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<p>A StuDocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Resumo Perio I prova 1 - Karolina Viana</p><p>Periodontia I (Universidade Federal de Minas Gerais)</p><p>A StuDocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Resumo Perio I prova 1 - Karolina Viana</p><p>Periodontia I (Universidade Federal de Minas Gerais)</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-de-minas-gerais/periodontia-i/resumos/resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana/4466352/view?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-de-minas-gerais/periodontia-i/3182632?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-de-minas-gerais/periodontia-i/resumos/resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana/4466352/view?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-de-minas-gerais/periodontia-i/3182632?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>1</p><p>Exame e diagnóstico periodontal</p><p>ANAMNESE</p><p>- Queixa principal e expectativas: é normal o</p><p>paciente apresentar queixa de halitose, mobilidade,</p><p>sangramento</p><p>- História familiar e social. Dependendo do tipo de</p><p>doença o paciente apresenta história familiar.</p><p>- Hábitos de higiene oral</p><p>- História de pacientes tabagistas</p><p>- História médica e medicamentos</p><p>PERIODONTITE</p><p>Doença de origem bacteriana que gera a inflamação</p><p>dos tecidos de suporte do dente ocasionando a</p><p>perda de inserção.</p><p>É a inflamação do periodonto. Por periodonto</p><p>entende-se que é formado por 4 estruturas:</p><p>gengiva, osso, cemento e ligamento periodontal. Na</p><p>periodontite há uma inflamação dessas 4</p><p>estruturas, principalmente das estruturas</p><p>periodontais de inserção, que são o cemento, o</p><p>ligamento periodontal e o osso alveolar. A</p><p>inflamação da gengiva caracteriza-se como</p><p>gengivite.</p><p>A periodontite é uma doença inflamatória de</p><p>origem bacteriana. O trauma oclusal é capaz de</p><p>causar danos ao tecido periodontal, mas esse dano</p><p>não pode ser classificado como periodontite, pela</p><p>ausência de bactérias.</p><p>O grupo de bactérias que tem a capacidade de</p><p>causar esse tipo de dano ao tecido faz parte da flora</p><p>bucal normal do paciente. Por isso, os pacientes</p><p>com periodontite devem fazer controle a vida</p><p>inteira, pois são sempre susceptíveis. Após o</p><p>tratamento, as bactérias periodontopatogênicas se</p><p>apresentam em menor quantidade e há o</p><p>predomínio de bactérias benéficas. Porém, se</p><p>houver um desequilíbrio haverá nova atividade de</p><p>doença.</p><p>A reabsorção do osso ocorre em virtude da</p><p>tentativa do próprio organismo de controlar a</p><p>infecção bacteriana.</p><p>EXAME INTRA-ORAL – EXAME CLÍNICO</p><p>PERIODONTAL</p><p>- Profundidade de</p><p>sondagem: é impossível</p><p>determinar se o</p><p>paciente tem saúde ou</p><p>doença periodontal sem</p><p>saber a profundidade de</p><p>sondagem.</p><p>- Nível de inserção</p><p>clínica: perda de osso.</p><p>- Sangramento à</p><p>sondagem</p><p>- Nível de mobilidade</p><p>- Lesão de furca</p><p>Esses parâmetros são úteis para elaboração do</p><p>diagnóstico e do prognóstico, individual (dente a</p><p>dente) e geral (para o paciente), e elaborar o plano</p><p>de tratamento.</p><p>CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA PERIODONTITE</p><p>� Alteração de cor e textura gengival (que</p><p>nem sempre está presente de forma</p><p>visível).</p><p>� Sangramento à sondagem</p><p>� Aumento da profundidade de sondagem</p><p>� Perda de inserção: ocorre perda de osso,</p><p>fibras do ligamento periodontal e cemento.</p><p>� Perda óssea</p><p>� Mobilidade (nem sempre está presente).</p><p>PLANO DE TRATAMENTO</p><p>Identificar a localização, topografia e extensão das</p><p>lesões periodontais. Determinar junto ao professor</p><p>orientador as áreas que deverão ser radiografadas.</p><p>A radiografia, como exame complementar, deve ser</p><p>associada às informações clínicas do paciente.</p><p>A periodontite pode ter um caráter localizado.</p><p>SONDAGEM</p><p>Sondas:</p><p>o Williams: marcações de 1, 2, 3, 5, 7 mm</p><p>o Carolina do Norte: marcações de 1mm em</p><p>1mm até 15mm.</p><p>Para que haja</p><p>o diagnóstico de</p><p>periodontite deve</p><p>haver necessariamente</p><p>alteração da</p><p>profundidade de</p><p>sondagem, alteração</p><p>do nível de inserção e</p><p>sangramento à</p><p>sondagem.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>2</p><p>� O exame periodontal deve ser sistemático</p><p>começando na região de molares. Visando a</p><p>ter uma avaliação clara do sangramento,</p><p>pois se o sangramento for intenso e</p><p>começarmos do 11, esse sangramento pode</p><p>escorrer para a região posterior.</p><p>� Sonda periodontal graduada com diâmetro</p><p>de ponta padronizada de 0,4 a 0,5mm</p><p>� Força de 0,75N – tolerância e precisão. A</p><p>força deve ser padronizada para que a</p><p>medida não seja mascarada.</p><p>� Sonda inserida paralela ao eixo vertical do</p><p>dente.</p><p>� Sondagem circunferencial, percorrendo</p><p>todo o sítio, pois em uma face podemos ter</p><p>diferentes medidas. Nas proximais devemos</p><p>medir por vestibular e lingual e anotar o</p><p>maior valor.</p><p>� Avaliar o envolvimento de furca. Ela não é</p><p>visível, pois na maioria dos casos está</p><p>recoberta por tecido mole. Por isso</p><p>devemos procurar com a sonda e mensurar</p><p>qual é o grau de envolvimento (grau I, II ou</p><p>III).</p><p>� Quando o paciente tem implante, devemos</p><p>sondá-lo com uma sonda periodontal</p><p>plástica. A sonda de metal pode gerar</p><p>ranhuras na superfície do implante gerando</p><p>nichos para a colonização bacteriana. A</p><p>sonda plástica tem marcação a cada 3mm.</p><p>ERROS INERENTES À SONDAGEM</p><p>� Espessura da sonda utilizada: se a sonda for</p><p>muito espessa pode causar erros na leitura.</p><p>� Direção da inserção da sonda: se a sonda</p><p>não for inserida paralela, pode alterar a</p><p>medida. No caso da presença de bráquets</p><p>ou outros fatores que obriguem o operador</p><p>a inclinar a sonda, devemos levar isso em</p><p>consideração antes de interpretar o</p><p>resultado.</p><p>� Posicionamento incorreto da sonda devido</p><p>a fatores anatômicos.</p><p>� Escala de graduação da sonda</p><p>� Pressão aplicada no instrumento durante o</p><p>exame: não se pode aplicar força demais</p><p>nem força de menos.</p><p>� Grau de infiltração de células inflamatórias</p><p>nos tecidos moles: se o tecido está muito</p><p>inflamado, a sonda entra com mais</p><p>facilidade, pois o edema ocasiona um</p><p>espaço intercelular muito maior. Se o tecido</p><p>está menos inflamado, a sonda tem mais</p><p>dificuldade de entrar.</p><p>Quando temos uma redução na profundidade de</p><p>sondagem após a terapia periodontal, não significa</p><p>que o ganho de inserção foi todo em osso e fibras</p><p>do ligamento periodontal. Parte da redução de</p><p>profundidade se deve a ausência da inflamação no</p><p>tecido, que o torna mais resistente à sondagem.</p><p>SANGRAMENTO À SONDAGEM</p><p>� O sangramento é devido ao infiltrado de</p><p>células inflamatórias na base do</p><p>sulco/bolsa. A ausência de sangramento é</p><p>um importante indicador de estabilidade</p><p>periodontal.</p><p>� Profundidade de sondagem: distância que</p><p>vai da margem gengival até o fundo do</p><p>sulco ou bolsa periodontal. A profundidade</p><p>nunca será zero devido à anatomia da</p><p>gengiva. A única ocasião em que podmis</p><p>medir zero é quando acabamos de fazer a</p><p>gengivectomia no paciente. Porém após a</p><p>cirurgia se</p><p>Cepas bacterianas mais virulentas ou</p><p>susceptibilidade aumentada do hospedeiro</p><p>� Comprometimento da defesa do</p><p>hospedeiro</p><p>� Persistência de patógenos</p><p>Uso abusivo: devemos estar muito seguros dos</p><p>benefícios adicionais do uso dos antimicrobianos</p><p>em comparação à terapia convencional, para evitar</p><p>o risco de resistência antibiótica e efeitos</p><p>colaterais.</p><p>ANTISSÉPTICOS EM PERIODONTIA</p><p>� Efeito terapêutico:</p><p>o Ação anti-placa</p><p>o Efeito anti-gengivite, idealmente</p><p>o Prevenção da periodontite</p><p>Indicação: uso frequente ou esporadicamente???</p><p>� O uso esporádico é bem consolidado e mais</p><p>indicado por CDs.</p><p>o Pré-procedimentos: para diminuir a</p><p>bacteremia.</p><p>o Especificidade da placa (GUNA)</p><p>o Inadequações da limpeza mecânica.</p><p>Pós operatório, por exemplo.</p><p>Amoxicilina</p><p>•Espectro aumentado</p><p>•Bactericida</p><p>•Baixa toxicidade</p><p>•Droga segura</p><p>•Excreção renal</p><p>Metronidazol</p><p>•É um quimioterápico de</p><p>espectro reduzido</p><p>(Gram negativos)</p><p>•Bactericida</p><p>•Efeitos colaterais</p><p>•Interação com o álcool</p><p>•Metabolismo hepático</p><p>Amoxicilina +</p><p>metronidazol</p><p>•7 a 10 dias</p><p>•Amoxicilina:</p><p>500mg de 8/8h</p><p>•Metronidazol:</p><p>400mg de 8/8h</p><p>Amoxicilina +</p><p>Clavulanato</p><p>•Em caso de</p><p>pessoas com</p><p>resistência ao</p><p>metronidazol</p><p>•7 a 10 dias</p><p>•500mg de 8/8h</p><p>Ciprofloxacino +</p><p>metronidazol</p><p>•Em caso de</p><p>restrições quanto</p><p>à amoxicilina</p><p>•7 a 10 dias</p><p>•Ciprofloxacino:</p><p>500mg de 12/12h</p><p>•Metronidazol:</p><p>500mg de 12/12h</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>22</p><p>� Uso frequente:</p><p>o Há recomendações dos anos 2000</p><p>que antissépticos sejam parte dos</p><p>cuidados diários de higiene bucal de</p><p>forma coadjuvante a métodos</p><p>mecânicos.</p><p>o A indicação universal ainda é</p><p>questionada. O controle químico</p><p>deve ser indicado como parte dos</p><p>cuidados diários.</p><p>o Possíveis justificativas para o uso</p><p>frequente:</p><p>x inadequação do controle</p><p>mecânico pela maioria das</p><p>pessoas. Na maioria das</p><p>pessoas, a escovação não é</p><p>capaz de alcançar 50% de</p><p>efetividade.</p><p>x Mesmo sabendo que nem</p><p>todos os casos de gengivite</p><p>evoluem para periodontite,</p><p>os métodos para identificar</p><p>indivíduos propensos a esta</p><p>progressão não são</p><p>eficientes. E só tem</p><p>periodontite quem já teve</p><p>gengivite, mas nem todas</p><p>as pessoas que tem</p><p>gengivite terá</p><p>periodontite.+</p><p>x Os antimicrobianos seriam</p><p>opção para os sítios</p><p>edêntulos que não são</p><p>possíveis de serem</p><p>higienizados com escovação</p><p>mecanicamente.</p><p>Formação da placa</p><p>1. Adsorção molecular: formação da película</p><p>adquirida.</p><p>2. Colonização por colonizadores iniciais.</p><p>3. Multiplicação dos colonizadores iniciais.</p><p>4. Modificação do ambiente em condições de</p><p>oxigênio, pH etc e modificam a sequência</p><p>de adsorção de novos microorganismos.</p><p>5. Formação de um biofilme complexo.</p><p>Os antissépticos poderiam atuar nas diferentes</p><p>fases:</p><p>a) Agentes anti-adesivos que atuassem na</p><p>formação da película adquirida. Existem,</p><p>mas são aplicados nos meios industriais</p><p>porque são tóxicos para a boca.</p><p>b) Agentes removedores que dissolvem a</p><p>placa, como detergentes. Existem, mas não</p><p>são usados de forma intra-oral. O</p><p>hipoclorito é um agente removedor.</p><p>c) Anti-patogênico: agente que mude a</p><p>composição da placa durante a sua</p><p>formação. Seriam os agentes probióticos,</p><p>que colonizariam junto com as bactérias,</p><p>ocupar espaço e mudar a patogenicidade da</p><p>placa</p><p>d) Agentes antimicrobianos: são a maioria dos</p><p>que temos disponíveis no mercado. Ação</p><p>por mecanismos bacteriostáticos ou</p><p>bactericidas, na multiplicação dos</p><p>microorganismos, impedindo a</p><p>multiplicação ou matando o</p><p>microorganismo durante o crescimento.</p><p>Impedem a evolução da placa.</p><p>Principais agentes disponíveis no mercado:</p><p>→ Todos eles têm alguma ação anti-placa e algum</p><p>efeito anti-gengivite. O que muda entre eles é a</p><p>substantividade, ou seja, a persistência de ação do</p><p>produto na boca medida em horas. A</p><p>substantividade depende da retenção deles na</p><p>superfície que mantêm sua ação antimicrobiana e</p><p>uma neutralização mínima desse efeito.</p><p>A concentração é alta na hora do bochecho, ação</p><p>bactericida, que vai caindo até passar da</p><p>concentração inibitória mínima, e neste ponto é</p><p>necessário uma nova dose. Se queremos o efeito</p><p>anti-placa e o anti-gengivite verdadeiro, devemos</p><p>bochechar rotineiramente em intervalos de tempo</p><p>indicados para que a concentração inibitória seja</p><p>mantida. Substantividade dos agentes:</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>23</p><p>Composto Agente Substantividade Esquema terapêutico</p><p>Compostos</p><p>de amônio</p><p>quaternario</p><p>Cloreto de</p><p>cetilperidíneo</p><p>3 a 4 horas Efetivo para pré-operatório, mas para prevenção de gengivite o esquema</p><p>terapêutico não é confortável. A estabilidade não é satisfatória.</p><p>Fenóis Triclosan 12 horas Foi banido dos enxaguatórios, mas é mantido nos cremes dentais (colgate total 12)</p><p>Óleos</p><p>essenciais</p><p>Listerine e</p><p>clorexidina</p><p>12 horas Listerine - substantividade de 12 horas. Esquema terapêutico confortável, 2x ao dia.</p><p>Clorexidina – mancha os dentes em uso continuo e altera o paladar, apesar de ser o</p><p>padrão ouro, por isso não se indica por mais de 21 dias.</p><p>Todos eles mostram efeito anti-placa em torno de 30%. A clorexidina e o listerine ligeiramente mais. Efeito</p><p>adicional à terapia mecânica bem interessante.</p><p>9 Escolha para uso em curto prazo: clorexidina.</p><p>9 Escolha para uso continuado: listerine.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>formará novalmente o epitélio</p><p>juncional e epitélio do sulco.</p><p>o Até 3mm: sulco normal</p><p>o > 3mm: bolsa periodontal</p><p>� Nível de inserção clínico: medida do limite</p><p>amelo-cementário até o fundo do sulco ou</p><p>bolsa periorontal.</p><p>� Recessão gengival: distância do limite</p><p>amelo-cementário até a margem gengival. É</p><p>a quantidade de raiz exposta. A retração é o</p><p>afastamento dos tecidos gengivais</p><p>horizontalmente ao dente, como quando se</p><p>usa o fio retrator para moldagem com</p><p>casquete. Quando a profundidade de</p><p>sondagem é igual ao nível clínico de</p><p>inserção, significa que não há recessão</p><p>gengival.</p><p>� A profundidade de sondagem pode ser</p><p>menor que o nível clínico de inserção, ou</p><p>uma profundidade de sondagem maior que</p><p>o nível clínico de inserção.</p><p>FURCA</p><p>Área localizada entre os cones radiculares. A parte</p><p>da raiz que não é separada, chamamos de tronco</p><p>radicular, e a parte separada chamamos de cones</p><p>radiculares</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>3</p><p>� Lesão de furca: grau de exposição radicular</p><p>HORIZONTAL, ou seja, quantidade de tecido</p><p>periodontal destruído na área inter-</p><p>radicular. A sonda mais apropriada para</p><p>avaliar a lesão de furca é a sonda de</p><p>Nabers.</p><p>o Grau I: Perda horizontal dos tecidos</p><p>de suporte não excedendo 1/3 da</p><p>largura do dente.</p><p>o Grau II: perda horizontal dos</p><p>tecidos de suporte excedendo 1/3</p><p>da largura do dente.</p><p>o Grau III: destruição lado a lado dos</p><p>tecidos de suporte na área de furca,</p><p>ou seja, envolve a furca inteira.</p><p>Os pre-molares birradiculados tem uma extensão</p><p>de tronco radicular muito grande, logo, uma</p><p>exposição de furca nesses dentes significa que o</p><p>dente está praticamente perdido.</p><p>MOBILIDADE AUMENTADA</p><p>Fatores causais:</p><p>a) Perda de suporte dentário devido a</p><p>periodontite.</p><p>b) Trauma oclusal, que causa o espessamento</p><p>do ligamento periodontal</p><p>c) Lesão inflamatória periapical</p><p>d) Cirurgia periodontal</p><p>e) Processos patológicos maxilares</p><p>Graus de mobilidade:</p><p>Mensurado com 2 instrumentos rígidos, como o</p><p>cabo do espelho e a pinça.</p><p>� Grau I: mobilidade fisiológica do dente no</p><p>ligamento periodontal de 0,1 a 0,2mm no</p><p>sentido horizontal. O implante dentário</p><p>osteointegrado não apresenta mobilidade</p><p>fisiológica pois não tem ligamento</p><p>periodontal.</p><p>� Grau II: mobilidade aumentada de no</p><p>máximo 1mm no sentido horizontal</p><p>� Grau III: mobilidade maior que 1mm no</p><p>sentido horizontal.</p><p>� Grau IV: mobilidade no sentido horizontal e</p><p>no sentido vertical.</p><p>ÍNDICE DE PLACA</p><p>O índice de placa é importante porque a</p><p>periodontite é causada por bactérias, que</p><p>normalmente estão organizadas na forma de um</p><p>biofilme na superfície dental.</p><p>É ideal corar com fucsina e explicar para o paciente</p><p>sobre a relação da higienização e a doença</p><p>periodontal. Se o paciente tiver restaurações</p><p>estéticas devemos passar vaselina antes de corar.</p><p>Esse índice avalia a presença de placa nas</p><p>superfícies lisas e é classificado da seguinte forma:</p><p>� 0: ausência de placa</p><p>� 0,5: presença de pontos esparsos fora da</p><p>junção dento gengival</p><p>� 1: placa supra-gengival até 1/3 da superfície</p><p>exposta do dente.</p><p>� 2: placa supra gengival cobrindo mais de</p><p>1/3 ou menos de 2/3 da superfície</p><p>� 3: placa cobrindo mais de 2/3 da superfície</p><p>exposta do dente.</p><p>Registrar o maior valor encontrado por sextante.</p><p>Considerar o pior valor em tudo. 18 seria 100% de</p><p>placa.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>4</p><p>Terapia periodontal básica</p><p>GENGIVA NORMAL</p><p>A gengiva deve estar na altura cemento-esmalte. Na</p><p>região interproximal a gengiva ocupa o espaço</p><p>entre um dente e outro. Quando a gengiva marginal</p><p>livre migra para o sentido apical em relação à</p><p>junção cemento-esmalte ocorre a recessão</p><p>gengival.</p><p>Quando temos o ponto de contato, a papila</p><p>gengival preenche todo o espaço. Quando o</p><p>paciente tem diastemas, a gengiva acompanha o</p><p>tecido ósseo.</p><p>Em indivíduos melanodermas, manchas de</p><p>melanina são comuns na gengiva. A melanina é</p><p>produzida pelos melanócitos que se encontram na</p><p>camada basal entre o epitélio e o tecido conjuntivo.</p><p>Dessa forma, é possível fazer cirurgia para remover</p><p>essas manchas, através de raspagem da gengiva nas</p><p>áreas onde ela é pigmentada. O epitélio é raspado</p><p>até ultrapassar um pouco o tecido conjuntivo. Essa</p><p>cirurgia é chamada de melanoplastia. Porém, há a</p><p>recidiva, pois, é impossível eliminar todos os</p><p>melanócitos, que proliferam.</p><p>� Textura gengival: a gengiva saudável, na</p><p>maioria das vezes tem aspecto de casca de</p><p>laranja. Porém cerca de 30% da população</p><p>mundial não tem esse aspecto.</p><p>Histologicamente, as fibras do tecido</p><p>conjuntivo estão direcionadas para o</p><p>epitélio. A característica de direcionamento</p><p>das fibras dá a visão externa de casca de</p><p>laranja. Quando o paciente que tem esse</p><p>aspecto o perde, é porque está ocorrendo</p><p>inflamação naquele local. Quando há</p><p>inflamação gengival, a estrutura de</p><p>colágeno é gradativamente perdida pela</p><p>produção de colagenase das bactérias.</p><p>Quando ocorre a destruição, as fibras de</p><p>colágeno que antes estavam direcionadas</p><p>para o epitélio, começam a ficar irregulares.</p><p>Isso se transmite externamente na perda do</p><p>pontilhado.</p><p>� Consistência da gengiva:</p><p>o Periodonto com biotipo espesso:</p><p>gengiva mais fibrosa. É mais fácil de</p><p>ser manipulado.</p><p>o Periodonto com biotipo fino. É mais</p><p>susceptível de sofrer recidiva da</p><p>doença, pois tem menos células de</p><p>defesa e menos fibras colágenas do</p><p>que o periodonto do tipo espesso.</p><p>CONDIÇÃO GENGIVAL NA DOENÇA PERIODONTAL</p><p>� Alteração de cor: ocorre em virtude da</p><p>reação inflamatória que aumenta o calibre</p><p>dos vasos sanguíneos causando hiperemia</p><p>naquela região. Ocorre também o edema e</p><p>normalmente sangramento à sondagem, ou</p><p>mesmo uma profundidade de sondagem</p><p>alterada, acima de 3mm.</p><p>� Alteração de textura</p><p>� Alteração de consistência</p><p>A gengiva inflamada apresenta os 4 sinais cardinais</p><p>da inflamação (calor, rubor, tumor, dor), além de</p><p>poder apresentar supuração e sangramento à</p><p>sondagem.</p><p>GUN</p><p>Gengivite ulcerativa necrosante. Comum em</p><p>paciente fumante, normalmente em períodos de</p><p>forte estresse. Também é relativamente comum</p><p>em pacientes HIV positivo. Essa doença é</p><p>caracterizada pela perda das papilas.</p><p>SANGRAMENTO À SONDAGEM</p><p>É o exame fatal para diagnosticar o paciente com</p><p>gengivite.</p><p>PRESENÇA DE PLACA E CÁLCULO</p><p>� Cálculo: é a placa bacteriana/biofilme</p><p>mineralizado. Sua superfície é muito</p><p>irregular, dessa forma ele retém mais</p><p>biofilme ainda. A superfície lingual dos</p><p>dentes inferiores é uma região com maior</p><p>acúmulo de cálculo porque é uma região de</p><p>grande acúmulo de saliva, e essa saliva</p><p>juntamente com as bactérias formam o</p><p>cálculo.</p><p>� Controle mecânico da placa:</p><p>o Auto-controle: escovação, fio</p><p>dental e bochechos.</p><p>o Controle profissional: raspagem e</p><p>alisamento radicular, polimento</p><p>coronário.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>5</p><p>RASPAGEM</p><p>Processo pelo qual removemos cálculo e biofilme</p><p>supra e sub-gengival do paciente. É a terapêutica</p><p>que visa a remover os depósitos sobre a superfície</p><p>dentária. Esses depósitos podem causar direta ou</p><p>indiretamente um efeito patogênico.</p><p>INSTRUMENTAL</p><p>9 Instrumentos manuais</p><p>9 Sônicos e ultra-sônicos</p><p>9 Rotatórios</p><p>9 Movimento alternado</p><p>� Instrumentos manuais: são constituídos de</p><p>cabo, haste e lâmina. A lâmina também pode</p><p>ser chamada de ponta ativa. A haste liga o cabo</p><p>até a ponta ativa.</p><p>o Sondas periodontais: localizar, medir e</p><p>marcar bolsas e determinar seu curso nas</p><p>superfícies dentárias. Detectar o cálculo</p><p>sub-gengival durante a raspagem.</p><p>Entramos com a sonda contornando a</p><p>superfície</p><p>e sentindo a irregularidade.</p><p>o Instrumentais para raspagem e</p><p>alisamento radicular: foices, enxadas,</p><p>cinzéis, limas. As curetas conseguem</p><p>substituir todos os demais instrumentos.</p><p>x Curetas: conseguem se adaptar</p><p>precisamente ao longo da superfície</p><p>dentária. Trabalha realizando o</p><p>movimento de tração. Temos 2</p><p>grupos de curetas: específicas (com 1</p><p>angulos de corte) ou universais (com</p><p>2 angulos de corte).</p><p>� Curetas universais ou McCall:</p><p>tem pontas ativas que se</p><p>adaptam na maioria das áreas da</p><p>dentição. Sua ponta ativa tem</p><p>corte dos dois lados. A face da</p><p>lâmina está em ângulo de 90°</p><p>com o último segmento da</p><p>haste. É desenhada para a</p><p>raspagem de todos os dentes, a</p><p>nível supra-gengival.</p><p>� Curetas específicas ou curetas</p><p>de Gracey: são desenhadas para</p><p>áreas específicas e podem ser</p><p>usadas para a área subgengival.</p><p>Quanto maior o número da</p><p>cureta, mais pra posterior ela é</p><p>desenhada:</p><p>- 1-2 e 3-4: dentes anteriores</p><p>- 5-6: anteriores e pré-molares</p><p>- 7-8 e 9-10: pré-molares em</p><p>todas as faces e faces V e L de</p><p>molares</p><p>- 11-12: mesial dos posteriores</p><p>- 13-14: distal dos posteriores.</p><p>Posicionamento e movimento da cureta: na região</p><p>mais apical do cálculo. A partir daí, pressionamos a</p><p>cureta contra o dente e fazemos o movimento de</p><p>tração. O movimento de raspagem é um</p><p>movimento curto e firme. O alisamento radicular é</p><p>um movimento mais suave e longo. A cureta não</p><p>passa da face oclusal. O limite para a cureta</p><p>normalmente é o ponto de contato.</p><p>Técnica, empunhadura e movimentos de</p><p>raspagem</p><p>A raspagem e o alisamento radicular são a base do</p><p>tratamento periodontal. A completa remoção de</p><p>placa e cálculo subgengival é essencial para o</p><p>sucesso da terapia periodontal.</p><p>Instrumentos usados:</p><p>• Sonda, para localizar, mensurar e indicar as</p><p>bolsas</p><p>• Curetas para raspagem supragengival e</p><p>subgengival</p><p>Curetas universais ou McCall: tem duas</p><p>bordas cortantes e podem ser usadas para</p><p>quase todas as áreas da dentição. Usadas para</p><p>raspagem supra-gengival.</p><p>Curetas área-específicas ou curetas de</p><p>Gracey: são as melhores para raspagem sub-</p><p>gengival e alisamento radicular por</p><p>apresentarem apenas uma face cortante e por</p><p>se adaptarem a anatomia radicular complexa.</p><p>→ Gracey 1-2 e 3-4: Dentes anteriores</p><p>→ Gracey 5-6: Dentes anteriores e pré-molares</p><p>→ Gracey 7-8 e 9-10: Dentes posteriores:</p><p>vestibular e lingual</p><p>→ Gracey 11-12: Dentes posteriores: mesial</p><p>→ Gracey 13-14: Dentes posteriores: distal</p><p>As curetas de Gracey devem ser usadas com</p><p>movimentos de tração firmes e curtos.</p><p>• Instrumento ultrassônico para raspagem e</p><p>alisamento das superfícies radiculares e curetagem</p><p>da parede de tecido mole da bolsa periodontal.</p><p>• Foices para remover o cálculo supragengival</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>6</p><p>• Enxadas, cinzéis e limas para remover o cálculo</p><p>subgengival retentivo e o cemento alterado.</p><p>• Escovas de Robson e taças de borracha em baixa</p><p>rotação para limpar e polir as superfícies dentárias.</p><p>Técnica de execução</p><p>A estabilidade do instrumento e da mão é o</p><p>principal requisito para a instrumentação</p><p>controlada. A estabilidade e o controle são</p><p>essenciais para a instrumentação efetiva e para</p><p>evitar danos ao paciente e ao profissional. Os dois</p><p>fatores de maior importância para fornecer</p><p>estabilidade são a empunhadura do instrumento e</p><p>o apoio digital.</p><p>→ Empunhadura: caneta modificada. O polegar, o</p><p>indicador e o dedo médio são usados para segurar</p><p>o instrumento como se fosse uma caneta, porém o</p><p>dedo médio é posicionado de forma que o lado da</p><p>polpa do dedo indicador é repousado na haste do</p><p>instrumento. A polpa do polegar é colocada no</p><p>meio do caminho entre os dedos médio e</p><p>indicador, no lado oposto da mão. Essa</p><p>empunhadura da mais estabilidade e aperfeiçoa a</p><p>sensibilidade táti.</p><p>→ Apoio digital: para estabilizar a mão e o</p><p>instrumento, fornecendo um fulcro firme</p><p>enquanto os movimentos são feitos.</p><p>→ Angulação do instrumento: Para inserção</p><p>subgengival de um instrumento laminado como</p><p>uma cureta, a angulação deve ser o mais próximo</p><p>possível de zero. O final do instrumento pode ser</p><p>inserido na base da bolsa com mais facilidade com</p><p>a face da lâmina nivelada com o dente. Durante a</p><p>raspagem e o alisamento radicular, a angulação</p><p>ótima está entre 45 e 90 graus</p><p>→ Movimento de raspagem: movimento curto, de</p><p>puxar com força, usado com os instrumentos</p><p>laminados para remoção dos cálculos</p><p>supragengival e sub-gengival. Uma pressão lateral</p><p>deve ser aplicada contra a superfície dentária.</p><p>ULTRA-SÔNICO</p><p>Não trabalha no movimento de tração. Sua ponta se</p><p>movimenta cerca de 40 mil vezes por segundo. Sua</p><p>ponta é tão ágil que manipulamos pincelando</p><p>suavemente o cálculo, fazendo o cálculo se</p><p>desprender. Deve trabalhar com refrigeração. Sua</p><p>vantagem é a rapidez, porém sua ponta é tão rápida</p><p>que não dá sensibilidade tátil para o operador.</p><p>Periodontites crônica e agressiva</p><p>A classificação de periodontite crônica e agressiva</p><p>não existe mais. No mês de Julho/2018 a</p><p>classificação das periodontites foi modificada.</p><p>DOENÇAS PERIODONTAIS</p><p>São doenças infecciosas inflamatórias crônicas que</p><p>afetam o tecido de suporte dos dentes. As duas</p><p>prncipais são:</p><p>� Gengivite: é a inflamação da gengiva. A</p><p>gengivite é uma associação de infecção +</p><p>inflamação. As gengivites são doenças não</p><p>destrutíveis, pois o quadro é</p><p>completamente reversível com o</p><p>tratamento.</p><p>� Periodontite: é a inflamação do periodonto.</p><p>Na periodontite a associação de infecção +</p><p>inflamação leva à destruição tecidual. O que</p><p>diferencia a periodontite da gengivite é o</p><p>nível mais profundo que a doença alcança,</p><p>onde acontece essa destruição.</p><p>o Perda de ligamento periodontal</p><p>o Perda de osso alveolar</p><p>o Aprofundamento do sulco gengival</p><p>o Formação de bolsa periodontal</p><p>Tanto a gengivite quanto a periodontite são uma</p><p>infecção bacteriana que desperta uma inflamação</p><p>no indivíduo. O sangramento à sondagem não</p><p>diferencia gengivite de periodontite. O que</p><p>diferencia ambas é a profundidade de sondagem e</p><p>a perda óssea radiográfica.</p><p>O que diferencia a gengivite da periodontite é a</p><p>destruição tecidual.</p><p>COMPLEXOS BACTERIANOS</p><p>Os testes microbiológicos já foram tentativa de</p><p>diagnóstico diferencial entre gengivite e</p><p>periodontite, mas não existe um marcador</p><p>microbiológico ou marcador molecular que consiga</p><p>separar ambas as doenças.</p><p>A gengivite é uma infecção inespecífica. Basta o</p><p>acúmulo de bactérias de qualquer origem no</p><p>biofilme. A periodontite está associada a um padrão</p><p>específico de micro-organismos.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>7</p><p>Os complexos microbianos são agrupamentos</p><p>bacterianos no biofilme. As bactérias do complexo</p><p>vermelho são bactérias com fator de virulência</p><p>muito alto normalmente associadas a padrões de</p><p>doença mais grave e mais destrutiva.</p><p>As bactérias do complexo laranja também tem alto</p><p>fator de virulência.</p><p>As doenças destrutivas estão relacionadas a uma</p><p>alta presença das bactérias do complexo vermelho</p><p>e do complexo laranja.</p><p>No complexo verde, o A. actinomycetemcomitans é</p><p>um representante com alto fator de virulência.</p><p>Níveis mais avançados de doença normalmente</p><p>comportam o A. actinomycetemcomitans e as</p><p>bactérias do complexo laranja e vermelho.</p><p>As bactérias do complexo roxo e azul são as</p><p>bactérias mais compatíveis com saúde,</p><p>colonizadoras dos sítios saudáveis.</p><p>Quando há o rompimento na harmonia da</p><p>proporção dessas bactérias normalmente ocorre a</p><p>chamada disbiose, ou seja, algumas espécies</p><p>crescem de maneira descontrolada e ocorre a</p><p>transição de saúde para a doença.</p><p>Nas periodontites temos estágios de colonização:</p><p>� 1º estágio: bactérias do complexo azul,</p><p>verde, roxo e amarelo em equilíbrio.</p><p>São as</p><p>bactérias presentes em condição de saúde.</p><p>Características de colonização inicial mais</p><p>específicas com melhores mecanismos de</p><p>adesão, convivência melhor em condições</p><p>de pH e oxigênio mais altos.</p><p>� 2º estágio: aumento do complexo laranja</p><p>� 3º estágio: aumento do complexo</p><p>vermelho.</p><p>o No 2º e 3º estágio as proporções</p><p>dos complexos mudam de acordo</p><p>com as mudanças no ambiente:</p><p>menor disponibilidade de oxigênio,</p><p>pH mais baixo e mudança do</p><p>microambiente subgengival.</p><p>As bactérias da base da pirâmide em equilíbrio são</p><p>as desejáveis para uma harmonia da microbiota</p><p>oral.</p><p>O A. actinomycetemcomitans, apesar de estar no</p><p>complexo verde é uma das bactérias de</p><p>comportamento mais virulento que temos. Ele não</p><p>é agrupado nos complexos laranja e vermelho</p><p>porque possui incompatibilidade com as espécies</p><p>desses complexos.</p><p>COMPLEXO VERMELHO</p><p>� Porphyromonas gingivalis</p><p>� Tannerella forsythia</p><p>� Treponema denticola</p><p>Essas 3 são as bactérias mais virulentas que temos</p><p>para doença periodontal.</p><p>As falhas no tratamento mecânico (raspagem) na</p><p>desorganização da placa e remoção do biofilme é</p><p>normalmente associada à permanência dessas</p><p>bactérias em grande quantidade.</p><p>Algumas ocasiões requerem o uso de</p><p>antimicrobianos na tentativa de eliminar estas</p><p>bactérias.</p><p>As periodontites, em relação à sua carga</p><p>bacteriana são consideradas doenças mistas, ou</p><p>seja, placa inespecíficas (ou seja, qualquer tipo de</p><p>placa causa o problema), mas há a necessidade de</p><p>ter alguma participação do complexo vermelho e</p><p>do complexo laranja para a doença acontecer. Não</p><p>é possível separar as periodontites por um padrão</p><p>microbiano, porque nas diferentes formas clínicas</p><p>observadas podemos recuperar diferentes</p><p>proporções dessas bactérias em diferentes</p><p>momentos. A periodontite não é classificada no</p><p>ponto de vista microbiológico somente.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>8</p><p>PERIODONTITE</p><p>Uma das possíveis causas da evolução de gengivite</p><p>para periodontite pode ser o aumento da</p><p>proporção dessas bactérias do complexo laranja e</p><p>vermelho.</p><p>Infecção bacteriana → apresentações clínicas</p><p>polimórficas.</p><p>9 Ou seja, formas diferentes da mesma</p><p>doença. Existe a gengivite leve, grave,</p><p>localizada, generalizada. Existem</p><p>periodontites mais leves e mais graves,</p><p>localizadas ou generalizadas.</p><p>� Evidências para a existência de formas</p><p>diferentes da doença:</p><p>o Consenso clínico de um prognóstico</p><p>diferente e de uma necessidade</p><p>terapêutica diferente.</p><p>o Nenhuma característica clínica,</p><p>histopatológica ou microbiológica</p><p>que realmente diferencie as formas</p><p>da doença.</p><p>o Heterogeneidade do fenótipo da</p><p>doença o que remete a uma</p><p>heterogeneidade também da</p><p>susceptibilidade do indivíduo.</p><p>CLASSIFICAÇÕES</p><p>As classificações surgem com a necessidade de</p><p>organizar as informações das diferentes entidades</p><p>patológicas com o objetivo de estabelecer a</p><p>etiopatogenia, causa e tratamento. As classificações</p><p>direcionam o planejamento em saúde e o</p><p>tratamento.</p><p>� Classificação de 1989: as doenças eram</p><p>classificadas de acordo com a idade de</p><p>acometimento. Periodontite do adulto,</p><p>periodontite de início precoce (acometia</p><p>dentição mista), periodontite juvenil</p><p>(acometia indivíduos jovens) e periodontite</p><p>de progressão rápida do adulto.</p><p>o Falhas: dependência da idade e</p><p>divisão confusa usando o critério</p><p>idade. Não caracteriza bem as taxas</p><p>de progressão da doença. A</p><p>progressão era estimada com base</p><p>na idade.</p><p>� Classificação de 1999: criou-se um grupo</p><p>para as doenças de progressão rápida.</p><p>o Gengivites:</p><p>x Sinais e sintomas restritos à</p><p>gengiva</p><p>x Presença de biofilme dental</p><p>para iniciar ou exacerbar a</p><p>gravidade da lesão</p><p>x Sinais clínicos de</p><p>inflamação: sinais cardinais</p><p>+ presença de sangramento</p><p>x Sinais associados a níveis de</p><p>inserção estáveis.</p><p>x Reversibilidade do processo</p><p>com a remoção da causa.</p><p>x Possível papel como</p><p>precursor da periodontite.</p><p>o Periodontites crônicas:</p><p>x Maior prevalência em</p><p>adultos, mas pode ocorrer</p><p>em jovens e crianças</p><p>x Destruição tecidual</p><p>consistente com a presença</p><p>de fatores locais, cálculo e</p><p>placa</p><p>x Cálculo subgengival é um</p><p>achado frequente</p><p>x Associada com padrões</p><p>microbianos variados</p><p>x Taxas de progressão lenta a</p><p>moderada</p><p>x Classificada com base na</p><p>extensão (número de</p><p>dentes/sítios afetados –</p><p>periodontite localizada com</p><p>até 30% dos sítios afetados</p><p>e periodontite generalizada</p><p>com mais de 30% dos sítios</p><p>afetados) e na gravidade</p><p>x Pode ser associada a</p><p>fatores locais</p><p>predisponentes</p><p>x Pode ser modificada ou</p><p>associada a doenças</p><p>sistêmicas</p><p>x Pode ser modificada por</p><p>outros fatores</p><p>x A defesa do hospedeiro</p><p>tem papel importante na</p><p>patogênese</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>9</p><p>o Periodontites agressivas:</p><p>x Pacientes clinicamente</p><p>saudáveis</p><p>x Rápida perda de inserção e</p><p>destruição óssea</p><p>x Quantidade de depósitos</p><p>bacterianos consistente</p><p>com a gravidade</p><p>x Agregação familiar</p><p>x Anormalidades fagocitárias</p><p>e fenótipos de macrófagos</p><p>altamente hiper-</p><p>responsivos para</p><p>inflamação.</p><p>x Elevadas proporções de A.</p><p>actinomycetemcomitans e</p><p>Porphyromonas gingivalis.</p><p>O comportamento agressivo implica uma infecção</p><p>com uma microbiota altamente virulenta e/ou um</p><p>alto nível de susceptibilidade do hospedeiro. É um</p><p>caso clássico para o uso de antimicrobianos.</p><p>� Classificação 2018: todas são classificadas</p><p>como periodontite, porém em estágios</p><p>diferentes e graus diferentes de</p><p>complexidade.</p><p>o Estágios: baseado na gravidade da</p><p>doença e complexidade de tratamento.</p><p>9 Estágio I: periodontite inicial.</p><p>Perda de inserção de a 2mm.</p><p>Perda óssea no terço coronal,</p><p>menos de 15% da raiz. Não há</p><p>perda de elementos dentários.</p><p>Profundidade de sondagem menor</p><p>que 4mm e perdas ósseas</p><p>predominantemente horizontais.</p><p>9 Estágio II: periodontite moderada.</p><p>Perda de inserção de 3 a 4mm.</p><p>Perda óssea no terço coronal de</p><p>15% a 33% da raiz. Perda de até 4</p><p>dentes. Profundidade de</p><p>sondagem menor que 5mm e</p><p>perdas ósseas</p><p>predominantemente horizontais.</p><p>9 Estágio III: periodontite grave com</p><p>potencial de perda dentária</p><p>adicional. Perda de inserção maior</p><p>que 5mm. Perda óssea do terço</p><p>médio para apical. Perda de mais</p><p>de 5 dentes. Profundidade de</p><p>sondagem maior que 6mm e</p><p>envolvimento de furca grau II e III.</p><p>9 Estágio IV: periodontite grave com</p><p>perda dentaria extensa e potencial</p><p>de perda da dentição. Perda de</p><p>inserção maior que 5mm. Perda</p><p>óssea do estágio médio pra apical.</p><p>Perda de mais de 5 dentes.</p><p>Profundidade de sondagem maior</p><p>que 6mm e envolvimento de furca</p><p>grau II e III. Reabilitação protética</p><p>complexa, disfunção mastigatória</p><p>com colapso oclusal. O indivíduo</p><p>tem menos de 20 dentes.</p><p>9 Para cada estágio,</p><p>acrescentar a extensão:</p><p>localizada, generalizada ou</p><p>padrão incisivo-molar.</p><p>Obs.: SEMPRE verificar a perda de inserção</p><p>interproximal para classificar para não mascarar o</p><p>diagnóstico com recessões gengivais na vestibular</p><p>que não tem causa inflamatória.</p><p>o Graus: evidência ou risco de</p><p>progressão rápida, resposta antecipada</p><p>ao tratamento.</p><p>9 Grau A: taxa de progressão lenta</p><p>9 Grau B: taxa de progressão</p><p>moderada</p><p>9 Grau C: taxa de progressão rápida</p><p>9 Pacientes diabéticos</p><p>descontrolados e/ou</p><p>fumantes tendem a ser Grau</p><p>C.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>10</p><p>Prognóstico da doença periodontal</p><p>Prognóstico: previsão de duração e desfecho da</p><p>doença frente ao</p><p>plano de tratamento apresentado.</p><p>Normalmente o paciente pergunta:</p><p>x O que eu tenho?</p><p>x Quais são as chances de cura?</p><p>x Qual tratamento precisa ser feito?</p><p>x Quanto tempo e qual o preço do</p><p>tratamento?</p><p>Os casos extremos do processo patológico são</p><p>muito fáceis de prognosticar: uma gengivite muito</p><p>leve tem um prognostico favorável e uma gengivite</p><p>avançada tem prognostico desfavorável. O fator</p><p>prognóstico decisivo é a condição social do</p><p>paciente, principalmente os pacientes da faculdade</p><p>que tem condição social mais desfavorecida.</p><p>RISCO</p><p>Probabilidade que um indivíduo tem de adquirir</p><p>uma doença em um período de tempo específico.</p><p>Devemos conhecer e determinar quais hábitos</p><p>predispõe o indivíduo a doença mais severa ou não.</p><p>PROGNÓSTICO</p><p>Depende do curso/desfecho de uma doença frente</p><p>a uma terapia a ser aplicada.</p><p>Prognóstico global: deve responder às questões</p><p>abaixo.</p><p>9 A dentição deve ser mantida?</p><p>9 O tratamento deve ser tentado?</p><p>9 É provável ter sucesso?</p><p>9 Os dentes remanescentes podem aguentar</p><p>uma carga protética?</p><p>FATORES DE RISCO PARA A DOENÇA PERIODONTAL</p><p>� Tabagismo</p><p>� Diabetes – glicemia não controlada</p><p>� Patogenicidade bacteriana – complexos</p><p>bacterianos mais agressivos.</p><p>� Fatores genéticos</p><p>� Idade – determina tempo de exposição e</p><p>permanência de doença agressiva</p><p>� Sexo: homem tem maior tendência à</p><p>doença periodontal</p><p>� Mulheres pós menopausa</p><p>� Condição socioeconômica – determina a</p><p>frequência de visitas e a qualidade do</p><p>tratamento odontológico do paciente.</p><p>� Estresse</p><p>Fatores a ser considerados:</p><p>9 Avaliação da resposta óssea passada e</p><p>altura óssea remanescente, através de uma</p><p>radiografia.</p><p>9 Severidade da doença → associada à perda</p><p>de inserção</p><p>9 Idade: a severidade da perda de inserção</p><p>depende da idade do paciente, que diz o</p><p>tempo de exposição.</p><p>9 Número e posição dos dentes</p><p>remanescentes</p><p>9 Antecedentes sistêmicos: doença sistêmica</p><p>que cause predisposição no paciente</p><p>9 Grau de inflamação tecidual: quando é</p><p>visível a relação causa-efeito, ou seja, a</p><p>presença de placa causando inflamação, o</p><p>tratamento é mais simples e eficaz. Quando</p><p>a doença está presente mas não é possível</p><p>visualizar a causa, o tratamento é mais</p><p>difícil.</p><p>9 Má-oclusão: interfere no prognostico por</p><p>dois aspectos, que podem ser o aspecto</p><p>morfológico relacionado à dificuldade de</p><p>controle de placa ou aspecto funcional</p><p>traumático.</p><p>9 Fatores ambientais: hábitos indesejáveis e</p><p>tabagismo.</p><p>A terapia periodontal só consegue paralisar a</p><p>doença. É impossível conseguir regressão das</p><p>destruições. A estrutura perdida não é regenerada,</p><p>por isso devemos ter o senso crítico de determinar</p><p>se o que sobrou de suporte para o dente será o</p><p>suficiente para garantir sua função. A severidade</p><p>da doença não está associada à profundidade da</p><p>bolsa. O que compromete a função é a perda de</p><p>inserção, que significa que onde havia ligamento</p><p>periodontal, não tem mais; há perda da</p><p>sustentação. Quanto maior a perda de inserção,</p><p>mais severa é a doença. A idade indica a gravidade</p><p>da situação, quanto mais jovem o paciente, mais</p><p>grave é a doença periodontal, porque a DP não é</p><p>doença de pacientes jovens.</p><p>DETERMINANTES DO TRATAMENTO</p><p>x Condição socioeconômica</p><p>x Vontade do paciente em manter os dentes</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>11</p><p>x Capacidade de controle de placa, o que</p><p>depende diretamente do paciente.</p><p>PROGNÓSTICO GLOBAL</p><p>O prognóstico global tenta responder à seguinte</p><p>pergunta: será que se fizer o tratamento é possível</p><p>manter a dentição do paciente como um todo?</p><p>9 Vale a pena tentar o tratamento?</p><p>9 O sucesso é provável?</p><p>9 Os dentes remanescentes podem aguentar</p><p>uma carga de prótese?</p><p>POSSIBILIDADES DIAGNÓSTICAS DA DOENÇA</p><p>PERIODONTAL</p><p>9 Doenças gengivais associadas à placa:</p><p>prognóstico bom, basta remover o fator</p><p>causal e trabalhar com a higiene do</p><p>paciente.</p><p>9 Periodontite agressiva</p><p>9 Periodontite como manifestação de</p><p>doenças sistêmicas</p><p>9 Abscesso endodôntico</p><p>9 Periodontite associada à lesões</p><p>endodônticas</p><p>9 Deformidades muco-gengivais e trauma</p><p>oclusal</p><p>PROGNÓSTICO UNITÁRIO</p><p>Tenta estabelecer qual dente receberá a terapia</p><p>periodontal e qual dente está perdido.</p><p>Fatores a ser considerados:</p><p>9 Mobilidade: causado por perda de</p><p>inserção/doença periodontal, trauma</p><p>oclusal, lesão de origem endodôntica com</p><p>inflamação do ligamento periodontal. A</p><p>mobilidade significa função. Nos diz se o</p><p>dente está dando conta de fazer seu</p><p>trabalho funcional.</p><p>9 Lesões de furca: quanto maior for o</p><p>envolvimento de furca, pior é o</p><p>prognóstico.</p><p>9 Bolsas periodontais associadas à perda de</p><p>inserção: quanto maior a profundidade da</p><p>bolsa, pior é o prognóstico.</p><p>9 Defeitos infra-ósseos: existe a perda óssea</p><p>horizontal e a perda óssea vertical.</p><p>Dependendo do tipo de defeito, podemos</p><p>recuperar o osso com enxertos, quando o</p><p>padrão de perda óssea é vertical.</p><p>9 Dentes adjacentes à áreas desdentadas:</p><p>aguentam carga oclusal maior.</p><p>Mobilidade</p><p>� Fisiológica: movimentação da raiz do dente</p><p>dentro do ligamento periodontal.</p><p>� Carga oclusal aumentada</p><p>� Problemas endodônticos</p><p>� Periodontite: perda de osso de suporte.</p><p>Pior prognóstico.</p><p>Lesão de furca</p><p>Perda óssea</p><p>- Horizontal: pior tipo de defeito, porque não há</p><p>como recuperar o osso em altura.</p><p>- Vertical: possibilidade de regeneração. O defeito</p><p>pode ser circundado por paredes ósseas, sendo</p><p>mais fácil de regenerar. Na periodontia é famoso o</p><p>defeito de 3 paredes ósseas. O material de enxerto</p><p>tem mais estabilidade. Os defeitos de 4 paredes ou</p><p>circunferencial está associado à sobrecarga oclusal</p><p>e mobilidade, não tem um bom prognóstico.</p><p>PLANO DE TRATAMENTO PERIODONTAL</p><p>� Regenerar o ligamento periodontal perdido</p><p>é impossível.</p><p>� Evitar perda de inserção</p><p>� Controle de placa</p><p>� Tratamento: raspagem, terapia causal,</p><p>terapia corretiva e terapia de suporte.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>12</p><p>Aspectos etiopatogênicos das doenças</p><p>periodontais e peri-implantares</p><p>ASPECTOS HISTOLÓGICOS E ANATÔMICOS</p><p>Dente: possui o epitélio juncional aderido ao dente</p><p>por hemidesmossomas, que é uma barreira. Possui</p><p>uma matriz de tecido conjuntivo de mais ou menos</p><p>1mm de espessura aderido ao osso alveolar. A</p><p>vascularização do dente facilita muito o controle de</p><p>doença pelo próprio organismo. Vasta fonte de</p><p>nutrientes para regeneração do ligamento, tecido</p><p>conjuntivo, cemento e osso. Osso com fibras</p><p>perpendiculares aderidas ao cemento. Suporte para</p><p>ancoragem das fibras de Sharpey.</p><p>Implante: epitélio juncional aderido à superfície do</p><p>titânio pela lâmina basal e hemidesmossomas.</p><p>RELAÇÃO ENTRE ACÚMULO DE PLACA E GENGIVITE</p><p>Loe et al.</p><p>Após a escovação do dente, ocorrem os seguintes</p><p>eventos:</p><p>1. Imediatamente após a escovação, no</p><p>contato do dente com a saliva: formação da</p><p>película adquirida.</p><p>2. 0-18h: colonização inicial, normalmente</p><p>Staphylococcos, actinomyces. À medida que</p><p>a placa vai maturando, agregam-se novas</p><p>bactérias, moléculas que atraem outras</p><p>bactérias.</p><p>3. 18h-4 dias: fase de pré-organização do</p><p>biofilme. A placa não é visível, mas é</p><p>marcada por coloração.</p><p>4. 4-7 dias: alteração da microbiota.</p><p>Dentro do biofilme as bactérias se agregam de</p><p>acordo com suas necessidades.</p><p>- Relacionamento entre as bactérias:</p><p>sinergismo, sinalização e antagonismo.</p><p>Quanto mais espessa a placa, mais as camadas</p><p>profundas são privadas de oxigênio. Nas partes</p><p>mais externas do biofilme temos aeróbios e</p><p>anaeróbios facultativos enquanto nas partes mais</p><p>profundas temos os anaeróbios obrigatórios.</p><p>A formação do biofilme ocorre no dente pois é o</p><p>único sítio do corpo que não é recoberto por</p><p>epitélio</p><p>de revestimento. Na área do sulco gengival</p><p>temos como defesa o fluido do sulco, o epitélio</p><p>juncional e alguns anticorpos que vem junto com o</p><p>fluido sulcular. Caso haja desequilíbrio, como</p><p>consequência temos uma gengiva vermelha, flácida</p><p>e que sangra quando sondamos delicadamente.</p><p>ETIOPATOGENIA DA DOENÇA PERIODONTAL</p><p>O desafio microbiano agride o organismo e o</p><p>organismo responde através da resposta imune. A</p><p>possibilidade de evolução da doença depende de</p><p>uma série de fatores: fator genético que diz</p><p>respeito à susceptibilidade do hospedeiro,</p><p>intensidade da resposta inflamatória. A interação</p><p>desses fatores pode determinar que ocorra apenas</p><p>uma gengivite ou pode determinar a evolução para</p><p>uma doença periodontal.</p><p>A periodontite é uma doença inflamatória crônica</p><p>induzida por biofilmes que leva à destruição do</p><p>periodonto, ou seja, as estruturas de suporte</p><p>dentário, como a gengiva e o osso alveolar</p><p>subjacente. O biofilme ou placa dental associada</p><p>aos dentes é necessária, mas não é suficiente para</p><p>induzir periodontite, porque é a resposta</p><p>inflamatória do hospedeiro a este desafio</p><p>microbiano que pode causar a destruição do</p><p>periodonto.</p><p>A saúde periodontal requer um estado inflamatório</p><p>controlado que possa manter a homeostase</p><p>bactéria-hospedeiro no periodonto. No entanto,</p><p>defeitos no estado imunoinflamatório do</p><p>hospedeiro ou condições predisponentes e fatores</p><p>ambientais (definindo coletivamente um</p><p>hospedeiro susceptível) podem mudar o equilíbrio</p><p>para a disbiose; um estado em que os comensais</p><p>anteriores se comportam como patobiontes pró-</p><p>inflamatórios.</p><p>A inflamação causada pela microbiota disbiótica</p><p>depende, em grande parte, da sinalização de</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>13</p><p>diálogo entre receptores de reconhecimento</p><p>padrão e complemento (PRRs) e tem dois efeitos</p><p>principais e inter-relacionados: provoca a</p><p>destruição inflamatória do tecido periodontal</p><p>(incluindo a perda óssea, a característica da</p><p>periodontite) que, em turno fornece nutrientes</p><p>(peptídeos de degradação de tecido e outros</p><p>produtos) que promovem ainda mais a disbiose e,</p><p>portanto, a destruição de tecido, gerando assim um</p><p>ciclo patogênico autoperpetuante.</p><p>COMPLEXOS MICROBIANOS SUBGENGIVAIS</p><p>Uma tríade de bactérias anaeróbicas orais que</p><p>compreende P. gingivalis, Treponema denticola e</p><p>Tannerella forsythia tem sido tradicionalmente</p><p>considerada como agentes causadores da</p><p>periodontite, com base em suas propriedades de</p><p>virulência e forte associação com sítios doentes</p><p>Quando a microbiota fica disbiótica, ela pode</p><p>interagir e causar danos através da ativação de</p><p>receptores celulares que ativam a resposta</p><p>inflamatória. A disbiose da microbiota periodontal</p><p>caracteriza-se por um desequilíbrio na abundância</p><p>ou influência relativa de espécies microbianas que</p><p>possuem papéis distintos, que sinergizam para</p><p>formar uma entidade patogênica que pode causar</p><p>doenças nos tecidos orais ou extra-orais dos</p><p>indivíduos susceptíveis.</p><p>A transição da saúde periodontal para a doença</p><p>está associada a uma mudança dramática de uma</p><p>comunidade microbiana simbiótica - que é</p><p>composta principalmente de gêneros bacterianos</p><p>facultativos, como Actinomyces e Streptococcus - a</p><p>uma comunidade microbiana disbiótica que é</p><p>composta principalmente de gêneros anaeróbicos</p><p>da filícula Firmicutes, Proteobacteria, Spirochaetes,</p><p>Bacteroidetes e Synergistetes. A saúde periodontal</p><p>requer um estado imunoinflamatório controlado</p><p>que possa manter a homeostase do hospedeiro-</p><p>microrganismo no periodonto38. No entanto, na</p><p>periodontite, a resposta imune do hospedeiro é</p><p>desregulada</p><p>O estado de saúde periodontal tem um sulco</p><p>gengival com ≤ 2 mm de profundidade, a gengivite,</p><p>que é definida como inflamação periodontal sem</p><p>perda óssea e geralmente está associada a um sulco</p><p>gengival com ≤ 3 mm de profundidade. A</p><p>periodontite se desenvolve quando a formação das</p><p>bolsas periodontais é ≥ 4 mm de profundidade e a</p><p>resposta inflamatória está associada à perda óssea</p><p>alveolar. A inflamação e a disbiose reforçam-se</p><p>positivamente porque os produtos de degradação</p><p>de tecido inflamatório são usados como nutrientes</p><p>pela microbiota disbiótica.</p><p>Comunidades microbianas de bactérias chaves</p><p>(principais) e patobiontes não só podem suportar a</p><p>resposta do hospedeiro, mas também podem</p><p>prosperar através da exploração de inflamação</p><p>destrutiva de tecido, o que alimenta um ciclo de</p><p>auto alimentação de disbiose aumentada e perda</p><p>óssea inflamatória, potencialmente levando à perda</p><p>dentária e complicações sistêmicas.</p><p>FORMAÇÃO DO BIOFILME</p><p>As proteínas salivares formam uma camada sobre a</p><p>superfície do dente, o que facilita a aderência de</p><p>bactérias. As bactérias vão se aderindo e formam</p><p>um biofilme tridimensional, que tem canais que se</p><p>comunicam e as bactérias vão se agrupar de acordo</p><p>com seus interesses nutricionais e sinergismo. O</p><p>biofilme é altamente protetor. A placa inibe</p><p>substâncias inibidoras da formação dos sais, onde</p><p>acontece a formação de cálculo. O cálculo serve de</p><p>ancoragem para a placa e torna-a mais difícil de ser</p><p>removida.</p><p>As alterações na composição desses biofilmes estão</p><p>associadas a doenças bucais, como cáries dentárias</p><p>ou periodontite. Os biofilmes recém-formados e a</p><p>placa dentária mais madura possuem um nível de</p><p>organização espacial nos planos horizontal e</p><p>vertical. As comunidades são moldadas por</p><p>interações variadas entre diferentes espécies e</p><p>gêneros dentro do biofilme, que incluem</p><p>associações físicas de células-células, conhecidas</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>14</p><p>como co-agregação, sinalização interespécies,</p><p>secreção e turnover de compostos antimicrobianos</p><p>e compartilhamento de uma matriz extracelular.</p><p>Um biofilme característico da placa dental forma</p><p>gradualmente em um período de poucas horas.</p><p>A longo prazo, a placa dental não perturbada irá se</p><p>acumular nas margens da gengiva e começará a</p><p>afetar o hospedeiro. Nos modelos experimentais de</p><p>gengivite humana, a placa é deixada intacta por até</p><p>3 semanas, altura em que quase sempre inicia uma</p><p>resposta inflamatória localizada, resultando em</p><p>gengivas vermelhas e sangrantes, que são sintomas</p><p>de gengivite.</p><p>A gengivite é reversível e a reintrodução da higiene</p><p>bucal retornará os tecidos de gengiva a um estado</p><p>de saúde.</p><p>Se não forem tratados, os biofilmes subgengivais</p><p>(abaixo da linha gengival) podem desencadear uma</p><p>resposta imune mais agressiva, que leva a uma</p><p>destruição gradual dos tecidos que suportam os</p><p>dentes, conhecidos como periodontite. A placa</p><p>dentária subgengival associada à periodontite</p><p>crônica é distinta das populações microbianas na</p><p>gengivite crônica, e tende a ser enriquecida com</p><p>anaeróbios obrigatórios</p><p>Formação do biofilme: Em poucos minutos após a</p><p>introdução de uma amostra artificial na boca, a</p><p>superfície fica revestida com uma película de</p><p>esmalte adquirida. Nas superfícies dentárias</p><p>naturais, a película nunca é totalmente removida,</p><p>mesmo por uma higiene bucal cuidadosa. A</p><p>colonização inicial ocorre entre 0-18 h e, neste</p><p>momento, o biofilme é dominado por colonizadores</p><p>pioneiros que são adaptados para aderir aos</p><p>constituintes de película de saliva e para tolerar a</p><p>presença de oxigênio. Se não for perturbado, o</p><p>biofilme gradualmente amadurece, sem mudanças</p><p>dramáticas na composição microbiana entre 18 h e</p><p>4 dias. A partir de 4-7 dias, os anaeróbios</p><p>obrigatórios aumentam nas margens da gengiva. As</p><p>mudanças na composição da placa dental madura</p><p>podem levar ao crescimento excessivo de</p><p>microrganismos acidogênicos e acidúricos e ao</p><p>desenvolvimento de cáries dentárias, ou ao</p><p>crescimento contínuo de cepas proteolíticas</p><p>anaeróbicas</p><p>no ambiente subgengival, levando à</p><p>gengivite ou periodontite. Para colonizar as</p><p>superfícies dos dentes, as bactérias devem se</p><p>prender fortemente à película salivar ou a outras</p><p>células que podem se unir ao dente.</p><p>Fatores extracelulares que influenciam as</p><p>interações entre dois ou mais microorganismos</p><p>diferentes na placa dentária. Em geral, estes podem</p><p>ser divididos em moléculas que promovem o</p><p>sinergismo, aqueles que induzem respostas em</p><p>células-alvo e fatores que impulsionam a</p><p>competição.</p><p>Susceptibilidade do hospedeiro à periodontite: A</p><p>homeostase microbiota-hospedeiro também pode</p><p>ser interrompida por imunodeficiências congênitas</p><p>ou adquiridas do hospedeiro ou defeitos</p><p>imunorreguladores, doenças sistêmicas como</p><p>diabetes, obesidade, fatores ambientais, como</p><p>tabagismo, dieta e estresse, e modificações</p><p>epigenéticas em resposta a mudanças ambientais,</p><p>que - sozinho ou em combinação - pode contribuir</p><p>para o declínio desfavorável do equilíbrio</p><p>homeostático. O envelhecimento é outro fator</p><p>associado a um declínio na regulação e função</p><p>imunológica, que por sua vez pode predispor ao</p><p>aumento da suscetibilidade à periodontite. A</p><p>gravidade da periodontite subsequente pode</p><p>depender, em grande parte, de parâmetros</p><p>relacionados ao hospedeiro (por exemplo, fatores</p><p>congênitos, ambientais, epigenéticos ou</p><p>relacionados à idade que influenciam as respostas</p><p>imunes, inflamatórias e regenerativas do</p><p>hospedeiro).</p><p>MECANISMOS CELULARES E MOLECULARES EM</p><p>INFLAMAÇÃO PERIODONTAL E PERDA ÓSSEA</p><p>Uma das características da periodontite é a</p><p>acumulação maciça de neutrófilos, que pode ser</p><p>encontrada no tecido conjuntivo gengival, no</p><p>epitélio juncional e, especialmente, na bolsa</p><p>periodontal, onde constituem a maioria excessiva</p><p>de leucócitos recrutados</p><p>Os neutrófilos podem causar a destruição do tecido</p><p>periodontal através da libertação de enzimas</p><p>degradativas (por exemplo, metaloproteinases da</p><p>matriz) ou substâncias citotóxicas (por exemplo,</p><p>espécies reativas de oxigênio. Também foi proposto</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>15</p><p>que os neutrófilos podem induzir a reabsorção</p><p>óssea osteoclástica através da expressão do RANKL</p><p>ligado à membrana</p><p>RANK, RANK-L e Osteoprotegerina devem estar em</p><p>equilíbrio. O principal mecanismo que regula a</p><p>reabsorção óssea normal e atividades de deposição</p><p>que ocorrem durante a remodelação do osso é a</p><p>razão de RANKL (receptor-ativador do fator de</p><p>ligação nuclear κB; também conhecido como</p><p>TNFSF11) para OPG (osteoprotegerina, também</p><p>conhecida como TNFRSF11B) 80-82, e este</p><p>mecanismo provavelmente também contribui para</p><p>a perda óssea observada na periodontite. O RANKL</p><p>está presente em vários tipos de células e se liga ao</p><p>RANK em precursores de osteoclastos, levando-os a</p><p>se diferenciar em células ativas de macrófagos que</p><p>segregam enzimas e degradam o osso. OPG é um</p><p>produto solúvel receptor de RANKL que impede a</p><p>interação RANK-RANKL. Em altas concentrações de</p><p>OPG, o RANKL não se liga a precursores de</p><p>osteoclastos e a perda óssea é evitada.</p><p>Os níveis de OPG são regulados pelo fator de</p><p>crescimento transformador β, relacionado a</p><p>proteínas morfogênicas ósseas, enquanto que a</p><p>síntese de RANKL é induzida por citocinas pró-</p><p>inflamatórias tais como IL-1β e TNF. Portanto, o</p><p>aumento na concentração de citocinas pró-</p><p>inflamatórias no tecido periodontal saudável pode</p><p>afetar diretamente a perda óssea aumentando a</p><p>relação RANKL / OPG.</p><p>INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS</p><p>O objetivo do tratamento periodontal é restaurar o</p><p>sistema homeostático entre tecido periodontal e a</p><p>comunidade da placa dental polimicrobiana. O</p><p>tratamento mais antigo, mais eficaz e mais utilizado</p><p>é a remoção física do biofilme da placa dental</p><p>patogênica, por raspagem e alisamento da raiz. O</p><p>relacionamento homeostático é restaurado através</p><p>da recolonização microbiana com comensais e</p><p>através da cicatrização de tecido, subsequente ao</p><p>processo, conforme determinado pelos níveis</p><p>clínicos de inserção, sangramento à sondagem e</p><p>profundidade da bolsa. Terapias adjuntas que</p><p>incluem a administração local de antibióticos ou</p><p>agentes anti-inflamatórios juntamente com a</p><p>remoção da placa, mostrou uma significância</p><p>estatisticamente na melhoria dos parâmetros</p><p>clínicos. No entanto, o benefício clínico do</p><p>antibiótico ou antiinflamatório têm sido marginais.</p><p>Isso pode ser devido ao fato de que múltiplas</p><p>espécies, com diferentes susceptibilidades aos</p><p>antimicrobianos, bem como múltiplas rupturas nos</p><p>mecanismos homeostáticos do tecido hospedeiro,</p><p>podem resultar no início da inflamação destrutiva.</p><p>SEMELHANÇAS ENTRE MUCOSITES PERI-IMPLANTAR</p><p>E GENGIVITE</p><p>As espécies associadas a ambas as doenças são</p><p>semelhantes.</p><p>A microbiota agressora e a resposta imune são</p><p>semelhantes. No início há grande número de</p><p>neutrófilos. A taxa de progressão dos sinais</p><p>inflamatórios são mais graves na peri-implantite.</p><p>No dente as fibras colágenas são perpendiculares e</p><p>no implante são paralelas.</p><p>Agressão</p><p>bacteriana</p><p>Inflamação</p><p>confinada aos</p><p>tecidos moles</p><p>Inflamação</p><p>crônica</p><p>Reversível</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>16</p><p>Trauma oclusal periodontal</p><p>Forças oclusais excessivas podem gerar alguma</p><p>lesão importante na estrutura periodontal.</p><p>A perda de suporte ósseo pode ocorrer por</p><p>etiologia bacteriana, mas também pode acontecer</p><p>em virtude de uma lesão traumática.</p><p>Conceito: o trauma oclusal periodontal é a lesão do</p><p>aparelho de inserção, da estrutura e suporte,</p><p>afetando tanto o periodonto de proteção como o</p><p>de sustentação devido a uma força oclusal</p><p>excessiva.</p><p>Existe a adaptação funcional, que é quando os</p><p>músculos e estruturas de suporte se adaptam e</p><p>desenvolvem-se com o estímulo de alguma</p><p>sobrecarga de trabalho. Porém a carga excessiva</p><p>pode gerar uma lesão. A força oclusal pode levar a</p><p>um destes dois mecanismos, dependendo das</p><p>variáveis que atuam sobre ela. A força oclusal pode</p><p>ser muito intensa com pouca duração, pouco</p><p>intensa com muita duração, muito frequente,</p><p>direções diferentes, com uma complexidade</p><p>tremenda.</p><p>A etiologia do trauma oclusal periodontal é uma</p><p>força excessiva.</p><p>O contato dental é muito maior na deglutição do</p><p>que na mastigação. Em ambos os momentos</p><p>funcionais nós temos o controle funcional, ou seja,</p><p>dosamos a força exercida pelo músculo. Na</p><p>parafunção esse controle de força não existe.</p><p>SINAIS CLÍNICOS ASSOCIADOS A UMA LESÃO</p><p>TRAUMÁTICA</p><p>� Aumento da mobilidade</p><p>� Desgaste oclusal</p><p>� Fratura dental</p><p>� Fraturas de restaurações</p><p>� Dores articulares</p><p>� Dores Musculares</p><p>� Alteração pulpar</p><p>SINAIS RADIOGRÁFICOS</p><p>� Ligamento periodontal espessado → o</p><p>alargamento do ligamento periodontal só</p><p>acontece quando há perda óssea associada.</p><p>� Perda da lâmina dura</p><p>� Defeito ósseo angular</p><p>� Achados penos frequentes: radiopacidade</p><p>periapical, radiolucidez periapical e</p><p>reabsorção radicular.</p><p>Nem sempre uma perda óssea podemos associar a</p><p>uma lesão traumática oclusal, devemos avaliar</p><p>uma série de fatores para determinar a origem da</p><p>lesão.</p><p>A maioria dos achados clínicos presentes na</p><p>literatura foram baseados em impressão clínica sem</p><p>uma evidência científica correta.</p><p>MOBILIDADE DENTAL</p><p>Nem toda mobilidade dental é patológica;</p><p>devemos saber se há progressão ou adaptação.</p><p>Estudo de Glickman, 1970:</p><p>Estudo feito em cadáveres.</p><p>Divide o periodonto em 2 áreas:</p><p>1. Zona de agressão</p><p>2. Zona de co-destruição</p><p>→ Hipótese: a placa bacteriana provoca uma</p><p>gengivite. Se esse dente com gengivite começar a</p><p>receber trauma oclusal, ele irá deslocar a</p><p>Força oclusal</p><p>excessiva</p><p>Adaptação</p><p>funcional</p><p>Ausência</p><p>de</p><p>doença</p><p>Ausência de</p><p>adaptação</p><p>Lesão →</p><p>perda óssea</p><p>Fisiológica</p><p>Quantidade que a raiz se</p><p>movimenta dentro do</p><p>ligamento periodontal</p><p>normal. Os</p><p>unirradiculares tem mais</p><p>mobilidade que os</p><p>multirradiculares.</p><p>Mobilidade</p><p>progressiva</p><p>Causada por trauma</p><p>oclusal.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>17</p><p>inflamação para dentro do ligamento periodontal e</p><p>começará a destruir o osso associado à superfície</p><p>radicular. Dessa forma, a doença começa a</p><p>apresentar defeitos angulares, os defeitos ósseos</p><p>verticais. Quando há apenas a infecção bacteriana</p><p>atuando, a periodontite atua na crista óssea</p><p>provocando uma perda horizontal. Ou seja:</p><p>9 Periodontite pura: defeito ósseo horizontal</p><p>9 Periodontite + trauma oclusal: defeito</p><p>angular</p><p>Estudo da Escola da Escandinávia, 1979:</p><p>Van Haugen fez um estudo em cadáveres</p><p>semelhante ao do Glickman e não encontrou nada</p><p>do que foi afirmado por Glickman.</p><p>Observou que havia defeitos ósseos verticais</p><p>mesmo em dentes sem nenhum sinal de trauma.</p><p>Este pesquisador atribui a forma do defeito ósseo</p><p>somente à bactéria: se ela penetrar mais em</p><p>direção à raiz, ela irá gerar o defeito ósseo vertical.</p><p>O que determina a morfologia do defeito é a</p><p>quantidade de osso em volta da raiz e posição</p><p>subgengival da placa, que não é dependente de</p><p>sobrecarga oclusal.</p><p>A posição subgengival da placa + volume de osso</p><p>determinará a forma de crescimento ósseo vertical.</p><p>Alguns autores ainda hoje afirmam que há relação</p><p>da doença periodontal com trauma oclusal e outros</p><p>afirmam que não. Há controvérsias. Até hoje não</p><p>conseguiu-se estabelecer se realmente há uma</p><p>relação de causa e efeito entre as duas condições.</p><p>DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL</p><p>a) Usando apenas o critério de mobilidade</p><p>aumentada não é possível fazer o diagnóstico</p><p>diferencial entre as duas lesões, pois tanto o</p><p>trauma periodontal quanto a doença</p><p>periodontal clássica podem levar ao aumento da</p><p>mobilidade de um dente.</p><p>b) Defeito ósseo angular: pode ser um achado</p><p>tanto de doença periodontal quanto do trauma</p><p>periodontal.</p><p>c) Perda do osso marginal: perder osso em altura.</p><p>Também pode ser um achado relacionado com</p><p>as duas entidades.</p><p>d) Profundidade de sondagem: é nesse exame que</p><p>o diagnóstico diferencial é feito. Se a lesão é</p><p>puramente traumática, pode haver perda óssea,</p><p>mas à sondagem não há perda de inserção. Isso</p><p>ocorre porque o epitélio juncional está intacto.</p><p>e) Sangramento: achado clássico da doença</p><p>periodontal associada à placa.</p><p>O trauma causa perda óssea, a doença periodontal</p><p>causa perda de inserção.</p><p>EXPERIMENTOS ANIMAIS</p><p>Quando exercemos uma força em um dente, as</p><p>áreas que mais sofrem pressão são o periodonto</p><p>marginal e o periodonto apical, pois são criadas</p><p>áreas de tensão e compressão. Onde for</p><p>pressionado dentro do limite de força fisiológico</p><p>será provocada a reabsorção óssea. Onde as fibras</p><p>forem tensionadas, será provocada a formação</p><p>óssea, e o dente inclina como resultado desse</p><p>equilíbrio.</p><p>Quando queremos o movimento de deslocamento,</p><p>uma área do dente será toda de tensão e a outra</p><p>será toda de compressão, que se for dentro do</p><p>limite fisiológico ocasionará formação óssea e</p><p>reabsorção óssea.</p><p>Esse mecanismo de trauma organizado é a base da</p><p>ortodontia.</p><p>Em experimentos animais com a aplicação do</p><p>trauma desorganizado (forças que incidem sobre as</p><p>várias direções do dente sem uma sequência</p><p>coordenada), observou-se que as áreas mais</p><p>afetadas foram as áreas de periodonto marginal e</p><p>periodonto apical. Na avaliação histológica foi</p><p>observado uma intensa inflamação no periodonto</p><p>dessas áreas sujeitas ao trauma. Porém os animais</p><p>que continuaram por mais tempo no estudo,</p><p>começaram a apresentar um aumento de</p><p>mobilidade. Houve alargamento da estrutura</p><p>periodontal, indicando reabsorção óssea. Porém, à</p><p>sondagem, não havia bolsas nem perda de inserção.</p><p>A estrutura do periodonto de proteção permaneceu</p><p>intacta. Esses animais que foram observados por</p><p>mais tempo, em sua análise histológica não havia</p><p>mais nenhuma alteração inflamatória. Concluiu-se</p><p>que houve uma adaptação funcional à essa nova</p><p>demanda.</p><p>Até então acreditava-se que o trauma oclusal puro</p><p>é fator etiológico da doença periodontal. Com esses</p><p>estudos concluiu-se que o trauma oclusal puro sem</p><p>a presença de placa não é capaz de iniciar uma</p><p>doença periodontal. Quando retirado o estímulo de</p><p>forças, as áreas reabsorvidas são remineralizadas e</p><p>o periodonto volta às suas dimensões normais.</p><p>Porém, quando o animal teve doença periodontal</p><p>com perda de aproximadamente 50% de suporte, a</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>18</p><p>força excessiva provoca as mesmas consequências</p><p>que a aplicação de forças em animais que nunca</p><p>tiveram doença periodontal.</p><p>Outro estudo tentou trazer respostas para o</p><p>questionamento se onde tem trauma e doença</p><p>periodontal a lesão progride mais rapidamente do</p><p>que quando há apenas a doença periodontal sem o</p><p>fator traumático. Existem opiniões adversas. Alguns</p><p>pesquisadores dizem que a taxa de progressão da</p><p>doença é a mesma nas duas situações e há</p><p>pesquisadores que afirmam que há um</p><p>comportamento co-destrutivo.</p><p>9 Lindhe em sua pesquisa analisou a</p><p>profundidade de sondagem associada à</p><p>presença de toques prematuros e concluiu</p><p>que isso não altera a profundidade de</p><p>sondagem e a formação de bolsas.</p><p>9 Os dentes que possuíam ligamento</p><p>periodontal espessado apresentavam maior</p><p>profundidade de sondagem e maior perda</p><p>de inserção em relação àqueles dentes que</p><p>tinham o ligamento periodontal normal.</p><p>9 Dentes com mobilidade aumentada</p><p>também apresentaram maior perda de</p><p>inserção e profundidade de sondagem</p><p>neste estudo.</p><p>9 Dentes com lamina dura esessada</p><p>apresentam menos profundidade de</p><p>sondagem e menos perda de inserção.</p><p>9 Dentes com a lâmina dura ausente estão</p><p>mais susceptíveis à formas severas da</p><p>doença periodontal.</p><p>→ Índice de função dental: função aumentada</p><p>apresentava perda de inserção maior, profundidade</p><p>de sondagem maior e perda de osso alveolar. Com</p><p>base em todos esses achados Lindhe criou o índice</p><p>de trauma oclusal.</p><p>� Dente com trauma oclusal positivo:</p><p>mobilidade aumentada funcional e</p><p>ligamento periodontal espessado.</p><p>Apresentam mais profundidade de</p><p>sondagem e perda de inserção do que os</p><p>dentes que não apresentam estas</p><p>características. Onde houver mais força</p><p>PODE haver maior severidade da doença</p><p>periodontal.</p><p>Trauma positivo: quando há muita pouca perda de</p><p>inserção e doença periodontal leve, quase não há</p><p>diferença na quantidade de perda óssea.</p><p>O problema da interação de doença periodontal</p><p>com trauma oclusal está quando a doença</p><p>periodontal entrar em uma fase de moderada para</p><p>avançada. Nessas fases pode haver o efeito co-</p><p>destrutivo. As forças traumáticas então aceleram os</p><p>processos de perda óssea e perda de inserção. Por</p><p>isso precisamos fazer ajuste oclusal nos pacientes</p><p>com esses graus de doença periodontal.</p><p>CONCLUSÕES</p><p>� O trauma oclusal periodontal não inicia a</p><p>doença periodontal associada a trauma.</p><p>� A etiologia da periodontite NÃO é o trauma</p><p>oclusal</p><p>� O trauma oclusal puro resulta na</p><p>reabsorção óssea e pode ter caráter</p><p>transitório ou permanente</p><p>� Sob certas condições um trauma oclusal</p><p>pode aumentar a progressão da doença</p><p>periodontal.</p><p>� Necessidade de critérios diagnósticos mais</p><p>precisos → acompanhar o paciente para</p><p>saber se está ocorrendo adaptação</p><p>funcional</p><p>� Prevalência reduzida frente aos novos</p><p>critérios</p><p>� Diferenciar uma adaptação funcional de</p><p>uma lesão progressiva através do</p><p>acompanhamento do paciente, pois nem</p><p>toda lesão é patológica.</p><p>� No tratamento de lesões combinadas,</p><p>ênfase deve ser dada ao controle da</p><p>condição bacteriana.</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>19</p><p>Antimicrobianos em periodontia</p><p>As doenças periodontais são inflamatórias</p><p>infecciosas. A presença de bactérias desperta uma</p><p>inflamação e a inflamação alimenta a infecção.</p><p>As terapias periodontais são todas baseadas no</p><p>controle de infecção, feito de uma maneira</p><p>mecânica inicialmente. Também podemos atuar na</p><p>infecção com agentes químicos através do uso de</p><p>drogas.</p><p>A intervenção mecânica é importante pela presença</p><p>do biofilme, que é a principal causa da doença.</p><p>Causas da doença periodontal: infecção bacteriana</p><p>associada à resposta inflamatória do hospedeiro,</p><p>que é ineficiente para o controle bacteriano mas</p><p>causa danos teciduais.</p><p>Desta forma é possível pensar no tratamento</p><p>periodontal com a modulação da resposta</p><p>inflamatória do indivíduo.</p><p>ANTIMICROBIANOS</p><p>Substâncias naturais ou compostos sintéticos que</p><p>em concentrações relativamente baixas são capazes</p><p>de inibir ou matar seletivamente os</p><p>microorganismos (ação bactericida ou</p><p>bacteriostático).</p><p>USO DOS ANTIMICROBIANOS EM PERIODONTIA</p><p>� Uso profilático: administração da droga</p><p>para prevenir a ocorrência de um evento.</p><p>Justificável quando o risco do evento supera</p><p>o risco da droga.</p><p>� Uso terapêutico: uso para tratar um</p><p>problema instalado. Uso em processos</p><p>agudos como coadjuvantes no tratamento</p><p>de periodontites.</p><p>Uso profilático</p><p>Todos os procedimentos odontológicos geram uma</p><p>certa bacteremia no paciente, principalmente em</p><p>procedimentos cruentos. Esta bacteremia é</p><p>transitória, normalmente o aporte de bactérias na</p><p>corrente sanguínea dura um tempo muito curto.</p><p>Para pessoas cm características de risco esta</p><p>bacteremia pode ser prejudicial. Dependendo do</p><p>tipo de procedimento ele pode levar a uma</p><p>bacteremia menor ou maior. A profilaxia justifica-</p><p>se:</p><p>� Em casos que o paciente tem risco</p><p>aumentado para endocardite bacteriana.</p><p>� Pacientes com condições sistêmicas</p><p>debilitantes.</p><p>Prescrição de:</p><p>Sempre administrado 1h antes do procedimento</p><p>para que no momento do procedimento, quando a</p><p>bacteremia acontecer, a droga esteja disponível em</p><p>quantidade terapêutica no sangue. Sempre de 2x a</p><p>4x a dosagem padrão.</p><p>Uso terapêutico</p><p>Coadjuvante nos tratamentos das periodontites e</p><p>em casos agudos como abscessos, pericoronarite ou</p><p>casos de resposta sistêmica do indivíduo alta com</p><p>linfoadenopatia e febre recomenda-se uso de</p><p>antimicrobianos.</p><p>Auxiliar aos procedimentos mecânicos.</p><p>Prescrição de:</p><p>O determinante na escolha de se realizar</p><p>tratamento com antimicrobiano ou não é o quanto</p><p>o processo agudo está representando para o</p><p>indivíduo no momento. Um processo local pequeno</p><p>em um indivíduo saudável, sem sintomatologia</p><p>sistêmica não é indicado o uso de antimicrobianos.</p><p>Infecção → inflamação</p><p>Aspectos</p><p>etiológicos</p><p>Abordagem</p><p>terapêutica</p><p>Amoxicilina</p><p>•2,0 g</p><p>•1h antes do procedimento</p><p>Clindamicina</p><p>•600mg</p><p>•1h antes do procedimento</p><p>•Para indivíduos intolerantes à</p><p>amoxicilina</p><p>Amoxicilina</p><p>•1,0g 1h antes</p><p>do</p><p>procedimento</p><p>•500mg de 8/8h</p><p>por 3 dias</p><p>Azitromicina</p><p>•1,0g 1h antes</p><p>do</p><p>procedimento</p><p>•500g no 2º e 3º</p><p>dias</p><p>Clindamicina</p><p>•600mg 1h</p><p>antes do</p><p>procedimento</p><p>•300mg de 8/8h</p><p>por 3 dias</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-perio-i-prova-1-karolina-viana</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>20</p><p>Tratamento das periodontites</p><p>� Fatores a serem considerados para o uso de</p><p>antimicrobianos</p><p>o Etiologia → microbiota. Devemos</p><p>saber qual é a origem da microbiota</p><p>para selecionar o mecanismo de</p><p>ação e o espectro de ação do</p><p>antimicrobiano.</p><p>o Drogas → esquema terapêutico, de</p><p>preferência fácil de ser seguido pelo</p><p>paciente.</p><p>o Situação clínica do paciente: drogas</p><p>que o paciente toma, condições</p><p>sistêmicas.</p><p>Características específicas das periodontites</p><p>9 Infecção bacteriana mista, grupo variado</p><p>de bactérias associadas a ela, das quais em</p><p>teoria conhecemos as principais. Estas</p><p>bactérias estão organizadas em biofilme.</p><p>9 Inflamação crônica</p><p>9 Natureza episódica</p><p>9 Diferentes níveis de gravidade</p><p>9 Diferentes níveis de extensão</p><p>Biofilme</p><p>9 A organização em biofilme dificulta a</p><p>penetração do antimicrobiano. A</p><p>penetração da droga é reduzida em virtude</p><p>das diferentes camadas e espessura do</p><p>biofilme e a ligação da droga à moléculas</p><p>da matriz do biofilme que podem levar à</p><p>neutralização da droga. Por isso para lidar</p><p>com o biofilme é preciso doses mais</p><p>elevadas da droga.</p><p>9 Em biofilme as bactérias podem mostrar um</p><p>fenótipo diferenciado. As bactérias</p><p>apresentam taxas de crescimento reduzidas</p><p>e vias metabólicas desativadas.</p><p>9 Por isso, há a necessidade dos métodos</p><p>mecânicos, para romper a estrutura e ter</p><p>um maior efeito das drogas. A terapia</p><p>química é apenas auxiliar do método</p><p>mecânico</p><p>O antimicrobiano atua auxiliando na redução da</p><p>carga total bacteriana inicialmente para que a</p><p>recolonização benéfica e o restabelecimento da</p><p>simbiose ocorra de maneira mais efetiva.</p><p>COMPLEXOS BACTERIANOS</p><p>Os agrupamentos acontecem por afinidades inter-</p><p>bacterianas. O complexo vermelho tem bactérias</p><p>com alto grau de virulência e diversos mecanismos</p><p>e estruturas que possibilitam a evasão da defesa do</p><p>hospedeiro e persistência no ambiente gengival.</p><p>O A.a. é uma das bactérias que tem mais cepas de</p><p>alta virulência. Normalmente as falhas no</p><p>tratamento estão associadas à permanência de</p><p>carga bacteriana de P. g. e A. a. após o tratamento.</p><p>� Porphyromonas gingivalis e</p><p>Aggregatibaecter actinomycetemcomitans -</p><p>principais características:</p><p>o Capazes de invadir tecido mole</p><p>colonizando superfície externa e</p><p>penetração nos tecidos o que leva à</p><p>dificuldade de tratar apenas com o</p><p>controle mecânico</p><p>o Sua persistência está associada ao</p><p>insucesso, progressão e risco</p><p>aumentado de doença.</p><p>ESCOLHA DO ANTIMICROBIANO</p><p>� Diagnóstico microbiológico: coleta de</p><p>amostra de placa e teste de cultura com o</p><p>antibiograma.</p><p>� Escolha empírica, o que domina as escolhas.</p><p>Obs.: em algumas situações clínicas, o teste de</p><p>sensibilidade aos antimicrobianos pode não</p><p>Método mecânico</p><p>Ação inespecífica</p><p>reduzindo a carga</p><p>total bacteriana</p><p>Recolonização pelas</p><p>espécies benéficas</p><p>ao longo do tempo</p><p>Alteração ecológica</p><p>Restabelecimento</p><p>de microbiota</p><p>simbiótica</p><p>Baixado por francisco silva (fbcnec2019@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|3748020</p><p>Prova 1 Periodontia 1</p><p>Karolina Viana</p><p>21</p><p>adicionar informações significantes que alterem a</p><p>terapia e o curso. A presença de algumas espécies</p><p>patogênicas e o perfil antimicrobiano é previsível.</p><p>� Drogas:</p><p>o Tetraciclina</p><p>o Amoxicilina</p><p>o Amoxicilina + clavulanato de</p><p>potássio</p><p>o Metronidazol</p><p>o Amoxicilina + metronidazol</p><p>o Clindamicina</p><p>o Ciprofloxacino</p><p>� Esquemas terapêuticos</p><p>o Monoterapia → tratamento com só</p><p>uma droga</p><p>o Terapias combinadas → escolha de</p><p>uma combinação de drogas.</p><p>As terapias combinadas têm mostrado resultados</p><p>melhores, porque temos diferentes patógenos com</p><p>diferentes níveis de susceptibilidade em uma</p><p>infecção mista.</p><p>Quando prescrever um medicamento, avaliar:</p><p>a) História médica do paciente</p><p>b) Avaliação de saúde geral: sistema excretor,</p><p>fígado e rins.</p><p>c) Efeitos colaterais em grupos especiais como</p><p>crianças, gestantes e idosos</p><p>d) Interações medicamentosas com as drogas</p><p>que o paciente usa.</p><p>Escolha para o tratamento das periodontites:</p><p>Associação:</p><p>Esquemas terapêuticos:</p><p>INDICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS COMO FORMA</p><p>TERAPEUTICA</p><p>� Como auxiliar aos procedimentos</p><p>mecânicos quando estes não forem</p><p>suficientes para a regressão da doença. As</p><p>drogas devem ser associadas a uma boa</p><p>terapia mecânica e higienização eficiente.</p><p>� Processos crônicos: periodontites</p><p>agressivas, casos refratários, perda de</p><p>inserção contínua após terapia ativa</p><p>�</p>