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Técnicas laboratoriais 
Colheita de amostra 
 Em animais de grande porte: As fezes devem 
ser adquiridas diretamente da ampola retal, com 
a mão coberta por luvas Introduzir um ou dois 
dedos dentro do esfíncter anal, este estímulo 
na maioria das vezes faz com que o animal 
defeque. Se não acontecer defecação, 
introduzir a mão, pegar a amostra, retirar a 
mão, inverter a luva e fechá-la 
 Em outros animais como (cão, gato) Colher a 
amostra no momento que o animal defecar, 
evitando pegar a amostra do material que cai 
no chão 
 Outros animais (aves, peixes) Esperar o animal 
defecar, colher e guardar as fezes em 
microtubos tipo Eppendorf. 
Identificação da amostra 
 Descrever o máximo de informações possíveis: 
 Idade, Espécie, alimentação, exames anteriores, 
tratamentos prévios, localização geográfica, 
data de colheita, dados do tutor/cuidador 
Conservação e transporte 
de fezes 
 Se não for possível processar imediatamente 
as amostras recomendase conservar na 
geladeira (4C) ou em gelo até o momento de 
execução do exame 
 As amostras devem estar dentro de um saco 
plástico ou frasco e o recipiente que contém a 
amostra colocado numa caixa de isopor para o 
transporte (isto é necessário para evitar o 
desenvolvimento das larvas dos parasitos 
dentro dos ovos) 
 NUNCA congelar as fezes 
 Se não houver possibilidade de refrigeração, 
pode colocar as fezes em formol 10% ou MIF 
(Solução de Mertiolato/mercurocromo, iodo e 
formol) 
Técnicas utilizadas pra 
exame coproparasitológico 
 FLUTUAÇÃO: São usadas soluções saturadas 
com densidade elevada que fazem com que os 
ovos, cistos ou oocistos flutuem e fiquem na 
superfície do liquido. 
 TÉCNICAS DE SEDIMENTAÇÃO: São usadas 
para a pesquisa de ovos pesados de 
trematódeos e cestódeos 
 TÉCNICAS PARA RECUPERAÇÃO DE 
LARVAS: Utilizada principalmente para 
detecção de vermes pulmonares 
Técnicas de flutuação 
 São usadas soluções saturadas com densidade 
elevada que fazem com que os ovos, cistos ou 
oocistos flutuem e fiquem na superfície do 
liquido. 
 São usadas soluções saturadas de: Cloreto de 
Sódio = Técnica de Willis Mollay / Sulfato de 
Zinco = Técnica de Faust / açúcar= Técnica 
de Sheather 
Técnica de Willis-Mollay 
 Qualitativa (serve para saber se há o não ovos 
de helmintos, cistos ou oocistos de 
protozoários) 
 Muito usada para a análise de fezes de 
pequenos animais. 
 A solução faz como que os ovos dos helmintos 
e oocistos de protozoários flutuem, aderindo-se 
à parte inferior de uma lamínula colocada na 
superfície do liquido. 
Procedimento 
1. Encher um tubo de ensaio com solução 
saturada (15ml) 
2. Pesar 2g de fezes e colocar num copo 
3. Acrescentar um pouco da solução saturada 
contida no tubo 
4. Homogeneizar com um bastão 
5. Acrescentar o restante da solução, coar e 
encher um tubo de ensaio até formar um 
menisco 
6. Colocar uma lâmina de vidro sobre o tubo 
e deixar por 15 min. 
7. Retirar a lâmina e invertê-la rapidamente 
sem deixar cair a gota de solução 
8. Por uma lamínula e levar ao microscópio. 
Examinar em 100 e 400X. Pode-se colocar 
uma gota de lugol antes da lamínula para 
corar o material 
Técnica de Faust 
 Tem as mesmas indicações da técnica anterior, 
porém precisa de centrífuga 
 É a técnica preferencial para pesquisa de 
Giardia spp, pois o Sulfato de Zinco não 
distorce os cistos do protozoário 
Técnica de Sheather Modificada 
 É semelhante à técnica de Willis, porém utiliza 
açúcar no lugar do sal. 
 As lâminas preparadas com solução de açúcar 
podem ser mantidas em geladeira com 
distorção mínima dos ovos dos parasitos. 
Técnica de McMaster modificada 
 Esta técnica é quantitativa, ou seja permite 
estimar o número de ovos de nemátodos por 
grama de fezes para calcular a carga parasitária 
de vermes em um animal. 
 Utilizada principalmente em fezes de Bovinos e 
equinos 
 É rápida e barata 
 Precisa de uma câmara especial para a 
contagem 
Procedimento 
1. Pesar 4g de fezes em um copo 
descartável 
2. Misturar 60 ml de solução saturada de sal, 
açúcar ou sulfato de zinco. Homogeneizar 
bem. 
3. Passar as fezes por um coador duas ou 
três vezes para remover partículas 
grandes 
4. Mexer a solução e com uma pipeta 
transferir uma amostra da mistura para a 
câmara de McMaster 
5. Repetir o procedimento enchendo os dois 
lados da câmara 
6. Levar a câmara ao microscópio e esperar 
2 minutos para que os ovos dos parasitos 
fiquem no fundo da câmara 
 
 
Técnicas de sedimentação 
 São usadas para a pesquisa de ovos pesados 
de trematódeos e cestódeos 
 Técnica de sedimentação simples 
 Técnica de sedimentação por Centrifugação 
Usada para a pesquisa de ovos pesados (trematódeos e 
cetódeos) 
1. Diluir as fezes (2 – 5 g) em 200 ml de Solução 
Salina Fisiológica (NaCl 0.9%) 
2. Coar no cálice de sedimentação 
3. Deixar em repouso 15 minutos 
4. Descartar o sobrenadante e adicionar ou 
sedimento de 200 ml SSF ou água 
5. Deixar em repouso por mais 15 minutos 
6. Descartar o sobrenadante 
7. Colher com uma pipeta algumas gotas do 
sedimento 
8. Examinar ao microscópio entre lâmina e 
lamínula 
Sedimentação por centrifugação 
Mais rápida e sensível 
1. Misturar as fezes (2g) em 10 ml de água, misture e 
coe, despeje a solução em tubo de centrífuga de 15 ml 
2. Adicionar 3mL de ACETATO DE ETILA (OU ÉTER), 
tampe o tubo com tampa de borracha, agitar 
vigorosamente o tubo 20 vezes, centrifugar a 1500 rpm 
por 3 min 
3. Na centrifugação haverá quatro camadas como na 
figura do slide seguinte, com um bastão de vidro retirar 
a camada de gordura e desprezar todas as camadas 
menos o sedimento 
4. Transfira um pouco do sedimento para uma lâmina e 
acrescente uma lamínula e observe em aumento de 100 
e 400X 
 
Técnicas para recuperação de 
larvas 
1. Pesar 8 – 1 0g de fezes 
2. Colocar as fezes numa gaze dobrada em 
quatro, formando uma pequena trouxa 
3. Colocar o material assim preparado sobre um 
funil de vidro, contendo um tubo de borracha 
com um tubo de vidro, conectado em sua 
extremidade inferior 
4. Adicionar ao funil água aquecida (40C) em 
quantidade suficiente para entrar em contato 
com as fezes 
5. Deixar uma hora em repouso 6. As larvas vias 
presentes vão migrar para o tubo inferior do 
tubo de borracha 7. Derramar o liquido 
presente neste tubo em uma placa de Petri e 
observar as larvas presentes ao microscópio, 
coradas com lugol 
 
 
Parasitos encontrados nas feses de ruminantes 
 
 
Parasitos encontrados nas fezes de equinos

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