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Dermatologia – Amanda Longo LouzadaDermatoses inflamatórias 4 pênfigo Vulgar: · Definição: doença bolhosa autoimune com anticorpos anti-desmogleínas 1 e 3 · Epidemiologia: · Tipo de pênfigo mais comum no mundo · Acomete mais indivíduos com de 40 anos · Morfologia: · Acantólise epidérmica baixa · Manifestação Clínica: · Lesões bolhosas nas mucosas, normalmente na região oral · Bolhas pouco tensas ou erosadas, deixando aspecto de “carne viva ou bife sangrante”, conteúdo amarelo-citrino ou hemorrágico · Com odor de ninho de rato · As lesões da mucosa são aftosas e muito dolorosas, normalmente aparece antes das lesões cutâneas · Forma Vegetante: aparece em áreas de dobras, com crescimento vertical · Localização: mucosas, couro cabeludo, face, tronco, genitália e membros superiores · Sinais de atividade: · Sinal de Nikolsky: sinal visto ao tracionar a pele ao redor da bolha, é positivo quando a pele se descola mostrando que também está acometida · Sinal de Asboe-hansen: aplica pressão na bolha, e observa a progressão dela, também demonstra que a pele está acometida · Causa: induzido por drogas como D-penicilina, IEC, penicilina, β-bloqueador e rifampicina · Diagnóstico: clínico + histopatológico (mostra clivagem da camada suprabasal chamada de aspecto de fileira de lápide, com presença de autoanticorpos) pênfigo foliáceo: · Conhecido popularmente como fogo selvagem · Sintomas: dor, ardência e queimação · Epidemiologia: · Predomina na região norte · Principalmente crianças e jovens · Fisiopatologia: · Predisposição genética · Fatores ambientais: mercúrio, poeira mineral, drogas contendo sulfidrila e picada do mosquito simulium purinosum · Autoanticorpo anti-desmogleínas 1 · Morfologia: · Lesões originadas de bolhas efêmeras, que rapidamente se rompem dando origem à exulcerações, erosão ou crostas (eritematobuloescamosas) · Parecem queimaduras de cigarro · São fotossensíveis · Forma crônica: lesões verrucosas em aspecto de salpico de lama · Acantólise intraepidérmica alta · Localização: área seborreicas (couro cabeludo, face, região pré-esternal, interescapular, flexuras axilares e anogenitais). · Formas de Apresentação Clínica: · Forma Eritrodérmica: a pele fica com aspecto eritematoso e descamativo · Forma Frustra: as lesões ocorrem apenas em áreas fotoexpostas · Sinais de Atividade: Sinal de Nikolsky e de Asboe-hansen presentes · Diagnóstico: clínico + histopatológico (clivagem alta, ou seja, da camada granulosa, com infiltrado de neutrófilo, podendo formar pústulas de neutrófilos) Dermatite seborreica: · Epidemiologia: · Ocorre em pelo menos 5% da população · Incidência aumentada no AVE, Parkinson e HIV · Causas: Malassezia spp. · Localização: áreas seborreicas (courocabeludo, face, região pré-esternal, interescapular, flexurras axilares e anogenitais). · Manifestação Clínica: · Hiperproliferação epidérmica · As lesõs maculopapulosas, eritematosas ou amareladas, sem brilho, delimitadas e recobertas por escama de aspecto gorduroso, que se distribuem pelas áreas seborreicas · Lesões eritemato-descamativas · Geralmente é pruriginoso e pode arder devido a coçadura · Com placas policíclicas · Foliculite Pitirospórica: manifestação na face posterior e no tórax, podendo ocorre rash cutâneo e eritrodermia em casos mais graves · Pseudotinea Amiantácea: é uma variação desse tipo de dermatite, em que as escamas são muito gorduras e espessas, formando uma placa que adere ao couro cabeludo · Crosta Lactea: dermatite seborreica que acomete o couro cabeludo, testas, orelha, em volta do nariz e virilha · O sintoma mais evidente são crostas descamativas eritematosas ou amareladas · Principalmente abaixo de 1 ano de idade · Dermatite Seborreica Infantil: mais comum nos primeiros 3 meses · Escamação do couro cabeludo, com placas escamativas, amareladas e aderentes após o nascimento · Não tem prurido · Pode acometer face, regiões retro-articulares (pescoço, axilas, região inguinal e área de fraldas); · Em pacientes com HIV acomete uma extensão maior · Fatores de piora: · Estresse emocional · Noites mal dormidas · Banho quente Psoríase: · Definição: doença imunoinflamatória, cutaneoarticular, crônica e recorrente que se caracteriza por hiperplasia dérmica, ciclo evolutivo acelerado dos queratinócitos e ativação imune inapropriada · Epidemiologia: · Ocorre em 1 a 3% da população mundial · Pode ocorre em qualquer faixa etária, mas é mais comum a partir dos 30 anos de idade · Etiopatogenia: · De causa desconhecida · Base hereditária, multifatorial, ou seja, é de herança poligênica e necessita de fatores ambientais para sai expressão · Participação de células T e de células dendríticas, tendo predomínio da resposta Th1 e Th17 na doença · Fatores Agravantes: · Infecções, HIV · Trauma, estresse e depressão · Síndrome plurimetabólica · Drogas: lítio, β-bloqueador, IECA, AINE, corticoide sistêmico, análogos dos receptores tipo II da angiotensina · Álcool e tabagismo · Koebner: reprodução de lesões psoriásicas em áreas de trauma · Clima frio · Hipertensão, obesidade e cardiopata · Locais mais acometidos: regiões extensoras, couro cabeludo, unha, subinterglúteas, joelho, região palmo-plantar, cotovelo, região inguinal, axilar e lombo sacral · Manifestação Clínica: placas eritemato-descamativas · Formas Clínicas: · Psoríase Vulgar: placas eritematô-descamativas, bem delimitas, em áreas de extensão (joelho e cotovelos), em geral simétrica · Deixa lesões hipocrômicas após as lesões · Curetagem de Brocq: · Sinal da vela: com a raspagem da lesão, destacam-se escamas esbranquiçadas parecidas com parafina · Sinal do Orvalho Sanguento\Ausptiz: após retirar as escamas surge uma superfície eritematosa com pontos hemorrágicos · Psoríase Guttata: lesões eritematopapulosas são pequenas e lembram gotas, com escamas, finas, disseminadas, principalmente no tronco · Comum em jovens após infecção estreptocócica · Psoríase Invertida: lesões nas áreas de dobras como axila, regiões inframamárias, inguinal e genital · Devido a localização, há menos ressecamento e escamas · Sempre deve lembrar de HIV · Psoríase Eritrodérmica: forma inflamatória com eritema e descamação intensa e generalizada (em mais de 80% da superfície corporal) · Intenso catabolismo com perda hidroeletrolítica, proteína e alta chance de sepse, choque hipovolêmico ou leak síndrome (síndrome de extravasamento capilar, ou seja, o paciente possui tanta citocina inflamatória circulando no organismo que faz uma vasodilatação e aumenta a permeabilidade vascular) · Eritrodermia esfoliativa: ocorre eritema e descamação da pele, se estendendo por mais de 80% da superfície corporal . Pode ocorrer após a infecções virais ou efeito rebote do corticóide · Psoríase Pustulosa: pode aparecer de novo ou surgir a partir da psoríase vulgar em placas ou ainda como resultado da suspensão abrupta de corticoterapia sistêmica (efeito rebote). · Quando ocorre na gravidez, é denominado impetigo herpetiforme ou psoríase pustulosa da gestação · As pústulas quando se rompem deixam escamações · São pústula assépticas · Psoríase Ungueal: ocorre no leito ungueal, com descolamento devido a hiperceratose subungueal e manchas marrons (parece mancha de óleo) · Quando acomete a matriz ungueal resulta em pitting ou depressões cupuliformes e estrias transversais · É o acometimento das unhas · Comumente associada a atrite psoriásica · Onicólise: colonização por pseudômonas areuginosas Vitiligo: · Definição: dermatose autoimune, provocada por distúrbios da pigmentação da pele · Características: · Aumento das células de Langerhans · Diminuição dos melanócitos · Costuma acometer genitália · Manifestação Clínica: máculas acrômicas, geralmente de crescimento centrífugo, simétrica e pode atingir pelos-poliose, sem dor e prurido. · Epidemiologia: afeta 1% de toda a população mundial · Fenômeno de Koebner: é quando um trauma na pele desencadeia o surgimento de leseõs presentes em outras partes do corpo · Associação com outras doenças autoimunes: · Diabetes, tireoidopatia,anemia perniciosa, doença de Addison, alopecia reata · Síndrome de Harada: meningite asséptica por destruição de melanócitos menígeos · Sírndrome de Vogt-koyanagi: vitiligo + uveíte + disacusia + alopecia · Diagnóstico: é clínico, a biópsia é feita apenas para descartar outros tipos de doença · Para investigação pode pedir TSH e glicose de jejum · Tratamento: imunomodulador e corticoide tópico, para diminuir a autoagressão · Fototerapia UVB ou UVA · Transplante de melanócitos Lúpus eritematoso Discóide: · Definição: doença autoimune com anticorpos direcionados · Associado a predisposição genética (HLA-B7, B8, Cw7, DR2 e DR3), ambiental, farmacológica e hormonal · Prevalente em mulheres · Manifestação Sistêmica: febre baixa, dor nas articulações · Manifestação Clínica: · Lesões eritematoinfiltradas ou eritodescamativas, numulares ou circinadas, com ceratose folicular e telangectasias · Vacuolização da zona da membrana basal, pode gerar atrofia cutânea, hipocromia (vitiligóide) ou hipercromia · Erosão de mucosa labial, genital e língua · Ocorrem principalmente na face, com formato de asa de borboleta · Com fotossensibilidade · Vasculite de pequenos vasos da derme · Aftas orais, indolores · Fenômeno de Raynaud · Livedo reticular · Localização: mais comum em regiões fotoexpostas (couro cabeludo, dorso nasal, orelhas, membros superiores e dorso superior) · Diagnóstico: clínico + histopatológico (por imunofluorescência direta) · Histopalógico: hiperceratose ou rolhas córneas, atrofia epidérmica, liquefação ou vacuolização da membrana basal, infiltrado inflamatório perinanexial e perivascular com vasos dilatado · Para fazer diagnóstico diferencial, é essencial notar que as lesões poupam as áreas de articulações · Paniculite Lúpica: · Ocorre em 2% dos pacientes com lúpus eritematoso cutâneo ou sistêmico. Em 20% dos casos há lesão de lúpus discoide sobre o nódulo subcutâneo · Nódulos subcutâneos inflamatórios, dolorosos, localizados mais comumente na região malar, braços e coxas · Os nódulos são frequentemente persistentes e podem ulcerar ou calcificar. Quando involuem, deixam atrofia subcutânea · Lúpus Eritematoso Subagudo: · Lesões eritêmatodescamativas policíclicas ou anulares, com fotossensibilidade · Lesões vitiligóides que descamam · Com curso clínico relativamente benigno