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APOSTILA - INTERNET DAS COISAS IOT - UNIDADE 2 (ANHEMBI MORUMBI UAM) CURTA SE LHE AJUDOU! :D

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Internet das Coisas
IoT: Configurações, Infraestrutura e Aplicações
INTERNET
‍DAS COISAS
Felippe Fernandes da Silva
INICIAR
introdução
Introdução
Nesta unidade, você estudará como a coisas da Internet das Coisas (Internet of Things - IoT) são configuradas, verificando de que modo são realizadas essas configurações quando um dispositivo é habilitado por IP e a sua respectiva configuração de rede; passaremos pelas arquiteturas do roteador e pela configuração dos dispositivos. Observaremos também uma introdução à infraestrutura de configuração da IoT, identificando dispositivos e os seus meios de conexão com a Internet, obtendo uma visão sistêmica de redes de computadores toda contextualizada nessa área, a fim de acompanhar o seu fluxo de dados e alguns dos seus protocolos. Por fim, ainda verificaremos alguns exemplos de aplicação da Internet das Coisas, como empresas ou lojas.
A partir dessas apresentações, abordamos praticamente todos os conceitos de IoT, com o objetivo de introduzirmos o respectivo assunto e começarmos a pensar em aplicações plausíveis desse conteúdo.
Configuração das Coisas
Todo aparelho ou dispositivo que se conecta a uma rede necessita de uma configuração para que não ocorram erros de conexão, e a integridade e segurança dos dados seja enviada com sucesso; dessa forma, alguns dispositivos são habilitados por IP, por meio do qual recebem e enviam dados em uma rede.
Como vimos, o acesso via rede de computadores para um dispositivo está ligado à camada de rede na arquitetura que rege as redes de computadores, na qual existe a comunicação host a host ou fim a fim. A comunicação host a host funciona quando um host, computador com um determinado valor de IP, envia pacotes para outro host ou computador.
Arquitetura do Roteador
Para que o encaminhamento de pacotes seja completo, é necessário pensar na arquitetura de um roteador, que têm duas funções principais: executar algoritmos e protocolos, e comutar dados do enlace de entrada para o enlace de saída.
Existem três tipos arquitetura de roteador. A primeira dela é a arquitetura via memória, em que os computadores tradicionais utilizam comutação sobre o controle direto do CPU, quando um pacote é copiado para a memória do sistema. Simplificando, um pacote é enviado para uma determinada porta de entrada e, em seguida, copiado para a memória do sistema. Por fim ela encontra uma porta de saída e o pacote é enviado, fluxo ilustrado na imagem a seguir:
Figura 2.1 - Arquitetura do roteador via memória
Fonte: Elaborada pelo autor.
A segunda arquitetura de roteador é a via barramento, na qual o pacote passa da memória da porta de entrada para a memória da porta de saída por meio de um barramento compartilhado. A velocidade dessa comutação é limitada pela largura de banda ou barramento. Um barramento de 1 Gbps possui velocidade suficiente para roteadores de acesso e de empresas. A imagem a seguir explica essa arquitetura:
Figura 2.2 - Arquitetura do roteador via barramento.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Por fim, a terceira arquitetura é via rede de interconexão, com 2n barramentos, ou seja, contém N portas de entrada e N portas de saída, superando as limitações de largura de banda, suportando até 60 Gbps. As portas de saída possuem um buffer que gerencia os pacotes enviados, criando uma fila de pacotes, necessário para que os dados sejam recebidos mais rapidamente do que transmitidos. No início do conteúdo, destacamos que uma das funções do roteador é executar algoritmos; dessa forma, o roteador escolherá a melhor forma de envio de dados para transmissão, seja executando o algoritmo de FIFO ou o WFQ. O FIFO, em uma tradução literária, significa “primeiro a entrar e primeiro a sair”, ou seja, o primeiro pacote recebido também será o primeiro enviado. Por outro lado, o WFQ (Weighted Fair Queuing) é um algoritmo de compartilhamento de pacotes, em que cada entrada vai liberar determinada quantidade de dados para uma determinada saída. Cabe ao roteador selecionar qual dos dois algoritmos é o mais eficiente.
Protocolos
A camada de rede tem alguns protocolos principais, entre eles o famoso IPv4,  protocolo cujo objetivo é endereçar os pacotes recebidos às suas respectivas saídas e destinos, selecionando o formato em que serão enviados e o tratamento utilizado para o seu envio.
O IPv4 é composto por 32 bits e uma máscara de rede, com o mesmo formato que o endereço IP, algo como xxx.xxx.xxx.xxx. Ela é utilizada para definir à qual rede o host pertence. Cada parte do endereço pode variar entre 0 e 255, portanto pode haver o seguinte endereçamento: 255.0.0.255, com mais de 4 bilhões de endereços para o envio de dados. Como havia a preocupação de a quantidade de endereços não ser suportada, criou-se o IPv6, que aumentou o número de bits e, respectivamente, a quantidade de endereços.
Há 30 anos, o IPv4 parecia ser o suficiente para a humanidade, porém, com o passar dos anos, tornou-se pequeno; houve, portanto, a necessidade de aumentar a capacidade de endereçamento de dispositivos que se conectam à rede. O protocolo IPv6 é composto por 128 bits, valor que representa quase 80 octilhões de vezes a quantidade de endereços para o IPv4, por isso é o protocolo mais recente, utilizado como padrão de comunicação entre todos os dispositivos da rede mundial de computadores.
saiba mais
Saiba mais
Você sabia que o protocolo IPv6, com apenas dois bits a mais, aumentou a quantidade de endereços de 4 bilhões (IPv4) para aproximadamente 340 sextilhões? Inclusive a IoT foi um dos principais motivos para a implementação desse novo protocolo, por se esperar que, num futuro próximo, tudo esteja realmente conectado.
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Configuração de Dispositivos
Para se configurar um dispositivo habilitado por IP, é necessário entender o básico sobre a necessidade da conexão com a Internet, conforme explicitado nos tópicos anteriores. A configuração desses dispositivos pode ser realizada de duas formas: IP dinâmico ou estático.
O IP dinâmico é muito comum em redes domésticas e constantemente alterado a cada conexão. Como não exige equipamentos de melhor performance e um conhecimento muito avançado, de modo geral é fácil de ser configurado e mantido.
O IP estático é chamado fixo. Como o próprio nome já diz, é possível se inserir um valor manual para o IP, ou seja, o computador nunca mudará o valor, desde que esse acesso à rede seja local. Caso seja em um local não doméstico, a conexão geralmente será automática e, nem sempre, será mais vantajoso.
É possível configurar um dispositivo tanto de forma manual quanto de forma automática. Na forma manual haverá um dispositivo físico, por meio do qual deverá pressionar alguns botões e configurar o restante dos dados no próprio computador, o que é comumente feito com roteadores de Internet. Por outro lado, é possível obter configurações automáticas, oriundas de fábrica, o que não significa que o dispositivo funcionará melhor ou pior.
Dessa forma, é possível monitorar uma rede de computadores por meio de um próprio computador, mediante uma janela de instruções, variante dependendo do sistema operacional instalado. Alguns comandos são “universais”, entretanto outros variam conforme o sistema. Os sistemas mais comuns são o Windows, no qual é necessário abrir o prompt de comando; e o Linux, que utiliza o terminal. Alguns termos que podem ajudar no monitoramento são:
· ipconfig: comando capaz de fornecer os dados da internet local TCP/IP;
· ping: testa a conexão com um endereço IP;
· traceroute: exibe os endereços de rede em que há uma troca de pacotes entre as máquinas de origem e de destino;
· route: exibe informações sobre a tabela do roteador;
· hostname: verifica o nome do computador.
Vale destacar que todos esses comandos são realizados no executor de instruções e devem ser digitados com as letras minúsculas.
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Saiba mais
Você sabia que é possível descobrir seu endereço de IP por meio de comandos executados no Prompt de comando? Cada sistema operacional tem o seu próprio prompt de comandos, por meio do qual é possível enviar comandosque nos retornarão dados como: IP, máscara, endereços, entre outros.
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atividade
Atividade
São comandos de rede que podem ser executados no Prompt de Comando do Windows:
Parte superior do formulário
a) ping, ipconfig, hostname, traceroute
b) ping, ipconfig, shutdown, route
c) shutdown, print, calc, fonts
d) ipconfig, traceroute, taskmgr, route
e) mshearts, ping, ipconfig, traceroute
Feedback: A alternativa correta é a letra A. A alternativa correta é a letra "a", pois todos os comandos executados retornam resultados e informações sobre a rede. A alternativa "b" está incorreta, pois comando shutdown é o responsável por desligar o computador. A alternativa "c" está incorreta, pois são comandos do Windows, porém nenhum é de rede. A alternativa "d" está incorreta, pois o comando taskmgr abre o gerenciador de tarefas. A alternativa "e" está incorreta, pois o comando mshearts abre o jogo de copas.Verificar Resposta
Parte inferior do formulário
Introdução a Configuração de Infraestrutura
Quando os objetos podem sentir o ambiente e se comunicar, eles se tornam ferramentas poderosas para entender coisas complexas e responder a elas com eficiência. Embora tais objetos inteligentes possam interagir com humanos, é mais provável que interajam ainda mais entre si automaticamente, sem intervenção humana, atualizando-se com as tarefas do dia (SANTUCCI, 2013, p. 2).
Conforme Santos et al. (2016), o que manterá a IoT funcionando e a sua eficiência será a sua infraestrutura. “A evolução nas tecnologias de hardware utilizadas em RFID, RSSF, e, consequentemente, na IoT é impressionante quando olhamos apenas a última década. Os dispositivos estão cada vez menores e possuem mais recursos. Pode-se esperar ainda que essa evolução continue e, no futuro, possivelmente veremos outras tecnologias de hardware empregadas na IoT, diferentes das de hoje” (SANTOS et al., 2016, p. 10) .
Arquitetura Básica dos Dispositivos
Santos et al. (2016, p. 7) informam que a arquitetura básica dos objetos inteligentes é composta por quatro unidades: processamento/memória, comunicação, energia e sensores/atuadores
Unidade de Processamento - memória
Composta de uma memória interna para armazenamento de dados e de programas, um microcontrolador e um conversor analógico-digital para receber sinais dos sensores. As CPUs utilizadas nesses dispositivos são, em geral, as mesmas utilizadas em sistemas embarcados e comumente não apresentam alto poder computacional. Frequentemente, existe uma memória externa do tipo flash, que serve como memória secundária, por exemplo, para manter um “log” de dados. As características desejáveis para essas unidades são: consumo reduzido de energia e ocupação do menor espaço possível (SANTOS et al., 2016).
Unidades de Comunicação
Consiste em, pelo menos, um canal de comunicação, com ou sem fio, sendo mais comum o sem fio; nesse último caso, a maioria das plataformas usa rádio de baixo custo e baixa potência, consequentemente a comunicação é de curto alcance e apresenta perdas frequentes. Esta unidade básica será objeto de estudo mais detalhado na próxima seção (SANTOS et al., 2016).
Fonte de Energia
Responsável por fornecer energia aos componentes do objeto inteligente. Normalmente, a fonte de energia consiste em uma bateria (recarregável ou não) e um conversor AC-DC, cuja função é alimentar os componentes. Entretanto, existem outras fontes de alimentação, como energia elétrica, solar e mesmo a captura de energia do ambiente por meio de técnicas de conversão (como transformação de energia mecânica em energia elétrica), conhecidas como energy harvesting (SANTOS et al., 2016).
Unidades de Sensores
Realizam o monitoramento do ambiente no qual o objeto está. Os sensores capturam valores de grandezas físicas, como temperatura, umidade, pressão e presença. Atualmente, existem centenas de sensores diferentes, capazes de capturar essas grandezas. Atuadores, como o nome indica, são dispositivos que produzem alguma ação, atendendo a comandos que podem ser manuais, elétricos ou mecânicos (SANTOS et al., 2016).
Considerando esses quatro elementos e dada sua arquitetura básica de dispositivos, observe a imagem a seguir para ajudá-lo a ter um melhor entendimento:
Figura 2.3 - Arquitetura dos dispositivos
Fonte: Santos et al. (2016).
Com essa arquitetura básica, é possível entender o funcionamento de um dispositivo IoT.
atividade
Atividade
Qual das alternativas a seguir contém itens que compõem a arquitetura básica de dispositivos? Assinale a alternativa correta:
Parte superior do formulário
a) Unidade de memória, WiFi, fonte de energia e antena receptora.
b) Processador, placa mãe, mouse e teclado.
c) IPv4, IPv6, roteador e Sistema Operacional.
d) Unidade de memória, unidade de comunicação, fonte de energia e sensores.
e) Todas as alternativas estão incorretas.
Feedback: A alternativa correta é a letra D. A alternativa "d" está correta, pois compõe a arquitetura básica de dispositivos. A alternativa "a" está incorreta, pois WiFi e antena receptora não fazem parte. A alternativa "b" está incorreta, pois os itens não fazem parte da arquitetura de dispositivos. A alternativa "c" está incorreta, pois os itens não fazem parte da arquitetura de dispositivos. A alternativa "e: está incorreta, pois nem todas as alternativas anteriores estão corretas.Verificar Resposta
Parte inferior do formulário
Configuração de Infraestrutura
Para que se configure uma infraestrutura IoT, é necessário entender as tecnologias de comunicação. Cada tecnologia tem a sua configuração própria e algumas características relevantes.
· Ethernet: O padrão Ethernet foi oficializado em 1983 e está presente em grande parte das redes locais com fio existentes, cuja popularidade é por sua simplicidade, facilidade de adaptação, manutenção e custo. Atualmente, existem dois tipos de cabos: par trançado e fibra óptica, que oferecem taxas de comunicação diferentes. Os cabos de par trançado podem atingir taxas de até 1 Gbps (categoria 5), limitados a 100 m (para distâncias maiores, é necessário o uso de repetidores). Os cabos de fibra óptica alcançam taxas de 10 Gbps, limitados a 2000 m. O uso do padrão Ethernet é sugerido para dispositivos fixos, sem mobilidade, inadequado para essas aplicações (TANENBAUM; WHETERALL, 2011, p. 66).
· Wi-Fi: A tecnologia Wi-Fi é uma solução de comunicação sem fio bastante popular, pois está presente nos mais diversos lugares, fazendo parte do cotidiano de casas, escritórios, indústrias, lojas comerciais e até espaços públicos das cidades. O padrão IEEE 802.11 (Wi-Fi1) define um conjunto de padrões de transmissão e de codificação. Desde o seu lançamento, em 1997, foram propostas novas versões do padrão e, atualmente, a versão IEEE 802.11ac prevê taxas de comunicação de 600 Mbps ou 1300 Mbps. O Wi-Fi foi desenvolvido como uma alternativa ao padrão cabeado Ethernet, com pouca preocupação com dispositivos com consumo energético limitado, como é o caso das aplicações para IoT. Assim, embora não seja esperado que muitos dispositivos utilizados em IoT adotem o padrão Wi-Fi como principal protocolo de comunicação, há algumas vantagens, como alcance de conexão e vazão, o que o torna adequado para navegação na Internet em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. A principal desvantagem do Wi-Fi é o maior consumo de energia, quando comparado com outras tecnologias de comunicação sem fio (SANTOS et al., 2016, p. 8).
· 3G/4G: Os padrões de telefonia celular 3G/4G também podem ser aplicados à IoT, visto que projetos que precisam alcançar grandes distâncias podem aproveitar as redes de telefonia celular 3G/4G. Por outro lado, o consumo energético dessa tecnologia é alto em comparação a outras, porém a sua utilização em locais afastados e com baixa mobilidade podem compensar esse gasto. No Brasil, as frequências utilizadas para o 3G são 1900 MHz e 2100 MHz (UMTS), enquanto o padrão 4G (LTE) utiliza a frequência de 2500 MHz. A taxa de comunicação alcançada no padrão 3G é de 1 Mbps e, no padrão 4G, 10 Mbps (SANTOS et al., 2016, p. 9).
Ainda emum contexto de configuração de dispositivos de infraestruturas, consideramos também os dispositivos de rede. Os dispositivos de infraestruturas são os que tornam a utilização da IoT facilitada, como ocorre também com dispositivos mais comuns, como switches, roteadores, repetidores, entre outros.
Visando um âmbito empresarial, destacam-se hardwares mais potentes, com infraestruturas enormes, por meio das quais há datacenters que servem como servidores de arquivos ou armazenador de banco de dados. Atualmente, no cenário mundial, as empresas estão, em grande parte, utilizando endereçamento IPv6. Embora seja um pouco mais lento para o acesso (principalmente se for dinâmico), abre portas de entrada em quantidades bem maiores que o IPv4, portanto mais vantajoso em longo prazo.
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Saiba mais
Para saber mais sobre a nova geração de redes sem fio, acesse o link a seguir.
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atividade
Atividade
Os protocolos de internet na versão 4 e 6 são os mais utilizamos em redes de computadores. Sobre eles, é correto afirmar que:
Parte superior do formulário
a) O IPv6 foi criado para que um número maior de endereçamentos seja alcançado.
b) O IPv4 é capaz de armazenar apenas 255 endereçamentos, sendo necessário reiniciar o roteador para que possa recalcular novos endereçamentos.
c) O IPv6 possui menos endereçamentos disponíveis que o IPv4.
d) O IPv4 possui a mesma quantidade de endereçamentos disponíveis que o IPv6; o que os difere é devido ao IPv6 estar na versão 6, consequentemente a sua tecnologia é mais avançada.
e) O IPv6 ainda não foi aplicado e está em desenvolvimento para seu funcionamento correto.
Feedback: A alternativa correta é a letra A. A alternativa correta é a letra "a", pois o IPv6 foi criado pois a quantidade de endereçamento de IPv4 estava limitada. A alternativa "b" está incorreta, pois o IPv4 não é capaz de armazenar apenas 255 endereçamentos. A alternativa "c" está incorreta, pois o IPv6 tem maior capacidade de endereçamento que o IPv4. A alternativa "d" está incorreta pois, o IPv4 tem uma quantidade inferior de endereçamentos que o IPv6. A afirmativa "e" está incorreta, pois o IPv6 já está disponível e é utilizado devido à grande quantidade de dispositivos possíveis de serem conectados à rede.Verificar Resposta
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Conectando Dispositivos IoT a Rede
“A inclusão de dispositivos físicos e aparelhos eletrônicos (redes de sensores sem fio, telefones celulares etc.) na internet traz inúmeras possibilidades de novas aplicações, as quais podem utilizar as informações e serviços desses dispositivos com diferentes propósitos. Entretanto, a maioria dos objetos são atualmente conectados à Internet (e, algumas vezes, à Web) utilizando softwares e interfaces proprietárias, o que torna onerosa a criação de aplicações que integram dados e serviços providos por diferentes dispositivos” (GUINARD, 2010 apud FRANÇA et al., s./d., p. 6).
Conectar um dispositivo IoT envolve um amplo conhecimento, tanto de programação, quanto de conhecimento de rede e segurança. Todo fluxo é seguido para que seja possível realizar essa tarefa. Como a Internet das Coisas é uma aposta (já concretizada) para o futuro, diversas empresas têm aplicado e investido em finanças para a adaptação e a otimização dos seus serviços, pois consideram o momento atual como o da IoT, em que tudo está conectado concorrentemente, por isso diversas estratégias são traçadas para o seu crescimento. Mas você deve estar se perguntando: "Onde implantar a IoT?"
Segundo Romeder (2016), as possibilidades que surgem com a Internet das Coisas são infinitas, passando por todos os estágios do ciclo de vida do produto até ocasiões de uso em indústrias verticais específicas. O autor ainda lista 10 exemplos de como ela auxilia no mercado de trabalho e torna uma empresa competitiva:
· Marketing de Produto: A IoT pode ser utilizada por sensores que coletam informações sobre como, quando e onde um produto é utilizado para auxiliar em suas estratégias de marketing. Essa coleta em tempo real pode ser menos custosa e ter um resultado mais rápido e mais preciso do consumidor (ROMEDER, 2016).
· Manutenção do Produto: O autor informa que a IoT pode colher informações sobre desgaste de componentes, a fim de cortar custos de manutenção e de operação, além de identificar potenciais falhas de equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma máquina quebra durante uma impressão, o dano financeiro é bem alto, incluindo o custo do envio de técnicos para reparos emergenciais, assim como a perda de confiança do consumidor e possíveis penalidades por atraso na entrega. Ao sentir vibrações ou indicações de calor que indiquem potenciais problemas nos equipamentos, os técnicos podem ser enviados proativamente para prevenir a falha (ROMEDER, 2016, p . 1).
· Vendas: Com o monitoramento da condição dos produtos, a IoT pode detectar quando o consumidor precisará de um novo componente para substituir o produto anterior, garantindo a sua presença no inventário. Isso também auxilia a receita final, já que previne a sua perda para a concorrência (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Engenharia de Produto: Em grandes empresas, é possível monitorar a utilização de grandes máquinas e sua condição. Por meio da IoT, verifica-se a deterioração dessa máquina e se corrige um possível prejuízo futuramente (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Logística: Sensores em grandes contêineres de entrega podem receber dados em tempo real sobre onde está um pacote, qual a frequência de manuseio e qual sua condição. Ao conectar essa informação com o sistema de gerenciamento do depósito, empresas podem aumentar a sua eficiência, acelerar o tempo de entrega e melhorar o atendimento ao consumidor (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Processo de Fabricação: É possível monitorar a condição, as definições e o uso do equipamento de produção, os problemas encontrados nos produtos, identificados antes de sua saída de fábrica, e elaborar uma correção para o produto antes de ser comercializado, aumentando a eficiência e a qualidade da empresa (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Manutenção de Frota: Sensores podem ser usados para monitorar velocidade, quilômetros por litro, quilometragem, número de paradas e saúde do motor para frotas de serviço de campo. Ao monitorar a condição do veículo e problemas de uso, reparos podem ser agendados, evitando interrupções inesperadas na logística, assim como identificar comportamentos que diminuam a eficiência do combustível e distribuir dicas de condução customizadas. Além de diminuir os custos de combustível, manutenção e condução mais eficientes podem reduzir emissões de CO² e aumentar a expectativa de vida dos veículos (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Transporte: As empresas podem oferecer serviços baseados em aplicações de Internet das Coisas para promover a tendência de cidade inteligente, como Barcelona, que oferece parquímetros inteligentes operados via Wi-Fi na cidade toda, fornecendo aos moradores atualizações em tempo real sobre vagas disponíveis e permitindo que paguem com o seu próprio telefone. Pontos de ônibus inteligentes exibem os horários de chegada de forma precisa e possibilitam que os passageiros recebam atualizações adicionais por meio de painéis touch screen (ROMEDER, 2016, p. 1).
· Agricultura: Na agricultura, sensores podem ser utilizados para monitorar temperaturas, clima, vendo, umidade, radiação, probabilidade de chuva, entre outros. Agricultores podem obter esses dados e melhorar o seu rendimento para realizar tarefas em determinados períodos do dia ou nas estações do ano (ROMEDER, 2016, p. 1).‍
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Figura 2.4 - Imagem que ilustra algumas maneiras de utilização de drones para coletar dados.
Fonte: Macrovector / 123RF.
· Medicina: Por fim, o autor afirma que utilizando Internet das Coisas, os médicos e os hospitais podem coletar e organizar dados vindos de dispositivos conectados, incluindo wearables e monitores de saúde instalados nas casas. Ao coletar dados em tempo real, profissionais da saúde têm dados mais completos de seus pacientes, melhorando o atendimentopor meio de diagnósticos e tratamentos mais eficazes (ROMEDER, 2016, p. 1).
reflita
Reflita
Quando a Internet das Coisas surgiu, um avanço tecnológico era esperado por todos. Aguardava-se, então, um salto gigantesco nas pesquisas e tecnologias, a fim de interconectar todas as coisas, objetos e pessoas, para que alguns pontos fossem supridos, como a falta de tempo do ser humano e a otimização da velocidade com que algumas tarefas são executadas. Porém, alguns dispositivos promovem a exposição de inúmeros dados na rede, como dados pessoais, fotos, vídeos, documentos particulares, entre outros. Basta um click e tudo estará enviado e salvo em um servidor. Considerando isso, reflita sobre a melhor maneira de obter a segurança dos dados de seus dispositivos e quais os desafios para que essas possibilidades se tornem próximas da nossa realidade.
A Internet das Coisas, em termos reais e práticos, visando empresas e comércios, busca aproximar o consumidor da loja. Essa interação pode ser realizada na consulta de preços e descontos, na identificação de clientes que fazem compras constantes e, quem sabe, no fornecimento de um serviço premium ou, inclusive, em uma indicação de propagandas com um determinado gosto do cliente, podendo, assim, aumentar a quantidade de vendas.
saiba mais
Saiba mais
Quer aprender a simplificar o desenvolvimento de algumas soluções de IoT e aprender a utilizar suas arquiteturas? Acesse o site oficial da IBM e veja como.
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atividade
Atividade
Sobre a utilização de IoT em casos práticos, cabe afirmar que não são utilizados nesses dispositivos:
Parte superior do formulário
a) drones.
b) smartphones
c) baterias automotivas.
d) alarmes.
e) dispositivos Bluetooth.
Feedback: A alternativa correta é a letra C. A alternativa correta é a letra "c", pois baterias automotivas não fazem parte da conexão IoT. A alternativa "a" está incorreta, pois drones podem possuir sensores e conexão via wi-fi para seu funcionamento. A alternativa "b" está incorreta, pois são os principais dispositivos de conexão da IoT. A alternativa "d' está incorreta, pois Alarmes possuem um sistema de conexão que permite que estejam interligados e, também é possível consultar a situação do alarme via rede (como por exemplo se está ativado ou não). A alternativa "e" está incorreta, pois dispositivos Bluetooth fazem conexão entre si pela IoT.Verificar Resposta
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indicações
Material Complementar
LIVRO
A Segunda Era das Máquinas
Andrew McAfee e Erick Brynjolfsson
Editora: Alta Books
ISBN: 8576089149
Comentário: A segunda era das máquinas de Andrew McAfee e Erick Brynjolfsson, tem como objetivo explicar de uma forma menos teórica qual a influência dos avanços tecnológicos na vida do ser humano e em seu cotidiano. Dessa forma sua leitura não é maçante e o autor foca em mostrar como a Internet das Coisas está influenciando o dia-a-dia e a economia. Os autores também, abrangem temas como Inteligência Artificial e redes de computadores.
FILME
CPBR7 - Internet das Coisas na Prática
Ano: 2014
‍Comentário: Nada melhor para entender a praticidade da Internet das Coisas do que uma palestra fornecida pela Campus Party aqui no Brasil em 2013? De uma maneira bem dinâmica e didática o palestrante consegue nos introduzir no conceito de IoT sem que o foco seja perdido.
TRAILER
conclusão
Conclusão
Concluímos essa unidade sobre configurações de dispositivos IoT, a sua infraestrutura e as aplicações práticas em um mercado de trabalho. Agora você já sabe como conseguir uma boa interconexão das coisas e organizá-las, conforme a necessidade de seu dia a dia.
Nesta unidade, você teve a oportunidade de aprender sobre como verificar uma configuração das coisas de forma conceitual; entender como funciona a arquitetura de um roteador e qual a sua necessidade e importância para que uma rede funcione; verificar quais protocolos de rede necessários e os que utilizamos hoje em dia; compreender quais as configurações necessárias para um dispositivo IoT; entender o que é a configuração de infraestrutura de um dispositivo IoT; observar a arquitetura básica dos dispositivos; e verificar exemplos práticos de como podemos conectar dispositivos IoT em uma rede e trazer benefícios para nosso ambiente de trabalho.
referências
Referências Bibliográficas
FRANÇA, T. C. de et al. Web das Coisas: Conectando Dispositivos Físicos ao Mundo Digital. Disponível em: <http://www.nce.ufrj.br/labnet/pesquisa/cidadesinteligentes/minicurso-wot-final.pdf>. Acesso em: 27 abr. 2019.
GUINARD, D. Towards Opportunistic Applications in a Web of Things. In: IEEE International Conference on Pervasive Computing and Communications Workshops (PERCOM Workshops), Mannheim, 29 March-2 April 2010, pp. 863-864.
KUROSE, J. F. e ROSS, K. W. Redes de Computadores e a Internet: uma abordagem top-down. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.
ROMEDER, S. Dez aplicações possíveis de Internet das Coisas em PMEs. 2016. Disponível em: <https://computerworld.com.br/2016/07/20/dez-aplicacoes-possiveis-do-conceito-de-internet-das-coisas-em-pmes/>. Acesso em: 06 abr. 2019.
SANTOS, B. et al. Internet das Coisas: da Teoria à Prática. Belo Horizonte: UFMG, 2016.
SANTUCCI, G. Inspirando a Internet das Coisas. Disponível em: <https://iotcomicbook.files.wordpress.com/2013/10/iot_comic_book_special_br.pdf>. Acesso em: 06 abr. 2019.
TANENBAUM, A. S.; WETHRALL, D. Redes de computadores.  5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
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