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1 Nome: Fernanda Pereira Bastos Data: 03/03/2021 Disciplina: Processos Psicológicos Básicos Professora: Júlia MYERS, David G. Psicologia Nova edição. Rio de janeiro: Diagrama Ação/ LTC/ abdr, 2015 A história da psicologia. “O astrônomo Owen Gingerich (2006), de Harvard, informa que existem mais de 100 bilhões de galáxias. Apenas uma delas, a nossa própria e relativamente minúscula Via Láctea, tem cerca de 200 bilhões de estrelas, muitas das quais, como o nosso Sol, são cercadas por planetas. Na escala do espaço sideral, somos menos do que um único grão de areia das praias de todos os oceanos, e nosso tempo de vida equivale a um nanossegundo. Ainda assim, não há nada mais impressionantemente inspirador e envolvente do que o nosso próprio espaço interno. Nosso cérebro, acrescenta Gingerich, “é disparado o mais complexo objeto físico por nós conhecido em todo o cosmos” (p. 29). Nossa consciência - a mente surgindo, de alguma forma, da matéria - continua a ser um mistério profundo. Nosso pensamento, emoções e ações (e a interação com os pensamentos, emoções e ações dos demais) é algo que nos fascina. O espaço sideral nos deixa atordoados por sua enormidade, mas o espaço interior nos encanta. Entra em ação a ciência psicológica. “(p. 40) A psicologia inicia com questionamentos relacionados a cosmologia, que seriam ligados ao comportamento humano em diferentes situações da vida, envolvendo então, pensamentos, sonhos, personalidade, cultura, sucesso, ansiedade, depressão entre outros. Dessa forma, nos leva a um caminho para responder: como e por que pensamos, sentimos e agimos da maneira como fazemos. Mas afinal, o que é psicologia? “CERTA VEZ, EM UM PLANETA neste canto do universo, surgiram as pessoas. Pouco tempo depois, essas criaturas ficaram muito interessadas nelas próprias e umas nas outras. Elas se perguntavam: "Quem somos? O que produz os nossos pensamentos? Nossos sentimentos? Nossas ações? E como entendemos e lidamos com os que estão à nossa volta? Ser humano é ser curioso sobre si mesmo e sobre o mundo ao redor. Antes de 300 a.C., o naturalista e filósofo grego Aristóteles teorizou sobre o processo de aprendizagem e memória, motivação e emoção, percepção e personalidade.” (p.41) Percebe-se que desde antigamente, se perguntavam de onde vinham as ideias e as dúvidas que nossa mente provocava. Com isso, hipóteses já existiam antes mesmo da origem da psicologia, assim, alguns blocos que se tornam base da mesma como ciência, é provinda da filosofia grega. Como citado acima, Aristóteles (384-322 aC) é um dos filósofos que possui papel importante na história até como a conhecemos atualmente, ele transmitiu a ideia de que corpo e alma são inseparáveis, interligando o psicológico, com a biologia e a medicina, acreditava que o cérebro 2 controlava nossas experiências e comportamentos. Lembrando, que até então, todo o estudo era baseado em análise dos modos de como viviam. Foi então que no século XIX, aconteceu o considerado “primeiro experimento” da psicologia, com o surgimento do primário laboratório por, Wilhelm Wundt e sua equipe (estudantes da área). Já apontado anteriormente, sabemos que havia sim o interesse em compreender o comportamento humano e suas emoções, porém, a partir de 1879 é que se tem bases concretas para estudar corretamente a psicologia até nos dias de hoje. “Em pouco tempo, essa nova ciência da psicologia organizou-se em diferentes correntes, ou escolas de pensamento, cada uma promovida por pensadores pioneiros. Essas primeiras escolas incluíam o estruturalismo e o funcionalismo (...)”(p.41) “Logo após se tornar Ph.D., em 1892, Edward Bradford Titchener, discípulo de Wundt, ingressou no corpo docente da Cornell University e lançou o estruturalismo. Assim como físicos e químicos discerniam a estrutura da matéria, Titchener almejava descobrir os elementos estruturais da mente. Seu método era engajar pessoas em introspecção autorreflexiva (olhar para dentro de si mesmas), treinando-as para relatar os elementos de suas experiências enquanto olhavam para uma rosa, ouviam um metrônomo, sentiam um cheiro ou saboreavam uma substância. Quais eram as suas sensações imediatas, suas imagens, seus sentimentos? E como essas sensações se relacionavam entre si? Titchener compartilhava com o ensaísta inglês C. S. Lewis o ponto de vista de que “existe uma coisa, e só uma coisa em todo o universo sobre a qual sabemos mais do que podemos aprender por meio da observação externa”. (p.41) Chega um momento, que começam a prestar mais atenção nas diferentes abordagens e métodos de análises, quando então surge o estruturalismo. Houve um entendimento de que a psicologia é uma ciência da Consciência, quem diz isso é EB Titchener (1867-1927), aluno de Wundt, que fez um estudo sistemático da mente, verificando sua estrutura, por isso se da o nome do método. Titchener analisou três elementos básicos: sensações, sentimentos e imagens. “Nos primórdios da psicologia, Wundt e Titchener focalizaram sensações internas, imagens e sentimentos. James também engajou-se no exame introspectivo do fluxo de consciência e de emoção. Freud enfatizou como as respostas emocionais às experiências da infância e os nossos processos de pensamento inconscientes afetam nosso comportamento. Por isso, até a década de 1920, a psicologia era definida como “a ciência da vida mental”. (p.43) Uma vez que, o caminho para novas abordagens foi aberto, surgiu também o Behaviorismo, pensado por JB Watson. Discordava e não confiava no método introspecção, já que os sujeitos relatavam o que estava acontecendo em suas mentes enquanto realizavam uma determinada tarefa, preferia acreditar na observação do comportamento. A psicologia humanista nasce por Carl Rogers e Abraham Maslow, tendo como base o Existencialismo e a Fenomenologia, entendendo que as pessoas são seres pensantes, contendo razão e emoção, agindo conforme essas. Acredita-se que as pessoas são capazes de se autorrealizar, considerando que seja o nível mais alto da existência humana, capazes de atualizar seus potenciais e capacidades. Esse método da psicologia, foca na empatia, o ato de se colocar no lugar do outro e direciona o alcance da autorrealização e o reconhecimento do potencial do indivíduo. 3 Desde quando a psicologia foi entendida como ciência, surgiram ramos importantíssimos como por exemplo, Psicologia clínica, por Lightner Witner, tinha foco em problemas no desenvolvimento infantil, seguindo um protocolo médico, com diagnóstico e tratamento. Hoje em dia, sendo exercida de forma diferente, quebrando “padrão” atendendo questões infantis, mas também do indivíduo como um todo, saindo da perspectiva de doenças e problemas mentais, para a evolução da potencialidade do ser humano. Psicanálise ou psicologia dinâmica, por Sigmund Freud (1856-1939), mostra o quanto a mente influencia o comportamento, e ajudando as pessoas a se entenderem, se perguntarem e tirar mutas vezes, coisas que estão no subconsciente e não são vistas, sendo analisadas até pelo sonho, explorando sentimentos, desejos, memórias e etc auxiliando no desenvolvimento emocional. Entre outros métodos, dando continuidade e assistência então, para cada qual com seu paciente, entender e desbravar á fundo qual melhor caminho á seguir.