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Doenças respiratórias

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Essa mortalidade pode acontecer em 3 a 4 dias 100%. Pode-se não ter nenhum sinal clínico, apenas mortalidade aguda.
Pode infectar qualquer idade
Fatores críticos
Existem alguns fatores críticos que podem alterar a gravidade da doença, que dependem da exposição, quantidade da carga viral, adaptação do vírus naquele hospedeiro, e interação do vírus-ambiente-hospedeiro.
Importância da adaptação e da dose infectante: 
Exemplo: Estudos mostram que um vírus H5N2, isolado de um marreco, não conseguiu produzir a doença, apenas se inoculadas cargas virais muito altas. Mesmo assim não era um vírus transmissível. Já o H5N8, isolado de um falcão, causava mortalidade maior com uma concentração menor. 
Importância da idade e estirpe viral 
Vírus de alta patogenicidade consegue produzir a doença numa dose baixa de vírus, e transmite para aves de contato em dose alta.
Lesões macroscópicas 
a. Lesões no proventriculo hemorrágica 
b. Lesões hemorrágicas em moelas 
c. Rins hiperêmico (carcaça hiperemica) 
d. Hemorragia nos intestinos 
e. Petéquias no epicárdio 
f. Pneumonia 
g. Laringite, traqueíte ate leve 
h. Esplenomegalia (baço aumentado, hiperêmico e necrose) 
i. Ovário hiperêmico (essa ave quando chega nesse ponto, dificilmente consegue fazer a postura, com queda de 100% da postura). 
j. Edema subcutâneo 
k. Hemorragia em tonsilas cecais (podem ser leves ou graves) 
l. Petéquias em músculos (o vírus consegue se multiplicar em diferentes órgãos e tecidos, como o tecido muscular). 
m. Pancreatite (incomum em infecção natural).
Diagnóstico diferencial
HPAIV – lesões hemorrágicas na traqueia: Laringotraqueite infecciosa (ILTV), vírus da Bursa de Fabricius super virulenta (vvIBDV), vírus da Doença de Newscastle, bactéria da cólera aviária (essa última principalmente em casos que se observa mortalidade de aves silvestres). Em aves domésticas a mortalidade aguda também deve ser associada a intoxicação causada por erros de manejo.
Doencas leves 
LPAI – As vezes causa subinfecção que podem ser muito difíceis de serem observadas. Alterações respiratórias leves: podem ser confundidas com o vírus da bronquite infecciosa (IBV), vírus da laringotraqueite infecciosa na forma enzótica. Doença crônica respiratória causada por micoplasma, e a coriza infecciosa.
Alterações digestivas: Salmonella 
Queda de postura: Pode ser confundida como IBV (pode também levar a alterações na casca do ovo e o vírus da síndrome da queda de postura - EDS (mas nesse caso não tem nenhuma outra alteração, só a queda de postura).
Diagnostico 
Coleta de material 
Precisa-se coletar aves de forma aleatória no galpão, por todo o galpão.
Na ave viva, deve-se fazer coleta de swab orofaringiano e swab cloacal. É interessante colocar esse swab num meio de transporte, e sempre colher em duplicata: parte do material vai ser utilizada para isolamento viral e a outra para teste molecular. Se coletar só 1, ter cuidado no descongelamento para evitar degradar o material.
Isolamento viral: 
O material biológico vai ser inoculado em ovos embrionados, e a ovoscopia vai ser realizada em 7 dias. Precisa-se avaliar se o embrião está viável, vivo, com a presença dos vasos sanguíneos e movimentação do embrião. Após 7 dias, é realizado o teste da hemaglutinação utilizando líquido alantoide coletado. Isolamento e identificação viral
Identificação e caracterização viral 
O diagnóstico pode ser feita diretamente com o material biológico – extração do RNA. Os laboratórios geralmente fazem a extração do RNA viral para detecção dos teste moleculares e a inoculação do material biológico para isolamento viral, para caracterizar esse agente. Isso é feito porque as vezes o material biológico inicial não tem uma concentração suficiente do vírus para fazer todos os testes moleculares. Com a concentração necessária, se faz o RT-PCR, que é um teste extremamente padronizado, utilizado em diversos países. 
Depois é feita a caracterização pelo sequenciamento de DNA do sítio de clivagem, para poder identificar se a sequência de aminoácidos é característica de um vírus de alta patogenicidade ou baixa patogenicidade. 
Em relação ao líquido alantoide, se for positivo, testa o alantoide contra o anticorpo para os subtipos de interesse (H5 e H7 principalmente), e se o HI (inibição da aglutinação) for positivo para esses dois subtipos, deve-se fazer o teste de patogenicidade intravenosa (IPIV). 
Identificação e caracterização viral
Avaliação da patogenicidade 
Duas formas: 
In vitro: Sequenciamento gênico do sítio de clivagem (teste in vitro) --> Uma vez determinada a sequência de nucleotídeos, consegue-se deduzir a sequência de aminoácidos. De acordo com o tipo de sequência de aminoácidos (pelo número de aa básicos (3=alta): 
In vivo: Índice de patogenicidade intravenoso (IPIV) é feito com 10 aves com 6 semanas de idade. É feita inoculação intravascular (50ul) e é feita avaliação durante 8 dias. É dado um valor de 0 a 3, sendo: 
Normal = 0 Doente= 1 Muito doente=2 Morte= 3 
Faz uma média desse valor, se o vírus tiver um valor acima de 1,2, ou tiver 75% de mortalidade em aves de 4 a 8 semanas de idade, é considerado como um vírus de alta patogenicidade.
Controle 
- O controle é basicamente através das medidas de biosseguridade: diagnóstico rotineiro, vigilância ativa realizada pelo ministério público e pelos estados, serviço de educação de fiscais e produtores para poder reconhecer os possíveis sinais de quando ocorre essa doença. Abate sanitário. 
- No Brasil, para controle da Influenza aviária não é utilizada vacinação porque não existe nenhum relato da doença. Além disso, a vacinação é proibida no Brasil.
Controle e erradicação (se for confirmado o caso) 
• ERRADICAÇÃO 
•Destruição de todas as aves infectadas ou expostas 
•Isolamento do surto 
• Premissas de desinfecção devem ser feitas 
• Limpeza e desinfecção 
• Descarte de carcaças apropriados 
• Controle da doença em lotes 
• Despopulação seguidos de 21 dias antes de repopulação (tem que dar negatividade das aves sentinelas para repopulação) 
• Controle de insetos e roedores 
• Evitar contato com aves de status desconhecido 
• Controle do trânsito humano
Despopulação: 
Métodos de atordoamento e eutanásia
Correto descarte das carcaças 
Passar por Desinfecção
Repopulação: Plano de contingência para NDV e IA – colocar aves sentinelas, que devam ser movimentadas de forma constante por todo o galpão. Só depois que essas aves forem testadas e negativas pelo teste sorológico e virológico, pode ser autorizado o repovoamento daquela granja em questão.
Conclusões 
Vigilância ativa (isolamento viral e/ou teste moleculares coletados a partir de lotes que cheguem ao abatedouro, além da vigilância periódica) precisa ser realizada de forma criteriosa
Vigilância passiva (diagnostico de exclusão em caso de mortalidade anormal) e fundamental 
Definição de casos suspeitos precisam ser bem estabelecidos 
Identificação de AI e essencial