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METABOLISMO DO
GABA 
farmablogueira
 A síntese do GABA é mediada pela descarboxilase do ácido glutâmico
(DAG), que catalisa a descarboxilação do glutamato a GABA nas terminações
nervosas GABAérgicas (Figura 12.2A). Por conseguinte, a quantidade de
GABA presente no tecido cerebral correlaciona-se com a quantidade de
DAG funcional. A DAG exige a presença de fosfato de piridoxal (vitamina B6)
como cofator. O GABA é acondicionado em vesículas pré-sinápticas por um
transportador (TVGA), que é o mesmo transportador expresso nas
terminações nervosas que liberam a glicina, outro neurotransmissor
inibitório. Em resposta a um potencial de ação e à elevação pré-sináptica de
Ca 2+ intracelular, ocorre liberação de GABA na fenda sináptica pela fusão
das vesículas contendo GABA com a membrana pré-sináptica.
 O término da ação do GABA na sinapse depende de sua remoção do
espaço extracelular. Os neurônios e a glia captam o GABA por meio de
transportadores de GABA (TGA) específicos. Foram identificados quatro
TGA, de TGA-1 a TGA-4, exibindo, cada um deles, uma distribuição
característica no SNC. No interior das células, a enzima mitocondrial
amplamente distribuída GABA transaminase (GABA-T) catalisa a conversão
do GABA em semialdeído succínico (SAS), que é oxidado subsequentemente
a ácido succínico pela SAS desidrogenase, entrando, em seguida, no ciclo de
Krebs, no qual é transformado em α-cetoglutarato. A seguir, a GABA-T
regenera o glutamato a partir do α-cetoglutarato

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