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C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 007G ECONOMIA E MERCADOS Economia e Mercados 3E C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 3 Editora Aline Palhares Desenvolvimento de conteúdo João de Deus Dias Neto Mediação pedagógica Equipe Técnico Pedagógica do Instituto Monitor Design gráfico Equipe Técnico Pedagógica do Instituto Monitor Monitor Editorial Ltda. Rua dos Timbiras, 257/263 – São Paulo – SP – 01208-010 Tel.: (11) 33-35-1000 / Fax: (11) 33-35-1020 atendimento@institutomonitor.com.br www.institutomonitor.com.br Impresso no Parque Gráfico do Instituto Monitor Rua Rio Bonito, 1746 – São Paulo – SP – 03023-000 Tel./Fax: (11) 33-15-8355 grafica@monitorcorporate.com.br Em caso de dúvidas referentes ao conteúdo, consulte o e-mail: gestao@institutomonitor.com.br Todos os direitos reservados Lei nº 9.610 de 19/02/98 Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, principalmente por sistemas gráficos, reprográficos, fotográficos, etc., bem como a memorização e/ou recuperação total ou parcial, ou inclusão deste trabalho em qualquer sistema ou arquivo de processamento de dados, sem prévia autorização escrita da editora. Os infratores estão sujeitos às penalidades da lei, respondendo solidariamente as empresas responsáveis pela produção de cópias.3ª Edição - Agosto/2005 C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Apresentação............................................................................................................ 7 Lição 1 - A Ciência Econômica ............................................................................... 9 Introdução ........................................................................................................... 9 1. Conceito ........................................................................................................... 9 2. Importância da Economia ............................................................................ 10 Lição 2 - Conceitos em Economia ......................................................................... 11 Introdução ......................................................................................................... 11 1. Fatores de Produção ..................................................................................... 11 2. Lei da Escassez ............................................................................................. 11 3. Necessidades Econômicas ............................................................................ 12 4. Atividade Econômica ................................................................................... 14 5. Bens Econômicos .......................................................................................... 15 6. Serviços ......................................................................................................... 15 7. Riqueza, Utilidade e Valor ........................................................................... 16 Exercícios Propostos ........................................................................................ 18 Lição 3 - Composição do Sistema Econômico ...................................................... 21 Introdução ......................................................................................................... 21 1. Setores de Produção ..................................................................................... 21 2. Sistemas de Organização Econômica .......................................................... 21 3. Fluxos do Sistema Econômico ..................................................................... 24 Lição 4 - Conceitos de Micro e Macroeconomia .................................................. 27 Introdução ......................................................................................................... 27 1. Microeconomia.............................................................................................. 27 2. Macroeconomia ............................................................................................. 36 Lição 5 - O Problema da Empregabilidade .......................................................... 39 Introdução ......................................................................................................... 39 1. Conceito ......................................................................................................... 39 2. Composição da População Quanto à Ocupação .......................................... 41 Exercícios Propostos ........................................................................................ 43 Índice 5 C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Lição 6 - A Produção Econômica .......................................................................... 47 Introdução......................................................................................................... 47 1. Possibilidades de Produção.......................................................................... 47 2. Importância e Origem do Capital ................................................................ 48 3. Importância e História do Trabalho ............................................................ 48 4. Economia e Produtividade ........................................................................... 49 Lição 7 - Renda Nacional e Produto Nacional ..................................................... 53 Introdução......................................................................................................... 53 1. Renda Nacional ............................................................................................. 53 2. Renda Per Capita ......................................................................................... 53 3. Índice de Desenvolvimento Humano - IDH ................................................ 53 4. Concentração de Renda................................................................................ 55 Exercícios Propostos ........................................................................................ 58 Lição 8 - Inflação ................................................................................................... 61 Introdução......................................................................................................... 61 1. Conceito ......................................................................................................... 61 2. Principais Índices de Inflação ..................................................................... 62 3. Conseqüências da Inflação........................................................................... 63 4. Tipos de Inflação........................................................................................... 65 5. Planos Econômicos Recentes ....................................................................... 68 Exercícios Propostos ........................................................................................73 Lição 9 - Mecanismo do Crédito e Sistema Financeiro ....................................... 75 Introdução......................................................................................................... 75 1. Moeda ............................................................................................................ 75 2. Crédito........................................................................................................... 75 3. Sistema Financeiro ....................................................................................... 76 Exercícios Propostos ........................................................................................ 78 Lição 10 - Balanço de Pagamentos ....................................................................... 81 Introdução......................................................................................................... 81 1. Conceito ......................................................................................................... 81 Lição 11 - Globalização e Blocos Econômicos ..................................................... 83 Introdução......................................................................................................... 83 1. Globalização .................................................................................................. 83 2. Blocos Econômicos ....................................................................................... 84 3. ALCA............................................................................................................. 84 4. Protecionismo ............................................................................................... 85 5. Estágio de Inserção do Brasil na Economia Mundial ................................. 87 Exercícios Propostos ........................................................................................ 89 Resolução dos Exercícios Propostos ..................................................................... 91 Bibliografia ............................................................................................................. 95 6 C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Grandes empresas perdem sua nacionalidade no redemoinho da globalização. Informações fluem vertiginosamente em tempo real numa época onde mercados dinamizam-se através de fusões empresariais. Novos negócios surgem diariamente, bem como as relações entre traba- lho e capital apresentam-se cada vez mais dinâmicas. Vivendo num cenário com tais características, é impossível ao cidadão comum não se deparar com a necessidade de conhecer me- canismos econômicos, tanto em sua forma conceitual, quanto em sua forma prática. Esta disciplina foi desenvolvida visando o estudo de conceitos bási- cos da Ciência Econômica. Muitos dos problemas políticos e sociais de hoje – índice elevado de pobreza absoluta, distribuição da renda, índi- ce de desemprego, menores abandonados, alocação de recursos às ne- cessidades das cidades, relações entre sindicatos e empresas, trans- porte urbano e muitos outros – podem ser melhor compreendidos com o aprimoramento do conhecimento da teoria econômica. Questões do âmbito macroeconômico, como os fatores determinan- tes da formação do produto e renda nacional, podem ser elucidadas atra- vés da absorção de elementos existentes no estudo da macroeconomia. Nossa proposta é trazer ao aluno alguma luz sobre estas análises, sob o ponto de vista de uma ciência fascinante, que nada mais é do que uma forma científica de interpretar fenômenos sociais, relacionados à pro- dução, distribuição e consumo. Por ser disciplina essencial à formação técnica, tomamos o cuidado de não criar dificuldades intransponíveis na compreensão dos textos. Muito pelo contrário, a abordagem é sempre comprometida com uma linguagem a mais acessível possível ao estudante. Esperamos que o estudo da ciência econômica traga clareza para seus futuros debates pertinentes à disciplina e contribua para seu ama- durecimento profissional. ApresentaçãoApresentação 7 C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR A Ciência Econômica01 LIÇÃO Introdução Iniciamos nossos estudos sobre Eco- nomia apresentando aspectos históricos da ciência econômica, analisando sua mul- tiplicidade de aplicações, em várias áreas de atuação. Atividades como gestão de ne- gócios, contabilidade, direito, comércio exterior, marketing e muitos outros cam- pos de atuação e estudo têm envolvimento com aspectos econômicos. Evidenciamos também sua importância no contexto político e social, pois seu estudo é a forma como as sociedades procuram re- solver seus problemas de produção, distri- buição e consumo. Nosso objetivo é desen- volver sua curiosidade sobre esta ciência de relevante importância para a melhor com- preensão das sociedades. 1. Conceito Palavra de origem grega (oikos = casa; nomos = administração, lei ou governo), a Economia é uma ciência que tem provocado calorosos debates nos mais diferentes cír- culos sociais. Afinal, trata-se de uma ciên- cia que estuda as atividades humanas no sentido de suprir suas necessidades, anali- sando todas as implicações que interferem neste processo que vai das necessidades humanas, passa pela produção, distribuição e consumo. Ciência social extremamente dinâmica, a Economia tem inter-relacionamento com as ciências Política, Sociologia, Estatística, Direito, Antropologia e muitas outras áreas de estudo. Conceituar Economia é tarefa fácil de sintetizar, mas a abrangência de enfoques fez com que vários autores crias- sem formas próprias de definir esta ciên- cia. A julgar pelo envolvimento com a pro- dução e consumo, poderíamos simplificar o conceito de duas formas: “Economia é o estudo de como os ho- mens e a sociedade decidem, com ou sem a utilização do dinheiro, empregar recursos produtivos escassos, que poderiam ter apli- cações alternativas, para produzir diver- sas mercadorias ao longo do tempo e dis- tribuí-las para consumo, agora e no futuro, entre diversas pessoas e grupos da socie- dade.” Esta definição do professor Paul Anthony Samuelson, prêmio Nobel de Eco- nomia e professor do MIT – Massachusetts Institute of Technology (EUA), muito fiel à questão da produção e consumo, pode ser resumida como: A Economia é a Ciência Social que es- tuda a forma como são direcionados os meios produtivos, como atuam os agentes consumidores, o papel do Estado e a in- fluência do setor externo e todas suas im- plicações na sociedade. A Economia analisa os custos e benefí-cios da melhoria das configurações de alocação de recursos. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 10 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas 2. Importância da Economia A tarefa da Economia, como um todo, é descrever, analisar, explicar e correlacionar o comportamento da produção, do desem- prego, dos preços e fenômenos que se rela- cionam com a produção e o consumo. Para que tenham significado, é preciso que as descrições sejam mais do que uma série de narrativas separadas. Devem se encaixar num padrão sistemático, isto é, constituir a verdadeira análise. Sebastião Salgado, economista de for- mação, fotógrafo de profissão, famoso no mundo todo por seu trabalho jornalístico de registro da movimentação de trabalhadores, em busca de soluções para suas carências sociais, afirma: “Economia é Sociologia e Antropologia quantificadas”. Um profissional liberal - advogado ou contabilista - que tenha negociado vários contratos trabalhistas com sucesso, pode se julgar um perito na economia dos salários. Um empresário que tem enfrentado o dia- a-dia no controle dos custos de sua empre- sa, pode achar que seu ponto de vista sobre o controle de preços é a última palavra. Um banqueiro, pelas suas ações no mercado fi- nanceiro, pode concluir que sabe tudo a res- peito de economia financeira. Assim, cada indivíduo tende, naturalmente, a julgar um fato econômico pelo seu efeito imediato so- bre ele. De qualquer forma, é inegável a impor- tância do papel do estudo econômico, no sen- tido de qual a melhor forma de se direcionar os recursos, buscando-se soluções para os diversos problemas a serem enfrentados, tanto pela administração pública, quanto pela iniciativa privada. Toda a sociedade é influenciada pelos fenômenos econômicos. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 11ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR Como atender às necessidades sem desperdiçar recursos ? Conceitos em Economia02 LIÇÃO Introdução Nesta lição introduzimos a discussão sobre conceitos básicos de Economia. Nos- sa intenção é fazer com que você, caro estu- dante, fixe em seus conhecimentos os ele- mentos que formam os fundamentos de es- tudo da ciência econômica. A partir da fi- xação e interpretação de assuntos impor- tantes como fatores de produção, a funda- mental “Lei da Escassez” e demais compo- nentes desta lição, com certeza você cami- nhará mais facilmente por esta jornada de estudos sobre Economia. 1. Fatores de Produção Alguns elementos são necessários para que haja produção. Chamamos de fatores de produção os seguintes elementos básicos: recursos naturais, trabalho e capital. • Recursos Naturais: são recursos obtidos da natureza, utilizados economicamente. Ex.: ferro, madeira, petróleo, terras, gás natural, minérios em geral, etc. • Trabalho: qualquer esforço ou utilização de energia humana, manual ou intelec- tual, no processo de produção. • Capital: conjunto de instalações, equipa- mentos, máquinas e ferramentas perten- centes a um empreendimento, que dão maior produtividade ao trabalho. Os indivíduos proprietários dos fatores de produção, em seus papéis de produtores, constituem um grupo e uma atividade ine- gavelmente tão importantes quanto o grupo dos consumidores, pois sem a disponibili- dade dos fatores de produção, simplesmen- te, não há a possibilidade de gerar-se pro- duto, muito menos renda. 2. Lei da Escassez O problema fundamental da Economia é a impossibilidade de se produzir bens e serviços em quantidades ilimitadas, para sa- tisfazer as necessidades humanas, que se re- novam o tempo todo. Estas necessidades po- dem ser traduzidas como desejos crescen- C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 12 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas tes que agem sobre os indivíduos, muito embora haja impossibilidade de atender de imediato a todas estas aspirações, devido a questões como: renda, disponibilidade, res- trições e outros fatores que interferem na obtenção de bens e serviços. Observamos que há uma limitação de recursos para produ- ção e conseqüente consumo de bens e ser- viços. Este é o princípio básico da Lei da Escassez, que é um dos eixos do estudo eco- nômico. Resume-se a Lei da Escassez afirman- do-se: “Necessidades são ilimitadas, mas os recursos são escassos”. Economizar significa evitar gastar inu- tilmente e guardar para futuras necessida- des. Os sistemas econômicos, como um todo, procuram utilizar os recursos escassos da melhor maneira possível. 3. Necessidades Econômicas As inúmeras formas de atividade eco- nômica são impulsionadas pelas necessida- des humanas. Abraham H. Maslow, numa visão estritamente sociológica, criou a teo- ria das necessidades da motivação, onde afirmava que as necessidades humanas po- dem ser dispostas em uma hierarquia, agru- padas da seguinte forma: 1. Fisiológicas: são as necessidades básicas da vida: alimentação, abrigo, ar, vestuá- rio, descanso, etc. 2. Segurança: as pessoas desejam estar, na medida do possível, seguras de que no fu- turo não lhes faltarão meios para satisfa- ção de suas necessidades básicas. No tra- balho, as pessoas sentem necessidade de segurança quanto ao seu emprego, isto é, desejam ter uma certa garantia de que não serão dispensadas a qualquer momento. Proteção e estabilidade são as palavras- chave para este item. 3. Sociais: consistem no desejo, que todos sentem, de participar de vários grupos e de serem aceitos por eles. Alguns desses grupos são: família, grupos de escola e companheiros de trabalho. 4. Status e Estima: o indivíduo deseja ser mais do que um membro de seu grupo. Ne- cessita de estima, afeto,valorização e re- conhecimento. A satisfação das necessi- dades de estima provoca sentimentos de autoconfiança. 5. Auto-realização: está ligada ao desejo do ser humano de desenvolver e usar sua ca- pacidade, suas aptidões e habilidades, bem como de realizar seus planos. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 13ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR Sob o ponto de vista da Economia, observamos também que as pessoas, ao satisfazerem suas necessidades mais básicas, passam à busca do atendimento das carências que vão surgin- do. Assim, logo que alguém consegue dinheiro para saciar sua fome e vestir-se, já pensa em adquirir sua casa própria. Quan- do já tem a casa, quer decorá-la da melhor maneira possível, e assim por diante. A ciência econômica procura resolver este problema atri- buindo um grau de importância a cada necessidade e sugerin- do a canalização dos recursos, para a satisfação das necessida- des mais urgentes. Podemos classificar as necessidades eco- nômicas em dois grupos: 1. Necessidades Individuais: são aquelas que atendem o ser humano em sua essência, sua sobrevivência. Ex.: alimentos, produtos de higiene, moradia, etc. AUTO-REALIZAÇÃO STATUS E ESTIMA SOCIAIS SEGURANÇA FISIOLÓGICAS Teoria de Maslow C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 14 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas 2. Necessidades Coletivas: são necessidades que surgem em decorrência da vida social do indivíduo. Por necessitarem de uma estrutura de recursos de valor mais elevado, geralmen- te o Estado assume a responsabilidade pelo atendimento des- tas necessidades. Ex.: educação, segurança, transporte cole- tivo, previdência, etc. Um país também tem muitas necessidades: estradas, re- presas, hospitais, escolas, etc. Diante da elevada quantidade de necessidades, o Governo geralmente sente a falta de recur- sos, ou ainda não administra eficazmente sua receita. Estas deficiências fazem com que muitas empresas priva- das explorem atividades relacionadas ao atendimento de ne- cessidades coletivas. 4. Atividade Econômica Fabricar algo, transportar e vender, dar uma aula, cor- Transporte coletivo, saúde e habitação. Exemplos de necessidade coletiva. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 15ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR tar cabelo, entregar uma carta, tudo isso e mais uma infinidade de outras atividades, são atos de produção. Quem realiza atos de geração de um bem ou serviço, realiza uma atividade econômica. Podemos definir atividade econômica como sendo “o conjunto das operações que consistem em utilizar os recursos disponí- veis para a produção de bens econômicos, bens que são raros em relação às múltiplas e variadas necessidades dos consumidores”. 5. Bens Econômicos Tudo aquilo que é raro, ou seja, precisa ser produzido, é um bem econômico e tudo aquilo cuja abundância supre nossas neces- sidades não é um bem econômico. O ar que respiramos, a areia do deserto, a água do mar e muitos outros bens não podem ser classi- ficados como bens econômicos. São bens li- vres, pois para obtê-los, não se verifica a utilização de fatores de produção que são remunerados. A principal característica dos bens econômicos é sua carência, isto é, se o homem pára a produção, eles se extinguem. Devido a essa característica, os bens econômicos devem ser racionados. Isto pode ser feito através de um sistema de reparti- ção autoritária ou – o que é mais freqüente – cobrando-se um preço daqueles que de- sejam tais bens. Ao analisarmos a produção econômica de um país, aspectos pertinentes à destinação dos bens são considerados. Portanto, quanto à destinação, os bens podem ser: 1. Bens e Serviços de Consumo: o conjunto de bens e serviços que atendem às necessi- dades exatamente da forma em que se apre- sentam. Ex.: serviços médicos, assessoria contábil, automóveis, eletrodomésticos, re- lógios, etc. 2. Bens e Serviços Intermediários: não aten- dem diretamente às necessidades. Estes bens ou serviços estão na fase intermediá- ria do processo produtivo; vão transformar- se para atingir a forma de bens de consumo. Ex.: bobinas de papel, chapas de aço, servi- ços de computação terceirizada, trigo, pe- tróleo bruto, etc. 3. Bens de Capital: são bens que destinam- se ao aumento da eficiência do trabalho hu- mano no processo produtivo. Ex.: máquinas, estradas, equipamentos, tratores, etc. 6. Serviços O setor de prestação de serviços tem adquirido relevante importância no cená- rio econômico atual, tendo em vista a dimi- nuição da absorção de mão-de-obra no par- que industrial. Serviços são conceituados como bens especiais não tangíveis, prestados por pes- soas ou empresas. Ex.: serviços prestados por profissionais liberais, serviços financei- ros, de seguros, educacionais, informática, telefonia, hotelaria, turismo, etc. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 16 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas 7. Riqueza, Utilidade e Valor A palavra riqueza lembra uma grande quantidade de bens econômicos ou dinheiro. Adam Smith (1723-1790), economista inglês, escreveu em “A Riqueza das Nações – 1776”, que “rique- za é o conjunto de bens de que o homem efetivamente e real- mente pode dispor, para fins econômicos”. Em Economia, qual- quer bem útil, acessível e limitado recebe o nome de riqueza. Utilidade é a qualidade que possuem os bens econômi- cos de satisfazerem as necessidades humanas. O bem, po- Os serviços, nas suas variadas formas, são essenciais à Economia. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 17ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR rém, só é útil quando desejado pelo homem. Utilidade, por- tanto, é um conceito mais subjetivo do que objetivo. O grau de utilidade de um bem depende da necessidade de cada in-divíduo. Um bem pode ser útil para alguém e não o ser para outra pessoa. Valor é a medida da utilidade econômica. A relação entre um bem e sua necessidade é fator determinante do preço. O valor dos bens pode ser analisado de dois pontos de vista: • Valor de Uso: é a utilidade que um bem tem para nós pesso- almente. • Valor de Troca: é o valor monetário de um bem, ou valor numa troca por outro produto. Desse modo, um bem pode ser de grande valor de uso e de nenhum valor de troca, como uma coleção pessoal de moedas an- tigas ou um veículo pelo qual se tem grande estima, por exemplo. O valor das coisas é determinado por um conjunto de fato- res. O trabalho e a utilidade são apenas dois dos fatores consti- tutivos desse valor. Além desses, existem outros elementos so- ciais, políticos, psicológicos, estéticos, etc. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 1 - Economia é uma Ciência que estuda e analisa: ( ) a) empresa e administração; ( ) b) consumo exclusivamente; ( ) c) produção, distribuição e consumo; ( ) d) planejamento de vendas. 2 - Conceitue Economia. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 3 - Complete: ____________________________________________________ são ilimitadas, mas os recursos são _____________________________________________ . Este princípio está na Lei da Escassez. 4 - Segundo Maslow, as necessidades que aparecem primeiro, numa visão sociológica, são: ( ) a) de Segurança. ( ) b) Status e Estima. ( ) c) Fisiológicas. ( ) d) nenhuma das anteriores. 5 - O que são Necessidades Coletivas? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 1 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 - Quais são Bens ou Serviços Intermediários: ( ) a) Cinema, sorvetes e carros. ( ) b) Plásticos e cadernos. ( ) c) Roupas e sapatos. ( ) d) Chapas de aço e digitação terceirizada. 7 - São bens que destinam-se ao aumento da eficiência do fator trabalho: ( ) a) Bens e serviços de consumo. ( ) b) Bens e serviços intermediários. ( ) c) Bens de capital. ( ) d) Bens especiais. 8 - Indique quais são os fatores de produção. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 9 - Conceitue Valor de Troca. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 10 - O que é Utilidade? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Composição do Sistema Econômico03 LIÇÃO Introdução Nesta lição você terá a oportunidade de conhecer a formação dos sistemas econômi- cos. Compreenderá que cada país tem uma economia peculiar, composta geralmente de produtores primários, secundários e pres- tadores de serviços. A partir destes funda- mentos, estudará os importantes fluxos de produtos e serviços, bem como o fluxo demoeda, que são a base da formação do mer- cado, através do sistema de procura e oferta. 1. Setores de Produção Um sistema econômico forma-se da jun- ção de todos os fatores produtivos (traba- lho, capital e recursos naturais), participan- tes da produção total existente em um de- terminado país. Observa-se que, na maioria dos países, atividades diversas compõem o sistema econômico, havendo a necessidade de uma divisão por setores, facilitando, en- tre outras situações, o trabalho do Governo pertinente à Contabilidade Nacional. As atividades econômicas estão dividi- das em três setores: 1. Setor Primário: compreende atividades que se desenvolvem em contato direto com a natureza. No setor primário, observa- mos empresas que atuam na produção agrícola das mais diversas culturas, pe- cuária e suas derivações – bovinos, suí- nos, caprinos, galináceos, etc. – e extra- tivismo1, que pode ser mineral, vegetal ou animal. Ex.: fazendas em geral (agro- pecuária), pesca, extração de minérios, horticultura, fruticultura, etc. 2. Setor Secundário: abrange todas as ati- vidades industriais de elaboração e ma- nufatura de produtos. Ex.: indústria, cons- trução civil, produção de energia, obras públicas, etc. Concentra-se em modificar os produtos que vêm do setor primário. 3. Setor Terciário: responsável pela distri- buição e venda dos produtos dos setores primário e secundário, bem como pela prestação de serviços. Ex.: instituições fi- nanceiras, educacionais, assessoria em- presarial, comunicações, seguros, etc. 2. Sistemas de Organização Econômica Para satisfazer a maior quantidade de necessidades humanas, com os recursos dis- 1. Extravismo: atividade ou prática de extração. Em Economia, especificamente, extrair algum tipo de bem da natureza com objetivos econômicos. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 2 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas poníveis, torna-se necessária a organização da produção. Ao longo dos anos, aparece- ram várias formas alternativas, dentre as quais devemos destacar: 1) Centralizada (ou de Governo) O Governo toma todas as decisões so- bre a produção e a distribuição. 2) Economia de Mercado (ou Descentralizada) As pessoas, visando seu próprio interes- se, decidem o que, como e para quem pro- duzir (de acordo com seus interesses). •O que produzir? → A sociedade forma empresas para gerar bens, que lhe pro- porcionem lucratividade. •Como produzir?→ Técnicas de produção que possibilitem menor custo. •Para quem? → Proprietários dos recursos produtivos (trabalho, máquinas, equipa- mentos, instalações, etc.) decidem livre- mente a que tipo de clientela será desti- nada sua produção. Exemplos: - A Inglaterra do século XIX era um exem- plo nítido desta forma pura de organiza- ção econômica. - Os EUA, nos dias atuais, têm uma econo- mia que se aproxima muito deste modelo de organização econômica. Não podemos esquecer que apesar de a maioria das de- cisões serem tomadas pelo mercado (descentralização da economia), o gover- no regulamenta os negócios e fixa as re- gras do jogo. 2.1 Sistema de Preços na Economia de Mercado Observamos que em nosso dia-a-dia inúmeros produtos e serviços estão dispo- níveis. Numa economia de mercado a produção acontece, praticamente, de forma livre, sem ordenações, ou seja, sem imposições de qual- quer natureza. Não podemos confundir in- centivo governamental com imposição à pro- dução. Uma pequena análise de como tantos produtos vão parar nas prateleiras dos su- permercados, faz-se necessária para melhor compreensão da formação de preços. Imaginemos um livro que está em uma livraria. Para produzi-lo, diversas etapas existem. Muitas pessoas atuam neste pro- cesso. Estas pessoas trocaram sua mão-de- obra, em cada etapa da produção, por bens C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ (no caso dinheiro) que elas precisam, para viabilizar o consumo de bens e serviços que atendam suas necessidades. 2.2 Trocas Voluntárias Segundo Adam Smith, economista da escola clássica, se a troca entre dois parti- cipantes de uma negociação for voluntária, ela somente acontecerá se ambas as partes acreditarem que serão beneficiadas. O sistema de preços determina o fun- cionamento dessas trocas. Sem exigências adicionais (direção centralizada da econo- mia) o mecanismo de preços coordena as trocas entre as pessoas. Observa-se aqui que o interesse individual leva os partici- pantes do sistema (trabalhadores, por exemplo) a produzirem cooperando em cada fase do processo de produção, preo- cupando-se apenas consigo mesmo. 2.3 Indicadores de Produção e Incentivos A importância do sistema de preços re- side no fato de que ele é o principal fator que indica o que produzir, pois os preços carregam incentivos e também indicam para quem produzir, porque o resultado desse processo é a distribuição da produção entre os elementos da sociedade que participaram deste processo. 2.4 Transmissão de Informações Todas as informações de mercado gi- ram em torno do sistema de preços. Um au- mento repentino no consumo de determi- nado bem, automaticamente transforma-se em informação que o sistema de preços passa a transmitir, interferindo muitas ve- zes nos níveis de preço deste produto es- pecífico. Isto acontece porque, se determi- nado produto ficar escasso, por exemplo, o consumidor, querendo comprá-lo, estará disposto a pagar mais para atender sua ne- cessidade. Assim, todos os envolvidos vão se sentir estimulados pela nova situação de mercado. A transmissão de informação através do mecanismo de preços precisa ser eficaz, ou seja, cada pessoa situada em uma etapa da produção, quando atingida pela informação, precisa passar o ocorrido para os envolvi- dos na etapa de produção subseqüente. 2.5 Externalidade Surge quando ocorre o benefício ou pre- juízo de outra pessoa (além das partes en- volvidas diretamente). Ela é uma falha de mercado, pois a pro- dução poderia ser maior ou menor do que é (caso as externalidades sejam computadas). Um exemplo de externalidade: em mui- tos garimpos de ouro brasileiros, utiliza-se o mercúrio para facilitar o trabalho dos ga- rimpeiros, beneficiando-os. A empresa com- pradora de ouro também é beneficiada, pois consegue mais facilmente a matéria-prima, O Governo pode intervir, quando existe atividadeque prejudique o cidadão. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas para fornecer às joalherias. Porém, para a fauna, bem como para os habitantes que se abastecem dos rios, existe o malefício do ris- co de utilizarem a água contaminada por um metal extremamente perigoso (cancerígeno). Este fato justifica uma intervenção go- vernamental, a fim de garantir que pessoas não sejam prejudicadas, com uma regula- mentação para funcionamento do setor eco- nômico mencionado (garimpos de ouro). Isto acontece com diversos setores econômicos, através de sanções para os infratores com o emprego de multas, fechamento de empre- sas clandestinas, etc. 3. Fluxos do Sistema Econômico Todo sistema econômico fica mais fácil de interpretar, quando se evidencia o papel do mercado, identificando-se duas perspec- tivas: a) Mercado de Recursos de Produção: é o mercado onde se transacionam recursos (fatores de produção, inputs) necessários às atividades de produção do sistema em- presarial da economia - trabalho, capaci- dade tecnológica, capacidade empresari- al, recursos naturais e poupanças para for- mação de capital. b) Mercado de Bens e Serviços: é o mercado onde se transacionam bens e serviços fi- nais (produtos, outputs) necessários à sa- tisfação das necessidades das unidades familiares - alimentos, imóveis, vestuá- rios, educação, transporte, saúde, comu- nicações, lazer e todos os outros produ- tos e serviços disponíveis. Os fluxos do sistema econômico, numa análise do relacionamento existente entre as empresas e o mercado, onde por um lado gera-se a renda da economia e de outro pro- duz-se riqueza social, podem ser classifi- cados como: 1 - Fluxo Real: é o fluxo formado pelos bens e serviços produzidos no sistema econô- mico, também chamado produto da eco- nomia. Sua importância está na forma- ção do nível de oferta da economia que, naturalmente, é quantificado pelo fluxo real. 2 - Fluxo Monetário: também chamado de fluxo nominal, é formado pelo total de remunerações realizadas aos fatores de produção durante o processo produtivo. Os salários, aluguéis e outras rendas de ativos reais, juros, lucros e dividendos são os componentes deste fluxo, gerando a renda da economia. Esta massa monetá- ria (renda da economia) é a responsável C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 2 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ pela determinação do nível de demanda (procura) realiza- da no sistema econômico. Concluímos que o mercado pode ser plenamente conceituado como o encontro existente entre a oferta e a procura de bens e serviços. Acrescentamos a esta análise dos fluxos da economia que, tanto o mercado de recursos de produção, quanto o mercado de bens e serviços, atuam ofertando e demandando, conforme o quadro esquemático abaixo: C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Conceitos de Micro e Macroeconomia04 LIÇÃO Introdução Nesta lição estudaremos as duas gran- des áreas da Economia: a Microeconomia, com sua preocupação com o entendimento do comportamento isolado do consumo e da oferta, e a Macroeconomia, a qual tem como objetivo de análise os problemas mais conjunturais, ou seja, o todo do sistema eco- nômico. Tópico de extrema importância, temos como objetivo principal despertar seu inte- resse pela análise tanto das reações indivi- duais dos agentes econômicos, como tam- bém dos problemas econômicos nacionais. 1. Microeconomia A Microeconomia é conhecida como o ramo da Ciência Econômica voltado ao es- tudo do comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e/ou famílias (estas desde que caracteri- zadas por um orçamento único) e também voltado ao estudo das empresas, suas res- pectivas produções, custos e preços dos di- versos bens, serviços e fatores produtivos. Fica claro que a Microeconomia estuda isoladamente os agentes econômicos: con- sumidores e produtores. Assim, o eixo de estudo da Microeco- nomia está na forma pela qual as famílias e as firmas procuram otimizar2 suas ações, da- dos seus objetivos e problemas a serem en- frentados. Naturalmente, as famílias escolhem suas compras tentando maximizar sua utili- dade, enquanto as empresas tomam decisões buscando maximizar3 sua lucratividade. Este é o foco de estudo microeconômico. 1.1 Noções de Microeconomia Antes de falarmos sobre a área da Eco- nomia que estuda isoladamente os agentes produtores e consumidores, precisamos enfatizar que estudiosos muitas vezes diver- gem em suas convicções. Certo é que em períodos diferentes, há a possibilidade de visualizações diferenciadas. 2 - Otimizar: criar condições favoráveis para forne- cer o rendimento máximo possível. 3 - Maximizar: processo que determina o valor máxi- mo que “algo” pode assumir. Ex.: lucro, produtividade, durabilidade, etc. Na Microeconomia, são estudados o Consumo (procura) e a Produção (oferta). C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas Jean Baptiste Say, estudioso francês de Economia, acreditava que a oferta criava sua própria procura. Talvez defendesse este ponto de vista porque em sua época a pro- dução não era tão diversificada e quase tudo aquilo que era produzido era consumido,pois naquele tempo a produção era muito reduzida. John Maynard Keynes, um notável in- glês, economista de renome, simultaneamen- te com o polonês Michal Kalecki, estudando as crises que se sucediam durante o início do século XX, principalmente nas décadas de vinte e trinta, entenderam que não exis- tem formas mágicas de se combater as cri- ses e que uma delas consiste em adaptar a oferta ao nível de demanda. Conceberam o que ficou universalmen- te conhecido como o Princípio da Demanda Efetiva, que diz: “O nível de procura é que vai determinar, ao longo do tempo, o nível de oferta da economia”. A Microeconomia é analisada eviden- ciando duas teorias: a Teoria do Consumi- dor, que nos traz a Lei da Procura e a Teo- ria da Firma ou Empresa, que estuda a Lei da Oferta. Conheçamos com mais detalhes estes estudos. Na Teoria do Consumidor, a microe- conomia enaltece a intenção dos indiví- duos, em face das respectivas rendas, de se apropriarem de uma combinação de quantidades de bens tal que lhes possi- bilite a maximização de suas satisfações. Já na Teoria da Firma, tem-se a figura do indivíduo - empresário esforçando-se para combinar os fatores de produção, em vista de sua limitação orçamentária, com a intenção de maximizar o nível de lucro de sua organização. A partir da análise desses procedimen- tos são obtidos os elementos necessários à derivação das ofertas individuais e de mer- cado. A combinação das quantidades de fato- res de produção, bens e/ou serviços que os consumidores estariam dispostos a adqui- rir, impõe a determinação de um denomi- nador comum, que nada mais será do que o preço. A determinação deste preço é a ta- refa a que se propõe a microeconomia, ao estudar a questão tanto no âmbito dos fato- res de produção como no caso dos bens e/ou serviços. 1.2 Teoria Elementar da Demanda Não é nosso objetivo desenvolver uma teoria completa da demanda. Nossa inten- C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 2 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ção é fazer uma introdução à teoria da de- manda e, portanto, apresentar uma visão sim- plificada do problema. Costuma-se definir a procura, ou de- manda individual, como a quantidade de um determinado bem ou serviço que o con- sumidor deseja adquirir em certo período de tempo. Nesta definição é preciso desta- car dois elementos. Em primeiro lugar, a demanda é um desejo de adquirir, é uma aspiração, um plano, e não sua realização. Não se deve confundir procura com com- pra, nem oferta com venda. Demanda é o desejo de comprar. Em segundo lugar, a demanda é o fluxo por uni- dade de tempo. A procura se expressa por uma dada quantidade em um dado perío- do. Assim, deve-se dizer que: “Dona Ma- ria tem o desejo de adquirir 5 quilos de fei- jão por semana e não, simplesmente, que Dona Maria deseja 5 quilos e que esta é a sua procura”. Mas do que depende esta procura, ou este desejo de adquirir? Quais são os fato- res ou variáveis que influenciam a procura? A teoria da demanda é deriva- da de hipóteses sobre a es- colha do consumidor entre diversos bens que seu or- çamento permite adquirir. O que se procura é explicar o processo de es- colha do consumidor pe- rante as diversas alterna- tivas existentes. Tendo um orçamento limitado, o que quer dizer, um dado nível de renda, o consumidor procurará dis- tribuir este seu orçamento (renda) entre os diversos bens e serviços de forma a alcan- çar a melhor combinação possível, ou seja, aquela que lhe trará o maior nível de satis- fação. Exemplo: supondo que um indivíduo vá almoçar num restaurante, vamos verificar o que influencia sua escolha. Recebendo o cardápio, a primeira coisa que ele olha são os preços. Assim, a escolha de um deter- minado prato, digamos um filé, depende não só do preço do filé, mas também do preço das outras carnes, do preço das mas- sas, etc. Pode-se facilmente ver que, quanto mai- or for o preço do filé, menos propenso esta- ria o indivíduo a pedir um. Da mesma for- ma, quanto menor o preço dos outros pratos principais (massas, carnes, etc.), menor de- sejo ele terá de comer um filé. Isto se dá porque o filé, as outras carnes e a massa são substitutos. Ele escolhe um, ou outro. Difi- cilmente o consumidor pedirá um frango acompanhado de um peixe. Caso o preço dos acompanhamentos seja alto, ele reduzirá sua vontade de filé. Além dos preços, uma outra variável afe- ta esta escolha: a renda. Se o indivíduo não tiver dinheiro para pagar a conta, não irá pedir o filé com fritas. Também o gosto do consumidor determina a escolha. Mesmo que o preço do bife de fígado e seus acom- panhamentos seja baixo, o indivíduo não o pedirá caso não goste de fígado. Vemos que a escolha do consumidor foi influenciada por algumas variáveis que, em geral, serão as mesmas que influenciarão sua escolha em outras ocasiões. Dessa for- ma, apresentamos quatro determinantes da procura individual: • preço do bem; • preço dos outros bens ou serviços; • renda do consumidor; • gosto ou preferência do indivíduo. O que determina o processo de Procura? C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 0 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas Em linguagem matemática, expressare- mos estas relações da seguinte forma: Dx = f(Px, P1, P2 ... Pn, R, G) Onde: Dx = quantidade demandada do bem x; Px = preço do bem x; P1, P2... Pn = preço dos outros bens ou servi- ços consumidos pela pessoa; R = renda do consumidor; G = gosto ou preferência do consumidor pelo bem. Reforçando o enunciado da fórmula, di- zemos que a quantidade demandada do bem x vai depender de uma função que agrega: o preço deste bem em questão, os preços de todos os outros bens ou serviços que o indi- víduo pretende adquirir, sua renda dispo- nível e, por fim, a influência que seu gosto ou preferência vai exercer sobre sua deci- são de consumo. Para estudar a influência de cada fator sobre a procura é preciso fazer uma simpli- ficação, pois estudar tudo em conjunto é bastante complexo e exigiria um instrumen- to matemático mais elaborado. A simplifi- cação consiste em considerar cada efeito, cada variável, separadamente, fazendo a hipótese de que tudo o mais permaneça constante. Nesta hipótese, também conhecida como a condição ceteris paribus4, a deman- da é função do preço. Na condição ceteris paribus são selecionadas variáveis relevan- tes de umdeterminado problema, supondo fixo tudo o mais, porque se estima que não é essencial para a questão que está se estu- dando. Podemos representar a relação entre quantidade demandada e preço do bem da seguinte maneira: Dx = f (Px) (a quantidade demandada do bem x em função exclusiva- mente de seu preço), tudo o mais permane- cendo constante. 1.3 Lei da Procura Normalmente, teremos uma relação in- versa entre o preço do bem e a quantidade demandada. Os economistas traduziram este 4 - Condição ceteris paribus: técnica utilizada pelos economistas, onde se estuda um fenômeno, anali- sando-se os fatores que influenciam no mesmo de forma isolada, como se não houvesse interferência dos outros fatores. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ fenômeno através da Lei da Procura Decres- cente, que diz: “Quando o preço de um bem é aumentado (ao mesmo tempo em que to- dos os demais fatores são mantidos constan- tes), será menor a quantidade desse bem a ser procurada”. Observa-se, da mesma forma, que se uma quantidade maior de um bem for lançada no mercado, esse bem só poderá ser vendido a preço mais baixo, caso não se al- tere nenhuma das outras condições que in- fluenciam a demanda. Quando o preço do bem cai, o bem fica mais barato em relação aos seus concorren- tes e, desta forma, os consumidores deve- rão aumentar seu desejo de comprá-lo. Esta é uma hipótese plausível e já testa- da várias vezes para diversos produtos. Mas há uma limitação: tudo o mais permanecen- do constante, é um efeito isolado. Na reali- dade, muitos efeitos aparecem conjuntamen- te e é difícil fazer a separação de cada um. 1.4 Relação entre a Procura de Um Bem e o Preço dos Outros Bens Quando Dx = f (P1, P2... Pn), tudo o mais permanecendo constante, temos uma rela- ção geral: o aumento do preço dos outros bens P1, P2... Pn poderá aumentar ou redu- zir a demanda do bem x. A reação do tipo de relação existente entre os dois bens poderá ser exemplificada conforme segue: 1. Caso o aumento no preço de um bem, que também faça parte da cesta de mercadorias do consumidor (P1, P2... Pn), aumentar a de- manda do bem x, os bens x e o outro bem (P1, P2... Pn) são chamados substitutos ou concorrentes. No exemplo dado do restau- rante, o filé e as massas são bens substitu- tos, pois o consumidor pode optar por um ou outro, de acordo com o conjunto de in- fluências que determinam sua decisão. Mas, lembremos que aqui estamos analisando apenas o fator preço dos outros bens. Tam- bém são substitutos a manteiga, a margari- na, o transporte por trem e por avião, o café e o chá, o sapato e o tênis, a impressão a laser e a jato de tinta, etc. Bens concorrentes ou substitutos são aque- les que guardam uma relação de substitui- ção ou, se consome um ou outro. O consumo de um pode substituir o consumo do outro. Nesta conceituação o importante é que, ao decidir por qualquer dos bens concorren- tes, o resultado em termos do atendimento da necessidade do consumidor será pleno ou, no mínimo, semelhante. 2. Caso o aumento do preço de um bem da variável (P1, P2... Pn) ocasione uma queda na demanda do bem x, os bens são chama- dos complementares. É o caso dos pneumá- ticos e câmaras de ar, pão e manteiga, cane- ta e tinta, impressoras e computadores, areia e cimento, etc. Bens complementares são aqueles que, em geral, são consumidos conjuntamente. Sua complementaridade pode ser técnica, caso do automóvel e gasolina, ou psicológica, como trabalhar com música. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 2 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas 1.5 Relação Entre a Procura de Um Bem e a Renda do Consumidor Em geral existe uma relação crescente e direta entre a ren- da e a demanda de um bem ou serviço Dx = f(R). Quando a ren- da cresce, a demanda do bem deve aumentar. O indivíduo, fi- cando mais rico, vai desejar aumentar seu padrão de consumo e, portanto, demandar maiores quantidades de bens e serviços. Esta é a regra e, como toda regra, admite exceções. Em primeiro lugar, é possível que o indivíduo esteja totalmente satisfeito com o consumo de um determinado bem e, portan- to, não altere a quantidade procurada por unidade de tempo, quando sua renda aumentar. É o caso do consumo saciado. Outra exceção encontra-se nos chamados bens inferiores. Estes são bens cuja demanda se reduz quando a renda aumen- ta. Por exemplo: a demanda de carne de segunda se reduz quan- do o indivíduo aumenta seus ganhos, pois aí ele passará a de- mandar carne de primeira e não mais de segunda. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1.6 Relação entre a Procura de Um Bem e o Gosto do Consumidor Por fim, resta examinar a função Dx = f(G), ou seja, a influência do gosto ou da preferência do consumidor sobre sua de- manda. Exemplificaremos esta situação: supo- nhamos que seja feita uma grande campa- nha publicitária incentivando a população a beber mais leite. Nesta campanha se mos- tra o valor nutritivo do leite e os benefícios que ele traz à saúde. A parcela da popula- ção que já consome leite será despertada por esta propaganda, resolverá tomar mais lei- te e incentivar o consumo por parte daque- les que ainda não tomam leite. O que ocor- rerá com a demanda do leite? É fácil res- ponder. A demanda aumentará. 1.7 Teoria Elementar da Oferta Define-se oferta como a quantidade de um bem ou serviço que os produtores dese- jam vender por unidade de tempo. Nova- mente é preciso destacar os dois elementos: a oferta é um desejo, um plano, uma aspira- ção; é um fluxo por unidade de tempo. Do mesmo modo que a demanda, a oferta de um bem depende de inúmeros fatores. 1.8 Lei da Oferta A oferta de um bem depende de seu pró- prio preço. Admitindo a hipótese ceteris paribus, onde nenhum outro fator interfi- ra, identifica-se a Lei da Oferta que diz: “quanto maior for o preço de um bem, mais interessante se torna produzi-lo, portanto, a oferta é maior”. Como o preço dos bens tem em sua composiçãoos gastos empre- sariais, a oferta do bem x depende dos pre- ços dos fatores de produção. De fato, o pre- ço dos fatores, juntamente com a tecnologia empregada, determinam o custo de produ- ção. Exemplo: aumentando o preço da terra, teremos um grande aumento no custo de produção de soja, enquanto que em outros setores, que utilizam em menor intensida- de o fator terra, teremos menores aumentos de custos. Assim, a mudança no preço de um fator acarretará alterações na lucrativida- de relativa das produções. O mesmo raciocínio se pode fazer em relação à mudança na tecnologia de produ- ção. Os bens que mais se beneficiaram da mudança tecnológica terão uma lucrati- vidade aumentada, e assim surgirão deslo- camentos nas curvas de oferta de diversos bens e serviços. 1.9 O Equilíbrio de Mercado O preço, em uma economia de mercado, é determinado tanto pela oferta, quanto pela procura. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas Chamemos a intersecção das curvas de E, à qual corres- pondem o preço P0 e a quantidade Q0. Por estas siglas identi- ficam-se Preço de Equilíbrio e Quantidade de Equilíbrio. Este ponto, se existir, será único, pois a curva de procura é decres- cente e a curva da oferta crescente. Neste ponto, a quantida- de que os consumidores desejam comprar é exatamente igual à quantidade que os produtores desejam vender. Existe uma coincidência de desejos, caracterizando um ponto de equilí- brio de mercado. Para qualquer preço superior a P0, a quantidade que os ofertantes desejam vender é maior que a que os consumidores desejam comprar. Em linguagem técnica, dizemos que existe um excesso de oferta. Quanto maior o preço, maior será o ex- cesso de oferta. De outra parte, para qualquer preço inferior a P0, surgirá um excesso de demanda. Quanto menor o preço, maior o excesso de demanda. Em qualquer dessas situações, não existe compatibilidade de desejos. Podemos visualizar duas situações: Situação I Quando existir excesso de procura, surgirão pressões no sentido de os preços subirem, pois: 1- Os compradores, incapazes de comprar tudo o que desejam ao preço existen- te, passam a pagar mais. 2- Os vendedores vêem a escassez e per- cebem que podem elevar os preços, sem quedas nas vendas. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Situação II Quando existir excesso de oferta surgi- rão pressões para os preços caírem, pois: 1- Os vendedores per- cebem que não po- dem vender tudo o que desejam, seus estoques aumen- tam e, assim, pas- sam a oferecer a preços menores. 2- Os compradores notam a fartura e pas- sam a regatear o preço. 1.10 Elasticidade da Demanda e da Oferta Sabemos que mudanças nos preços dos bens, ceteris paribus, provocam mudanças nas quantidades procuradas. Vamos anali- sar o grau em que a quantidade demandada responde a uma variação nos preços. A forma correta usada em Economia para analisar a sensibilidade da demanda e variações nos preços é a elasticidade-preço da demanda: é a variação do percentual da quantidade procurada do bem x, dividida pela variação percentual no preço do bem x. Com relação à demanda, mede as reações do consumidor quando existe uma mudan- ça no preço do bem em questão. As elastici- dades mostram as inclinações das curvas de oferta e procura e, portanto, nos dizem muito sobre os efeitos que uma dada mudança na oferta ou procura terá sobre os preços. Fórmula Genérica de Elasticidade A elasticidade-preço da oferta é obtida pela variação percentual na quantidade ofertada de um bem, dividida pela variação percentual no preço desse bem. Nesta aná- lise, obtém-se o comportamento dos empre- sários ante as variações dos preços dos bens que produzem. Muitas organizações, ao ela- borarem estratégias de preços a serem pra- ticados, simulam várias alternativas e tra- balham na identificação tanto de possibili- dades de produção, quanto nas prováveis respostas de seus clientes, quanto à modifi- cação na estrutura de preços. 1.11 Categorias de Elasticidade Em valor absoluto, a elasticidade varia entre zero e infinito. Desse modo, a análise das elasticidades tanto da procura quanto da oferta podem evidenciar três categorias, no que se refere à elasticidade-preço: • Procura ou Oferta Inelástica: a quantida- de ofertada ou procurada varia proporci- onalmente menos que o preço. Exemplo: provavelmente não dobraremos nossa compra de pão francês se seu preço dimi- nuir pela metade. Ou ainda, se o preço do pão subir 20%, dificilmente haverá queda de 20% no consumo do mesmo. Do outro lado da oferta, o preço do trigo pode do- brar, mas quem planta não pode (pelo me- nos imediatamente) oferecer o dobro da quantidade do trigo para venda. A inelas- ticidade - reação em termos percentuais da quantidade inferior ao aumento no pre- ço - é muito comum quando o produto é essencial. • Procura ou Oferta de Elasticidade Unitá- ria: é o caso especial em que as quantida- des procuradas ou ofertadas respondem na proporção exata das variações de pre- ços. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 6 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas • Procura e Oferta Elástica: variações nos preços provocam variações proporcional- mente maiores nas quantidades. Muitos bens de luxo sofrem uma diminuição dra- mática no volume de vendas quando seus preços aumentam. Do lado da Oferta, a procura elástica normalmente afeta bens de fácil produção, de modo que uma pe- quena elevação de preços leva a uma pro- dução muito maior. 1.12 Relação entre Elasticidade, Gastos e Receita A elasticidade não apenas afeta a deter- minação de preços de mercado, como tam- bém tem um grande efeito na situação fi- nanceira de comprado- res e vendedores. Faz muita diferen- ça para um comprador o fato de a curva de oferta de uma determinada mercadoria ser elástica ou não, pois isso afetará a quanti- dade a ser gasta na mercadoria caso seu pre- ço mude. O mesmo acontece com um vendedor, caso a curvade procura por seu produto seja elástica ou não, pois isso determinará o que acontece com seus rendimentos totais, se os preços mudarem. 1.13 Relações Entre Receita Total e Elasticidade A receita total, que as empresas produ- toras de um dado bem recebem, é obviamen- te igual à quantidade vendida, vezes o preço da mercadoria. Da mesma forma, a despesa total dos consumidores deste bem é igual à quantidade comprada, vezes o seu preço. Como, a cada vez que alguém vende, al- guém está comprando, a despesa dos con- sumidores na compra de um determinado bem, é igual à receita total de seus produto- res. Assim, tudo o que dissermos a respeito da receita das empresas vale, com as devi- das adaptações, para as despesas dos con- sumidores. 2. Macroeconomia A Macroeconomia se interessa pelo estudo dos agregados como a produção, o consumo e a renda da população como um todo. Analisa o desempenho global do sis- tema econômico. A importância do estu- do e análise do desempenho global de uma economia alicerça-se em vários pilares: perspectivas de emprego, rendimentos e preços que as pessoas pagam pelos bens, C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ fatores que determinam níveis de produ- to e renda da economia. Podemos acrescentar, após esta expli- cação, que os maiores problemas macroe- conômicos, muitas vezes alvo de estudos para planejamento governamental, são: • O que determina o nível de produto agre- gado (total) da economia e a respectiva renda agregada (total) da economia. • Como determinar a taxa de juros. • O que determina níveis de preços e suas conseqüências: inflação e deflação. • O que determina a taxa de emprego. • Estudo para obtenção do equilíbrio na Balança de Pagamentos e taxa de câm- bio. A bifurcação da Ciência Econômica nes- ses dois ramos, isto é, macroeconomia e microeconomia, data dos primórdios da dé- cada de 1930. Ambas giram em torno do pro- blema da limitação e do caráter finito dos recursos produtivos, em face das necessi- dades vitais da civilização, infinitas e ilimi- tadas, inerentes ao ser humano. Essa pro- blemática fundamenta e justifica a razão da existência da economia como ciência. Efetivamente, a microeconomia, ao es- tabelecer princípios gerais, revela-se mui- to mais abstrata do que a macroeconomia, a qual se encontra voltada ao exame de ques- tões e de medidas peculiares a um dado lu- gar e instante de tempo. Exemplificando, os grandes agregados estudados pela macroeconomia, como a ren- da, o emprego, o desemprego, o consumo, o investimento, a poupança, são todos de na- tureza heterogênea, na forma como consi- derada. Já a microeconomia está voltada à apreciação das unidades individuais da eco- nomia. Outro modo de distinção entre a mi- croeconomia e a macroeconomia repousa no aspecto: preços. Efetivamente, a microe- conomia é igualmente conhecida por Teoria de Preços, pois procura evidenciar a forma- ção dos preços dos bens e serviços, assim como dos recursos produtivos. 2.1 Demanda Agregada Estudiosos de macroeconomia separa- ram a demanda em dois grupos: o de bens de consumo e o de bens de investimento. Essa divisão foi feita porque esses estudio- sos acreditavam que fatores diferentes in- fluenciam os diferentes tipos de bens. Portanto, a demanda agregada pode ser dividida em consumo e em investimento agregados. O consumo agregado é formado pelos gastos de todas as famílias com bens de consumo, o investimento agregado é for- mado pelos gastos de todas as firmas com bens de investimentos. Deve-se incluir no cálculo da demanda agregada os gastos do Governo e as expor- tações, e deduzir as importações. As exportações entram no cálculo por- que constituem a demanda externa pelos bens da economia. As importações são pla- nos de compra dos residentes da economia. Desta forma, a demanda agregada externa líquida é composta pelas exportações me- nos as importações. A função da Demanda Agregada é defi- nida como: DEMANDA AGREGADA = CONSUMO + INVESTIMENTO + GASTOS DO GOVER- NO + EXPORTAÇÃO – IMPORTAÇÃO C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas Existe outra forma de analisar a deman- da agregada. É a análise da oferta de moe- da. Quando alguém – família, firma, Gover- no, setor externo – compra qualquer bem, oferece dinheiro em troca. Existe uma iden- tidade entre os fluxos contrários de bens e de moeda. Se o Governo desejar aumentar a de- manda agregada, poderá reduzir impostos ou aumentar seus gastos. Trata-se de uma política fiscal expansionista. Outra alternativa é emissão de dinheiro elevando a oferta de moeda. Neste caso, tra- ta-se de uma política monetária expan- sionista. 2.2 Oferta Agregada Como pudemos ver, a demanda agrega- da envolve fatores mais complexos daque- les que determinam a Demanda Individual (função de Dx). Oferta agregada, quando traçada sua curva, mostra todos os níveis de preços para os quais as empresas em seu conjunto estão dispostas a oferecer uma correspondente quantidade do produto agregado. A oferta agregada (ou produto agre- gado) é dada pelo valor total das transa- ções realizadas no mercado de produtos, durante certo período de tempo. Apenas os bens finais são transacionados nesse mercado. Bens finais são aqueles produzidos para utilização final e não para revenda ou para transformações adicionais. Portanto, pro- duto agregado é o valor monetário de todos os bens finais produzidos na economia em determinado período. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O Problema daEmpregabilidade05 LIÇÃO Introdução Estudaremos agora um dos maiores de- safios dos governantes de qualquer país: atenuar o problema dos índices de desem- prego. Você compreenderá que a popula- ção de uma nação é formada por pessoas dependentes e produtivas; que dentre as pessoas que têm possibilidade de estarem produzindo para o sistema, muitas podem estar fora do mercado, devidos a fatores di- ferenciados. Entenderá ainda como é formado o ín- dice de desemprego e assimilará a impor- tância da mão-de-obra ocupada. 1. Conceito A Economia tem participação efetiva no levantamento das causas e conseqüências do problema do desemprego. A medição dos índices que dizem respeito à taxa de ocu- pação, desemprego e outros indicadores dos níveis de absorção de mão-de-obra é reali- zada por técnicos ligados ao governo, bem como à iniciativa privada. Muitos profissionais que atuam nestas análises são demógrafos, outros são estatís- ticos, mas quase sempre, economistas par- ticipam deste processo, pois as implicações sócio-econômicas são objeto contínuo de estudo. Conheçamos resumidamente alguns dos conceitos utilizados como base para análise da empregabilidade. 1.1 População Economicamente Ativa (PEA) População Economicamente Ativa (PEA) de um país corresponde ao seu con- tingente populacional (pessoas entre 10 e 60 anos nos países subdesenvolvidos, e entre 15 e 60 anos nos desenvolvidos) voltado para o mercado de trabalho, ou seja, que está tra- balhando ou procurando emprego. Por este motivo também é chamada de for- ça de trabalho (soma das pessoas empregadas e desempregadas). Importante lembrar que, neste conceito, o desempregado é o indivíduo que, embora não esteja trabalhando, está à procura de uma ocupação remunerada. Muitos profissionais estudam a empregabilidade. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 0 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas PEA = Total de pessoas empregadas + + Total de pessoas desempregadas 1.2 População Economicamente Inativa (PEI) A População Economicamente Inativa (PEI) de um país é formada pelas pessoas que não estão trabalhando, nem procuran- do emprego, como as crianças com menos de dez anos de idade, estudantes, aposenta- dos e donas de casa. Nos países desenvolvidos, é comum que a PEA seja mais elevada, em termos relati- vos, do que a dos subdesenvolvidos. Entre outros fatores, isso ocorre porque o núme- ro de crianças é menor e por apresentarem uma economia bem mais poderosa do que a dos países subdesenvolvidos. A economia dos líderes econômicos mundiais apresen- ta uma abrangente rede de atividades que se inter-relacionam de forma bastante intrincada, o que permite ampla oferta de trabalho, especialmente no setor de servi- ços. O percentual de população economica- mente ativa do Brasil é bastante semelhan- te ao das três maiores potências do mundo: Estados Unidos, Japão e Alemanha. Essa semelhança não significa que a PEA brasi- leira tenha a mesma expressividade relati- va da PEA desses países. Isso se explica à medida que, como já dissemos, os países de- senvolvidos não incorporam, diferentemente do que ocorre no Brasil, crianças entre 10 e 15 anos de idade no seu contingente ativo, pois nessa faixa etária as crianças dos paí- ses ricos estão estudando. Portanto, se excluirmos a participação relativa dessas crianças, que é muito alta, do cálculo da PEA no Brasil, ela será bem menor do que se apresenta. Em 1996, a PEA brasileira era da ordem de 73,1 milhões de habitantes, o que cor- respondia a cerca de 47% da população to- tal do país, que nesse ano era de aproxima- damente 157 milhões de habitantes. O número de PEA, no entanto, não re- trata a efetiva participação da população brasileira no mercado de trabalho, pois in- clui apenas os que participam da economia formal (oficial ou legalizada), como profis- sionais liberais (médicos, dentistas, advoga- dos) e empregados assalariados devidamen- te registrados. Milhões de brasileiros ficam fora do cálculo, pois se dedicam a ativida- des na - cada vez mais expressiva - econo- mia informal (não legalizada ou clandesti- C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ na), como camelôs, bóias-frias, guardadores de carros, etc. 1.3 Taxa de Participação na Força de Trabalho A taxa de participação na força de traba- lho é definida como a percentagem da popu- lação que se encontra na força de trabalho (PEA) que realmente está trabalhando. É o indicador real da população ocupada, ou seja, taxa de ocupação. É um índice extremamen- te importante, pois indica qual nível da popu- lação está recebendo renda e, por conseqü- ência, pode atuar como consumidor das dis- ponibilidades em termos de oferta. 1.4 Taxa de Desemprego A taxa de desemprego é definida como a percentagem da força de trabalho que está desempregada. Taxa de Desemprego = No de Pessoas Desempregadas Força de Trabalho x 100= 2. Composição da População Quanto à Ocupação Do total da população de um local de- terminado, podemos identificar que existem várias estratificações. Algumas pessoas têm qualificação e podem estar trabalhando ou desempregadas, formando o conhecido PEA, ou seja, a força de trabalho. O restante são pessoas que não trabalham e não estão pro- curando emprego, as quais acabam repre- sentando importante parcela de população dependente. Alguns autores chegam a identificá-la como população na situação chamada de lazer, embora possamos locali- Indústria de Transformação - 10,4% Construção civil - 03,2% Comércio - 06,5% Serviços - 16,4% Outros - 00,35 Média Geral l6,9% Regiões Metropolitanas: São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. Fonte: IBGE/PME POPULAÇÃO OCUPADA POR SETOR DE ATIVIDADE Regiões Metropolitanas - maio 1994/1999 Incremento Observado no Plano Real ANO TAXA 1992 5,86 1993 5,30 1994 5,06 1995 4,64 1996 5,42 1997 5,66 1998 7,60 1999* 7,61 * Média de 12 meses até maio. Fonte: IBGE/PME BRASIL EVOLUÇÃO DA TAXA DE DESEMPREGO ABERTO (em %) . Taxa de Participação na Força de Trabalho = Parcela do PEA que está trabalhando Força de Trabalho x 100= C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a uto ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 2 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas População Total Empregados Desempregados População Dependente (Lazer)F or ça d e T ra b al h o zar nesta situação muitas pessoas que exercem atividades sem remuneração, como donas de casa, estudantes, religiosos, etc. Criando-se uma disposição gráfica destes segmentos da po- pulação, temos: C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 4 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1 - O que faz o setor secundário da economia? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 2 - São produtos do setor primário: ( ) a) pesca e extrativismo. ( ) b) carne enlatada. ( ) c) carros e óculos. ( ) d) serviços médicos e financeiros. 3 - Conceitue Fluxo Real. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 4 - Complete: O Fluxo Monetário é formado pelo _________________________________ realizadas aos fato- res de produção, durante o processo produtivo. 5 - O Fluxo Real e o Fluxo Monetário dizem respeito a quais duas grandes funções da economia? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 6 - É a área de estudo da Economia que analisa isoladamente os consumidores e produtores: ( ) a) Macroeconomia. ( ) b) Microeconomia. ( ) c) Teoria da Utilidade. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 7- Qual era a crença do economista francês Jean Baptiste Say? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 8 - John Maynard Keynes comprovou qual teoria, contestando Say? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 9 - A Microeconomia estuda duas teorias que são, respectivamente: ( ) a) Teoria da Empresa e da Oferta. ( ) b) Teoria do Consumidor e da Firma. ( ) c) Teoria da Utilidade e do Crédito. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 10 - Defina Procura. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 11 - Qual é o enunciado da Lei da Procura? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 4 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 12 - Quais fatores influenciam o nível de demanda? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 13 - Complete: Define-se _________________________________ como a quantidade de um bem ou serviço que os ________________________________________ desejam vender por unidade de tempo. 14 - Conceitue Bens Concorrentes ou Substitutos. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 15 - O que é elasticidade-preço da procura? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 16 - Quais são as categorias da elasticidade? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 17 - Como é determinado o equilíbrio de mercado? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 6 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 18 - Conceitue Macroeconomia. ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ 19 - A Macroeconomia possibilita a análise de fatores que determinam os níveis de: ( ) a) Renda e Consumo da Economia. ( ) b) Bens e Serviços Intermediários. ( ) c) Produto e Despesa do país. ( ) d) Renda e Produto da Economia. 20 - O que significa e o que representa o PEA? ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ 21 - Conceitue Taxa de Desemprego. ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ 22 - Qual a importância da Taxa de Participação da Força de Trabalho? ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ ........................................................................................................................................................ C ó p ia n ão a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ A Produção Econômica06 LIÇÃO Introdução Noções sobre os relacionamentos do processo produtivo, com os principais fato- res de produção, ou seja, trabalho e capital, é o conteúdo desta lição. Nosso objetivo é estimular o aluno na discussão sobre a im- portância tanto do homem como meio pro- dutivo, como também o direcionamento que se dá ao capital neste processo. A influência dos índices de produtivida- de, alvo de muitos estudos em administra- ção, também é analisada aqui sob o ponto de vista da ciência econômica, como fator pre- ponderante para que viabilize retorno sobre investimento e retroalimente a economia. A produção é a principal atividade eco- nômica. Outras atividades, como a circula- ção, distribuição e consumo de bens e ser- viços dependem da existência de um pro- cesso produtivo. O homem não cria maté- ria. Ele invariavelmente modifica o meio, apodera-se dos recursos, transforma-os e, em escala crescente, cria bens e serviços com vistas à solução dos desejos e necessi- dades humanas. O fenômeno da produção nada mais é do que a criação de um bem ou serviço, pela uti- lização combinada dos fatores de produção. 1. Possibilidades de Produção O que produzir, como produzir, quanto produzir e a quem entregar o produto, cons- tituem os problemas básicos da Economia, que toda ordem social deve enfrentar de uma maneira ou de outra. Como o mercado en- frenta esses quatro problemas? O mercado não parece prestar atenção a isso. Quando olhamos para um sistema de mercado, tudo o que vemos é um sistema de trocas em que cada um tem de se arranjar por si mesmo, onde ninguém é responsável pelo encargo de conferir se serão produzi- dos os bens adequados, ou ainda, se serão produzidos da maneira correta e entregues às pessoas certas. Vamos supor que somos donos de uma ilha, onde podemos obter apenas dois pro- dutos. Podemos usar nossa terra, trabalho e capital para plantar cereais ou podemos usá- los para criar gado e obter leite. Suponha- mos que utilizamos todos os nossos recur- sos na produção de cereais e, após 6 meses, colhemos 500 sacas do mesmo. No semestre seguinte, colocamos todos os nossos esforços na criação de gado leiteiro e temos 250 litros de leite. Teríamos, então, des- coberto duas possibilidades extremas de pro- dução para a alocação de nosso esforço social. É mais provável, entretanto, preferirmos uma mistura de cereal e leite, e não tudo de um e nada do outro. Assim, teríamos de en- contrar, através de tentativas, as combina- ções de cereal e leite que poderíamos ter, ao utilizar alguns de nossos recursos em cada ocupação. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas O centro do problema da produção é a necessidade de escolha que devemos fazer. Esta escolha é inevitável porque é imposta, naturalmente, pelos recursos existentes, por nossa técnica ou know-how5 conhecido. As possibilidades são muitas e não são estáticas. À medida que cresce o capital e a tecnologia, a fronteira pode avançar, de modo que o impossível no passado torna-se atingível no futuro. Além disso, quando as técnicas mudam, ou quando nossos recur- sos crescem ou diminuem, essa divisão tam- bém muda. Por exemplo, a invenção de uma nova forragem6 para o gado pode elevar a produ- ção de leite em nossa ilha, então, podería- mos produzir mais sacas de cereal e mais litros de leite. 2. Importância e Origem do Capital Definimos “capital” como sendo o bem que se destina a produzir outros bens. Por isso, ele é muito importante no processo pro- dutivo. Compare o rendimento de um agricul- tor trabalhando com ferramentas agrícolas rudimentares e o rendimento de um agri- cultor que pode dispor de modernas máqui- nas e equipamentos agrícolas. Analise a im- portância do capital. Como surge o capital? A produção gera receitas (recursos financeiros). Nem toda receita se destina ao consumo imediato de bens e serviços, sendo parte dela utilizada para aumentar a produção. O ato de não consumir uma parte da renda denomina-se poupança que, por sua vez, permite que se faça um investimen- to, ou seja, destina-se a produzir novos bens. 3. Importância e História do Trabalho O trabalho é o fator mais importante de produção. Sem ele não existiriam os meios de produção e, conseqüentemente, não ha- veria geração de riquezas. Embora seja o mais importante, a maior parte das riquezas por ele produzidas não vai para os trabalhadores. A palavra trabalho deriva da palavra latina tripalium, que designava um tipo de 5 - Know-how: modo de fazer, conhecimento sobre tecnologia específica para fazer determinado produto ou prestação de serviço. 6 - Forragem: planta ou grão para alimentação de gado. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ instrumento de tortura. De fato, o trabalho representou, durante muito tempo, um sen- tido de punição e de castigo. Para os he- breus, por exemplo, o homem havia sido sim- plesmente condenado ao trabalho. Com a Revolução Industrial e o surgi- mento das grandes fábricas, a partir do sé- culo XVIII, a exploração do trabalho huma- no atingiu limites inacreditáveis: os operá- rios, inclusive mulheres e crianças, eram obrigados a trabalhar, em média, 85 horas por semana. Além do excessivo número de horas de trabalho, as condições eram pre- cárias. Novas Idéias Em contrapartida à exploração do tra- balho humano, surgiram novas idéias, prin- cipalmente com Karl Marx7, que propunha que os meios de produção – fábricas, má- quinas, matérias-primas – fossem de pro-priedade de todo o povo. Os trabalhadores, por sua vez, passaram a se organizar em sindicatos para defender seus interesses e perceberam que, embora fracos como indivíduos, poderiam tornar-se fortes quando unidos. A partir dessas novas idéias e graças aos movimentos trabalhis- tas, a classe trabalhadora passou a ter maior importância social e política. 4. Economia e Produtividade Produtividade é mais um problema ad- ministrativo do que econômico. A maior ou menor produtividade é uma questão de or- ganização do trabalho, de engenharia indus- trial (processos, logística, etc.). Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muitos países passaram a se preocupar com a produtividade. Por volta de 1950, sete trabalhadores japoneses pro- duziam o mesmo que um norte-americano. Em 1977, a produção de dois japoneses era igual a de um operário norte-americano. Em 1978, o índice de produtividade do Japão aumentou 8% e o dos Estados Unidos so- mente 0,3%. No início do século XXI, aumentos de produtividade tornaram-se prioridade na maioria dos grandes conglomerados. Jus- tifica-se esta necessidade como instrumen- to para que possam enfrentar a forte competitividade instalada por conta da globalização. Produzir mais e melhor com menor custo, permitindo preços competi- tivos, são as metas. Produtividade é uma unidade de medida ou de valor expresso pela relação entre os insumos (fatores produtivos) e o produto. Estabelece-se aqui uma relação técnica en- tre o uso dos fatores de produção e a quanti- dade real da produção, ou seja, o resultado obtido pela utilização dos fatores produtivos. Analisada a produtividade de uma em- presa, observando-se ociosidade na capaci- dade produtiva, configura-se ineficiência dos fatores, o que, em outras palavras, sig- 7 - Karl Marx (1818-1881) filósofo político alemão e teórico de economia. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 5 0 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Anotações/dicas nifica perda de economicidade e queda na performance da em- presa. De acordo com a definição, temos: Produtividade = Produto Insumo A produtividade pode ser analisada sob o aspecto quantita- tivo e qualitativo. Analisando de forma bastante simplificada, imaginemos uma empresa industrial, por exemplo, cuja produção mensal atinja o valor de R$ 90.000,00, empregando insumos, calcula- dos em R$ 45.000,00, terá um índice de produtividade igual a 2: Índice de Produtividade = R$ 90.000,00 = 2 R$ 45.000,00 Para uma análise mais precisa da produtividade, podemos calculá-la considerando isoladamente os três grupos de insumos: natureza, capital e trabalho. As matérias-primas são insumos da natureza. Máquinas, equipamentos e instalações pertencem ao grupo capital. A mão- de-obra direta e a indireta representam o grupo trabalho. A produtividade de cada um desses grupos pode ser calcu- lada conforme segue: Produtividade da Natureza = Valor da Produção Valor da Matéria-prima C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 5 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Produtividade do Capital = Qtde. Produzida ou Valor da Produção No de Máquinas ou Valor (máquinas, equipamentos, etc.) Produtividade do Trabalho = Qtde. Produzida Homens-hora Podemos também calcular a produtividade do trabalhador da seguinte forma: Produtividade do Trabalhador = Quantidade Produzida No de trabalhadores Um índice de produtividade maior ou menor não corres- ponde necessariamente à melhor ou pior produtividade; por isso, além da análise quantitativa, é preciso fazer análise qua- litativa. Em épocas de crise, muitas empresas diminuem seus qua- dros de pessoal, supondo que a diminuição da mão-de-obra possa melhorar os índices de produtividade. Não podemos es- quecer que os recursos humanos são os únicos que reagem, isto é, são os que têm condições de encontrar e viabilizar alternati- vas produtivas. A produtividade empresarial é mais uma questão de or- ganização e métodos. As organizações mais eficazes e que utilizam os métodos mais eficientes são aquelas cujos índices de produtividade são constituídos de valores quantitativos e qualitativos. . . C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Renda Nacional e Produto Nacional07 LIÇÃO Introdução É chegada a hora de você ter contato com conceitos pertinentes à formação da renda nacional e, o que é mais importante, a forma como ela é distribuída. Conhecerá como o Brasil se apresenta com relação a outras nações em termos de desenvolvimento econômico e social, enten- derá que renda per capita é um índice pura- mente econômico e que concentração de ren- da é não é exclusiva do Brasil. Nossa intenção é a de despertar o seu es- pírito crítico com relação a esses importan- tes questionamentos sobre um país que pos- sui elevado nível de produto interno, mas ain- da figura entre aqueles que não fazem justi- ça quanto à distribuição da renda. 1. Renda Nacional Todos os países procuram medir o resul- tado de suas atividades econômicas, e essa medição pode ser feita através do cálculo da renda nacional. Renda Nacional é a soma das rendas ou receitas recebidas por todas as pessoas em um ano, ou seja, é a soma total dos salários, juros, lucros, aluguéis, di- videndos e renda da terra obtida pelos cidadãos de um país, durante o perío- do de um ano. A renda nacional depende da maior ou menor produtividade do trabalho e da maior ou menor rentabilidade de todos os fatores da produção. 2. Renda Per Capita Dividindo a renda nacional pelo número de habitantes, temos a renda per capita de um país. Renda per capita significa “renda por cabeça”, ou seja, é o que cada pessoa ganharia se dividíssemos igualmente o valor da produção, em um ano, entre todas as pes- soas do país. A renda per capita é um dos critérios para se avaliar o desenvolvimento econômico de um país, mas não pode ser o único. Portanto, além da renda nacional, devemos levar em conta certos dados indicativos do padrão de vida da população em geral: expectativa de vida dos habitantes, mortalidade infantil, lei- tos de hospital, percentualde alfabetização, consumo de energia per capita, meios de transporte, etc. 3. Índice de Desenvolvimento Humano - IDH Em 1990, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) criou o Ín- dice de Desenvolvimento Humano (IDH), com o objetivo de avaliar o nível de desenvolvi- mento dos países. Para calcular esse índice, que vai de 0 a 1, o PNUD avalia os seguintes indicadores de qualidade de vida de um país: C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas • Saúde, abrangendo dados diversos, incluin- do taxa de mortalidade infantil (relação en- tre o número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade e o total de crianças nascidas no ano) e esperança de vida da população como um todo. • Educação, levando em conta o número de analfabetos e nível de escolaridade média da população. • Renda, considerando o poder aquisitivo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, a produção do país (cujo valor é igual à renda interna) dividida pelo número de habitantes. Neste item, é feita uma com- paração entre a renda per capita e o real poder aquisitivo das pessoas. 3.1 Brasil Ocupa 69º Lugar no IDH Em julho de 2001 a ONU divulgou rela- tório do IDH, que apontou a Noruega como o melhor lugar para se viver no mundo. En- tre os 162 países listados, o Brasil ficou em 69º lugar, atrás de seus vizinhos Argentina (34º), Chile (39º) e Uruguai (37º). O relatório de 2001 apresenta dados de 162 países, 12 a menos do que o relatório de 2000. O levantamento indica que o IDH (Ín- dice de Desenvolvimento Humano) do Brasil passou de 0,746 para 0,750 nos períodos ana- lisados, que têm, respectivamente, 1998 e 1999 como ano-base. Alguns dos indicadores utilizados no cál- culo do IDH apontam os avanços do Brasil. Melhoraram a expectativa de vida ao nascer (indicador de saúde) e as taxas de adultos alfabetizados e de matrículas (indicadores de educação). A expectativa de vida passou de 67,3 anos para 67,5 anos. O percentual de adultos alfabetizados passou de 84,5% para 84,9%. A taxa de matrículas - uma combi- nação entre os dados referentes a primeiro, segundo e terceiro graus - passou de 78,3% para 80%. Mas a renda per capita do brasileiro che- gou a US$ 7.037,00 em 1999, com uma ligei- ra queda em relação ao ano anterior, quando foi calculada em US$ 7.071,70. O Canadá, atualmente, ocupa a terceira posição, após seis anos seguidos em primei- ro lugar. A Austrália, que aparece em se- gundo, está poucos pontos atrás do Canadá. Segundo o relatório, todo cidadão pobre vi- verá mais na Suécia ou no Japão. Os núme- ros, divulgados desde 1990 pelo Programa de Desenvolvimento da ONU, começaram a ser medidos como parte dos esforços para determinar outros fatores de desenvolvi- mento que não o propriamente econômico. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Entre os países que se encontram no pé da lista estão Estados da África subsaariana (região ao sul do Deserto do Saara), que apre- sentam grandes problemas sociais e econô- micos. Dos 36 países com os piores índices, 29 estão no continente africano. As projeções de expectativa de vida na África caíram bastante devido ao fato de haver ali 25 milhões de pessoas contamina- das com o vírus da Aids. Em Botswana, por exemplo, a expectativa de vida caiu de 53 anos em 1975 para 44 anos em 2000. Os dez primeiros países da lista são: 1. Noruega 2. Austrália 3. Canadá 4. Suécia 5. Bélgica 6. EUA 7. Islândia 8. Holanda 9. Japão 10. Finlândia Os dez últimos países da lista são: 153. Mali 154. República Centro-Africana 155. Chade 156. Guiné-Bissau 157. Moçambique 158. Etiópia 159. Burkina Fasso 160. Burundi 161. Níger 162. Serra Leoa Em termos de economia, o Brasil figu- ra como um país emergente, onde um forte parque industrial o coloca entre os países mais propensos a receber investimentos ex- ternos. Esta situação demonstra claramente que crescer economicamente é bem diferente de crescer socialmente, o que depende logi- camente de bem-estar social através de me- lhor distribuição de renda e boa assistên- cia, em termos de serviços públicos. Não devemos confundir renda per capita com distribuição funcional da renda. En- quanto a renda per capita demonstra um ce- nário de como poderia ser distribuída a ren- da, a distribuição funcional da renda indica a forma como é distribuída a renda entre os fatores capital e trabalho. 4. Concentração de Renda O termo concentração de renda aplica- se quando a análise econômica de um país evidencia que uma parcela diminuta da po- pulação fica com a maior parte da Renda Nacional. Geralmente esta parcela menor da população é proprietária do fator capital e outros meios de produção. Embora haja divergência quanto aos li- mites de concentração ou não - concentra- ção de renda, a simples constatação de que, em um dado país, existe mais de 50% da ren- da nas mãos dos proprietários dos fatores ca- pital e recursos naturais, é caso típico de con- centração de renda. O Kuwait, país do Golfo Pérsico, grande produtor de petróleo, apesar da alta renda per capita, figura como um dos maiores concentradores de renda, que direciona-se quase que totalmente para poucas famílias. O Brasil, na década de oitenta (não mudou mui- to) apresentou os seguintes índices: • Classe alta: 10% da população com 48% da renda. • Classe média: 40% da população com 38% da renda. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 6 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas • Classe baixa: 50% da população com 14% da renda. 4.1 Utilidade do Cálculoda Renda As instituições que levantam dados so- bre a renda nacional, sejam elas públicas ou privadas, colaboram para que se obtenham as seguintes informações: - medir o crescimento econômico do país; - avaliar a contribuição dos diferentes seto- res produtivos na atividade econômica, tais como agricultura, pesca, construção civil, comércio e indústria na produção de rique- zas; - avaliar a distribuição da renda, isto é, a partilha do total da renda produzida. 4.2 Lucro Lucro é a remuneração do empresário, representada por um ganho vinculado à di- ferença entre o preço de venda e o preço de custo dos produtos e serviços. Se não hou- vesse a possibilidade do lucro, o empresário não correria o risco de aplicar seu capital em determinada atividade produtiva. Karl Marx explicou a origem do lucro através da teoria denominada “mais-valia”. Segundo a teoria, no regime capitalista o capital ten- de a aumentar indefini- damente pela explora- ção que o sistema lhe permite exercer so- bre o trabalho. Assim, o capital é formado através da “mais-valia”, que consiste no seguinte: “o trabalhador, no pro- cesso de produção, transforma matéria- prima em produtos, empregando determi- nados meios produti- vos. O valor do produto é formado pelo valor dos meios de produção, mais o novo valor que o operário, ao traba- lhar, está criando. Do trabalho, portanto, sai o único valor que se cria em cada processo de produção”. Dessa forma, o capitalista obtém seus lucros apoderando-se de todo o trabalho que o operário continua a realizar, após ter cria- do um valor igual ao seu salário. Chamamos de “mais-valia” ao valor suplementar que o operário produz durante todo o tempo que continua a trabalhar, depois de produzir o valor da sua força de trabalho. A melhor coisa do capitalismo é ser capitalista! C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Existem pessoas que operam no mercado com juros exorbitantes de forma criminosa (agiotagem). Hoje, o que se discute não é a existência do lucro, mas a sua apropriação. Nas econo- mias capitalistas, ele vai para os detentores do capital das empresas. Nas economias soci- alistas tradicionais, o lucro vai necessariamen- te para o Estado, embora uma fração possa ser deixada à disposição das empresas. É importante lembrar que o cenário mun- dial hoje é composto de pouquíssimas nações que possuem o sistema socialista. As econo- mias de mercado estão, por sua vez, atingin- do antigas economias fechadas e caminham para transformações que inevitavelmente dependem da supremacia de uma ou outra corrente política. Estas economias capitalistas têm apon- tado para a chamada “terceira via”, que é uma proposta de linha de governo que tem como objetivos: estabilidade macroeco- nômica, políticas de bem-estar e emprego, seguridade social, melhorar a educação e impulsionar empresas ligadas a novos negó- cios. Seria uma política equidistante do estatismo que inibe e controla o processo pro- dutivo, e do livre-mercado, desenfreado e ir- responsável. 4.3 Juro Juro é a remuneração do capital. Quan- do alguém recebe um empréstimo em dinhei- ro, deve pagar ao credor, além do “princi- pal”, uma soma determinada, para compen- sar o lucro que o credor deixou de ter ao emprestar o dinheiro. Podemos justificar a cobrança dos juros da seguinte forma: • Não são apenas os pobres que pedem em- préstimos, mas também os comerciantes, os industriais e o Governo, com o fim de aplicar esse capital na produção. • O capital é hoje um fator de produção: sen- do produtivo, ninguém o empresta sem re- ceber uma retribuição. • Apesar da inflação ser baixa, de se ter uma moeda praticamente estável com o câmbio controlado, o próprio sistema comercial de financiamento e a cultura existente no mer- cado financeiro fazem com que os juros se- jam cobrados. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 5 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 1 - Como podemos conceituar produção? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 2 - Qual o maior questionamento quanto às possibilidades de produção? ( ) a) Valor do produto. ( ) b) Custo dos recursos. ( ) c) Valor do trabalho. ( ) d) O que produzir, como produzir e como distribuir. 3 - Conceitue Capital e explique sua origem. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 4 - Complete: O ato de não consumir uma parte da renda denomina-se ______________________________ . 5 - Por que a produtividade é um problema mais administrativo do que econômico? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada.Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 5 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 - Qual é a equação da Produtividade? ( ) a) Produto em relação aos insumos. ( ) b) Trabalho em relação aos insumos. ( ) c) Produto em relação ao preço. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 7 - Conceitue Renda Nacional. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 8 - O que indica a renda per capita? ( ) a) Desenvolvimento social. ( ) b) Posição econômica das empresas. ( ) c) Desenvolvimento econômico. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 9 - O que significa Lucro? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 10 - Conceitue Distribuição Funcional de Renda. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 11- O que significa IDH? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 0 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 12 - Quais são os fatores que o IDH leva em consideração? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 13 - Como podemos conceituar renda per capita? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 14 - Uma parcela diminuta da população fica com a maior parte da Renda Nacional. Isto caracteriza: ( ) a) desenvolvimento social; ( ) b) sobra de renda; ( ) c) renda per capita; ( ) d) concentração de renda. 15 - Como se remunera o capital ? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Inflação08 LIÇÃO Introdução Conhecer o fenômeno da inflação, suas causas, conseqüências e as diferentes polí- ticas para combatê-lo. Esta é a base progra- mática desta lição. Fazer com que o alunotenha mais familiaridade, sob o ponto de vis- ta teórico, com o que é um processo inflaci- onário é nosso objetivo. Nesta lição você conhecerá os resulta- dos de algumas medidas governamentais para controle da inflação. Apresentaremos os principais planos econômicos recente- mente adotados em nosso país. A análise e o co-relacionamento existente entre eles é de fundamental necessidade, para que o aluno consiga se posicionar sobre as variáveis que determinam a eficácia ou não das medidas governamentais. 1. Conceito A inflação é caracterizada como um pro- cesso em que todos os preços sofrem um aumento contínuo. O processo inflacionário, para configurar-se, precisa abranger todas as esferas da economia, ou seja, produtos e serviços dos três setores: primário, secun- dário e terciário. Outro fator importante a ser considerado é que, no processo inflacionário, a subida dos preços é constante. Assim, o aumento isolado de um bem, resultante de uma eventual es- cassez típica das entressafras, não caracteri- za o processo de inflação. Para que se carac- terize, todos os preços de bens e serviços so- frem uma alta contínua e generalizada. Na inflação, observa-se nitidamente uma depreciação do valor da moeda (redu- ção de seu poder aquisitivo). Quanto à sua intensidade, a inflação tem algumas varia- ções, sendo que os tipos extremos são: • Inflação rastejante: índices muito baixos, com expansão (aumento) dos preços quase que imperceptível. Este tipo de inflação é muito comum nos países mais estáveis. • Inflação galopante ou hiperinflação: índi- ces inflacionários muito altos, com uma expansão descontrolada e violenta no ní- vel geral de preços. No período de 1914 a 1923, a Alemanha sofreu a maior inflação registrada no mundo: os preços cresceram um trilhão de vezes. Entre esses níveis, a inflação crônica é visível em muitos países, os quais, através de políticas de governo, atentam para seu controle e contenção. O Brasil, desde a Se- Com a inflação cai o poder aquisitivo, uma das conseqüências da desvalorização da moeda. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 2 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas gunda Grande Guerra, tem vivenciado pro- cessos inflacionários de diferentes intensi- dades, e, em muitas situações, as autorida- des monetárias fizeram intervenções para que a inflação fosse controlada. Para obter-se índices inflacionários, são realizadas tabulações de preços diversos, que são submetidos a cálculos das variações de preço em determinados locais e períodos específicos. Há uma variação muito grande de índices analisados no Brasil. Em nosso país, por muitos anos, o índice oficial da inflação foi o Índice Geral de Pre- ços (IGP), obtido através de uma média pon- derada, composta de três índices: Índice de Custo de Vida (ICV), Índice de Preços por Atacado (IPA) e Índice Nacional da Cons- trução Civil (INCC). Atualmente o Governo tem utilizado oficialmente o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE. 2. Principais Índices de Inflação 2.1 Índice Geral de Preços do IBGE (IGP) Começou a ser calculado em 1947, com- parando preços do mês anterior com os do mês corrente, coletados em 18 capitais. Há três grupos de preços: os de produtos no ata- cado, baseado numa amostragem de cerca de 500 mercadorias, com 60% de peso no índice final; os de preços ao consumidor, com base nas compras de famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos, entra com 30%; e de pre- ços da construção civil, com 10% de peso, ba- seado em planilhas de custo de empresas de engenharia. É um dos índices menos preci- sos, justamente pela sua abrangência, num quadro muito dispersivo de inflação. É di- vulgado em duas versões: uma contendo ape- nas os preços do que é produzido interna- mente (disponibilidade interna) e outra in- cluindo preços de importações. 2.2 Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) da FGV Criado a pedido da Federação dos Ban- cos, com uma cláusula que impede sua mo- dificação pelo Governo, e tinha como fun- ção servir de corretor de contratos bancá- rios aplicáveis no dia 30 do mês em curso. É o primeiro a ser divulgado e tem como base os mesmos preços e a mesma ponderação do IGP, mas do dia 20 do mês anterior ao 20 do mês em questão. 2.3 Índice Quadrissemanal de Preços ao Consumidor da FIPE Típico de uma economia hiperinflacio- nária, é publicado toda semana, com a va- C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ riação dos preços das quatro semanas an- teriores. Restringe-se ao município de São Paulo e afere o custo de vida de famílias com rendas de 2 a 6 salários mínimos. Cal- cula os preços médios durante quatro se- manas e divide pela mesma média de qua- tro semanas anteriores. Trata-se portanto de uma medida rápida das tendências de base dos preços. No índice FIPE a comida pesa 37% do custo de vida das pessoas e a habitação 18%. 2.4 Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE Para rendas de 1-8 salários mínimos, foi o índice oficial de inflação de 1979 a 1986. 2.5 Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Sucedeu ao INPC como índice oficial, até 1990 e difere apenas no período de cole- ta dos preços. 2.6 Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do IBGE Para rendas de até quarenta salários mí- nimos. 2.7 Índices de Custo de Vida do DIEESE Para três classes de renda: 1-3 salários mínimos, 1-5 e 1-30. Esse índice se distin- gue dos demais por incluir como itens es- senciais do custo de vida, despesas com re- creação, comunicação, cultura e lazer. 2.8 Índice da Cesta Básica (PROCON/DIEESE) Pesquisado em 70 supermercados em São Paulo, engloba 31 produtos essenciais para famílias com renda até 10,3 salários mínimos e mede a variação de ponta a ponta. 3. Conseqüências da Inflação O processo inflacionário traz malefícios que prejudicam toda a estrutura econômica Janeiro/00 Dezembro/99 Novembro/99 Outubro/99 Setembro/99 IPC - FIPE 0,57 0,49 1,48 1,13 0,91 IGP-M - FGV 1,24 1,81 2,39 1,70 1,45 IGP-DI - FGV 1,02 1,23 2,53 1,89 1,47 IPC-DI - FGV 1,01 0,60 1,12 0,92 0,19 IPA-DI - FGV 1,02 1,60 3,26 2,58 2,30 INCC-DI - FGV 1,07 1,04 0,91 1,01 0,86 INPC - IBGE 0,61 0,74 0,94 0,96 0,39 IPCA- IBGE 0,62 0,60 0,95 1,19 0,31 ICV - DIEESE 1,19 0,80 1,34 0,93 0,37 Cesta Básica 134,56139,00 134,05 130,56 125,59 Tabela de Índices Inflacionários de Setembro/99 a Janeiro/00 Índices de Preços (em %) C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas do país: a desvalorização da moeda, a queda dos investimentos, a queda do índice de em- prego e muitas outras conseqüências danosas que repercutem nos âmbitos político e social. Uma nação que enfrenta um processo inflacionário, com dificuldades de estabili- zação da economia que impedem o rápido retorno de preços e salários equilibrados, certamente terá conseqüências negativas pelo menos em três níveis: 1 - Distribuição de Renda: com inflação, os proprietários dos fatores capital e recur- sos naturais têm mais poder para man- ter seus ganhos, pois conseguem mais facilmente recompor os seus preços, sen- do que os operários têm menores instru- mentos para equilibrarem seu poder aquisitivo. 2 - Investimentos dos Empresários: a pos- sibilidade de crescimento econômico fica inibida, devido à política de juros eleva- dos, geralmente imposta pelo Governo. Estes juros altos diminuem a expectati- va quanto a lucros futuros do empre- sariado, que passam a não acreditar ser viável um eventual investimento na ca- pacidade produtiva. Este fator ampliado para toda economia reduz sensivelmen- te a capacidade produtiva do sistema. 3 - Déficit na Balança Comercial: os preços internos aumentados desenfreadamente pela inflação incentivam os comercian- tes a procurarem produtos de outros pa- íses, que, mais baratos, estimulam os con- sumidores a adquiri-los. Isto ocasiona uma queda expressiva nos negócios das empresas nacionais. Recentemente ve- rificou-se crise importante no setor de calçados, têxtil e outras áreas sensíveis ao ataque de concorrentes estrangeiros, que têm preços mais competitivos. Este fator, além de contribuir para a atrofia do parque industrial nacional, pro- voca um déficit na Balança Comercial, por- que há saída de divisas (remessa de moeda) para importações desproporcionais às rece- bidas de exportações. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4. Tipos de Inflação Em qualquer lugar do mundo, go- vernantes precisam dar sinais de que estão no poder para trazer o mínimo de padrão de vida e que possuem condições de conter o custo de vida das pessoas. Todos assumem o poder com esta retórica8, mas em muitas nações, a tarefa de se buscar equilíbrio en- tre preços e salários tem sido apenas proje- to eleitoral. As chamadas políticas de estabilização são medidas governamentais adotadas para análise das causas e conseqüente combate à inflação. Economistas discutem causas da infla- ção e apregoam medidas que, isoladas ou combinadas, permitam o controle inflacio- nário e estabilização econômica. Muitas ve- zes, estas medidas trazem grande descon- forto para a população. Analisemos agora algumas das princi- pais causas da inflação. Diríamos que, divi- didas em causas primárias e secundárias, podemos sintetizar a inflação como sendo de quatro origens: 4.1 Inflação de Demanda Este tipo de inflação é causado quando há um excesso de procura na economia, sem no entanto, existir produto que seja pro- 8 - Retórica: arte da oratória, arte do discurso. porcional a este volume de demanda. Isto acontece porque há uma desproporção en- tre os meios de pagamento (dinheiro em cir- culação) e a produção econômica. O nível de produto da economia deve equilibrar-se à renda – igualdade fundamental da econo- mia. Isto não ocorrendo, já que existe dinhei- ro em excesso e não há produto suficiente, a tendência dos preços subirem vertiginosa- mente acontece, principalmente pela ação dos especuladores. Importante salientar que, para existir a inflação de demanda, também chamada inflação de procura, é necessário que a economia esteja perto do pleno emprego dos fatores de produção, ou seja, que não haja ociosidade na utilização da força de trabalho, do conjunto de instalações, má- quinas, equipamentos e demais compo- nentes do fator capital e dos recursos na- turais disponíveis. Um dispêndio excessi- vo do dinheiro circulante, em um cenário de oferta limitada de bens que podem ser produzidos a pleno emprego, resulta em aumento de preços. Sabe-se que, no nosso país, a origem da inflação de demanda está na má performan- Causas primárias: Inflação de Demanda Inflação de Custos Causas Secundárias: Inércia Inflacionária Conflito Distributivo Na Inflação de Demanda há um movimento de procura superior à capacidade de oferta. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 6 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas ce das contas públicas, ou seja, quando o Governo gasta mais do que arrecada, ele influencia na inflação. Nas décadas de se- tenta e oitenta, o déficit público subiu mui- to e o Governo financiava sua dívida com a poupança interna ou captava recursos lan- çando títulos da dívida pública, o que inje- tava dinheiro em uma economia que não crescia. Isto gerou inflação de demanda. Como combatê-la? O Governo, para combater a inflação de demanda, utiliza duas medidas: • Política Fiscal: aumentar impostos em ge- ral, sobre a renda e sobre os bens e servi- ços, para diminuir a renda das pessoas e das empresas. Completa esta política tam- bém procurando reduzir suas despesas como: folha de pagamento do funcionalis- mo público e despesas correntes como materiais de escritório, gastos com obras, etc. Temos observado que este controle das despesas governamentais tem ficado mais nos projetos do que nas ações. • Política Monetária: diminuir a quantida- de deemissão de papel-moeda pelo Ban- co Central (controle pelo Congresso Na- cional), limitações ao crédito (juros ele- vados, dificultar empréstimos, diminuir o número de prestações para financiamen- tos, consórcios, etc.) e aumentar a parcela dos depósitos à vista que os bancos não podem emprestar (encaixe). 4.2 Inflação de Custos Esta forma inflacionária provém do lado da oferta de bens e serviços. Verifica- se aqui um repasse automático e exagera- do ao preço final, quando os custos opera- cionais aumentam. Há um consenso que, em uma economia de mercado, o empresá- rio opera visando lucro e, se houver aumen- to no preço de algum fator de produção, principalmente matéria-prima, ele deverá repassar para o preço, sob risco de operar com prejuízo. Sem lucro, seu empreendi- mento acaba inviabilizando-se, caso o pre- juízo se prolongue. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O problema centraliza-se em alguns se- tores que exercem domínio de mercado, com características oligopolizantes (poucas em- presas, mas fortes em estrutura). Estas gran- des empresas conseguem lucros exorbi- tantes ao conquistarem reajustes bem aci- ma dos aumentos que ocorrem em suas des- pesas operacionais. Os oligopólios são res- ponsáveis por muitos produtos importantes como automóveis, produtos de higiene e lim- peza, eletrodomésticos e medicamentos, entre outros. Assim, os preços elevados des- tas empresas ajudam a inflação a subir de forma descontrolada. Como combatê-la? A forma de combate utilizada para este tipo de inflação é justamente o controle de preços. No passado, o CIP – Conselho Interministerial de Preços - tinha esta res- ponsabilidade (para produtos industrializa- dos), bem como a SUNAB - Superintendên- cia Nacional de Abastecimento (para pro- dutos da agricultura e pecuária). Extintos com o Plano Real, departamentos variados exercem a política de monitoração de pre- ços. 4.3 Inércia Inflacionária Esta inflação é conhecida como uma re- sistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização cria- das para combater a inflação de demanda e de custos, ou seja, as causas primárias. O componente que causa este processo é a indexação generalizada da economia, como acontece no Brasil, através de inúmeros ín- dices de correção de preços, muitas vezes atendendo a interesses corporativos. A indexação fixa índices específicos para reajuste de prestações, salários, con- tratos, aluguéis e outros preços, pela infla- ção do período passado. As equipes econô- micas do Governo, responsáveis pela esta- bilização, sempre estabelecem metas con- tendo a prerrogativa de diminuição dos ín- dices existentes, mas o próprio Governo ins- titui novos índices, sempre que convenien- te para a implementação de novas medidas econômicas. 4.4 Conflito Distributivo A disputa sobre a alavancagem da pos- se da renda entre os proprietários dos fato- 9 - Oligopólio: situação de mercado na qual, em um limitado número de produtores, cada um é bastante forte para influenciar o mercado, mas não o é para desprezar a reação dos competidores. Na Inflação de Custos, os oligopólios9 têm muita responsabilidade pela elevação dos preços. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas res trabalho e capital é o eixo do conflito distributivo. Neste conflito, a conhecida es- piral preços-salários indica que, logo após um aumento de preços dos bens e serviços por parte dos empresários, para aumentar a sua renda, os empregados lutam por reajus- tes salariais. Em seqüência, os empresários voltam aos reajustes e esta situação contínua não arre- fece a inflação, mesmo com políticas mone- tárias, fiscais ou de contenção de preços. 5. Planos Econômicos Recentes No início dos anos 80, a inflação brasi- leira disparou, com taxas muito elevadas. As conseqüências foram tão nefastas que nos- sa indústria parou de crescer e, para muitos economistas, a era de 80 ficou conhecida como “a década perdida”. O período foi muito negativo para nossa economia, prin- cipalmente porque o Governo, mesmo ado- tando fortes medidas contra a alta da infla- ção, obteve pouco sucesso. Os planos que se sucederam a partir de 1986 foram: 5.1 Plano Cruzado Implementado pelo Decreto-lei nº 2.283 de 28/02/86, a unidade do sistema monetá- rio brasileiro foi modificada para o cruza- do (Cz$), que cortou três zeros do antigo cruzeiro, ou seja, Cz$ 1,00 correspondia a Cr$ 1.000,00. Fonte: FGV, IBGE INFLAÇÃO MENSAL (IPC-FIPE) Comparação com planos de estabilização anteriores TAXA DE INFLAÇÃO Acumulada em 12 meses Fonte: Fipe C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Além da troca de moeda, o Plano Cru- zado adotou forte congelamento de preços e salários, com o objetivo de estabilizar o poder aquisitivo. Fontes do Governo acreditavam que a inflação da época tinha um forte compo- nente inercial (conforme já estudado em Inércia Inflacionária), associado ao confli- to distributivo caracterizado por turbulên- cias constantes entre patrões e emprega- dos (muitas greves). O próprio Governo (setor público) não acompanhou o congelamento de preços com a devida seriedade em seus gastos. O déficit público cresceu bastante e alguns preços públicos subiram (energia, gasoli- na, etc.). Aconteceram episódios de espe- culação (desabastecimento induzindo o aparecimento de ágio10, empresários es- conderam mercadorias para conseguir me- lhores preços, boicotes diversos, ações dos oligopólios, etc.) e perdeu-se o controle da inflação. 5.2 Plano BresserCriado em junho/87, renovava o congela- mento de preços e salários por aproximada- mente três meses. Seu mentor foi o ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, daí o nome do plano. Bresser Pereira, como tan- tos outros ministros que passaram pelo go- verno brasileiro, também não logrou êxito. 5.3 Plano Verão (Cruzado Novo) Implementado em 31/01/89, pelo Decre- to-lei nº 7.730, substituiu o cruzado pelo cru- zado novo (NCz$), onde NCz$ 1,00 equivalia a Cz$ 1.000,00. Concluiu-se que a modifica- ção do padrão monetário com o corte de três zeros, ocorrido no Plano Verão, acompanha- do por normas que determinavam o conge- lamento de preços e salários, também não resolveu o problema inflacionário. 5.4 Plano Collor I Decretado em 15/03/90, logo após a posse do presidente Fernando Collor de Mello, foi um plano extremamente ousado. A inflação, até então, subia a taxas cada vez maiores. Partindo do diagnóstico de que havia muita moeda em circulação na economia, sua principal medida determinou a reten- ção de saldos em conta-corrente, caderne- tas de poupança e aplicações financeiras que fossem superiores a NCz$ 50.000,00. Esta medida, muito impopular, fez com que muitos se desesperassem. Nada podia ser feito. Um dia antes, o Banco Central bai- xou norma, expedida em caráter de urgên- cia para todos os bancos, atribuindo a or- dem da retenção de todos os valores, os quais seriam pagos em parcelas depois de um certo período. Retornou-se ao cruzeiro (Cr$), com a seguinte paridade11: cada Cr$ 1,00 equiva- lia a NCz$ 1,00, não houve corte de zeros. Sem qualquer congelamento ou contro- le efetivo de preços, a inflação caiu signifi- cativamente, mas voltou em meados do mes- mo ano. Além das medidas mencionadas, outras foram tomadas com o intuito de desindexar12 a economia. O plano congelou a dívida in- terna e apertou o crédito, aumentando ju- ros e dificultando empréstimos. 10 - Ágio: lucro sobre a diferença de valor da moeda. Juro de dinheiro emprestado; usura. Especulação sobre a alta ou a baixa dos fundos públicos. 11 - Paridade: estado de câmbio em que há equivalência de moedas. 12 - Desindexar: desfazer a indexação de. Extinguir o reajuste relacionado com certos índices econômicos. Eliminar a correção monetária automática de preços e salários. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 0 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas O Governo iniciou um ousado projeto de reforma estrutural, com programas de privatização e corte de funcionários. Tam- bém visando melhorar a situação das con- tas públicas, cortou subsídios e aumentou a carga tributária. Os serviços públicos tive- ram um realinhamento de preços. Tudo isso, somado ao aumento das im- portações, causou aumento nos custos de produção, fazendo com que a inflação vol- tasse a subir. 5.5 Plano Collor II Já em fevereiro/91, o governo Collor re- novou seu antigo plano para estabilização da economia com tímidas medidas: conge- lamento temporário de preços, mas apenas de alguns bens, acompanhado por um mo- derado controle de preços. Este plano não trouxe resultados concretos. 5.6 Plano Real (FHC) Com a interrupção do governo Collor, seu vice, Itamar Franco, assumiu a presidência com uma preocupação muito grande em con- trolar, combater e diminuir a inflação. Vários anos de convívio com elevações de preços provocaram uma utilização des- medida de indexadores diversos (indexação da economia). A inexistência de medidas eficazes contra as ações de empresas oligopolistas, conflito distributivo crescen- te e outros sintomas de nossa economia fa- ziam com que existisse a necessidade da arquitetura de um plano abrangente que estancasse a inflação de forma eficaz. Em 1993, a moeda foi substituída nova- mente. Criou-se o Cruzeiro Real (CR$). Esta nova moeda tinha a seguinte equivalência: CR$ 1,00 = Cr$ 1.000,00. Esta medida não era um plano econômico, apenas diminuía o nú- mero de zeros dos preços, que não paravam de subir. Em março de 1994, um novo plano come- çou a ser executado. Tratava-se do Plano Real ou FHC, uma referência ao nome do Minis- tro da Fazenda da época, Fernando Henrique Cardoso. Neste início do ano, criou-se a URV (Unidade Real de Valor), um tipo de indexador único, que padronizou todo e qual- quer reajuste de preços e salários. Com a URV implantada, o Governo comprometeu-se a um esforço para equilibrar suas contas, evitan- do a emissão de moeda. No mês de julho, precisamente no dia 01/07/94, implementou-se definitivamente o plano, quando aconteceu mais uma refor- ma monetária, com o surgimento do real (R$), com a seguinte paridade: R$ 1,00 = C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ CR$ 2.750,00, que era o valor de 1 URV em 30/06/94. Com o Plano Real, a política cambial tor- nou-se parcialmente flexível: o Governo comprometeu-se a manter o limite superior de venda de um dólar por real, permitindo ao mercado cotar a moeda estrangeira a va- lores inferiores a esse limite. Parte das re- servas internacionais serviu de lastro para a manutenção da taxa de câmbio. Na verda- de, esta flexibilização era apenas para abai- xo de R$ 1,00. Outro ponto importante foi o estabele- cimento de regras rígidas para a emissão de moeda, ficando o Congresso Nacional como responsável para definir os limites de emis- são monetária, cabendo ao Conselho Mone- tário Nacional a supervisão da emissão de moeda e ao Banco Central do Brasil execu- tar esta política. 5.6.1 Conseqüências do Plano Real O Plano Real permanece em nossa atua- lidade, tendo sofrido vários ataques: crises externas, aumento violento do dólar, entre outros. Conseguiu-se uma queda substancial da inflação inercial, sendo que em seus primei- ros anos, o plano obteve franca adesão, tan- to por parte dos políticos, quanto por parte da sociedade. Com a estabilidade da moeda, houve aumento considerável do consumo, reper- cutindo uma melhoria no padrão de vida de muitas famílias brasileiras, apesar das difi- culdades para uma expansão proporcional da oferta de bens e serviços. Era previsível este aumento da demanda, principalmente porque as autoridades mone- tárias sabiam que parte do imposto inflacio- nário (que era captado pelo sistema bancário e pelo Governo) passou a ficar nas mãos de parcela da população de baixa renda. Como medida de precaução, nestepri- meiro mandato do governo FHC, adotou-se medidas para restrição ao crédito, desis- timulando-se compras a prazo, através da elevação dos juros. O aumento das importa- ções elevou o nível da oferta, pois muitas medidas governamentais permitiram uma maior penetração de produtos estrangeiros. Como conseqüência, muitos setores da economia foram afetados. Indústrias de cal- çados, têxteis e outros com problema de competitividade sofreram impactos dolo- rosos, sendo que algumas empresas até fe- charam as portas, causando uma diminui- ção importante no nível de empregos nes- tes setores. De forma geral, a abertura de mercado e demais medidas do Plano criaram um ce- nário de estabilização geral da economia, mas com um custo social muito grande: os índices de desemprego subiram de forma muito grave. Podemos dizer que este desemprego teve seu crescimento tanto pelas medidas conjunturais do Governo, como pela neces- sidade da busca de competitividade do se- tor privado, que ficou mais vulnerável ao mercado exterior. A partir do segundo mandato de FHC (1998-2001), devido a um cenário mais pro- missor com queda gradual de juros, melho- ria do quadro social (apesar do desempre- go) e outros indicadores de potencial de con- sumo, o país vem recebendo fortes investi- mentos, principalmente de setores impor- tantes como telecomunicações, automóveis, financeiro, turismo, seguros, comércio (hipermercados, etc.). C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 2 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas No ano de 2001, empresas especializadas em consultoria internacional apontaram o Brasil como um dos principais pó- los de atração de investimentos, o que traz uma expectativa muito otimista para solução de nossos problemas sociais; isto dependerá, sem dúvida, de inúmeras medidas que visem a melhoria do ensino, a questão da saúde pública, previdência, segurança e outras necessidades sociais. Mom Dieu! Veja quem vem vindo! Oh, God! Aí vem aquele “chupim” outra vez! Ei, amigos! Vejam! Tô ficando mais rico! Posso ficar com vocês agora? JAPÃO FRANÇA EUA BRASIL C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 7 3ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Explique o que é Inflação. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 2 - No Brasil, qual é o índice oficial da inflação? ( ) a) IPCA ( ) b) INPC ( ) c) IGP ( ) d) ICV 3 - Indique e explique ao menos uma conseqüência do processo inflacionário. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 4 - São causas primárias da inflação: ( ) a) Inflação Temporária e Fixa. ( ) b) Inércia Inflacionária e Espiral preços-salários. ( ) c) Inflação de Demanda e de Custos. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 5 - O que é Inflação de Demanda? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 4 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 6 - É uma forma de controlar a emissão de papel-moeda: ( ) a) Política fiscal. ( ) b) Política administrativa. ( ) c) Política tributária. ( ) d) Política monetária. 7 - Quais são as medidas adotadas para controlar a Inflação de Demanda? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 8 - Conceitue Inflação de Custos. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 9 - Para combater a inflação de custos o Governo procura fazer: ( ) a) Controle de custos. ( ) b) Controle da moeda. ( ) c) Controle de preços. ( ) d) Controle de impostos. 10 - Como surge a Inércia Inflacionária? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 11 - O que é Conflito Distributivo? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 5ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Mecanismo do Crédito e Sistema Financeiro09 LIÇÃO Introdução Nesta lição você terá acesso a informa- ções pertinentes à importância dos sistemas financeiros. Em qualquer nação é o sistema financeiro que permite a circulação de moe- da, portanto viabiliza transações financeiras de crédito, financiamentos, investimentos, leasing e muitas outras operações. Neste momento, você entenderá a gran- de importância do crédito como verdadeiro elemento de alavancagem dos negócios, per- mitindo a expansão do sistema econômico. Verá também que todo sistema financeiro tem em sua remuneração uma base forma- da pelas taxas de juros vigentes no país. Encerraremos fazendo uma breve ex- planação do papel de determinados agen- tes financeiros (BNDES, por exemplo), na condução do desenvolvimento econômico do Brasil. 1. Moeda Moeda, de uma forma geral, sob o enfo- que econômico, é todo objeto que serve para troca de bens e serviços. O sal já foi moeda, bem como o bambu na China, fios de seda na Arábia, e outras formas de acordo com os costumes das civilizações. Modernamente, a moeda é representa- da pelo papel-moeda emitido pelos bancos centrais, acompanhados de moedas metá- licas. A moeda pode servir de meio de troca, reserva de valor, padrão para contabiliza- ção e padrão para pagamentos futuros uti- lizados em contratos. Se há excesso de moeda temos excesso de liquidez, causando inflação, como já es- tudado. Se, ao contrário, há escassez de moeda, temos uma crise de liquidez, pois precisamos da disponibilidade de moeda para cumprimento das obrigações financei- ras. Se isto não acontecer, devido à falta de moeda em circulação, a economia sofre uma queda do produto. É por isso que se estabe- lece um patamar de juros de equilíbrio. A taxa de juros de equilíbrio é de- terminada no mercado monetário, onde a oferta de moeda se iguala à sua demanda. 2. Crédito O papel do mecanismo do crédito é pri- mordial para qualquer economia. Ele é respon- sável pela possibilidade de expansão da eco- nomia. Afinal, sem o crédito não se viabilizam investimentos de grande monta, que só são re- alizados através da estrutura de crédito. Da mesma forma, se não existisse o crédito ao con- sumidor e as empresas não tivessem a prerro- gativa de ver seus produtos serem vendidos a crédito, qual seria o nível de produção dos sis- temas econômicos, tendo em vista que tudo seria comprado somente à vista? Naturalmen- te, não podemos conceber um sistema econô- mico sem este precioso mecanismo. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 6 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Anotações/dicas Crédito, em Economia, é a obtenção de um bem ou moeda, com o compromisso de pagamento futuro. Representa uma opera- ção em que o agente credor (aquele que empresta) acredita, confia que o agente de- vedor (tomador do empréstimo) salde uma dívida que está contraindo. O crédito possui algumas modalidades. Quanto ao prazo de pagamento, diz-se que pode ser de curto, médio e longo prazo. Esta variação, apesar de questionamentos quan- to aos prazos, deve ser encarada sob o cri- tério de que créditos em que o pagamento é mais rápido, no caso curto e médio prazos, são operações mais corriqueiras. Já no crédito de longo prazo, geralmen- te as operações envolvem grandes negóci- os e altos investimentos empresariais, que são sempre maiores do que cinco anos. Es- tes grandes financiamentos são importan- tes para a economia como um todo, porque em vários casos significam aumento da ca- pacidade produtiva, o que pode implicar a possibilidade de aumento da empregabilidade. Quanto ao destino, o crédito poderá ser: • Crédito para Consumo: utilizado para aquisição de bens de consumo. • Crédito para Produção: utilizado por em- presas, para aumento da capacidade pro- dutiva (investimentos em máquinas, equi- pamentos, aquisição de recursos diversos, etc.) ou para obtenção de capital de giro. • Crédito para o Estado: utilizado pelo po- der público (municipal, estadual ou fede- ral), para despesas de investimento ou de consumo. 3. Sistema Financeiro Em todos os países, uma parcela da so- ciedade possui uma parte da renda que não é destinada ao consumo. Assim, direciona- se esta parcela para aplicações, investi- mentos, etc. Outra parcela, geralmente a maioria, compra bens e serviços a crédito, utilizando-se de financiamentos. Os agen- tes que aplicam no sistema são os su- peravitários e os que obtêm financiamen- tos são os deficitários. O sistema financeiro é formado pelo conjunto de instituições privadas e públi- cas que transferem recursos dos agentes superavitários para os deficitários. É o que chamamos de intermediaçãofinanceira. O Sistema Financeiro Nacional tem como instituições os bancos comerciais, bancos de investimento, sociedade de cré- C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 7 7ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ dito e financiamentos, bancos oficiais e inclusive as bolsas de valores. No Brasil, o Conselho Monetário Nacional, através de suas instituições máximas que são o Banco Central do Brasil e o Banco do Brasil, determina todas as diretrizes de política mo- netária, creditícia, da dívida pública e fiscal a serem implementadas e controladas pelo Governo Brasileiro. 3.1 Remuneração do Sistema Financeiro Toda instituição financeira sobrevive por meio dos juros. O termo spread é o nome técnico do ganho do sistema, que é calculado pela diferença entre a taxa de juros cobrada dos tomadores de crédito e a taxa de juros que é paga aos aplicadores do sistema financeiro. Note-se que os aplicadores do sistema financeiro são formados através das poupanças das pessoas, mais o dinheiro aplicado pelas empresas. 3.2 BNDES – Um Banco Oficial Importante Devemos dar especial atenção ao BNDES - Banco Nacio- nal de Desenvolvimento Econômico e Social - que tem como objetivos principais o desenvolvimento de negócios no país, fomentando a expansão de empresas vinculadas à infra-es- trutura (portos, transportes, energia, siderúrgicas, telecomu- nicações, etc.), bem como empresas que possibilitam um efeito multiplicador na economia como montadoras, construção ci- vil e fomento ao pequeno empresário. O BNDES é muito destacado pela imprensa por sua res- ponsabilidade pela política de privatização de empresas que gradativamente estão saindo da administração pública. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 8 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 1 - Explique o que é Crédito. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 2 - Qual é a importância do crédito na economia? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 3 - Qual o tipo de crédito utilizado por empresas, para aumento da capacidade produtiva? ( ) a) Crédito Pessoal. ( ) b) Crédito Improdutivo. ( ) c) Crédito de Produção. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 4 - O que é Crédito de Consumo? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 5 - Qual é o papel do Sistema Financeiro? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 7 9ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 6 - Por que o BNDES tem muita importância em nossa atual conjuntura econômica? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 7 - Complete: O termo _________________________é o nome técnico do ganho do sistema, que é calculado pela diferença entre a taxa de juros cobrada dos ______________________e a taxa de juros que é paga aos ___________________do sistema financeiro. 8 - Conceitue Excesso de Liquidez, mencionando sua conseqüência. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 9 - O que é Crise de Liquidez? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. ....................................................................................................................................................... 10 - No Brasil, determina todas as diretrizes de política monetária, creditícia, da dívida pú- blica e fiscal a serem implementadas e controladas pelo Governo Brasileiro. ( ) a) Conselho Fiscal. ( ) b) Conselho Nacional de Economia. ( ) c) Conselho da Dívida Pública. ( ) d) Conselho Monetário Nacional. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 8 1ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Balanço de Pagamentos10 LIÇÃO Introdução Fazer com que você compreenda a com- posição do Balanço de Pagamentos é nosso objetivo nesta lição. Pretendemos abordar de forma simples este assunto, mas eviden- ciando a relevância da meta da obtenção de saldos positivos a cada ano, pois um país deve sempre procurar uma entrada de mo- eda superior ao montante que envia ao ex- terior. As conseqüências de um superávit (saldo positivo) sempre refletirão a solidez econômica: geração de empregos, melhoria dos índices inflacionários, melhoria na competitividade internacional, etc. Queremos nesta lição incutir uma refle- xão sobre esta necessidade do Brasil como país emergente. 1. Conceito O Balanço de Pagamentos é o registro contábil de todas as transações de um país com outros países, em um determinado pe- ríodo. Assim, no balanço de pagamentos, estão registradas as importações e expor- tações brasileiras, os pagamentos e recebi- mentos de fretes, juros, royalties e patentes (remuneração pelo uso de tecnologia, mar- ca ou reprodução de determinados produ- tos criados no exterior). Também a entrada de capitais estran- geiros via empréstimos, investimentos e ou- tros tipos de fluxos de capital. O Balanço de Pagamentos é dividido em quatro grupos específicos: 1 - Balança Comercial: lançamento de ex- portações e importações. 2 - Balança de Serviços: lançamento de des- pesas e receitas de fretes, juros, prêmios de seguros, royalties, etc. 3 - Balança de Capitais: entrada e saída de divisas (movimentação de moeda para dentro e fora do país) que não perten- cem a importações e exportações. São, geralmente, entrada e saída de valores de investimentos de empresas multi- nacionais, empréstimos, remessa de lu- cros para países-sede de multinacionais, etc. 4 - Transferências Unilaterais: transações sem contrapartida, como doações de um país a outro em forma de auxílio a ca- tástrofes, problemas sociais, remessas de imigrantes a seus familiares, etc. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 83ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Introdução Tratar de assuntos atualíssimos e mui- to importantes como globalização e blocos econômicos, faz com que você não só se es- timule a discutir os rumos da economia mundial, mas também permite um aprimo- ramento de seus conhecimentos sobre as caraterísticas dos países envolvidos nestes processos. Temos por objetivo exatamente isso: dar a você a oportunidade de conhecer ten- dências econômicas mundiais, analisar o papel do Brasil neste contexto e, ao mes- mo tempo, refletir sobre o impacto destes fenômenos no nível de emprego, níveis de oferta de produtos e serviços, aprimora- mento tecnológico das empresas, enfim, em todas as implicações que possam surgir em decorrência da globalização e formação de blocos econômicos. 1. Globalização Globalização é um fenômeno que se re- sume pela crescente internacionalização dos mercados, de forma a fazer circular mais rapidamente tecnologia, troca de bens e serviços, utilização de mão-de-obra e, por fim, maior lucratividade para as em- presas e países mais avançados. O que é Globalização, afinal? “Globalização é uma princesa inglesa, que estava com um playboy egípcio, num Globalização e Blocos Econômicos carro alemão, com motor holandês, dirigi- do por um motorista belga, embriagado com whisky escocês, num túnel francês, perse- guidos por italianos e que foi socorrida por um médico brasileiro, com medicamentos americanos e morreu...” Esta nota, apesar de trágica, publicada em um artigo de re- vista especializada em Economia, mostra a integração extremada de mercados. Para se ter uma idéia da força da globalização, onde literalmente temos a im- pressão de que as empresas perdem sua nacionalidade, observe estes exemplos: A empresa de automóveis Fiat lançou o veículo marca “Palio”, fabricado em Betim -MG, simultaneamente na Argentina, Co- lômbia, Venezuela, Índia, Marrocos e China. Para sua montagem em todos estes países, peças importadas da Venezuela, Marrocos, Equador, Egito, Argélia e Vietnã estão sen- do utilizadas. O carro é nacional ou global? Outro extremo: esportistas que prati- cam hóquei no gelo utilizam equipamen- tos de precisão projetados na Suécia, com patente americana, produzidos no Japão, montados na Dinamarca, com financia- mento do Canadá e com boa parte da pro- dução vendida na Europa. A globalização fez desaparecer as fron- teiras para movimentação do capital interna- cional. O resultado é um mundo cada vez mais integrado comercialmente, muitas vezes in- centivando o desenvolvimento de blocos re- 11 LIÇÃO C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 84 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS gionais, que, apesar de conviverem com a realidade da globalização, atuam com o objetivo de proteger-se regionalmente. 2. Blocos Econômicos Bloco econômico é o agrupamento de países, geralmente vizinhos, com objetivos de unificação de mercados regionais.Esta unificação dá-se pela eliminação gradativa de barreiras alfandegárias e facilidades na troca de bens e serviços, inclu- sive de mão-de-obra. 3. ALCA A Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, é uma idéia grandiosa que começou a ser elaborada a partir da pro- posta da derrubada de barreiras comerciais existentes entre os países que formam a América. Produtos e serviços fluiriam pelo continente sem restrições e sem impostos, os preços in- ternos cairiam e economias frágeis como a do Paraguai teriam a oportunidade de sair da estagnação. Este é um projeto grandioso, que se tornaria maior que a União Européia, quando concreto, gerando uma riqueza anual de 9 trilhões de dólares. Blocos Integrantes Data de criação PIB per capita (em US$) PIB total (milhões de US$) População total (milhões de hab.) Asean Apec Caricom Mercosul Nafta Pacto Andino União Européia SADC CEI 7 países 17 países e 1 território 12 países e 3 território 4 países 3 países 5 países 15 países 11 países 12 países 541.075 14.119.450 16.135* 859.874 7.568.082 197.662 7.324,381 145.950 550.989 429,00 2.217,00 5,82 207,70 391,10 101,50 381.372,40 137,20 285,00 1.261,25 368,72 2.772,34 4.139,98 19.356,76 1.947,41 19.668,05 1.063,78 1.933,29 1967 1989 1973 1991 1988 1969 1957 1979 1991 * foram excluídas as ilhas Virgens Britânicas e as ilhas Turks e Caicos. Fontes: Banco Mundial, Fundo das Nações Unidas para a população. PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 85ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4. Protecionismo Protecionismo pode ser definido como um conjunto de práticas governamentais que objetivam a restrição do comércio internacional ou ajuda especial a produ- tores nacionais, tornando seus produtos mais competitivos. Reduzir importações, através de meca- nismos como imposição de cotas, barreiras alfandegárias, tarifas e outras medidas, podem ser utilizadas na política de protecionismo. A total integração do comércio entre as nações, sem dúvida nenhuma, foi o fio condutor para o fenômeno da globalização. O lado negativo desta internacionalização crescente das relações comerciais está no surgimento de inúmeras retaliações, con- flitos e até mesmo guerras, na disputa por mercados cativos ou emergentes. A concorrência entre os mercados acen- tuou-se significativamente, o que acirrou profundamente a competição. Felizmente, os desentendimentos não são mais resolvi- dos por meio de guerras, que foram, no en- tanto, substituídas por trincheiras burocrá- ticas e outros movimentos de defesa, na ten- tativa de proteger os produtores internos contra a agressividade mercantil, vinda de todos os cantos do planeta. O protecionismo é um tema sempre presente nos encontros internacionais de negócios, alvo de debates e questiona- mentos intermináveis, em que o consenso, embora pareça ao alcance das mãos, na prática sempre se torna distante. Nessa discussão há, felizmente, opini- ões construtivas, como a de Alan Greenspan, o todo-poderoso e internacionalmente res- peitado presidente do Federal Bank. Para ele, o protecionismo comercial é “pouco in- teligente” e “autodestrutivo”. Barreiras ao livre comércio, processos antidumping14 e imposição de tarifas com- pensatórias são, diz ele, na maior parte dos casos, “meros disfarces da incompetência e tentativas para inibir a concorrência”. Em vez de ações equivocadas para proteger o emprego local, recomenda “o que se deveria fazer é garantir maior fluxo internacional de mercadorias, para estimular o avanço da tecnologia e a produtividade do trabalhador”. O comércio mundial é estimado em US$ 5,3 trilhões. Boa parte desse valor deve-se ao setor agrícola que, só em 1998, foi de US$ 580 bilhões e mais da metade fica com a Eu- ropa (38,3% do total) e os Estados Unidos (13,3%). A parte do Brasil é de apenas 3%, correspondente a US$ 18 bilhões, valor pou- co representativo ante o total, mas impor- tante para o país, pois equivale a 30% de todos os embarques nacionais, que, entre- tanto, não chegam a 1% do comércio global. Esses números mostram por que as po- líticas adotadas em relação ao setor agrí- cola e ao protecionismo são vitais para que o Brasil, bem como outros países ditos emergentes, avancem no mercado, geran- do trabalho e renda para a necessária re- tomada de seu crescimento. O foco dos debates está, portanto, na questão agrícola, embora a política protecionista não se esgote nesse item. Ao contrário, segundo estudo do embaixador brasileiro em Washington, Paulo Tarso Fle- cha de Lima, a questão é muito grave: além de ser enorme o arsenal de leis que prote- gem a agricultura, a indústria e os servi- ços norte-americanos, é também poderosíssimo o que ele chama de “jogo político do protecionismo”. 14. Dumping - trata-se da venda de produtos no merca- do externo a preços inferiores aos do mercado inter- no, visando a anular a concorrência. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 86 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS Os segmentos da economia norte-americana que, por razões diversas, não podem ou não desejam tornar-se mais produtivos e competitivos, ou as regiões do país diretamente interessadas na prosperidade de algum setor econômico, valem-se de seu peso eleitoral e parlamentar para bloquear, no Congresso, iniciativas que lhes pareçam prejudiciais, ou seja, as que abram seu precioso mercado a produtos estrangeiros. A embaixada brasileira nos EUA listou alguns dos mais re- centes problemas enfrentados por produtos brasileiros que ten- tam ganhar o mercado norte-americano com preços competiti- vos e qualidade, mas contra os quais são erguidas barreiras. Tam- bém não é fácil atender as exigências de 80 mil normas e regu- lamentos técnicos, apresentados por cerca de 2,7 mil órgãos fe- derais, estaduais e municipais diferentes, todos preocupados com certificação de segurança. Alguns exemplos: • Açúcar – Os EUA produzem açúcar de beterraba, muito mais caro que o brasileiro, obtido da cana. Portanto, o açúcar bra- sileiro só entra nesse mercado sujeito a quotas e não é bene- ficiado pelo Sistema Geral de Preferências, destinado a gran- de número de países latino-americanos e do Caribe. Limita- C ó p ia n ã o a u to ri zad a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 87ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ do a uma quota específica para entrar nos EUA e fora do sistema de preferências, nosso açúcar torna-se caro e perde competitividade, com relação ao açúcar de beterraba. • Camarão – Política de proteção a tarta- rugas restringe a compra de camarão brasileiro, mesmo tendo o Brasil se adap- tado a essas exigências e desenvolvido, há anos, um bem-sucedido projeto (Tamar) de preservação desses animais. • Carnes – Problemas sanitários contro- lam a compra de carne fresca de suínos e bovinos. Havia sido programada para o ano 2000 a declaração de que as regi- ões Centro-Oeste e Sul de nosso país se- riam zonas livres da febre aftosa e com controle da peste suína. Focos de aftosa detectados em meados do ano 2000, nes- tas regiões, atrapalharam esta perspec- tiva para nosso comércio exterior. O país só tem permissão para exportar carne processada (corned beef), desde que a in- dústria seja certificada por autoridades americanas. O Brasil é o maior exporta- dor mundial de frangos, mas não pode vender aos EUA, por restrições sanitári- as. O produto ainda enfrenta, no mercado internacional, a concorrência do Export Enhancement Program (EEP), que subsi- dia as vendas de produtos agropecuários norte-americanos à Europa. • Frutas e legumes – Demorou-se mais de seis anos para a obtenção da licença para vender mamão papaia brasileiro aos EUA, cuja burocracia exige inspeção de órgão americano no país de origem. Um escritório do Serviço de Inspeção de Plantas e Animais, dos EUA, foi aberto em Brasília. • Madeiras – Não há restrição legal, mas ainda persiste uma forte resistência à compra de madeiras e artefatos oriun- dos do Brasil, sob alegações ambientais. • Fumo – As exportações são sujeitas quo- tas e sobretaxas. • Calçados – Cobra-se taxa de 10% sobre o preço de calçados para mulher e de 8,5% para os demais. Para produtos de outros países, a taxa é de, apenas, 5%. • Etanol – O americano é mais caro que o brasileiro, que é obtido da cana; a taxa (2,3% e 2,7%, conforme o tipo) é superi- or à cobrada de outros fornecedores, e o produto é sujeito a quotas. • Laticínios – O setor é mais competitivo que o brasileiro, mas as vendas do Bra- sil continuam sujeitas a quotas. • Suco de laranja – Cobra-se taxa superi- or ao próprio preço da tonelada de suco, o que levou alguns grupos brasileiros a se instalarem nos EUA, produzindo já 30% do total do suco consumido naque- le país. • Produtos têxteis – Quotas limitam as ven- das brasileiras, também sujeitas às mais altas taxações do mundo (38% em alguns casos). • Produtos siderúrgicos e de ferro-liga – Há a acusação de práticas de dumping devido ao sistema de crédito de ICMS. Como se não bastasse, há ainda uma forte vinculação, defendida pelo governo norte-americano, entre proteção ambiental e comércio internacional. 5. Estágio de Inserção do Brasil na Economia Mundial A inserção do Brasil na economia mundial ainda é pequena e alguns indi- cadores podem dar uma idéia da trajetó- ria que o país terá ainda que percorrer para participar mais ativamente da globalização. Quanto mais um país está integrado na economia mundial, maior é C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 88 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS a exposição à concorrência internacio- nal, maior a absorção de tecnologias mo- dernas, maiores as opções de escolha para os consumidores finais e para os produ- tores de obter recursos financeiros a cus- tos menores no mercado mundial. Tudo isso contribui para melhorar a alocação de recursos da economia e para atingir padrões mundiais de eficiência. Existem várias formas para expressar o grau de integração de um país na econo- mia mundial. Aqui são utilizados: • o grau de abertura comercial; • a estabilidade da política de importações; • a participação dos manufaturados no to- tal das exportações. Os dois primeiros apontam o grau de exposição do país à concorrência mundial e o terceiro é um indicador da capacidade do país produzir dentro dos padrões mun- diais e absorver níveis mais sofisticados de tecnologia. Não são medidas perfeitas, mas dão uma idéia da posição do Brasil em re- lação a alguns fatores importantes para a economia mundial. Com a Globalização, acelerou-se a movimentação de capitais pelo mundo. A política de abertura econômica do Bra- sil não tem sido linear nem consistente. Os re- trocessos têm sido freqüentes, particularmen- te depois do Plano Real, introduzindo grande instabilidade nas regras de importação e nos preços relativos, dificultando o planejamento de longo prazo das empresas. Restrições às importações são importantes barreiras à di- fusão de tecnologia e ao aumento da produti- vidade total dos fatores de produção, além de introduzirem distorções na alocação dos fa- tores e no padrão de concorrência. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 89ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1 - O que é um Balanço de Pagamentos? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 2 - Como se subdivide o Balanço de Pagamentos? .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 3 - Lançamentos de despesas e receitas de fretes, juros, prêmios de seguros, royalties, são feitos na: ( ) a) Balança de Serviços. ( ) b) Balança de Capitais. ( ) c) Balança Comercial. ( ) d) Nenhuma das anteriores. 4 - Defina Transferências Unilaterais. ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... Exercícios Propostos C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 90 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 5 - O que significa Globalização? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... 6 - Para que se formam Blocos Econômicos? ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 91ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Lições 1 e 2 1 - C 2 - A Economia é a Ciência Social que estu- da a forma como são direcionados os mei- os produtivos, como atuam os agentes consumidores, o papel do Estado e a in- fluência do setor externo e todas suas im- plicações na sociedade. Economia é o estudo de como os homens e a sociedade decidem, com ou sem a utilização do di- nheiro, empregar recursos produtivos escassos, que poderiam ter aplicações al- ternativas, para produzir diversas mer- cadorias ao longo do tempo e distribuí- las para consumo, agora e no futuro, en- tre diversas pessoas e grupos da socie- dade. 3 - Necessidades - escassos. 4 - C 5 - Necessidades Coletivas são necessida- des que surgem em decorrência da vida social do indivíduo. 6 - D 7 - C 8 - Recursos Naturais, Trabalho e Capital. 9 - É o valor monetário de um bem, ou valor numa troca por outro produto. 10 - É a qualidade que possuem os bens de satisfazerem às necessidades humanas. Resolução dos Exercícios Propostos Lições 3, 4 e 5 1 - Abrange todas as atividades industriais de elaboração e manufatura de produ- tos. 2 - A 3 - É o fluxo formado pelos bens e serviços produzidos no sistema econômico, tam- bém chamado produto da economia. 4 - Total de remunerações. 5 - Oferta e Procura. 6 - B 7 - Jean Baptiste Say acreditava que a ofer- ta criava sua própria procura. 8 - John Maynard Keynes concebeu o que ficou universalmente conhecido como o Princípio da Demanda Efetiva, que diz: “O nível de procura é que vai determi- nar, ao longo do tempo, o nível de oferta da economia”. 9 - Teoria do Consumidor e da Firma. 10 - Procura, ou demanda individual, como a quantidade de um determinado bem ou serviço que o consumidor deseja ad- quirir em certo período de tempo. 11 - Quando o preço de um bem é aumenta- do (ao mesmo tempo em que todos os demais fatores são mantidos constan- tes), será menor a quantidade desse bem a ser procurada. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 92 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 12 - Preço do bem, preço dos outros bens, renda do consumidor, gosto ou prefe- rência do indivíduo. 13 - Oferta - produtores. 14 - Bens concorrentes são aqueles que guardam uma relação de substituição: ou se consome um ou outro. O consu- mo de um pode substituir o consumo do outro. 15 - Elasticidade-preço da demanda é a va- riação do percentual da quantidade pro- curada do bem x, dividida pela varia- ção percentual no preço do bem x. 16 - Procura ou Oferta Inelástica, Procura ou Oferta de Elasticidade Unitária, Pro- cura e Oferta Elástica. 17 - O ponto de equilíbrio, em uma econo- mia de mercado, é aquele que é igual tanto para oferta, quanto para a procu- ra. 18 - A Macroeconomia estuda os agregados como a produção, o consumo e a renda da população como um todo.19 - D 20 - Também chamada de força de trabalho, a População Economicamente Ativa é formada pela soma das pessoas empre- gadas e desempregadas. 21 - A taxa de desemprego é definida como a percentagem da força de trabalho que está desempregada. 22 - A taxa de participação na força de tra- balho é definida como a percentagem da população adulta que está trabalhan- do, que se encontra na força de traba- lho (PEA). É um índice extremamente importante, pois indica qual o nível da população que está recebendo renda e, por conseqüência, pode atuar como con- sumidor das disponibilidades em ter- mos de oferta. Lições 6 e 7 1 - Criação de um bem ou serviço, pela uti- lização combinada dos fatores de produ- ção. 2 - A 3 - Capital é qualquer bem que se destina a produzir outros bens. A produção gera receitas, sendo parte dela utilizada para aumentar a produção, surgindo o capi- tal. 4 - Poupança. 5 - A maior ou menor produtividade é uma questão de organização do trabalho, de engenharia industrial (processos, logística, etc.). 6 - A 7 - Renda Nacional é a soma das rendas ou receitas recebidas por todas as pessoas em um ano, ou seja, é a soma total dos salários, juros, lucros, aluguéis, dividen- dos e renda da terra obtida pelos cida- dãos de um país, durante o período de um ano. 8 - C 9 - Lucro é a remuneração do empresário, representado por um ganho vinculado à diferença entre o preço de venda e o pre- ço de custo dos produtos e serviços. 10 - Indica a forma como é distribuída a ren- da entre os fatores: capital e trabalho. 11 - Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado pelo Programa das Na- ções Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para avaliar o nível de desen- volvimento dos países. 12 • Saúde, abrangendo dados diversos, in- cluindo taxa de mortalidade infantil e esperança de vida da população como um todo. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 93ECONOMIA E MERCADOS INSTITUTO MONITOR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ • Educação, levando em conta o nú- mero de analfabetos e nível de es- colaridade média da população. • Renda, considerando o poder aqui- sitivo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. 13 - Renda Nacional dividida pelo número de habitantes. 14 - D 15 - Através do juro. Lição 8 1 - A inflação é caracterizada como um pro- cesso em que todos os preços sofrem um aumento contínuo. 2 - A 3 - São três opções para resposta: • Distribuição de Renda: os proprietári- os dos fatores capital e recursos natu- rais têm mais poder para manter seus ganhos, pois conseguem mais facil- mente recompor os seus preços, sendo que os operários têm menores instru- mentos para equilibrarem seu poder aquisitivo. • Investimentos dos Empresários: a pos- sibilidade de crescimento econômico fica inibida, devido à política de juros elevados. Diminui-se a expectativa quanto a lucros futuros do empre- sariado, que passam a não acreditar ser viável um eventual investimento na ca- pacidade produtiva. • Déficit na Balança Comercial: os pre- ços internos aumentados desenfreada- mente pela inflação incentivam os co- merciantes a procurarem produtos de outros países. Há queda expressiva nos negócios das empresas nacionais. 4 - C 5 - Este tipo de inflação é causado quando há um excesso de procura na economia, sem no entanto existir produto que seja proporcional a este volume de demanda. 6 - D 7 - Política Fiscal e Política Monetária. 8 - Verifica-se repasse automático e exage- rado ao preço final, quando os custos operacionais aumentam. 9 - C 10 - É conhecida como uma resistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização criadas para combater a inflação de demanda e de custos, ou seja, as causas primá- rias. 11 - É a disputa sobre a alavancagem da pos- se da renda entre os proprietários dos fatores trabalho e capital; é o eixo do conflito distributivo. Lição 9 1 - Crédito, em Economia, é a obtenção de um bem ou moeda, com o compromisso de pagamento futuro. 2 - O papel do mecanismo do crédito é pri- mordial para qualquer economia. Ele é responsável pela possibilidade de expan- são da economia. 3 - C 4 - É o crédito utilizado pelas pessoas para aquisição de bens de consumo. 5 - Transferir recursos dos agentes supera- vitários para os deficitários. É o que cha- mamos de intermediação finan-ceira. 6 - O BNDES tem responsabilidades pela política de privatização de empresas que gradativamente estão saindo da admi- nistração pública. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 94 INSTITUTO MONITOR ECONOMIA E MERCADOS 7 - Spread - tomadores de crédito - aplicadores. 8 - Excesso de moeda, causando inflação. 9 - Escassez de moeda, causando uma queda do produto. 10 - D Lições 10 e 11 1 - O Balanço de Pagamentos é o registro contábil de todas as transações de um país com outros países, em um determi- nado período. 2 - Balança Comercial, Balança de Serviços, Balança de Capi- tais e Transferências Unilaterais. 3 - A 4 - Transações sem contrapartida, como doações de um país a outro em forma de auxílio a catástrofes, problemas sociais, remessas de imigrantes a seus familiares, etc. 5 - Globalização é um fenômeno que se resume pela crescente internacionalização dos mercados, de forma a fazer circu- lar mais rapidamente tecnologia, troca de bens e serviços, utilização de mão-de-obra e, por fim, a maior lucratividade para as empresas e países mais avançados. 6 - Bloco econômico é o agrupamento de países, geralmente vizinhos, com objetivos de unificação de mercados regio- nais. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 95 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Bibliografia indicada HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. Trad. 3ª ed., Zahar, 1983 OLIVEIRA, Pérsio Santos de Introdução à Economia. Trad. 1ª ed., Ática, 1993 SAMUELSON, Paul Anthony Introdução a Análise Econômica. 8ª ed. Livr. AGIR Ed., 1975 SILVA, César Roberto Leite da & LUIZ, Sinclayr Economia e Mercados – Introdução à Eco- nomia. 14ª ed., Saraiva, 1995 Bibliografia consultada GUIMARÃES, S. Economia & Mercados. 1ª ed., Ática, 1993 HEILBRONER, R.L. Introdução à História das Idéias Econômi- cas. Zahar, 1965 HEILBRONER, R.L. Introdução à Microeconomia. Trad. 3ª ed., Zahar, 1973 HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. Trad. 3ª ed., Zahar, 1983 HUGON, Paul História das Doutrinas Econômicas. Trad. 15ª ed., Atlas, 1975 MARSHALL, A. Princípios de Economia: Tratado Introdu- tório. Nova Cultural. 1988 OLIVEIRA, Pérsio Santos de Introdução à Economia. Trad. 1ª ed., Ática, 1993PEREIRA, W. Equipes de professores da USP. Manual de Introdução à Economia. 1ª ed., Saraiva SAMUELSON, Paul Anthony Introdução a Análise Econômica. 8ª ed. Livr. AGIR Ed., 1975 Bibliografia SILVA, César Roberto Leite da & LUIZ, Sinclayr Economia e Mercados – Introdução à Eco- nomia. 14ª ed., Saraiva, 1995 SILVA, Sérgio Barbosa da & ORNELAS, Joaquim Neto Introdução à Economia. 1ª ed., FTD, 1996 SIMONSEN, Mário Henrique Teoria Microeconômica. Fundação Getúlio Vargas, 1968 UHLMANN, Günter Wilhelm Administração – Das Teorias Administra- tivas à Administração Aplicada e Contem- porânea, 1ª ed., FTD, 1997. WATSON, Donalds. & HOLMAN, Mary A. Microeconomia. Trad. 1ª ed., Saraiva, 1979 A Opinião dos Mestres, Enciclopédia Prá- tica de Economia, Nova Cultural, 1988. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 1/4 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Conceitue Economia. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 2 - Em Economia, como se define o recurso TTTTTrabalhorabalhorabalhorabalhorabalho? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 3 - A utilidade dos bens em Economia é muito importante. Explique seu conceito. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. Nome: ..................................................................................................................................................................................... Nº de Matrícula: ................................................................. Nota: ......................................... 007G – Economia e Mercados ••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos oficiaisiciaisiciaisiciaisiciais, estes exercícios simulados são opcionais. Caso deseje, eles podem ser enviados aos nossos professores de plantão, que farão a correção e os devolverão com as devidas observações. ••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livreseseseses, estes exercícios simulados terão o valor de provas, realizadas a distância, e devem ser obrigatobrigatobrigatobrigatobrigatoriamentoriamentoriamentoriamentoriamenteeeee enviados para correção. Sua aprovação lhe conferirá seu Certificado de Conclusão. ••••• O endereço para envio dos exercícios simulados em ambos os casos é: Caixa Postal 2722 Rua dos Timbiras, 257/263 - Centro 01009-972 - São Paulo - SP 01208-010 - São Paulo - SP ••••• AAAAAtttttenção:enção:enção:enção:enção: para questões de múltipla escolha, existe apenas UMA alternativa correta em cada uma. ou Instruções:Instruções:Instruções:Instruções:Instruções: C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 2/4 ○ ○ ○ ○ ○ 4 - Como se forma um sistema econômico? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 5 - A externalidade é uma falha de mercado, pois a produção poderia ser maior ou menor do que a que se apresenta. Como surge o fenômeno da externalidade? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... .................................................................................................................................................................................................. 6 - John Maynard Keynes comprovou qual teoria, contestando Say? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 7 - Se existir um excesso de procura, haverá uma pressão para que os preços subam. Qual será a reação dos compradores? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 8 - O que é elasticidade-preço da procura? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 9 - Quais são os itens que compõem a Demanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda Agregada de um sistema econômico? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 10 - O que significa e o que representa o PEA? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 3/4 ○ ○ ○ ○ ○ 11 - Qual é a equação da Produtividade? a) Produto em relação aos insumos. b) Produto em relação ao preço. c) Trabalho em relação aos insumos. d) Nenhuma das alternativas anteriores. 12 - Conceitue Distribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de Renda. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 13 - Quais são os fatores que o IDH leva em consideração. Analise um desses fatores. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 14 - Quais são as medidas adotadas para controlar a inflação de demanda? .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 15 - Como surge a Inércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia Inflacionária? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 16 - Temos uma crise de liquidez quando há excesso de moeda. Esta afirmação está: Errada Certa 17 - O que é um Balanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de Pagamentos? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 4/4 ○ ○ ○ ○ ○ 18 - O que significa GlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalização? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 19 - Conceitue Bloco EconômicoBloco EconômicoBloco EconômicoBloco EconômicoBloco Econômico. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. 20 - O que você entende por ProtecionismoProtecionismoProtecionismoProtecionismoProtecionismo? .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. .................................................................................................................................................................................................. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Pesquisa de Avaliação 007G - Economia e Mercados Nome (campo não obrigatório): _______________________________________________________________ No de matrícula (campo não obrigatório): _____________________ Curso Técnico em: Eletrônica Secretariado Gestão de Negócios Transações Imobiliárias Informática Telecomunicações Contabilidade QUANTO AO CONTEÚDO 1) A linguagem dos textos é: a) sempre clara e precisa, facilitando muito a compreensão da matéria estudada. b) na maioria das vezes clara e precisa, ajudando na compreensão da matéria estudada. c) um pouco difícil, dificultando a compreensão da matéria estudada. d) muito difícil, dificultando muito a compreensão da matéria estudada. e) outros: ______________________________________________________ 2) Os temas abordados nas lições são: a) atuais e importantes para a formação do profissional. b) atuais, mas sua importância nem sempre fica clara para o profissional. c) atuais, mas sem importância para o profissional. d) ultrapassados e sem nenhuma importância para o profissional. e) outros: ______________________________________________________ 3) As lições são: a) muito extensas, dificultando a compreensão do conteúdo. b) bem divididas, permitindo que o conteúdo seja assimilado pouco a pouco. c) a divisão das lições não influencia Na compreensão do conteúdo. d) muito curtas e pouco aprofundadas. e) outros: ______________________________________________________Caro Aluno: Queremos saber a sua opinião a respeito deste fascículo que você acaba de estudar. Para que possamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços, oferecendo um material didático de qualidade e eficiente, é muito importante a sua avaliação. Sua identificação não é obrigatória. Responda as perguntas a seguir assinalando a alternativa que melhor corresponda à sua opinião (assinale apenas UMA alternativa). Você também pode fazer sugestões e comentários por escrito no verso desta folha. Na próxima correspondência que enviar à Escola, lembre-se de juntar sua(s) pesquisa(s) respondida(s). O Instituto Monitor agradece a sua colaboração. A Editora. C ó p ia n ã o a u to ri za d a . R e se rv a d o s to d o s o s d ir e it o s a u to ra is . Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. QUANTO AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 4) Os exercícios propostos são: a) muito simples, exigindo apenas que se decore o conteúdo. b) bem elaborados, misturando assuntos simples e complexos. c) um pouco difíceis, mas abordando o que se viu na lição. d) muito difíceis, uma vez que não abordam o que foi visto na lição. e) outros: ______________________________________________________ 5) A linguagem dos exercícios propostos é: a) bastante clara e precisa. b) algumas vezes um pouco complexa, dificultando a resolução do problema proposto. c) difícil, tornando mais difícil compreender a pergunta do que respondê-la. d) muito complexa, nunca consigo resolver os exercícios. e) outros: ______________________________________________________ QUANTO À APRESENTAÇÃO GRÁFICA 6) O material é: a) bem cuidado, o texto e as imagens são de fácil leitura e visualização, tornando o estudo bastante agradável. b) a letra é muito pequena, dificultando a visualização. c) bem cuidado, mas a disposição das imagens e do texto dificulta a compreensão do mesmo. d) confuso e mal distribuído, as informações não seguem uma seqüência lógica. e) outros: ______________________________________________________ 7) As ilustrações são: a) bonitas e bem feitas, auxiliando na compreensão e fixação do texto. b) bonitas, mas sem nenhuma utilidade para a compreensão do texto. c) malfeitas, mas necessárias para a compreensão e fixação do texto. d) malfeitas e totalmente inúteis. e) outros: ______________________________________________________ Lembre-se: você pode fazer seus comentários e sugestões, bem como apontar algum problema específico encontrado no fascículo. Sinta-se à vontade! PAMD1 Sugestões e comentários ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○