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Fisiologia da amamentação

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Medicina uneb – turma xiii 
Fisiologia da amamentação 
Com o início das fases luteais do ovário, a progesterona e o 
estrógeno induzem o crescimento ductal e a formação de um 
alvéolo rudimentar. Durante os ciclos não gestacionais, as mamas 
se desenvolvem um pouco e depois regridem. O estrógeno 
também aumenta a deposição de tecido adiposo, o qual tem 
grande contribuição para o tamanho e forma geral das mamas. O 
tecido adiposo expressa CYP19, de forma que o acúmulo deste 
tecido na mama aumenta a produção local de estrógenos. O 
crescimento parenquimatoso da mama durante o desenvolvimento 
ocorre à custa do estroma, que é degradado para dar espaço para 
o aumento das estruturas lóbulo-alveolares. Diversos hormônios 
placentares estimulam o desenvolvimento mamário, incluindo 
estrógeno, progesterona, lactogênio placentar e uma variante do 
hormônio de crescimento (GH-V). 
Após o parto, a mama produz o colostro, o qual é enriquecido por proteínas antimicrobianas e anti-
inflamatórias. Na ausência da progesterona placentar, a produção normal de leite ocorre dentro de alguns 
dias, uma vez que a progesterona inibe a lactogênese. As estruturas lóbulo-alveolares produzem leite, o 
qual é subsequentemente modificado pelo epitélio ductal. A lactogênese e a manutenção da produção 
de leite (galactopoiese) requer a estimulação da PRL, na presença de níveis normais de outros hormônios, 
incluindo insulina, cortisol e hormônio da tireoide. 
Apesar do estrógeno placentar estimular a secreção de PRL durante a gestação, o estímulo para a secreção 
de PRL durante o período de amamentação é a sucção pelo RN. Os níveis de PRL estão diretamente 
correlacionados à frequência e duração da sucção no mamilo. A ligação entre a sucção no mamilo e a 
secreção de PRL envolve um reflexo neuroendócrino no qual a secreção de dopamina na eminência 
mediana é inibida. 
A PRL também inibe a liberação de GnRH e a amamentação 
pode ser associada a amenorreia lactacional. Este efeito da 
prolactina foi denominado “contraceptivo natural” e pode 
desempenhar o papel de espaçar as gestações. Entretanto, 
apenas a amamentação regular por um período de 24h é 
suficiente para induzir um estado anovulatório induzido 
pela PRL na mãe. Assim, a amenorreia lactacional não é uma 
forma eficaz e confiável de controle de natalidade para a 
maioria das mulheres. 
A sucção no mamilo também estimula a liberação de 
ocitocina da neuro-hipófise. A contração das células 
mioepiteliais induz a expulsão do leite dos lumens alveolar 
e ductal. Assim, o RN em amamentação não obtém o leite 
aplicando pressão negativa na mama pela sucção. Ao 
contrário, o leite é ativamente ejetado por um reflexo neuroendócrino. A liberação de ocitocina e a descida 
do leite podem ser induzidas por estímulos psicogênicos, tais como uma mãe ouvindo um bebê chorar na 
televisão ou pensando em seu bebê, mas estes efeitos psicogênicos não afetam a liberação de PRL. 
Fonte: Berne, 6ª Ed.

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