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z ANTIFÚNGICOS Fortaleza, 2020 Antonio José de J. Evangelista Biomédico – Doutor em Ciências Médicas tony_biomed@hotmail.com Antifúngico Antibacteriano A N T IF Ú N G IC O S A N T IF Ú N G IC O S Desenvolvimento histórico Antifúngicos naturais: Griseofulvina e poliênicos Antifúngicos sintéticos: Flucitosina, azólicos, alilaninas e equinocandinas A N T IF Ú N G IC O S Desenvolvimento histórico Fungicidas: Levam a morte celular. Fungistáticos: Inibem o metabolismo ou divisão celular, sem levar a morte. A N T IF Ú N G IC O S Alvos farmacológicos Síntese de ergosterol A N T IF Ú N G IC O S GRISEOFULVINA A N T IF Ú N G IC O S GRISEOFULVINA Isolada de Penicillium griseofulvum em 1939 Uso oral limitado Inibe a mitose fúngica (Inibe o fuso mitótico) Droga de escolha no tratamento de Dermatofitose Distribuição em tecidos queratinizados A N T IF Ú N G IC O S Contraindicações Gravidez e lactação Insuficiência hepática Efeitos adversos Cefáleia, leucopenia, visão embaçada, vertigem, insônia, hepatotoxicidade Náuseas, vômitos e diarréia GRISEOFULVINA A N T IF Ú N G IC O S POLIÊNICOS A N T IF Ú N G IC O S POLIÊNICOS ANFOTERICINA B Isolado de Streptomyces nodosum em 1956 Uso sistêmico (Endovenoso) – Não absorvido por via oral ou intramuscular Altera a permeabilidade celular A N T IF Ú N G IC O S ANFOTERICINA B • Poliênicos Ligação • Ergosterol Membrana plasmática • Poros na membrana Extravasamento de moléculas e íons A N T IF Ú N G IC O S Atravessa a barreira placentária Febre, calafrios, cefaléia e hipotensão Nefrotoxicidade elevada Formulação em complexo lipídico Formulação em dispersão coloidal Formulação lipossomal Menor toxicidade Mais caras ANFOTERICINA B A N T IF Ú N G IC O S NISTATINA Isolado de Streptomyces nursei Uso Tópico (Oral*, Creme e Pomada) Uso restrito a candidíase de pele e mucosas Baixa toxicidade – Uso tópico Alta toxicidade – Uso sistêmico A N T IF Ú N G IC O S AZÓLICOS A N T IF Ú N G IC O S AZÓLICOS Imidazólicos e Triazólicos Imidazólicos Miconazol e cetoconazol* Uso tópico (Exceto cetoconazol) Triazólicos Fluconazol, itraconazol e voriconazol Uso oral e sistêmico Inibem a síntese do ergosterol A N T IF Ú N G IC O S AZÓLICOS Esqualeno Lanosterol Ergosterol Azólicos 14-α-demetilase Desestabiliza a membrana plasmática A N T IF Ú N G IC O S AZÓLICOS TRIAZÓLICOS Fluconazol Atravessa a barreira hematoencefálica Resistência intrínseca em Candida krusei Baixo efeito terapêutico em Candida glabrata Itraconazol Boa disponibilidade em tecidos queratinizados Voriconazol Sintetizado a partir do fluconazol Espectro de ação estendido A N T IF Ú N G IC O S ALILAMINAS A N T IF Ú N G IC O S ALILAMINAS TERBINAFINA Uso oral e tópico Eficaz no tratamento de onicomicose, tinha do couro cabeludo e infecções fúngicas de pele Efeito superior a griseofulvina e itraconazol em onicomicoses Inibe a síntese do ergosterol A N T IF Ú N G IC O S ALILAMINAS Esqualeno Lanosterol Ergosterol Azólicos 14-α-demetilase Desestabiliza a membrana plasmática Alilaminas Esqualeno epoxidase A N T IF Ú N G IC O S TERBINAFINA Toxicidade semelhante ou inferior a do itraconazol Baixa toxicidade por via oral Distúrbios gastrointestinais Moderada toxicidade por uso tópico Erupção cutânea e urticária ALILAMINAS A N T IF Ú N G IC O S EQUINOCANDINAS A N T IF Ú N G IC O S EQUINOCANDINAS CASPOFUNGINA Primeira equinocandina a receber aprovação para comercialização Uso oral e sistêmico (intravenosa) Não possuem boa disponibilidade no fluído cérebro- espinhal Inibidor da síntese de β-1,3-glucano A N T IF Ú N G IC O S EQUINOCANDINAS A N T IF Ú N G IC O S EQUINOCANDINAS CASPOFUNGINA Indicado para candidíase e aspergilose invasiva Indicada para candidíase causada por Candida spp. resistentes aos azóis e a anfotericina B Efeitos adversos: Febre e náuseas A N T IF Ú N G IC O S Alvos farmacológicos Griseofulvina Fuso mitótico Fungistática Poliênicos (Anfotericina B) Ergosterol de membrana Fungicida Equinocandinas (Caspofungina) Síntese da parede Fungicida Azólicos (Fluconazol e itraconazol) Síntese do ergosterol Fungistático Alilaminas (Terbinafina) Síntese do ergosterol Fungistático A N T IF Ú N G IC O S AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA T E S T E D E S E N S IB IL ID A D E Clinical and Laboratory Standards Institute CLSI Adotado no Brasil T E S T E D E S E N S IB IL ID A D E Meios de cultura Preparo do inoculo Temperatura de incubação Tempo de leitura CIM / MIC – Concentração Inibitória Mínima A menor concentração de um agente antimicrobiano que inibe o crescimento do micro-organismo em testes de sensibilidade. Interpretação Sensibilidade Com base em estudos multicêntricos de correlação de respostas in vivo e in vitro, são definidos pontos de corte para o MIC. T E S T E D E S E N S IB IL ID A D E Resultados (MIC): Fluconazol: 64 µg/ml Itraconazol: 0,5 µg/ml Anfotericina B: 0,5 µg/ml Caspofungina: 0,0625 µg/ml Agente antifúngico Sensível Intermediário Resistente Fluconazol ≤1 2-4 ≥8 Itraconazol ≤0,125 0,25-0,5 ≥1 Anfotericina B ≤2 - >2 Caspofungina ≤0,125 0,25- 0,5 ≥1 T E S T E D E S E N S IB IL ID A D E Resultados (MIC): Fluconazol: 64 µg/ml ( Resistente) Itraconazol: 0,5 µg/ml (Intermediário) Anfotericina B: 0,5 µg/ml (Sensível) Caspofungina: 0,0625 µg/ml (Sensível) Agente antifúngico Sensível Intermediário Resistente Fluconazol ≤1 2-4 ≥8 Itraconazol ≤0,125 0,25-0,5 ≥1 Anfotericina B ≤2 - >2 Caspofungina ≤0,125 0,25- 0,5 ≥1