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SISTEMA DE SAÚDE NA ARGENTINA O sistema de saúde argentino é conhecido por sua segmentação, fragmentação, baixa eficiência e equidade. No sistema público, há serviços nacionais, provinciais, municipais; entre as obras sociais, organizações nacionais e provinciais, de natureza e porte diversos. O segmento privado envolve serviços corporativos, consultórios, empresas de medicina pré-paga. Existem ainda conexões entre tais segmentos. Nos últimos anos a Argentina vem tentando diminuir essa fragmentação que seu sistema de saúde teve ao longo do tempo. O governo tem criado estratégias para abranger cada vez mais pessoas, isso fica claro com o Plano Somar, uma ampliação do Plano Nascer, de 2005, que oferece cobertura a gestantes, crianças e adolescentes de até 19 anos e mulheres até 64 anos. Para fortalecer cada vez mais o seu sistema de saúde, o Governo da Argentina definiu alguns objetivos a serem alcançados: Aumentar a acessibilidade; Deixar o mercado mais transparente; Favorecer a eficiência do gasto em saúde; Oferecer alternativas ao consumidor e Promover o uso racional dos medicamentos. SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL O Brasil oferece o Sistema Único de Saúde (SUS) como modelo de gestão da saúde pública. O acesso global e gratuito ao atendimento médico está garantido pela Constituição de 1988, quando o modelo foi criado. Antes do SUS, o acesso à saúde estava restrito a população economicamente ativa, e que contribuía para a previdência social. Desse modo a cobertura chegava a menos de 50% da população. Após o SUS, financiado com recursos fiscais, a saúde se tornou direito de todos, independentemente da condição física, da escolha sexual, da raça, ou seja, o SUS foi criado para todos, sem nenhuma exceção. No SUS, os serviços de saúde são bancados com recursos federais, e eles variam de acordo com o nível de atenção prestada ao paciente. Os municípios podem injetar dinheiro na saúde também, isso vária conforme necessidade, e o município tem total liberdade para fazê-lo. COMPARAÇÕES: Os sistemas de proteção social e de saúde desses dois países reiteraram a estratificação social, por meio de segmentação de clientelas e benefícios, dada a sua vinculação a mercados de trabalho ou a segmentos privados. Os seguros sociais levaram à incorporação de trabalhadores formais e familiares, enquanto os demais cidadãos contavam com serviços de saúde pública. A existência de economias dinâmicas e grupos de maior renda, associada ao apoio estatal, favoreceu segmentos privados: prestadores de serviços ao seguro social ou à população, empresas de planos de saúde e comércio de medicamentos. Esse processo, e os limites dos serviços públicos, explicam a relevância dos mercados e gastos privados em saúde nos países. As políticas de saúde dos países supracitados seguiram caminhos diferentes nas últimas décadas. Porém, os dois mostraram elementos de dependência de trajetória, persistindo a estratificação social e mercantilização em saúde, sob características distintas. No Brasil, o SUS assegura o direito dos cidadãos à saúde, mas parte da população tem planos ou acessa serviços privados diretamente. Na Argentina a segmentação se expressa na convivência entre seguro social, programas públicos específicos, pagamento a planos e serviços privados.