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Aluna: Luíza Avelar Gonçalves Peçanha Nogueira – 21851083 Análise da canção “Divina Comédia Humana” A canção Divina Comédia Humana foi escrita por Antônio Carlos Belchior, cearense natural de Sobral, que nasceu em 1946 e faleceu em 2017. Belchior faz, nessa composição, uma alusão a Divina Comédia de Dante Alighieri, que possui viés teológico com citações repletas de simbolismos e alegorias, além de seu inegável caráter crítico à sociedade de sua época. Em Divina Comédia Humana a visão de Belchior é característica do realismo e materialismo, onde sua forma de enfrentar a vida é de encarar as coisas como de fato são, como pode ser visto em trechos da música. Inicialmente, a canção relata o encontro com uma pessoa especial, que chega como “um Sol no quintal” em um momento que ele estaria angustiado. Logo após, ainda na primeira estrofe, um amigo “analista”, da psicanálise, avalia a situação e lhe alerta ele: “Aí um analista, amigo meu, disse que desse jeito não vou ser feliz direito”. Ainda assim, Belchior encontra em seu encontro casual algo que ele pretende viver agora, sem se importar com o que virá, sem ligar para a “profundidade” do caso, outra característica clara do realismo e materialismo representado por Belchior nesta canção. Por fim, é possível identificar uma metalinguagem que transcende o nome da música, onde vemos uma alusão à obra de Dante, quando ele diz “Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno Viver a divina comédia humana onde nada é eterno”. Além das ideias estéticas, estilísticas e artísticas da canção, é possível visualizar o uso de uma linguagem relativamente simples, em primeira pessoa, sem uso de palavras complicadas, sem uma preocupação em esconder ou disfarçar o que ele pensa ou diz, sendo direto e realista, Belchior escreveu esta bela canção que conversa com várias outras frentes, faz alusão à Divina Comédia, uma obra épica e, além disso, cita pontos filosóficos, deixando sua pitada de realismo.