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Diagnóstico e prognóstico da doença periodontal Gengivite marginal crônica Periodontite crônica Quando formos dar o diagnóstico da gengivite vamos ter que avaliar todos os sinais e sintomas, mas o sinal determinante para o diagnóstico é o sangramento a sondagem. Avaliamos se a faixa da gengiva inserida está bem firmemente aderida, variando de 1 a 9 mm de largura. 1 mm de largura é compatível com a saúde periodontal, desde que o indivíduo pratique uma higiene oral adequada A gengiva inserida aguenta a mastigação e a deflexão dos alimentos e toda vez que ela se afasta do colo do dente a pessoa fica mais propensa a acumular bactérias na região. Recessão gengival: migração da margem da gengival (a recessão é impedida pela gengiva inserida) Bolsa periodontal: migração do epitélio juncional Periodonto normal – Osso alveolar A forma triangular da crista óssea é determinada pelo ponto de contato. Dentes com diastemas terão suas crista no formato de um platô A técnica radiográfica utilizada para identificarmos o formato da crista óssea deve ser a técnica do paralelismo Quem determina a forma da crista óssea é o ponto de contato Devemos avaliar se tem presença da lâmina dura na radiografia Macete: traçar uma linha de uma cunha de esmalte até a outra para ver se a linha vai ser paralela (osso normal) ou se não vai ser paralela (ocorrendo perda óssea) Quanto mais anterior o dente, mas triangular é a papila e mais acentuada é a crista óssea Quando mais posterior o dente, mais platô é a crista óssea Gengivite e periodontite Essas doenças periodontais inflamatórias se devem a placa bacteriana. Quase todas as doenças que produzem a destruição do periodonto, apresentam como alteração principais a inflamação. Obs: exceto as neoplasias, que por sinal são raras Gengivite marginal crônica Se a pessoa tiver gengivite e não tiver perda óssea (raio-x) nós chamamos de gengivite marginal crônica. Ela pode ser generalizada ou fibrogranulosa: Generalizada: se tiver tudo acumulada (em vários dentes) Fibrogranulosa: algumas regiões fibrosas (crescida na coroa) e outras granulosas Nesse tipo de gengivite há o engrossamento da gengiva marginal livre; inflamam as papilas interdentárias. As alterações do contorno e o sangramento a sondagem são importantes para o diagnóstico Consistência Fibrosa: textura granulada Flácida: textura lisa Obs: granulado gengival: não é sinal seguro de saúde gengival, pois é observado em gengivas normais e inflamadas Etapas da gengivite Gengivite congestiva: gengiva vermelha, lisa e brilhante. (Dilatação dos vasos) Gengivite edematosa: extravasamento de líquido Gengivite ulcerosa: epilético seca devido a extravasamento líquido e acaba ulcerando Podemos resumir tudo em gengivite marginal crônica Presença de fatores etiológicos Halitose Os pacientes com grande quantidade de placa dentária têm halitose como consequência. No caso da necrose é muito perceptível O odor da gengivite é rançoso e desagradável já o odor da GUNA é um odor putrefato e penetrante Pontos de sondagem Devemos sondar as faces vestibular, lingual, mesial e distal dos dentes No dente molar possuímos 8 pontos de sondagem São 312 pontos de sondagem ao todo na boca. Dentes anteriores A sonda deve ser colocada suavemente paralela ao longo eixo do dente até provocar uma leve isquemia Dentes posteriores Devemos inclinar a sonda Fatores locais que impedem a detecção correta: restauração em excesso, cálculos subgengivais Periodontite Quem determina o diagnóstico da periodontite é o sangramento a sondagem, bolsa e perda óssea Perda óssea: horizontal, vertical e defeitos ósseos Exame clinico: migração dos dentes Manejo do paciente Exame clínico Sinais de doença periodontal Exame clinico: raios x: avaliar se houve perda óssea horizontal, vertical ou defeito ósseos Analisamos a profundidade da sondagem: 4mm acima já é periodontite Abscesso periodontal: secreção purulenta localizada nos tecidos periodontais Orientações para se determinar a gravidada da periodontite Perda óssea Perda óssea horizontal: progressão da gengivite para uma periodontite. É decorrente somente da doença periodontal não tratada Prognóstico melhor É a perda óssea em sentido vertical; o braço da alavanca ficou maior que a resistência É um sinal de que há um trauma oclusal Tem o pior prognóstico Aspectos radiográficos frequentes Prognóstico em Periodontia Avaliação baseada no diagnóstico, no resultado ou na indicação de uma possível doença Ex: prognóstico favorável Ação que, se pautando em dados reais, indica Prognóstico bom → Quando é possível eliminar a doença e obter saúde gengival e função normal Lesões agudas: GUNA, Abscesso Gengivite: remoção da causa como cálculo e excesso de restauração, orientação do paciente, Lesão de furca grau I: área entre as raízes e a sonda penetra 1/3 Perda óssea até ⅔ do comprimento da raiz Mobilidade grau 1 Prognóstico reservado → Quando, apesar de eliminada a doença, não é possível assegurar a manutenção da saúde alcançada. O paciente deve ser informado que a manutenção periódica é importante para o resultado visto que temos um prognóstico reservado Perda óssea no limite dos ⅔ da raiz: o dente tem mobilidade de Lesão de furca grau II: a sonda entra até metade Prognóstico mau → Quando não é possível eliminar a doença para se obter a função adequada Grau de mobilidade Grau I: movimento vestibular e lingual: prognóstico bom Grau II: movimento mesial, distal, vestibular e lingual: prognóstico reservado Grau III: intrusão dental (dente afunda dentro do alvéolo); prognóstico mal Prognóstico De acordo com o envolvimento dos tecidos periodontais se classifica o prognóstico em: A- Gengival: as gengivites têm prognóstico BOM B- Periodontal: quando a destruição periodontal alcança os tecidos de suporte, o prognostico compreende duas partes: prognostico total e prognostico individual para cada dente Prognóstico total → O prognóstico total é o básico e deve ser analisado em primeiro lugar, levando em consideração fatores clínicos e radiográficos. O dente não deve ser individualmente considerado Observações: Diante de um prognóstico total mau (quando a maioria dos dentes -metade mais 1- 11 for mal), não se tratará de manter dentes com prognóstico duvidoso Ex: 11 dentes ruins devem ser extraídos porque não vão ter suporte de dentes saudáveis Entretanto alguns dentes com o prognóstico reservado individualmente, poderão ser mantidos em virtude de haver um prognóstico total favorável Ex: alguns dentes caindo só que temos dentes saudáveis que vão segurar os que estão caindo Também um prognóstico total bom, não implica que não se possa extrair alguma peça dentária com prognóstico indiciado mau Ex: exodontia de um siso com pericoronarite Fatores que determinam o prognóstico · Resposta individual · Estado sistêmico do paciente · Tipo de perda óssea · Quantidade de fatores irritativos · Número e distribuição dos dentes remanescentes · Relação com o dente adjacente · Idade do paciente · Conhecimento e habilidade do profissional Resposta individual → A resposta individual pode ser avaliada empiricamente, tomando se em conta: a idade do paciente, a quantidade e distribuição de fatores irritativos locais, a severidade e distribuição da perda óssea, e desta avaliação surge o chamado “fator ósseo” Fator ósseo Positivo: paciente jovem, presença de fatores irritativos e perda óssea horizontal de até ⅓ da raiz, bolsas rasas, poucos dentes ausentes. Prognóstico bom Negativo: paciente idoso, ausência de fatores irritativos e perda óssea vertical maior que ⅔ do comprimento da raiz; bolsas profundas; muitos dentes ausentes Antecedentes sistêmicos do paciente O prognóstico depende fundamente do possível controle do fator sistêmico Exemplos: Alteração hormonal devido a menopausa (folículo) pode levar a uma gengiva descamando e queimando Diabetes descontrolada Drogas:medicamentos Assim sendo, o prognostico é desfavorável se a inflamação representa um fator secundário que se sobrecarrega a uma troca de origem sistêmica Tipo de perda óssea Bom: até ⅔ Reservado: limite dos ⅔ Mau: maior que 2/3 Perda óssea horizontal A perda óssea horizontal tem um prognóstico favorável em relação a perda vertical por não ter trauma oclusal associado nem defeito ósseo Perda óssea vertical Prognostico pior Questão: O paciente da radriografia ao lado esta com alguma deonça periodontal? Não O paciente tem qual prognostico? Bom, porque já foi realizado o tratamento da perda ossea dele Qual o tratamento? Nenhum porque a reabsorção da lamina dura já foi controlada e o que o osso que perdeu na altura nunca mas se forma Com isso concluímos que a radiografia não distingue perda óssea tratada de não tratada Quantidade de fatores irritativos Quando for grande a quantidade de irritantes, que justifique a resposta inflamatória, melhor será o prognostico. Quando ocorre o oposto, o prognostico total é reservado, pois a resposta individual não é favorável Temos mais doença periodontal na mandíbula porque é uma região de maior acumulo de saliva, placa dental, bactérias, etc. E temos maior perda óssea na maxila devido a menor densidade óssea (trabecular) em comparação com a densidade cortical da mandíbula Número e distribuição dos dentes remanescentes Devemos levar em conta a distribuição e o número de dentes remanescentes para avaliar se o prognostico será bom, reservado ou mau Ex: diante de um prognóstico total mau, não se tratará de manter dentes com prognóstico duvidoso. Agora diante de um prognostico bom em que o paciente possua mais da metade de dentes saudáveis podemos fazer um plano de tratamento com roach, implante, o que for melhor financeiramente para o paciente. Relação com o dente adjacente Toda vez que o paciente tiver um dente vizinho saudável o prognóstico é melhor Idade do paciente A idade constitui fatos importantíssimos no prognóstico total, já que o tempo representa um dos índices fundamentais, que condicionam a ação deletéria da agressão bacteriana Lembremos daquela questão do fator ósseo: pacientes jovens possuem um prognostico bom enquanto pacientes mais idosos apresentam um prognostico mau Atitude do paciente Os conhecimentos atuais com respeito a etiologia e prevenção das alterações gengivais/periodontais, permitem afirmar que, a atitude para com seus dentes, constitui o fator decisivo na determinação do prognóstico total Condições a serem observados A- Educação (nível educacional) B- Fatores psicológicos C- Stress emocional D- Comportamento individual Habilidade e conhecimento do profissional Conhecimento, treinamento e a experiência do profissional influem no prognóstico total, tanto através de um minucioso exame e diagnóstico, como durante o planejamento e execução do trabalho Plano de tratamento São 4 fases do tratamento periodontal Terapia preliminar (raspagem) ↓ Fase não cirúrgica ↓ Fase manutenção ↙ ↘ Fase cirúrgica Fase restauradora gengivectomia, enxerto TPS: terapia periodontal de suporte Referência das imagens do slide: Professor Verediano J M da Silveira