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Diferenças da prescrição de treinamento resistido entre o paciente cardiopata e pneumopata Larissa Reis - CARDIORRESPIRATÓRIA I - TREINAMENTO RESISTIDO Exercícios resistidos comumente utilizam-se de massas musculares menores quando equiparados com os exercícios aeróbicos, portanto, causam: - aumento inferior do débito cardíaco e menor consumo de oxigênio; - reduzido aumento do volume sistólico e acentuada elevação das pressões arteriais, tanto a sistólica como a diastólica e média; - aumento da resistência vascular periférica; Essa sobrecarga de trabalho, apresenta características de pressão, e gera espessamento da parede ventricular esquerda para normalizar o estresse parietal. Desencadeia hipertrofia fisiológica concêntrica do ventrículo esquerdo. Protocolo Convencional 1º Mês: 1ª fase é feita 3x na semana 2º Mês: 2ª fase é feita 2x na semana 3º Mês: 3ª fase é feita 1x na semana Sessões de 15 minutos de exercícios resistidos Diminuição da frequência de sessões para que a criança possa fazer em casa TREINAMENTO RESISTIDO Protocolo IC (Criança com alguma cardiopatia ou pneumopatia grave) Fica maior tempo na reabilitação 1º e 2º Mês: 1ª fase com 45 minutos de exercícios resistidos 3º e 4º Mês: 2ª fase com 30 minutos de exercícios resistidos 5º e 6º Mês: 3ª fase com 15 minutos de exercícios resistidos Começa ganhando massa muscular e depois foca no aeróbico TREINAMENTO RESISTIDO Protocolo de Treinamento Resistido Treino focado no endurance (resistência) Avaliação da RM máxima de cada grupo muscular treinado Carga: 40% - 60% de 1RM Início com 3 séries de 8 repetições, progressão para 10 até chegar a 12 repetições por série Frequência: 3x por semana TREINAMENTO RESISTIDO Protocolo de Treinamento Resistido Uso de halteres, aparelhos e caneleiras de acordo com a força do paciente Reavaliações devem ser frequentes Atenção à manobra de valsalva: Deletéria para cardiopatas TREINAMENTO RESISTIDO Paciente Cardiopata Recentemente, estudos que utilizaram a avaliação hemodinâmica verificaram estabilidade cardiovascular em pacientes com doença coronariana ou insuficiência cardíaca durante a realização de exercício resistido; Adicionalmente, a pressão arterial em repouso também parece ser influenciada pelo treinamento resistido crônico, apresentando leve redução tanto para a pressão arterial sistólica (PAS) quanto para a pressão arterial diastólica (PAD); A prática semanal de 30 minutos ou mais de treinamento resistido esteve associado à diminuição de 23% no risco para ocorrência de infarto agudo do miocárdio não-fatal e/ou doença cardiovascular fatal em esforços realizados com cargas leves. Principais Características Paciente Cardiopata Durante o exercício resistido, maiores valores de FC e PA são obtidos nas últimas repetições de séries realizadas até a fadiga; O aumento de massa muscular em cardiopatas, por meio de exercícios resistidos, a fim de promover: Exercício de resistência na fase II da reabilitação cardíaca faz-se fundamental para essa readaptação. Principais Características - otimização da resposta do condicionamento aeróbico; - aumento da densidade mineral óssea; - aprimoramento do tecido conjuntivo; - aumento ou manutenção do peso corporal magro; - redução do risco de osteoporose e diabetes; - controle da hipertensão arterial. Principais Características Paciente cardiopata Protocolo: recomendam-se de 8 a 10 tipos diferentes de exercícios, que envolvam os principais grupos musculares e uma série de 10 a 15 repetições, sempre respeitando os valores de 11 a 13 na escala de Borg; O ritmo das repetições deverá ser controlado para que sejam lentos e a manobra de Valsalva deve ser evitada; Para iniciar a atividade sugerem-se halteres leves com carga entre 990 g a 2.270 g para membros superiores e 2.270 a 4.500 g para membros inferiores. Pacientes Cardiopatas Protocolo: O estudo de Lamotte et al. sugere que o treinamento resistido aos cardiopatas deve ser iniciado a partir de 2 a 3 séries de 8 a 10 repetições com pesos correspondentes a 30%-40% de 1RM; A sobrecarga deve ser aumentada de maneira progressiva e gradual, preferencialmente aumentando o percentual da intensidade de carga e o número de séries; E, particularmente, pacientes com menor tolerância ao esforço podem realizar os exercícios de resistência de forma segmentar, por meio de pequenos pesos livres (0,5 a 3 kg) ou cordas elásticas. Pode-se observar maior frequência de recomendação do treinamento resistido associado ao treinamento aeróbico. Principais Características Principais Características Paciente pneumopata Asmáticos: A inatividade causada pela falta de ar leva ao descondicionamento dos músculos periféricos. Descondicionamento pode causar mais falta de ar, exigindo maior ventilação. Crianças com asma podem ser menos ativas fisicamente devido ao medo do broncoespasmo induzido pelo exercício. O treinamento irá beneficiar a capacidade de exercício. Em crianças descondicionadas, o treinamento resistido é uma maneira mais segura de começar um programa de exercícios. Protocolo: 2 a 3 vezes por semana em dias não consecutivos; começar com 1–2 séries e 8–15 repetições, com carga de trabalho de resistência moderada. É importante evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício. Principais Características Paciente pneumopata Fibrose Cística Indivíduos com fibrose cística aumentam a ventilação durante o exercício, e o aumento do trabalho respiratório desvia o fluxo de sangue dos músculos do exercício. Também possuem atrofia muscular, devido à diminuição do estado nutricional e aumento dos níveis basais de citocinas inflamatórias. Devem ser submetidas a testes de exercício para identificar a FCmax, os níveis nos quais ocorrem os limites de dessaturação, entre outros. Protocolo: carga de trabalho de intensidade moderada de 70% de 1 RM; 3–5 séries de 10 repetições. No entanto, as crianças devem começar com cargas de trabalho de baixa intensidade e chegar a cargas de trabalho mais altas de maneira progressiva. Pacientes portadores de DPOC A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se pela obstrução ou limitação ao fluxo aéreo, divididas em enfisema pulmonar e bronquite crônica. Esta incapacita o portador, acometendo os pulmões com diversas manifestações sistêmicas como intolerância ao exercício físico, disfunção muscular periférica e alterações nutricionais. O treinamento dos músculos periféricos com exercícios resistidos é um componente essencial de um programa de reabilitação pulmonar reduzindo a fraqueza muscular periférica e melhorando a capacidade ao exercício. Principais Características Pacientes portadores de DPOC Protocolo: Para realização do exercício resistido é feito o teste de uma repetição máxima (1RM); - é escolhido a princípio um peso inicial apropriado, porém abaixo da capacidade máxima do indivíduo; - se o mesmo completar uma repetição, acrescenta-se mais peso, até atingir a capacidade máxima do indivíduo; A intensidade do exercício deve ser aumentada conforme a tolerância do paciente; É sugerido que o treinamento de força seja realizado 2-3 vezes por semana com 2-3 séries de 8-10 repetições; Utilizando cargas que progridam de 50% a 85% de 1-RM, com intervalo de repouso entre as séries. Principais Características Sempre realizar os exercícios com paciente mais estável; Ensinar o paciente para que possa fazer os exercícios em casa (150 minutos no mínimo por semana); Não esquecer de iniciar o treino com aquecimento e finalizar com o relaxamento; Atenção à manobra de valsalva durante o exercício; Educação: orientações ao paciente principalmente quanto ao seu limite; Uso de betabloqueadores: Alteram a FC; ORIENTAÇÕES Fibrilação atrial: FC varia muito (usar Borg para monitoramento); Dispositivos cardíacos implantáveis: Sempre pesquisar sobre o dispositivo que a criança estáusando; Ofertar O2 quando SpO2 <90% Cuidado ao broncoespasmo induzido pelo exercício (uso de broncodilatador de curta duração 15 minutos antes do início do exercício); Na presença de queda de SpO2<85% e broncoespasmo interromper o exercício e monitorar o paciente ORIENTAÇÕES Referências BOTER, D.F; PECOLI NETO, L; TESTA JUNIOR, A. Adaptações cardiovasculares subsequentes aos exercícios físicos aeróbios ou resistidos. MotriSaúde. v. 2, n. 1, 2020. WEST, S.L; BANKS, L; SCHNEIDERMAN, J.E. et al. Physical activity for children with chronic disease: a narrative review and practical applications. BMC Pediatr, v. 19, n.12, 2019. SANZ‐SANTIAGO. et al. Effect of a combined exercise program on physical fitness,lung function, and quality of life in patients with controlled asthma and exercise symptoms: A randomized controlled trial. Pediatric Pulmonology, p. 1-9, 2020. GONÇALVES A.C.C.R. et al. Exercício resistido no cardiopata: revisão sistemática. Fisioter Mov, v. 25, n. 1, p. :195-205, jan/mar, 2012. DOS SANTOS REIS, K; DE FREITAS, K.L; SIMOES, GCG. Os benefícios do exercício resistido no DPOC - enfisema pulmonar. Disponível em: https://fisiosale.comnar.p.br/assets/os-benefícios-do-exercício-resistido-no-dpoc---enfisema-pulmodf. OLIVEIRA, L.F.L. Reabilitação ambulatorial de crianças e adolescentes cardiopatas e pneumopatas.2020. 29 slides. OBRIGADA!