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ANÁLISE CRÍTICA: FILME “Ó PAI Ó” 
 
A forma como o baiano exibe a corporalidade está voltado a alguns aspectos do 
cotidiano, principalmente na cidade de Salvador, onde a alegria dos seus habitantes 
é notória. 
A valorização dos espaços públicos, o sincretismo religioso, o paradigma sensorial, 
a carnavalização dos festins, o sol e o mar, são pontos perceptíveis no filme e 
explanados no texto. 
O filme “Ó pai ó” traz algumas características do povo baiano como a 
“malemolência”, a tradição, a criatividade, comemorações e relacionamentos 
pessoais expressivos. Portanto, essa convivência é espontânea e as regras e os 
limites da ocupação dos espaços são pouco definidos pela sociedade e pelo poder 
público (Garzedin, 1997). 
A cidade de Salvador, onde foi gravado o filme mostra as características físicas das 
vias que muitas delas são apertadas e excessivamente ocupadas pelos carros, 
como também algumas não têm calçadas. 
A cultura afro-baiana é bastante explorada no filme e ao mesmo tempo trabalhada 
no texto de Edvaldo Couto – As vozes dos donos do corpo. Um elemento que marca 
e diferencia as pessoas dessa terra em relação às outras do mesmo estado ou país. 
O sincretismo é palavra chave para entender a religiosidade festiva, visto no filme 
que há discordâncias no que se refere a festas populares, a exemplo do carnaval, 
que para muitos é sinônimo de diversão e para outros é algo profano (sagrado e o 
profano). 
Visto também a exaltação do corpo, que envolve a sensualidade e sedução do povo 
baiano em sua maioria, fato também discutido no texto. 
A culinária, as roupas, os pedidos de proteção, as velas e incensos, estão presentes 
também na cultura baiana. 
Focando ainda na culinária, no filme nota-se a valorização da baiana do acarajé, 
comida típica da Bahia, onde o aroma do dendê é um chamariz para os visitantes e 
estrangeiros que passam pela cidade. 
Se tratando do carnaval, existe uma variedade de tipos de grupos em contínua 
transformação de suas características (Couto, 1973). É exibida no filme uma prévia 
desta festa que envolve blocos e cantores famosos. 
Para os baianos, dançar não é apenas movimentar com graça e embalar o corpo 
pela música. Dançar é um modo público de exibi-lo e acaricia-lo (Couto, 1973). Visto 
também no filme algumas cenas onde a dança e os movimentos corporais marcaram 
presença, mostrando a maneira como é desenvolvida pelo povo baiano e que 
dançar requer muito mais do que apenas embalar o corpo. 
Conclui-se, portanto, que o modo baiano sempre festivo, incentiva ao máximo que 
cada um valorize os prazeres da vida, seja na música, na dança ou em qualquer 
outra área.

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