tempo em instituições de educação infantil, 
portanto é importante que o ambiente escolar também seja 
avaliado, de forma que esse possa oferecer as melhores 
33 
 
condições possíveis para o desenvolvimento infantil.( SCOPEL; 
SOUZA e LEMOS, 2012, p.1) 
 
Cabe tanto a instituição de ensino quanto a família estar sempre atentos 
a como essa criança está sendo estimulada, pois escola e família devem 
caminhar juntas para que isso se reflita na criança, a infância é a fase mais 
importante da vida de uma pessoa, pois essa é uma fase de descobertas e 
aprendizados que serão levados para o resto da vida e tudo que essas 
crianças aprendem elas irão aplicar em seu cotidiano. Por isso essas crianças 
devem ser muito estimuladas na parte física, motora, afetiva, social para assim 
terem uma infância saudável com deve ser e poderem futuramente passar isso 
adiante. 
 
2 O EXPERIMENTO 
 
2.1 Condições ambientais 
 
Após aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Unisalesiano, 
Parecer no. 1.093.666 de 25 de maio de 2015 (ANEXO A) foi realizada uma 
pesquisa experimental objetivando avaliar o desenvolvimento motor de 
crianças de 2 a 4 anos de idade que frequentam uma instituição de ensino 
municipal, comparando se há diferença entre as crianças que já frequentavam 
a instituição com as que ingressaram neste ano. 
 
2.2 Casuísticas e métodos 
 
2.2.1 Casuísticas 
 
Participaram do estudo 28 (vinte e oito) crianças escolhidas de forma 
aleatória, de ambos os gêneros biológicos e com faixa etária de 2 a 4 anos. 
Foram dividas em quatro grupos: Grupo 1 (G1) crianças de 2 a 3 anos 
que começaram a frequentar a instituição de ensino neste ano. Grupo 2 (G2) 
crianças de 2 a 3 que já frequentavam instituição de ensino nos anos 
anteriores. Grupo 3 (G3) crianças de 3 a 4 anos que começaram a frequentar a 
34 
 
instituição de ensino neste ano. Grupo 4 (G4) crianças de 3 a 4 que já 
frequentavam instituição de ensino nos anos anteriores. 
Após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 
(ANEXO B) e o Termo de Assentimento (ANEXO C). 
 
2.2.2 Métodos 
 
Para a realização da pesquisa foi utilizado o Inventário Portage 
Operacionalizado (IPO), que tem como objetivo avaliar as áreas de cognição, 
linguagem, autocontrole, socialização e desenvolvimento motor da criança, 
composta por seis itens como: cuidados próprios, cognitivo, área motora, 
emissão, compreensão, sociabilização e comportamento. Cada item contém 
varias questões, e sua pontuação varia entre 0, 0,5 e 1. Sendo que 0 a criança 
não consegue realizar o que lhe foi proposto, 0,5 ela realiza com dificuldade e 1 
consegue realizar sozinha. A instituição de ensino escolhida foi a CEMEI 
Primeiros Passos é da rede pública e está localizada na cidade de Pirajuí-SP. 
Segue abaixo as avaliações utilizadas: 
 
Quadro 1: Avaliação Portage Operacionalizado de crianças de 2 e 3 
anos. 
IDADE- 2 A 3 ANOS PO 
I – CUIDADOS PRÓPRIOS 
01- Alimenta-se utilizando colher e xicara, derramando um pouco 
02- pega toalha de papel da mão do adulto, passa na mão e no rosto 
03- espeta alimento com garfo 
04- mastiga e engole somente substâncias comestíveis 
05- urina ou evacua no urinol, pelo menos 3x ao dia quando ali colocado 
06- tira a calça quando aberta 
07- fecha e abre o zíper grande sem enganchar os terminais 
08- tira as meias 
09- tira o casaco quando aberto 
10- tenta colocar o próprio sapato 
35 
 
11- gestos ou palavras que indiquem querer ir ao banheiro, mesmo que 
tarde 
 
12- escova os dentes com ajuda 
13- tira camiseta com ajuda 
14- usa o banheiro para evacuar, com 1 acidente diurno por semana 
15- pega agua na torneira, com ajuda, fornecida a ela banco ou degraus 
16- lava as mãos e o rosto usando sabonete, quando o adulto regula 
agua 
 
17- pede para ir ao banheiro durante o dia, com temo para evitar 
acidentes 
 
18- permanece seca durante sonecas diurnas 
19- evita perigos tais como cantos pontiagudos, escadas, etc. 
20- quando lembrado, usa guardanapos 
21- junta alimentos com o garfo e os leva à boca 
22- põe liquido de uma jarra pequena em um copo com ajuda 
23- inicia tomar banho sozinha 
24- coloca meias com ajuda 
25- encontra as mangas iniciando o vestir (camisa, suéter, casaco) 
26- acorda seca 2 manhãs em 1 semana 
27- inicia o desabotoar botões grandes na prancha 
TPR- 27 TPO - 
II - COGNITIVO 
01- completa prancha de forma de 3 peças 
02- combina objetos semelhantes 
03- desenha uma linha vertical imitando 
04- desenha uma linha horizontal imitando 
05- desenha um círculo em imitação 
06- aponta 3 cores quando nomeadas 
07- enfia 4 contas grandes 
08- vira maçaneta de porta, cabos, etc. 
36 
 
09- constrói torre com 5 ou 6 cubos imitando 
10- vira páginas uma de cada vez 
11- desembrulha objetos pequenos 
12- dobra papel pela metade imitando 
13- desmonta e monta de novo brinquedo desmontável 
14- desparafusa brinquedo de encaixe 
15- faz bolas de argila 
16- aponta para o pequeno e para o grande quando lhe pedem 
17- combina 3 cores 
18- coloca objetos “em cima de”, “em baixo de”, “dentro”, “fora” 
19- monta um brinquedo de encaixe de 4 partes (ovos ou barris) 
20- combina uma forma geométrica com a figura correspondente 
21- reconhece músicas que lhe são familiares 
TRP- 21 TPO - 
III- ÁREA MOTORA 
01- enfia 4 contas grandes em 2 minutos 
02- vira trincos, maçanetas de portas 
03- salta sobre dois pés 
04- Salta o último degrau da escada com um pé nafrente do outro 
05- caminha para trás 
06- desce escada com ajuda 
07- atira bola para adulto a 1 metro e meio sem o adulto mover os pés 
08- constrói torre de 5 a 6 cubos 
09- vira uma pagina de cada vez 
10- desembrulha objetos pequenos 
11- dobra papel imitando 
12- separa e junta brinquedo que se completam de forma simples 
13- desparafusa brinquedos de encaixe 
14- dá pontapés em bolas grandes 
15- faz bolas de argila 
37 
 
16- dá cambalhotas para frente com ajuda 
TPR- 16 TPO - 
IV- EMISSÃO 
01- nomeia 4 figuras 
02- responde a pergunta “onde”? 
03- nomeia objetos que emitem sons 
04- combina verbo/substantivo com “este”, “aqui” com 2 palavras 
(cadeira aqui) 
 
05- combina “é” em frases de e itens 
06- combina substantivo + adjetivo em frases de 2 palavras (bola-feia) 
07- combina 2 palavras para exprimir posse (papai vai) 
08- combina substantivo + verbo em frases de 2 palavras (papai vai) 
09- refere-se a si mesmo pelo próprio nome 
10- responde a pergunta “o que está fazendo?” para atividades normais 
11- usa palavra para necessidade de ir a banheiro 
12- diz se é menino ou menina se lhe apontam 
13- usa artigo na fala 
14- aplica regra regular do gênero 
15- usa gerúndio 
16- usa algumas formas de presente 
17- usa algumas formas de passado 
18- pergunta “o que é isso” 
19- diz “por favor”, “com licença”, “muito obrigado”, quando lembrado 
20- controla volume de voz 90% do tempo 
21- responde a pergunta “quem?” com o nome 
22- aplica algumas regras de plural regular (nome-verbo) 
23- usa alguns substantivos por classe (brinquedo-animal) 
TPR- 23 TPO - 
V- COMPREENSÃO 
01- presta atenção na música por 5 a 10 minutos 
38 
 
02- executa uma série de 3 ordens relacionadas 
03- aponta para gravura de objeto comum, descrito por seu uso 
04- ergue os dedos para dizer a idade 
05- vira as paginas do livro, de 2 a 3 de 1 vez para achar gravura 
designada 
 
06- aponta para grande e pequeno a pedido 
07- coloca objetos em cima de, em baixo de, dentro, a pedido 
08- dá mais de um objeto, quando lhe pedem, usando o plural (cubos) 
09- aponta objetos que “não é” 
TPR- 09 TPO - 
VI- SOCIABILIZAÇÃO E COMPORTAMENTO 
01- coopera com pedido de adulto as vezes 
02- pode trazer ou levar objetos dentro da sala, quando estimulada 
03- presta atenção à música por 5 a 10 minutos 
04- tenta ajudar o adulto em parte da tarefa (segura a pá de lixo) 
05- entrega um livro ao adulto para que leia ou compartilhe com ela 
06- brincar de fantasiar-se 
07- faz escolha quando lhe pedem 
08- pede ajuda quando está em dificuldade (ir ao banheiro, tem sede) 
09- expressa compreensão de sentimentos com amor, zanga, tristeza, 
alegria 
 
10- permanece na sala de terapia – banheiro ou refeitório 
TPR- 10 TPO - 
Fonte: elaborado pelas autoras, 2015. 
 
Quadro 2: Avaliação Portage Operacionalizado de crianças de 3 a 4 
anos. 
IDADE- 3 A 4 ANOS PO 
I- CUIDADOS PRÓPRIOS 
01- abre colchete de pressão ou gancho 
02- no lanche, alimenta-se sozinho, sem exigir muita atenção 
39 
 
03- seca as mãos sem ajuda, quando lhe dão a toalha 
04- coloca camiseta com ajuda 
05- limpam o nariz quando lhe lembram 
06- o menino urina no toalhete permanecendo em pé 
07- despe-se e veste-se com pouco auxilio, executando-se os fechos 
08- assoa o nariz quando lembrado 
09- inicia o fechar ou enganchar fecho de colchete de pressão e gancho 
10- evita perigos simples (fogão quente e vidro quebrado) 
11- coloca o casaco no gancho colocado a sua altura 
12- escova os dentes quando lhe dão instruções verbais 
13- desabotoa botões grandes sobre a prancha ou jaqueta sobre a mesa 
14- calça sapatos 
15- coloca meias 
16- dadas as instruções, coloca o casaco no cabide e recoloca o cabide 
no lugar 
 
17- corta alimentos macios com a faca (salsicha, banana) 
18- reconhece a parte da frente da roupa 
TPR- 18 TPO - 
II- COGNITIVO 
01- encontra livro específico quando lhe pedem 
02- aponta 10 partes do corpo seguindo uma ordem verbal 
03- junta duas partes para formar um todo (figuras) 
04- combina 1 a 3 ou mais objetos 
05- desenha uma cruz em imitação 
06- a criança diz quais objetos que se usam junto, por imitação 
07- constrói uma ponte com 3 cubos, imitando 
08- combina sequência ou padrão de cubos ou contas 
09- copia linha ondulada 
10- acrescenta pernas e/ou braços ao desenho incompleto de uma 
pessoa 
 
40 
 
11- aponta 3 figuras simples quando nomeadas 
12- combina texturas 
13- junta quebra cabeça ou prancha de formas de 3 peças 
14- martela 5 pinos 
15- corta com tesoura 
16- utiliza molde 
17- corta pelo menos ¼ de uma linha reta de 24 cm 
18- segura lápis entre o polegar e o indicador, descansando no 3° dedo 
TPR- 18 TPO - 
III- ÁREA MOTORA 
01- martela 5 pinos 
02- junta quebra cabeças de 3 peças, ou prancha de formas 
03- corta com tesoura 
04- pula de uma altura de 24 cm com os pés juntos 
05- dá pontapé em uma bola grande quando rolam para ela 
06- anda na ponta dos pés 
07- pedala triciclo 
08- corre 10 passos com movimento dos braços coordenados 
09- balança no balanço quando posto em movimento 
10- trepa e escorrega para baixo em escorregador de 4/6 pé 
11- dá cambalhota para frente 
12- sobe escada, alternando os pés 
13- marcha 
14- agarra a bola com as 2 mãos 
15- usa molde 
16- recorta uma linha reta de 20 cm, ou ¼ de linha 
17- segura lápis entre o polegar e o indicador, descansando o 3° dedo 
TPR- 17 TPO - 
IV- EMISSÃO 
01- nomeia seus próprios desenhos 
41 
 
02- canta e dança conforme a música 
03- saúda o adulto, familiares, sem precisar sem lembrado 
04- diz eu, meu, mim, e vez do próprio nome 
05- pede permissão para usar o brinquedo, com o qual o companheiro 
está usando 
 
06- diz „Poe favor” 80% do tempo e “obrigado”, sem precisa sem 
lembrado 
 
07- responde ao telefone, chama o adulto, ou conversa com a pessoa se 
lhe é familiar 
 
08- dá nome completo, quando lhe pedem 
09- respinde a perguntas simples “como?” 
10- relata experiências imediatas 
11- diz como são usados objetos comuns 
12- expressa ocorrências futuras 
13- usa alguns plurais irregulares comuns 
14- relata 2 acontecimentos em ordem de ocorrência 
15- designa pelo nome objetos grandes e pequenos 
16- nomeia noções espaciais: em cima, em baixo, dentro, atrás 
17- diz se um objeto é pesado ou leve 
18- descreve 2 eventos ou personagens de história conhecida 
19- repete brincadeiras de dedos com palavras e ações 
20- diz quais os objetos se comunicam 
21- conta até 3 em imitação 
22- conta até 10 objetos imitando 
23- nomeia objetos com iguais e diferentes 
24- nomeia cores a pedido 
25- nomeia 3 formas 
TPR- 25 TPO - 
V- COMPREENSÃO 
01- pode trazer ou levar objetos ou chamar em outra sala, quando 
42 
 
instruída 
02- coopera com pedidos dos adultos, 75% do tempo 
03- compreende texturas duro, mole, macio, duro 
04- presta atenção por minutos, enquanto é lida uma história 
05- executa uma série de 2 ordens não relacionadas 
06- aponta para 10 partes do corpo, obedecendo a ordem verbal07- aponta para menino e/ou menina por ordem verbal 
08- segue regras imitando outras crianças 
TPR- 08 TPO - 
VI- SOCIABILIZAÇÃO E COMPORTAMENTO 
01- ao escutar musica canta e dança 
02- segue regras imitando ações de outras crianças 
03- saúda adultos que lhe são familiares sem ser lembrado 
04- segue regra de jogos do grupo conduzidos por adulto 
05- diz por favor quando lembrado 
06- responde ao telefone, dramatizando conversas com pessoas 
familiares 
 
07- espera a vez em um grupo de 5 crianças 
08- coopera com pedidos do adulto a maioria das vezes 
09- interage com outras crianças, enquanto trabalha em sua própria 
tarefa 
 
10- pode trazer/levar objetos ou chamar pessoas em outra sala, quando 
instruído 
 
TPR- 10 TPO - 
Fonte: elaborado pelas autoras, 2015. 
 
2.3 Análises estatísticas 
 
A análise dos dados foi realizada com os procedimentos estatísticos, 
variância e ênfase no percentual para comparação entre os grupos. 
 
43 
 
2.4 Resultados 
 
Tabela 1- Comparação das crianças de 2 a 3 anos. 
 Crianças de 2 a 3 anos (Média e desvio padrão) 
 Novos Antigos P 
Cuidados próprios 18,58 ± 4,71 19,25 ± 2,54 0,803 
Cognitivo 12,33 ± 1,60 12,25 ± 1,17 0,918 
Área motora 11,33 ± 0,40 13,16 ± 0,40* 0,003 
 Emissão 19,33 ± 0,51 17,33 ± 5,93 0,469 
 
Compreensão 6,75 ± 0,41 7,5 ± 1,73 0,320 
 
Sociabilização e 
comportamento 
10 ± 0,0 9,16 ± 1,03 0,105 
Fonte: elaborado pelos autores, 2015. 
*p≤0,05 em relação aos novos. 
 
Na tabela 1, observa-se que ocorreu uma diferença significativa na área 
motora, onde as crianças que já frequentavam a instituição de ensino 
apresentam melhor desempenho nessa área do que as crianças que iniciaram 
este ano na instituição. 
 
Tabela 2- Comparação das crianças de 3 a 4 anos. 
Crianças de 3 a 4 anos 
 Novos Antigos P 
Cuidados próprios 14,18 ± 0,96 16,50 ± 0,70* 0,0001 
 
Cognitivo 10,12 ± 1,55 16,62 ± 1,38 1,331 
 
Área motora 12,75 ± 1,03 16,43 ± 0,72 3,033 
 
Emissão 18,75 ± 1,03 23,25± 0,75 1,659 
 
Compreensão 6,68 ± 0,25 7,93 ± 0,17 3,297 
 
Sociabilização e 
comportamento 
9,25 ± 0,26 9,75 ± 0,53 0,067 
 
Fonte: elaborado pelos autores, 2015. 
*p≤0,05 em relação aos novos. 
 
Na tabela 2, observa-se que houve diferença apenas na área de 
cuidados próprios, onde as crianças que já frequentavam a instituição possuem 
melhor desempenho do que as crianças que iniciaram na instituição esse ano. 
44 
 
2.5 Discussão 
 
Os resultados do presente estudo demonstraram que entre os grupos 
avaliados, o grupo de crianças entre 2 e 3 anos não apresentaram diferenças 
significativas entre a maioria das áreas de desenvolvimento, a única área onde 
foi percebido uma maior diferença foi na área motora. O mesmo foi percebido 
no grupo de 3 a 4 anos, onde só houve diferença significativa em uma área, 
sendo essa a de cuidados próprios. 
O estudo de Murta et al (2011) sobre cognição, motricidade, 
autocuidados, linguagem e socialização no desenvolvimento de crianças em 
creche fala sobre o desenvolvimento motor, que é interessante observar que 
ele melhora a partir do momento em que as crianças passam a frequentar uma 
creche, entretanto alguns autores colocam em questão se isso ocorre devido 
exclusivamente à família, à creche ou a ambos. Creche de boa qualidade pode 
ser uma excelente oportunidade para as crianças estarem em um local seguro, 
onde possam brincar, além de se alimentarem satisfatoriamente e terem 
companhia de outras da mesma idade. O que se assemelha a este estudo 
onde se comparando os grupos de crianças entre 2 e 3 anos percebe-se que 
não houve grande diferença de desenvolvimento na maioria das áreas devido 
ao fato dessas crianças não terem realizado atividades que estimulassem o 
seu desenvolvimento nos anos anteriores, tanto as que frequentavam a 
instituição de ensino quanto as que ficavam em casa. A única área onde a 
diferença foi perceptível foi a motora, acredita-se que isso tenha ocorrido pelo 
fato das crianças que frequentavam a instituição precisarem se locomover 
mais, terem mais iniciativa, ou seja, quando querem algo elas precisam ir atrás 
pois não têm quem o façam por elas, já o mesmo não ocorre em casa pois 
quando a criança passa a maioria de seu tempo com os pais os mesmos 
acabam realizando todos os afazeres por ela. Um outro fator que também pode 
explicar essa diferença é que na instituição de ensino todos os dias são dadas 
atividades que estimulam o desenvolvimento motor dessas crianças, já o 
mesmo não ocorre em casa. 
No caso das crianças de 3 a 4 anos a maior diferença se deu na área de 
cuidados próprios, isso se da devido a essas crianças já frequentarem a 
instituição de ensino desde os anos anteriores, e precisaram aprender a ter 
45 
 
certa independência, tendo em vista que por haver varias crianças elas 
necessitavam em muitos momentos desenvolverem seus afazeres sozinhas, 
como escovar os dentes, tomar banho e se alimentar, pois não havia uma 
atenção especial somente para uma criança como ocorre em casa pelos pais. 
Este estudo se assemelha a pesquisa feita por Lordelo et al. (2007), 
sobre o Contexto e Desenvolvimento Cognitivo: Frequência à Creche e 
Evolução do Desenvolvimento Mental, que mostra que em todas as avaliações, 
as crianças que frequentam a creche obtiveram resultados bastante próximos 
dos encontrados entre as crianças que permanecem em casa, mas sempre um 
pouco acima, embora não o suficiente para descartar a possibilidade de um 
resultado casual. Entretanto, devido ao pequeno tamanho da amostra, não se 
pôde descartar a possibilidade de que essa diferença, que favoreceria as 
crianças que frequentam a creche, exista de fato. 
Já na pesquisa de Willrich, Azevedo e Fernandes (2008) onde foi 
estudado o desenvolvimento motor na infância sobre a influência dos fatores de 
risco e programas de intervenção, mostrou que a influência do ambiente na 
aquisição de habilidades motoras em crianças pré-escolares sofreu influencias 
negativas dos fatores de risco ambientais, tais como a utilização de brinquedos 
inadequados para a faixa etária e a falta de orientação pedagógica em 
instituição de ensino pública. O que se difere do presente estudo, pois o fato 
das crianças se desenvolverem melhor deve-se a uma equipe de profissionais 
habilitados e a influencia de brinquedos pedagógicos adequados a cada faixa 
etária. 
De acordo com Dantas (2015) no estudo sobre Crianças em Creche: um 
espaço onde o cuidar e o educar caminham juntos, o cuidar e o educar são 
essenciais no desenvolvimento cognitivo, afetivo, físico e linguístico da criança; 
que todas as situações diárias na creche são atos educativos, pois as 
brincadeiras, os jogos, as atividades dirigidas, enfim, as rotinas diárias devem 
buscar autonomia e a formação da identidade, a construção de hábitos 
saudáveis, e tudo isso, é cuidar e educar as crianças em creches para a vida. 
Comparando-se ao presente estudo observa-se que os dois assemelham-se no 
que diz respeito ao papel de cuidar, educar e dar autonomia a criança, pois 
esse é o papel da instituição, ensinar a criança que ela pode ser independente 
em várias áreas de seus cuidados pessoais. 
http://psicologado.com/atuacao/politicas-publicas/criancas-em-creche-um-espaco-onde-o-cuidar-e-o-educar-caminham-juntos
http://psicologado.com/atuacao/politicas-publicas/criancas-em-creche-um-espaco-onde-o-cuidar-e-o-educar-caminham-juntos
46 
 
Entretanto o Estudo sobre Creche como ambiente de desenvolvimento 
de Lima e Bhering (2006) mostram que resultados de turmas de três anos 
revelam a necessidade de maior atenção ao tratamento das crianças mais 
velhas. As médias dessas turmas encontram-se no nível baixo de qualidade.Observou-se que nessas turmas havia uma tendência mais escolarizante e 
uma limitação das oportunidades para o desenvolvimento da autonomia e 
possibilidades de expressão. A rotina de cuidados pessoais incluem itens que 
avaliam os momentos de chegada e saída, das refeições e merendas, do sono, 
do uso do banheiro e das práticas de saúde e segurança e está entre os 
fatores que merecem maior atenção em todos os centros. Contrastando assim 
com o presente estudo, que mostra que as crianças que frequentam a creche 
possuem maior autonomia no que diz respeito aos cuidados próprios. 
 
2.6 Conclusão 
 
Com analise dos resultados, não houve uma diferença significativa na 
maioria das áreas analisadas, observa-se que nas áreas onde obteve 
diferença, tanto no grupo das crianças de 2 a 3 anos como no grupo de 3 a 4 
anos, as crianças se encontram dentro do ambiente escolar a mais tempo. 
Com isso, conclui-se que o ambiente escolar oferece maiores estímulos 
para as crianças. 
É importante acrescentar que é fundamental ter profissionais 
qualificados dentro das creches que estimulem o desenvolvimento das 
crianças. 
Propõe-se novos estudos, com intervenções dentro das creches, para se 
obter maiores resultados e melhoras significativas em outras áreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-
294X2002000200004&script=sci_arttext. Acesso em: 30 mai. 2015. 
 
 
WILLRICH, A.; AZEVEDO, C.C.F.; FERNANDES, J.O. Desenvolvimento motor 
na infância: influência dos fatores de risco e programas de intervenção. 
Revista Neurociência. Porto Alegre, v.17, n.1, p. 51-57, jan 2008. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.scielo.br/pdf/pe/v12n2/v12n2a05
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v14n4/33-11.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2002000200004&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2002000200004&script=sci_arttext
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
ANEXO A - Parecer consubstanciado do CEP 
 
 
 
52 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
ANEXO B – Termo de Consentimento Livre e Escarecido 
 
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – CEP / UniSALESIANO 
(Resolução nº 466 de 12/12/12 – CNS) 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
 
 
I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL LEGAL 
 
1. Nome do Paciente: 
 
Documento de Identidade nº 
 
 
Sexo: 
 
Data de Nascimento:Endereço: 
 
Cidade: U.F. 
Telefone: 
 
CEP: 
 
1. Responsável Legal: 
 
Documento de Identidade nº 
 
 
Sexo: Data de Nascimento: 
Endereço: 
 
Cidade: U.F. 
Natureza (grau de parentesco, tutor, curador, etc.): 
 
 
II – DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA 
 
Título do protocolo de pesquisa: Avaliação do desenvolvimento motor na fase fundamental de 
crianças em uma Instituição de Ensino de Pirajuí/SP - Estudo Comparativo. 
 
1- Pesquisador responsável: Ana Cláudia de Souza Costa 
 
Cargo/função: 
Fisioterapeuta 
Inscr.Cons.Regional: 
Crefito – 3 / 53967 - F 
Unidade ou Departamento do Solicitante: 
Centro Universitário Católico Salesiano 
Auxilium- UniSALESIANO - Lins 
 
3. Avaliação do risco da pesquisa: (probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como 
conseqüência imediata ou tardia do estudo). 
 
 
 SEM RISCO RISCO MÍNIMO RISCO MÉDIO RISCO 
MAIOR 
54 
 
4. Justificativa e os objetivos da pesquisa (explicitar): 
 
Nos dias de hoje, com a vida corrida dos pais, as crianças estão frequentando cada 
vez mais cedo creches e escolas. Com isso as escolas precisam estar muito bem preparadas, 
com profissionais treinados para que essas crianças sejam estimuladas de maneira correta, 
para que não haja problemas no desenvolvimento dessas crianças, pois um atraso pode 
acarretar problemas que poderão se estender até sua vida adulta. 
Diante dessa situação surge o questionamento, sobre em qual ambiente essas 
crianças tem um melhor desenvolvimento motor, em casa com seus pais, irmãos e 
familiares ou na creche com as professoras, cuidadoras e outras crianças. 
Diante disso é possível notar como é importante avaliar se uma criança esta tendo 
os estímulos necessários no ambiente em que vive, seja este a creche ou sua casa, para que 
através dos resultados seja feita uma possível intervenção para que futuramente essa 
criança não venha sofrer as consequências por não ter recebido os estímulos necessários. 
O objetivo do estudo é avaliar o desenvolvimento motor de crianças de 2 a 4 anos 
de idade que frequentam uma instituição de ensino municipal, comparando se há diferença 
entre as crianças que já frequentavam a escola com as que ingressaram neste ano, com isso 
analisando onde essas crianças estão sendo melhor estimuladas ou se estão sendo 
estimuladas igualmente tanto no ambiente escolar como no ambiente familiar. 
 
 
5. Procedimentos que serão utilizados e propósitos, incluindo a identificação dos 
procedimentos que são experimentais: (explicitar) 
 
Trata-se de uma pesquisa experimental-comparativa com abordagem quantitativa. 
Após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa e assinatura do Termo de 
Consentimento Livre e Esclarecido e Termo de Assentimento, a pesquisa será realizada 
com crianças que se encontram na fase fundamental do desenvolvimento motor. As 
crianças estudadas possuem idade de 2 a 4 anos e frequentam a instituição de ensino 
CEMEI Primeiros Passos na cidade de Pirajuí, SP. 
Segundo Gallahue, Ozmun e Goodway (2013), as crianças que se encontram na fase 
fundamental de movimentos aprendem a responder a uma variedade de estímulos com 
controle motor e competência de movimentos. Elas adquirem um controle cada vez maior 
sobre uma performance de movimentos distintos, seriais e contínuos por sua habilidade de 
acolher mudanças nas exigências das tarefas. As atividades de locomoção, como correr e as 
atividades de estabilização como equilibrar-se em um pé, são exemplos de movimentos 
fundamentais adquiridos na primeira infância. 
O Inventário Portage Operacionalizado (IPO), possui 580 componentes a serem 
55 
 
observados nas crianças nas áreas de socialização, cognição, autocuidados, linguagem e 
desenvolvimento motor. (PRADO et al., 2012, p.12) Para este estudo será utilizado parte 
deste inventário, ou seja, apenas os critérios que se direciona às características especificas 
das crianças na faixa etária de 2 a 4 anos. 
Após a avaliação, para a análise dos resultados, as crianças serão divididas em dois 
grupos: crianças que já frequentavam a instituição de ensino e as crianças que estão 
iniciando este processo. Será feita uma analise se existe diferença no desenvolvimento 
motor das crianças que frequentavam o ambiente escolar e as que não frequentavam para 
analisar se as crianças estão sendo estimuladas de maneira correta tanto em ambiente 
escolar, quanto no ambiente familiar. 
 
Número de participantes: 28 crianças 
 
Critérios de inclusão: crianças que se encontram na fase de desenvolvimento motor 
fundamental e estejam na faixa etária de 2 a 4 anos, que frequentam a instituição de ensino 
e que os pais tenham assinado os termos de consentimento e assentimento. 
 
Critérios de exclusão: crianças que apresentarem algum tipo de patologia que alterem o 
desenvolvimento motor. 
 
 
6. Desconfortos e riscos esperados: (explicitar) 
 
Não atingir os objetivos através das técnicas de avaliação propostas ou a não adaptação das 
crianças aos autores, tornando difícil a execução destas. Risco este que será amenizado com 
a imediata substituição das técnicas ou exclusão da criança que não se adaptar. 
 
7. Benefícios que poderão ser obtidos: (explicitar) 
 
Mostrar a importância de se identificar possíveis atrasos no desenvolvimento motor da 
criança e intervir enquanto a criança ainda possui uma grande capacidade de aprendizagem, 
para que essa criança não tenha prejuízos na vida adulta. 
8. Procedimentos alternativos que possam ser vantajosos para o indivíduo: (explicitar) 
Não se aplica 
 
9. Duração da pesquisa: 
3 meses após aprovação do CEP 
 
10. Aprovação do Protocolo de pesquisa pelo Comitê de Ética para análise de projetos de 
pesquisa em / / 
 
 
56 
 
 
III - EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO PACIENTE OU SEU 
REPRESENTANTE LEGAL 
 
1. Recebi esclarecimentos sobre a garantia de resposta a qualquer pergunta, a qualquer 
dúvida acerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a 
pesquisa e o tratamento do indivíduo. 
 
2. Recebi esclarecimentos sobre a liberdade de retirar meu consentimento a qualquer momento e 
deixar de participar no estudo, sem que isto traga prejuízo à continuação de meu tratamento. 
 
3. Recebi esclarecimento sobre o compromisso de que minha identificação se manterá 
confidencial tanto quanto a informação relacionada com a minha privacidade. 
 
 
4. Recebi esclarecimento sobre a disposição e o compromisso de receber informações obtidas 
durante o estudo, quando solicitadas, ainda que possa afetar minha vontade de continuar 
participando da pesquisa. 
 
5. Recebi esclarecimento sobre a disponibilidade de assistência no caso de complicações e danos 
decorrentes da pesquisa. 
 
Observações complementares. 
 
 
 
 
 
IV – CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO 
 
Declaro que, após ter sido convenientemente esclarecido (a) pelo pesquisador 
responsável e assistentes, conforme registro nos itens 1 a 5 do inciso IV da 
Resolução 466, de 12/12/12, consinto em participar, na qualidade de 
participante da pesquisa, do Projeto de Pesquisa (colocar o nome do projeto de 
pesquisa). 
 
 
 
 
 
 
57 
 
________________________________ 
Assinatura 
 
Lins, 15 de Abril de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 ____________________________________ 
 Testemunha 
 
Nome .....: 
 
Endereço.: 
 
Telefone .: 
 
R.G. .......: 
 
 
 
 
 
 
 
____________________________________ 
 Testemunha 
 
Nome .....: 
 
Endereço.: 
 
Telefone .: 
 
R.G. .......: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
ANEXO C – Termo de Assentimento 
 
TERMO DE ASSENTIMENTOVocê está sendo convidado como voluntário a participar da 
pesquisa “Avaliação do desenvolvimento motor na fase fundamental de 
crianças em uma Instituição de Ensino de Pirajuí/SP - Estudo Comparativo”. 
Neste estudo pretendemos avaliar o nível de desenvolvimento motor em 
crianças que se encontram na fase motora fundamental que frequentam 
instituição de ensino 
O motivo que nos leva a estudar esse assunto é que Toda criança durante 
a sua evolução necessita ser estimulada para que alcance condições 
favoráveis ao seu desenvolvimento e crescimento, visto que um ambiente 
desfavorável ou pobre em estímulo e com problemas socioeconômicos podem 
ocasionar à criança desvios ao longo do seu processo de desenvolvimento. 
Para essas crianças, os cuidados e a aplicação imediata da estimulação 
precoce são de grande eficácia em seus aspectos preventivo e assistencial. 
Para este estudo adotaremos os seguintes procedimentos: A pesquisa 
será realizada com crianças que se encontram na fase fundamental do 
desenvolvimento motor. As crianças estudadas possuem idade de 2 a 4 anos e 
frequentam a instituição de ensino CEMEI Primeiros Passos na cidade de 
Pirajuí, SP. 
Para participar deste estudo, o responsável por você deverá autorizar e 
assinar um termo de consentimento. Você não terá nenhum custo, nem 
receberá qualquer vantagem financeira. Você será esclarecido em qualquer 
aspecto que desejar e estará livre para participar ou recusar-se. O responsável 
por você poderá retirar o consentimento ou interromper a sua participação a 
qualquer momento. Você não será identificado em nenhuma publicação. Este 
estudo apresenta risco mínimo, isto é, o mesmo risco existente em atividades 
rotineiras como conversar, tomar banho, ler etc. Apesar disso, você tem 
assegurado o direito a ressarcimento ou indenização no caso de quaisquer 
danos eventualmente produzidos pela pesquisa. 
Os resultados estarão à sua disposição quando finalizada. Seu nome ou 
o material que indique sua participação não será liberado sem a permissão do 
responsável por você. Os dados e instrumentos utilizados na pesquisa ficarão 
arquivados com o pesquisador responsável por um período de 5 anos, e após 
esse tempo serão destruídos. Este termo de consentimento encontra-se 
impresso em duas vias, sendo que uma cópia será arquivada pelo pesquisador 
responsável, e a outra será fornecida a você. 
 
 
Eu, _________________________, portador do documento de 
Identidade ____________________ (se já tiver documento), fui informado dos 
objetivos do presente estudo de maneira clara e detalhada e esclareci minhas 
dúvidas. Sei que a qualquer momento poderei solicitar novas informações, e o 
meu responsável poderá modificar a decisão de participar se assim o desejar. 
Tendo o consentimento do meu responsável já assinado, declaro que concordo 
em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo assentimento e me 
foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas. 
59 
 
 
 
Lins, 08 de junho de 2015. 
 
 
________________________________ 
Assinatura do menor 
 
 
_________________________________ 
 
Ana Cláudia de Souza Costa 
CPF: 261.519.338-42 
 
 
Em caso de dúvidas com respeito aos aspectos éticos deste estudo, você 
poderá consultar: 
 
 
Pesquisador(a) Responsável: Ana Cláudia da Souza Costa 
Endereço: Av. Ernesto Monte, nº06 
Promissão/SP - CEP: 16370-000 
Fone: (14) 3541 1802 / E-mail: anaclaudia@unisalesiano.edu.br 
 
 
Pesquisadora Assistente: Anamere Gomes de Araújo 
Endereço: Rua das Araras, 80 
Pirajuí /SP - CEP: 16600-000 
Fone: (14)998171902/ E-mail: anameregomes@gmail.com 
 
Pesquisadora Assistente: Nayara Cestari Magalhães 
Endereço: R: Melchiades Melges de Andrade, 540 
lins/SP - CEP: 16.402-161 
Fone(14)996544886/ E-mail: nayara.cestari@hotmail.com 
 
 
Pesquisadora Assistente: Patrícia Petranski Maia 
Endereço: R: Galeno Mota, 270 
Pirajuí/SP - CEP: 16.600-000 
Fone(14)997184698/ E-mail: patipmaia@gmail.com 
 
 
 
mailto:anameregomes@gmail.com
mailto:nayara.cestari@hotmail.com
mailto:patipmaia@gmail.com

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