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Justiça no Brasil da Velha República aos governos militares

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Nacional foi
marcada por uma grande mobilização social conhecida como “Diretas Já”.
 
Autor: Senado Federal. Fonte: Wikimedia Commons / Licença (CC BY 3.0...)
 Movimento “Diretas Já”, 1983.
Você com certeza já leu sobre esse movimento nos livros de história.
As ruas das principais capitais brasileiras foram ocupadas pelas pessoas que reivindicavam o
direito de votar para o cargo de presidente da República. Apesar disso, a Emenda Dante de
Oliveira foi derrotada no Congresso Nacional.
Por conta disso, as eleições de 1985 ainda foram realizadas de forma indireta. Mas, ainda
assim, as “Diretas Já” mostraram que não havia mais volta: a ditadura dava seus últimos
suspiros.
Entre finais da década de 1970 e início dos anos 1980, portanto, foi aprovado um conjunto de
leis que visava ao desmonte do aparelho ditatorial e à restauração dos direitos políticos da
sociedade civil.
A JUSTIÇA NO PROCESSO DE
REDEMOCRATIZAÇÃO: PENSANDO O STF.
Analisaremos neste vídeo aspectos importantes da atuação do STF após a redemocratização.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. O LIVRO A CONQUISTA DO ESTADO , DE AUTORIA DO CIENTISTA
POLÍTICO URUGUAIO RENÉ ARMAND DREIFUSS, PROPÕE UMA
CATEGORIA FUNDAMENTAL PARA A COMPREENSÃO DO
FUNCIONAMENTO DA JUSTIÇA, DO DIREITO E DA LEI AO LONGO DA
HISTÓRIA DO GOVERNO MILITAR BRASILEIRO (1964-1985). ASSINALE A
ALTERNATIVA A SEGUIR QUE APRESENTA CORRETAMENTE ESSA
CATEGORIA E QUE JUSTIFICA SUA IMPORTÂNCIA ANALÍTICA PARA OS
ESTUDOS ACERCA DA HISTÓRIA DA JUSTIÇA NO BRASIL.
A) A categoria é “revolução”. Ela é importante por mostrar como a ditadura foi capaz de
construir uma estrutura jurídica que saneou os costumes políticos brasileiros e endossou a
defesa dos direitos humanos fundamentais.
B) A categoria é “golpe civil-militar”. Ela é importante por mostrar como a legislação autoritária
construída pelo governo militar contou com o apoio de lideranças jurídicas e políticas civis.
C) A categoria é “revolução”. Ela é importante por mostrar como a legislação autoritária
construída pelo governo militar contou com o apoio de lideranças jurídicas e políticas civis.
D) A categoria é “golpe civil-militar”. Ela é importante por mostrar como a ditadura foi capaz de
construir uma estrutura jurídica que saneou os costumes políticos brasileiros e endossou a
defesa dos direitos humanos fundamentais.
E) A categoria é “golpe militar”. Ela é importante por mostrar como o Exército conseguiu alijar
completamente as lideranças civis do processo político, construindo, sozinho, a legislação
autoritária do regime.
2. EM 1967, A DITADURA MILITAR BRASILEIRA PROMULGOU UMA NOVA
CONSTITUIÇÃO, SUSPENDENDO A CARTA DEMOCRÁTICA DE 1946.
APONTE A ALTERNATIVA QUE MELHOR DEFINE A CONSTITUIÇÃO DE
1967.
A) A Constituição de 1967 suspendeu as garantias democráticas, ampliou o campo de
competência da justiça militar, estabeleceu eleições indiretas para prefeitos e governadores e
deu ao governo central poderes de exceção sobre a sociedade civil.
B) A Constituição de 1967 retomou o federalismo que havia fundado a primeira Constituição
republicana em 1891, fortalecendo os governos locais em detrimento do governo central.
C) A Constituição de 1967 instituiu um governo centralizado e fundado nos valores da
democracia socialista, a qual, na época, estava instituída em países como Rússia e China,
estando em avançado processo de reforma agrária e coletivização dos meios de produção.
D) A Constituição de 1967 restabeleceu a democracia interrompida pelo golpe de 1964,
instituindo o pluripartidarismo e as eleições diretas para governadores e prefeitos.
E) A Constituição de 1967 revisou as restrições às liberdades políticas instituídas pela Carta de
1946, como a cassação dos direitos políticos do PCB.
GABARITO
1. O livro A conquista do Estado , de autoria do cientista político uruguaio René Armand
Dreifuss, propõe uma categoria fundamental para a compreensão do funcionamento da
justiça, do direito e da lei ao longo da história do governo militar brasileiro (1964-1985).
Assinale a alternativa a seguir que apresenta corretamente essa categoria e que justifica
sua importância analítica para os estudos acerca da história da justiça no Brasil.
A alternativa "B " está correta.
 
A função do conceito proposto por Dreifuss é mostrar que, apesar do protagonismo do
Exército, a ditadura contou com o apoio de algumas lideranças políticas e de juristas civis,
inclusive no que se refere à idealização da legislação autoritária.
2. Em 1967, a ditadura militar brasileira promulgou uma nova Constituição, suspendendo
a Carta democrática de 1946. Aponte a alternativa que melhor define a Constituição de
1967.
A alternativa "A " está correta.
 
O caminho jurídico que levou à Constituição de 1967 foi pavimentado por atos institucionais
que desmontaram as garantias democráticas previstas na Carta de 1946.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresentamos neste tema o papel da justiça na história do Brasil republicano desde o seu
início, na República das Espadas, até o fim de uma fase, com a organização do governo civil-
militar.
No módulo 1, reconhecemos as relações entre justiça e poder durante a história da Primeira
República brasileira (1889-1930). Nosso foco especial era esclarecer como se deu a
construção da estrutura jurídica do regime político instituído no Brasil em novembro de 1889.
No módulo 2, identificamos o aparato jurídico desenvolvido na Era Vargas (1930-1945), cuja
política, na prática, fundou o “Brasil moderno” caracterizado pelo lugar do Estado como centro
planejador do desenvolvimento nacional. Já no módulo 3, descrevemos a jurisdição implantada
ao longo da ditadura civil-militar (1964-1985), fazendo do Estado brasileiro um aparelho
repressivo e violador dos direitos humanos.
Nosso objetivo foi mostrar a você como a justiça está em diálogo direto com as disputas sociais
e a política. O legislador que cria a lei, o juiz que julga e o operador do direito não são
entidades abstratas que vivem acima da realidade social. Essas figuras fazem parte e são
atravessados por ela. Por tudo aquilo que estudamos neste tema, percebemos que a história
do direito também é um exercício de história da sociedade: nela, não basta enumerar leis, e
sim relacioná-las à própria dinâmica social.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
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Janeiro: Companhia das Letras, 1988.
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DINIZ, E. O Estado Novo: Estrutura de poder e relações de classes. In : FAUSTO, B. História
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Petrópolis: Vozes, 1980.
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1997.
FERREIRA, M. M.; PINTO, S. C. S. A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930. Rio de
Janeiro: CPDOC, 2006.
FICO, C. et. al. 1964-2004 - 40 anos do golpe: ditadura militar e resistência no Brasil. Rio de
Janeiro: 7 letras, 2004.
GOMES, A. de C. Confronto e compromisso no processo de constitucionalização. In :
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LYNCH, C. A utopia democrática: Rui

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