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Antifúngicos → Residentes do reino Fungi são bastante diversos → Existem mais de 100.000 espécies conhecidas de fungos → Incluem: leveduras, bolores, cogumelos, pragas de plantas, Aspergillus e Candida albicans → Apenas cerca de 400 fungos causam doenças em animais e menos ainda causam doenças significativas em humanos → As infecções fúngicas estão se tornando mais comuns em pacientes com sistema imune comprometido (AIDS, câncer, transplantados) [Célula Fúngica] → Células eucarióticas: similar à do nosso organismo → pode comprometer o hospedeiro também e não só o fungo → Mais de 50 espécies são patogênicas ao homem → São microrganismos de estrutura mais complexa que as bactérias. → Parede celular rígida (composta por quitina e glicanos) e membrana celular (ergosterol para estabilidade dessa membrana) MEMBRANA E PAREDE CELULAR → Principais componentes da parede celular fúngica: 1. Esterol na membrana plasmática: ergosterol → estabilidade 2. Quitina 3. Glicanos: β-1,3-D-glicana/β-1,6-D-glicana [Doenças Fúngicas] → Infecções por fungos: “micoses” → Superficiais (camadas mais superficiais da pele ou pelo → pitríase) → Cutâneas (epiderme e unhas → dermatofitoses) → Subcutâneas (localizadas abaixo da pele → esporotricose) → Sistêmicas (que afetam os órgãos mais profundos → histoplasmose) → Oportunista (inofensivo em habitat normal → candidíase) → Muitos dos fungos passíveis de causar micoses vivem em associação com o homem como comensais e estão presentes no meio ambiente Dermatofitoses (sinônimos: Tinha, Tinea) → São infecções causadas por fungos que atingem a pele, unha e cabelos, classificadas conforme a localização · Tinea capitis: couro cabeludo · Tinea cruris: virilha · Tinea pedis: pé · Tinea corporis: corpo → Causadas por dermatófitos: Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton – vão se localizar no tecido onde há mais queratina → Alguns fungos vivem naturalmente em nosso corpo sem causar sintomas. No entanto, se eles começam a se reproduzir rapidamente podem causar doenças → Quando encontram condições favoráveis, como calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo, estes fungos podem se proliferar Oportunistas → Ocorrem em pacientes debilitados e com comprometimento imunológico → Mais notáveis: Candida, Aspergillus, Cryptococcus sp. e a murcomicose → Situações Oportunistas: · Deficiência nutricional · Imunodeficiências · Câncer: quimio e radioterapia · Medicamentos: Corticoterapia, Antibióticos · Quimioterapia e Radioterapia · Lesões orais e próteses · Higiene oral pobre [Antifúngicos] → Os antifúngicos são classificados: sistêmicos e tópicos → Alguns antifúngicos (azóis) podem ser administrados por via sistêmica ou tópica e muitas micoses superficiais podem ser tratadas sistêmica ou topicamente → Ideal: · Amplo espectro de ação · Baixa toxicidade farmacológica (menos efeito colateral) · Múltiplas vias de administração · Baixo custo → Nossas células são parecidas com as células fúngicas (eucarióticas) o que dificulta a obtenção de alvos, limitando o número de drogas desenvolvidas → Desafio: antifúngicos mais específicos para a célula fúngica e menos tóxicos para o homem → Os agentes antifúngicos podem produzir efeitos tóxicos. PRINCIPAIS ALVOS → Ergosterol presente na membrana → azóis (impedem a síntese do ergosterol) → Esqualeno: precursor da célula fúngica para a síntese do ergosterol → terbinafina atua inibindo a enzima que converte a esqualeno em ergosterol → Betaglicanos e a quitina que fazem parte dos componentes da parede → Canal formado com o uso da anfotericina (toxica) e da nistatina (infecções superficiais) → desestabilização da membrana → Equinocandinas: atuam inibindo a ação da beta-1,3-glicano e da beta-1,6-glicano → acabam interferindo na betaglicano sintase, → estrutura da parede. → Há também, fármacos que atuam na síntese dos ácidos nucleicos, inibindo a síntese de DNA da célula fúngica. AGENTES ANTIFÚNGICOS → Sistêmico: Fármacos para infecções fúngicas fortemente invasivas: · Poliênicos (Anfotericina B) · Flucitosina · Azóis · Imidazóis: Clotrimazol, Miconazol, Cetoconazol, Econazol, Butoconazol, Oxiconazol, Sertaconazol, Sulconazol · Triazóis: Terconazol, Itraconazol, Fluconazol, Voriconazol, Posaconazol · Equinocandinas (caspofungina, micafungina)antifúngicos sistêmicos uso VO para infecções mucocutâneas · Griseofulvina · Terbinafina → Tópico: · Azóis de uso tópico: Clotrimazol, Miconazol, Cetoconazol · Estruturalmente diversos: Terbinafina, Poliênicos (Nistatina), Ácido undecilênico Principais Classes de Antifúngicos → Poliênicos: Anfotericina B e Nistatina → Azóis: Imidazóis e Triazóis → Amplo espectro ação; Biodisponibilidade VO; Baixa toxicidade → Alilamina: Terbinafina → Equinocandinas: Caspofungina e Micafungina → Classe mais recente de antifúngico, porém tem baixo espectro ação, baixa biodisponibilidade VO e difícil síntese → Griseofulvina → Flucitosina [Antifúngicos Poliênicos] Anfotericina B → Primeiro antifúngico eficaz no tratamento de micoses profundas, invasivas. → Antifúngico poliênico de estrutura complexa com amplo espectro de ação → Toxicidade (parenteral) → Estrutura anfipática (facilita a formação de poros) Mecanismo de Ação: Síntese de Ergosterol → Esqualeno (precursor da célula fúngica para a formação do ergosterol) → lanosterol → zimosterol → ergosterol (componente propriamente dito da membrana) → Para essa síntese, algumas enzimas são essenciais: esqualeno epoxidase (converte esqualeno em futuro lanosterol), 14-alfa-dimetilase (converte lanosterol em zimosterol) a delta-14-redutase → Esses fármacos podem ter dois mecanismos: podem ser fungistáticos ou fungicidas, depende da concentração obtida nos fluidos corporais e da sensibilidade dos fungos → Liga-se ao ergosterol presente na membrana do fungo → afinidade pelos componentes lipossolúveis do fármaco → Altera sua permeabilidade e também forma poros → Provoca a perda de moléculas (extravasamento íons) → poro → Provoca a morte da célula fúngica → Amplo espectro de atividade: Aspergilose invasiva, Blastomicose, Candidíase, Coccidioidomicose, Criptococose, Histoplasmose, Mucormicose, Esporotricose → Agente antifúngico sistêmico para infecções fortemente invasivas → Maiores efeitos tóxicos (nefrotóxico, hepatotóxico) → Amplo espectro ação: fungicida → indução inicial para diminuir carga fungica → substituído pelos azóis Farmacocinética → Não é bem absorvida pela pele e mucosas, sendo pouco absorvida pelo TGI, sendo assim, administrada por via EV → Quatro preparações disponíveis: (EV) Convencional (pó liofolizado) – mais tóxico↓ perfil de toxicidade (nefrotoxicidade) Menos efeito colateral Custo mais elevado Para indivíduos que não respondem a outro • Dispersão coloidal • Lipossomas • Complexo lípídico Uso Terapêutico → Micoses profundas: · Aspergilose pulmonar por Aspergillus fumigatus · Esofagite por Candida · Histoplasmose por Histoplasma capsulatum · Criptococose por Cryptococcos neoformans · Meningite por Coccidioides · Blastomicose (doença pulmonar) · Esporotricose (ferimentos e úlceras na pele e nas mucosas) · Mucormisoce invasiva → Utilizado em infecções sistêmicas (invasivas) → Forma suspensão → IV lenta e contínua (↓efeito adverso) → Contra indicado gravidez e lactação → Resistência fúngica: substituem o ergosterol por determinados esteróis precursores (mutação), modificação molécula alvo → Efeito adverso: reações agudas à IV: febre, vômitos e calafrios e reações crônicas: comprometimento renal Nistatina → Atividade antifúngica predominante sobre Candida spp. → Tratamento de candidíase vaginal (creme) (Azóis são mais eficazes) → Suspensão oral é indicada para o tratamento de candidíase da cavidade bucal e do trato digestivo superior (esofagite por Candida) → Antifúngico poliênico → Mesmo mecanismo de ação da Anfotericina B → Fungicida ou fungistático Farmacocinética → Não é usada por via parenteral (alta toxicidade) → Administração: tópica, VO Efeitos adversos → Raros → VO: náuseas, vômitos e diarreia → Tópico: irritação[Derivados Azólicos] IMIDAZÓIS E TRIAZOIS → Agentes fungistáticos sintéticos de amplo espectro de atividade: · Diazóis (imidazóis) · Triazóis: metabolizados mais lentamente e exercem menos efeito sobre a síntese de esteróis humanos que os imidazois. → Imidazóis · Cetoconazol (tópico e sistêmico), Clotrimazol (tópico), Miconazol (tópico), econazol, tioconazol, oxiconazol, sertaconazol, butoconazol, sulconazol. → Triazóis · 1ª geração: Fluconazol, Itraconazol (sistêmico) · 2ª geração: Terconazol · 3ª geração: Voriconazol, Posaconazol → Compartilha mesmo espectro antifúngico e mesmo mecanismo de ação (inibir a síntese do ergosterol) → Atividade antifúngica: Candida ssp, Cryptococcus neoformans, Blastomyces dermatitidis, Histoplasma capsulatum, Coccidioides ssp, Paracoccidioides brasiliensis. Interação medicamentosa → Os azóis interagem com as CYPs hepáticas como inibidores: CYP3A4 (envolvida na metabolização de diversos fármacos), 2C9, 2C19) → Pode elevar os níveis plasmáticos de fármacos: · Alprazolam · Buspirona · Carbamazepina · Digoxina · Felodipina · Haloperidol · Losartan · Midazolam · Omeprazol → Fármacos que reduzem atividade azóis: antiácidos, barbitúricos, cimetidina, fenitoína, rifampicina → Combinações com antifúngicos azóis devem ser contra indicadas Mecanismo de ação → Síntese do ergosterol: precursor que é o lanosterol → enzima 14-alfa-demetilase → converte o lanosterol em zimosterol → Azolicos atuam sob a enzima 14-alfa-demetilse → inibe a conversão de lanosterol para zimosterol → célula fúngica tem acúmulo de lanosterol → danoso → desestabilização da membrana → morte celular da célula fúngica. Derivados Imidazólicos CETOCONAZOL → Foi substituído (administração VO) pelo itraconazol no tratamentos de todas as micoses (exceto quando o menor custo do cetoconazol supera as vantagens do outro medicamento). → O itraconazol carece de hepatotoxicidade produzida pelo cetoconazol → Indicações: Blastomicose (pulmão), Histoplasmose (pulmão), Coccidioidomicose (pulmão), Micose superficial, Paracoccidioidomicose (pulmão), Dermatofitoses, tínea versicolor (pele), Candidíase mucocutânea, vulvovaginite por Candida, Candidíase oral e esofagiana. → Desvantagens · Inibe a biossíntese de testosterona (impotência, ginecomastia) · Hepatotóxico · Distúrbios TGI · Náusea, vômito Clotrimazol → Imidazólico de amplo espectro → Fungistático → Tratamento: Dermatomicoses por dermatófitos, leveduras (Tinea pedis), Tópico de infecções cutâneas e vaginais por C. albicans → Uso tópico (creme, loção, solução creme/comprimido vaginal) → Efeito colateral: cólica abdominal → Pode ocasionar irritação gastrintestinal por VO, em pacientes que usam pastilhas e incidência desse efeito colateral é muito baixa (5%). → Disponível na forma de creme, loção e solução a 1% e pastilhas de 10mg. As pastilhas devem ser dissolvidas na boca, 5 vezes ao dia, durante 14 dias Miconazol → Formulação: creme 2%, pomada, loção, supositório vaginal → Indicado no tratamento de Tinea pedis (pé de atleta), Tinea cruris (micose na região da virilha), Tinea corporis e onicomicoses (micose nas unhas) causadas pelo Trycophyton; e candidíase cutânea (micose de pele) → Efeito adverso: prurido ou irritação local → Seguro na gestação Derivados Triazólicos FLUCONAZOL → Indicações · Infecções urinárias (cistite) por Candida · Candidíase orofaríngea (200mg/dia) · Candidíase vaginal (150mg/dia) · Meningite criptocócica (400mg/dia) → Não ativo: histoplasmose, blastomicose, aspergilose → Efeitos adversos: náuseas, vômito, cefaléias, prurido, dor abdominal → Inibidor CYP 3A4 e 2C9 – evitar uso concomitante ITRACONAZOL → Está disponível em forma de cápsulas e solução (VO) → Risco C: Teratogênico em ratos (contraindicado na gravidez) → Uso: infecções sistêmicas · Micoses profundas 200g, 3x/dia · Histoplasmose 200mg/dia · Onicomicose 200mg, 1x/dia/12 semanas · Candidíase OF 100mg, 1x/dia → Inibidor CYP3A4 evitar uso concomitante → Efeitos Adversos: Náuseas, vômito, cefaleias, tontura, desconforto GI, hepatotoxicidade Também é utilizado de forma sistêmica, hoje está disponível em forma de capsula e solução para uso por via oral, e temos o risco C na categoria durante a gestação que significa que temos estudos mostrando teratogenicidade em animais, não é em mulheres, mas como não tem estudos ainda em mulheres gestantes e tem comprovação em animais, é contraindicado, não é aquele que vamos avaliar risco e benefício. É usado em micoses profundas, Histoplasmose, onicomicose e candidíase orofaríngea, e alguns efeitos colaterais do medicamento: náusea, vomito, cefaleias, tonturas, desconforto gástrico que é muito comum e hepatotoxicidade. Além disso é um inibidor da CYP e pode causar interação medicamentosa, todos os azólicos a gente não pode esquecer disso. 3) VORICONAZOL Também é um derivado triazólico que é um dos mais novos, dentro das gerações acaba sendo os mais novos, tem amplo espectro de ação, tem biodisponibilidade oral de 96%, é metabolizado pela CYP 2C19, e é um inibidor da CYP, portanto temos que ter cuidado com as interações. Ele é utilizado para infecções sistêmicas mais invasivas, então usamos para aspergilose invasiva e acaba sendo um dos tratamentos de primeira opção, pode ser doenças invasivas por candida e candidíase esofágica também pode ser uma opção de tratamento. Efeito adverso: teratogenicidade em animais, contraindicado na gestação e hoje está na categoria de risco D. Causa hepatotoxicidade e o nosso fármaco de referência é o Vfend. image6.png image7.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png