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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Economia e Mercados
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Editora
Aline Palhares
Desenvolvimento de conteúdo
João de Deus Dias Neto
Mediação pedagógica
Equipe Técnico Pedagógica
do Instituto Monitor
Design gráfico
Equipe Técnico Pedagógica
do Instituto Monitor
Monitor Editorial Ltda.
Rua dos Timbiras, 257/263 – São Paulo – SP – 01208-010
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Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio,
principalmente por sistemas gráficos, reprográficos,
fotográficos, etc., bem como a memorização e/ou
recuperação total ou parcial, ou inclusão deste trabalho
em qualquer sistema ou arquivo de processamento de
dados, sem prévia autorização escrita da editora. Os
infratores estão sujeitos às penalidades da lei,
respondendo solidariamente as empresas responsáveis
pela produção de cópias.3ª Edição - Agosto/2005
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Apresentação............................................................................................................ 7
Lição 1 - A Ciência Econômica ............................................................................... 9
Introdução ........................................................................................................... 9
1. Conceito ........................................................................................................... 9
2. Importância da Economia ............................................................................ 10
Lição 2 - Conceitos em Economia ......................................................................... 11
Introdução ......................................................................................................... 11
1. Fatores de Produção ..................................................................................... 11
2. Lei da Escassez ............................................................................................. 11
3. Necessidades Econômicas ............................................................................ 12
4. Atividade Econômica ................................................................................... 14
5. Bens Econômicos .......................................................................................... 15
6. Serviços ......................................................................................................... 15
7. Riqueza, Utilidade e Valor ........................................................................... 16
Exercícios Propostos ........................................................................................ 18
Lição 3 - Composição do Sistema Econômico ...................................................... 21
Introdução ......................................................................................................... 21
1. Setores de Produção ..................................................................................... 21
2. Sistemas de Organização Econômica .......................................................... 21
3. Fluxos do Sistema Econômico ..................................................................... 24
Lição 4 - Conceitos de Micro e Macroeconomia .................................................. 27
Introdução ......................................................................................................... 27
1. Microeconomia.............................................................................................. 27
2. Macroeconomia ............................................................................................. 36
Lição 5 - O Problema da Empregabilidade .......................................................... 39
Introdução ......................................................................................................... 39
1. Conceito ......................................................................................................... 39
2. Composição da População Quanto à Ocupação .......................................... 41
Exercícios Propostos ........................................................................................ 43
Índice
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Lição 6 - A Produção Econômica .......................................................................... 47
Introdução......................................................................................................... 47
1. Possibilidades de Produção.......................................................................... 47
2. Importância e Origem do Capital ................................................................ 48
3. Importância e História do Trabalho ............................................................ 48
4. Economia e Produtividade ........................................................................... 49
Lição 7 - Renda Nacional e Produto Nacional ..................................................... 53
Introdução......................................................................................................... 53
1. Renda Nacional ............................................................................................. 53
2. Renda Per Capita ......................................................................................... 53
3. Índice de Desenvolvimento Humano - IDH ................................................ 53
4. Concentração de Renda................................................................................ 55
Exercícios Propostos ........................................................................................ 58
Lição 8 - Inflação ................................................................................................... 61
Introdução......................................................................................................... 61
1. Conceito ......................................................................................................... 61
2. Principais Índices de Inflação ..................................................................... 62
3. Conseqüências da Inflação........................................................................... 63
4. Tipos de Inflação........................................................................................... 65
5. Planos Econômicos Recentes ....................................................................... 68
Exercícios Propostos ........................................................................................73
Lição 9 - Mecanismo do Crédito e Sistema Financeiro ....................................... 75
Introdução......................................................................................................... 75
1. Moeda ............................................................................................................ 75
2. Crédito........................................................................................................... 75
3. Sistema Financeiro ....................................................................................... 76
Exercícios Propostos ........................................................................................ 78
Lição 10 - Balanço de Pagamentos ....................................................................... 81
Introdução......................................................................................................... 81
1. Conceito ......................................................................................................... 81
Lição 11 - Globalização e Blocos Econômicos ..................................................... 83
Introdução......................................................................................................... 83
1. Globalização .................................................................................................. 83
2. Blocos Econômicos ....................................................................................... 84
3. ALCA............................................................................................................. 84
4. Protecionismo ............................................................................................... 85
5. Estágio de Inserção do Brasil na Economia Mundial ................................. 87
Exercícios Propostos ........................................................................................ 89
Resolução dos Exercícios Propostos ..................................................................... 91
Bibliografia ............................................................................................................. 95
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Grandes empresas perdem sua nacionalidade no redemoinho da
globalização. Informações fluem vertiginosamente em tempo real numa
época onde mercados dinamizam-se através de fusões empresariais.
Novos negócios surgem diariamente, bem como as relações entre traba-
lho e capital apresentam-se cada vez mais dinâmicas.
Vivendo num cenário com tais características, é impossível ao
cidadão comum não se deparar com a necessidade de conhecer me-
canismos econômicos, tanto em sua forma conceitual, quanto em sua
forma prática.
Esta disciplina foi desenvolvida visando o estudo de conceitos bási-
cos da Ciência Econômica. Muitos dos problemas políticos e sociais de
hoje – índice elevado de pobreza absoluta, distribuição da renda, índi-
ce de desemprego, menores abandonados, alocação de recursos às ne-
cessidades das cidades, relações entre sindicatos e empresas, trans-
porte urbano e muitos outros – podem ser melhor compreendidos com
o aprimoramento do conhecimento da teoria econômica.
Questões do âmbito macroeconômico, como os fatores determinan-
tes da formação do produto e renda nacional, podem ser elucidadas atra-
vés da absorção de elementos existentes no estudo da macroeconomia.
Nossa proposta é trazer ao aluno alguma luz sobre estas análises, sob o
ponto de vista de uma ciência fascinante, que nada mais é do que uma
forma científica de interpretar fenômenos sociais, relacionados à pro-
dução, distribuição e consumo.
Por ser disciplina essencial à formação técnica, tomamos o cuidado
de não criar dificuldades intransponíveis na compreensão dos textos.
Muito pelo contrário, a abordagem é sempre comprometida com uma
linguagem a mais acessível possível ao estudante.
Esperamos que o estudo da ciência econômica traga clareza para
seus futuros debates pertinentes à disciplina e contribua para seu ama-
durecimento profissional.
ApresentaçãoApresentação
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9ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
A Ciência Econômica01
LIÇÃO
Introdução
Iniciamos nossos estudos sobre Eco-
nomia apresentando aspectos históricos da
ciência econômica, analisando sua mul-
tiplicidade de aplicações, em várias áreas
de atuação. Atividades como gestão de ne-
gócios, contabilidade, direito, comércio
exterior, marketing e muitos outros cam-
pos de atuação e estudo têm envolvimento
com aspectos econômicos.
Evidenciamos também sua importância
no contexto político e social, pois seu estudo
é a forma como as sociedades procuram re-
solver seus problemas de produção, distri-
buição e consumo. Nosso objetivo é desen-
volver sua curiosidade sobre esta ciência de
relevante importância para a melhor com-
preensão das sociedades.
1. Conceito
Palavra de origem grega (oikos = casa;
nomos = administração, lei ou governo), a
Economia é uma ciência que tem provocado
calorosos debates nos mais diferentes cír-
culos sociais. Afinal, trata-se de uma ciên-
cia que estuda as atividades humanas no
sentido de suprir suas necessidades, anali-
sando todas as implicações que interferem
neste processo que vai das necessidades
humanas, passa pela produção, distribuição
e consumo.
Ciência social extremamente dinâmica,
a Economia tem inter-relacionamento com
as ciências Política, Sociologia, Estatística,
Direito, Antropologia e muitas outras áreas
de estudo. Conceituar Economia é tarefa
fácil de sintetizar, mas a abrangência de
enfoques fez com que vários autores crias-
sem formas próprias de definir esta ciên-
cia. A julgar pelo envolvimento com a pro-
dução e consumo, poderíamos simplificar o
conceito de duas formas:
“Economia é o estudo de como os ho-
mens e a sociedade decidem, com ou sem a
utilização do dinheiro, empregar recursos
produtivos escassos, que poderiam ter apli-
cações alternativas, para produzir diver-
sas mercadorias ao longo do tempo e dis-
tribuí-las para consumo, agora e no futuro,
entre diversas pessoas e grupos da socie-
dade.”
Esta definição do professor Paul
Anthony Samuelson, prêmio Nobel de Eco-
nomia e professor do MIT – Massachusetts
Institute of Technology (EUA), muito fiel à
questão da produção e consumo, pode ser
resumida como:
A Economia é a Ciência Social que es-
tuda a forma como são direcionados os
meios produtivos, como atuam os agentes
consumidores, o papel do Estado e a in-
fluência do setor externo e todas suas im-
plicações na sociedade.
A Economia analisa os custos e benefí-cios da melhoria das configurações de
alocação de recursos.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
2. Importância da Economia
A tarefa da Economia, como um todo, é
descrever, analisar, explicar e correlacionar
o comportamento da produção, do desem-
prego, dos preços e fenômenos que se rela-
cionam com a produção e o consumo. Para
que tenham significado, é preciso que as
descrições sejam mais do que uma série de
narrativas separadas. Devem se encaixar
num padrão sistemático, isto é, constituir a
verdadeira análise.
Sebastião Salgado, economista de for-
mação, fotógrafo de profissão, famoso no
mundo todo por seu trabalho jornalístico de
registro da movimentação de trabalhadores,
em busca de soluções para suas carências
sociais, afirma: “Economia é Sociologia e
Antropologia quantificadas”.
Um profissional liberal - advogado ou
contabilista - que tenha negociado vários
contratos trabalhistas com sucesso, pode se
julgar um perito na economia dos salários.
Um empresário que tem enfrentado o dia-
a-dia no controle dos custos de sua empre-
sa, pode achar que seu ponto de vista sobre
o controle de preços é a última palavra. Um
banqueiro, pelas suas ações no mercado fi-
nanceiro, pode concluir que sabe tudo a res-
peito de economia financeira. Assim, cada
indivíduo tende, naturalmente, a julgar um
fato econômico pelo seu efeito imediato so-
bre ele.
De qualquer forma, é inegável a impor-
tância do papel do estudo econômico, no sen-
tido de qual a melhor forma de se direcionar
os recursos, buscando-se soluções para os
diversos problemas a serem enfrentados,
tanto pela administração pública, quanto
pela iniciativa privada.
Toda a sociedade é influenciada pelos
fenômenos econômicos.
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11ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
Como atender às necessidades sem
desperdiçar recursos ?
Conceitos em Economia02
LIÇÃO
Introdução
Nesta lição introduzimos a discussão
sobre conceitos básicos de Economia. Nos-
sa intenção é fazer com que você, caro estu-
dante, fixe em seus conhecimentos os ele-
mentos que formam os fundamentos de es-
tudo da ciência econômica. A partir da fi-
xação e interpretação de assuntos impor-
tantes como fatores de produção, a funda-
mental “Lei da Escassez” e demais compo-
nentes desta lição, com certeza você cami-
nhará mais facilmente por esta jornada de
estudos sobre Economia.
1. Fatores de Produção
Alguns elementos são necessários para
que haja produção. Chamamos de fatores de
produção os seguintes elementos básicos:
recursos naturais, trabalho e capital.
• Recursos Naturais: são recursos obtidos
da natureza, utilizados economicamente.
Ex.: ferro, madeira, petróleo, terras, gás
natural, minérios em geral, etc.
• Trabalho: qualquer esforço ou utilização
de energia humana, manual ou intelec-
tual, no processo de produção.
• Capital: conjunto de instalações, equipa-
mentos, máquinas e ferramentas perten-
centes a um empreendimento, que dão
maior produtividade ao trabalho.
Os indivíduos proprietários dos fatores
de produção, em seus papéis de produtores,
constituem um grupo e uma atividade ine-
gavelmente tão importantes quanto o grupo
dos consumidores, pois sem a disponibili-
dade dos fatores de produção, simplesmen-
te, não há a possibilidade de gerar-se pro-
duto, muito menos renda.
2. Lei da Escassez
O problema fundamental da Economia
é a impossibilidade de se produzir bens e
serviços em quantidades ilimitadas, para sa-
tisfazer as necessidades humanas, que se re-
novam o tempo todo. Estas necessidades po-
dem ser traduzidas como desejos crescen-
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12
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
tes que agem sobre os indivíduos, muito
embora haja impossibilidade de atender de
imediato a todas estas aspirações, devido a
questões como: renda, disponibilidade, res-
trições e outros fatores que interferem na
obtenção de bens e serviços. Observamos que
há uma limitação de recursos para produ-
ção e conseqüente consumo de bens e ser-
viços. Este é o princípio básico da Lei da
Escassez, que é um dos eixos do estudo eco-
nômico.
Resume-se a Lei da Escassez afirman-
do-se: “Necessidades são ilimitadas, mas os
recursos são escassos”.
Economizar significa evitar gastar inu-
tilmente e guardar para futuras necessida-
des. Os sistemas econômicos, como um todo,
procuram utilizar os recursos escassos da
melhor maneira possível.
3. Necessidades Econômicas
As inúmeras formas de atividade eco-
nômica são impulsionadas pelas necessida-
des humanas. Abraham H. Maslow, numa
visão estritamente sociológica, criou a teo-
ria das necessidades da motivação, onde
afirmava que as necessidades humanas po-
dem ser dispostas em uma hierarquia, agru-
padas da seguinte forma:
1. Fisiológicas: são as necessidades básicas
da vida: alimentação, abrigo, ar, vestuá-
rio, descanso, etc.
2. Segurança: as pessoas desejam estar, na
medida do possível, seguras de que no fu-
turo não lhes faltarão meios para satisfa-
ção de suas necessidades básicas. No tra-
balho, as pessoas sentem necessidade de
segurança quanto ao seu emprego, isto é,
desejam ter uma certa garantia de que não
serão dispensadas a qualquer momento.
Proteção e estabilidade são as palavras-
chave para este item.
3. Sociais: consistem no desejo, que todos
sentem, de participar de vários grupos e
de serem aceitos por eles. Alguns desses
grupos são: família, grupos de escola e
companheiros de trabalho.
4. Status e Estima: o indivíduo deseja ser
mais do que um membro de seu grupo. Ne-
cessita de estima, afeto,valorização e re-
conhecimento. A satisfação das necessi-
dades de estima provoca sentimentos de
autoconfiança.
5. Auto-realização: está ligada ao desejo do
ser humano de desenvolver e usar sua ca-
pacidade, suas aptidões e habilidades, bem
como de realizar seus planos.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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13ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
Sob o ponto de vista da Economia, observamos também que
as pessoas, ao satisfazerem suas necessidades mais básicas,
passam à busca do atendimento das carências que vão surgin-
do. Assim, logo que alguém consegue dinheiro para saciar sua
fome e vestir-se, já pensa em adquirir sua casa própria. Quan-
do já tem a casa, quer decorá-la da melhor maneira possível, e
assim por diante.
A ciência econômica procura resolver este problema atri-
buindo um grau de importância a cada necessidade e sugerin-
do a canalização dos recursos, para a satisfação das necessida-
des mais urgentes. Podemos classificar as necessidades eco-
nômicas em dois grupos:
1. Necessidades Individuais: são aquelas que atendem o ser
humano em sua essência, sua sobrevivência. Ex.: alimentos,
produtos de higiene, moradia, etc.
AUTO-REALIZAÇÃO
STATUS E ESTIMA
SOCIAIS
SEGURANÇA
FISIOLÓGICAS
Teoria de Maslow
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
2. Necessidades Coletivas: são necessidades que surgem em
decorrência da vida social do indivíduo. Por necessitarem de
uma estrutura de recursos de valor mais elevado, geralmen-
te o Estado assume a responsabilidade pelo atendimento des-
tas necessidades. Ex.: educação, segurança, transporte cole-
tivo, previdência, etc.
Um país também tem muitas necessidades: estradas, re-
presas, hospitais, escolas, etc. Diante da elevada quantidade
de necessidades, o Governo geralmente sente a falta de recur-
sos, ou ainda não administra eficazmente sua receita.
Estas deficiências fazem com que muitas empresas priva-
das explorem atividades relacionadas ao atendimento de ne-
cessidades coletivas.
4. Atividade Econômica
Fabricar algo, transportar e vender, dar uma aula, cor-
Transporte coletivo, saúde e habitação.
Exemplos de necessidade coletiva.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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15ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
tar cabelo, entregar uma carta, tudo isso e
mais uma infinidade de outras atividades,
são atos de produção. Quem realiza atos
de geração de um bem ou serviço, realiza
uma atividade econômica.
Podemos definir atividade econômica
como sendo “o conjunto das operações que
consistem em utilizar os recursos disponí-
veis para a produção de bens econômicos,
bens que são raros em relação às múltiplas
e variadas necessidades dos consumidores”.
5. Bens Econômicos
Tudo aquilo que é raro, ou seja, precisa
ser produzido, é um bem econômico e tudo
aquilo cuja abundância supre nossas neces-
sidades não é um bem econômico. O ar que
respiramos, a areia do deserto, a água do mar
e muitos outros bens não podem ser classi-
ficados como bens econômicos. São bens li-
vres, pois para obtê-los, não se verifica a
utilização de fatores de produção que são
remunerados. A principal característica dos
bens econômicos é sua carência, isto é, se o
homem pára a produção, eles se extinguem.
Devido a essa característica, os bens
econômicos devem ser racionados. Isto pode
ser feito através de um sistema de reparti-
ção autoritária ou – o que é mais freqüente
– cobrando-se um preço daqueles que de-
sejam tais bens.
Ao analisarmos a produção econômica de
um país, aspectos pertinentes à destinação
dos bens são considerados. Portanto, quanto
à destinação, os bens podem ser:
1. Bens e Serviços de Consumo: o conjunto
de bens e serviços que atendem às necessi-
dades exatamente da forma em que se apre-
sentam. Ex.: serviços médicos, assessoria
contábil, automóveis, eletrodomésticos, re-
lógios, etc.
2. Bens e Serviços Intermediários: não aten-
dem diretamente às necessidades. Estes
bens ou serviços estão na fase intermediá-
ria do processo produtivo; vão transformar-
se para atingir a forma de bens de consumo.
Ex.: bobinas de papel, chapas de aço, servi-
ços de computação terceirizada, trigo, pe-
tróleo bruto, etc.
3. Bens de Capital: são bens que destinam-
se ao aumento da eficiência do trabalho hu-
mano no processo produtivo. Ex.: máquinas,
estradas, equipamentos, tratores, etc.
6. Serviços
O setor de prestação de serviços tem
adquirido relevante importância no cená-
rio econômico atual, tendo em vista a dimi-
nuição da absorção de mão-de-obra no par-
que industrial.
Serviços são conceituados como bens
especiais não tangíveis, prestados por pes-
soas ou empresas. Ex.: serviços prestados
por profissionais liberais, serviços financei-
ros, de seguros, educacionais, informática,
telefonia, hotelaria, turismo, etc.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
7. Riqueza, Utilidade e Valor
A palavra riqueza lembra uma grande quantidade de bens
econômicos ou dinheiro. Adam Smith (1723-1790), economista
inglês, escreveu em “A Riqueza das Nações – 1776”, que “rique-
za é o conjunto de bens de que o homem efetivamente e real-
mente pode dispor, para fins econômicos”. Em Economia, qual-
quer bem útil, acessível e limitado recebe o nome de riqueza.
Utilidade é a qualidade que possuem os bens econômi-
cos de satisfazerem as necessidades humanas. O bem, po-
Os serviços, nas suas variadas formas,
são essenciais à Economia.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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17ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
rém, só é útil quando desejado pelo homem. Utilidade, por-
tanto, é um conceito mais subjetivo do que objetivo. O grau
de utilidade de um bem depende da necessidade de cada in-divíduo. Um bem pode ser útil para alguém e não o ser para
outra pessoa.
Valor é a medida da utilidade econômica. A relação entre
um bem e sua necessidade é fator determinante do preço. O
valor dos bens pode ser analisado de dois pontos de vista:
• Valor de Uso: é a utilidade que um bem tem para nós pesso-
almente.
• Valor de Troca: é o valor monetário de um bem, ou valor numa
troca por outro produto.
Desse modo, um bem pode ser de grande valor de uso e de
nenhum valor de troca, como uma coleção pessoal de moedas an-
tigas ou um veículo pelo qual se tem grande estima, por exemplo.
O valor das coisas é determinado por um conjunto de fato-
res. O trabalho e a utilidade são apenas dois dos fatores consti-
tutivos desse valor. Além desses, existem outros elementos so-
ciais, políticos, psicológicos, estéticos, etc.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
1 - Economia é uma Ciência que estuda e analisa:
( ) a) empresa e administração;
( ) b) consumo exclusivamente;
( ) c) produção, distribuição e consumo;
( ) d) planejamento de vendas.
2 - Conceitue Economia.
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
3 - Complete:
____________________________________________________ são ilimitadas, mas os recursos são
_____________________________________________ . Este princípio está na Lei da Escassez.
4 - Segundo Maslow, as necessidades que aparecem primeiro, numa visão sociológica, são:
( ) a) de Segurança.
( ) b) Status e Estima.
( ) c) Fisiológicas.
( ) d) nenhuma das anteriores.
5 - O que são Necessidades Coletivas?
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Exercícios Propostos
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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6 - Quais são Bens ou Serviços Intermediários:
( ) a) Cinema, sorvetes e carros.
( ) b) Plásticos e cadernos.
( ) c) Roupas e sapatos.
( ) d) Chapas de aço e digitação terceirizada.
7 - São bens que destinam-se ao aumento da eficiência do fator trabalho:
( ) a) Bens e serviços de consumo.
( ) b) Bens e serviços intermediários.
( ) c) Bens de capital.
( ) d) Bens especiais.
8 - Indique quais são os fatores de produção.
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9 - Conceitue Valor de Troca.
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10 - O que é Utilidade?
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Composição do
Sistema Econômico03
LIÇÃO
Introdução
Nesta lição você terá a oportunidade de
conhecer a formação dos sistemas econômi-
cos. Compreenderá que cada país tem uma
economia peculiar, composta geralmente de
produtores primários, secundários e pres-
tadores de serviços. A partir destes funda-
mentos, estudará os importantes fluxos de
produtos e serviços, bem como o fluxo demoeda, que são a base da formação do mer-
cado, através do sistema de procura e oferta.
1. Setores de Produção
Um sistema econômico forma-se da jun-
ção de todos os fatores produtivos (traba-
lho, capital e recursos naturais), participan-
tes da produção total existente em um de-
terminado país. Observa-se que, na maioria
dos países, atividades diversas compõem o
sistema econômico, havendo a necessidade
de uma divisão por setores, facilitando, en-
tre outras situações, o trabalho do Governo
pertinente à Contabilidade Nacional.
As atividades econômicas estão dividi-
das em três setores:
1. Setor Primário: compreende atividades
que se desenvolvem em contato direto com
a natureza. No setor primário, observa-
mos empresas que atuam na produção
agrícola das mais diversas culturas, pe-
cuária e suas derivações – bovinos, suí-
nos, caprinos, galináceos, etc. – e extra-
tivismo1, que pode ser mineral, vegetal ou
animal. Ex.: fazendas em geral (agro-
pecuária), pesca, extração de minérios,
horticultura, fruticultura, etc.
2. Setor Secundário: abrange todas as ati-
vidades industriais de elaboração e ma-
nufatura de produtos. Ex.: indústria, cons-
trução civil, produção de energia, obras
públicas, etc. Concentra-se em modificar
os produtos que vêm do setor primário.
3. Setor Terciário: responsável pela distri-
buição e venda dos produtos dos setores
primário e secundário, bem como pela
prestação de serviços. Ex.: instituições fi-
nanceiras, educacionais, assessoria em-
presarial, comunicações, seguros, etc.
2. Sistemas de
Organização Econômica
Para satisfazer a maior quantidade de
necessidades humanas, com os recursos dis-
1. Extravismo: atividade ou prática de extração. Em
Economia, especificamente, extrair algum tipo de
bem da natureza com objetivos econômicos.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
poníveis, torna-se necessária a organização
da produção. Ao longo dos anos, aparece-
ram várias formas alternativas, dentre as
quais devemos destacar:
1) Centralizada (ou de Governo)
O Governo toma todas as decisões so-
bre a produção e a distribuição.
2) Economia de Mercado (ou
Descentralizada)
As pessoas, visando seu próprio interes-
se, decidem o que, como e para quem pro-
duzir (de acordo com seus interesses).
•O que produzir? → A sociedade forma
empresas para gerar bens, que lhe pro-
porcionem lucratividade.
•Como produzir?→ Técnicas de produção
que possibilitem menor custo.
•Para quem? → Proprietários dos recursos
produtivos (trabalho, máquinas, equipa-
mentos, instalações, etc.) decidem livre-
mente a que tipo de clientela será desti-
nada sua produção.
Exemplos:
- A Inglaterra do século XIX era um exem-
plo nítido desta forma pura de organiza-
ção econômica.
- Os EUA, nos dias atuais, têm uma econo-
mia que se aproxima muito deste modelo
de organização econômica. Não podemos
esquecer que apesar de a maioria das de-
cisões serem tomadas pelo mercado
(descentralização da economia), o gover-
no regulamenta os negócios e fixa as re-
gras do jogo.
2.1 Sistema de Preços na
Economia de Mercado
Observamos que em nosso dia-a-dia
inúmeros produtos e serviços estão dispo-
níveis.
Numa economia de mercado a produção
acontece, praticamente, de forma livre, sem
ordenações, ou seja, sem imposições de qual-
quer natureza. Não podemos confundir in-
centivo governamental com imposição à pro-
dução.
Uma pequena análise de como tantos
produtos vão parar nas prateleiras dos su-
permercados, faz-se necessária para melhor
compreensão da formação de preços.
Imaginemos um livro que está em uma
livraria. Para produzi-lo, diversas etapas
existem. Muitas pessoas atuam neste pro-
cesso. Estas pessoas trocaram sua mão-de-
obra, em cada etapa da produção, por bens
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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(no caso dinheiro) que elas precisam, para
viabilizar o consumo de bens e serviços que
atendam suas necessidades.
2.2 Trocas Voluntárias
Segundo Adam Smith, economista da
escola clássica, se a troca entre dois parti-
cipantes de uma negociação for voluntária,
ela somente acontecerá se ambas as partes
acreditarem que serão beneficiadas.
O sistema de preços determina o fun-
cionamento dessas trocas. Sem exigências
adicionais (direção centralizada da econo-
mia) o mecanismo de preços coordena as
trocas entre as pessoas. Observa-se aqui
que o interesse individual leva os partici-
pantes do sistema (trabalhadores, por
exemplo) a produzirem cooperando em
cada fase do processo de produção, preo-
cupando-se apenas consigo mesmo.
2.3 Indicadores de Produção e Incentivos
A importância do sistema de preços re-
side no fato de que ele é o principal fator
que indica o que produzir, pois os preços
carregam incentivos e também indicam para
quem produzir, porque o resultado desse
processo é a distribuição da produção entre
os elementos da sociedade que participaram
deste processo.
2.4 Transmissão de Informações
Todas as informações de mercado gi-
ram em torno do sistema de preços. Um au-
mento repentino no consumo de determi-
nado bem, automaticamente transforma-se
em informação que o sistema de preços
passa a transmitir, interferindo muitas ve-
zes nos níveis de preço deste produto es-
pecífico. Isto acontece porque, se determi-
nado produto ficar escasso, por exemplo, o
consumidor, querendo comprá-lo, estará
disposto a pagar mais para atender sua ne-
cessidade. Assim, todos os envolvidos vão
se sentir estimulados pela nova situação de
mercado.
A transmissão de informação através do
mecanismo de preços precisa ser eficaz, ou
seja, cada pessoa situada em uma etapa da
produção, quando atingida pela informação,
precisa passar o ocorrido para os envolvi-
dos na etapa de produção subseqüente.
2.5 Externalidade
Surge quando ocorre o benefício ou pre-
juízo de outra pessoa (além das partes en-
volvidas diretamente).
Ela é uma falha de mercado, pois a pro-
dução poderia ser maior ou menor do que é
(caso as externalidades sejam computadas).
Um exemplo de externalidade: em mui-
tos garimpos de ouro brasileiros, utiliza-se
o mercúrio para facilitar o trabalho dos ga-
rimpeiros, beneficiando-os. A empresa com-
pradora de ouro também é beneficiada, pois
consegue mais facilmente a matéria-prima,
O Governo pode intervir, quando existe atividadeque prejudique o cidadão.
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2 4
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
para fornecer às joalherias. Porém, para a
fauna, bem como para os habitantes que se
abastecem dos rios, existe o malefício do ris-
co de utilizarem a água contaminada por um
metal extremamente perigoso (cancerígeno).
Este fato justifica uma intervenção go-
vernamental, a fim de garantir que pessoas
não sejam prejudicadas, com uma regula-
mentação para funcionamento do setor eco-
nômico mencionado (garimpos de ouro). Isto
acontece com diversos setores econômicos,
através de sanções para os infratores com o
emprego de multas, fechamento de empre-
sas clandestinas, etc.
3. Fluxos do Sistema Econômico
Todo sistema econômico fica mais fácil
de interpretar, quando se evidencia o papel
do mercado, identificando-se duas perspec-
tivas:
a) Mercado de Recursos de Produção: é o
mercado onde se transacionam recursos
(fatores de produção, inputs) necessários
às atividades de produção do sistema em-
presarial da economia - trabalho, capaci-
dade tecnológica, capacidade empresari-
al, recursos naturais e poupanças para for-
mação de capital.
b) Mercado de Bens e Serviços: é o mercado
onde se transacionam bens e serviços fi-
nais (produtos, outputs) necessários à sa-
tisfação das necessidades das unidades
familiares - alimentos, imóveis, vestuá-
rios, educação, transporte, saúde, comu-
nicações, lazer e todos os outros produ-
tos e serviços disponíveis.
Os fluxos do sistema econômico, numa
análise do relacionamento existente entre
as empresas e o mercado, onde por um lado
gera-se a renda da economia e de outro pro-
duz-se riqueza social, podem ser classifi-
cados como:
1 - Fluxo Real: é o fluxo formado pelos bens
e serviços produzidos no sistema econô-
mico, também chamado produto da eco-
nomia. Sua importância está na forma-
ção do nível de oferta da economia que,
naturalmente, é quantificado pelo fluxo
real.
2 - Fluxo Monetário: também chamado de
fluxo nominal, é formado pelo total de
remunerações realizadas aos fatores de
produção durante o processo produtivo.
Os salários, aluguéis e outras rendas de
ativos reais, juros, lucros e dividendos são
os componentes deste fluxo, gerando a
renda da economia. Esta massa monetá-
ria (renda da economia) é a responsável
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pela determinação do nível de demanda (procura) realiza-
da no sistema econômico.
Concluímos que o mercado pode ser plenamente conceituado
como o encontro existente entre a oferta e a procura de bens e
serviços.
Acrescentamos a esta análise dos fluxos da economia que,
tanto o mercado de recursos de produção, quanto o mercado
de bens e serviços, atuam ofertando e demandando, conforme
o quadro esquemático abaixo:
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INSTITUTO MONITOR
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Conceitos de Micro e
Macroeconomia04
LIÇÃO
Introdução
Nesta lição estudaremos as duas gran-
des áreas da Economia: a Microeconomia,
com sua preocupação com o entendimento
do comportamento isolado do consumo e da
oferta, e a Macroeconomia, a qual tem como
objetivo de análise os problemas mais
conjunturais, ou seja, o todo do sistema eco-
nômico.
Tópico de extrema importância, temos
como objetivo principal despertar seu inte-
resse pela análise tanto das reações indivi-
duais dos agentes econômicos, como tam-
bém dos problemas econômicos nacionais.
1. Microeconomia
A Microeconomia é conhecida como o
ramo da Ciência Econômica voltado ao es-
tudo do comportamento das unidades de
consumo representadas pelos indivíduos
e/ou famílias (estas desde que caracteri-
zadas por um orçamento único) e também
voltado ao estudo das empresas, suas res-
pectivas produções, custos e preços dos di-
versos bens, serviços e fatores produtivos.
Fica claro que a Microeconomia estuda
isoladamente os agentes econômicos: con-
sumidores e produtores.
Assim, o eixo de estudo da Microeco-
nomia está na forma pela qual as famílias e
as firmas procuram otimizar2 suas ações, da-
dos seus objetivos e problemas a serem en-
frentados. Naturalmente, as famílias escolhem
suas compras tentando maximizar sua utili-
dade, enquanto as empresas tomam decisões
buscando maximizar3 sua lucratividade.
Este é o foco de estudo microeconômico.
1.1 Noções de Microeconomia
Antes de falarmos sobre a área da Eco-
nomia que estuda isoladamente os agentes
produtores e consumidores, precisamos
enfatizar que estudiosos muitas vezes diver-
gem em suas convicções. Certo é que em
períodos diferentes, há a possibilidade de
visualizações diferenciadas.
2 - Otimizar: criar condições favoráveis para forne-
cer o rendimento máximo possível.
3 - Maximizar: processo que determina o valor máxi-
mo que “algo” pode assumir. Ex.: lucro,
produtividade, durabilidade, etc.
Na Microeconomia, são estudados o Consumo
(procura) e a Produção (oferta).
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
Jean Baptiste Say, estudioso francês de
Economia, acreditava que a oferta criava sua
própria procura. Talvez defendesse este
ponto de vista porque em sua época a pro-
dução não era tão diversificada e quase tudo
aquilo que era produzido era consumido,pois naquele tempo a produção era muito
reduzida.
John Maynard Keynes, um notável in-
glês, economista de renome, simultaneamen-
te com o polonês Michal Kalecki, estudando
as crises que se sucediam durante o início
do século XX, principalmente nas décadas
de vinte e trinta, entenderam que não exis-
tem formas mágicas de se combater as cri-
ses e que uma delas consiste em adaptar a
oferta ao nível de demanda.
Conceberam o que ficou universalmen-
te conhecido como o Princípio da Demanda
Efetiva, que diz: “O nível de procura é que
vai determinar, ao longo do tempo, o nível
de oferta da economia”.
A Microeconomia é analisada eviden-
ciando duas teorias: a Teoria do Consumi-
dor, que nos traz a Lei da Procura e a Teo-
ria da Firma ou Empresa, que estuda a Lei
da Oferta. Conheçamos com mais detalhes
estes estudos.
Na Teoria do Consumidor, a microe-
conomia enaltece a intenção dos indiví-
duos, em face das respectivas rendas, de
se apropriarem de uma combinação de
quantidades de bens tal que lhes possi-
bilite a maximização de suas satisfações.
Já na Teoria da Firma, tem-se a figura
do indivíduo - empresário esforçando-se
para combinar os fatores de produção, em
vista de sua limitação orçamentária, com a
intenção de maximizar o nível de lucro de
sua organização.
A partir da análise desses procedimen-
tos são obtidos os elementos necessários à
derivação das ofertas individuais e de mer-
cado.
A combinação das quantidades de fato-
res de produção, bens e/ou serviços que os
consumidores estariam dispostos a adqui-
rir, impõe a determinação de um denomi-
nador comum, que nada mais será do que o
preço. A determinação deste preço é a ta-
refa a que se propõe a microeconomia, ao
estudar a questão tanto no âmbito dos fato-
res de produção como no caso dos bens e/ou
serviços.
1.2 Teoria Elementar da Demanda
Não é nosso objetivo desenvolver uma
teoria completa da demanda. Nossa inten-
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○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
ção é fazer uma introdução à teoria da de-
manda e, portanto, apresentar uma visão sim-
plificada do problema.
Costuma-se definir a procura, ou de-
manda individual, como a quantidade de
um determinado bem ou serviço que o con-
sumidor deseja adquirir em certo período
de tempo. Nesta definição é preciso desta-
car dois elementos. Em primeiro lugar, a
demanda é um desejo de adquirir, é uma
aspiração, um plano, e não sua realização.
Não se deve confundir procura com com-
pra, nem oferta com venda.
Demanda é o desejo de comprar. Em
segundo lugar, a demanda é o fluxo por uni-
dade de tempo. A procura se expressa por
uma dada quantidade em um dado perío-
do. Assim, deve-se dizer que: “Dona Ma-
ria tem o desejo de adquirir 5 quilos de fei-
jão por semana e não, simplesmente, que
Dona Maria deseja 5 quilos e que esta é a
sua procura”.
Mas do que depende esta procura, ou
este desejo de adquirir? Quais são os fato-
res ou variáveis que influenciam a procura?
A teoria da demanda é deriva-
da de hipóteses sobre a es-
colha do consumidor entre
diversos bens que seu or-
çamento permite adquirir.
O que se procura é
explicar o processo de es-
colha do consumidor pe-
rante as diversas alterna-
tivas existentes. Tendo
um orçamento limitado, o
que quer dizer, um dado
nível de renda, o consumidor procurará dis-
tribuir este seu orçamento (renda) entre os
diversos bens e serviços de forma a alcan-
çar a melhor combinação possível, ou seja,
aquela que lhe trará o maior nível de satis-
fação.
Exemplo: supondo que um indivíduo vá
almoçar num restaurante, vamos verificar
o que influencia sua escolha. Recebendo o
cardápio, a primeira coisa que ele olha são
os preços. Assim, a escolha de um deter-
minado prato, digamos um filé, depende
não só do preço do filé, mas também do
preço das outras carnes, do preço das mas-
sas, etc.
Pode-se facilmente ver que, quanto mai-
or for o preço do filé, menos propenso esta-
ria o indivíduo a pedir um. Da mesma for-
ma, quanto menor o preço dos outros pratos
principais (massas, carnes, etc.), menor de-
sejo ele terá de comer um filé. Isto se dá
porque o filé, as outras carnes e a massa são
substitutos. Ele escolhe um, ou outro. Difi-
cilmente o consumidor pedirá um frango
acompanhado de um peixe. Caso o preço dos
acompanhamentos seja alto, ele reduzirá sua
vontade de filé.
Além dos preços, uma outra variável afe-
ta esta escolha: a renda. Se o indivíduo não
tiver dinheiro para pagar a conta, não irá
pedir o filé com fritas. Também o gosto do
consumidor determina a escolha. Mesmo
que o preço do bife de fígado e seus acom-
panhamentos seja baixo, o indivíduo não o
pedirá caso não goste de fígado.
Vemos que a escolha do consumidor foi
influenciada por algumas variáveis que, em
geral, serão as mesmas que influenciarão
sua escolha em outras ocasiões. Dessa for-
ma, apresentamos quatro determinantes da
procura individual:
• preço do bem;
• preço dos outros bens ou serviços;
• renda do consumidor;
• gosto ou preferência do indivíduo.
O que determina
o processo de
Procura?
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
Em linguagem matemática, expressare-
mos estas relações da seguinte forma:
Dx = f(Px, P1, P2 ... Pn, R, G)
Onde:
Dx = quantidade demandada do bem x;
Px = preço do bem x;
P1, P2... Pn = preço dos outros bens ou servi-
ços consumidos pela pessoa;
R = renda do consumidor;
G = gosto ou preferência do consumidor pelo
bem.
Reforçando o enunciado da fórmula, di-
zemos que a quantidade demandada do bem
x vai depender de uma função que agrega: o
preço deste bem em questão, os preços de
todos os outros bens ou serviços que o indi-
víduo pretende adquirir, sua renda dispo-
nível e, por fim, a influência que seu gosto
ou preferência vai exercer sobre sua deci-
são de consumo.
Para estudar a influência de cada fator
sobre a procura é preciso fazer uma simpli-
ficação, pois estudar tudo em conjunto é
bastante complexo e exigiria um instrumen-
to matemático mais elaborado. A simplifi-
cação consiste em considerar cada efeito,
cada variável, separadamente, fazendo a
hipótese de que tudo o mais permaneça
constante.
Nesta hipótese, também conhecida
como a condição ceteris paribus4, a deman-
da é função do preço. Na condição ceteris
paribus são selecionadas variáveis relevan-
tes de umdeterminado problema, supondo
fixo tudo o mais, porque se estima que não é
essencial para a questão que está se estu-
dando.
Podemos representar a relação entre
quantidade demandada e preço do bem da
seguinte maneira: Dx = f (Px) (a quantidade
demandada do bem x em função exclusiva-
mente de seu preço), tudo o mais permane-
cendo constante.
1.3 Lei da Procura
Normalmente, teremos uma relação in-
versa entre o preço do bem e a quantidade
demandada. Os economistas traduziram este
4 - Condição ceteris paribus: técnica utilizada pelos
economistas, onde se estuda um fenômeno, anali-
sando-se os fatores que influenciam no mesmo de
forma isolada, como se não houvesse interferência
dos outros fatores.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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fenômeno através da Lei da Procura Decres-
cente, que diz: “Quando o preço de um bem
é aumentado (ao mesmo tempo em que to-
dos os demais fatores são mantidos constan-
tes), será menor a quantidade desse bem a
ser procurada”.
Observa-se, da mesma forma, que se
uma quantidade maior de um bem for
lançada no mercado, esse bem só poderá ser
vendido a preço mais baixo, caso não se al-
tere nenhuma das outras condições que in-
fluenciam a demanda.
Quando o preço do bem cai, o bem fica
mais barato em relação aos seus concorren-
tes e, desta forma, os consumidores deve-
rão aumentar seu desejo de comprá-lo.
Esta é uma hipótese plausível e já testa-
da várias vezes para diversos produtos. Mas
há uma limitação: tudo o mais permanecen-
do constante, é um efeito isolado. Na reali-
dade, muitos efeitos aparecem conjuntamen-
te e é difícil fazer a separação de cada um.
1.4 Relação entre a Procura de Um Bem
e o Preço dos Outros Bens
Quando Dx = f (P1, P2... Pn), tudo o mais
permanecendo constante, temos uma rela-
ção geral: o aumento do preço dos outros
bens P1, P2... Pn poderá aumentar ou redu-
zir a demanda do bem x. A reação do tipo de
relação existente entre os dois bens poderá
ser exemplificada conforme segue:
1. Caso o aumento no preço de um bem, que
também faça parte da cesta de mercadorias
do consumidor (P1, P2... Pn), aumentar a de-
manda do bem x, os bens x e o outro bem
(P1, P2... Pn) são chamados substitutos ou
concorrentes. No exemplo dado do restau-
rante, o filé e as massas são bens substitu-
tos, pois o consumidor pode optar por um
ou outro, de acordo com o conjunto de in-
fluências que determinam sua decisão. Mas,
lembremos que aqui estamos analisando
apenas o fator preço dos outros bens. Tam-
bém são substitutos a manteiga, a margari-
na, o transporte por trem e por avião, o café
e o chá, o sapato e o tênis, a impressão a laser
e a jato de tinta, etc.
Bens concorrentes ou substitutos são aque-
les que guardam uma relação de substitui-
ção ou, se consome um ou outro. O consumo
de um pode substituir o consumo do outro.
Nesta conceituação o importante é que, ao
decidir por qualquer dos bens concorren-
tes, o resultado em termos do atendimento
da necessidade do consumidor será pleno ou,
no mínimo, semelhante.
2. Caso o aumento do preço de um bem da
variável (P1, P2... Pn) ocasione uma queda
na demanda do bem x, os bens são chama-
dos complementares. É o caso dos pneumá-
ticos e câmaras de ar, pão e manteiga, cane-
ta e tinta, impressoras e computadores, areia
e cimento, etc.
Bens complementares são aqueles que, em
geral, são consumidos conjuntamente. Sua
complementaridade pode ser técnica, caso
do automóvel e gasolina, ou psicológica,
como trabalhar com música.
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3 2
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
1.5 Relação Entre a Procura de Um Bem
e a Renda do Consumidor
Em geral existe uma relação crescente e direta entre a ren-
da e a demanda de um bem ou serviço Dx = f(R). Quando a ren-
da cresce, a demanda do bem deve aumentar. O indivíduo, fi-
cando mais rico, vai desejar aumentar seu padrão de consumo
e, portanto, demandar maiores quantidades de bens e serviços.
Esta é a regra e, como toda regra, admite exceções. Em
primeiro lugar, é possível que o indivíduo esteja totalmente
satisfeito com o consumo de um determinado bem e, portan-
to, não altere a quantidade procurada por unidade de tempo,
quando sua renda aumentar. É o caso do consumo saciado.
Outra exceção encontra-se nos chamados bens inferiores.
Estes são bens cuja demanda se reduz quando a renda aumen-
ta. Por exemplo: a demanda de carne de segunda se reduz quan-
do o indivíduo aumenta seus ganhos, pois aí ele passará a de-
mandar carne de primeira e não mais de segunda.
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1.6 Relação entre a Procura de Um Bem e
o Gosto do Consumidor
Por fim, resta examinar a função Dx =
f(G), ou seja, a influência do gosto ou da
preferência do consumidor sobre sua de-
manda.
Exemplificaremos esta situação: supo-
nhamos que seja feita uma grande campa-
nha publicitária incentivando a população
a beber mais leite. Nesta campanha se mos-
tra o valor nutritivo do leite e os benefícios
que ele traz à saúde. A parcela da popula-
ção que já consome leite será despertada por
esta propaganda, resolverá tomar mais lei-
te e incentivar o consumo por parte daque-
les que ainda não tomam leite. O que ocor-
rerá com a demanda do leite? É fácil res-
ponder. A demanda aumentará.
1.7 Teoria Elementar da Oferta
Define-se oferta como a quantidade de
um bem ou serviço que os produtores dese-
jam vender por unidade de tempo. Nova-
mente é preciso destacar os dois elementos:
a oferta é um desejo, um plano, uma aspira-
ção; é um fluxo por unidade de tempo. Do
mesmo modo que a demanda, a oferta de um
bem depende de inúmeros fatores.
1.8 Lei da Oferta
A oferta de um bem depende de seu pró-
prio preço. Admitindo a hipótese ceteris
paribus, onde nenhum outro fator interfi-
ra, identifica-se a Lei da Oferta que diz:
“quanto maior for o preço de um bem, mais
interessante se torna produzi-lo, portanto,
a oferta é maior”. Como o preço dos bens
tem em sua composiçãoos gastos empre-
sariais, a oferta do bem x depende dos pre-
ços dos fatores de produção. De fato, o pre-
ço dos fatores, juntamente com a tecnologia
empregada, determinam o custo de produ-
ção.
Exemplo: aumentando o preço da terra,
teremos um grande aumento no custo de
produção de soja, enquanto que em outros
setores, que utilizam em menor intensida-
de o fator terra, teremos menores aumentos
de custos. Assim, a mudança no preço de um
fator acarretará alterações na lucrativida-
de relativa das produções.
O mesmo raciocínio se pode fazer em
relação à mudança na tecnologia de produ-
ção. Os bens que mais se beneficiaram da
mudança tecnológica terão uma lucrati-
vidade aumentada, e assim surgirão deslo-
camentos nas curvas de oferta de diversos
bens e serviços.
1.9 O Equilíbrio de Mercado
O preço, em uma economia de mercado,
é determinado tanto pela oferta, quanto pela
procura.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
Chamemos a intersecção das curvas de E, à qual corres-
pondem o preço P0 e a quantidade Q0. Por estas siglas identi-
ficam-se Preço de Equilíbrio e Quantidade de Equilíbrio. Este
ponto, se existir, será único, pois a curva de procura é decres-
cente e a curva da oferta crescente. Neste ponto, a quantida-
de que os consumidores desejam comprar é exatamente igual
à quantidade que os produtores desejam vender. Existe uma
coincidência de desejos, caracterizando um ponto de equilí-
brio de mercado.
Para qualquer preço superior a P0, a quantidade que os
ofertantes desejam vender é maior que a que os consumidores
desejam comprar. Em linguagem técnica, dizemos que existe
um excesso de oferta. Quanto maior o preço, maior será o ex-
cesso de oferta. De outra parte, para qualquer preço inferior a
P0, surgirá um excesso de demanda. Quanto menor o preço,
maior o excesso de demanda. Em qualquer dessas situações,
não existe compatibilidade de desejos. Podemos visualizar duas
situações:
Situação I
Quando existir excesso de procura,
surgirão pressões no sentido de os preços
subirem, pois:
1- Os compradores, incapazes de comprar
tudo o que desejam ao preço existen-
te, passam a pagar mais.
2- Os vendedores vêem a escassez e per-
cebem que podem elevar os preços,
sem quedas nas vendas.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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3 5ECONOMIA E MERCADOS
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Situação II
Quando existir excesso de oferta surgi-
rão pressões para os preços caírem, pois:
1- Os vendedores per-
cebem que não po-
dem vender tudo o
que desejam, seus
estoques aumen-
tam e, assim, pas-
sam a oferecer a
preços menores.
2- Os compradores notam a fartura e pas-
sam a regatear o preço.
1.10 Elasticidade da Demanda e da Oferta
Sabemos que mudanças nos preços dos
bens, ceteris paribus, provocam mudanças
nas quantidades procuradas. Vamos anali-
sar o grau em que a quantidade demandada
responde a uma variação nos preços.
A forma correta usada em Economia
para analisar a sensibilidade da demanda e
variações nos preços é a elasticidade-preço
da demanda: é a variação do percentual da
quantidade procurada do bem x, dividida
pela variação percentual no preço do bem
x. Com relação à demanda, mede as reações
do consumidor quando existe uma mudan-
ça no preço do bem em questão. As elastici-
dades mostram as inclinações das curvas de
oferta e procura e, portanto, nos dizem muito
sobre os efeitos que uma dada mudança na
oferta ou procura terá sobre os preços.
Fórmula Genérica de Elasticidade
A elasticidade-preço da oferta é obtida
pela variação percentual na quantidade
ofertada de um bem, dividida pela variação
percentual no preço desse bem. Nesta aná-
lise, obtém-se o comportamento dos empre-
sários ante as variações dos preços dos bens
que produzem. Muitas organizações, ao ela-
borarem estratégias de preços a serem pra-
ticados, simulam várias alternativas e tra-
balham na identificação tanto de possibili-
dades de produção, quanto nas prováveis
respostas de seus clientes, quanto à modifi-
cação na estrutura de preços.
1.11 Categorias de Elasticidade
Em valor absoluto, a elasticidade varia
entre zero e infinito. Desse modo, a análise
das elasticidades tanto da procura quanto
da oferta podem evidenciar três categorias,
no que se refere à elasticidade-preço:
• Procura ou Oferta Inelástica: a quantida-
de ofertada ou procurada varia proporci-
onalmente menos que o preço. Exemplo:
provavelmente não dobraremos nossa
compra de pão francês se seu preço dimi-
nuir pela metade. Ou ainda, se o preço do
pão subir 20%, dificilmente haverá queda
de 20% no consumo do mesmo. Do outro
lado da oferta, o preço do trigo pode do-
brar, mas quem planta não pode (pelo me-
nos imediatamente) oferecer o dobro da
quantidade do trigo para venda. A inelas-
ticidade - reação em termos percentuais
da quantidade inferior ao aumento no pre-
ço - é muito comum quando o produto é
essencial.
• Procura ou Oferta de Elasticidade Unitá-
ria: é o caso especial em que as quantida-
des procuradas ou ofertadas respondem
na proporção exata das variações de pre-
ços.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
• Procura e Oferta Elástica: variações nos
preços provocam variações proporcional-
mente maiores nas quantidades. Muitos
bens de luxo sofrem uma diminuição dra-
mática no volume de vendas quando seus
preços aumentam. Do lado da Oferta, a
procura elástica normalmente afeta bens
de fácil produção, de modo que uma pe-
quena elevação de preços leva a uma pro-
dução muito maior.
1.12 Relação entre Elasticidade,
Gastos e Receita
A elasticidade não
apenas afeta a deter-
minação de preços de
mercado, como tam-
bém tem um grande
efeito na situação fi-
nanceira de comprado-
res e vendedores.
Faz muita diferen-
ça para um comprador o fato de a curva de
oferta de uma determinada mercadoria ser
elástica ou não, pois isso afetará a quanti-
dade a ser gasta na mercadoria caso seu pre-
ço mude.
O mesmo acontece com um vendedor,
caso a curvade procura por seu produto seja
elástica ou não, pois isso determinará o que
acontece com seus rendimentos totais, se os
preços mudarem.
1.13 Relações Entre Receita Total
e Elasticidade
A receita total, que as empresas produ-
toras de um dado bem recebem, é obviamen-
te igual à quantidade vendida, vezes o preço
da mercadoria. Da mesma forma, a despesa
total dos consumidores deste bem é igual à
quantidade comprada, vezes o seu preço.
Como, a cada vez que alguém vende, al-
guém está comprando, a despesa dos con-
sumidores na compra de um determinado
bem, é igual à receita total de seus produto-
res. Assim, tudo o que dissermos a respeito
da receita das empresas vale, com as devi-
das adaptações, para as despesas dos con-
sumidores.
2. Macroeconomia
A Macroeconomia se interessa pelo
estudo dos agregados como a produção, o
consumo e a renda da população como um
todo. Analisa o desempenho global do sis-
tema econômico. A importância do estu-
do e análise do desempenho global de uma
economia alicerça-se em vários pilares:
perspectivas de emprego, rendimentos e
preços que as pessoas pagam pelos bens,
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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3 7ECONOMIA E MERCADOS
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fatores que determinam níveis de produ-
to e renda da economia.
Podemos acrescentar, após esta expli-
cação, que os maiores problemas macroe-
conômicos, muitas vezes alvo de estudos
para planejamento governamental, são:
• O que determina o nível de produto agre-
gado (total) da economia e a respectiva
renda agregada (total) da economia.
• Como determinar a taxa de juros.
• O que determina níveis de preços e suas
conseqüências: inflação e deflação.
• O que determina a taxa de emprego.
• Estudo para obtenção do equilíbrio na
Balança de Pagamentos e taxa de câm-
bio.
A bifurcação da Ciência Econômica nes-
ses dois ramos, isto é, macroeconomia e
microeconomia, data dos primórdios da dé-
cada de 1930. Ambas giram em torno do pro-
blema da limitação e do caráter finito dos
recursos produtivos, em face das necessi-
dades vitais da civilização, infinitas e ilimi-
tadas, inerentes ao ser humano. Essa pro-
blemática fundamenta e justifica a razão da
existência da economia como ciência.
Efetivamente, a microeconomia, ao es-
tabelecer princípios gerais, revela-se mui-
to mais abstrata do que a macroeconomia, a
qual se encontra voltada ao exame de ques-
tões e de medidas peculiares a um dado lu-
gar e instante de tempo.
Exemplificando, os grandes agregados
estudados pela macroeconomia, como a ren-
da, o emprego, o desemprego, o consumo, o
investimento, a poupança, são todos de na-
tureza heterogênea, na forma como consi-
derada. Já a microeconomia está voltada à
apreciação das unidades individuais da eco-
nomia.
Outro modo de distinção entre a mi-
croeconomia e a macroeconomia repousa no
aspecto: preços. Efetivamente, a microe-
conomia é igualmente conhecida por Teoria
de Preços, pois procura evidenciar a forma-
ção dos preços dos bens e serviços, assim
como dos recursos produtivos.
2.1 Demanda Agregada
Estudiosos de macroeconomia separa-
ram a demanda em dois grupos: o de bens
de consumo e o de bens de investimento.
Essa divisão foi feita porque esses estudio-
sos acreditavam que fatores diferentes in-
fluenciam os diferentes tipos de bens.
Portanto, a demanda agregada pode ser
dividida em consumo e em investimento
agregados. O consumo agregado é formado
pelos gastos de todas as famílias com bens
de consumo, o investimento agregado é for-
mado pelos gastos de todas as firmas com
bens de investimentos.
Deve-se incluir no cálculo da demanda
agregada os gastos do Governo e as expor-
tações, e deduzir as importações.
As exportações entram no cálculo por-
que constituem a demanda externa pelos
bens da economia. As importações são pla-
nos de compra dos residentes da economia.
Desta forma, a demanda agregada externa
líquida é composta pelas exportações me-
nos as importações.
A função da Demanda Agregada é defi-
nida como:
DEMANDA AGREGADA = CONSUMO +
INVESTIMENTO + GASTOS DO GOVER-
NO + EXPORTAÇÃO – IMPORTAÇÃO
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
Existe outra forma de analisar a deman-
da agregada. É a análise da oferta de moe-
da. Quando alguém – família, firma, Gover-
no, setor externo – compra qualquer bem,
oferece dinheiro em troca. Existe uma iden-
tidade entre os fluxos contrários de bens e
de moeda.
Se o Governo desejar aumentar a de-
manda agregada, poderá reduzir impostos
ou aumentar seus gastos. Trata-se de uma
política fiscal expansionista.
Outra alternativa é emissão de dinheiro
elevando a oferta de moeda. Neste caso, tra-
ta-se de uma política monetária expan-
sionista.
2.2 Oferta Agregada
Como pudemos ver, a demanda agrega-
da envolve fatores mais complexos daque-
les que determinam a Demanda Individual
(função de Dx).
Oferta agregada, quando traçada sua
curva, mostra todos os níveis de preços para
os quais as empresas em seu conjunto estão
dispostas a oferecer uma correspondente
quantidade do produto agregado.
A oferta agregada (ou produto agre-
gado) é dada pelo valor total das transa-
ções realizadas no mercado de produtos,
durante certo período de tempo. Apenas
os bens finais são transacionados nesse
mercado.
Bens finais são aqueles produzidos para
utilização final e não para revenda ou para
transformações adicionais. Portanto, pro-
duto agregado é o valor monetário de todos
os bens finais produzidos na economia em
determinado período.
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O Problema daEmpregabilidade05
LIÇÃO
Introdução
Estudaremos agora um dos maiores de-
safios dos governantes de qualquer país:
atenuar o problema dos índices de desem-
prego. Você compreenderá que a popula-
ção de uma nação é formada por pessoas
dependentes e produtivas; que dentre as
pessoas que têm possibilidade de estarem
produzindo para o sistema, muitas podem
estar fora do mercado, devidos a fatores di-
ferenciados.
Entenderá ainda como é formado o ín-
dice de desemprego e assimilará a impor-
tância da mão-de-obra ocupada.
1. Conceito
A Economia tem participação efetiva no
levantamento das causas e conseqüências do
problema do desemprego. A medição dos
índices que dizem respeito à taxa de ocu-
pação, desemprego e outros indicadores dos
níveis de absorção de mão-de-obra é reali-
zada por técnicos ligados ao governo, bem
como à iniciativa privada.
Muitos profissionais que atuam nestas
análises são demógrafos, outros são estatís-
ticos, mas quase sempre, economistas par-
ticipam deste processo, pois as implicações
sócio-econômicas são objeto contínuo de
estudo.
Conheçamos resumidamente alguns dos
conceitos utilizados como base para análise
da empregabilidade.
1.1 População Economicamente Ativa (PEA)
População Economicamente Ativa
(PEA) de um país corresponde ao seu con-
tingente populacional (pessoas entre 10 e 60
anos nos países subdesenvolvidos, e entre
15 e 60 anos nos desenvolvidos) voltado para
o mercado de trabalho, ou seja, que está tra-
balhando ou procurando emprego.
Por este motivo também é chamada de for-
ça de trabalho (soma das pessoas empregadas
e desempregadas). Importante lembrar que,
neste conceito, o desempregado é o indivíduo
que, embora não esteja trabalhando, está à
procura de uma ocupação remunerada.
Muitos profissionais estudam a empregabilidade.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
PEA = Total de pessoas empregadas +
+ Total de pessoas desempregadas
1.2 População Economicamente
Inativa (PEI)
A População Economicamente Inativa
(PEI) de um país é formada pelas pessoas
que não estão trabalhando, nem procuran-
do emprego, como as crianças com menos
de dez anos de idade, estudantes, aposenta-
dos e donas de casa.
Nos países desenvolvidos, é comum que
a PEA seja mais elevada, em termos relati-
vos, do que a dos subdesenvolvidos. Entre
outros fatores, isso ocorre porque o núme-
ro de crianças é menor e por apresentarem
uma economia bem mais poderosa do que a
dos países subdesenvolvidos. A economia
dos líderes econômicos mundiais apresen-
ta uma abrangente rede de atividades que
se inter-relacionam de forma bastante
intrincada, o que permite ampla oferta de
trabalho, especialmente no setor de servi-
ços.
O percentual de população economica-
mente ativa do Brasil é bastante semelhan-
te ao das três maiores potências do mundo:
Estados Unidos, Japão e Alemanha. Essa
semelhança não significa que a PEA brasi-
leira tenha a mesma expressividade relati-
va da PEA desses países. Isso se explica à
medida que, como já dissemos, os países de-
senvolvidos não incorporam, diferentemente
do que ocorre no Brasil, crianças entre 10 e
15 anos de idade no seu contingente ativo,
pois nessa faixa etária as crianças dos paí-
ses ricos estão estudando.
Portanto, se excluirmos a participação
relativa dessas crianças, que é muito alta,
do cálculo da PEA no Brasil, ela será bem
menor do que se apresenta.
Em 1996, a PEA brasileira era da ordem
de 73,1 milhões de habitantes, o que cor-
respondia a cerca de 47% da população to-
tal do país, que nesse ano era de aproxima-
damente 157 milhões de habitantes.
O número de PEA, no entanto, não re-
trata a efetiva participação da população
brasileira no mercado de trabalho, pois in-
clui apenas os que participam da economia
formal (oficial ou legalizada), como profis-
sionais liberais (médicos, dentistas, advoga-
dos) e empregados assalariados devidamen-
te registrados. Milhões de brasileiros ficam
fora do cálculo, pois se dedicam a ativida-
des na - cada vez mais expressiva - econo-
mia informal (não legalizada ou clandesti-
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na), como camelôs, bóias-frias, guardadores
de carros, etc.
1.3 Taxa de Participação
na Força de Trabalho
A taxa de participação na força de traba-
lho é definida como a percentagem da popu-
lação que se encontra na força de trabalho
(PEA) que realmente está trabalhando. É o
indicador real da população ocupada, ou seja,
taxa de ocupação. É um índice extremamen-
te importante, pois indica qual nível da popu-
lação está recebendo renda e, por conseqü-
ência, pode atuar como consumidor das dis-
ponibilidades em termos de oferta.
1.4 Taxa de Desemprego
A taxa de desemprego é definida como
a percentagem da força de trabalho que está
desempregada.
Taxa de Desemprego =
No de Pessoas Desempregadas
Força de Trabalho
x 100=
2. Composição da População
Quanto à Ocupação
Do total da população de um local de-
terminado, podemos identificar que existem
várias estratificações. Algumas pessoas têm
qualificação e podem estar trabalhando ou
desempregadas, formando o conhecido PEA,
ou seja, a força de trabalho. O restante são
pessoas que não trabalham e não estão pro-
curando emprego, as quais acabam repre-
sentando importante parcela de população
dependente. Alguns autores chegam a
identificá-la como população na situação
chamada de lazer, embora possamos locali-
Indústria de Transformação - 10,4%
Construção civil - 03,2%
Comércio - 06,5%
Serviços - 16,4%
Outros - 00,35
Média Geral l6,9%
Regiões Metropolitanas: São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.
Fonte: IBGE/PME
POPULAÇÃO OCUPADA POR SETOR DE ATIVIDADE
Regiões Metropolitanas - maio 1994/1999
Incremento Observado no Plano Real
ANO TAXA
1992 5,86
1993 5,30
1994 5,06
1995 4,64
1996 5,42
1997 5,66
1998 7,60
1999* 7,61
* Média de 12 meses até maio.
 Fonte: IBGE/PME
BRASIL
EVOLUÇÃO DA TAXA
DE DESEMPREGO ABERTO
(em %)
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Taxa de Participação na Força de Trabalho =
Parcela do PEA
que está trabalhando
Força de Trabalho
x 100=
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
População Total
Empregados
Desempregados
População
Dependente
(Lazer)F
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zar nesta situação muitas pessoas que exercem atividades sem
remuneração, como donas de casa, estudantes, religiosos, etc.
Criando-se uma disposição gráfica destes segmentos da po-
pulação, temos:
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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1 - O que faz o setor secundário da economia?
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.......................................................................................................................................................
2 - São produtos do setor primário:
( ) a) pesca e extrativismo.
( ) b) carne enlatada.
( ) c) carros e óculos.
( ) d) serviços médicos e financeiros.
3 - Conceitue Fluxo Real.
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4 - Complete:
O Fluxo Monetário é formado pelo _________________________________ realizadas aos fato-
res de produção, durante o processo produtivo.
5 - O Fluxo Real e o Fluxo Monetário dizem respeito a quais duas grandes funções da economia?
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Exercícios Propostos
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
6 - É a área de estudo da Economia que analisa isoladamente os consumidores e produtores:
( ) a) Macroeconomia.
( ) b) Microeconomia.
( ) c) Teoria da Utilidade.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
7- Qual era a crença do economista francês Jean Baptiste Say?
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8 - John Maynard Keynes comprovou qual teoria, contestando Say?
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9 - A Microeconomia estuda duas teorias que são, respectivamente:
( ) a) Teoria da Empresa e da Oferta.
( ) b) Teoria do Consumidor e da Firma.
( ) c) Teoria da Utilidade e do Crédito.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
10 - Defina Procura.
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11 - Qual é o enunciado da Lei da Procura?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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4 5ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
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12 - Quais fatores influenciam o nível de demanda?
.......................................................................................................................................................
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.......................................................................................................................................................
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13 - Complete:
Define-se _________________________________ como a quantidade de um bem ou serviço que
os ________________________________________ desejam vender por unidade de tempo.
14 - Conceitue Bens Concorrentes ou Substitutos.
.......................................................................................................................................................
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15 - O que é elasticidade-preço da procura?
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16 - Quais são as categorias da elasticidade?
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17 - Como é determinado o equilíbrio de mercado?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
18 - Conceitue Macroeconomia.
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19 - A Macroeconomia possibilita a análise de fatores que determinam os níveis de:
( ) a) Renda e Consumo da Economia.
( ) b) Bens e Serviços Intermediários.
( ) c) Produto e Despesa do país.
( ) d) Renda e Produto da Economia.
20 - O que significa e o que representa o PEA?
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21 - Conceitue Taxa de Desemprego.
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22 - Qual a importância da Taxa de Participação da Força de Trabalho?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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A Produção Econômica06
LIÇÃO
Introdução
Noções sobre os relacionamentos do
processo produtivo, com os principais fato-
res de produção, ou seja, trabalho e capital,
é o conteúdo desta lição. Nosso objetivo é
estimular o aluno na discussão sobre a im-
portância tanto do homem como meio pro-
dutivo, como também o direcionamento que
se dá ao capital neste processo.
A influência dos índices de produtivida-
de, alvo de muitos estudos em administra-
ção, também é analisada aqui sob o ponto de
vista da ciência econômica, como fator pre-
ponderante para que viabilize retorno sobre
investimento e retroalimente a economia.
A produção é a principal atividade eco-
nômica. Outras atividades, como a circula-
ção, distribuição e consumo de bens e ser-
viços dependem da existência de um pro-
cesso produtivo. O homem não cria maté-
ria. Ele invariavelmente modifica o meio,
apodera-se dos recursos, transforma-os e,
em escala crescente, cria bens e serviços
com vistas à solução dos desejos e necessi-
dades humanas.
O fenômeno da produção nada mais é do
que a criação de um bem ou serviço, pela uti-
lização combinada dos fatores de produção.
1. Possibilidades de Produção
O que produzir, como produzir, quanto
produzir e a quem entregar o produto, cons-
tituem os problemas básicos da Economia,
que toda ordem social deve enfrentar de uma
maneira ou de outra. Como o mercado en-
frenta esses quatro problemas?
O mercado não parece prestar atenção
a isso. Quando olhamos para um sistema de
mercado, tudo o que vemos é um sistema de
trocas em que cada um tem de se arranjar
por si mesmo, onde ninguém é responsável
pelo encargo de conferir se serão produzi-
dos os bens adequados, ou ainda, se serão
produzidos da maneira correta e entregues
às pessoas certas.
Vamos supor que somos donos de uma
ilha, onde podemos obter apenas dois pro-
dutos. Podemos usar nossa terra, trabalho e
capital para plantar cereais ou podemos usá-
los para criar gado e obter leite. Suponha-
mos que utilizamos todos os nossos recur-
sos na produção de cereais e, após 6 meses,
colhemos 500 sacas do mesmo.
No semestre seguinte, colocamos todos os
nossos esforços na criação de gado leiteiro e
temos 250 litros de leite. Teríamos, então, des-
coberto duas possibilidades extremas de pro-
dução para a alocação de nosso esforço social.
É mais provável, entretanto, preferirmos
uma mistura de cereal e leite, e não tudo de
um e nada do outro. Assim, teríamos de en-
contrar, através de tentativas, as combina-
ções de cereal e leite que poderíamos ter,
ao utilizar alguns de nossos recursos em
cada ocupação.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
O centro do problema da produção é a
necessidade de escolha que devemos fazer.
Esta escolha é inevitável porque é imposta,
naturalmente, pelos recursos existentes, por
nossa técnica ou know-how5 conhecido.
As possibilidades são muitas e não são
estáticas. À medida que cresce o capital e a
tecnologia, a fronteira pode avançar, de
modo que o impossível no passado torna-se
atingível no futuro. Além disso, quando as
técnicas mudam, ou quando nossos recur-
sos crescem ou diminuem, essa divisão tam-
bém muda.
Por exemplo, a invenção de uma nova
forragem6 para o gado pode elevar a produ-
ção de leite em nossa ilha, então, podería-
mos produzir mais sacas de cereal e mais
litros de leite.
2. Importância e Origem do Capital
Definimos “capital” como sendo o bem
que se destina a produzir outros bens. Por
isso, ele é muito importante no processo pro-
dutivo.
Compare o rendimento de um agricul-
tor trabalhando com ferramentas agrícolas
rudimentares e o rendimento de um agri-
cultor que pode dispor de modernas máqui-
nas e equipamentos agrícolas. Analise a im-
portância do capital.
Como surge o capital? A produção gera
receitas (recursos financeiros). Nem toda
receita se destina ao consumo imediato de
bens e serviços, sendo parte dela utilizada
para aumentar a produção.
O ato de não consumir uma parte da
renda denomina-se poupança que, por sua
vez, permite que se faça um investimen-
to, ou seja, destina-se a produzir novos
bens.
3. Importância e
História do Trabalho
O trabalho é o fator mais importante de
produção. Sem ele não existiriam os meios
de produção e, conseqüentemente, não ha-
veria geração de riquezas.
Embora seja o mais importante, a maior
parte das riquezas por ele produzidas não
vai para os trabalhadores.
A palavra trabalho deriva da palavra
latina tripalium, que designava um tipo de
5 - Know-how: modo de fazer, conhecimento
sobre tecnologia específica para fazer
determinado produto ou prestação de serviço.
6 - Forragem: planta ou grão para alimentação
de gado.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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instrumento de tortura. De fato, o trabalho
representou, durante muito tempo, um sen-
tido de punição e de castigo. Para os he-
breus, por exemplo, o homem havia sido sim-
plesmente condenado ao trabalho.
Com a Revolução Industrial e o surgi-
mento das grandes fábricas, a partir do sé-
culo XVIII, a exploração do trabalho huma-
no atingiu limites inacreditáveis: os operá-
rios, inclusive mulheres e crianças, eram
obrigados a trabalhar, em média, 85 horas
por semana. Além do excessivo número de
horas de trabalho, as condições eram pre-
cárias.
Novas Idéias
Em contrapartida à exploração do tra-
balho humano, surgiram novas idéias, prin-
cipalmente com Karl Marx7, que propunha
que os meios de produção – fábricas, má-
quinas, matérias-primas – fossem de pro-priedade de todo o povo.
Os trabalhadores, por sua vez, passaram
a se organizar em sindicatos para defender
seus interesses e perceberam que, embora
fracos como indivíduos, poderiam tornar-se
fortes quando unidos. A partir dessas novas
idéias e graças aos movimentos trabalhis-
tas, a classe trabalhadora passou a ter maior
importância social e política.
4. Economia e Produtividade
Produtividade é mais um problema ad-
ministrativo do que econômico. A maior ou
menor produtividade é uma questão de or-
ganização do trabalho, de engenharia indus-
trial (processos, logística, etc.).
Depois da Segunda Guerra Mundial
(1939-1945), muitos países passaram a se
preocupar com a produtividade. Por volta
de 1950, sete trabalhadores japoneses pro-
duziam o mesmo que um norte-americano.
Em 1977, a produção de dois japoneses era
igual a de um operário norte-americano. Em
1978, o índice de produtividade do Japão
aumentou 8% e o dos Estados Unidos so-
mente 0,3%.
No início do século XXI, aumentos de
produtividade tornaram-se prioridade na
maioria dos grandes conglomerados. Jus-
tifica-se esta necessidade como instrumen-
to para que possam enfrentar a forte
competitividade instalada por conta da
globalização. Produzir mais e melhor com
menor custo, permitindo preços competi-
tivos, são as metas.
Produtividade é uma unidade de medida
ou de valor expresso pela relação entre os
insumos (fatores produtivos) e o produto.
Estabelece-se aqui uma relação técnica en-
tre o uso dos fatores de produção e a quanti-
dade real da produção, ou seja, o resultado
obtido pela utilização dos fatores produtivos.
Analisada a produtividade de uma em-
presa, observando-se ociosidade na capaci-
dade produtiva, configura-se ineficiência
dos fatores, o que, em outras palavras, sig-
7 - Karl Marx (1818-1881) filósofo político alemão e
teórico de economia.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
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Anotações/dicas
nifica perda de economicidade e queda na performance da em-
presa.
De acordo com a definição, temos:
Produtividade = Produto
 Insumo
A produtividade pode ser analisada sob o aspecto quantita-
tivo e qualitativo.
Analisando de forma bastante simplificada, imaginemos
uma empresa industrial, por exemplo, cuja produção mensal
atinja o valor de R$ 90.000,00, empregando insumos, calcula-
dos em R$ 45.000,00, terá um índice de produtividade igual a 2:
Índice de Produtividade = R$ 90.000,00 = 2
 R$ 45.000,00
Para uma análise mais precisa da produtividade, podemos
calculá-la considerando isoladamente os três grupos de insumos:
natureza, capital e trabalho.
As matérias-primas são insumos da natureza. Máquinas,
equipamentos e instalações pertencem ao grupo capital. A mão-
de-obra direta e a indireta representam o grupo trabalho.
A produtividade de cada um desses grupos pode ser calcu-
lada conforme segue:
Produtividade da Natureza = Valor da Produção
 Valor da Matéria-prima
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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5 1ECONOMIA E MERCADOS
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Produtividade do Capital = Qtde. Produzida ou Valor da Produção
 No de Máquinas ou Valor
 (máquinas, equipamentos, etc.)
Produtividade do Trabalho = Qtde. Produzida
 Homens-hora
Podemos também calcular a produtividade do trabalhador
da seguinte forma:
Produtividade do Trabalhador = Quantidade Produzida
 No de trabalhadores
Um índice de produtividade maior ou menor não corres-
ponde necessariamente à melhor ou pior produtividade; por
isso, além da análise quantitativa, é preciso fazer análise qua-
litativa.
Em épocas de crise, muitas empresas diminuem seus qua-
dros de pessoal, supondo que a diminuição da mão-de-obra
possa melhorar os índices de produtividade. Não podemos es-
quecer que os recursos humanos são os únicos que reagem, isto
é, são os que têm condições de encontrar e viabilizar alternati-
vas produtivas.
A produtividade empresarial é mais uma questão de or-
ganização e métodos. As organizações mais eficazes e que
utilizam os métodos mais eficientes são aquelas cujos índices
de produtividade são constituídos de valores quantitativos e
qualitativos.
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Renda Nacional e Produto Nacional07
LIÇÃO
Introdução
É chegada a hora de você ter contato com
conceitos pertinentes à formação da renda
nacional e, o que é mais importante, a forma
como ela é distribuída.
Conhecerá como o Brasil se apresenta
com relação a outras nações em termos de
desenvolvimento econômico e social, enten-
derá que renda per capita é um índice pura-
mente econômico e que concentração de ren-
da é não é exclusiva do Brasil.
Nossa intenção é a de despertar o seu es-
pírito crítico com relação a esses importan-
tes questionamentos sobre um país que pos-
sui elevado nível de produto interno, mas ain-
da figura entre aqueles que não fazem justi-
ça quanto à distribuição da renda.
1. Renda Nacional
Todos os países procuram medir o resul-
tado de suas atividades econômicas, e essa
medição pode ser feita através do cálculo da
renda nacional.
Renda Nacional é a soma das
rendas ou receitas recebidas por
todas as pessoas em um ano, ou
seja, é a soma total dos salários,
juros, lucros, aluguéis, di-
videndos e renda da terra
obtida pelos cidadãos de
um país, durante o perío-
do de um ano.
A renda nacional depende da maior
ou menor produtividade do trabalho e da
maior ou menor rentabilidade de todos os
fatores da produção.
2. Renda Per Capita
Dividindo a renda nacional pelo número
de habitantes, temos a renda per capita de
um país. Renda per capita significa “renda
por cabeça”, ou seja, é o que cada pessoa
ganharia se dividíssemos igualmente o valor
da produção, em um ano, entre todas as pes-
soas do país.
A renda per capita é um dos critérios para
se avaliar o desenvolvimento econômico de
um país, mas não pode ser o único. Portanto,
além da renda nacional, devemos levar em
conta certos dados indicativos do padrão de
vida da população em geral: expectativa de
vida dos habitantes, mortalidade infantil, lei-
tos de hospital, percentualde alfabetização,
consumo de energia per capita, meios de
transporte, etc.
3. Índice de Desenvolvimento
Humano - IDH
Em 1990, o Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD) criou o Ín-
dice de Desenvolvimento Humano (IDH), com
o objetivo de avaliar o nível de desenvolvi-
mento dos países. Para calcular esse índice,
que vai de 0 a 1, o PNUD avalia os seguintes
indicadores de qualidade de vida de um país:
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
• Saúde, abrangendo dados diversos, incluin-
do taxa de mortalidade infantil (relação en-
tre o número de crianças que morrem antes
de completar um ano de idade e o total de
crianças nascidas no ano) e esperança de vida
da população como um todo.
• Educação, levando em conta o número de
analfabetos e nível de escolaridade média
da população.
• Renda, considerando o poder aquisitivo do
Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou
seja, a produção do país (cujo valor é igual
à renda interna) dividida pelo número de
habitantes. Neste item, é feita uma com-
paração entre a renda per capita e o real
poder aquisitivo das pessoas.
3.1 Brasil Ocupa 69º Lugar no IDH
Em julho de 2001 a ONU divulgou rela-
tório do IDH, que apontou a Noruega como
o melhor lugar para se viver no mundo. En-
tre os 162 países listados, o Brasil ficou em
69º lugar, atrás de seus vizinhos Argentina
(34º), Chile (39º) e Uruguai (37º).
O relatório de 2001 apresenta dados de
162 países, 12 a menos do que o relatório de
2000. O levantamento indica que o IDH (Ín-
dice de Desenvolvimento Humano) do Brasil
passou de 0,746 para 0,750 nos períodos ana-
lisados, que têm, respectivamente, 1998 e
1999 como ano-base.
Alguns dos indicadores utilizados no cál-
culo do IDH apontam os avanços do Brasil.
Melhoraram a expectativa de vida ao nascer
(indicador de saúde) e as taxas de adultos
alfabetizados e de matrículas (indicadores de
educação). A expectativa de vida passou de
67,3 anos para 67,5 anos. O percentual de
adultos alfabetizados passou de 84,5% para
84,9%. A taxa de matrículas - uma combi-
nação entre os dados referentes a primeiro,
segundo e terceiro graus - passou de 78,3%
para 80%.
Mas a renda per capita do brasileiro che-
gou a US$ 7.037,00 em 1999, com uma ligei-
ra queda em relação ao ano anterior, quando
foi calculada em US$ 7.071,70.
O Canadá, atualmente, ocupa a terceira
posição, após seis anos seguidos em primei-
ro lugar. A Austrália, que aparece em se-
gundo, está poucos pontos atrás do Canadá.
Segundo o relatório, todo cidadão pobre vi-
verá mais na Suécia ou no Japão. Os núme-
ros, divulgados desde 1990 pelo Programa
de Desenvolvimento da ONU, começaram a
ser medidos como parte dos esforços para
determinar outros fatores de desenvolvi-
mento que não o propriamente econômico.
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Entre os países que se encontram no pé
da lista estão Estados da África subsaariana
(região ao sul do Deserto do Saara), que apre-
sentam grandes problemas sociais e econô-
micos. Dos 36 países com os piores índices,
29 estão no continente africano.
As projeções de expectativa de vida na
África caíram bastante devido ao fato de
haver ali 25 milhões de pessoas contamina-
das com o vírus da Aids. Em Botswana, por
exemplo, a expectativa de vida caiu de 53
anos em 1975 para 44 anos em 2000.
Os dez primeiros países da lista são:
1. Noruega
2. Austrália
3. Canadá
4. Suécia
5. Bélgica
6. EUA
7. Islândia
8. Holanda
9. Japão
10. Finlândia
Os dez últimos países da lista são:
153. Mali
154. República Centro-Africana
155. Chade
156. Guiné-Bissau
157. Moçambique
158. Etiópia
159. Burkina Fasso
160. Burundi
161. Níger
162. Serra Leoa
Em termos de economia, o Brasil figu-
ra como um país emergente, onde um forte
parque industrial o coloca entre os países
mais propensos a receber investimentos ex-
ternos.
Esta situação demonstra claramente que
crescer economicamente é bem diferente de
crescer socialmente, o que depende logi-
camente de bem-estar social através de me-
lhor distribuição de renda e boa assistên-
cia, em termos de serviços públicos.
Não devemos confundir renda per capita
com distribuição funcional da renda. En-
quanto a renda per capita demonstra um ce-
nário de como poderia ser distribuída a ren-
da, a distribuição funcional da renda indica
a forma como é distribuída a renda entre os
fatores capital e trabalho.
4. Concentração de Renda
O termo concentração de renda aplica-
se quando a análise econômica de um país
evidencia que uma parcela diminuta da po-
pulação fica com a maior parte da Renda
Nacional. Geralmente esta parcela menor da
população é proprietária do fator capital e
outros meios de produção.
Embora haja divergência quanto aos li-
mites de concentração ou não - concentra-
ção de renda, a simples constatação de que,
em um dado país, existe mais de 50% da ren-
da nas mãos dos proprietários dos fatores ca-
pital e recursos naturais, é caso típico de con-
centração de renda.
O Kuwait, país do Golfo Pérsico, grande
produtor de petróleo, apesar da alta renda
per capita, figura como um dos maiores
concentradores de renda, que direciona-se
quase que totalmente para poucas famílias. O
Brasil, na década de oitenta (não mudou mui-
to) apresentou os seguintes índices:
• Classe alta: 10% da população com 48%
da renda.
• Classe média: 40% da população com 38%
da renda.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
• Classe baixa: 50% da população com 14%
da renda.
4.1 Utilidade do Cálculoda Renda
As instituições que levantam dados so-
bre a renda nacional, sejam elas públicas ou
privadas, colaboram para que se obtenham
as seguintes informações:
- medir o crescimento econômico do país;
- avaliar a contribuição dos diferentes seto-
res produtivos na atividade econômica, tais
como agricultura, pesca, construção civil,
comércio e indústria na produção de rique-
zas;
- avaliar a distribuição da renda, isto é, a
partilha do total da renda produzida.
4.2 Lucro
Lucro é a remuneração do empresário,
representada por um ganho vinculado à di-
ferença entre o preço de venda e o preço de
custo dos produtos e serviços. Se não hou-
vesse a possibilidade do lucro, o empresário
não correria o risco de aplicar seu capital em
determinada atividade produtiva.
Karl Marx explicou a origem do lucro
através da teoria denominada “mais-valia”.
Segundo a teoria, no regime
capitalista o capital ten-
de a aumentar indefini-
damente pela explora-
ção que o sistema lhe
permite exercer so-
bre o trabalho.
Assim, o capital
é formado através
da “mais-valia”, que
consiste no seguinte:
“o trabalhador, no pro-
cesso de produção,
transforma matéria-
prima em produtos,
empregando determi-
nados meios produti-
vos. O valor do produto
é formado pelo valor dos meios de produção,
mais o novo valor que o operário, ao traba-
lhar, está criando. Do trabalho, portanto, sai
o único valor que se cria em cada processo
de produção”.
Dessa forma, o capitalista obtém seus
lucros apoderando-se de todo o trabalho que
o operário continua a realizar, após ter cria-
do um valor igual ao seu salário. Chamamos
de “mais-valia” ao valor suplementar que o
operário produz durante todo o tempo que
continua a trabalhar, depois de produzir o
valor da sua força de trabalho.
A melhor coisa
do capitalismo é
ser capitalista!
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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Existem pessoas que operam no mercado com juros
exorbitantes de forma criminosa (agiotagem).
Hoje, o que se discute não é a existência
do lucro, mas a sua apropriação. Nas econo-
mias capitalistas, ele vai para os detentores
do capital das empresas. Nas economias soci-
alistas tradicionais, o lucro vai necessariamen-
te para o Estado, embora uma fração possa
ser deixada à disposição das empresas.
É importante lembrar que o cenário mun-
dial hoje é composto de pouquíssimas nações
que possuem o sistema socialista. As econo-
mias de mercado estão, por sua vez, atingin-
do antigas economias fechadas e caminham
para transformações que inevitavelmente
dependem da supremacia de uma ou outra
corrente política.
Estas economias capitalistas têm apon-
tado para a chamada “terceira via”, que é
uma proposta de linha de governo que tem
como objetivos: estabilidade macroeco-
nômica, políticas de bem-estar e emprego,
seguridade social, melhorar a educação e
impulsionar empresas ligadas a novos negó-
cios. Seria uma política equidistante do
estatismo que inibe e controla o processo pro-
dutivo, e do livre-mercado, desenfreado e ir-
responsável.
4.3 Juro
Juro é a remuneração do capital. Quan-
do alguém recebe um empréstimo em dinhei-
ro, deve pagar ao credor, além do “princi-
pal”, uma soma determinada, para compen-
sar o lucro que o credor deixou de ter ao
emprestar o dinheiro.
Podemos justificar a cobrança dos juros
da seguinte forma:
• Não são apenas os pobres que pedem em-
préstimos, mas também os comerciantes,
os industriais e o Governo, com o fim de
aplicar esse capital na produção.
• O capital é hoje um fator de produção: sen-
do produtivo, ninguém o empresta sem re-
ceber uma retribuição.
• Apesar da inflação ser baixa, de se ter uma
moeda praticamente estável com o câmbio
controlado, o próprio sistema comercial de
financiamento e a cultura existente no mer-
cado financeiro fazem com que os juros se-
jam cobrados.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
1 - Como podemos conceituar produção?
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2 - Qual o maior questionamento quanto às possibilidades de produção?
( ) a) Valor do produto.
( ) b) Custo dos recursos.
( ) c) Valor do trabalho.
( ) d) O que produzir, como produzir e como distribuir.
3 - Conceitue Capital e explique sua origem.
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4 - Complete:
O ato de não consumir uma parte da renda denomina-se ______________________________ .
5 - Por que a produtividade é um problema mais administrativo do que econômico?
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Exercícios Propostos
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5 9ECONOMIA E MERCADOS
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6 - Qual é a equação da Produtividade?
( ) a) Produto em relação aos insumos.
( ) b) Trabalho em relação aos insumos.
( ) c) Produto em relação ao preço.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
7 - Conceitue Renda Nacional.
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8 - O que indica a renda per capita?
( ) a) Desenvolvimento social.
( ) b) Posição econômica das empresas.
( ) c) Desenvolvimento econômico.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
9 - O que significa Lucro?
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10 - Conceitue Distribuição Funcional de Renda.
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11- O que significa IDH?
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ECONOMIA E MERCADOS
12 - Quais são os fatores que o IDH leva em consideração?
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13 - Como podemos conceituar renda per capita?
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14 - Uma parcela diminuta da população fica com a maior parte da Renda Nacional. Isto
caracteriza:
( ) a) desenvolvimento social;
( ) b) sobra de renda;
( ) c) renda per capita;
( ) d) concentração de renda.
15 - Como se remunera o capital ?
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Inflação08
LIÇÃO
Introdução
Conhecer o fenômeno da inflação, suas
causas, conseqüências e as diferentes polí-
ticas para combatê-lo. Esta é a base progra-
mática desta lição. Fazer com que o alunotenha mais familiaridade, sob o ponto de vis-
ta teórico, com o que é um processo inflaci-
onário é nosso objetivo.
Nesta lição você conhecerá os resulta-
dos de algumas medidas governamentais
para controle da inflação. Apresentaremos
os principais planos econômicos recente-
mente adotados em nosso país. A análise e o
co-relacionamento existente entre eles é de
fundamental necessidade, para que o aluno
consiga se posicionar sobre as variáveis que
determinam a eficácia ou não das medidas
governamentais.
1. Conceito
A inflação é caracterizada como um pro-
cesso em que todos os preços sofrem um
aumento contínuo. O processo inflacionário,
para configurar-se, precisa abranger todas
as esferas da economia, ou seja, produtos e
serviços dos três setores: primário, secun-
dário e terciário.
Outro fator importante a ser considerado
é que, no processo inflacionário, a subida dos
preços é constante. Assim, o aumento isolado
de um bem, resultante de uma eventual es-
cassez típica das entressafras, não caracteri-
za o processo de inflação. Para que se carac-
terize, todos os preços de bens e serviços so-
frem uma alta contínua e generalizada.
Na inflação, observa-se nitidamente
uma depreciação do valor da moeda (redu-
ção de seu poder aquisitivo). Quanto à sua
intensidade, a inflação tem algumas varia-
ções, sendo que os tipos extremos são:
• Inflação rastejante: índices muito baixos,
com expansão (aumento) dos preços quase
que imperceptível. Este tipo de inflação é
muito comum nos países mais estáveis.
• Inflação galopante ou hiperinflação: índi-
ces inflacionários muito altos, com uma
expansão descontrolada e violenta no ní-
vel geral de preços. No período de 1914 a
1923, a Alemanha sofreu a maior inflação
registrada no mundo: os preços cresceram
um trilhão de vezes.
Entre esses níveis, a inflação crônica é
visível em muitos países, os quais, através
de políticas de governo, atentam para seu
controle e contenção. O Brasil, desde a Se-
Com a inflação cai o poder aquisitivo, uma das
conseqüências da desvalorização da moeda.
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6 2
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
gunda Grande Guerra, tem vivenciado pro-
cessos inflacionários de diferentes intensi-
dades, e, em muitas situações, as autorida-
des monetárias fizeram intervenções para
que a inflação fosse controlada.
Para obter-se índices inflacionários, são
realizadas tabulações de preços diversos,
que são submetidos a cálculos das variações
de preço em determinados locais e períodos
específicos. Há uma variação muito grande
de índices analisados no Brasil.
Em nosso país, por muitos anos, o índice
oficial da inflação foi o Índice Geral de Pre-
ços (IGP), obtido através de uma média pon-
derada, composta de três índices: Índice de
Custo de Vida (ICV), Índice de Preços por
Atacado (IPA) e Índice Nacional da Cons-
trução Civil (INCC).
Atualmente o Governo tem utilizado
oficialmente o IPCA (Índice de Preços ao
Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE.
2. Principais Índices de Inflação
2.1 Índice Geral de Preços do IBGE (IGP)
Começou a ser calculado em 1947, com-
parando preços do mês anterior com os do
mês corrente, coletados em 18 capitais. Há
três grupos de preços: os de produtos no ata-
cado, baseado numa amostragem de cerca de
500 mercadorias, com 60% de peso no índice
final; os de preços ao consumidor, com base
nas compras de famílias com renda de 1 a 33
salários mínimos, entra com 30%; e de pre-
ços da construção civil, com 10% de peso, ba-
seado em planilhas de custo de empresas de
engenharia. É um dos índices menos preci-
sos, justamente pela sua abrangência, num
quadro muito dispersivo de inflação. É di-
vulgado em duas versões: uma contendo ape-
nas os preços do que é produzido interna-
mente (disponibilidade interna) e outra in-
cluindo preços de importações.
2.2 Índice Geral de Preços do Mercado
(IGPM) da FGV
Criado a pedido da Federação dos Ban-
cos, com uma cláusula que impede sua mo-
dificação pelo Governo, e tinha como fun-
ção servir de corretor de contratos bancá-
rios aplicáveis no dia 30 do mês em curso. É
o primeiro a ser divulgado e tem como base
os mesmos preços e a mesma ponderação do
IGP, mas do dia 20 do mês anterior ao 20 do
mês em questão.
2.3 Índice Quadrissemanal de Preços
ao Consumidor da FIPE
Típico de uma economia hiperinflacio-
nária, é publicado toda semana, com a va-
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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6 3ECONOMIA E MERCADOS
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riação dos preços das quatro semanas an-
teriores. Restringe-se ao município de São
Paulo e afere o custo de vida de famílias
com rendas de 2 a 6 salários mínimos. Cal-
cula os preços médios durante quatro se-
manas e divide pela mesma média de qua-
tro semanas anteriores. Trata-se portanto
de uma medida rápida das tendências de
base dos preços. No índice FIPE a comida
pesa 37% do custo de vida das pessoas e a
habitação 18%.
2.4 Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) do IBGE
Para rendas de 1-8 salários mínimos, foi
o índice oficial de inflação de 1979 a 1986.
2.5 Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
Sucedeu ao INPC como índice oficial,
até 1990 e difere apenas no período de cole-
ta dos preços.
2.6 Índice de Preços ao Consumidor
Ampliado (IPCA) do IBGE
Para rendas de até quarenta salários mí-
nimos.
2.7 Índices de Custo de Vida do DIEESE
Para três classes de renda: 1-3 salários
mínimos, 1-5 e 1-30. Esse índice se distin-
gue dos demais por incluir como itens es-
senciais do custo de vida, despesas com re-
creação, comunicação, cultura e lazer.
2.8 Índice da Cesta Básica (PROCON/DIEESE)
Pesquisado em 70 supermercados em São
Paulo, engloba 31 produtos essenciais para
famílias com renda até 10,3 salários mínimos
e mede a variação de ponta a ponta.
3. Conseqüências da Inflação
O processo inflacionário traz malefícios
que prejudicam toda a estrutura econômica
 Janeiro/00 Dezembro/99 Novembro/99 Outubro/99 Setembro/99
IPC - FIPE 0,57 0,49 1,48 1,13 0,91
IGP-M - FGV 1,24 1,81 2,39 1,70 1,45
IGP-DI - FGV 1,02 1,23 2,53 1,89 1,47
IPC-DI - FGV 1,01 0,60 1,12 0,92 0,19
IPA-DI - FGV 1,02 1,60 3,26 2,58 2,30
INCC-DI - FGV 1,07 1,04 0,91 1,01 0,86
INPC - IBGE 0,61 0,74 0,94 0,96 0,39
IPCA- IBGE 0,62 0,60 0,95 1,19 0,31
ICV - DIEESE 1,19 0,80 1,34 0,93 0,37
Cesta Básica 134,56139,00 134,05 130,56 125,59
Tabela de Índices Inflacionários de Setembro/99 a Janeiro/00
Índices de
Preços
(em %)
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
do país: a desvalorização da moeda, a queda
dos investimentos, a queda do índice de em-
prego e muitas outras conseqüências danosas
que repercutem nos âmbitos político e social.
Uma nação que enfrenta um processo
inflacionário, com dificuldades de estabili-
zação da economia que impedem o rápido
retorno de preços e salários equilibrados,
certamente terá conseqüências negativas
pelo menos em três níveis:
1 - Distribuição de Renda: com inflação, os
proprietários dos fatores capital e recur-
sos naturais têm mais poder para man-
ter seus ganhos, pois conseguem mais
facilmente recompor os seus preços, sen-
do que os operários têm menores instru-
mentos para equilibrarem seu poder
aquisitivo.
2 - Investimentos dos Empresários: a pos-
sibilidade de crescimento econômico fica
inibida, devido à política de juros eleva-
dos, geralmente imposta pelo Governo.
Estes juros altos diminuem a expectati-
va quanto a lucros futuros do empre-
sariado, que passam a não acreditar ser
viável um eventual investimento na ca-
pacidade produtiva. Este fator ampliado
para toda economia reduz sensivelmen-
te a capacidade produtiva do sistema.
3 - Déficit na Balança Comercial: os preços
internos aumentados desenfreadamente
pela inflação incentivam os comercian-
tes a procurarem produtos de outros pa-
íses, que, mais baratos, estimulam os con-
sumidores a adquiri-los. Isto ocasiona
uma queda expressiva nos negócios das
empresas nacionais. Recentemente ve-
rificou-se crise importante no setor de
calçados, têxtil e outras áreas sensíveis
ao ataque de concorrentes estrangeiros,
que têm preços mais competitivos.
Este fator, além de contribuir para a
atrofia do parque industrial nacional, pro-
voca um déficit na Balança Comercial, por-
que há saída de divisas (remessa de moeda)
para importações desproporcionais às rece-
bidas de exportações.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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4. Tipos de Inflação
Em qualquer lugar do mundo, go-
vernantes precisam dar sinais de que estão
no poder para trazer o mínimo de padrão de
vida e que possuem condições de conter o
custo de vida das pessoas. Todos assumem o
poder com esta retórica8, mas em muitas
nações, a tarefa de se buscar equilíbrio en-
tre preços e salários tem sido apenas proje-
to eleitoral.
As chamadas políticas de estabilização
são medidas governamentais adotadas para
análise das causas e conseqüente combate
à inflação.
Economistas discutem causas da infla-
ção e apregoam medidas que, isoladas ou
combinadas, permitam o controle inflacio-
nário e estabilização econômica. Muitas ve-
zes, estas medidas trazem grande descon-
forto para a população.
Analisemos agora algumas das princi-
pais causas da inflação. Diríamos que, divi-
didas em causas primárias e secundárias,
podemos sintetizar a inflação como sendo
de quatro origens:
4.1 Inflação de Demanda
Este tipo de inflação é causado quando
há um excesso de procura na economia, sem
no entanto, existir produto que seja pro-
8 - Retórica: arte da oratória, arte do discurso.
porcional a este volume de demanda. Isto
acontece porque há uma desproporção en-
tre os meios de pagamento (dinheiro em cir-
culação) e a produção econômica. O nível de
produto da economia deve equilibrar-se à
renda – igualdade fundamental da econo-
mia. Isto não ocorrendo, já que existe dinhei-
ro em excesso e não há produto suficiente, a
tendência dos preços subirem vertiginosa-
mente acontece, principalmente pela ação
dos especuladores.
Importante salientar que, para existir
a inflação de demanda, também chamada
inflação de procura, é necessário que a
economia esteja perto do pleno emprego
dos fatores de produção, ou seja, que não
haja ociosidade na utilização da força de
trabalho, do conjunto de instalações, má-
quinas, equipamentos e demais compo-
nentes do fator capital e dos recursos na-
turais disponíveis. Um dispêndio excessi-
vo do dinheiro circulante, em um cenário
de oferta limitada de bens que podem ser
produzidos a pleno emprego, resulta em
aumento de preços.
Sabe-se que, no nosso país, a origem da
inflação de demanda está na má performan-
Causas primárias:
Inflação de Demanda
Inflação de Custos
Causas Secundárias:
Inércia Inflacionária
Conflito Distributivo
Na Inflação de Demanda há um movimento de
procura superior à capacidade de oferta.
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Anotações/dicas
ce das contas públicas, ou seja, quando o
Governo gasta mais do que arrecada, ele
influencia na inflação. Nas décadas de se-
tenta e oitenta, o déficit público subiu mui-
to e o Governo financiava sua dívida com a
poupança interna ou captava recursos lan-
çando títulos da dívida pública, o que inje-
tava dinheiro em uma economia que não
crescia. Isto gerou inflação de demanda.
Como combatê-la?
O Governo, para combater a inflação de
demanda, utiliza duas medidas:
• Política Fiscal: aumentar impostos em ge-
ral, sobre a renda e sobre os bens e servi-
ços, para diminuir a renda das pessoas e
das empresas. Completa esta política tam-
bém procurando reduzir suas despesas
como: folha de pagamento do funcionalis-
mo público e despesas correntes como
materiais de escritório, gastos com obras,
etc. Temos observado que este controle
das despesas governamentais tem ficado
mais nos projetos do que nas ações.
• Política Monetária: diminuir a quantida-
de deemissão de papel-moeda pelo Ban-
co Central (controle pelo Congresso Na-
cional), limitações ao crédito (juros ele-
vados, dificultar empréstimos, diminuir o
número de prestações para financiamen-
tos, consórcios, etc.) e aumentar a parcela
dos depósitos à vista que os bancos não
podem emprestar (encaixe).
4.2 Inflação de Custos
Esta forma inflacionária provém do
lado da oferta de bens e serviços. Verifica-
se aqui um repasse automático e exagera-
do ao preço final, quando os custos opera-
cionais aumentam. Há um consenso que,
em uma economia de mercado, o empresá-
rio opera visando lucro e, se houver aumen-
to no preço de algum fator de produção,
principalmente matéria-prima, ele deverá
repassar para o preço, sob risco de operar
com prejuízo. Sem lucro, seu empreendi-
mento acaba inviabilizando-se, caso o pre-
juízo se prolongue.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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O problema centraliza-se em alguns se-
tores que exercem domínio de mercado, com
características oligopolizantes (poucas em-
presas, mas fortes em estrutura). Estas gran-
des empresas conseguem lucros exorbi-
tantes ao conquistarem reajustes bem aci-
ma dos aumentos que ocorrem em suas des-
pesas operacionais. Os oligopólios são res-
ponsáveis por muitos produtos importantes
como automóveis, produtos de higiene e lim-
peza, eletrodomésticos e medicamentos,
entre outros. Assim, os preços elevados des-
tas empresas ajudam a inflação a subir de
forma descontrolada.
Como combatê-la?
A forma de combate utilizada para este
tipo de inflação é justamente o controle de
preços. No passado, o CIP – Conselho
Interministerial de Preços - tinha esta res-
ponsabilidade (para produtos industrializa-
dos), bem como a SUNAB - Superintendên-
cia Nacional de Abastecimento (para pro-
dutos da agricultura e pecuária). Extintos
com o Plano Real, departamentos variados
exercem a política de monitoração de pre-
ços.
4.3 Inércia Inflacionária
Esta inflação é conhecida como uma re-
sistência que os preços de uma economia
oferecem às políticas de estabilização cria-
das para combater a inflação de demanda e
de custos, ou seja, as causas primárias. O
componente que causa este processo é a
indexação generalizada da economia, como
acontece no Brasil, através de inúmeros ín-
dices de correção de preços, muitas vezes
atendendo a interesses corporativos.
A indexação fixa índices específicos
para reajuste de prestações, salários, con-
tratos, aluguéis e outros preços, pela infla-
ção do período passado. As equipes econô-
micas do Governo, responsáveis pela esta-
bilização, sempre estabelecem metas con-
tendo a prerrogativa de diminuição dos ín-
dices existentes, mas o próprio Governo ins-
titui novos índices, sempre que convenien-
te para a implementação de novas medidas
econômicas.
4.4 Conflito Distributivo
A disputa sobre a alavancagem da pos-
se da renda entre os proprietários dos fato-
9 - Oligopólio: situação de mercado na qual, em um
limitado número de produtores, cada um é
bastante forte para influenciar o mercado, mas
não o é para desprezar a reação dos competidores.
Na Inflação de Custos, os oligopólios9
têm muita responsabilidade pela elevação dos preços.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
res trabalho e capital é o eixo do conflito
distributivo. Neste conflito, a conhecida es-
piral preços-salários indica que, logo após
um aumento de preços dos bens e serviços
por parte dos empresários, para aumentar a
sua renda, os empregados lutam por reajus-
tes salariais.
Em seqüência, os empresários voltam aos
reajustes e esta situação contínua não arre-
fece a inflação, mesmo com políticas mone-
tárias, fiscais ou de contenção de preços.
5. Planos Econômicos Recentes
No início dos anos 80, a inflação brasi-
leira disparou, com taxas muito elevadas. As
conseqüências foram tão nefastas que nos-
sa indústria parou de crescer e, para muitos
economistas, a era de 80 ficou conhecida
como “a década perdida”. O período foi
muito negativo para nossa economia, prin-
cipalmente porque o Governo, mesmo ado-
tando fortes medidas contra a alta da infla-
ção, obteve pouco sucesso.
 Os planos que se sucederam a partir
de 1986 foram:
5.1 Plano Cruzado
Implementado pelo Decreto-lei nº 2.283
de 28/02/86, a unidade do sistema monetá-
rio brasileiro foi modificada para o cruza-
do (Cz$), que cortou três zeros do antigo
cruzeiro, ou seja, Cz$ 1,00 correspondia a
Cr$ 1.000,00.
Fonte: FGV, IBGE
INFLAÇÃO MENSAL (IPC-FIPE)
Comparação com planos de estabilização anteriores
TAXA DE INFLAÇÃO
Acumulada em 12 meses
Fonte: Fipe
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Além da troca de moeda, o Plano Cru-
zado adotou forte congelamento de preços
e salários, com o objetivo de estabilizar o
poder aquisitivo.
Fontes do Governo acreditavam que a
inflação da época tinha um forte compo-
nente inercial (conforme já estudado em
Inércia Inflacionária), associado ao confli-
to distributivo caracterizado por turbulên-
cias constantes entre patrões e emprega-
dos (muitas greves).
O próprio Governo (setor público) não
acompanhou o congelamento de preços
com a devida seriedade em seus gastos. O
déficit público cresceu bastante e alguns
preços públicos subiram (energia, gasoli-
na, etc.). Aconteceram episódios de espe-
culação (desabastecimento induzindo o
aparecimento de ágio10, empresários es-
conderam mercadorias para conseguir me-
lhores preços, boicotes diversos, ações dos
oligopólios, etc.) e perdeu-se o controle da
inflação.
5.2 Plano BresserCriado em junho/87, renovava o congela-
mento de preços e salários por aproximada-
mente três meses. Seu mentor foi o ministro
da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, daí
o nome do plano. Bresser Pereira, como tan-
tos outros ministros que passaram pelo go-
verno brasileiro, também não logrou êxito.
5.3 Plano Verão (Cruzado Novo)
Implementado em 31/01/89, pelo Decre-
to-lei nº 7.730, substituiu o cruzado pelo cru-
zado novo (NCz$), onde NCz$ 1,00 equivalia
a Cz$ 1.000,00. Concluiu-se que a modifica-
ção do padrão monetário com o corte de três
zeros, ocorrido no Plano Verão, acompanha-
do por normas que determinavam o conge-
lamento de preços e salários, também não
resolveu o problema inflacionário.
5.4 Plano Collor I
Decretado em 15/03/90, logo após a
posse do presidente Fernando Collor de
Mello, foi um plano extremamente ousado.
A inflação, até então, subia a taxas cada vez
maiores.
Partindo do diagnóstico de que havia
muita moeda em circulação na economia,
sua principal medida determinou a reten-
ção de saldos em conta-corrente, caderne-
tas de poupança e aplicações financeiras
que fossem superiores a NCz$ 50.000,00.
Esta medida, muito impopular, fez com que
muitos se desesperassem. Nada podia ser
feito. Um dia antes, o Banco Central bai-
xou norma, expedida em caráter de urgên-
cia para todos os bancos, atribuindo a or-
dem da retenção de todos os valores, os
quais seriam pagos em parcelas depois de
um certo período.
Retornou-se ao cruzeiro (Cr$), com a
seguinte paridade11: cada Cr$ 1,00 equiva-
lia a NCz$ 1,00, não houve corte de zeros.
Sem qualquer congelamento ou contro-
le efetivo de preços, a inflação caiu signifi-
cativamente, mas voltou em meados do mes-
mo ano.
Além das medidas mencionadas, outras
foram tomadas com o intuito de desindexar12
a economia. O plano congelou a dívida in-
terna e apertou o crédito, aumentando ju-
ros e dificultando empréstimos.
10 - Ágio: lucro sobre a diferença de valor da moeda.
Juro de dinheiro emprestado; usura. Especulação
sobre a alta ou a baixa dos fundos públicos.
11 - Paridade: estado de câmbio em que há
equivalência de moedas.
12 - Desindexar: desfazer a indexação de. Extinguir o
reajuste relacionado com certos índices
econômicos. Eliminar a correção monetária
automática de preços e salários.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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7 0
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
O Governo iniciou um ousado projeto de
reforma estrutural, com programas de
privatização e corte de funcionários. Tam-
bém visando melhorar a situação das con-
tas públicas, cortou subsídios e aumentou a
carga tributária. Os serviços públicos tive-
ram um realinhamento de preços.
Tudo isso, somado ao aumento das im-
portações, causou aumento nos custos de
produção, fazendo com que a inflação vol-
tasse a subir.
5.5 Plano Collor II
Já em fevereiro/91, o governo Collor re-
novou seu antigo plano para estabilização
da economia com tímidas medidas: conge-
lamento temporário de preços, mas apenas
de alguns bens, acompanhado por um mo-
derado controle de preços. Este plano não
trouxe resultados concretos.
5.6 Plano Real (FHC)
Com a interrupção do governo Collor, seu
vice, Itamar Franco, assumiu a presidência
com uma preocupação muito grande em con-
trolar, combater e diminuir a inflação.
Vários anos de convívio com elevações
de preços provocaram uma utilização des-
medida de indexadores diversos (indexação
da economia). A inexistência de medidas
eficazes contra as ações de empresas
oligopolistas, conflito distributivo crescen-
te e outros sintomas de nossa economia fa-
ziam com que existisse a necessidade da
arquitetura de um plano abrangente que
estancasse a inflação de forma eficaz.
Em 1993, a moeda foi substituída nova-
mente. Criou-se o Cruzeiro Real (CR$). Esta
nova moeda tinha a seguinte equivalência:
CR$ 1,00 = Cr$ 1.000,00. Esta medida não era
um plano econômico, apenas diminuía o nú-
mero de zeros dos preços, que não paravam
de subir.
Em março de 1994, um novo plano come-
çou a ser executado. Tratava-se do Plano Real
ou FHC, uma referência ao nome do Minis-
tro da Fazenda da época, Fernando Henrique
Cardoso. Neste início do ano, criou-se a URV
(Unidade Real de Valor), um tipo de
indexador único, que padronizou todo e qual-
quer reajuste de preços e salários. Com a URV
implantada, o Governo comprometeu-se a um
esforço para equilibrar suas contas, evitan-
do a emissão de moeda.
No mês de julho, precisamente no dia
01/07/94, implementou-se definitivamente
o plano, quando aconteceu mais uma refor-
ma monetária, com o surgimento do real
(R$), com a seguinte paridade: R$ 1,00 =
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CR$ 2.750,00, que era o valor de 1 URV em
30/06/94.
Com o Plano Real, a política cambial tor-
nou-se parcialmente flexível: o Governo
comprometeu-se a manter o limite superior
de venda de um dólar por real, permitindo
ao mercado cotar a moeda estrangeira a va-
lores inferiores a esse limite. Parte das re-
servas internacionais serviu de lastro para
a manutenção da taxa de câmbio. Na verda-
de, esta flexibilização era apenas para abai-
xo de R$ 1,00.
Outro ponto importante foi o estabele-
cimento de regras rígidas para a emissão de
moeda, ficando o Congresso Nacional como
responsável para definir os limites de emis-
são monetária, cabendo ao Conselho Mone-
tário Nacional a supervisão da emissão de
moeda e ao Banco Central do Brasil execu-
tar esta política.
5.6.1 Conseqüências do Plano Real
O Plano Real permanece em nossa atua-
lidade, tendo sofrido vários ataques: crises
externas, aumento violento do dólar, entre
outros.
Conseguiu-se uma queda substancial da
inflação inercial, sendo que em seus primei-
ros anos, o plano obteve franca adesão, tan-
to por parte dos políticos, quanto por parte
da sociedade.
Com a estabilidade da moeda, houve
aumento considerável do consumo, reper-
cutindo uma melhoria no padrão de vida de
muitas famílias brasileiras, apesar das difi-
culdades para uma expansão proporcional
da oferta de bens e serviços.
Era previsível este aumento da demanda,
principalmente porque as autoridades mone-
tárias sabiam que parte do imposto inflacio-
nário (que era captado pelo sistema bancário
e pelo Governo) passou a ficar nas mãos de
parcela da população de baixa renda.
Como medida de precaução, nestepri-
meiro mandato do governo FHC, adotou-se
medidas para restrição ao crédito, desis-
timulando-se compras a prazo, através da
elevação dos juros. O aumento das importa-
ções elevou o nível da oferta, pois muitas
medidas governamentais permitiram uma
maior penetração de produtos estrangeiros.
Como conseqüência, muitos setores da
economia foram afetados. Indústrias de cal-
çados, têxteis e outros com problema de
competitividade sofreram impactos dolo-
rosos, sendo que algumas empresas até fe-
charam as portas, causando uma diminui-
ção importante no nível de empregos nes-
tes setores.
De forma geral, a abertura de mercado
e demais medidas do Plano criaram um ce-
nário de estabilização geral da economia,
mas com um custo social muito grande: os
índices de desemprego subiram de forma
muito grave.
Podemos dizer que este desemprego
teve seu crescimento tanto pelas medidas
conjunturais do Governo, como pela neces-
sidade da busca de competitividade do se-
tor privado, que ficou mais vulnerável ao
mercado exterior.
A partir do segundo mandato de FHC
(1998-2001), devido a um cenário mais pro-
missor com queda gradual de juros, melho-
ria do quadro social (apesar do desempre-
go) e outros indicadores de potencial de con-
sumo, o país vem recebendo fortes investi-
mentos, principalmente de setores impor-
tantes como telecomunicações, automóveis,
financeiro, turismo, seguros, comércio
(hipermercados, etc.).
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7 2
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
No ano de 2001, empresas especializadas em consultoria
internacional apontaram o Brasil como um dos principais pó-
los de atração de investimentos, o que traz uma expectativa
muito otimista para solução de nossos problemas sociais; isto
dependerá, sem dúvida, de inúmeras medidas que visem a
melhoria do ensino, a questão da saúde pública, previdência,
segurança e outras necessidades sociais.
Mom Dieu! Veja
quem vem vindo!
Oh, God! Aí vem aquele
“chupim” outra vez!
Ei, amigos! Vejam! Tô ficando
mais rico! Posso ficar com
vocês agora?
JAPÃO
FRANÇA
EUA
BRASIL
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7 3ECONOMIA E MERCADOS
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1 - Explique o que é Inflação.
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2 - No Brasil, qual é o índice oficial da inflação?
( ) a) IPCA
( ) b) INPC
( ) c) IGP
( ) d) ICV
3 - Indique e explique ao menos uma conseqüência do processo inflacionário.
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4 - São causas primárias da inflação:
( ) a) Inflação Temporária e Fixa.
( ) b) Inércia Inflacionária e Espiral preços-salários.
( ) c) Inflação de Demanda e de Custos.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
5 - O que é Inflação de Demanda?
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Exercícios Propostos
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
6 - É uma forma de controlar a emissão de papel-moeda:
( ) a) Política fiscal.
( ) b) Política administrativa.
( ) c) Política tributária.
( ) d) Política monetária.
7 - Quais são as medidas adotadas para controlar a Inflação de Demanda?
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8 - Conceitue Inflação de Custos.
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9 - Para combater a inflação de custos o Governo procura fazer:
( ) a) Controle de custos.
( ) b) Controle da moeda.
( ) c) Controle de preços.
( ) d) Controle de impostos.
10 - Como surge a Inércia Inflacionária?
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11 - O que é Conflito Distributivo?
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Mecanismo do Crédito e
Sistema Financeiro09
LIÇÃO
Introdução
Nesta lição você terá acesso a informa-
ções pertinentes à importância dos sistemas
financeiros. Em qualquer nação é o sistema
financeiro que permite a circulação de moe-
da, portanto viabiliza transações financeiras
de crédito, financiamentos, investimentos,
leasing e muitas outras operações.
Neste momento, você entenderá a gran-
de importância do crédito como verdadeiro
elemento de alavancagem dos negócios, per-
mitindo a expansão do sistema econômico.
Verá também que todo sistema financeiro
tem em sua remuneração uma base forma-
da pelas taxas de juros vigentes no país.
Encerraremos fazendo uma breve ex-
planação do papel de determinados agen-
tes financeiros (BNDES, por exemplo), na
condução do desenvolvimento econômico
do Brasil.
1. Moeda
Moeda, de uma forma geral, sob o enfo-
que econômico, é todo objeto que serve para
troca de bens e serviços. O sal já foi moeda,
bem como o bambu na China, fios de seda
na Arábia, e outras formas de acordo com
os costumes das civilizações.
Modernamente, a moeda é representa-
da pelo papel-moeda emitido pelos bancos
centrais, acompanhados de moedas metá-
licas.
A moeda pode servir de meio de troca,
reserva de valor, padrão para contabiliza-
ção e padrão para pagamentos futuros uti-
lizados em contratos.
Se há excesso de moeda temos excesso
de liquidez, causando inflação, como já es-
tudado. Se, ao contrário, há escassez de
moeda, temos uma crise de liquidez, pois
precisamos da disponibilidade de moeda
para cumprimento das obrigações financei-
ras. Se isto não acontecer, devido à falta de
moeda em circulação, a economia sofre uma
queda do produto. É por isso que se estabe-
lece um patamar de juros de equilíbrio.
A taxa de juros de equilíbrio é de-
terminada no mercado monetário,
onde a oferta de moeda se iguala à
sua demanda.
2. Crédito
O papel do mecanismo do crédito é pri-
mordial para qualquer economia. Ele é respon-
sável pela possibilidade de expansão da eco-
nomia. Afinal, sem o crédito não se viabilizam
investimentos de grande monta, que só são re-
alizados através da estrutura de crédito. Da
mesma forma, se não existisse o crédito ao con-
sumidor e as empresas não tivessem a prerro-
gativa de ver seus produtos serem vendidos a
crédito, qual seria o nível de produção dos sis-
temas econômicos, tendo em vista que tudo
seria comprado somente à vista? Naturalmen-
te, não podemos conceber um sistema econô-
mico sem este precioso mecanismo.
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ECONOMIA E MERCADOS
Anotações/dicas
Crédito, em Economia, é a obtenção de
um bem ou moeda, com o compromisso de
pagamento futuro. Representa uma opera-
ção em que o agente credor (aquele que
empresta) acredita, confia que o agente de-
vedor (tomador do empréstimo) salde uma
dívida que está contraindo.
O crédito possui algumas modalidades.
Quanto ao prazo de pagamento, diz-se que
pode ser de curto, médio e longo prazo. Esta
variação, apesar de questionamentos quan-
to aos prazos, deve ser encarada sob o cri-
tério de que créditos em que o pagamento é
mais rápido, no caso curto e médio prazos,
são operações mais corriqueiras.
Já no crédito de longo prazo, geralmen-
te as operações envolvem grandes negóci-
os e altos investimentos empresariais, que
são sempre maiores do que cinco anos. Es-
tes grandes financiamentos são importan-
tes para a economia como um todo, porque
em vários casos significam aumento da ca-
pacidade produtiva, o que pode implicar a
possibilidade de aumento da
empregabilidade.
Quanto ao destino, o crédito poderá ser:
• Crédito para Consumo: utilizado para
aquisição de bens de consumo.
• Crédito para Produção: utilizado por em-
presas, para aumento da capacidade pro-
dutiva (investimentos em máquinas, equi-
pamentos, aquisição de recursos diversos,
etc.) ou para obtenção de capital de giro.
• Crédito para o Estado: utilizado pelo po-
der público (municipal, estadual ou fede-
ral), para despesas de investimento ou de
consumo.
3. Sistema Financeiro
Em todos os países, uma parcela da so-
ciedade possui uma parte da renda que não
é destinada ao consumo. Assim, direciona-
se esta parcela para aplicações, investi-
mentos, etc. Outra parcela, geralmente a
maioria, compra bens e serviços a crédito,
utilizando-se de financiamentos. Os agen-
tes que aplicam no sistema são os su-
peravitários e os que obtêm financiamen-
tos são os deficitários.
O sistema financeiro é formado pelo
conjunto de instituições privadas e públi-
cas que transferem recursos dos agentes
superavitários para os deficitários. É o que
chamamos de intermediaçãofinanceira.
O Sistema Financeiro Nacional tem
como instituições os bancos comerciais,
bancos de investimento, sociedade de cré-
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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dito e financiamentos, bancos oficiais e inclusive as bolsas de
valores.
No Brasil, o Conselho Monetário Nacional, através de suas
instituições máximas que são o Banco Central do Brasil e o
Banco do Brasil, determina todas as diretrizes de política mo-
netária, creditícia, da dívida pública e fiscal a serem
implementadas e controladas pelo Governo Brasileiro.
3.1 Remuneração do Sistema Financeiro
Toda instituição financeira sobrevive por meio dos juros.
O termo spread é o nome técnico do ganho do sistema, que é
calculado pela diferença entre a taxa de juros cobrada dos
tomadores de crédito e a taxa de juros que é paga aos
aplicadores do sistema financeiro. Note-se que os aplicadores
do sistema financeiro são formados através das poupanças das
pessoas, mais o dinheiro aplicado pelas empresas.
3.2 BNDES – Um Banco Oficial Importante
Devemos dar especial atenção ao BNDES - Banco Nacio-
nal de Desenvolvimento Econômico e Social - que tem como
objetivos principais o desenvolvimento de negócios no país,
fomentando a expansão de empresas vinculadas à infra-es-
trutura (portos, transportes, energia, siderúrgicas, telecomu-
nicações, etc.), bem como empresas que possibilitam um efeito
multiplicador na economia como montadoras, construção ci-
vil e fomento ao pequeno empresário.
O BNDES é muito destacado pela imprensa por sua res-
ponsabilidade pela política de privatização de empresas que
gradativamente estão saindo da administração pública.
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7 8
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
1 - Explique o que é Crédito.
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2 - Qual é a importância do crédito na economia?
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3 - Qual o tipo de crédito utilizado por empresas, para aumento da capacidade produtiva?
( ) a) Crédito Pessoal.
( ) b) Crédito Improdutivo.
( ) c) Crédito de Produção.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
4 - O que é Crédito de Consumo?
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5 - Qual é o papel do Sistema Financeiro?
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Exercícios Propostos
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6 - Por que o BNDES tem muita importância em nossa atual conjuntura econômica?
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7 - Complete:
O termo _________________________é o nome técnico do ganho do sistema, que é calculado
pela diferença entre a taxa de juros cobrada dos ______________________e a taxa de juros
que é paga aos ___________________do sistema financeiro.
8 - Conceitue Excesso de Liquidez, mencionando sua conseqüência.
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9 - O que é Crise de Liquidez?
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.......................................................................................................................................................
10 - No Brasil, determina todas as diretrizes de política monetária, creditícia, da dívida pú-
blica e fiscal a serem implementadas e controladas pelo Governo Brasileiro.
( ) a) Conselho Fiscal.
( ) b) Conselho Nacional de Economia.
( ) c) Conselho da Dívida Pública.
( ) d) Conselho Monetário Nacional.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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Balanço de Pagamentos10
LIÇÃO
Introdução
Fazer com que você compreenda a com-
posição do Balanço de Pagamentos é nosso
objetivo nesta lição. Pretendemos abordar
de forma simples este assunto, mas eviden-
ciando a relevância da meta da obtenção
de saldos positivos a cada ano, pois um país
deve sempre procurar uma entrada de mo-
eda superior ao montante que envia ao ex-
terior. As conseqüências de um superávit
(saldo positivo) sempre refletirão a solidez
econômica: geração de empregos, melhoria
dos índices inflacionários, melhoria na
competitividade internacional, etc.
Queremos nesta lição incutir uma refle-
xão sobre esta necessidade do Brasil como
país emergente.
1. Conceito
O Balanço de Pagamentos é o registro
contábil de todas as transações de um país
com outros países, em um determinado pe-
ríodo. Assim, no balanço de pagamentos,
estão registradas as importações e expor-
tações brasileiras, os pagamentos e recebi-
mentos de fretes, juros, royalties e patentes
(remuneração pelo uso de tecnologia, mar-
ca ou reprodução de determinados produ-
tos criados no exterior).
Também a entrada de capitais estran-
geiros via empréstimos, investimentos e ou-
tros tipos de fluxos de capital.
O Balanço de Pagamentos é dividido em
quatro grupos específicos:
1 - Balança Comercial: lançamento de ex-
portações e importações.
2 - Balança de Serviços: lançamento de des-
pesas e receitas de fretes, juros, prêmios
de seguros, royalties, etc.
3 - Balança de Capitais: entrada e saída de
divisas (movimentação de moeda para
dentro e fora do país) que não perten-
cem a importações e exportações. São,
geralmente, entrada e saída de valores
de investimentos de empresas multi-
nacionais, empréstimos, remessa de lu-
cros para países-sede de multinacionais,
etc.
4 - Transferências Unilaterais: transações
sem contrapartida, como doações de um
país a outro em forma de auxílio a ca-
tástrofes, problemas sociais, remessas de
imigrantes a seus familiares, etc.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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Introdução
Tratar de assuntos atualíssimos e mui-
to importantes como globalização e blocos
econômicos, faz com que você não só se es-
timule a discutir os rumos da economia
mundial, mas também permite um aprimo-
ramento de seus conhecimentos sobre as
caraterísticas dos países envolvidos nestes
processos.
Temos por objetivo exatamente isso:
dar a você a oportunidade de conhecer ten-
dências econômicas mundiais, analisar o
papel do Brasil neste contexto e, ao mes-
mo tempo, refletir sobre o impacto destes
fenômenos no nível de emprego, níveis de
oferta de produtos e serviços, aprimora-
mento tecnológico das empresas, enfim, em
todas as implicações que possam surgir em
decorrência da globalização e formação de
blocos econômicos.
1. Globalização
Globalização é um fenômeno que se re-
sume pela crescente internacionalização
dos mercados, de forma a fazer circular
mais rapidamente tecnologia, troca de bens
e serviços, utilização de mão-de-obra e,
por fim, maior lucratividade para as em-
presas e países mais avançados.
O que é Globalização, afinal?
“Globalização é uma princesa inglesa,
que estava com um playboy egípcio, num
Globalização e
Blocos Econômicos
carro alemão, com motor holandês, dirigi-
do por um motorista belga, embriagado com
whisky escocês, num túnel francês, perse-
guidos por italianos e que foi socorrida por
um médico brasileiro, com medicamentos
americanos e morreu...” Esta nota, apesar
de trágica, publicada em um artigo de re-
vista especializada em Economia, mostra a
integração extremada de mercados.
Para se ter uma idéia da força da
globalização, onde literalmente temos a im-
pressão de que as empresas perdem sua
nacionalidade, observe estes exemplos:
A empresa de automóveis Fiat lançou o
veículo marca “Palio”, fabricado em Betim
-MG, simultaneamente na Argentina, Co-
lômbia, Venezuela, Índia, Marrocos e China.
Para sua montagem em todos estes países,
peças importadas da Venezuela, Marrocos,
Equador, Egito, Argélia e Vietnã estão sen-
do utilizadas. O carro é nacional ou global?
Outro extremo: esportistas que prati-
cam hóquei no gelo utilizam equipamen-
tos de precisão projetados na Suécia, com
patente americana, produzidos no Japão,
montados na Dinamarca, com financia-
mento do Canadá e com boa parte da pro-
dução vendida na Europa.
A globalização fez desaparecer as fron-
teiras para movimentação do capital interna-
cional. O resultado é um mundo cada vez mais
integrado comercialmente, muitas vezes in-
centivando o desenvolvimento de blocos re-
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LIÇÃO
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
gionais, que, apesar de conviverem com a realidade da globalização,
atuam com o objetivo de proteger-se regionalmente.
2. Blocos Econômicos
Bloco econômico é o agrupamento de países, geralmente
vizinhos, com objetivos de unificação de mercados regionais.Esta unificação dá-se pela eliminação gradativa de barreiras
alfandegárias e facilidades na troca de bens e serviços, inclu-
sive de mão-de-obra.
3. ALCA
A Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, é uma
idéia grandiosa que começou a ser elaborada a partir da pro-
posta da derrubada de barreiras comerciais existentes entre
os países que formam a América. Produtos e serviços fluiriam
pelo continente sem restrições e sem impostos, os preços in-
ternos cairiam e economias frágeis como a do Paraguai teriam
a oportunidade de sair da estagnação.
Este é um projeto grandioso, que se tornaria maior que a
União Européia, quando concreto, gerando uma riqueza anual
de 9 trilhões de dólares.
Blocos Integrantes Data de
criação
PIB per
capita
(em US$)
PIB total
(milhões de
US$)
População total
(milhões de
 hab.)
Asean
Apec
Caricom
Mercosul
Nafta
Pacto Andino
União
Européia
SADC
CEI
7 países
17 países e 1 território
12 países e 3 território
4 países
3 países
5 países
15 países
11 países
12 países
541.075
14.119.450
16.135*
859.874
7.568.082
197.662
7.324,381
145.950
550.989
429,00
2.217,00
5,82
207,70
391,10
101,50
381.372,40
137,20
285,00
1.261,25
368,72
2.772,34
4.139,98
19.356,76
1.947,41
19.668,05
1.063,78
1.933,29
1967
1989
1973
1991
1988
1969
1957
1979
1991
* foram excluídas as ilhas Virgens Britânicas e as ilhas Turks e Caicos.
Fontes: Banco Mundial, Fundo das Nações Unidas para a população.
PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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4. Protecionismo
Protecionismo pode ser definido como
um conjunto de práticas governamentais
que objetivam a restrição do comércio
internacional ou ajuda especial a produ-
tores nacionais, tornando seus produtos
mais competitivos.
Reduzir importações, através de meca-
nismos como imposição de cotas, barreiras
alfandegárias, tarifas e outras medidas, podem
ser utilizadas na política de protecionismo.
A total integração do comércio entre
as nações, sem dúvida nenhuma, foi o fio
condutor para o fenômeno da globalização.
O lado negativo desta internacionalização
crescente das relações comerciais está no
surgimento de inúmeras retaliações, con-
flitos e até mesmo guerras, na disputa por
mercados cativos ou emergentes.
A concorrência entre os mercados acen-
tuou-se significativamente, o que acirrou
profundamente a competição. Felizmente,
os desentendimentos não são mais resolvi-
dos por meio de guerras, que foram, no en-
tanto, substituídas por trincheiras burocrá-
ticas e outros movimentos de defesa, na ten-
tativa de proteger os produtores internos
contra a agressividade mercantil, vinda de
todos os cantos do planeta.
O protecionismo é um tema sempre
presente nos encontros internacionais de
negócios, alvo de debates e questiona-
mentos intermináveis, em que o consenso,
embora pareça ao alcance das mãos, na
prática sempre se torna distante.
Nessa discussão há, felizmente, opini-
ões construtivas, como a de Alan Greenspan,
o todo-poderoso e internacionalmente res-
peitado presidente do Federal Bank. Para
ele, o protecionismo comercial é “pouco in-
teligente” e “autodestrutivo”.
Barreiras ao livre comércio, processos
antidumping14 e imposição de tarifas com-
pensatórias são, diz ele, na maior parte dos
casos, “meros disfarces da incompetência
e tentativas para inibir a concorrência”.
Em vez de ações equivocadas para
proteger o emprego local, recomenda “o
que se deveria fazer é garantir maior fluxo
internacional de mercadorias, para
estimular o avanço da tecnologia e a
produtividade do trabalhador”.
O comércio mundial é estimado em US$
5,3 trilhões. Boa parte desse valor deve-se
ao setor agrícola que, só em 1998, foi de US$
580 bilhões e mais da metade fica com a Eu-
ropa (38,3% do total) e os Estados Unidos
(13,3%). A parte do Brasil é de apenas 3%,
correspondente a US$ 18 bilhões, valor pou-
co representativo ante o total, mas impor-
tante para o país, pois equivale a 30% de
todos os embarques nacionais, que, entre-
tanto, não chegam a 1% do comércio global.
Esses números mostram por que as po-
líticas adotadas em relação ao setor agrí-
cola e ao protecionismo são vitais para que
o Brasil, bem como outros países ditos
emergentes, avancem no mercado, geran-
do trabalho e renda para a necessária re-
tomada de seu crescimento.
O foco dos debates está, portanto, na
questão agrícola, embora a política
protecionista não se esgote nesse item. Ao
contrário, segundo estudo do embaixador
brasileiro em Washington, Paulo Tarso Fle-
cha de Lima, a questão é muito grave: além
de ser enorme o arsenal de leis que prote-
gem a agricultura, a indústria e os servi-
ços norte-americanos, é também
poderosíssimo o que ele chama de “jogo
político do protecionismo”.
14. Dumping - trata-se da venda de produtos no merca-
do externo a preços inferiores aos do mercado inter-
no, visando a anular a concorrência.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
Os segmentos da economia norte-americana que, por razões
diversas, não podem ou não desejam tornar-se mais produtivos
e competitivos, ou as regiões do país diretamente interessadas
na prosperidade de algum setor econômico, valem-se de seu peso
eleitoral e parlamentar para bloquear, no Congresso, iniciativas
que lhes pareçam prejudiciais, ou seja, as que abram seu precioso
mercado a produtos estrangeiros.
A embaixada brasileira nos EUA listou alguns dos mais re-
centes problemas enfrentados por produtos brasileiros que ten-
tam ganhar o mercado norte-americano com preços competiti-
vos e qualidade, mas contra os quais são erguidas barreiras. Tam-
bém não é fácil atender as exigências de 80 mil normas e regu-
lamentos técnicos, apresentados por cerca de 2,7 mil órgãos fe-
derais, estaduais e municipais diferentes, todos preocupados
com certificação de segurança. Alguns exemplos:
• Açúcar – Os EUA produzem açúcar de beterraba, muito mais
caro que o brasileiro, obtido da cana. Portanto, o açúcar bra-
sileiro só entra nesse mercado sujeito a quotas e não é bene-
ficiado pelo Sistema Geral de Preferências, destinado a gran-
de número de países latino-americanos e do Caribe. Limita-
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do a uma quota específica para entrar nos
EUA e fora do sistema de preferências,
nosso açúcar torna-se caro e perde
competitividade, com relação ao açúcar
de beterraba.
• Camarão – Política de proteção a tarta-
rugas restringe a compra de camarão
brasileiro, mesmo tendo o Brasil se adap-
tado a essas exigências e desenvolvido,
há anos, um bem-sucedido projeto
(Tamar) de preservação desses animais.
• Carnes – Problemas sanitários contro-
lam a compra de carne fresca de suínos
e bovinos. Havia sido programada para
o ano 2000 a declaração de que as regi-
ões Centro-Oeste e Sul de nosso país se-
riam zonas livres da febre aftosa e com
controle da peste suína. Focos de aftosa
detectados em meados do ano 2000, nes-
tas regiões, atrapalharam esta perspec-
tiva para nosso comércio exterior. O país
só tem permissão para exportar carne
processada (corned beef), desde que a in-
dústria seja certificada por autoridades
americanas. O Brasil é o maior exporta-
dor mundial de frangos, mas não pode
vender aos EUA, por restrições sanitári-
as. O produto ainda enfrenta, no mercado
internacional, a concorrência do Export
Enhancement Program (EEP), que subsi-
dia as vendas de produtos agropecuários
norte-americanos à Europa.
• Frutas e legumes – Demorou-se mais de
seis anos para a obtenção da licença para
vender mamão papaia brasileiro aos
EUA, cuja burocracia exige inspeção de
órgão americano no país de origem. Um
escritório do Serviço de Inspeção de
Plantas e Animais, dos EUA, foi aberto
em Brasília.
• Madeiras – Não há restrição legal, mas
ainda persiste uma forte resistência à
compra de madeiras e artefatos oriun-
dos do Brasil, sob alegações ambientais.
• Fumo – As exportações são sujeitas quo-
tas e sobretaxas.
• Calçados – Cobra-se taxa de 10% sobre
o preço de calçados para mulher e de
8,5% para os demais. Para produtos de
outros países, a taxa é de, apenas, 5%.
• Etanol – O americano é mais caro que o
brasileiro, que é obtido da cana; a taxa
(2,3% e 2,7%, conforme o tipo) é superi-
or à cobrada de outros fornecedores, e o
produto é sujeito a quotas.
• Laticínios – O setor é mais competitivo
que o brasileiro, mas as vendas do Bra-
sil continuam sujeitas a quotas.
• Suco de laranja – Cobra-se taxa superi-
or ao próprio preço da tonelada de suco,
o que levou alguns grupos brasileiros a
se instalarem nos EUA, produzindo já
30% do total do suco consumido naque-
le país.
• Produtos têxteis – Quotas limitam as ven-
das brasileiras, também sujeitas às mais
altas taxações do mundo (38% em alguns
casos).
• Produtos siderúrgicos e de ferro-liga –
Há a acusação de práticas de dumping
devido ao sistema de crédito de ICMS.
Como se não bastasse, há ainda uma
forte vinculação, defendida pelo governo
norte-americano, entre proteção
ambiental e comércio internacional.
5. Estágio de Inserção do Brasil
na Economia Mundial
A inserção do Brasil na economia
mundial ainda é pequena e alguns indi-
cadores podem dar uma idéia da trajetó-
ria que o país terá ainda que percorrer
para participar mais ativamente da
globalização. Quanto mais um país está
integrado na economia mundial, maior é
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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ECONOMIA E MERCADOS
a exposição à concorrência internacio-
nal, maior a absorção de tecnologias mo-
dernas, maiores as opções de escolha para
os consumidores finais e para os produ-
tores de obter recursos financeiros a cus-
tos menores no mercado mundial. Tudo
isso contribui para melhorar a alocação
de recursos da economia e para atingir
padrões mundiais de eficiência.
Existem várias formas para expressar
o grau de integração de um país na econo-
mia mundial. Aqui são utilizados:
• o grau de abertura comercial;
• a estabilidade da política de importações;
• a participação dos manufaturados no to-
tal das exportações.
Os dois primeiros apontam o grau de
exposição do país à concorrência mundial
e o terceiro é um indicador da capacidade
do país produzir dentro dos padrões mun-
diais e absorver níveis mais sofisticados de
tecnologia. Não são medidas perfeitas, mas
dão uma idéia da posição do Brasil em re-
lação a alguns fatores importantes para a
economia mundial.
Com a Globalização, acelerou-se a movimentação
de capitais pelo mundo.
A política de abertura econômica do Bra-
sil não tem sido linear nem consistente. Os re-
trocessos têm sido freqüentes, particularmen-
te depois do Plano Real, introduzindo grande
instabilidade nas regras de importação e nos
preços relativos, dificultando o planejamento
de longo prazo das empresas. Restrições às
importações são importantes barreiras à di-
fusão de tecnologia e ao aumento da produti-
vidade total dos fatores de produção, além de
introduzirem distorções na alocação dos fa-
tores e no padrão de concorrência.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
89ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
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1 - O que é um Balanço de Pagamentos?
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2 - Como se subdivide o Balanço de Pagamentos?
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3 - Lançamentos de despesas e receitas de fretes, juros, prêmios de seguros, royalties, são
feitos na:
( ) a) Balança de Serviços.
( ) b) Balança de Capitais.
( ) c) Balança Comercial.
( ) d) Nenhuma das anteriores.
4 - Defina Transferências Unilaterais.
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Exercícios Propostos
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
5 - O que significa Globalização?
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6 - Para que se formam Blocos Econômicos?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
91ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
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Lições 1 e 2
1 - C
2 - A Economia é a Ciência Social que estu-
da a forma como são direcionados os mei-
os produtivos, como atuam os agentes
consumidores, o papel do Estado e a in-
fluência do setor externo e todas suas im-
plicações na sociedade. Economia é o
estudo de como os homens e a sociedade
decidem, com ou sem a utilização do di-
nheiro, empregar recursos produtivos
escassos, que poderiam ter aplicações al-
ternativas, para produzir diversas mer-
cadorias ao longo do tempo e distribuí-
las para consumo, agora e no futuro, en-
tre diversas pessoas e grupos da socie-
dade.
3 - Necessidades - escassos.
4 - C
5 - Necessidades Coletivas são necessida-
des que surgem em decorrência da vida
social do indivíduo.
6 - D
7 - C
8 - Recursos Naturais, Trabalho e Capital.
9 - É o valor monetário de um bem, ou valor
numa troca por outro produto.
10 - É a qualidade que possuem os bens de
satisfazerem às necessidades humanas.
Resolução dos Exercícios Propostos
Lições 3, 4 e 5
1 - Abrange todas as atividades industriais
de elaboração e manufatura de produ-
tos.
2 - A
3 - É o fluxo formado pelos bens e serviços
produzidos no sistema econômico, tam-
bém chamado produto da economia.
4 - Total de remunerações.
5 - Oferta e Procura.
6 - B
7 - Jean Baptiste Say acreditava que a ofer-
ta criava sua própria procura.
8 - John Maynard Keynes concebeu o que
ficou universalmente conhecido como o
Princípio da Demanda Efetiva, que diz:
“O nível de procura é que vai determi-
nar, ao longo do tempo, o nível de oferta
da economia”.
9 - Teoria do Consumidor e da Firma.
10 - Procura, ou demanda individual, como
a quantidade de um determinado bem
ou serviço que o consumidor deseja ad-
quirir em certo período de tempo.
11 - Quando o preço de um bem é aumenta-
do (ao mesmo tempo em que todos os
demais fatores são mantidos constan-
tes), será menor a quantidade desse bem
a ser procurada.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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92
INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
12 - Preço do bem, preço dos outros bens,
renda do consumidor, gosto ou prefe-
rência do indivíduo.
13 - Oferta - produtores.
14 - Bens concorrentes são aqueles que
guardam uma relação de substituição:
ou se consome um ou outro. O consu-
mo de um pode substituir o consumo
do outro.
15 - Elasticidade-preço da demanda é a va-
riação do percentual da quantidade pro-
curada do bem x, dividida pela varia-
ção percentual no preço do bem x.
16 - Procura ou Oferta Inelástica, Procura
ou Oferta de Elasticidade Unitária, Pro-
cura e Oferta Elástica.
17 - O ponto de equilíbrio, em uma econo-
mia de mercado, é aquele que é igual
tanto para oferta, quanto para a procu-
ra.
18 - A Macroeconomia estuda os agregados
como a produção, o consumo e a renda
da população como um todo.19 - D
20 - Também chamada de força de trabalho,
a População Economicamente Ativa é
formada pela soma das pessoas empre-
gadas e desempregadas.
21 - A taxa de desemprego é definida como
a percentagem da força de trabalho que
está desempregada.
22 - A taxa de participação na força de tra-
balho é definida como a percentagem
da população adulta que está trabalhan-
do, que se encontra na força de traba-
lho (PEA). É um índice extremamente
importante, pois indica qual o nível da
população que está recebendo renda e,
por conseqüência, pode atuar como con-
sumidor das disponibilidades em ter-
mos de oferta.
Lições 6 e 7
1 - Criação de um bem ou serviço, pela uti-
lização combinada dos fatores de produ-
ção.
2 - A
3 - Capital é qualquer bem que se destina a
produzir outros bens. A produção gera
receitas, sendo parte dela utilizada para
aumentar a produção, surgindo o capi-
tal.
4 - Poupança.
5 - A maior ou menor produtividade é uma
questão de organização do trabalho, de
engenharia industrial (processos,
logística, etc.).
6 - A
7 - Renda Nacional é a soma das rendas ou
receitas recebidas por todas as pessoas
em um ano, ou seja, é a soma total dos
salários, juros, lucros, aluguéis, dividen-
dos e renda da terra obtida pelos cida-
dãos de um país, durante o período de
um ano.
8 - C
9 - Lucro é a remuneração do empresário,
representado por um ganho vinculado à
diferença entre o preço de venda e o pre-
ço de custo dos produtos e serviços.
10 - Indica a forma como é distribuída a ren-
da entre os fatores: capital e trabalho.
11 - Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), criado pelo Programa das Na-
ções Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), para avaliar o nível de desen-
volvimento dos países.
12 • Saúde, abrangendo dados diversos, in-
cluindo taxa de mortalidade infantil e
esperança de vida da população como
um todo.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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93ECONOMIA E MERCADOS
INSTITUTO MONITOR
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• Educação, levando em conta o nú-
mero de analfabetos e nível de es-
colaridade média da população.
• Renda, considerando o poder aqui-
sitivo do Produto Interno Bruto
(PIB) per capita.
13 - Renda Nacional dividida pelo número
de habitantes.
14 - D
15 - Através do juro.
Lição 8
1 - A inflação é caracterizada como um pro-
cesso em que todos os preços sofrem um
aumento contínuo.
2 - A
3 - São três opções para resposta:
• Distribuição de Renda: os proprietári-
os dos fatores capital e recursos natu-
rais têm mais poder para manter seus
ganhos, pois conseguem mais facil-
mente recompor os seus preços, sendo
que os operários têm menores instru-
mentos para equilibrarem seu poder
aquisitivo.
• Investimentos dos Empresários: a pos-
sibilidade de crescimento econômico
fica inibida, devido à política de juros
elevados. Diminui-se a expectativa
quanto a lucros futuros do empre-
sariado, que passam a não acreditar ser
viável um eventual investimento na ca-
pacidade produtiva.
• Déficit na Balança Comercial: os pre-
ços internos aumentados desenfreada-
mente pela inflação incentivam os co-
merciantes a procurarem produtos de
outros países. Há queda expressiva nos
negócios das empresas nacionais.
4 - C
5 - Este tipo de inflação é causado quando
há um excesso de procura na economia,
sem no entanto existir produto que seja
proporcional a este volume de demanda.
6 - D
7 - Política Fiscal e Política Monetária.
8 - Verifica-se repasse automático e exage-
rado ao preço final, quando os custos
operacionais aumentam.
9 - C
10 - É conhecida como uma resistência que
os preços de uma economia oferecem
às políticas de estabilização criadas
para combater a inflação de demanda
e de custos, ou seja, as causas primá-
rias.
11 - É a disputa sobre a alavancagem da pos-
se da renda entre os proprietários dos
fatores trabalho e capital; é o eixo do
conflito distributivo.
Lição 9
1 - Crédito, em Economia, é a obtenção de
um bem ou moeda, com o compromisso
de pagamento futuro.
2 - O papel do mecanismo do crédito é pri-
mordial para qualquer economia. Ele é
responsável pela possibilidade de expan-
são da economia.
3 - C
4 - É o crédito utilizado pelas pessoas para
aquisição de bens de consumo.
5 - Transferir recursos dos agentes supera-
vitários para os deficitários. É o que cha-
mamos de intermediação finan-ceira.
6 - O BNDES tem responsabilidades pela
política de privatização de empresas que
gradativamente estão saindo da admi-
nistração pública.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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INSTITUTO MONITOR
ECONOMIA E MERCADOS
7 - Spread - tomadores de crédito - aplicadores.
8 - Excesso de moeda, causando inflação.
9 - Escassez de moeda, causando uma queda do produto.
10 - D
Lições 10 e 11
1 - O Balanço de Pagamentos é o registro contábil de todas as
transações de um país com outros países, em um determi-
nado período.
2 - Balança Comercial, Balança de Serviços, Balança de Capi-
tais e Transferências Unilaterais.
3 - A
4 - Transações sem contrapartida, como doações de um país a
outro em forma de auxílio a catástrofes, problemas sociais,
remessas de imigrantes a seus familiares, etc.
5 - Globalização é um fenômeno que se resume pela crescente
internacionalização dos mercados, de forma a fazer circu-
lar mais rapidamente tecnologia, troca de bens e serviços,
utilização de mão-de-obra e, por fim, a maior lucratividade
para as empresas e países mais avançados.
6 - Bloco econômico é o agrupamento de países, geralmente
vizinhos, com objetivos de unificação de mercados regio-
nais.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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Bibliografia indicada
HUBERMAN, L.
História da Riqueza do Homem. Trad. 3ª ed.,
Zahar, 1983
OLIVEIRA, Pérsio Santos de
Introdução à Economia. Trad. 1ª ed., Ática,
1993
SAMUELSON, Paul Anthony
Introdução a Análise Econômica. 8ª ed. Livr.
AGIR Ed., 1975
SILVA, César Roberto Leite da & LUIZ,
Sinclayr
Economia e Mercados – Introdução à Eco-
nomia. 14ª ed., Saraiva, 1995
Bibliografia consultada
GUIMARÃES, S.
Economia & Mercados. 1ª ed., Ática, 1993
HEILBRONER, R.L.
Introdução à História das Idéias Econômi-
cas. Zahar, 1965
HEILBRONER, R.L.
Introdução à Microeconomia. Trad. 3ª ed.,
Zahar, 1973
HUBERMAN, L.
História da Riqueza do Homem. Trad. 3ª ed.,
Zahar, 1983
HUGON, Paul
História das Doutrinas Econômicas. Trad.
15ª ed., Atlas, 1975
MARSHALL, A.
Princípios de Economia: Tratado Introdu-
tório. Nova Cultural. 1988
OLIVEIRA, Pérsio Santos de
Introdução à Economia. Trad. 1ª ed., Ática,
1993PEREIRA, W.
Equipes de professores da USP. Manual de
Introdução à Economia. 1ª ed., Saraiva
SAMUELSON, Paul Anthony
Introdução a Análise Econômica. 8ª ed. Livr.
AGIR Ed., 1975
Bibliografia
SILVA, César Roberto Leite da & LUIZ,
Sinclayr
Economia e Mercados – Introdução à Eco-
nomia. 14ª ed., Saraiva, 1995
SILVA, Sérgio Barbosa da & ORNELAS,
Joaquim Neto
Introdução à Economia. 1ª ed., FTD, 1996
SIMONSEN, Mário Henrique
Teoria Microeconômica. Fundação Getúlio
Vargas, 1968
UHLMANN, Günter Wilhelm
Administração – Das Teorias Administra-
tivas à Administração Aplicada e Contem-
porânea, 1ª ed., FTD, 1997.
WATSON, Donalds. & HOLMAN, Mary A.
Microeconomia. Trad. 1ª ed., Saraiva, 1979
A Opinião dos Mestres, Enciclopédia Prá-
tica de Economia, Nova Cultural, 1988.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
1/4
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1 - Conceitue Economia.
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2 - Em Economia, como se define o recurso TTTTTrabalhorabalhorabalhorabalhorabalho?
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3 - A utilidade dos bens em Economia é muito importante. Explique seu conceito.
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Nome: .....................................................................................................................................................................................
Nº de Matrícula: ................................................................. Nota: .........................................
007G – Economia e Mercados
••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos oficiaisiciaisiciaisiciaisiciais, estes exercícios simulados são opcionais.
Caso deseje, eles podem ser enviados aos nossos professores de plantão, que farão a
correção e os devolverão com as devidas observações.
••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livreseseseses, estes exercícios simulados terão o valor de
provas, realizadas a distância, e devem ser obrigatobrigatobrigatobrigatobrigatoriamentoriamentoriamentoriamentoriamenteeeee enviados para correção. Sua
aprovação lhe conferirá seu Certificado de Conclusão.
••••• O endereço para envio dos exercícios simulados em ambos os casos é:
Caixa Postal 2722 Rua dos Timbiras, 257/263 - Centro
01009-972 - São Paulo - SP 01208-010 - São Paulo - SP
••••• AAAAAtttttenção:enção:enção:enção:enção: para questões de múltipla escolha, existe apenas UMA alternativa correta em cada uma.
ou
Instruções:Instruções:Instruções:Instruções:Instruções:
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
2/4
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4 - Como se forma um sistema econômico?
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5 - A externalidade é uma falha de mercado, pois a produção poderia ser maior ou menor do que a
que se apresenta. Como surge o fenômeno da externalidade?
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6 - John Maynard Keynes comprovou qual teoria, contestando Say?
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7 - Se existir um excesso de procura, haverá uma pressão para que os preços subam. Qual será a reação dos compradores?
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8 - O que é elasticidade-preço da procura?
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9 - Quais são os itens que compõem a Demanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda AgregadaDemanda Agregada de um sistema econômico?
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10 - O que significa e o que representa o PEA?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
3/4
○ ○ ○ ○ ○
11 - Qual é a equação da Produtividade?
a) Produto em relação aos insumos.
b) Produto em relação ao preço.
c) Trabalho em relação aos insumos.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
12 - Conceitue Distribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de RendaDistribuição Funcional de Renda.
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13 - Quais são os fatores que o IDH leva em consideração. Analise um desses fatores.
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14 - Quais são as medidas adotadas para controlar a inflação de demanda?
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15 - Como surge a Inércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia InflacionáriaInércia Inflacionária?
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16 - Temos uma crise de liquidez quando há excesso de moeda. Esta afirmação está:
Errada Certa
17 - O que é um Balanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de PagamentosBalanço de Pagamentos?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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18 - O que significa GlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalizaçãoGlobalização?
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19 - Conceitue Bloco EconômicoBloco EconômicoBloco EconômicoBloco EconômicoBloco Econômico.
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20 - O que você entende por ProtecionismoProtecionismoProtecionismoProtecionismoProtecionismo?
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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Pesquisa de Avaliação
007G - Economia e Mercados
Nome (campo não obrigatório): _______________________________________________________________
No de matrícula (campo não obrigatório): _____________________
Curso Técnico em:
Eletrônica Secretariado Gestão de Negócios
Transações Imobiliárias Informática Telecomunicações
Contabilidade
QUANTO AO CONTEÚDO
1) A linguagem dos textos é:
a) sempre clara e precisa, facilitando muito a compreensão da matéria estudada.
b) na maioria das vezes clara e precisa, ajudando na compreensão da matéria estudada.
c) um pouco difícil, dificultando a compreensão da matéria estudada.
d) muito difícil, dificultando muito a compreensão da matéria estudada.
e) outros: ______________________________________________________
2) Os temas abordados nas lições são:
a) atuais e importantes para a formação do profissional.
b) atuais, mas sua importância nem sempre fica clara para o profissional.
c) atuais, mas sem importância para o profissional.
d) ultrapassados e sem nenhuma importância para o profissional.
e) outros: ______________________________________________________
3) As lições são:
a) muito extensas, dificultando a compreensão do conteúdo.
b) bem divididas, permitindo que o conteúdo seja assimilado pouco a pouco.
c) a divisão das lições não influencia Na compreensão do conteúdo.
d) muito curtas e pouco aprofundadas.
e) outros: ______________________________________________________Caro Aluno:
Queremos saber a sua opinião a respeito deste fascículo que você acaba de estudar.
Para que possamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços, oferecendo um
material didático de qualidade e eficiente, é muito importante a sua avaliação.
Sua identificação não é obrigatória. Responda as perguntas a seguir assinalando
a alternativa que melhor corresponda à sua opinião (assinale apenas UMA
alternativa). Você também pode fazer sugestões e comentários por escrito no
verso desta folha.
Na próxima correspondência que enviar à Escola, lembre-se de juntar sua(s)
pesquisa(s) respondida(s).
O Instituto Monitor agradece a sua colaboração.
A Editora.
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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
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QUANTO AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS
4) Os exercícios propostos são:
a) muito simples, exigindo apenas que se decore o conteúdo.
 b) bem elaborados, misturando assuntos simples e complexos.
c) um pouco difíceis, mas abordando o que se viu na lição.
d) muito difíceis, uma vez que não abordam o que foi visto na lição.
e) outros: ______________________________________________________
5) A linguagem dos exercícios propostos é:
a) bastante clara e precisa.
b) algumas vezes um pouco complexa, dificultando a resolução do problema proposto.
c) difícil, tornando mais difícil compreender a pergunta do que respondê-la.
d) muito complexa, nunca consigo resolver os exercícios.
e) outros: ______________________________________________________
QUANTO À APRESENTAÇÃO GRÁFICA
6) O material é:
a) bem cuidado, o texto e as imagens são de fácil leitura e visualização, tornando o estudo bastante agradável.
b) a letra é muito pequena, dificultando a visualização.
c) bem cuidado, mas a disposição das imagens e do texto dificulta a compreensão do mesmo.
d) confuso e mal distribuído, as informações não seguem uma seqüência lógica.
e) outros: ______________________________________________________
7) As ilustrações são:
a) bonitas e bem feitas, auxiliando na compreensão e fixação do texto.
b) bonitas, mas sem nenhuma utilidade para a compreensão do texto.
c) malfeitas, mas necessárias para a compreensão e fixação do texto.
d) malfeitas e totalmente inúteis.
e) outros: ______________________________________________________
Lembre-se: você pode fazer seus comentários e sugestões, bem como apontar
algum problema específico encontrado no fascículo. Sinta-se à vontade!
PAMD1
Sugestões e comentários
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