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Docente: Prof.ª Dra. Giana Zanardo Sartori Disciplina: Ética geral e Profissional – Diurno Discente: Lucas Alberto Rossett Como conciliar a ética, a lealdade, a boa-fé na atuação dos profissionais do Direito frente as mudanças sociais emergentes? O advogado, como qualquer outro profissional está submetido à normas de conduta profissional, tendo em vista a necessidade de uma postura ilibada, digna, decorosa, correta, independente, leal e verdadeira para que a própria classe de advogados seja vista como tal, dando-lhe credibilidade e respeito dos que dela precisam, além de se evitar as sanções estabelecidas. Mesmo a ética não possuindo caráter legal, ela está relacionada ao respeito a regras e condutas intrínsecas ao comportamento humano, pois estuda os costumes, os valores e a ação moral do homem. Logo, ela pode ser considerada como o saber fundamental para a vida em sociedade. Já a lealdade é regra de costume, que não tem sanção jurídica, mas que é eticamente sancionada pela reprovação comunitária. Deflui do sistema jurídico o dever de atuar com lealdade, premiando a boa-fé. Pode se verificar que a criação de um “manual” ético referente a qualquer profissão, se torna um ponto de partida, uma linha mestra nos atos dos profissionais e de seus clientes mesmo que indiretamente, pois, todos os cidadãos são administradores de códigos de condutas, seja o social pertencente a todos os partícipes da sociedade, ou os códigos de conduta específicos para cada profissão. Não se pode dissociar certos padrões de comportamento que dão dignidade ao trabalho profissional e procuram uma uniformização e disciplina da classe a que pertence, tendo em vista o interesse social que o envolve e a responsabilidade atribuída ao advogado perante os seus concidadãos. Se fosse possível dispensar o estabelecimento das referidas normas de conduta, confiando em que cada profissional saberia agir de acordo com os valores morais inerentes à sua formação como homem, a advocacia reduzir-se-ia a uma cogérie de trabalhadores autônomos, atuando sem coesão, sem espírito de classe e sem compromisso com a sociedade. No tangente as mudanças, embora a conduta ilibada dos profissionais do direito seja imutável, assim como todos os códigos/normas constitucionais e suas vertentes sejam o norte na forma de agir do cidadão, a evolução nas relações sociais, a complexidade dessas relações ao longo do tempo faz com que seja mudado o entendimento acerca dessas normas, uma vez que elas se tornam obsoletas em função da mudança na sociedade, porem, nunca deixam de ser a bússola norteadora das relações sociais.