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Simulado ELEVA 1º DIA

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The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is the United Nations body for assessing the science related to climate change. The IPCC was created to provide policymakers with regular scientific assessments on climate change, its implications and potential future risks, as well as to put forward adaptation and mitigation options.
A relação dos vocábulos “objectivity”, “transparency” e “neutral” refere-se
A à utilização de pessoas dentro da ONU que sejam objetivas, transparentes e neutras nas relações com os países no trato de alguns temas.
B à criação de reportagens objetivas, transparentes e neutras para serem divulgadas no mundo sobre a meteorologia.
C à revisão de reportagens, garantindo objetividade, transparência e neutralidade no trato das mudanças climáticas.
D ao estabelecimento de regras objetivas, transparentes e neutras para que as mudanças climáticas tenham menores impactos nos países associados às ONU.
E à garantia da objetividade, da transparência e da neutralidade nos relatórios sobre mudanças climáticas dentro do mundo científico.

No cartum, os vocábulos “declutter”, na fala da menina, e “donate”, presente na caixa, estão associados, pois
A quando você resolve organizar suas coisas, você obrigatoriamente fará uma doação.
B há a separação de alguns itens que já não são mais utilizados e são direcionados à doação.
C a doação é um ato importante para a sociedade.
D a doação ocorre apenas com objetos que já foram utilizados diversas vezes e já se encontram desgastados.
E há diversas formas de realizar uma doação.

Pogo é um personagem engajado em críticas sociais e políticas criado pelo cartunista Walt Keely (1913-1973) e atingia o público adulto e o infantil. A charge acima apresenta os personagens utilizando tecnologias distintas e o diálogo entre eles apresenta dúvidas contextuais, como
A fato de o jovem criticar o idoso pelo uso do jornal.
B o fato de as gerações serem muito próximas no desenvolvimento tecnológico e social.
C o idoso querer ensinar o jovem sobre as tiras de jornal de seu tempo.
D a questão de haver um problema sério sobre o uso errado da tecnologia.
E as gerações sentirem dificuldades em acompanhar as mudanças tecnológicas e sociais.

Fazer previsões sobre o futuro é realmente algo difícil, principalmente em relação ao mundo tecnológico. Muitos empreendedores de um passado não tão distante acreditavam que computadores, internet e televisão, entre outros, seriam destinados a um público muito específico e não haveria uma demanda de mercado.
De acordo com a previsão de Olsen,
A os computadores domésticos seriam utilizados apenas pelos adultos.
B as pessoas não iriam querer computadores em casa, pois aparentemente não haveria um uso para eles.
C os computadores foram desenvolvidos primariamente para o uso de desencriptação de mensagens inimigas e a criação de armas mais inteligentes durante a Segunda Guerra Mundial.
D os computadores seriam sempre muito grandes para caberem dentro de uma casa.
E as previsões sobre os usos da tecnologia para o público foram sempre acertadas.

Wells escreveu esse livro no final do século XIX, em que um “viajante do tempo” se transporta para o ano de 802701. Ao chegar nesse futuro, ele percebe que não está preparado para o que encontra.
O “viajante do tempo”, em sua jornada futurística, não está preparado para o que ele encontra porque
A os avanços tecnológicos são muito superiores ao que ele poderia imaginar.
B as pessoas se comunicam telepaticamente por meio de um dispositivo implantado.
C ele encontra pessoas frágeis e infantis.
D o futuro do planeta está destruído em função das guerras que ocorreram.
E a dança da época é diferente da dança a que ele estava habituado.

O mundo hoje está voltado para a epidemia do coronavírus, pois este é um vírus que no momento ainda não é muito conhecido e para o qual não existe vacina. Porém, o texto reflete acerca
A do vírus da dengue ter menor importância que o COVID-19, pois o COVID-19 é um vírus muito mais perigoso, visto que mata.
B do vírus da dengue ser mais brando e, por isso, não exigir preocupação.
C do COVID-19 não se sobrepor aos vírus já existentes.
D do vírus da dengue, que continua se propagando, enquanto o mundo se preocupa com o COVID-19.
E do vírus da dengue ser tão importante quanto o COVID-19, mas já estar catalogado e não causar mortes.

No mundo científico há uma grande corrida para que as máquinas consigam superar os seres humanos. Grandes cientistas trabalham intensamente para criar uma inteligência artificial que se sobreponha à inteligência humana.
Segundo o texto, determinar a superioridade da inteligência artificial
A é difícil, mas a máquina realiza as provas facilmente, exceto uma delas.
B é difícil por causa das provas a que as máquinas têm de se submeter.
C é difícil por causa da imprecisão da inteligência humana.
D é difícil, mas existem investigadores que sustentam já terem conseguido.
E é difícil, mas existem pessoas que conseguiram mapear a inteligência humana.

horas en el aula del colegio y 15 000 frente a un televisor. No hacen falta más datos para advertir que la formación moral y cultural de los niños y los jóvenes es hoy, en el mundo, en buena medida, el resultado de las tensiones entre el sistema educativo formal y lo que se ha dado en llamar el sistema paraeducativo o informal. Dicho de un modo más simple, los jóvenes están sometidos, hoy, a la influencia de dos educadores que, a menudo compiten entre sí: la escuela y la TV [...]. La Nación. Buenos Aires, 27 ago. 2000.
O trecho acima consiste em
A um estudo que apresenta curiosamente o quanto se vê televisão hoje em dia.
B um relatório pedindo aos professores que sejam mais interessantes para seus alunos.
C um texto jornalístico que convida a refletir sobre toda a influência da televisão na sociedade.
D um artigo que ajuda as famílias a educar as crianças.
E uma tese que confronta o quão importante é a televisão para a educação atual.

Essa notícia trata de um dos efeitos das manifestações ocorridas no Chile em 2019. Para o ministro da Saúde chileno,
A
A em todas as situações houve uso excessivo de força por parte da polícia.
B é preciso investigar se houve desrespeito aos direitos humanos dos feridos, no caso das lesões provocadas no contexto de conflito político.
C as manifestações não foram autorizadas, por isso a polícia cumpriu bem seu papel.
D a polícia não reconheceu o uso excessivo de força contra os manifestantes.
E os ferimentos são o menor efeito colateral das manifestações.

Redes sociales: amigos a la carta […] El deseo de vivir en sociedad es tan antiguo como la humanidad, aunque las formas han variado a lo largo de la historia. Por eso, no es extraño que en un vehículo de comunicación tan omnipresente como internet hayan crecido vertiginosamente el número de redes sociales en poco más de una década. Y, como sucede con todos los cambios, mientras una importante parte del mundo se ha entregado sin pudor a la conexión virtual, hay quien teme perder el contacto con el mundo tangible que le rodea. […] A decir verdad, las relaciones que se crean en el ciberespacio son un reflejo de las que se establecen fuera de éste. Las personas que disfrutan de una vida social activa en la calle, es posible que también sean muy sociables en el mundo virtual. […] No estamos hablando de dos mundos paralelos, un breve paseo por los foros virtuales es suficiente para descubrir que muchos de los contactos que nacen en la red están encaminados a facilitar después encuentros cara a cara. […] Un dato curioso es que en lugares cuya cultura es más proclive al contacto físico y a la vida al aire libre, tales como España, Italia o Brasil, las redes sociales alcanzan mayor éxito. […] Revista Punto y Coma, no 26.
O artigo apresenta uma reflexão sobre a influência da internet nas relações humanas. Para o autor,
A as redes sociais se tornaram extremamente populares porque as pessoas preferem manter contato com seus amigos e conhecidos via internet do que se relacionar com eles na vida real.
B as redes sociais são apenas outra maneira de as pessoas estabelecerem vínculos, porque o ser humano é gregário por natureza.
C as pessoas mais ativas nas redes sociais são aquelas que têm maior dificuldade de relacionamento.
D as relações estabelecidas na internet raramente se tornam efetivas fora do mundo virtual.
E a maior parte das pessoas tem receio de que o uso das redes sociais faça com que elas percam o contato com o mundo real.

No texto acima, um poema concreto, seu autor, Ronaldo Azeredo, explora expressivamente características do gênero.
Nesse sentido, pode-se reconhecer que
A sua ênfase está restrita à forma, sem maiores preocupações quanto ao conteúdo.
B dialogando com a vanguarda futurista, constrói uma crítica à velocidade como símbolo negativo da época.
C sua construção “geométrico-isomórfica” obedece às propostas da fase ortodoxa do Concretismo.
D só pode ser lido no sentido horizontal, conforme preceitos firmados para esse tipo de poesia.
E representa a continuidade do processo discursivo tradicional, com nova concepção do verso.

A imagem acima, com humor, refere-se a um aspecto da reconfiguração das formatações tradicionais da escrita em meio digital, ou seja,
A o emprego intensivo de neologismos.
B o uso de recursos visuais de valorização da palavra.
C a livre utilização de formas abreviadas.
D a utilização indiscriminada de emoticons.
E alterações sintáticas expressivas.

A rede de mercados Hortifruti tem firmado, diante do seu público-alvo, um padrão criativo de propaganda que se vale de trocadilhos jocosos envolvendo filmes consagrados, vinculando-os aos produtos que pretende divulgar. É o caso de “Kiwi Bill”, uma alusão ao filme Kill Bill, de Quentin Tarantino, na peça publicitária acima retratada, voltada para a comercialização da fruta “kiwi” (forma original na língua inglesa) ou “quiuí” (no português do Brasil).
No caso em questão, além desse recurso de caráter parodístico, é possível identificar
A duplo sentido na expressão “vai pagar caro”.
B inusitado emprego polissêmico do verbo “apresentar”.
C uso metonímico da palavra “estrela”.
D ambiguidade na utilização da palavra “promessa”.
E desvinculação entre os elementos verbais e não verbais.

Os gráficos são gêneros textuais que aliam elementos verbais e não verbais em representações visuais voltadas para a exibição de dados sobre assunto determinado. O gráfico acima, relativo ao rendimento médio salarial verificado no Brasil, a partir dos critérios raça e cor, permite a constatação de que
A a diferença salarial entre os diversos segmentos representados manteve-se relativamente estável no período considerado.
B os elementos constitutivos apontam para uma acentuada tendência de elevação salarial nas faixas relativas a pretos e pardos.
C as pessoas tidas como pardas apresentam, no final do período, tendência de crescimento superior às pessoas de cor preta.
D os dados coletados desmentem afirmacoes correntes relativas à existência de desigualdades no país.
E o rendimento médio dos assalariados brancos é mais que o dobro daquele relativo aos pretos ou pardos.

As charges são construções textuais que, voltadas para o cotidiano das pessoas que constituem o público-alvo, não raro trazem consigo, junto a componentes de humor em maior ou menor grau, um tom de crítica.
No caso da charge acima, esse tom é potencializado, basicamente, por meio da ironia representada
A pelo acidente de trânsito noticiado.
B pela figura da morte diante do computador.
C pelo sinal de like atribuído à morte.
D pela figura da foice e sua carga simbólica.
E pela irrealidade da cena apresentada.

Mas, se por um lado é certo de que a imprensa se constitui em uma defesa contra eventuais excessos cometidos pelo poder e um forte controle sobre as atividades desenvolvidas pelo Estado, assegurando, além disso, a expansão da liberdade humana, também pode-se dizer que a liberdade de imprensa tem limites internos e externos. Os limites internos traduzem-se nas responsabilidades sociais e no compromisso com a verdade. Os limites externos significam que a liberdade de imprensa tem seu âmbito de atuação estendido até o momento em que não atinja outros direitos de igual hierarquia constitucional. [...]
A leitura do fragmento acima enseja a compreensão de que, para as autoras, a liberdade de imprensa
A deve constituir, independentemente de quaisquer considerações limitadoras, o maior dos direitos de que dispõem todos os componentes da sociedade.
B rejeita a existência de imperativos legais de qualquer natureza, pois isso configuraria indesejável censura, própria dos espaços antidemocráticos.
C deve ser garantida à luz do princípio da relatividade, pois não deve abrigar notícias falsas ou matérias que violem a dignidade humana.
D deve estar sujeita a limitações, voltadas para os interesses maiores do Estado, verdadeiro guardião da democracia.
E independe do grau de responsabilidade e de confiabilidade que mereçam os empresários e os profissionais da comunicação.

Em dado momento do texto acima, aponta-se uma afirmação da especialista Magda Rocha, segundo a qual o corpo “cria padrões de comportamento”. De acordo com a afirmação, entende-se que
A o corpo humano, ainda que não submetido a posições corretas no cotidiano de uma pessoa, acaba por lhe corrigir eventuais defeitos posturais.
B o nosso corpo traz em si, originalmente, padrões comportamentais que nos vão adaptando e corrigindo posturas inadequadas.
C posturas incorretas e repetidas no dia a dia do indivíduo acabam por ser assimiladas pelo corpo, gerando variados problemas físicos.
D somos levados, pelo corpo e seus padrões, a buscar posturas ideais, corrigindo, automaticamente, comportamentos inadequados.
E cada corpo humano possui, na origem, padrões posturais que vão sendo aperfeiçoados ao longo da vida.

A final do Mundial de Triatlo, no último sábado (17), no México, mostrou ao mundo que vencer nem sempre é o mais importante. Foi essa a lição deixada pelos irmãos ingleses Jonny Browniee e Alistar Browniee.
O episódio descrito nessa notícia exemplifica atitude que mereceu aplausos do mundo esportivo. O fato, aliado à frase final de Alistar Browniee, simboliza, em um sentido mais amplo,
A o primado da solidariedade sobre a competitividade.
B a prevalência dos laços familiares sobre os esportivos.
C a mínima importância do resultado em competições esportivas.
D a humanização de um ambiente marcado por egocentrismos.
E o desejo de divulgar o esporte, a partir de exemplo meritório.

Os grandes críticos de arte Mário Pedrosa e Mirko Lauer diziam que o artesanato era a arte do povo. Para ambos, a denominação “artesanato” se deve a preconceitos dos que insistem em ser intelectuais com a força do achismo, ou dos desinformados teimosos.
Segundo o autor do texto acima, e considerados os posicionamentos nele citados, o artesanato, comparado à arte propriamente dita, deve ser tido como
A arte menor, porque desprovido de autenticidade e com valor inexpressivo no mercado.
B de menor originalidade, porque desprovido de marca autoral e calcado em procedimentos de repetição.
C manifestação da arte popular, fruto de culturas e tradições, que nada deixa a desejar, esteticamente, em relação à arte.
D sem valor artístico considerável, dadas as marcantes finalidades utilitárias que justificam seus trabalhos.
E produção diversificada, refletindo valores culturais regionais, a que falta, no entanto, a criatividade da arte.

O grafite interfere na leitura dos espaços urbanos, e os grafiteiros acreditam que seus desenhos possam ser vistos e interpretados por pessoas de qualquer segmento social.
A propósito das produções que hoje cercam o grafite no Acre, o texto autoriza o entendimento de que o conceito de “celeiro dos artistas grafiteiros” se justifica porque
A diferentemente de outros estados do país, o grafite acreano não chegou a passar por um estágio de discriminação.
B a despeito do diminuto prestígio de que gozam as suas produções, não se percebeu, no espaço acreano, olhares depreciativos típicos de outros locais.
C o grafite se diferencia da mera pichação pelo olhar externo diferenciador que sobre ele se debruça no Acre, independentemente das intenções autorais.
D as produções artísticas vindas de outros espaços têm trazido contribuições para que se superem visões preconceituosas sobre o grafite acreano.
E desde o início, era de se prever, por suas características especiais, únicas, o reconhecimento do Acre como o berço das produções grafiteiras.

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Questões resolvidas

The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is the United Nations body for assessing the science related to climate change. The IPCC was created to provide policymakers with regular scientific assessments on climate change, its implications and potential future risks, as well as to put forward adaptation and mitigation options.
A relação dos vocábulos “objectivity”, “transparency” e “neutral” refere-se
A à utilização de pessoas dentro da ONU que sejam objetivas, transparentes e neutras nas relações com os países no trato de alguns temas.
B à criação de reportagens objetivas, transparentes e neutras para serem divulgadas no mundo sobre a meteorologia.
C à revisão de reportagens, garantindo objetividade, transparência e neutralidade no trato das mudanças climáticas.
D ao estabelecimento de regras objetivas, transparentes e neutras para que as mudanças climáticas tenham menores impactos nos países associados às ONU.
E à garantia da objetividade, da transparência e da neutralidade nos relatórios sobre mudanças climáticas dentro do mundo científico.

No cartum, os vocábulos “declutter”, na fala da menina, e “donate”, presente na caixa, estão associados, pois
A quando você resolve organizar suas coisas, você obrigatoriamente fará uma doação.
B há a separação de alguns itens que já não são mais utilizados e são direcionados à doação.
C a doação é um ato importante para a sociedade.
D a doação ocorre apenas com objetos que já foram utilizados diversas vezes e já se encontram desgastados.
E há diversas formas de realizar uma doação.

Pogo é um personagem engajado em críticas sociais e políticas criado pelo cartunista Walt Keely (1913-1973) e atingia o público adulto e o infantil. A charge acima apresenta os personagens utilizando tecnologias distintas e o diálogo entre eles apresenta dúvidas contextuais, como
A fato de o jovem criticar o idoso pelo uso do jornal.
B o fato de as gerações serem muito próximas no desenvolvimento tecnológico e social.
C o idoso querer ensinar o jovem sobre as tiras de jornal de seu tempo.
D a questão de haver um problema sério sobre o uso errado da tecnologia.
E as gerações sentirem dificuldades em acompanhar as mudanças tecnológicas e sociais.

Fazer previsões sobre o futuro é realmente algo difícil, principalmente em relação ao mundo tecnológico. Muitos empreendedores de um passado não tão distante acreditavam que computadores, internet e televisão, entre outros, seriam destinados a um público muito específico e não haveria uma demanda de mercado.
De acordo com a previsão de Olsen,
A os computadores domésticos seriam utilizados apenas pelos adultos.
B as pessoas não iriam querer computadores em casa, pois aparentemente não haveria um uso para eles.
C os computadores foram desenvolvidos primariamente para o uso de desencriptação de mensagens inimigas e a criação de armas mais inteligentes durante a Segunda Guerra Mundial.
D os computadores seriam sempre muito grandes para caberem dentro de uma casa.
E as previsões sobre os usos da tecnologia para o público foram sempre acertadas.

Wells escreveu esse livro no final do século XIX, em que um “viajante do tempo” se transporta para o ano de 802701. Ao chegar nesse futuro, ele percebe que não está preparado para o que encontra.
O “viajante do tempo”, em sua jornada futurística, não está preparado para o que ele encontra porque
A os avanços tecnológicos são muito superiores ao que ele poderia imaginar.
B as pessoas se comunicam telepaticamente por meio de um dispositivo implantado.
C ele encontra pessoas frágeis e infantis.
D o futuro do planeta está destruído em função das guerras que ocorreram.
E a dança da época é diferente da dança a que ele estava habituado.

O mundo hoje está voltado para a epidemia do coronavírus, pois este é um vírus que no momento ainda não é muito conhecido e para o qual não existe vacina. Porém, o texto reflete acerca
A do vírus da dengue ter menor importância que o COVID-19, pois o COVID-19 é um vírus muito mais perigoso, visto que mata.
B do vírus da dengue ser mais brando e, por isso, não exigir preocupação.
C do COVID-19 não se sobrepor aos vírus já existentes.
D do vírus da dengue, que continua se propagando, enquanto o mundo se preocupa com o COVID-19.
E do vírus da dengue ser tão importante quanto o COVID-19, mas já estar catalogado e não causar mortes.

No mundo científico há uma grande corrida para que as máquinas consigam superar os seres humanos. Grandes cientistas trabalham intensamente para criar uma inteligência artificial que se sobreponha à inteligência humana.
Segundo o texto, determinar a superioridade da inteligência artificial
A é difícil, mas a máquina realiza as provas facilmente, exceto uma delas.
B é difícil por causa das provas a que as máquinas têm de se submeter.
C é difícil por causa da imprecisão da inteligência humana.
D é difícil, mas existem investigadores que sustentam já terem conseguido.
E é difícil, mas existem pessoas que conseguiram mapear a inteligência humana.

horas en el aula del colegio y 15 000 frente a un televisor. No hacen falta más datos para advertir que la formación moral y cultural de los niños y los jóvenes es hoy, en el mundo, en buena medida, el resultado de las tensiones entre el sistema educativo formal y lo que se ha dado en llamar el sistema paraeducativo o informal. Dicho de un modo más simple, los jóvenes están sometidos, hoy, a la influencia de dos educadores que, a menudo compiten entre sí: la escuela y la TV [...]. La Nación. Buenos Aires, 27 ago. 2000.
O trecho acima consiste em
A um estudo que apresenta curiosamente o quanto se vê televisão hoje em dia.
B um relatório pedindo aos professores que sejam mais interessantes para seus alunos.
C um texto jornalístico que convida a refletir sobre toda a influência da televisão na sociedade.
D um artigo que ajuda as famílias a educar as crianças.
E uma tese que confronta o quão importante é a televisão para a educação atual.

Essa notícia trata de um dos efeitos das manifestações ocorridas no Chile em 2019. Para o ministro da Saúde chileno,
A
A em todas as situações houve uso excessivo de força por parte da polícia.
B é preciso investigar se houve desrespeito aos direitos humanos dos feridos, no caso das lesões provocadas no contexto de conflito político.
C as manifestações não foram autorizadas, por isso a polícia cumpriu bem seu papel.
D a polícia não reconheceu o uso excessivo de força contra os manifestantes.
E os ferimentos são o menor efeito colateral das manifestações.

Redes sociales: amigos a la carta […] El deseo de vivir en sociedad es tan antiguo como la humanidad, aunque las formas han variado a lo largo de la historia. Por eso, no es extraño que en un vehículo de comunicación tan omnipresente como internet hayan crecido vertiginosamente el número de redes sociales en poco más de una década. Y, como sucede con todos los cambios, mientras una importante parte del mundo se ha entregado sin pudor a la conexión virtual, hay quien teme perder el contacto con el mundo tangible que le rodea. […] A decir verdad, las relaciones que se crean en el ciberespacio son un reflejo de las que se establecen fuera de éste. Las personas que disfrutan de una vida social activa en la calle, es posible que también sean muy sociables en el mundo virtual. […] No estamos hablando de dos mundos paralelos, un breve paseo por los foros virtuales es suficiente para descubrir que muchos de los contactos que nacen en la red están encaminados a facilitar después encuentros cara a cara. […] Un dato curioso es que en lugares cuya cultura es más proclive al contacto físico y a la vida al aire libre, tales como España, Italia o Brasil, las redes sociales alcanzan mayor éxito. […] Revista Punto y Coma, no 26.
O artigo apresenta uma reflexão sobre a influência da internet nas relações humanas. Para o autor,
A as redes sociais se tornaram extremamente populares porque as pessoas preferem manter contato com seus amigos e conhecidos via internet do que se relacionar com eles na vida real.
B as redes sociais são apenas outra maneira de as pessoas estabelecerem vínculos, porque o ser humano é gregário por natureza.
C as pessoas mais ativas nas redes sociais são aquelas que têm maior dificuldade de relacionamento.
D as relações estabelecidas na internet raramente se tornam efetivas fora do mundo virtual.
E a maior parte das pessoas tem receio de que o uso das redes sociais faça com que elas percam o contato com o mundo real.

No texto acima, um poema concreto, seu autor, Ronaldo Azeredo, explora expressivamente características do gênero.
Nesse sentido, pode-se reconhecer que
A sua ênfase está restrita à forma, sem maiores preocupações quanto ao conteúdo.
B dialogando com a vanguarda futurista, constrói uma crítica à velocidade como símbolo negativo da época.
C sua construção “geométrico-isomórfica” obedece às propostas da fase ortodoxa do Concretismo.
D só pode ser lido no sentido horizontal, conforme preceitos firmados para esse tipo de poesia.
E representa a continuidade do processo discursivo tradicional, com nova concepção do verso.

A imagem acima, com humor, refere-se a um aspecto da reconfiguração das formatações tradicionais da escrita em meio digital, ou seja,
A o emprego intensivo de neologismos.
B o uso de recursos visuais de valorização da palavra.
C a livre utilização de formas abreviadas.
D a utilização indiscriminada de emoticons.
E alterações sintáticas expressivas.

A rede de mercados Hortifruti tem firmado, diante do seu público-alvo, um padrão criativo de propaganda que se vale de trocadilhos jocosos envolvendo filmes consagrados, vinculando-os aos produtos que pretende divulgar. É o caso de “Kiwi Bill”, uma alusão ao filme Kill Bill, de Quentin Tarantino, na peça publicitária acima retratada, voltada para a comercialização da fruta “kiwi” (forma original na língua inglesa) ou “quiuí” (no português do Brasil).
No caso em questão, além desse recurso de caráter parodístico, é possível identificar
A duplo sentido na expressão “vai pagar caro”.
B inusitado emprego polissêmico do verbo “apresentar”.
C uso metonímico da palavra “estrela”.
D ambiguidade na utilização da palavra “promessa”.
E desvinculação entre os elementos verbais e não verbais.

Os gráficos são gêneros textuais que aliam elementos verbais e não verbais em representações visuais voltadas para a exibição de dados sobre assunto determinado. O gráfico acima, relativo ao rendimento médio salarial verificado no Brasil, a partir dos critérios raça e cor, permite a constatação de que
A a diferença salarial entre os diversos segmentos representados manteve-se relativamente estável no período considerado.
B os elementos constitutivos apontam para uma acentuada tendência de elevação salarial nas faixas relativas a pretos e pardos.
C as pessoas tidas como pardas apresentam, no final do período, tendência de crescimento superior às pessoas de cor preta.
D os dados coletados desmentem afirmacoes correntes relativas à existência de desigualdades no país.
E o rendimento médio dos assalariados brancos é mais que o dobro daquele relativo aos pretos ou pardos.

As charges são construções textuais que, voltadas para o cotidiano das pessoas que constituem o público-alvo, não raro trazem consigo, junto a componentes de humor em maior ou menor grau, um tom de crítica.
No caso da charge acima, esse tom é potencializado, basicamente, por meio da ironia representada
A pelo acidente de trânsito noticiado.
B pela figura da morte diante do computador.
C pelo sinal de like atribuído à morte.
D pela figura da foice e sua carga simbólica.
E pela irrealidade da cena apresentada.

Mas, se por um lado é certo de que a imprensa se constitui em uma defesa contra eventuais excessos cometidos pelo poder e um forte controle sobre as atividades desenvolvidas pelo Estado, assegurando, além disso, a expansão da liberdade humana, também pode-se dizer que a liberdade de imprensa tem limites internos e externos. Os limites internos traduzem-se nas responsabilidades sociais e no compromisso com a verdade. Os limites externos significam que a liberdade de imprensa tem seu âmbito de atuação estendido até o momento em que não atinja outros direitos de igual hierarquia constitucional. [...]
A leitura do fragmento acima enseja a compreensão de que, para as autoras, a liberdade de imprensa
A deve constituir, independentemente de quaisquer considerações limitadoras, o maior dos direitos de que dispõem todos os componentes da sociedade.
B rejeita a existência de imperativos legais de qualquer natureza, pois isso configuraria indesejável censura, própria dos espaços antidemocráticos.
C deve ser garantida à luz do princípio da relatividade, pois não deve abrigar notícias falsas ou matérias que violem a dignidade humana.
D deve estar sujeita a limitações, voltadas para os interesses maiores do Estado, verdadeiro guardião da democracia.
E independe do grau de responsabilidade e de confiabilidade que mereçam os empresários e os profissionais da comunicação.

Em dado momento do texto acima, aponta-se uma afirmação da especialista Magda Rocha, segundo a qual o corpo “cria padrões de comportamento”. De acordo com a afirmação, entende-se que
A o corpo humano, ainda que não submetido a posições corretas no cotidiano de uma pessoa, acaba por lhe corrigir eventuais defeitos posturais.
B o nosso corpo traz em si, originalmente, padrões comportamentais que nos vão adaptando e corrigindo posturas inadequadas.
C posturas incorretas e repetidas no dia a dia do indivíduo acabam por ser assimiladas pelo corpo, gerando variados problemas físicos.
D somos levados, pelo corpo e seus padrões, a buscar posturas ideais, corrigindo, automaticamente, comportamentos inadequados.
E cada corpo humano possui, na origem, padrões posturais que vão sendo aperfeiçoados ao longo da vida.

A final do Mundial de Triatlo, no último sábado (17), no México, mostrou ao mundo que vencer nem sempre é o mais importante. Foi essa a lição deixada pelos irmãos ingleses Jonny Browniee e Alistar Browniee.
O episódio descrito nessa notícia exemplifica atitude que mereceu aplausos do mundo esportivo. O fato, aliado à frase final de Alistar Browniee, simboliza, em um sentido mais amplo,
A o primado da solidariedade sobre a competitividade.
B a prevalência dos laços familiares sobre os esportivos.
C a mínima importância do resultado em competições esportivas.
D a humanização de um ambiente marcado por egocentrismos.
E o desejo de divulgar o esporte, a partir de exemplo meritório.

Os grandes críticos de arte Mário Pedrosa e Mirko Lauer diziam que o artesanato era a arte do povo. Para ambos, a denominação “artesanato” se deve a preconceitos dos que insistem em ser intelectuais com a força do achismo, ou dos desinformados teimosos.
Segundo o autor do texto acima, e considerados os posicionamentos nele citados, o artesanato, comparado à arte propriamente dita, deve ser tido como
A arte menor, porque desprovido de autenticidade e com valor inexpressivo no mercado.
B de menor originalidade, porque desprovido de marca autoral e calcado em procedimentos de repetição.
C manifestação da arte popular, fruto de culturas e tradições, que nada deixa a desejar, esteticamente, em relação à arte.
D sem valor artístico considerável, dadas as marcantes finalidades utilitárias que justificam seus trabalhos.
E produção diversificada, refletindo valores culturais regionais, a que falta, no entanto, a criatividade da arte.

O grafite interfere na leitura dos espaços urbanos, e os grafiteiros acreditam que seus desenhos possam ser vistos e interpretados por pessoas de qualquer segmento social.
A propósito das produções que hoje cercam o grafite no Acre, o texto autoriza o entendimento de que o conceito de “celeiro dos artistas grafiteiros” se justifica porque
A diferentemente de outros estados do país, o grafite acreano não chegou a passar por um estágio de discriminação.
B a despeito do diminuto prestígio de que gozam as suas produções, não se percebeu, no espaço acreano, olhares depreciativos típicos de outros locais.
C o grafite se diferencia da mera pichação pelo olhar externo diferenciador que sobre ele se debruça no Acre, independentemente das intenções autorais.
D as produções artísticas vindas de outros espaços têm trazido contribuições para que se superem visões preconceituosas sobre o grafite acreano.
E desde o início, era de se prever, por suas características especiais, únicas, o reconhecimento do Acre como o berço das produções grafiteiras.

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LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES
1o DIA
CADERNO
1
CINZA
1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém uma prova de 
redação e 90 questões numeradas de 01 a 90, dispostas 
da seguinte maneira:
a. as questões de número 1 a 45 são relativas à área de
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
b. a prova de Redação;
c. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de
Ciências Humanas e suas Tecnologias.
ATENÇÃO: as questões de 1 a 5 são relativas à língua 
estrangeira. Você deverá responder apenas às questões 
relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida.
2	 Confira	 se	 o	 seu	 CADERNO	 DE	 QUESTÕES	 contém	 a	
quantidade de questões e se essas questões estão na 
ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno 
esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente 
divergência, comunique ao aplicador da sala, para que ele 
tome as providências cabíveis.
3 Preencha corretamente os seus dados no CARTÃO- 
-RESPOSTA.
4 ATENÇÃO: após o preenchimento, escreva e assine seu 
nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com 
caneta	esferográfica	de	tinta	preta.
5 Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, o 
CÓDIGO DA PROVA abaixo.
CÓDIGO DA PROVA (INGLÊS): 33512
CÓDIGO DA PROVA (ESPANHOL): 33522
6 Não dobre, não amasse nem rasure o CARTÃO- 
-RESPOSTA, pois ele não poderá ser substituído.
7 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 
5	opções	 identificadas	com	as	 letras	 , , , e . 
Apenas uma responde corretamente à questão.
8 No CARTÃO-RESPOSTA, preencha todo o espaço 
compreendido no círculo correspondente à opção escolhida 
para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula 
a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta.
9 O tempo disponível para esta prova é de cinco horas e 
trinta minutos.
10	 Reserve	 os	 30	minutos	 finais	 para	marcar	 seu	 CARTÃO-	
-RESPOSTA. Os rascunhos e as anotações assinaladas
no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na
avaliação.
11 Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador 
e entregue o CARTÃO-RESPOSTA.
12 Você poderá deixar o local de prova somente após 
decorridas duas horas do início da aplicação.
13 Você será eliminado do Simulado, a qualquer tempo, no 
caso de:
a. prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou
inexata;
b. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de
aplicação das provas, incorrendo em comportamento
indevido durante a realização do Simulado;
c. comunicar-se, durante as provas, com outro participante
verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;
d. portar qualquer tipo de equipamento eletrônico e de
comunicação após ingressar na sala de provas;
e. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício
próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do
Simulado;
f. utilizar livros, notas ou impressos durante a realização
do Simulado;
g. ausentar-se da sala de provas levando consigo o
CARTÃO-RESPOSTA a qualquer tempo.
EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
3a SÉRIE
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 3
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção Inglês)
QUESTÃO 01
The Intergovernmental Panel 
on Climate Change
The Intergovernmental Panel on Climate Change 
(IPCC) is the United Nations body for assessing 
the science related to climate change.
The IPCC was created to provide policymakers with 
regular	 scientific	 assessments	 on	 climate	 change,	 its	
implications and potential future risks, as well as to put 
forward adaptation and mitigation options.
Through its assessments, the IPCC determines the state 
of	knowledge	on	climate	change.	It	identifies	where	there	is	
agreement	 in	 the	 scientific	 community	 on	 topics	 related	 to	
climate change, and where further research is needed. The 
reports are drafted and reviewed in several stages, thus 
guaranteeing objectivity and transparency. The IPCC does 
not conduct its own research.
IPCC reports are neutral, policy-relevant but not policy-
prescriptive. The assessment reports are a key input into 
the international negotiations to tackle climate change. 
Created by the United Nations Environment Programme (UN 
Environment) and the World Meteorological Organization 
(WMO) in 1988, the IPCC has 195 member countries. In the 
same year, the UN General Assembly endorsed the action by 
WMO and UNEP in jointly establishing the IPCC.
A relação dos vocábulos “objectivity”, “transparency” e 
“neutral” refere-se 
A à utilização de pessoas dentro da ONU que sejam 
objetivas, transparentes e neutras nas relações com os 
países no trato de alguns temas.
B à criação de reportagens objetivas, transparentes e 
neutras para serem divulgadas no mundo sobre a 
meteorologia.
C à revisão de reportagens, garantindo objetividade, 
transparência e neutralidade no trato das mudanças 
climáticas.
D ao estabelecimento de regras objetivas, transparentes 
e neutras para que as mudanças climáticas tenham 
menores impactos nos países associados às ONU.
E à garantia da objetividade, da transparência e da 
neutralidade nos relatórios sobre mudanças climáticas 
dentro	do	mundo	científico.
QUESTÃO 02
Disponível em: bayleejae.com. Acesso em: 15 jan. 2020.
No cartum, os vocábulos “declutter”, na fala da menina, e 
“donate”, presente na caixa, estão associados, pois
A quando você resolve organizar suas coisas, você 
obrigatoriamente fará uma doação.
B há a separação de alguns itens que já não são mais 
utilizados e são direcionados à doação.
C a doação é um ato importante para a sociedade.
D a doação ocorre apenas com objetos que já foram 
utilizados diversas vezes e já se encontram desgastados.
E há diversas formas de realizar uma doação.
QUESTÃO 03
Disponível em: https://lh3.googleusercontent.com/9VfhzGMdhOPoCLf_
e4zR4DxZYGrk5ZfRdH_E6JyofZoQ7bffCgZV2POo8DavtJy9OrwEB0s=s87.	 
Acesso em: 15 jan. 2020.
Pogo é um personagem engajado em críticas sociais e 
políticas criado pelo cartunista Walt Keely (1913-1973) e 
atingia o público adulto e o infantil. A charge acima apresenta 
os personagens utilizando tecnologias distintas e o diálogo 
entre eles apresenta dúvidas contextuais, como
A fato de o jovem criticar o idoso pelo uso do jornal.
B o fato de as gerações serem muito próximas no 
desenvolvimento tecnológico e social.
C o idoso querer ensinar o jovem sobre as tiras de jornal 
de seu tempo.
D a questão de haver um problema sério sobre o uso 
errado da tecnologia.
E as	gerações	sentirem	dificuldades	em	acompanhar	as	
mudanças tecnológicas e sociais.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 4
QUESTÃO 04
There is no reason anyone would want a computer in 
their home.
Ken Olsen, founder of Digital Equipment Corporation, 1977.
Fazer previsões sobre o futuro é realmente algo difícil, 
principalmente em relação ao mundo tecnológico. Muitos 
empreendedores de um passado não tão distante 
acreditavam que computadores, internet e televisão, entre 
outros,	seriam	destinados	a	um	público	muito	específico	e	
não haveria uma demanda de mercado. De acordo com a 
previsão de Olsen,
A os computadores domésticos seriam utilizados apenas 
pelos adultos.
B as pessoas não iriam querer computadores em casa, 
pois aparentemente não haveria um uso para eles.
C os computadores foram desenvolvidos primariamente 
para o uso de desencriptação de mensagens inimigas e 
a criação de armas mais inteligentes durante a Segunda 
Guerra Mundial.
D os computadores seriam sempre muito grandes para 
caberem dentro de uma casa.
E as previsões sobre os usos da tecnologia para o público 
foram sempre acertadas.
QUESTÃO 05
When I had started building the time machine, I had had 
the stupid idea that people of the future would certainly be far 
ahead of us in all their inventions. Instead, they have become 
weak, child-like creatures. They dance and sing and wear 
flowers.
WELLS, H. G. The time machine, 2006. 
The Big Bang Theory
Wells	escreveu	esse	livro	no	final	doséculo	XIX,	em	que	um	
“viajante do tempo” se transporta para o ano de 802701. Ao 
chegar nesse futuro, ele percebe que não está preparado 
para o que encontra. Filmes e seriados foram criados com 
base na obra de Wells, como um episódio de The Big Bang 
Theory, em que os personagens adquirem a máquina do 
tempo e realizam suas próprias “viagens”, utilizando a fértil 
imaginação e os conhecimentos de física e de história. O 
“viajante do tempo”, em sua jornada futurística, não está 
preparado para o que ele encontra porque
A os avanços tecnológicos são muito superiores ao que 
ele poderia imaginar.
B as pessoas se comunicam telepaticamente por meio de 
um dispositivo implantado.
C ele encontra pessoas frágeis e infantis.
D o futuro do planeta está destruído em função das 
guerras que ocorreram.
E a dança da época é diferente da dança a que ele estava 
habituado.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção Espanhol)
QUESTÃO 01
La mirada de el dengue
Roberto Moso revisa y busca una fotografía todas las 
semanas y nos ofrece una reflexión sobre la vida.
Por si fuera poco…
Nuestro flash de hoy muestra una foto publicada por la 
agencia France24 y captada en un hospital de Honduras. 
Dos niños afectados por el dengue miran a la cámara con una 
mezcla de tristeza y agotamiento. Mientras el mundo mira 
con preocupación la epidemia de coronavirus COVID-19, el 
dengue avanza silenciosamente por Latinoamérica.
Esta misma semana el gobierno de Paraguay ha 
declarado la emergencia nacional por una enfermedad que, 
con el tratamiento adecuado, tiene una escasa mortalidad. 
El propio presidente del país, Mario Abdo Martínez, y su 
esposa han tenido dengue.
El cambio climático acelera la diseminación del dengue 
en el territorio americano y en las regiones tropicales de 
todo el mundo, anuncian unos investigadores. La mayor 
precipitación en ciertas áreas y el incremento general de la 
temperatura proporcionan condiciones ideales para que los 
mosquitos que transmiten el virus causante del dengue se 
reproduzcan y migren a nuevos territorios.
Este mal endémico está teniendo un repunte en el 
continente americano que comenzó en 2019, año en el que, 
según la Organización Panamericana de Salud (OPS), se 
produjeron más de tres millones de casos que provocaron la 
muerte de 1 538 personas.
Disponível em: www.eitb.eus/es/radio/radio-euskadi/programas/hagase-la-luz/ 
detalle/7065543/el-dengue-enfermedad-no-ha-sido-extinguida (adaptado). 
Acesso em: 15 jan. 2020.
.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 5
O mundo hoje está voltado para a epidemia do coronavírus, 
pois este é um vírus que no momento ainda não é muito 
conhecido e para o qual não existe vacina. Porém, o texto 
reflete	acerca
A do vírus da dengue ter menor importância que o 
COVID-19, pois o COVID-19 é um vírus muito mais 
perigoso, visto que mata.
B do vírus da dengue ser mais brando e, por isso, não 
exigir preocupação.
C do COVID-19 não se sobrepor aos vírus já existentes.
D do vírus da dengue, que continua se propagando, 
enquanto o mundo se preocupa com o COVID-19.
E do vírus da dengue ser tão importante quanto o 
COVID-19, mas já estar catalogado e não causar 
mortes.
QUESTÃO 02
Pruebas para que una máquina pueda ser 
considerada más inteligente que un humano
Son varias las pruebas a las que podemos someter 
a una inteligencia artificial para saber si ha superado 
los niveles de la inteligencia humana.
Determinar	 que	 una	 inteligencia	 artificial	 es	 más	
inteligente que un ser humano es harto difícil porque 
ni	 siquiera	 podemos	 definir	 la	 inteligencia	 humana	 con	
precisión, por ello hay diversas pruebas complementarias 
para evaluar la inteligencia de una máquina.
Desde este campo de investigación, una inteligencia 
artificial	 que	 pudiera	 desarrollar	 cualquier	 tarea	 intelectual	
con una solvencia superior a la humana sería catalogada 
como	 una	 inteligencia	 artificial	 general	 (IAG).	 Por	 el	
momento, nadie ha logrado diseñar una inteligencia así (si 
bien algunos investigadores sostienen que hace unos años 
se superó una de las pruebas necesarias, el llamado test de 
Turing).
Para poder considerar que un sistema es un ejemplo 
operativo de este tipo de inteligencia general, la máquina 
debería superar las siguientes pruebas: test de humanidad 
(la prueba del café, la prueba del estudiante universitario, la 
prueba del empleo y el test de Turing)
PARRA, Sérgio. Pruebas para que una máquina pueda ser considerada más 
inteligente que un humano. Disponível em: www.muyinteresante.es/tecnologia/ articulo/
pruebas-para-que-una-maquina-pueda-ser-considerada-mas-inteligente-que-un-
humano-801582575740. Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
No	 mundo	 científico	 há	 uma	 grande	 corrida	 para	 que	 as	
máquinas consigam superar os seres humanos. Grandes 
cientistas trabalham intensamente para criar uma inteligência 
artificial	que	se	sobreponha	à	inteligência	humana.	Segundo	
o	texto,	determinar	a	superioridade	da	inteligência	artificial
A é difícil, mas a máquina realiza as provas facilmente, 
exceto uma delas.
B é difícil por causa das provas a que as máquinas têm de 
se submeter.
C é difícil por causa da imprecisão da inteligência humana.
D é difícil, mas existem investigadores que sustentam já 
terem conseguido.
E é difícil, mas existem pessoas que conseguiram mapear 
a inteligência humana.
QUESTÃO 03
La familia frente a la TV
Según un estudio de la Asociación de Televisión por 
Cable de los Estados Unidos, un estudiante norteamericano 
de 16 anos ha pasado en su vida, como mínimo, 11 000 
horas en el aula del colegio y 15 000 frente a un televisor. No 
hacen falta más datos para advertir que la formación moral 
y cultural de los niños y los jóvenes es hoy, en el mundo, 
en buena medida, el resultado de las tensiones entre el 
sistema educativo formal y lo que se ha dado en llamar el 
sistema paraeducativo o informal. Dicho de un modo más 
simple,	los	jóvenes	están	sometidos,	hoy,	a	la	influencia	de	
dos educadores que, a menudo compiten entre sí: la escuela 
y la TV [...].
La Nación.	Buenos	Aires,	27	ago.	2000.
O trecho acima consiste em
A um estudo que apresenta curiosamente o quanto se vê 
televisão hoje em dia.
B um relatório pedindo aos professores que sejam mais 
interessantes para seus alunos.
C um	texto	jornalístico	que	convida	a	refletir	sobre	toda	a	
influência	da	televisão	na	sociedade.
D um artigo que ajuda as famílias a educar as crianças.
E uma tese que confronta o quão importante é a televisão 
para a educação atual.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 6
QUESTÃO 04
Lesiones oculares en manifestaciones 
son una “tragedia”
Como	una	 “tragedia”	calificó	el	 titular	de	Salud,	Jaime	
Mañalich, las cerca de 200 personas que han sufrido 
daños complejos, e incluso, irreparables en su vista al ser 
golpeados en el rostro por balines de goma o lacrimógenas 
utilizadas por la policía para dispersar las manifestaciones 
no autorizadas que alteran el orden público y aquellas de las 
que se descuelgan incidentes violentos.
Al respecto, la autoridad sanitaria dijo que al programa 
Bienvenidos,	 que	 “hay	 situaciones	 concretas	 donde	 se	 ha	
hecho un uso excesivo de la fuerza represiva. Ese es un 
dato que lo reconoce hasta la policía uniformada”.
El facultativo recalcó que “en la medida en que alguna de 
estas	lesiones	se	han	producido	en	el	contexto	de	conflicto	
político,	podría	configurarse	fallas	a	los	derechos	humanos	
de las personas y eso es algo que tiene que investigarse”.
Consultado por el caso del estudiante de Sicología de 
la Universidad Academia de Humanismo Cristiano (UAHC), 
Gustavo Gatica, quien recibió balines en ambos ojos, 
mientras se manifestaba en Plaza Italia, el ministro de Salud 
tildó la situación como “desgracia máxima”. Ello, porque el 
joven de 21 años perdió la visión de uno de sus ojos y existe 
una alta probabilidad de que ocurra lo mismo con el otro.
Disponível em: http://lanacion.cl/2019/11/11/ministro-de-salud-lesiones-oculares-en-manifestaciones-son-una-tragedia/. 
Acesso em: 17 fev. 2020..
Essa notícia trata de um dos efeitos das manifestações 
ocorridas no Chile em 2019. Para o ministro da Saúde 
chileno,
A em todas as situações houve uso excessivo de força por 
parte da polícia.
B é preciso investigar se houve desrespeito aos direitos 
humanos dos feridos, no caso das lesões provocadas 
no	contexto	de	conflito	político.
C as manifestações não foram autorizadas, por isso a 
polícia cumpriu bem seu papel.
D a polícia não reconheceu o uso excessivo de força 
contra os manifestantes.
E os ferimentos são o menor efeito colateral das mani-
festações.
QUESTÃO 05
Redes sociales: amigos a la carta
[…] El deseo de vivir en sociedad es tan antiguo como 
la humanidad, aunque las formas han variado a lo largo de 
la historia. Por eso, no es extraño que en un vehículo de 
comunicación tan omnipresente como internet hayan crecido 
vertiginosamente el número de redes sociales en poco más 
de una década.
Y, como sucede con todos los cambios, mientras una 
importante parte del mundo se ha entregado sin pudor a la 
conexión virtual, hay quien teme perder el contacto con el 
mundo tangible que le rodea. […]
A decir verdad, las relaciones que se crean en el 
ciberespacio	son	un	reflejo	de	las	que	se	establecen	fuera	
de éste. Las personas que disfrutan de una vida social activa 
en la calle, es posible que también sean muy sociables en el 
mundo virtual. […]
No estamos hablando de dos mundos paralelos, un 
breve	 paseo	 por	 los	 foros	 virtuales	 es	 suficiente	 para	
descubrir que muchos de los contactos que nacen en la red 
están encaminados a facilitar después encuentros cara a 
cara. […] Un dato curioso es que en lugares cuya cultura es 
más proclive al contacto físico y a la vida al aire libre, tales 
como	 España,	 Italia	 o	 Brasil,	 las	 redes	 sociales	 alcanzan	
mayor éxito. […]
Revista Punto y Coma, no 26. Disponível em: http://hablacultura.com/cultura-textos- 
aprender-espanol/nuevas-tecnologias/redes-sociales/. Acesso em: 15 fev. 2020.
O	 artigo	 apresenta	 uma	 reflexão	 sobre	 a	 influência	 da	
internet nas relações humanas. Para o autor,
A as redes sociais se tornaram extremamente populares 
porque as pessoas preferem manter contato com seus 
amigos e conhecidos via internet do que se relacionar 
com eles na vida real.
B as redes sociais são apenas outra maneira de as 
pessoas estabelecerem vínculos, porque o ser humano 
é gregário por natureza.
C as pessoas mais ativas nas redes sociais são aquelas 
que	têm	maior	dificuldade	de	relacionamento.
D as relações estabelecidas na internet raramente se 
tornam efetivas fora do mundo virtual.
E a maior parte das pessoas tem receio de que o uso das 
redes sociais faça com que elas percam o contato com 
o mundo real.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 06 a 45
QUESTÃO 06
AZEVEDO, Ronaldo. 
Disponível	em:	http://poesiameiofio.blogspot.com/2012/02/ 
velocidade-ronaldo-azeredo.html. Acesso em: 15 jan. 2020.
No texto acima, um poema concreto, seu autor, Ronaldo 
Azeredo, explora expressivamente características do gênero. 
Nesse sentido, pode-se reconhecer que
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 7
A sua ênfase está restrita à forma, sem maiores 
preocupações quanto ao conteúdo.
B dialogando com a vanguarda futurista, constrói uma 
crítica à velocidade como símbolo negativo da época.
C sua	 construção	 “geométrico-isomórfica”	 obedece	 às	
propostas da fase ortodoxa do Concretismo.
D só pode ser lido no sentido horizontal, conforme 
preceitos	firmados	para	esse	tipo	de	poesia.
E representa a continuidade do processo discursivo 
tradicional, com nova concepção do verso.
QUESTÃO 07
Disponível	em:	https://digartmedia.files.wordpress.com/2013/05/001.jpg.	 
Acesso em: 15 jan. 2020.
A imagem acima, com humor, refere-se a um aspecto da 
reconfiguração	das	 formatações	 tradicionais	da	escrita	em	
meio digital, ou seja,
A o emprego intensivo de neologismos.
B o uso de recursos visuais de valorização da palavra.
C a livre utilização de formas abreviadas.
D a utilização indiscriminada de emoticons.
E alterações sintáticas expressivas.
QUESTÃO 08
Disponível em: http://ambiguidadesim.blogspot.com/2011/08/ambiguidade-em-
propagandas.html. Acesso em: 15 jan. 2020.
A	 rede	 de	mercados	Hortifruti	 tem	 firmado,	 diante	 do	 seu	
público-alvo, um padrão criativo de propaganda que se vale 
de	 trocadilhos	 jocosos	 envolvendo	 filmes	 consagrados,	
vinculando-os aos produtos que pretende divulgar. É o 
caso	de	“Kiwi	Bill”,	uma	alusão	ao	filme	Kill Bill, de Quentin 
Tarantino, na peça publicitária acima retratada, voltada para 
a comercialização da fruta “kiwi” (forma original na língua 
inglesa)	ou	“quiuí”	(no	português	do	Brasil).
No caso em questão, além desse recurso de caráter 
parodístico,	é	possível	identificar
A duplo sentido na expressão “vai pagar caro”.
B inusitado emprego polissêmico do verbo “apresentar”.
C uso metonímico da palavra “estrela”.
D ambiguidade na utilização da palavra “promessa”.
E desvinculação entre os elementos verbais e não verbais
QUESTÃO 09
Disponível em: http://economia.estadao.com.br/blogs/nos-eixos/como-raca-e-genero-ainda-afetam-as-suas-chances-de-conseguir-emprego-e-bons-salarios/. 
Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
Os	gráficos	são	gêneros	 textuais	que	aliam	elementos	verbais	e	não	verbais	em	representações	visuais	voltadas	para	a	
exibição	de	dados	sobre	assunto	determinado.	O	gráfico	acima,	relativo	ao	rendimento	médio	salarial	verificado	no	Brasil,	a	
partir dos critérios raça e cor, permite a constatação de que
A a diferença salarial entre os diversos segmentos representados manteve-se relativamente estável no período considerado.
B os elementos constitutivos apontam para uma acentuada tendência de elevação salarial nas faixas relativas a pretos e 
pardos.
C as	pessoas	tidas	como	pardas	apresentam,	no	final	do	período,	tendência	de	crescimento	superior	às	pessoas	de	cor	
preta.
D os	dados	coletados	desmentem	afirmações	correntes	relativas	à	existência	de	desigualdades	no	país.
E o rendimento médio dos assalariados brancos é mais que o dobro daquele relativo aos pretos ou pardos.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 8
QUESTÃO 11
Disponível	em:	http://api.ning.com/files/PD*OEYumS6U8Fqqi8SlHCA*gDrb9PKj-FnL2A
TNUBZmHn1nBZ5SBuomXTDni8oYaPHA-p7RlZl89CrHM4FdzRuB9TZKULF2O/05.jpg.	
Acesso em: 15 jan. 2020.
As charges são construções textuais que, voltadas para o 
cotidiano das pessoas que constituem o público-alvo, não 
raro trazem consigo, junto a componentes de humor em 
maior ou menor grau, um tom de crítica.
No caso da charge acima, esse tom é potencializado, 
basicamente, por meio da ironia representada
A pelo acidente de trânsito noticiado.
B pela	figura	da	morte	diante	do	computador.
C pelo sinal de like atribuído à morte.
D pela	figura	da	foice	e	sua	carga	simbólica.
E pela irrealidade da cena apresentada.
QUESTÃO 12
Mas, se por um lado é certo de que a imprensa se 
constitui em uma defesa contra eventuais excessos 
cometidos pelo poder e um forte controle sobre as atividades 
desenvolvidas pelo Estado, assegurando, além disso, a 
expansão da liberdade humana, também pode-se dizer que 
a liberdade de imprensa tem limites internos e externos. Os 
limites internos traduzem-se nas responsabilidades sociais 
e no compromisso com a verdade. Os limites externos 
significam	que	a	liberdade	de	imprensa	tem	seu	âmbito	de	
atuação estendido até o momento em que não atinja outros 
direitos de igual hierarquia constitucional. [...]
Quando estávamos limitados ao impresso, poder-se- 
-ia	argumentar	que	a	ausência	de	 legislação	específica	se	
constituísse em fator favorável ao exercício da liberdade 
de informar. Agora, porém, quando se multiplicaram os 
recursos da divulgação e os instrumentos da comunicação 
se aperfeiçoaram, é impraticável coexistirmos sem uma 
legislação adequada, capaz de equilibrar os interesses 
conflitantes	da	sociedade	e	do	cidadão,	do	empresárioda	
comunicação,	 do	 profissional	 que	 ele	 emprega	 e	 do	 povo	
que lê, assiste ou ouve a notícia. [...]
QUESTÃO 10
Nesta época de redes sociais, ainda sou dos que 
acordam com o rádio. É uma garantia de que escutarei 
notícias, não fakes. Imagine se, naquela mesma manhã, 
na	Casa	Branca,	Donald	Trump	 tiver	 tropeçado	no	próprio	
topete e fraturado a uretra. Se for verdade, é algo de que 
precisamos	ficar	sabendo	em	tempo	real.
Nos anos 50, foi pelo Repórter Esso e pelo O Globo no 
Ar que ouvi as notícias da morte de Francisco Alves, Getúlio 
Vargas, Carmen Miranda, James Dean e Oliver Hardy, o 
Gordo de O Gordo e o Magro. Infelizmente, nenhuma delas 
era boato.
Durante muito tempo, a divisão entre o rádio e seus 
ouvintes	era	mais	nítida.	Cada	qual	ficava	em	seu	lado	do	
dial, e isso parecia muito natural. As únicas possibilidades de 
um ouvinte se ouvir no rádio eram se fosse entrevistado na 
rua, telefonasse para pedir música ou cantasse no programa 
de calouros.
Hoje, principalmente nas rádios que só tocam notícia, 
não é mais assim. Os ouvintes são estimulados a participar 
da	programação,	telefonando	para	a	emissora	a	fim	de	dar	
notícias sobre o que está acontecendo no seu bairro ou rua. 
E, com isso, temos:
Há um tiroteio na Praça Seca, em Jacarepaguá. 
Vazamento de água da altura de um chafariz está inundando 
a Rua do Matoso, na Tijuca. Acidente envolvendo dois 
ônibus	 fechou	 uma	 pista	 da	 Avenida	 Brasil	 na	 altura	 de	
Bonsucesso.	Engarrafamento	na	ponte	Rio-Niterói	faz	com	
que a travessia sentido Rio esteja levando 23 minutos. E por 
aí vai. Só notícias chatas, desagradáveis. Gostaria de, um 
dia, ser acordado ao som de:
Garças sobrevoam a Lagoa. O Sol está nascendo de 
uma maneira incrível atrás da igreja da Penha. Há um ipê 
amarelo	 todo	 florido	 na	 Gávea.	 O	 mar	 está	 cristalino	 no	
Arpoador, dá até para ver os cardumes. Acabo de passar 
por um casal apaixonado se beijando numa praça do Grajaú.
Essas coisas também acontecem todo dia no Rio. Talvez 
por isso não sejam notícia.
CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo, 12 nov. 2019.
Ao tecer considerações sobre a presença do rádio em seu 
cotidiano, o cronista
A expressa seus temores de que o rádio, acompanhando 
o movimento das redes sociais, passe a ser divulgador 
das chamadas fake news.
B rememora uma época em que o rádio era mais interativo 
do que no presente, propiciando maior participação dos 
ouvintes.
C relaciona, com um tom de desaprovação, exemplos 
de hipotéticas notícias do tipo das que o rádio, na 
atualidade, veicula.
D considera positiva a participação dos ouvintes como 
contribuintes das notícias que os rádios veiculam.
E questiona o fato de que, no rádio, algumas notícias, 
ainda que agradáveis, acabam sendo vulgarizadas.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 9
Liberdade de imprensa implica responsabilidade. 
Quando atua dentro do limite da legalidade e de princípios 
éticos, a participação da imprensa na construção da 
democracia é fundamental e, nesse contexto, a liberdade de 
imprensa passa a ter um caráter preferencial entre os demais 
direitos constitucionais. Todavia, quando ocorre violação 
à dignidade da pessoa humana, o direito de informação 
e expressão continua a existir, porém despido do referido 
caráter preferencial.
LEAL, Magnólia Moreira; THOMAZI, Letícia Rossato. A liberdade de informação pela 
imprensa e o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Disponível em: http://
coral.ufsm.br/congressodireito/anais/2012/12.pdf. Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
A leitura do fragmento acima enseja a compreensão de que, 
para as autoras, a liberdade de imprensa
A deve constituir, independentemente de quaisquer 
considerações limitadoras, o maior dos direitos de que 
dispõem todos os componentes da sociedade.
B rejeita a existência de imperativos legais de qualquer 
natureza,	 pois	 isso	 configuraria	 indesejável	 censura,	
própria dos espaços antidemocráticos.
C deve ser garantida à luz do princípio da relatividade, pois 
não deve abrigar notícias falsas ou matérias que violem a 
dignidade humana.
D deve estar sujeita a limitações, voltadas para os interesses 
maiores do Estado, verdadeiro guardião da democracia.
E independe	do	grau	de	responsabilidade	e	de	confiabilidade	
que	 mereçam	 os	 empresários	 e	 os	 profissionais	 da	
comunicação.
QUESTÃO 13
Foco na postura e mudança de hábitos são 
aliados na manutenção da saúde corporal
Inflamação,	 hérnia	 de	 disco,	 dor	 de	 cabeça	 e	 até	
dificuldade	 de	 aprendizagem.	 Problemas	 comuns	 e	 que	
podem ser evitados a partir de mudanças simples, mas 
que sem a atenção devida não são colocadas em prática. 
A postura correta no dia a dia é uma aliada e tanto para 
manter a boa saúde do corpo e da mente.
Usar um apoio ao passar as roupas, dormir com o 
travesseiro entre as pernas e olhar sempre para frente 
ao caminhar são algumas das recomendações dos 
especialistas. Porém, elas esbarram em um obstáculo: 
o hábito. É que o cérebro, acostumado a movimentos 
inadequados, precisa ser reeducado em cada atividade, até 
entender qual é a prática certa.
A observação atenta das formas e curvas do próprio 
corpo é uma boa maneira de notar incorreções na postura. 
Especialista	em	fisioterapia	esportiva	e	ortopédica,	Magda	
Rocha explica que o autoconhecimento é essencial. “A má 
postura causa dor, e as pessoas só dão importância a isso 
em função da resposta a esse incômodo. Mas o que elas 
não sabem é que o corpo não entende qual é a postura 
ideal. Ele cria padrões de comportamento”, ensina.
Segundo	a	profissional,	atitudes	como	mexer	no	celular	
durante uma caminhada pode estimular a coluna vertebral 
a	 ficar	 em	 posições	 inadequadas,	 o	 que	 compromete	 o	
funcionamento do organismo.
Outros sintomas também devem ser analisados. “É 
preciso estar atento a dores de cabeça por estar pisando 
errado, distúrbios do sono, alterações no humor por um 
desgaste físico muito grande. Às vezes, esse quadro 
indica a necessidade de procurar um especialista”, frisa a 
fisioterapeuta.
INÁCIO,	Bruno.	Foco	na	postura	e	mudança	de	hábitos	são	aliados	na	
manutenção da saúde corporal. Disponível em: www.hojeemdia.com.br/horizontes/
foco- na-postura-e-mudan%C3%A7a-de-h%C3%A1bitos-s%C3%A3o-aliados-
namanuten%C3%A7%C3%A3o-da-sa%C3%BAde-corporal-1.632889.	 
Acesso em: 15 jan. 2020.
Em	dado	momento	do	texto	acima,	aponta-se	uma	afirmação	
da especialista Magda Rocha, segundo a qual o corpo “cria 
padrões	de	comportamento”.	De	acordo	com	a	afirmação,	
entende-se que
A o corpo humano, ainda que não submetido a posições 
corretas no cotidiano de uma pessoa, acaba por lhe 
corrigir eventuais defeitos posturais.
B o nosso corpo traz em si, originalmente, padrões 
comportamentais que nos vão adaptando e corrigindo 
posturas inadequadas.
C posturas incorretas e repetidas no dia a dia do indivíduo 
acabam por ser assimiladas pelo corpo, gerando 
variados problemas físicos.
D somos levados, pelo corpo e seus padrões, a buscar 
posturas ideais, corrigindo, automaticamente, compor-
tamentos inadequados.
E cada corpo humano possui, na origem, padrões posturais 
que vão sendo aperfeiçoados ao longo da vida.
QUESTÃO 14
A	final	do	Mundial	de	Triatlo,	no	último	sábado	(17),	no	
México, mostrou ao mundo que vencer nem sempre é o mais 
importante. Foi essa a lição deixada pelos irmãos ingleses 
Jonny	Browniee	e	Alistar	Browniee.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 10
Jonny venceria a competição caso mantivesse o ritmo 
forte, mas ele estava exausto e quase desabou na pista a 
700 metros da linha de chegada. As pernas não respondiam 
mais e ele precisou se apoiar em uma pessoa à beira da 
pista.
Alistar vinha logo atrás, disputando a segunda posição 
com o sul-africano Henri Schoeman. Ele ultrapassou o 
irmão, mas não o deixou para atrás. Alistar apoiou Jonny 
em seu ombro e correram assim, lado a lado, até a linha de 
chegada.
Schoeman acabou vencendo a corrida, mas a cena 
que não vai sair da cabeça das pessoas é a deAlistar 
empurrando Jonny para que o irmão chegasse em segundo 
lugar, com ele terminando na terceira colocação. Depois da 
prova, Jonny foi levado para o hospital, onde os médicos 
disseram que ele havia sofrido desidratação.
“Foi	uma	reação	humana	natural”,	afirmou	Alistair.	 “Eu	
teria feito o mesmo por qualquer pessoa naquela situação”.
Disponível em: https://razoesparaacreditar.com/gentilezas/atleta-desiste-de-ganhar-
medalha-de-ouro-para-ajudar-seu-irmao-vencido-pelo-cansaco/. 
Acesso em: 15 jan. 2020.
O	 episódio	 descrito	 nessa	 notícia	 exemplifica	 atitude	 que	
mereceu aplausos do mundo esportivo. O fato, aliado à 
frase	 final	 de	Alistar	 Browniee,	 simboliza,	 em	 um	 sentido	
mais amplo,
A o primado da solidariedade sobre a competitividade.
B a prevalência dos laços familiares sobre os esportivos.
C a mínima importância do resultado em competições 
esportivas.
D a humanização de um ambiente marcado por 
egocentrismos.
E o desejo de divulgar o esporte, a partir de exemplo 
meritório.
QUESTÃO 15
Os grandes críticos de arte Mário Pedrosa e Mirko Lauer 
diziam que o artesanato era a arte do povo. Para ambos, a 
denominação “artesanato” se deve a preconceitos dos que 
insistem em ser intelectuais com a força do achismo, ou 
dos desinformados teimosos. Hoje, parece engraçado, todo 
mundo é artista visual, crítico de arte e curador.
Do ponto de vista estético, nem Pedrosa nem Mirko 
faziam distinção entre arte e artesanato. A questão do 
artesanato é a proposital reprodução do “molde” para que 
o produto seja mais acessível ao público. O material usado 
pelos artesões é o mesmo de um artista visual.
Muitos artistas e artesões transformam elementos 
encontrados na natureza em objetos artísticos. O barro vira 
cerâmica, madeiras e pedras se transformam em esculturas, 
pedaços de papel se transformam em cestas, vasos. 
O artesanato produz objetos artísticos e utilitários. Mesmo 
no utilitário há incursões artísticas inusitadas. Hoje em dia, 
em todos os estados brasileiros, encontramos uma produção 
diversificada,	 realizada	 com	 matérias-primas	 regionais	 e	
com técnicas muito especiais que variam de acordo com a 
cultura, o modo de vida desse povo e o material de maior 
abundancia na região. O artesanato vem desde o princípio 
da humanidade e sabe-se que nada é mais regional que o 
artesanato.
Identificador	 de	 origens,	 fruto	 expressivo	 de	 culturas	
e tradições, seja na repetição de formas ou peça única. 
Não	existe	um	critério	matemático/científico	para	 se	 julgar	
obras de arte e artesanato. Existem sinais e sintomas, que 
nos	 ajudam	 a,	 no	 mínimo,	 identificar	 valores.	 O	 principal	
é a originalidade, a essência, a marca autoral, e tanto 
o artesanato como a arte erudita têm esses princípios. 
Existem obras ditas artesanais muito mais criativas que a de 
artistas já “consagrados”. Os artistas materializam sonhos, 
os artesões também. [...]
A repetição causa perda do valor de mercado. Só você 
no mundo terá essa obra, mais ninguém. Privilégio de 
poucos. Na realidade, no aspecto estético, arte e artesanato 
são	iguais.	A	repetição	no	artesanato	também	pode	justificar	
a repetição da gravura, da escultura. O que de fato existe é 
um terrível preconceito em relação às artes populares, que 
o tempo vai resolver.
ROMERO, César. Disponível em: www.correio24horas.com.br/noticia/nid/existe-um-
terrivel-preconceito-em-relacao-as-artes-populares/. Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
Segundo o autor do texto acima, e considerados os 
posicionamentos nele citados, o artesanato, comparado à 
arte propriamente dita, deve ser tido como
A arte menor, porque desprovido de autenticidade e com 
valor inexpressivo no mercado.
B de menor originalidade, porque desprovido de marca 
autoral e calcado em procedimentos de repetição.
C manifestação da arte popular, fruto de culturas e 
tradições, que nada deixa a desejar, esteticamente, em 
relação à arte.
D sem valor artístico considerável, dadas as marcantes 
finalidades	utilitárias	que	justificam	seus	trabalhos.
E produção	 diversificada,	 refletindo	 valores	 culturais	
regionais, a que falta, no entanto, a criatividade da arte.
QUESTÃO 16
Grafite, a arte além dos 
muros do preconceito
O	grafite	interfere	na	leitura	dos	espaços	urbanos,	e	os	
grafiteiros	acreditam	que	seus	desenhos	possam	ser	vistos	
e interpretados por pessoas de qualquer segmento social. 
A	maioria	dos	grafites	 representa	algo	para	o	grafiteiro	ou	
para o mundo que o rodeia. É uma espécie de linguagem 
e necessidade básica do ser humano de se comunicar 
mediante	figuras	e	símbolos	por	meio	da	arte.	[...]
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento 
artístico,	pois,	de	um	lado,	o	grafite	é	desempenhado	com	
qualidade artística e, de outro lado, não passa de poluição 
visual e vandalismo.
A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de 
escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas, 
bem	 diferentes	 da	 arte	 de	 grafitar.	Os	materiais	 utilizados	
pelos	grafiteiros	vão	desde	as	tradicionais	latas	de	spray até 
o látex.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 11
No Acre, a visão sobre essa arte não é tão diferente das 
demais localidades. Ainda se vê um olhar preconceituoso 
e marginalizado. Porém, ela tem resistido ao pensamento 
retrógrado e às mentes pequenas. [...]
Matias	Souza	é	integrante	do	movimento	RB	Grafitti,	no	
Acre,	e	revela	os	desafios	encontrados	no	percurso	dessa	
arte.	Ele	considera	que	o	grafite	em	Rio	Branco	teve	muitos	
desafios.	O	primeiro	deles	foi	a	conscientização	de	que	era	
arte e não pichação. Matias reconhece que por décadas o 
grafiteiro	 era	 visto	 como	pichador,	 levando	as	pessoas	ao	
preconceito, que foi diminuindo com a presença e a ação 
de	 grafiteiros	 de	 outros	 estados	 no	 Acre,	 que	 vieram	 e	
compartilharam	suas	artes.	Para	ele,	hoje	o	grafite	está	no	
cenário nacional como um movimento, no qual as pessoas 
das grandes cidades reconhecem o Acre como um “celeiro 
de	artistas	grafiteiros”.	[...]
MELO,	Katiussi.	Grafite,	a	arte	além	dos	muros	do	preconceito.	Disponível	em:	https://
agencia.ac.gov.br/grafitti-a-arte-alem-dos-muros-do-preconceito/.	 
Acesso em: 27 out. 2019 (adaptado).
A	 propósito	 das	 produções	 que	 hoje	 cercam	 o	 grafite	 no	
Acre, o texto autoriza o entendimento de que o conceito de 
“celeiro	dos	artistas	grafiteiros”	se	justifica	porque
A diferentemente	 de	 outros	 estados	 do	 país,	 o	 grafite	
acreano não chegou a passar por um estágio de 
discriminação.
B a despeito do diminuto prestígio de que gozam as 
suas produções, não se percebeu, no espaço acreano, 
olhares depreciativos típicos de outros locais.
C o	 grafite	 se	 diferencia	 da	 mera	 pichação	 pelo	 olhar	
externo diferenciador que sobre ele se debruça no Acre, 
independentemente das intenções autorais.
D as produções artísticas vindas de outros espaços têm 
trazido contribuições para que se superem visões 
preconceituosas	sobre	o	grafite	acreano.
E desde o início, era de se prever, por suas características 
especiais, únicas, o reconhecimento do Acre como o 
berço	das	produções	grafiteiras.
QUESTÃO 17
Podcasts são uma série de episódios gravados em 
áudio e transmitidos on-line. Esses episódios podem ser 
gravados em diversos formatos, sendo que os mais comuns 
são entrevista entre convidado e apresentador e gravações 
individuais nas quais o apresentador comenta sobre um 
tema	específico.
De qualquer maneira, para qualquer formato, esses 
programas precisam obrigatoriamente de um tema e 
de alguém para realizar a apresentação (normalmente 
denominados hosts). Apesar de ser disponibilizado on-line, 
uma das suas características fundamentais é a possibilidade 
de realizar o download dos episódios para escutá-los até 
mesmo off-line.
Inclusive, a palavra “podcast” é resultado da junção das 
palavras “iPod”, referindo-se a que esse conteúdo é portátil, 
e “broadcast”, referindo-se a que a sua transmissão segue o 
mesmo modelo das transmissões via rádio.
Se ontem ler um artigo de cincominutos em um blog 
era algo muito mais acessível do que ler uma revista física, 
hoje, escutar esse mesmo conteúdo em áudio pode ser mais 
acessível do que uma leitura.
Estamos inseridos em um cenário no qual consumir 
está totalmente conectado com tecnologia, acessibilidade e 
praticidade. Dito isso, os podcasts surgem como uma opção 
que garante ao ouvinte a conexão com todos esses pontos.
Disponível em: https://rockcontent.com/blog/podcasts/. 
Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado)..
O podcast, gênero que se vem impondo no meio digital, 
apresenta	como	fatores	diferenciais	que	 justificam	a	sua	a	
aceitação o fato de
A ser obrigatoriamente apresentado ao vivo, em 
determinado momento.
B poder ser baixado e disponibilizado em horários 
predeterminados.
C não ser uma produção original, destinando-se a 
divulgação de trabalho alheio.
D exigir, para produzir efeitos, tecnologia de elevadíssimo 
grau	de	sofisticação.
E permitir ilimitada quantidade de ouvintes e absoluta 
flexibilidade	de	horários.
QUESTÃO 18
PIGNATARI,	Décio.	O	infinito	dos	seus	olhos.	Disponível	em:	http://poemassempressa.
blogspot.com/2012/03/poema-concreto.html. Acesso em: 22 nov. 2018.
As possibilidades de leitura oferecidas pela poesia 
concreta passam pela fuga aos padrões de leitura dos textos 
poéticos tradicionais. 
No	poema	acima	transcrito,	é	possível	identificar
A a ausência de elementos de pontuação, determinando 
um	único	significado.
B os elementos visuais dissociados dos verbais na 
construção	do	significado.
C o espaço em branco como elemento de desconstrução 
da linguagem verbal.
D a articulação do verbal e do não verbal, possibilitando a 
sua	plurissignificação.
E a sobreposição da imagem sobre o texto verbal, 
anulando-lhe o sentido.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 12
QUESTÃO 19
Recente levantamento do instituto de pesquisa Datafolha, 
encomendada	 pela	 ONG	 Fórum	 Brasileiro	 de	 Segurança	
Pública	 (FBSP)	para	avaliar	o	 impacto	da	violência	 contra	
as	mulheres	no	Brasil,	levou	a	diretora-executiva	do	Fórum,	
Samira	 Bueno,	 a	 questionar	 a	 existência	 de	 espaços	 em	
que a mulher possa se sentir efetivamente segura no país. 
A diretora respondeu, entre outras, às seguintes questões 
que lhe foram formuladas pelo site	 BBC	 News	 Brasil	 a	
propósito do assunto:
BBC News Brasil – A razão para isso é mais cultural ou 
relacionada a políticas públicas?
Samira Bueno – A origem é cultural. Podemos ter as 
melhores políticas públicas de punição a agressores, mas 
se elas não incorporarem uma perspectiva de prevenção, 
pensando em como é possível alterar normas sociais e 
culturais, não vamos resolver o problema.
Temos a Lei Maria da Penha, a alteração na lei do 
estupro, a lei do feminicídio, a de importunação sexual; 
são todas boas, mas a lei por si só não resolve o problema. 
O menino que vê o pai batendo na mãe vai bater na esposa; 
a menina que sofre violência sexual dentro de casa e muitas 
vezes nem sabe que aquilo é uma violência. Se ouvir falar 
sobre	isso	na	escola,	vai	identificar	que	talvez	ela	seja	vítima.
BBC News Brasil – Como a política pública pode 
intervir no aspecto cultural?
Samira Bueno – Agressores têm de ser presos, mas 
também têm de passar por processos que não ocorrem, mas 
deveriam,	como	os	grupos	reflexivos.	Eles	precisam	entender	
que aquilo é uma violência, repensar seu comportamento. 
Temos que levar às escolas um ensino de igualdade de 
gênero, do que é a violência. No caso da violência doméstica, 
o homem vai repetir esse comportamento. É um padrão que 
precisa ser rompido.
A gente pode apostar na prisão como punição que vai 
alterar isso, mas sabemos que, se a ameaça de prisão fosse 
uma forma de evitar que as pessoas cometessem crimes 
no	Brasil,	estaríamos	numa	situação	melhor,	pois	 temos	a	
terceira maior população carcerária do mundo. Temos a lei 
do estupro há dez anos, mas não temos menos estupros 
por isso. O mesmo vale para a lei de drogas. Legislação 
é um instrumento importante, mas por si só, não resolve o 
problema.
Disponível em: www.bbc.com/portuguese/brasil-47365503. Acesso em: 12 dez. 2019.
Com relação ao aspecto cultural que envolve a questão, a 
entrevistada externou sua posição, segundo a qual 
A é preciso acrescer outros dispositivos legais ao conjunto 
de leis que, no país, já regulam a matéria, ainda que 
muitas delas sejam positivas.
B é necessário, independentemente da eventual prisão 
dos agressores, o estabelecimento de mecanismos 
sociais	que	os	levem	à	reflexão	de	seus	atos.
C a reprodução, no ambiente doméstico, de ações de 
violência contra a mulher deve ser limitada com ações 
mais efetivas voltadas para a punibilidade.
D a elevação do número de casos de estupro e de uso de 
drogas	serve	de	exemplo	para	justificar	a	necessidade	
de uma legislação mais rígida.
E medidas punitivas, como a prisão, devem ser abolidas 
no caso de agressão às mulheres, uma vez que não 
vêm dando resultado.
QUESTÃO 20
Disponível em: http://blogdastirinhas.blogspot.com/2010/08/hagar-n-10-ao-23.html. Acesso em: 13 mar. 2011.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 13
Na pequena narrativa que constitui a tira anterior, é possível 
reconhecer, como elementos da coesão nas falas de Hagar,
A uma pergunta inicial feita diretamente ao Eddie Sortudo, 
na qual o emprego do demonstrativo “essa” revela a 
aprovação de Hagar ao uso do apito.
B uma série de perguntas que, na realidade, pretendem 
levar Eddie Sortudo a valorizar a compra por ele 
efetuada.
C o uso reiterado do demonstrativo “isso”, com valor 
catafórico, sempre antecipando a menção ao objeto 
comprado por Eddie.
D o emprego da conjunção adversativa “mas”, estabe-
lecendo a contradição entre a compra do apito e a sua 
finalidade.
E o uso do elemento conector “então”, que introduz uma 
explicação para a compra efetuada.
QUESTÃO 21
Todo dia nos deparamos com uma notícia diferente 
que envolve tecnologia e suas contribuições para avanços 
de outras áreas. Todo dia, também com esses avanços, 
contribuímos para certa preocupação e ansiedade nos 
jovens que estão iniciando a carreira. No que esses avanços 
podem	 impactar	 seus	 futuros?	 Bom,	 os	 jovens	 que	 têm	
acesso a recursos e à educação de qualidade conseguem 
ingressar nesse tipo de discussão e provocação que faço 
neste parágrafo. Mas e os jovens marginalizados pela 
sociedade, qual a perspectiva deles em relação a esse 
debate? Como a tecnologia chega neles? Ela chega? [...]
As escolas públicas não têm, em sua maioria, recursos 
e espaços que promovam discussão acerca da utilização da 
tecnologia para soluções que impactem uma comunidade, 
mas dentro das periferias tem se criado um movimento 
incrível de troca de conhecimento nessa área.
O jovem que consegue atravessar a rede social e 
entender conceitos como algoritmos e programação tem 
tentado ensinar e colocar outros jovens de periferia no 
mercado. Perifa Code e Tecnogueto são alguns desses 
exemplos. Jovens como William Oliveira e Rodrigo Ribeiro, 
que conseguiram aprender e estão voando na área de 
tecnologia, criaram esses dois projetos que ensinam a 
jovens da periferia conceitos de programação e ajudam no 
direcionamento deles dentro do mercado.
Esses jovens estão conseguindo ser líderes de suas 
famílias utilizando a programação. Logo, essa ferramenta 
não só impacta a sociedade como muda economicamente a 
estrutura de uma família. [...]
HORA, Nina da. Folha de S.Paulo.
No primeiro parágrafo do fragmento transcrito, Nina da Hora 
formula algumas perguntas sobre o alcance da tecnologia 
pelos jovens socialmente marginalizados, da periferia. 
O desenvolvimento do texto permite o entendimento de que, 
na visão da autora,
A é impossível a vinculação entre esses jovens e a 
tecnologia, dada a carência dos recursos disponíveis no 
ensino público.
B o ensino público vem empreendendo projetos que estão 
permitindo ao jovem menos favorecido socialmente a 
igualdade de acesso à tecnologia.
C é	 viável,	 apesar	 de	 todas	 as	 dificuldades,que	 tais	
jovens	 consigam	beneficiar-se	 da	 tecnologia	 por	meio	
de projetos desenvolvidos na própria periferia.
D é a família, e não a escola ou outras entidades 
educacionais, quem deve propiciar aos jovens o acesso 
à tecnologia.
E as necessidades do mercado acabarão por absorver 
todos os jovens, em função dos previsíveis progressos 
da tecnologia.
QUESTÃO 22
Texto I
É	uma	coisa	bastante	uniforme	a	espécie	humana.	Boa	parte	dela	passa	seus	dias	trabalhando	para	viver,	e	o	poucochinho	
de tempo livre que lhe resta pesa-lhe tanto que busca todos os meios possíveis para livrar-se dele. Oh, destino dos homens!
GOETHE, Johanm Wolfgang Von. Os sofrimentos do jovem Werther. Porto Alegre: L&PM, 2001.
Texto II
Disponível	em:	https://br.pinterest.com/pin/429671620689812599/?lp=true.	Acesso	em:	15	jan.	2020.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 14
Os dois textos, a despeito de terem sido produzidos em 
diferentes momentos e com distintos recursos expressivos, 
dialogam quanto à mensagem pretendida, com um possível 
sentido que pode ser sintetizado na necessidade de o 
homem utilizar parte do seu tempo para
A valorizar sua qualidade de vida.
B aprimorar aspectos tecnológicos.
C aproveitar-se do dinamismo da atualidade. 
D retornar a valores consagrados do passado. 
E preparar-se para as conquistas do futuro.
QUESTÃO 23
Descobrimento
Abancado à escrivaninha em São Paulo 
Na minha casa da rua Lopes Chaves 
De supetão senti um friúme por dentro. 
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus! 
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos 
 [olhos, 
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
ANDRADE, Mário de. Descobrimento (Dois poemas acreanos). 
In: ANDRADE, Mário de. Poesias completas.	Belo	Horizonte:	Itatiaia,	1980.
O poema “Descobrimento”, publicado em 1927, se insere no 
contexto	literário	da	primeira	fase	do	Modernismo	no	Brasil,	
que se iniciou em 1922, com a Semana de Arte Moderna.
É possível perceber, nesses versos, um ideário que encerra
A a renovação do sentimento dos românticos da primeira 
geração,	com	a	exaltação	ufanista	das	coisas	do	Brasil.
B a	afirmação	do	sentimento	de	 identidade	nacional	e	a	
problematização do problema social da desigualdade.
C um compromisso com a renovação estética no plano 
estritamente formal, com a manutenção do viés 
nacionalista	firmado	pela	tradição.
D a	 enfática	 glorificação	 do	 nosso	 sentimento	 nativista	
e o consequente repúdio a todo e qualquer valor do 
estrangeiro.
E a aceitação do “adormecimento” da memória nacional, 
visto como peculiaridade consagrada em nossa tradição 
literária.
QUESTÃO 24
Admirável expressão que faz 
o poeta de seu atencioso silêncio
Largo em sentir, em respirar sucinto, 
Peno,	e	calo,	tão	fino,	e	tão	lento,	
Que fazendo disfarce do tormento,
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.
O mal, que fora encubro, ou me desminto, 
Dentro no coração é que o sustento:
Com que, para penar é sentimento, 
Para não se entender, é labirinto.
Ninguém sufoca a voz nos seus retiros; 
Da tempestade é o estrondo efeito:
Lá tem ecos a terra, o mar suspiros.
Mas oh do meu segredo alto conceito! 
Pois não chegam a vir à boca os tiros 
Dos combates que vão dentro no peito.
MATOS, Gregório. Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio.
Disponível em: https://pt.wikisource.org/wiki/Largo_em_sentir,_em_respirar_sucinto. 
Acesso em: 15 jan. 2020.
Gregório de Matos é, seguramente, a maior expressão lírica 
do	 movimento	 Barroco.	 No	 poema	 acima	 transcrito,	 o	 eu	
lírico	deixa	transparecer,	fiel	aos	princípios	desse	movimento	
artístico,
A o equilíbrio existencial, expresso, por exemplo, nos 
adjetivos “largo” e “sucinto”, que compõem o verso 
inicial.
B um	 sentimento	 voltado	 para	 a	 ausência	 de	 conflitos,	
ao	afirmar,	no	fim	da	primeira	estrofe,	que	não	padece	
tormentos.
C uma visão do mundo contraditória, antitética, marcada 
pela oposição entre a essência e a aparência.
D a calma de um interior despido de angústias, já 
antecipada na menção, no título do poema, a um 
“atencioso silêncio”.
E a convicção de que sempre é possível superar, no mais 
recôndito do ser, aparentes tormentas do espírito.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 15
QUESTÃO 25
Soneto
Quando cheios de gosto, e de alegria 
Estes	campos	diviso	florescentes,	
Então me vêm as lágrimas ardentes 
Com mais ânsia, mais dor, mais agonia.
Aquele mesmo objeto, que desvia
Do humano peito as mágoas inclementes, 
Esse mesmo em imagens diferentes
Toda	a	minha	tristeza	desafia.
Se	das	flores	a	bela	contextura	
Esmalta o campo na melhor fragrância, 
Para dar uma ideia de ventura;
Como, ó Céus, para os ver terei constância,
Se	cada	flor	me	lembra	a	formosura
Da bela causadora de minha ânsia?
Claudio Manuel da Costa
Um	 dos	 pilares	 do	 Arcadismo	 no	 Brasil,	 Claudio	 Manuel	
da Costa apresenta, em muitos de seus poemas, 
características que o diferenciam dos demais árcades. 
O	poema	aqui	transcrito	exemplifica,	no	tratamento	temático,	
essa distinção,
A ao colocar em destaque a valorização dos elementos 
vinculados à natureza.
B ao aproximar-se da estética barroca, com a expressão 
do	conflito	existencial.
C ao exprimir a preponderância da produção poética nos 
valores religiosos.
D ao	 identificar	o	estado	de	espírito	do	eu	 lírico	 com	as	
virtudes do campo.
E ao enunciar claro contraste entre as vantagens do 
campo e as agruras da cidade.
QUESTÃO 26
Muitas investigações de responsabilidade da Unesco 
preconizam a educação para todos, assentada em princípios 
de direito e não de caridade, igualdade de oportunidades e 
não de discriminação, promoção de sucesso de todos e de 
cada um.
A educação inclusiva pressupõe escola aberta para 
todos, ambiente em que todos aprendem juntos, quaisquer 
que	sejam	as	suas	dificuldades.
Primeiramente, a escola tem que cumprir essa 
prerrogativa como uma sociedade democrática na qual a 
justiça, o respeito pelo outro e a equidade sejam princípios 
para uma escola inclusiva.
A partir do todo, as partes, ou seja, os professores, 
poderão ter uma autonomia de inserir no contexto 
escolar a diversidade humana. Isso inclui desde os mais 
desfavorecidos	até	os	que	apresentam	deficiências	graves.	
[...]
Nesse contexto, todas as disciplinas e, em especial, a 
Educação Física passam do processo de exclusão para um 
de inclusão.
Em especial a Educação Física porque ela nasceu de 
uma visão homogeneizada na busca do rendimento e da 
competição. Quem não atingia a performance esperada 
ou	 não	 se	 enquadrava	 no	 perfil	 físico	 almejado	 pelos	
educadores eram excluídos da prática. [...]
Mas hoje, dentro do contexto escolar, já estamos 
acompanhando a educação inclusiva na qual os alunos 
participam, tendo ou não necessidades especiais, da mesma 
atividade.
Assim, a busca pelo ensino inclusivo na Educação Física 
é feita aceitando a heterogeneidade da classe e trabalhando 
sobre ela. [...]
E a Educação Física é uma das melhores disciplinas 
no ambiente escolar, pois por meio de atividades e jogos 
lúdicos promove a interação de todos os alunos e cria 
oportunidades	para	os	deficientes	mostrarem	que	 também	
são capazes de evoluir em conjunto.
Disponível	em:	https://blogeducacaofisica.com.br/inclusao-na-educacao-fisica/.	 
Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
O texto anterior, ao tratar das atividades de Educação 
Física como componentes do processo educativo, enseja 
inferência de que
A os alunos, nas aulas de Educação Física, devem 
adaptar-se a normas preestabelecidas pela tradição.
B o fundamento das aulas de Educação Física deve ser a 
busca de um maior rendimento do esporte.
C os alunos com necessidades especiais devem participar 
das aulas sem distinção quanto aos demais colegas.
D ao professor cabe consideraras heterogeneidades 
acaso	existentes	como	razão	suficiente	para	programar	
atividades	por	grupo	específicos.
E devem continuar a nortear os fundamentos da Educação 
Física os princípios voltados para a competição e a 
busca dos melhores.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 16
QUESTÃO 27
Mal dormira! Erguera-se de manhã muito cedo para 
lhe jurar que estava louco, e que punha a sua vida aos pés 
dela. Compusera aquela prosa na véspera, no Grêmio, às 
três horas, depois de alguns robbers de whist, um bife, dois 
copos de cerveja e uma leitura preguiçosa da Ilustração. E 
terminava, exclamando: — “Que outros desejem a fortuna, 
a glória, as honras, eu desejo-te a ti! Só a ti, minha pomba, 
porque tu és o único laço que me prende à vida, e se amanhã 
perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma 
boa bala, a esta existência inútil!” – Pedira mais cerveja, e 
levara a carta para a fechar em casa, num envelope com o 
seu monograma, “porque sempre fazia mais efeito”.
E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devo-
tamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas 
sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor 
amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se 
estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por 
si	mesma,	e	parecia-lhe	que	entrava	enfim	numa	existência	
superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu 
encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a 
alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, 
veio levantar os transparentes da janela. Que linda manhã! 
Era	um	daqueles	dias	do	fim	de	agosto	em	que	o	estio	faz	
uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa 
tranquilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas 
pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul 
muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais 
livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento 
mole da calma enfraquecedora.
QUEIRÓS, Eça de. O primo Basílio. 15. ed. São Paulo: Ática, 1994.
No fragmento acima, de livro do escritor português Eça de 
Queirós, o narrador descreve as sensações da personagem 
Luísa ao receber uma carta de Jorge, de quem se tornaria 
amante. Antes, detalha aspectos da construção da 
mensagem por parte de Jorge.
Considerando-se que Eça de Queirós é um dos maiores 
escritores do Realismo em Portugal, pode-se inferir, no texto,
A a reverência que Eça presta aos valores do ideário 
romântico, retratados nos hiperbólicos sentimentos 
externados por Luísa.
B uma crítica sutil aos valores tradicionais românticos, 
expressa nos elementos contextuais que cercaram o 
personagem Jorge quando da feitura da carta.
C a	 apresentação	 de	 um	 perfil	 feminino	 que	 antecipa	 o	
estereótipo realista, marcado por objetividade e negação 
de idealizações.
D um	perfil	 tipicamente	romântico	do	personagem	Jorge,	
com a integração, ao seu discurso, de elementos como 
o bife, a cerveja e o monograma.
E os elementos da natureza apresentados em dissonância 
com o estado de espírito de Luísa, como convém ao 
Realismo.
QUESTÃO 28
Seu metaléxico
economiopia
desenvolvimentir 
utopiada 
consumidoidos 
patriotários
suicidadãos
PAES, José Paulo. Poesia completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Os vocábulos “inventados” por José Paulo Paes no poema 
acima, escrito em 1973, constituem, em processos de 
aglutinação, um mosaico de palavras cuja sequência, com 
ironia, conduz o leitor a um desfecho trágico. É possível 
inferir que, entre os objetivos pretendidos pelo autor com 
esses neologismos, quando da elaboração do poema, 
estava presente, criticamente, o reconhecimento 
A da justa exaltação do progresso social, motivado por 
atores econômicos.
B da necessidade permanente de se cultivarem sonhos e 
aspirações.
C da pujança do léxico português como organismo vivo e 
criativo.
D da possibilidade de manipulação das pessoas pelos 
agentes políticos.
E da evolução dos modernos sistemas de informação e 
comunicação.
QUESTÃO 29
[...] Dançar-se noites e noites!... Levado por tais 
considerações ia esquecendo os meus próprios interesses. 
Pus-me a ler o jornal, os anúncios de “precisa-se”. Dentre 
eles, um pareceu-me aceitável. Tratava-se de um rapaz, de 
conduta	afiançada	para	acompanhar	um	cesto	de	pão.	Era	
nas Laranjeiras. Estava resolvido a aceitar; trabalharia um ano 
ou	mais;	guardaria	dinheiro	suficiente	que	me	desse	tempo	
para pleitear mais tarde um lugar melhor. Não havia nada 
que me impedisse: eu era desconhecido, sem família, sem 
origens. Que mal havia? Mais tarde, se chegasse a alguma 
coisa, não me envergonharia, por certo?! Fui, contente 
até. Falei ao gordo proprietário do estabelecimento. Não 
me recordo mais das suas feições, mas tenho na memória 
as suas grandes mãos com um enorme “solitário” e o seu 
alentado corpo de arrobas. — Foi o senhor que anunciou 
um rapaz para. Foi; é o senhor? respondeu-me logo sem me 
dar tempo de acabar. — Sou, pois não. O gordo proprietário 
esteve um instante a considerar, agitou os pequenos olhos 
perdidos no grande rosto, examinou-me convenientemente 
e	 disse	 por	 fim,	 voltando-me	 as	 costas	 com	 mau	 humor:	
Não me serve. — Por quê? atrevi-me eu. — Porque não me 
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 17
serve. E veio vagarosamente até uma das portas da rua, 
enquanto eu saía literalmente esmagado. Naquela recusa 
do padeiro em me admitir, eu descobria uma espécie de sítio 
posto à minha vida. Sendo obrigado a trabalhar, o trabalho 
era-me	 recusado	 em	 nome	 de	 sentimentos	 injustificáveis.	
[...] Era uma desigualdade absurda, estúpida, contra a qual 
se iam quebrar o meu pensamento angustiado e os meus 
sentimentos liberais que não podiam acusar particularmente 
o padeiro. Que diabo! eu oferecia-me, ele não queria! que 
havia nisso demais? Era uma simples manifestação de um 
sentimento geral e era contra esse sentimento, aos poucos 
descoberto por mim, que eu me revoltava. Vim descendo a 
rua, e perdendo-me aos poucos no meu próprio raciocínio. 
Preliminarmente descobria-lhe absurdos, voltava ao interior, 
misturava os dois, embrulhava-me. No Largo do Machado, 
contemplei durante momentos aquela igreja de frontão 
grego e colunas dóricas e tive a sensação de estar em país 
estrangeiro. [...]
BARRETO,	L.	Recordações do escrivão Isaías Caminha. 
São Paulo: Ática, 3. ed., 1994.
O narrador-personagem, Isaías, que compõe o título, é um 
afrodescendente à procura de emprego no Rio de Janeiro.
A “sensação de estar em país estrangeiro” a que ele se 
refere decorre de um sentimento experimentado – e muito 
presente	na	obra	de	Lima	Barreto	como	um	todo	–,	ligado
A a uma percepção de que os elementos arquitetônicos 
e	urbanísticos	então	verificados	eram	diferentes	dos	de	
sua terra de origem.
B ao reconhecimento da existência de preconceitos e 
discriminações que percebia estender-se de uma forma 
geral à sociedade.
C às	 dificuldades	 enfrentadas	 no	 mercado	 de	 trabalho,	
fruto de razões econômicas que o país enfrentava na 
oportunidade.
D ao seu temperamento liberal que, quando reconhecido 
pelos de ideologia conservadora, constituía um entrave 
ao êxito social.
E à vergonha que sentia de sua origem humilde e à 
vontade de alcançar, pelo trabalho, a aceitação das 
invejadas elites sociais.
QUESTÃO 30
Afirmar	que	ao	jovem	pobre	só	resta	o	caminho	do	crime	
ou da cultura é o mesmo que corroborar a ideia de que todo 
negro só tem talento para o futebol ou para o samba. É curioso 
notar como as representações culturais assumem papéis 
diversificados	 dependendo	 da	 classe	 em	 que	 atua.	 Nos	
setores mais abastados, o envolvimento com a arte é visto 
como uma possibilidade para o desenvolvimento humano e 
para o estímulo de talentos até então desconhecidos. Já nas 
classes mais pobres, a arte é vista como salvacionista, como 
a única forma de se refutar o caminho do crime. Não há no 
funk e no hip-hop o desejo de serem representantes de uma 
nação homogênea,mas justamente o contrário: a intenção 
é mostrar a existência de diversos brasis, que convivem 
sim com as experiências da violência urbana, cada um a 
seu modo. A necessidade é chamar a atenção para os fatos 
específicos	 que	 não	 correspondem	 à	 amplitude	 do	 seu	
estado, muito menos do seu país, mas o que ocorre no seu 
bairro, ali na esquina de sua rua. Se o samba anuncia a união 
entre as comunidades, o funk e o hip-hop reforçam que hoje 
essa união se não é inexistente, está comprometida por uma 
série	de	fissuras.
Disponível em: www.cult.ufba.br/enecul2006/gustavo_souza.pd. 
 Acesso em: 15 jan. 2020.
No texto acima, que versa sobre a arte e a sua presença na 
sociedade, o funk ou o hip-hop são considerados
A equivalentes ao samba, quanto aos seus propósitos de 
busca de uma identidade nacional.
B símbolos	 exemplificativos	 da	 violência	 que	 assola	 as	
comunidades menos favorecidas no espaço brasileiro.
C possibilidades sempre presentes da descoberta, pelos 
organismos culturais, de talentosos valores artísticos.
D afirmações	 da	 mais	 autêntica	 brasilidade,	 por	
representarem a verdadeira realidade urbana brasileira.
E manifestações reveladoras de uma realidade social 
marcada por distintas situações de violência.
QUESTÃO 31
Enfim,	Senhor,	despojados	os	templos	e	derrubados	os	
altares,	acabar-se-á	no	Brasil	a	cristandade	católica;	acabar-
-se-á o culto divino, nascerá erva nas igrejas, como nos 
campos; não haverá quem entre nelas. Passará um dia de 
Natal, e não haverá memória de vosso nascimento; passará 
a Quaresma e a Semana Santa, e não se celebrarão os 
mistérios de vossa Paixão. Chorarão as pedras das ruas 
como diz Jeremias que choravam as de Jerusalém destruída: 
chorarão as ruas de Sião, porque não há quem venha à 
solenidade. Ver-se-ão ermas e solitárias, e que as não pisa 
a	devoção	dos	fiéis,	como	costumava	em	semelhantes	dias.
Disponível em: http://bocc.ubi.pt/pag/vieira-antonio-contra-armas-holanda.html. 
 Acesso em: 15 jan. 2020.
O texto anterior é um fragmento do “Sermão pelo bom 
sucesso das armas de Portugal contra as da Holanda”, 
relacionando-se	 à	 invasão	 holandesa	 no	 Brasil,	 em	 1640.	
Nele, o orador dirige-se a Deus, prenunciando a derrocada 
da	religião	católica	em	terras	brasileiras,	caso	o	Brasil	fosse	
entregue aos holandeses.
Dentre os elementos que conferem coesão ao texto, é 
possível reconhecer
A no vocábulo que dá início ao fragmento, o valor 
significativo	de	concessão,	equivalente	a	“portanto”.
B o emprego dos particípios “despojados” e “derrubados”, 
com a ideia de consequência em relação ao contido nas 
orações com o verbo “acabar”.
C o valor meramente aditivo conferido à conjunção “e”, na 
oração “e não haverá memória de vosso nascimento”.
D a oração “Chorarão as pedras das ruas” atribuindo 
ações	de	seres	animados	a	seres	inanimados,	em	figura	
denominada hipérbole.
E em “como diz Jeremias que choravam as de Jerusalém 
destruída”, o valor anafórico do pronome “as”, 
recuperando o nome “pedras”.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 18
QUESTÃO 32
Texto I
Cota zero
Stop.
A vida parou
ou foi o automóvel?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.
Texto II
Sinal de apito
Um silvo breve: atenção, siga.
Dois silvos breves: pare.
Um silvo breve à noite: acende a lanterna.
Um silvo longo: diminua a marcha.
Um silvo longo e breve: motorista a postos.
(A este sinal todos os motoristas tomam lugar nos
[seus veículos para movimentá-los imediatamente.)
ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.
Os dois poemas acima integram o livro Alguma poesia, de 
Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1930. Ambos 
se aproximam quanto à temática, voltada para a presença 
crescente do automóvel nas cidades, símbolo do capitalismo 
industrial que então se impunha. De certa forma, os dois 
textos se vinculam, podendo o segundo ser visto como uma 
explicitação	 do	 significado	 atribuível	 ao	 primeiro.	 Nesse	
sentido,
A ambos	 os	 poemas	 reafirmam	 a	 visão	 futurista	 de	
Marinetti, segundo a qual “um automóvel rugidor, que 
correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de 
Samotrácia”.
B o poema que constitui o texto I instaura uma dúvida, mas 
resolve-a apontando para a vida como algo que se opõe 
ao	automóvel,	que,	parado,	remete	aos	significados	de	
limitação, perda.
C no texto II, constrói-se, no quinto verso, com a construção 
“um silvo longo e breve”, um paradoxo, tangenciando 
crítica social voltada para a submissão do homem a 
comandos sem sentido.
D no texto II, os versos se constroem como em uma linha 
de montagem do processo de produção do fordismo, 
fundamentado na padronização, em clara reverência de 
Drummond aos progressos do capitalismo.
E no texto I, o automóvel, máquina ícone da modernidade 
trazida pela industrialização, é colocado no mesmo plano 
do homem, em um desejável processo de comunhão 
com vistas ao progresso.
QUESTÃO 33
Dança e espectadores formam uma unidade; ambos 
são ao mesmo tempo objeto e sujeito de um processo 
interacional no qual a consciência de cada um dos atores 
sociais envolve necessariamente o outro. Na percepção, a 
consciência se coloca como uma intencionalidade doadora 
de sentido.
Para que exista a dança, é preciso haver movimento 
e imobilidade. Não obstante, é preciso também tradição 
e transmissão, o que implica identidade e memória, como 
assinala Mauss. A complementaridade de movimento e 
não movimento é que sustenta a dança, que possibilita 
alguma comunicação não verbal e faz distinguir movimento 
cotidiano dos movimentos chamados de dança, fruto do 
desenvolvimento de técnicas corporais extracotidianas.
O gesto/movimento na dança não cumpre uma 
função, não assume uma tarefa útil, instrumental. Assume 
um papel estético, simbólico e intencional, certamente. 
Seu compromisso não é, então, com a utilidade, e, sim, 
com a arte, com a poiesis, ou seja, com o fazer inspirado, 
diferenciado e que tanto pode entreter quanto levar a uma 
reflexão	ou	estranhamento.
O	 entretenimento	 ou	 a	 reflexão	 vai	 depender	 da	
percepção que o público tiver da dança cênica. E essa 
percepção	 doa	 sentido,	 atribui	 sentido	 e	 significados	
polissêmicos. O movimento, embora transitório, será alvo de 
distintas percepções. E tanto movimento quanto percepções 
são consequências de experiências anteriores portadas por 
quem se mexe ou permanece parado e por quem assiste à 
movimentação dançada.
OLIVEIRA, Denise da Costa; SIQUEIRA, Euler David de. O corpo que dança: 
percepção, consciência e comunicação. Disponível em: https://www.e-publicacoes.
uerj.br/index.php/logos/article/view/14675/11143. Acesso em: 14 maio 2020.
No texto acima, a dança é apresentada pelos autores como
A manifestação individual, na qual cada movimento 
traduz-se como uma atitude típica do dançarino.
B fundamentada unicamente na tensão entre movimento 
e imobilidade, que se complementam.
C arte que se opõe à percepção dos espectadores quanto 
à atribuição de sentidos.
D linguagem artística que cumpre função preponde-
rantemente lúdica em relação aos espectadores.
E atividade artística cuja realização pode provocar ações 
reflexivas	ou	de	entretenimento	dos	espectadores
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 19
QUESTÃO 34
Walt Disney criou o personagem Joe Carioca – que aqui 
virou	José	Carioca,	vulgo	Zé	–	em	1943,	para	o	filme	Alô, 
amigos, que, além de mostrar o personagem circulando pelo 
Rio de Janeiro, tinha em sua trilha sonora preciosidades 
como	 “Aquarela	 do	 Brasil”	 e	 “Tico-Tico	 no	 fubá”.	 Toda	
essa bajulação dos estúdios Disney tinha um propósito: 
conquistar a simpatia do governo brasileiro para que ele 
apoiasse os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. 
Mas aconteceu mais do que isso: o personagem sobreviveu 
à guerra e ganhou revista própria.
Quem é Zé Carioca? Um sujeito folgado, malandro, 
golpista, alérgico a trabalho, que passa cheques sem fundo, 
foge de cobradorese paquera todas as mulheres. Será que 
era essa a visão que a Disney tinha de nós, habitantes de 
um longínquo país latino-americano? Consta que na versão 
original criada pelos gringos, Zé Carioca não era tão gaiato 
assim. Mas aconteceu mais do que isso, foram os próprios 
desenhistas e redatores brasileiros, quando começaram a 
editá-lo aqui. E acertaram na mosca, porque o personagem 
passou a ser um dos mais populares do grande elenco que 
compunha os gibis. Fosse um Zé Certinho, encalharia nas 
bancas.
Caricatura	 à	 parte,	 quem	 é,	 afinal,	 essa	 entidade,	 o	
carioca?	Quem	são	os	Zés,	Betos	e	Suélens	Cariocas,	que	
circulam pelas ruas e morros, que trabalham e sambam no 
pé, que contam piadas e fogem de balas perdidas?
Carioca virou um adjetivo. Ela é carioca, portanto, bonita, 
sensual, alegre, festiva, musa. E ele? É carioca também, 
mas a condescendência é menor. Há quem diga que eles, os 
rapazes,	são	bons	de	futebol,	mas	ruins	de	escritório.	Bons	
de chope, mas ruins de segunda-feira. E assim o resto do 
país	vai	mitificando	esses	boas-vidas,	sem	deixar	de	invejá-
-los, é claro. [...]
Adriana Calcanhoto, que é gaúcha, chegou bem perto 
da essência dessa turma, e fechou a questão na música que 
compôs para homenagear os habitantes do Rio. Diz a letra: 
“Cariocas não gostam de sinal fechado.” Se entendermos por 
fechado tudo o que é rígido, tudo o que impede a passagem, 
então a frase é perfeita. Abram alas para os cariocas do 
nosso imaginário e para os cariocas que ultrapassam nossa 
imaginação, para os Zés dos quadrinhos e para todos os 
outros que não são enquadráveis, cultivemos esses seres 
mitológicos que podem até ser irreais, mas que tornam o 
nosso país bem mais adorável.
MEDEIROS, Martha. O Globo, Rev. de Domingo, 20 jan. 2008.
Mais de uma década separa, do momento atual, a data 
desses fragmentos de uma crônica de Martha Medeiros. 
Muita coisa aconteceu de lá para cá, mas a esperança é que 
as palavras da cronista, favoráveis ao povo carioca, jamais 
percam o seu sentido.
Ao	traçar	certo	perfil	do	carioca,	Martha	vale-se	da	citação	
de um verso de Adriana Calcanhoto para admitir que ele 
se aproxima bem da essência do povo do Rio, para o qual 
caberia, nesse caso, o adjetivo
A instável.
B descontraído.
C acolhedor.
D desorientado.
E insubmisso.
QUESTÃO 35
Texto I
Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. 
Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a 
quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, 
grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, 
monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, 
não se aguentava bem. Pendia para um lado, para o outro 
lado, cambaio, torto e feio. Às vezes utilizava nas relações 
com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos 
brutos – exclamações, onomatopeias. Na verdade falava 
pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente 
da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia 
que elas eram inúteis e talvez perigosas.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 63. ed. São Paulo: Record, 1992.
Texto II
Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. 
Precisava vigiar cabras: àquela hora cheiros de suçuarana 
deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. 
Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do 
caritó onde sinhá Vitória guardava o cachimbo. [...]
Baleia	 respirava	 depressa,	 a	 boca	 aberta,	 os	 queixos	
desgovernados, a língua pendente e insensível. Não sabia 
o que tinha sucedido. O estrondo, a pancada que recebera 
no	 quarto	 e	 a	 viagem	 difícil	 no	 barreiro	 ao	 fim	 do	 pátio	
desvaneciam-se no seu espírito. [...]
Baleia	 encostava	 a	 cabecinha	 fatigada	 na	 pedra.	 
A pedra estava fria, certamente sinhá Vitória tinha deixado o 
fogo apagar-se muito cedo.
Baleia	queria	dormir.	Acordaria	feliz,	num	mundo	cheio	
de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano 
enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com 
ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo 
ficaria	todo	cheio	de	preás,	gordos,	enormes.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 63. ed. São Paulo: Record, 1992.
Os dois textos acima, transcritos do livro Vidas secas, 
exemplificam	bem	um	aspecto	marcante	da	obra,	relativo	à	
caracterização dos personagens, a saber
A um processo de animalização do homem e de 
humanização do animal, remetendo, pela degradação 
do primeiro, a uma aproximação com o segundo.
B uma visão humanizada da cachorra, antecipando 
postura da atualidade que confere aos animais de 
estimação status especial.
C a	 visão	 naturalista	 de	 Graciliano	 Ramos,	 influenciado	
pela	teoria	darwinista,	única	razão	capaz	de	justificar	o	
perfil	de	Fabiano.
D a ausência de uma visão social do problema dos 
retirantes sertanejos, pela atribuição a eles de defeitos 
insanáveis.
E a elevação do grau de dignidade dos personagens 
do	 livro	 em	 geral,	 simbolizados	 na	 figura	 sensível	 da	
cachorra	Baleia.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 20
QUESTÃO 36
Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei 
para	achar,	era	uma	só	coisa	–	a	 inteira	–	cujo	significado	
vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que 
existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de 
cada uma pessoa viver – e essa pauta cada um tem – mas a 
gente mesmo, no comum não sabe encontrar; como é que, 
sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber? Mas, 
esse norteado tem. Tem que ter. Se não, a vida de todos 
ficava	sempre	o	confuso	dessa	doideira	que	é.	E	que:	para	
cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que 
consegue ser a certa. Aquilo está no encoberto; mas fora 
dessa	 consequência,	 tudo	 o	 que	 eu	 fizer,	 o	 que	 o	 senhor	
fizer,	 o	 que	 o	 beltrano	 fizer,	 o	 que	 todo-o-mundo	 fizer,	 ou	
deixar	de	fazer,	fica	sendo	o	falso,	e	é	o	errado.	Ah,	porque	
aquela outra é a lei, escondida e vivível mas não achável, do 
verdadeiro viver: que para cada pessoa, sua continuação, 
já foi projetada como o que se põe, em teatro, para cada 
representador – sua parte, que antes já foi inventada, num 
papel…
Grande sertão veredas, Guimarães Rosa.
No texto acima, o personagem-narrador, na instigante 
linguagem que Guimarães Rosa imprime a suas narrativas, 
reflete	sobre	o	que	seria	“o	verdadeiro	viver”	de	cada	pessoa.	
Nesse sentido,
A revela,	 sem	 apresentar	 qualquer	 justificativa	 para	
amparar o seu raciocínio, a convicção de que cada 
pessoa	 tem	 um	 caminho	 específico	 a	 percorrer	 na	
existência.
B afirma	jamais	ter	se	preocupado,	antes,	em	questionar	
qual seria “o caminho certo” que lhe estaria reservado 
na vida, já que ela, a seu ver, tende a ser sempre “o 
confuso dessa doideira”.
C articula, como elemento expressivo favorável à tese de 
que todos têm um caminho predeterminado a seguir, 
uma gradação que envolve ele mesmo, o interlocutor, 
outros indivíduos e as pessoas em geral.
D indica a extrema facilidade que cada pessoa tem de 
identificar	“a	norma	dum	caminho	certo,	estreito”,	que	lhe	
permita viver segundo uma lei, a um tempo “escondida 
e vivível”.
E nega validade, ao formular comparação entre a vida e 
um	roteiro	de	uma	peça	teatral,	à	afirmação	de	alguns	
sobre a existência de algo já projetado para a vida de 
cada pessoa.
QUESTÃO 37
Sem necessidade
A verdadeira democracia se apoia em direitos iguais 
a todos. Mas há distância entre democracia e demagogia. 
(Aristóteles apontava a segunda como a degeneração da 
primeira.) O que temos em muitos países são discursos e 
políticas demagógicas em relação às minorias (que às vezes 
são numericamente maiorias), criando leis cosméticas e 
mudando só os nomes das coisas, em vez de combater a 
desigualdade, com educação, serviços públicos de qualidade 
e redistribuição de renda.
Exemplo	 de	 lei	 demagógica:	 no	 Brasil,	 chamar	 um	
negro de “negro” (embora seja essa a sua cor) é crime 
inafiançável	(racismo),	mas	matar	um	negro	–	ou	qualquer	
pessoa	–	é	afiançável	(homicídio).	Ou	seja,	o	que	a	lei	diz	
nas entrelinhas é o seguinte: se você não gosta de negros,mate-os, mas não os chame de negros.
Embora a linguagem PC seja invenção americana que 
a mídia brasileira veicula acriticamente, os EUA não detêm 
monopólio da hipocrisia: expressões eufêmicas já existem no 
português há bastante tempo. Chamar o negro de “moreno” 
ou “de cor”, embora pareça atitude de respeito, esconde um 
racismo: se evitamos usar “negro”, é porque consideramos 
ser negro um defeito. Apesar da aparente boa intenção, a 
linguagem PC só contribui para acentuar o preconceito. [...]
Trata-se de usar a linguagem com respeito, não com 
falsa piedade. Nesse sentido, o conceito de “politicamente 
correto” deveria ser substituído pelo de “linguisticamente 
adequado”.
BIZZOCCHI,	Aldo.	É	correto	ser	politicamente	correto?	 
Revista Língua Portuguesa, 2008. 
O fragmento acima permite a inferência de que, segundo a 
visão do autor, 
A a linguagem politicamente correta pretende, acerta-
damente, alterar formas de pensar e restabelecer, 
assim, preceitos caros à democracia.
B muitas correções feitas sob a alegação do politicamente 
correto acabam constituindo um entrave à disseminação 
de necessários padrões de julgamento.
C uma simples mudança vocabular pode, muitas vezes, 
determinar expressivas alterações comportamentais, 
com resultados positivos para a sociedade.
D a substituição do “politicamente correto” pelo “linguis-
ticamente adequado”, embora desejável, não alteraria a 
crescente presença do preconceito na sociedade.
E as leis brasileiras que tangenciam o conceito do 
politicamente correto tendem a equacionar sérios 
problemas sociais envolvendo discriminação.
QUESTÃO 38
Leia o seguinte anúncio do jornal O Estado de São Paulo, 
publicado na revista Veja nos idos de 1992. 
— Pois é...
— Então...
— É fogo.
— Ô.
— Nem fale.
— É.
— Ô se é. 
É melhor você começar a ler o Estadão.
ESTADÃO
É muito mais jornal.
Veja, 28 out. 1992.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 21
Com uma boa dose de humor, esse antigo anúncio exigia do 
leitor	 a	 perspicácia	 para	 identificar	 informações	 implícitas,	
já que 
A o seu efeito humorístico resulta do que é dito, mas não 
sugerido, a partir do diálogo travado.
B são utilizados, no caso, elementos da função fática para 
denunciar a falta de informação que a leitura do jornal 
supriria.
C formula-se uma crítica ao nível de informação do próprio 
leitor do jornal, revelado em pesquisa.
D os interlocutores, no diálogo apresentado, revelam-se 
pessoas atualizadas com os fatos noticiados no dia a 
dia.
E a intenção maior da peça publicitária é a de criticar 
explicitamente o tipo de informação que outros jornais 
oferecem aos leitores.
 QUESTÃO 39
Morte e vida severina
— E quem foi que o emboscou, 
irmãos das almas, 
quem contra ele soltou 
essa ave-bala? 
— Ali é difícil dizer, 
irmão das almas, 
sempre há uma bala voando 
desocupada. 
— E o que havia ele feito 
irmãos das almas, 
e o que havia ele feito 
contra a tal pássara? 
— Ter um hectare de terra, 
irmão das almas, 
de pedra e areia lavada 
que cultivava. 
— Mas que roças que ele tinha, 
irmãos das almas 
que podia ele plantar 
na pedra avara? 
— Nos magros lábios de areia, 
irmão das almas, 
os intervalos das pedras, 
plantava palha. 
— E era grande sua lavoura, 
irmãos das almas, 
lavoura de muitas covas, 
tão cobiçada? 
— Tinha somente dez quadras, 
irmão das almas, 
todas nos ombros da serra, 
nenhuma várzea. 
— Mas então por que o mataram, 
irmãos das almas, 
mas então por que o mataram 
com espingarda? 
— Queria mais espalhar-se, 
irmão das almas, 
queria voar mais livre 
essa ave-bala. 
— E agora o que passará, 
irmãos das almas, 
o que é que acontecerá 
contra a espingarda? 
— Mais campo tem para soltar, 
irmão das almas, 
tem mais onde fazer voar 
as	filhas-bala.	
João Cabral de Melo Neto
O texto anterior reproduz um diálogo que trata da morte de 
um lavrador em uma emboscada, suas causas e possíveis 
consequências. O exame dos elementos formais que 
compõem os versos e da linguagem e respectivos recursos 
de que se vale o autor para conferir expressividade à 
narrativa revela
A despreocupação formal, com o desapego típico dos 
autores modernistas quanto à regularidade métrica e à 
estrofação regular.
B um diálogo em que o personagem “irmão das almas” se 
mostra tão desconhecedor da realidade quanto aquele 
que o interroga.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 22
C o	 emprego	 da	 figura	 de	 linguagem	 denominada	
metáfora,	exemplificado	no	uso	das	palavras	“ave-bala”,	
“pássara” e “espingarda”.
D o grande valor das terras em disputa, indicado em 
expressões como “pedra avara” e “magros lábios de 
areia”, entre outras.
E a constatação, na última estrofe, de que o fato narrado 
não será objeto de punição e até tende a se repetir
QUESTÃO 40
Texto I
Amor
 Do lat. amore.
 I. s. m., viva afeição que nos impele para o objeto dos 
nossos desejos; inclinação da alma e do coração; 
objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação 
exclusiva.
Definição	de	dicionário.	Disponível	em:	www.recantodasletras.com.br/cronicas/742602.	
Acesso em: 15 jan. 2020.
Texto II
O amor não é um fenômeno equestre. Não começa 
no dorso de um cavalo, preferivelmente branco, que vai 
passando	 pela	 floresta	 da	 nossa	 juventude,	 e	 no	 qual	
tomamos uma carona em rumo direto para a felicidade.
COLASANTI, Marina. Mulher daqui pra frente. 
Rio de Janeiro: Nórdica, 1982 (adaptado).
Texto III
Eterno em amor tem o mesmo sentido que permanente 
no cabelo. 
FERNANDES, Millôr. Millôr definitivo.	A	Bíblia	do	caos.	São	Paulo:	LPm,	2019.
Texto V
É preciso amar as pessoas 
como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar, 
Na verdade não há.
Pais	e	filhos,	Renato	Russo.
Texto VI
O	amor	é	finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias
uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um reboliço de ancas,
quem diz outra coisa é besta.
Gregório de Matos
Considerando os cinco fragmentos anteriores e a menção 
ao amor que os aproxima, é possível reconhecer
A a presença preponderante da função emotiva, no texto I.
B a	ratificação	de	um	conceito	romântico,	no	texto	II.
C a	afirmação	da	perpetuidade	do	sentimento,	no	texto	III.
D a vinculação do amor à fugacidade do tempo, no texto 
IV.
E a visão idealizada e espiritualizada do amor, no texto V.
QUESTÃO 41
Diversidade cultural
A	sociedade	brasileira	reflete,	por	sua	própria	formação	
histórica, o pluralismo. Somos nacionalmente, hoje, uma 
síntese intercultural, não apenas um mosaico de culturas. 
Nossa singularidade consiste em aceitar – um pouco mais 
que os outros – a diversidade e transformá-la em algo mais 
universal.	Esse	é	o	verdadeiro	perfil	brasileiro.	[...]	Sabemos,	
portanto, por experiência própria, que o diálogo entre culturas 
supera	–	no	final	–	o	relativismo	cultural	crasso	e	enriquece	
valores universais.
Passado	o	Período	Colonial,	ficamos	mais	permeáveis	à	
troca	de	ideias	e	ao	influxo	de	conteúdos	culturais	que	vêm	do	
exterior, fora da esfera luso-africana. Também aplaudimos, 
por	 razões	 políticas	 óbvias,	 o	 livre	 fluxo	 de	 ideias:	 é	 um	
passaporte para a democracia e o reconhecemos como uma 
garantia do respeito aos direitos humanos.
O mundo, infelizmente, não apresenta historicamente 
um jogo simples, equilibrado ou mesmo limpo na matéria: 
as desproporções em termos da escala ou da resistência 
das culturas, assim como da difusão das mensagens e 
dos produtos culturais são, com efeito, muito grandes. [...] 
A globalização, nesse aspecto, apresenta uma preocupante 
tendência à homogeneização cultural, quando não à 
hegemonia pura e simples em certos setores culturais.
Disponível em: www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/ 
administracao/diversidade-cultural/44483. Acesso em: 15 jan. 2020.
Segundo	o	texto	acima,	o	pluralismo	refletido	pela	sociedade	
brasileira
A conduz à consequência de que os brasileiros são os 
únicos no planetaa aceitar a diversidade.
B resulta na aceitação, pelos brasileiros, da diversidade, à 
qual se conferem contornos universais.
C está em consonância com o sentimento planetário 
trazido, em grande parte, pelo processo de globalização.
D é	 uma	 afirmação	 categórica	 da	 dominância	 do	
relativismo cultural na realidade do país.
E aproxima-se da globalização planetária, dadas as suas 
características bem peculiares.
QUESTÃO 42
Rubião	fitava	a	enseada,	–	eram	oito	horas	da	manhã.	
Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do 
chambre,	à	janela	de	uma	grande	casa	de	Botafogo,	cuidaria	
que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em 
verdade, vos digo que pensava em outra cousa. Cotejava o 
passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. 
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 23
Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas [...], 
para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros 
e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra 
na mesma sensação de propriedade.
“Vejam como Deus escreve certo por linhas tortas”, 
pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas 
Borba,	 apenas	 me	 daria	 uma	 esperança	 colateral.	 Não	
casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo 
que o que parecia uma desgraça [...].
Machado de Assis
Nesse fragmento de Memórias póstumas de Brás Cubas,
A é possível inferir que o personagem Rubião conferia à 
condição de professor a mesma importância dada à de 
capitalista.
B a progressão construída, que tem como limites extremos 
as chinelas e o céu, pretende expressar a oposição 
passado × presente.
C as perguntas e respostas que ocorrem no decurso do 
texto	exemplificam	o	chamado	discurso	indireto	livre.
D as reticências que o encerram, considerado o texto 
como um todo, impedem o leitor de imaginar qualquer 
conclusão da frase interrompida.
E o personagem-narrador, ainda que reconhecendo os 
êxitos	por	ele	experimentados,	atribui	à	figura	de	Deus	
ações incorretas.
QUESTÃO 43
Brasileiro, homem do amanhã
Há em nosso povo duas constantes que nos induzem 
a	 sustentar	 que	 o	Brasil	 é	 o	 único	 país	 brasileiro	 de	 todo	
o	mundo.	Brasileiro	até	demais.	Colunas	da	brasilidade,	as	
duas colunas são a capacidade de dar um jeito; a capacidade 
de adiar. [...]
Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que 
não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. 
Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o 
dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento 
do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro 
de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto 
do	automóvel,	o	concerto	de	Beethoven,	o	túnel	para	Niterói,	
a festa de aniversário da criança, as relações com a China, 
tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou 
menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para 
a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma 
instituição	sacrossanta	no	Brasil.
Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas 
típicos do Romantismo: na “Canção do Exílio”, Gonçalves 
Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte 
para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele 
famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: 
“Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos 
aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais 
confortáveis.
Sim, adiamos por força dum incoercível destino 
nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês 
poupa	dinheiro,	o	inglês	confia	no	Times, o português adora 
bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, 
o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o 
pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais 
colorida.
O brasileiro adia, logo existe.
CAMPOS, Paulo Mendes. Colunista do morro. Editora do autor, 1965.
Com relação aos elementos que estruturam o fragmento 
acima, extraído de uma crônica de Paulo Mendes Campos, 
pode-se	identificar
A a expressão “colunas da brasilidade”, no primeiro 
parágrafo, para expressar, metaforicamente, as duas 
sustentações que levam o brasileiro ao ato de adiar.
B o uso da enumeração, no segundo parágrafo, para 
relacionar exemplos de adiamento do homem comum 
brasileiro, todos voltados para a sua rotina diária.
C a “morte” e a “promissória” são elementos colocados 
lado a lado como exemplos daquilo que, em hipótese 
alguma, admite adiamentos.
D a menção aos poemas de Gonçalves Dias e Álvares de 
Azevedo como exemplos dados, com ironia e humor, do 
adiamento brasileiro.
E a	 frase	 final,	 parodiando	 conhecida	 expressão	 do	
filósofo	 Descartes,	 acaba	 por	 contrariar	 a	 tese	 que	 o	
cronista defende.
QUESTÃO 44
Disponível	em:	www.thedrum.com/stuff/2014/08/27/ 
banksy-mobile-lovers-400000-auction-saves-bristol-youth-centre. 
 Acesso em: 15 jan. 2020.
A	 obra	 acima,	 de	 autoria	 do	 inglês	 Banksy,	 é	 encontrada	
em	uma	das	ruas	de	Bristol,	na	Inglaterra.	Com	ela,	Bansky	
pretendeu, fundamentalmente,
A celebrar o sentimento do amor nos dias de hoje.
B criticar o uso exagerado do celular na vida moderna.
C acentuar valores espirituais diante dos materiais. 
D mostrar os aspectos positivos da tecnologia.
E valorizar o espaço urbano com mensagem positiva. 
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 24
QUESTÃO 45
Foi um movimento artístico e literário de origem francesa, 
caracterizado pela expressão do pensamento de maneira 
espontânea e automática, regrada apenas pelos impulsos 
do subconsciente, desprezando a lógica e renegando os 
padrões estabelecidos de ordem moral e social. [...]
Tinha como objetivo ultrapassar os limites à imaginação 
que tinham sido criados pelo pensamento burguês e sua 
tradição lógica e pelas ideias artísticas que estavam em 
vigor desde o Renascimento.
Disponível em: http://mecapalavras.blogspot.com/2015/09/artes_23.html. 
Acesso em: 15 jan. 2020 (adaptado).
Dentre	 as	 imagens	 a	 seguir,	 aquela	 que	 exemplifica	 a	
vanguarda	artística	acima	definida	é
A 
 O aficcionado, Pablo Picasso.
B 
Mata Mua (em tempos antigos), Gauguin.
C 
Terapeuta, René Magritte.
D 
 Lírios e ponte japonesa, Monet.
E 
One cent life, Roy Lichtenstein.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 25
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
 • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. 
 • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas 
copiadas desconsiderado para efeito de correção. 
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: 
 • tiver até 7 (sete) linhas escritas;
 • fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
 • apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos;
 • apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
Texto I
Depois de ser eliminado das Américas em 2016 segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo voltou 
a ser uma preocupação brasileira com a ocorrência de dois surtos em 2018 nos estados de Roraima e Amazonas, além de 
casos	confirmados	até	o	momento	em	São	Paulo,	Rio	Grande	do	Sul,	Rondônia	e	Rio	de	Janeiro.	Como	a	única	forma	de	
prevenção é a vacina, a baixa cobertura vacinal é apontada como principal causa para a doença ter retornado ao país: a meta 
de vacinação contra o sarampo é de 95%, mas em 2017 a cobertura foi de 84,9% na primeira dose e de 71,5% na segunda, 
de acordo com o próprio Ministério da Saúde.
Disponível	em:	https://portal.fiocruz.br/noticia/sarampo-de-volta-ao-mapa.
Texto II
Disponível	em:	www.google.com/search?q=vacinas+no+brasil+2019&rlz=1C1GCEU_pt-BRBR821BR825& 
source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjdsJeuwbjnAhXQGbkGHUPlC_4Q_AUoAnoECA0QBA&biw=1280&bih=610#imgrc=rt-jRgIxwIzOJM.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 26
Texto III
Apesar	de	já	existirem	pessoas	que	desconfiavam	da	eficiência	e	segurança	da	vacina,	a	comunidade	médica	acredita	
que	o	movimentoantivacina	teve	um	estopim.	Em	1998,	o	médico	britânico	Andrew	Wakefield	publicou	um	estudo	em	uma	
respeitada	revista	científica,	a	Lancet.	Nele,	Wakefield	relacionava	a	vacina	tríplice	viral,	que	previne	contra	a	caxumba,	o	
sarampo e a rubéola, ao autismo. 
Das 12 crianças com autismo analisadas no artigo, 8 teriam manifestado a doença duas semanas depois da aplicação da 
vacina. A teoria era de que o sistema imunológico havia sofrido uma sobrecarga com a imunização. 
Um tempo após a publicação, o estudo começou a ser questionado. O médico estava envolvido com advogados que 
queriam lucrar a partir de processos contra fabricantes de vacinas. Além disso, ele utilizou dados falsos e alterou informações 
sobre	os	pacientes.	Após	a	confirmação	do	caso,	a	Lancet se retratou e retirou o estudo de seus arquivos. 
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/entenda-o-que-e-o-movimento-antivacina/.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto 
dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Movimento antivacina e suas 
consequências” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de 
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 27
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
QUESTÃO 46
Em 1946, o sambista Ataulfo Alves compôs o samba “Isto é 
o que nós queremos”, logo após a queda de Getúlio Vargas.
Queremos nossa liberdade 
Liberdade para pensar e falar
queremos escola para nossas crianças
E queremos mais casas para o nosso povo... 
Queremos 
Leite, carne e pão
E mais casas para o povo... 
Queremos
Viver sem opressão
Queremos progresso para nosso país.
ALVES, Ataulfo. Isto é o que nós queremos, 1946.
Ao correlacionar a letra do samba com o contexto político e 
social da época, infere-se que
A o apelo ao progresso limita-se à implantação de um 
moderno	sistema	político	corporativista	no	Brasil.
B o artista apropriou-se do nome do movimento queremista 
e o associou à pauta social dos trabalhadores da época.
C o compositor expressa seu apoio ao governo varguista, 
cumprindo as determinações do Departamento de 
Imprensa e Propaganda (DIP).
D o samba de protesto foi um gênero bastante difundido 
durante o Estado Novo e teve por intuito criticar o regime 
varguista.
E os problemas apontados pelo samba são um apelo 
estético,	 distante	 das	 dificuldades	 enfrentadas	 pela	
população.
QUESTÃO 47
O sistema tradicional agrícola quilombola do Vale do 
Ribeira foi um dos cinco sistemas agrícolas que receberam 
o prêmio por valorizar boas práticas de salvaguarda e 
conservação da agrobiodiversidade. As 200 variedades 
agrícolas e medicinais catalogadas e todo o manejo das 
roças de 19 comunidades da região do Vale do Ribeira, em 
São	 Paulo,	 foram	 reconhecidos	 pelo	 Banco	 Nacional	 de	
Desenvolvimento	Econômico	e	Social	(BNDES),	Instituto	do	
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa 
Brasileira	 de	 Pesquisa	 Agropecuária	 (Embrapa)	 em	
cerimônia, na tarde desta segunda (18 de junho), na sede da 
instituição	em	Brasília.	“Um	prêmio	como	este	ajuda	a	criar	
valor pro nosso conhecimento. Os jovens da comunidade 
começam a perceber e valorizar as roças. Como a gente vai 
sobreviver sem o nosso feijão, arroz, milho e a mandioca, 
que nós temos o costume de fazer de um jeito, do nosso 
jeito? É o nosso sistema”, disse Judith Dias, do Quilombo 
São Pedro.
Disponível em: www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-vale-do-ribeira/quilombolas-do-
vale-do-ribeira-sao-premiados-pela-embrapa. Acesso em: 15 jan. 2020.
As comunidades remanescentes quilombolas na região 
do Vale do Ribeira têm como um dos seus elementos 
constitutivos
A a atividade agrícola com manejo do solo e preservação 
do meio ambiente.
B a compra de grandes porções de terras pelos ex- 
-escravos africanos libertos.
C a formação a partir de afro-brasileiros fugidos do regime 
de trabalho servil.
D o manejo degradante do solo dado pela prática de 
queimadas para limpar os roçados.
E o recrutamento de negros ex-escravos para o trabalho 
nas lavouras de monocultura.
QUESTÃO 48
Leia a reportagem de jornal.
O curso “Habilidades emocionais e o impacto no 
desenvolvimento na engenharia: Felicidade” é aberto para 
alunos de todas as áreas e funcionários, e teve sua aula 
inaugural ministrada nesta segunda-feira, em Campinas. 
Segundo os idealizadores, o objetivo da disciplina é trabalhar 
os conceitos socioemocionais dos alunos, abordando 
autoconhecimento e relações humanas. A grade curricular 
da disciplina inclui tópicos como neurociência, a constituição 
do sujeito, a importância do vínculo social, a diferença entre 
sentimentos e emoções e missão, propósito e amor.
G1. Acesso em: 17 mar. 2020.
Muito se fala sobre a busca felicidade nos dias de hoje, 
e inúmeras fórmulas para tal são apresentadas. Na 
Antiguidade, ao analisar o conceito de felicidade, Aristóteles 
apontou que ela
A é impossível para o homem.
B é	a	finalidade	das	ações	humanas.
C é um sinônimo da liberdade existencial do ser-aí 
humano.
D é imediata para todos os homens ao nascer.
E tem sua origem apenas em bens materiais.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 28
QUESTÃO 49
Disponível	em:	https://velhogeneral2018.files.wordpress.com/2019/07/mapa-1.jpg.	Acesso	em:	15	jan.	2020.
Ao longo de toda a história registrada, o estreito demarcado conectou as civilizações árabe e persa com o subcontinente 
indiano,	a	Ásia	e	o	Pacífico.	Hoje,	ele	separa	o	Irã	de	Omã	e	dos	Emirados	Árabes	Unidos,	que	têm	fortes	conexões	de	defesa	
com os EUA e a Arábia Saudita.
O determinado estreito está entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. É a única passagem marítima do Golfo Pérsico para o 
mar aberto e um dos gargalos mais importantes do mundo no escoamento de petróleo e de gás natural.
Os últimos incidentes e o aumento das tensões entre EUA e Irã, no Oriente Médio, colocaram em evidência uma das artérias 
marítimas mais importantes do planeta. Essa artéria marítima é o
A Estreito de Suez. 
B Estreito	Bósforo
C Estreito	de	Bering
D Estreito de Ormuz.
E Estreito de Gibraltar.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 29
QUESTÃO 50
No Djibuti – um país minúsculo, mas estrategicamente localizado – sinais da presença da China estão por toda parte. 
Entidades	chinesas	financiaram	e	construíram	o	maior	porto	da	África	e	uma	ferrovia	para	a	Etiópia.	Foi	lá	também	o	local	
que os chineses escolheram para estabelecer sua primeira base naval militar fora do país. Agora, os investimentos chineses 
estão chegando ao fundo do mar, com a construção de um cabo de internet que transmitirá dados através de uma região 
que se estende do Quênia ao Iêmen. O cabo se conectará a um hub que hospeda servidores da internet, administrados 
principalmente por empresas de telecomunicações estatais da China.
Disponível	em:	www.gazetadopovo.com.br/mundo/crescente-influencia-da-china-na-africa-djibouti/.	Acesso	em:	105	jan.	2020.
Com essas incursões na África, a China
A mantém seu sustentável crescimento econômico, destacando-se também investimentos em países conhecidos como 
Leões Africanos.
B expande o modelo econômico de socialismo de mercado para economias que historicamente permaneceram na periferia 
capitalista.
C vê a África como um continente com muitas oportunidades, visto que há dezenas de países socialistas, no qual ela pode 
estabelecer ativas alianças.
D se distancia dos seus interesses econômicos no continente americano, em países como a Nicarágua, abrindo espaço 
para a retomada econômica dos Estados Unidos.
E obteve acesso a recursos minerais vitais e a um vasto mercado à procura de produtos baratos localizado no centro do 
mapa-múndi, além de contar com o apoio de vários “países amigos” em organizações globais, como nas Nações Unidas 
(ONU).CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 30
QUESTÃO 51
Houston Rockets perde parceiros na China 
após tuíte sobre Hong Kong
Gerente geral da equipe da NBA pediu luta por 
liberdade, e duas marcas romperam.
Em seu Twitter pessoal, Morey postou uma imagem com 
os dizeres “Fight for freedom. Stand with Hong Kong” (“Lute 
pela liberdade. Fique com Hong Kong”, em tradução livre). 
A publicação foi uma espécie de apoio aos protestos que 
estão em andamento em Hong Kong, território que possui 
uma luta histórica com a China em busca de independência 
[...].	Para	completar,	a	situação	não	ficou	ruim	para	a	franquia	
da	 NBA	 apenas	 com	 relação	 aos	 parceiros.	 A	 emissora	
estatal chinesa CCTV simplesmente removeu os jogos da 
equipe da programação. Já a Tencent, parceira de direitos 
de	mídia	digital	da	NBA,	suspendeu	tudo	que	se	relaciona	
com o Rockets, tirando o time de seus pacotes e ainda 
oferecendo	compensações	financeiras	pela	mudança.
Disponível em: https://www.maquinadoesporte.com.br/artigo/houston-rockets-perde-
apoios-na-china-pos-tuite-sobre-hong-kong_38395.html. Acesso em: 15 jan. 2020.
Em um mundo cada vez mais globalizado, muitos times têm 
conseguido grande repercussão externa e em mercados 
até pouco tempo atrás pouco considerados. A China é o 
segundo	mercado	da	Liga	Americana	de	Basquete	fora	dos	
EUA, e a repercussão da postagem em defesa de Hong 
Kong deixou claro que
A os EUA ainda mantêm a dinâmica presente na Guerra 
Fria em suas relações externas.
B a crescente xenofobia nos EUA tem retirado inúmeros 
patrocínios de suas empresas internacionais.
C com a globalização dos mercados, inúmeras questões 
políticas locais podem alterar relações econômicas 
globais.
D com a globalização, foram extintas todas as diferenças 
econômicas globais.
E a China não representa um mercado importante no 
contexto global.
QUESTÃO 52
Até	o	século	XI,	quase	todo	mundo	comia	com	as	mãos.	
Os mais educados eram aqueles que usavam apenas 
três dedos para levar o alimento à boca. Naquele século, 
Domenico Salvo, membro da corte de Veneza, casou-se 
com	a	princesa	Teodora,	de	Bizâncio.	Ela	trouxe	no	enxoval	
um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para 
espetar os alimentos. […] O primeiro a sugerir que cada 
homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente 
à mesa foi o cardeal francês Richelieu (1585-1642), um 
fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630. 
Ao contrário da faca, a colher já surgiu com o objetivo de 
ser usada à mesa. Há registros arqueológicos de artefatos 
parecidos com mais de 20 000 anos, feitos de madeira, 
pedra	e	marfim.	Mas,	no	início,	a	colher	era	de	uso	coletivo	
e parecia uma concha.
História dos talheres. Disponível em: www.portalsaofrancisco.com.br/culinaria/historia-
dos-talheres. Acesso em: 15 jan. 2020.
De acordo com o excerto, o comportamento à mesa e o 
uso de talheres em diferentes épocas da história ocidental 
representa uma transição, pois
A na Idade Média as comunidades acumulavam o 
que tinham, visto que no feudalismo predominava a 
igualdade social.
B na Idade Média não existia tecnologia e se usavam as 
mãos devido à inexistência de utensílios apropriados.
C na Idade Média predominavam as práticas sociais 
coletivas e, na Idade Moderna, o individualismo.
D na	Idade	Moderna	as	pessoas	eram	menos	sofisticadas	
do que na Idade Média, já que tinham acesso a produtos 
manufaturados.
E na Idade Moderna não se observam transformações em 
relação aos hábitos alimentares em comparação com a 
Idade Média.
QUESTÃO 53
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que 
 [ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente 
 [por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente 
 [certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos 
 [seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos 
 [brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada 
 [de nada.
[...]
Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão 
 [chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a 
 [confeitaria.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 31
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade 
 [com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha 
 [de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.
[...]
PESSOA, Fernando. Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 
1993[1944]). p. 252. Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/163.
O trecho do poema “Tabacaria”, de Álvaro de Campos 
(heterônimo de Fernando Pessoa), apresenta um 
personagem que tem em si uma compreensão da ausência 
de um sentido último para ser realizado, mas que, ao mesmo 
tempo, se vê diante da pluralidade de possibilidades abertas 
por essa ausência de sentido. Essa compreensão parece 
corresponder à leitura clássica da corrente existencialista, 
que apresenta como ponto fundamental
A a precedência do mercado sobre o estado.
B a precedência da existência sobre a essência.
C a precedência do gesto democrático sobre o totalitário.
D a defesa da existência de ideias inatas.
E o imperativo categórico kantiano.
QUESTÃO 54
Quanto ao movimento operário, [Washington Luís] 
afirmava	tratar-se	de	um	problema	que	interessava	mais	à	
ordem pública do que à ordem social, conceito que repetiria 
mais tarde durante sua campanha para a Presidência da 
República. Essa assertiva deu margem à acusação de que 
considerava a questão social um caso de polícia.
MAYER, Jorge Miguel. Washington Luís. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/ 
files/verbetes/primeira-republica/LU%C3%8DS,%20Washington.pdf.	 
Acesso em: 15 jan. 2020.
A correlação da frase do ex-presidente Washington Luís a 
um “sintoma” característico da República Oligárquica pode 
ser	exemplificada
A pelo apoio às manifestações de trabalhadores.
B pela aprovação do toque de recolher.
C pela outorga da legislação trabalhista.
D pela repressão contínua às greves e protestos.
E pela restrição da entrada de imigrantes.
QUESTÃO 55
A globalização neoliberal é uma das transformações 
históricas de ordem econômica internacional que se 
expressam sucessivamente no regime colonial – o padrão 
ouro,	o	acordo	de	Bretton	Woods	e	a	supressão	atual	das	
fronteiras comerciais. Em todos esses esquemas distintos 
existem, evidentemente, relações de dominação entre 
os países centrais e a periferia, mas também há acordos 
indispensáveis	para	a	convivência	pacífica	e	a	ordem	das	
transações econômicas entre nações.
O	 neoliberalismo	 dificilmente	 poderia	 deixar	 de	 impor	
tais requisitos. A diferença é que o faz não somente no 
campo das relações internacionais, mas também sobre a 
direção e o conteúdo das políticas e instituições internas. 
Por isso, integram-se em normas e regras que auspiciam 
determinadas políticas e eliminam os conteúdos em 
outros modelos, inspirados em planejamentos ideológicos 
racionalizadores. O estabelecimento dessas normas e suas 
consequências	justificam	alterações	profundas	na	vida	dos	
países, particularmente na divisão do trabalho entre o Estado 
e o mercado ou entre os poderes dos governos nacionais e 
os da globalização. Consequentemente, o neoliberalismo e 
a globalização postulam critérios que devem satisfazer os 
governos – singularmente os do Terceiro Mundo –, quase 
sempre com escassa ou nula anuência dos cidadãos 
afetados [...].
Disponível	em:	www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid
=S0101-315720110002000040.	Acesso	em:	15	jan.	2020.
No	Brasil,	a	era	neoliberal	ganhou	força	com
A a criação do Plano Cruzado no GovernoSarney, que 
tinha como principal objetivo a redução e o controle da 
inflação.
B a	eleição	de	Fernando	Henrique	Cardoso,	que	justificava	o	
crescimento desse modelo para manter o desenvolvimento 
e a estabilidade monetária.
C a decadência do Milagre Econômico e o enfraquecimento 
do Estado ao longo da Década Perdida, abrindo espaço 
para o avanço do capital estrangeiro.
D a chegada de Fernando Collor de Mello à Presidência, 
que aumentou o intervencionismo estatal em setores 
estratégicos,	dificultando	a	entrada	de	capital	externo.
E a criação do Programa de Aceleração do Crescimento, 
no Governo Lula, que facilitou intensos projetos de 
privatizações no setor de construção civil.
QUESTÃO 56
Gradiente fisionômico da vegetação
Disponível em: www.icmbio.gov.br/educacaoambiental/images/stories/biblioteca/
permacultura/Manual_recuperacao. Acesso em: 15 jan. 2020.
Alguns fatores naturais explicam a existência dos diferentes 
tipos	 fisionômicos	 do	 determinado	 bioma	 acima.	 Por	
exemplo, quanto maior a disponibilidade de nutrientes e de 
água, maiores e mais abundantes tendem a ser as árvores.
Pelas	 características	 do	 gradiente	 fisionômico,	 o	 bioma	
representado acima é o
A do Cerrado.
B da Caatinga.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 32
C das Pradarias. 
D das Araucárias.
E dos Mares de Morros.
QUESTÃO 57
Ipea aponta que os mais ricos têm 9,5 vezes 
mais chances de se deslocar a pé ao trabalho 
que os mais pobres em SP
SP tem a maior desigualdade de acesso a pé ao 
trabalho entre as 20 cidades mais populosas do país. 
Em Maceió, que tem a menor desigualdade, mais 
ricos têm quase o dobro de chance.
Deslocar-se a pé de casa ao trabalho pode ser 
considerado	um	luxo	no	Brasil.	É	o	que	sugere	um	estudo	
divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada (Ipea) que revela, por exemplo, que 
em São Paulo os mais ricos têm 9,5 vezes mais chance 
de encontrar oportunidades de trabalho que podem ser 
acessadas a pé em até 30 minutos .“Uma coisa que a gente 
encontrou como padrão geral para todo o país é que, via 
de regra, pessoas de mais alta renda e pessoas brancas 
têm maior acesso a oportunidades que pessoas negras e 
de baixa renda”, enfatizou o pesquisador do Ipea, Rafael 
Pereira.
SILVEIRA, Daniel. G1. Acesso em: 16 jan. 2020.
A reportagem expõe como muitos brasileiros vivem uma 
rotina cansativa nos transportes públicos em função da 
distância entre sua residência e os locais em que há 
oportunidades de trabalho. Fatores como esses evidenciam 
que o modo como as cidades são construídas e organizadas 
fundamenta
A a superação da desigualdade social. 
B a perpetuação da desigualdade social. 
C a superação da globalização.
D a equalização do consumo em todos os territórios.
E a inclusão do lazer em todas as comunidades.
QUESTÃO 58
Na caminhada, que durou 25 dias em direção ao 
litoral, Gandhi e seus seguidores paravam de cidade 
em cidade para descansar. Em cada lugar, conseguiam 
mais simpatizantes. Naquela época, os indianos eram 
obrigados a comprar produtos industrializados da Inglaterra, 
sendo proibidos inclusive de extrair o sal no próprio país. 
O apóstolo da não violência queria acabar com o monopólio 
que	o	Império	Britânico	havia	imposto	sobre	o	sal,	símbolo	
do colonialismo para os indianos. A Marcha do Sal contagiou 
não só a Índia, mas comoveu a opinião pública de todo o 
mundo. O homem magro, de pequenos óculos redondos, 
pregador	 da	 resistência	pacífica,	 conseguiu	mobilizar	 uma	
grande ação de desobediência civil que levou, 17 anos mais 
tarde, à independência da Índia do colonialismo britânico, 
que	havia	se	iniciado	no	século	XVIII.
1930: Gandhi inicia a Marcha do Sal. Disponível em: www.dw.com/pt-br/1930-gandhi-
inicia-a-marcha-do-sal/a-471245. Acesso em: 15 jan. 2020.
De acordo com as informações do texto, a Marcha do Sal 
liderada por Gandhi demonstrava
A uma adesão à política neocolonialista industrial da 
Inglaterra.
B uma cooperação entre a economia inglesa e o governo 
de Gandhi.
C uma política educativa para limitar o uso do sal marinho 
pelos indianos.
D uma recusa à exploração neocolonial da Índia pela 
Inglaterra.
E um apoio à cobrança de tributos aos produtos agrícolas 
hindus.
QUESTÃO 59
Queres gozar dos prazeres que proporciona uma vida 
doméstica cheia de tranquilidade e de harmonia? Escolhe 
mulher que te seja proporcionada, de modo que não tenhas 
o trabalho de elevá-la até à tua altura, nem o de baixar-te à 
altura dela.
Pitágoras
Mulheres e homens têm a mesma natureza em relação 
à tutela do Estado, salvo na medida em que um é mais fraco 
e o outro é mais forte.
Platão
As	frases	anteriores	são	atribuídas	a	dois	célebres	filósofos	
gregos do mundo antigo, o que permite inferir que na Grécia 
Antiga havia
A cooperação entre homens e mulheres no sistema 
democrático ateniense.
B culto	da	feminilidade	por	sua	capacidade	de	gerar	filhos	
aos homens gregos.
C discriminação das mulheres e restrição de sua partici-
pação na política.
D igualdade política das mulheres, desde que fossem 
proprietárias de terras.
E maior participação política dos estrangeiros do que das 
mulheres gregas.
QUESTÃO 60
Não há trabalho formal
O desemprego já atinge 13,4 milhões de brasileiros. 
Destes, 4,8 milhões estão em situação de desalento, quando 
se desiste de procurar trabalho. A economista Marilane 
Teixeira, pesquisadora de relações trabalho e gênero do 
CESIT/IE-Unicamp explica que sem a possibilidade de ter 
um emprego formal, os trabalhadores encontram formas de 
sobreviver pela sua própria demanda e vão para lugares 
públicos de maior circulação para oferecer seus produtos e 
serviços.
LC – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 33
Disponível em: www.brasildefato.com.br/2019/05/03/de-ambulante-a-motorista-de-
aplicativo-brasil-tem-39-milhoes-no-trabalho-informal/. Acesso em: 15 jan. 2020.
O mercado de trabalho formal urbano, como se sabe, não tem 
sido capaz de absorver os contingentes de desempregados. 
Diante da falta de empregos formais, muitos são obrigados a 
trabalhar	informalmente,	sem	a	figura	do	patrão.
As mudanças da dinâmica no mercado de trabalho brasileiro 
revelam que
A a crise econômica, aliada à reestruturação de vários 
ramos da economia, tem contribuído para a expansão 
das atividades informais.
B a oscilação da população trabalhadora entre o emprego 
formal e o informal marca uma tendência ao crescimento 
da formalidade empregatícia.
C os	 salários	 no	 Brasil	 continuam	 elevados	 porque	 o	
trabalhador,	principalmente	o	menos	qualificado,	que	é	
o mais abundante, tem pouco valor econômico.
D a população brasileira é, hoje, predominantemente 
urbana, e a força de trabalho informal concentra-se 
principalmente nos setores terciário e quaternário da 
economia.
E o processo de envelhecimento rápido da estrutura 
demográfica,	 motivada	 pela	 elevação	 da	 expectativa	
de vida da população, é o principal responsável pela 
informalidade do emprego.
QUESTÃO 61
Com escuridão atípica, dia vira noite 
em São Paulo nesta segunda
SÃO PAULO – Três da noite? O relógio ainda marcava 
15 horas nesta segunda-feira, 19, em São Paulo, quando o 
céu escureceu, o que causou a impressão de que a tarde 
tivesse virado noite na cidade. 
Disponível em: https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/ 
geral.com-escuridao-atipica-diavira-noite-em-sao-paulo- 
nesta-segunda,70002974047. Acesso em: 15 jan. 2020.
São Paulo começou a tarde daquela segunda-feira (19 de 
agosto de 2019) com o céu encoberto por nuvens e o “dia 
virou noite”. O fenômeno está relacionado 
A à chegada de uma frente fria e também de partículas 
oriundas	da	fumaça	produzida	em	incêndios	florestais.
B à frente fria, mas também à quantidade de poluentes 
emitidos	 pelos	 automóveis	 desde	 o	 fim	 do	 rodízio	 de	
placas.
C ao excesso de poluentes liberados na maior metrópole 
brasileira somado à fumaça de queimadas na Região 
Amazônica.
D à elevada temperatura, que contribuiu para chuvas 
convectivas, potencializandoa escuridão pela presença 
do efeito smog.
E à presença da massa tropical atlântica (mTa), que 
convergiu com os poluentes provindos das queimadas 
na Floresta Amazônica.
QUESTÃO 62
É isto o que faz toda pessoa que propõe um negócio a 
outra. Dê-me aquilo que eu quero, e você terá isto aqui, que 
você	quer	–	esse	é	o	significado	de	qualquer	oferta	desse	
tipo; e é dessa forma que obtemos uns dos outros a maioria 
dos serviços de que necessitamos. Não é da benevolência 
do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos 
nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo seu 
próprio interesse. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas 
à sua autoestima, e nunca lhes falamos das nossas próprias 
necessidades, mas das vantagens que advirão para eles.
A riqueza das nações, Adam Smith.
A compreensão acerca do sistema econômico presente nas 
obras de A. Smith, segundo o texto, revela
A que o capitalismo é um sistema falido que precisa ser 
superado.
B que deveríamos retornar à plena liberdade presente no 
sistema feudal.
C que o capitalismo consegue converter o egoísmo do 
homem em uma mobilização para o bem comum.
D a necessidade de obras públicas que gerem novos 
empregos, dando base ao modelo social ideal.
E a ideia de que o sistema capitalista só funciona em 
estruturas imperiais.
QUESTÃO 63
Uma vez que a cidade é por natureza uma pluralidade, e 
se	sua	unificação	for	excessivamente	compelida,	de	cidade	
ela se torna família, e de família, indivíduo: com efeito, 
podemos	 afirmar	 que	 a	 família	 é	mais	 una	 que	 a	 cidade,	
e o indivíduo mais uno que a família. Por conseguinte, 
mesmo supondo que alguém tem condições de realizar 
essa	 unificação,	 deve-se	 resguardar	 de	 fazê-lo,	 pois	 isso	
conduziria a cidade à ruína. A cidade é composta não apenas 
de uma pluralidade de indivíduos, mas ainda de elementos 
especificamente	distintos..
Aristóteles
Um dos pensadores essenciais da política, Aristóteles 
dedicou uma obra a pensar como a sociedade se constituiu 
e quais seriam suas funções fundamentais. O trecho acima 
destaca
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 34
A o processo teleológico na constituição do homem como 
zoon politikon.
B o	 processo	 fisiológico	 de	 construção	 da	 política	 civil	
grega.
C o processo fenomenológico na constituição do homem 
como zoon politikon.
D o processo epistemológico do ser-aí moderno.
E o processo ontológico de construção da hermenêutica 
ocidental.
QUESTÃO 64
Mas esses elementos, apesar de cristalizados e 
permanentes, não se encontram formulados em lugar 
nenhum. Não há códigos de lei, escritos ou expressos 
explicitamente; toda a tradição tribal e sua estrutura social 
inteira estão incorporadas ao mais elusivo dos materiais: o 
próprio ser humano. 
MALINOWSKI,	Bronislaw.	Argonautas do Pacífico Ocidental. 
São Paulo: Editora Abril, 1984.
O trecho revela uma importante descoberta feita por 
Malinowski acerca do desenvolvimento de uma antropologia 
mais ampla e complexa, que é
A a importância do antropólogo estar apartado da 
sociedade estudada.
B a importância do método cartesiano.
C a necessária imersão do antropólogo nas estruturas 
sociais que busca compreender.
D a impossibilidade de desenvolver uma antropologia 
ativa.
E o impacto da globalização nos processos antropológicos.
QUESTÃO 65
A revolução urbana foi um feito de incalculável 
importância para o bem-estar humano. Por um lado, a 
cidade	é	um	centro	de	povoamento	eficaz	porque	 reduz	a	
“fricção do espaço”, ou seja, permite às pessoas viver perto 
do mercado e de seu lugar de trabalho. Também estimula a 
especialização e, devido ao tamanho de seu mercado, faz 
com que a produção em massa seja rentável. Por outro lado, 
o	modo	de	vida	urbano	acarretou	uma	série	de	dificuldades	
desconhecidas no campo: problemas para prover água à 
população, de instalações sanitárias e de limpeza de ruas; 
[…] de construção de prédios altos sem estabilidade.
POUNDS, N. J. G. La vida cotidiana: historia de la cultura material. 
Barcelona:	Ed.	Crítica,	1992.	p.	338..
De acordo com o texto, o renascimento urbano e comercial 
ocorrido na sociedade feudal europeia
A trouxe a estagnação econômica e o afastamento dos 
núcleos populacionais das cidades.
B gerou	 novos	 desafios	 produtivos,	 com	 a	 redução	 do	
trabalho remunerado e da vida urbana.
C retardou a desagregação do sistema feudal e das 
relações sociais de suserania e vassalagem.
D favoreceu a expansão da atividade mercantil e a 
reocupação de antigas cidades abandonadas.
E racionalizou os processos produtivos sem interferir na 
organização dos espaços físicos do campo.
QUESTÃO 66
Conclui-se que a economia mineira representava baixa 
nos níveis de renda distribuídos de uma maneira menos 
desigual do que no caso do açúcar. Mas se a sociedade 
mineira foi das mais abertas da Colônia, essa abertura 
teria se dado por baixo, pela falta – quase ausência – do 
grande capital e pelo seu baixo poder de concentração. Daí 
o número de pequenos empreendedores, daí o mercado 
maior constituído pelo avultado número de homens livres 
– homens esses, entretanto, de baixo poder aquisitivo 
e pequena dimensão econômica. Em suma, levando-se 
adiante essas considerações, a constituição democrática da 
sociedade mineira poderia se reduzir numa expressão: um 
número de pessoas dividia a pobreza.
SOUSA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a	pobreza	mineira	no	séc.	XVIII.	
Rio de Janeiro: Graal, 2004. p. 44-51.
Ao se analisar a economia e a sociedade mineradora, muitos 
historiadores	 afirmam	 que	 essa	 foi	 uma	 sociedade	 que	
experimentou uma conjuntura de maior mobilidade social, 
porém marcada por um “falso fausto” (falsa riqueza). Essa 
contradição se explica devido
A à distribuição equitativa das lavras e datas de ouro e 
diamante, o que garantia oportunidades a todos.
B ao acesso ao mercado consumidor pelos mais pobres, 
já que o ouro era uma riqueza pronta.
C ao sistema escravista, que permitia uma ascensão 
social a partir da compra da alforria.
D à socialização da pobreza em decorrência dos altos 
custos, ainda que houvesse casos de enriquecimento.
E à possibilidade de ascensão social em virtude do 
trabalho livre e disciplinado de ex-escravos.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 35
QUESTÃO 67
Áreas mais atingidas por 
incêndios florestais na Austrália
Estados de New South Wales e Victoria são os que 
tiveram mais focos na 1a semana de janeiro.
A	Austrália	vive	um	dos	piores	incêndios	florestais	dos	
últimos anos, desde setembro de 2019. As queimadas já 
atingiram mais de 6,3 milhões de hectares de terras pelo 
país, uma área do tamanho da Áustria. Foram destruídos 
milhares	 de	 prédios	 e	 cidades	 ficaram	 sem	 eletricidade	 e	
sinal de telefonia móvel, acrescentando-se perdas humanas 
e quase meio milhão de vida silvestre.
Quase que paralelo, diversos focos de incêndios 
devastaram parte da Amazônia Legal desde agosto de 2019, 
contribuindo para um grande impacto socioambiental.
NSW Rural Fire Service. Disponível em: google.org. Acesso em: 7 jan. 2020.
Em relação aos incêndios citados anteriormente, infere-se 
que 
A na Amazônia, os incêndios se espalham principalmente 
pela	 floresta	 tropical	 úmida	 de	 forma	 natural,	 como	
ocorre todos os anos.
B incêndios naturais ou de causa proporcionada favorecem 
o	desenvolvimento	das	florestas,	sejam	elas	em	regiões	
tropicais secas ou úmidas.
C os incêndios registrados tanto na Austrália quanto na 
Floresta Amazônica brasileira são de simetrias naturais, 
relacionados à elevadas temperaturas regionais.
D assim como a Floresta Amazônica, a Austrália vive 
uma crise ambiental relacionada ao desmatamento das 
florestas	de	eucalipto,	contribuindo	para	os	incêndios.
E na Austrália, os incêndios se espalham principalmente 
pela	floresta	tropical	seca,	mas	no	último	verão	estavam	
muito mais intensos, extensos e duradouros por causa 
de eventos naturais, diferentemente dos que ocorreram 
na Floresta Amazônica.
QUESTÃO 68
A área hachuradaaponta o desequilíbrio negativo entre o 
crescimento	demográfico	e	a	produção	de	alimentos.	Essa	
área pode ser nomeada de 
A consumo marxista.
B catástrofe malthusiana. 
C pegada neomalthusiana
D desequilíbrio reformista. 
E produção ecomalthusiana.
QUESTÃO 69
Michel de Montaigne foi um dos mais importantes 
filósofos	 do	 Renascimento.	 [...]	 Em	 “Dos	 Canibais”,	 o	 31o 
ensaio do Livro I, ele critica os critérios europeus para 
rotular	os	indígenas	como	“bárbaros”	[…].	Montaigne	afirma	
que “há mais barbárie em comer um homem vivo do que em 
comê-lo morto”, querendo dizer com isso que os europeus 
não	possuem	autoridade	para	criticar	o	canibalismo.	Afinal,	
o	que	enceta	maior	crueldade:	excruciar	por	dias	a	fio	uma	
pobre alma, ou alimentar-se de um corpo que não sente mais 
dor, pois encontra-se morto? Mas o mais importante para o 
filósofo	francês	é	que	o	canibalismo	possui	um	significado,	
não se trata de mera excentricidade gastronômica. Ao comer 
a carne do guerreiro derrotado, segundo os indígenas, 
absorvia-se sua vitalidade, tornando-se mais fortes, mais 
vigorosos. Não é uma iguaria a ser servida aleatoriamente, 
existe um sentido por trás de sua ação, que demonstra 
que seus costumes possuem uma racionalidade. Essa 
racionalidade, ainda que distinta da dos europeus, não 
permite dizer que os “selvagens” sejam inferiores.
Disponível em: http://obviousmag.org/pari_passu/2017/montaigne-dos-canibais.html.
Acesso em: 21 nov. 2019.
De acordo com o texto, Michel de Montaigne
A apresenta a noção de relativismo cultural, que defende 
a superioridade cultural de determinados grupos.
B afirma	que	os	grupos	 indígenas	são	mais	bárbaros	do	
que os europeus, pois não conhecem o cristianismo.
C defende que a diferença de costumes não constitui um 
critério válido para julgar as diferentes sociedades.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 36
D propõe a ideia de barbárie como um padrão social que 
interpõe a ausência de uma cultura civilizada.
E idolatra a inocência dos indígenas e a razão dos europeus, 
questões que explicam seus costumes similares.
QUESTÃO 70
Privacidade hackeada mostra que termos e 
condições da democracia viraram um jogo
“Teremos eleições seguras novamente?”, indaga a 
jornalista	 britânica	 e	 finalista	 do	 Prêmio	 Pulitzer,	 Carole	
Cadwalladr. Ao lado do professor David Carroll e da ex-
-funcionária	 da	 Cambridge	 Analytica,	 Brittany	 Kaiser,	
estrelam documentário que, um ano depois do tsunami, 
expõe as entranhas de um esquema no qual você é peça 
imprescindível.
Disponível	 na	 Netflix,	 Privacidade hackeada joga luz 
sob	o	poder	do	tráfico	de	dados	de	gerar	dinheiro	e	decidir	
os rumos políticos do mundo. Com a Cambridge Analytica 
no centro da discussão, a peça mostra como a manipulação 
pelas redes sociais coloca a democracia em risco.
Disponível em: hypeness.com.br/2019/08/privacidade-hackeada-mostra-que-termos-e-
condicoes-da-democracia-viraram-um-jogo/. Acesso em: 15 jan. 2020.
.
O documentário apresentado aborda como uma empresa, 
usando como base os dados coletados nas redes sociais, 
contribuiu para inúmeros resultados eleitorais nos últimos 
anos. A manipulação do discurso, mediante alguma técnica 
para convencer o eleitor não é algo novo; na Atenas 
clássica, muitos pensadores desenvolveram técnicas de 
fala e estruturação dos discursos em busca de convencer 
aqueles que votavam nas leis da cidade. Esses pensadores
A eram denominados fenomenólogos e usavam a 
hermenêutica como técnica.
B eram denominados socráticos e usavam a dialética 
como técnica.
C eram	denominados	sofistas	e	usavam	a	retórica	como	
técnica.
D eram denominados justinianos e usavam a fé como 
técnica.
E eram denominados narcisistas e usavam a beleza como 
técnica.
QUESTÃO 71
Weber demonstrou muito bem que a objetividade 
científica	 não	 impunha,	 necessariamente,	 nenhuma	
limitação ética ao cientista. Contudo, como sucedeu com 
outros cientistas sociais eminentes da época, ocupou-se 
com um modelo de explicação sociológica que não permite 
representar os fenômenos sociais em termos de relações de 
sequência vistas no plano histórico, largamente irrelevante 
para discussão de questões práticas concernentes a 
processos macrossociais. Seria absurdo manter aquela 
atitude em nossos dias. De um lado, porque sabemos que 
ela	 nada	 tem	 a	 ver	 com	o	 espírito	 científico	 propriamente	
dito. Ela representa um dos efeitos intelectuais da 
acomodação do cientista à concepção liberal do mundo. 
De outro, porque os cientistas sociais podem lidar com as 
“questões práticas” de forma objetiva, desligando-se do 
substrato ideológico imanente à eclosão delas nas correntes 
e movimentos sociais. Em outras palavras, as tendências de 
desenvolvimento social constituem dados de fato. Acontece 
que esses dados de fato se impõem à análise como algo 
de interesse prático fundamental, seja para o conhecimento 
das exigências da situação, seja para a criação e a utilização 
de técnicas sociais apropriadas.
A sociologia numa era de revolução social, Florestan Fernandes.
A análise de Florestan Fernandes aponta para a transição 
representada pelo pensamento de Weber na sociologia 
clássica.	 Buscando	 construir	 análise	 mais	 ampla	 dos	
processos sociais e das escolhas individuais, Weber acabou 
se opondo ao modelo proposto por Durkheim, que busca, 
com seu modelo de fato social,
A construir	uma	ciência	social	nos	moldes	da	filosofia.
B construir uma ciência social nos moldes da ética.
C construir modelos sociais de caráter semelhante aos 
das ciências naturais.
D construir um modelo de análise social focado nas 
emoções.
E estruturar uma análise poética da realidade social.
QUESTÃO 72
Não é absurdo supor que os habitantes da Alexandria 
antiga possam ter tido sentimentos semelhantes diante da 
monumentalidade de sua biblioteca. Um local meio sagrado, 
meio misterioso, em que poucos tinham o privilégio de entrar. 
É curiosa a história dessa biblioteca que, em grande medida, 
deve a sua fundação a um dos maiores conquistadores da 
Antiguidade. Quando conquistou o norte do Egito em sua 
luta contra os persas, Alexandre, o Grande, oriundo da 
Macedônia, fundou a cidade cujo nome o homenageia. 
Nove anos depois, um de seus generais, Ptolomeu I, 
fundou	a	dinastia	ptolomaica.	Ele	e	seu	filho,	Ptolomeu	 II,	
são considerados os fundadores da famosa biblioteca. 
[…] Há controvérsias em saber com precisão quem 
verdadeiramente fundou a biblioteca, se Ptolomeu I ou seu 
filho,	Ptolomeu	II.	Os	historiadores,	no	entanto,	convergem	
no	sentido	de	afirmar	que	Ptolomeu	I	foi	um	grande	patrono	
das	letras,	devendo-se	esse	interesse,	talvez,	à	influência	de	
Aristóteles; porém, o mais provável é que a sólida formação 
cultural era generalizada entre os indivíduos da elite 
grega. Os historiadores [também] divergem em relação à 
quantidade de volumes que a biblioteca chegou a conter em 
seu acervo. Os números variam entre 400 mil e um milhão 
de papiros. […] Considerando-se que um rolo de papiro 
ocupava um espaço considerável em relação ao tamanho 
atual dos livros, pode-se imaginar o tamanho do edifício da 
Biblioteca	de	Alexandria	destinado	a	abrigar	o	seu	acervo.	
[…] Ao longo dos seus mais de sete séculos de existência, a 
biblioteca sobreviveu a inúmeras invasões, sítios e saques a 
Alexandria, apesar de ter sofrido nesses episódios todo tipo 
de violações e depredações.
Disponível	em:	www.sesc.com.br/portal/site/palavra/ensaio/ensaios_interna/a+biblioteca+	
de+alexandria+e+outras+bibliotecas.	Acesso	em:	25	nov.	2019.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 37
A biblioteca de Alexandria teve um papel fundamental em 
diversos aspectos, visto que
A popularizou	a	figura	de	Alexandre	Magno	e	perpetuou	
as histórias de suas realizações.
B operou como um importante centro de investigação 
científica,	do	qual	surgiram	as	universidades.
C perpetuou o conhecimento e o legado cultural grego 
antigo e permitiu sua transmissão a outros povos.
D tornou a cidade de Alexandria o epicentroeconômico e 
cultural mais importante do mundo antigo dos gregos.
E congregou os principais registros arqueológicos e 
avançou na produção de um conhecimento museológico.
QUESTÃO 73
Quem	não	for	capaz	de	definir	com	palavras	a	ideia	de	
bem, separando-a de todas as outras, e, como se estivesse 
numa batalha, exaurindo todas as refutações, esforçando-se 
por dar provas, não através do que parece, mas do que é, 
avançar através de todas estas objeções com um raciocínio 
infalível, não dirás que uma pessoa nestas condições 
conhece o bem em si, nem qualquer outro bem, mas, se 
acaso toma contato com alguma imagem é pela opinião, e 
não pela ciência que agarra nela, e que a sua vida atual a 
passa a sonhar e a dormir, pois, antes de despertar dela 
aqui, primeiro descerá ao Hades para lá cair num sono 
completo? 
A República, Platão.
O trecho indica a clássica leitura de Platão acerca do 
conhecimento do bem em sua obra A República, na qual ele 
compreende que o governo deve ser feito por
A todo cidadão nascido na cidade onde o governo se 
formar.
B filósofos	especialistas	no	conceito	de	bem	e	de	justiça.
C mulheres,	menos	suscetíveis	à	retórica	sofista.
D estrangeiros, sem qualquer interesse nos assuntos 
internos.
E mestres da retórica, que governam pelo discurso.
QUESTÃO 74
Área ocupada pela silvicultura, por grupos de espécies florestais (mil ha)
IBGE. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, 2018.
A	chegada	do	eucalipto	no	Brasil	ocorreu	em	1825	e,	nessa	época,	as	árvores	foram	utilizadas	como	planta	ornamental	
no	Jardim	Botânico	do	Rio	de	Janeiro.	Em	1868,	 foram	realizados	os	primeiros	plantios	da	espécie	para	gerar	 lenha	e	
formar barreiras contra o vento no Rio Grande do Sul. Entretanto, foi só em 1909 que a produção de eucaliptos ganhou 
impulsão em território brasileiro, por intermédio do engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, que se interessou 
pelo estudo e pelo cultivo da espécie.
Posteriormente, diversos empresários do ramo da silvicultura e alguns órgãos públicos iniciaram seus projetos 
florestais	com	o	eucalipto.	Atualmente,	Minas	Gerais	é	o	estado	com	maior	área	de	eucaliptos	no	Brasil,	possuindo	2%	de	
sua extensão ocupada pela espécie.
Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases 
/2 5437-pevs-2018-producao-da-silvicultura-e-da-extracao-vegetal-chega-a-r-20-6-bilhoes-e-cresce-8-0-em-relacao-a-2017. Acesso em: 15 jan. 2020.
.
Uma das grandes vantagens do eucalipto e de sua rápida difusão é o fato de 
A ser uma espécie vegetal de lento crescimento e adaptada para as situações morfoclimáticas brasileiras.
B ser uma policultura, atraindo grandes investimentos em pesquisas pela Embrapa, e ter disponibilidade de solos para o 
aumento da área plantada.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 38
C ter sido amplamente absorvido pelos pequenos e médios produtores, pois essa árvore pode ser plantada em qualquer 
lugar, adaptando-se aos mais diversos tipos de clima e de solo.
D a planta ser capaz de se adaptar a reduzidos tipos de climas, desde locais quentes e secos, como os deserto australianos, 
a climas muito úmidos e frios, como na Escócia.
E possuir alto índice de rentabilidade, já que o seu cultivo permite a extração da celulose, a produção de carvão vegetal e 
também a produção de chapas de madeira, amplamente utilizadas pela indústria civil.
QUESTÃO 75
Os	gráficos	abaixo	demonstram	duas	situações	climáticas	distintas	no	continente	africano.
precipitação temperatura
350
300
250
200
150
100
50
0(mm)
precipitação temperatura
350
300
250
200
150
100
50
0(mm)
Entebe - UGANDA Ain Salah - ARGÉLIA
40
30
20
10
0ºC
-10
-20
40
30
20
10
0ºC
-10
-20
MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Projeto de ensino de Geografia, natureza, tecnologias, sociedades. São Paulo: Moderna, 2000.
Os climogramas anteriores se referem, respectivamente, aos climas
A tropical de altitude e desértico. 
B equatorial e tropical semiárido. 
C tropical semiúmido e desértico. 
D subtropical e tropical semiárido.
E mediterrâneo e tropical semiárido
QUESTÃO 76
Disponível	em:	https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/primeira-imagem-do-filme-animado-
de-superman-entre-a-foice-e-o-martelo-e-revelada/. Acesso em: 15 jan. 2020.
Animação Superman: entre a foice e o 
martelo ganha trailer cheio de ação
Longa é inspirado em aclamada HQ de Mark Millar.
A animação Superman: entre a foice e o martelo, 
adaptação da graphic novel lançada em 2003 por Mark Millar 
(Velho Logan, Kick-Ass) na DC, ganhou um trailer cheio de 
ação que mostra o mundo alternativo em que a nave do 
kryptoniano aterrissa na União Soviética [...].
Disponível	em:	www.omelete.com.br/filmes/superman-entre-a-foice- 
e-o-martelo-animacao-trailer. Acesso em: 15 jan. 2020..
Inspirada no quadrinho homônimo, a animação Superman: 
entre a foice e o martelo apresenta o personagem clássico 
dos quadrinhos americanos em uma situação bastante 
diversa. Nessa história, a nave do personagem cai na URSS 
no auge do domínio de Stalin. O principal herói americano 
aparecendo em solo soviético chama a atenção devido ao 
fato de 
A essas duas nações terem sido aliadas durante muitos 
anos.
B o	 longo	 conflito	 indireto	 existir	 entre	 as	 nações	 no	
período denominado Guerra Fria.
C haver uma disputa entre os dois países em busca de se 
tornar a maior nação capitalista de sua época.
D ambos terem sido colonizados por espanhóis.
E haver uma disputa entre os dois países em busca de se 
tornar a maior nação socialista de sua época.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 39
QUESTÃO 77
Disponível em: https://wiki.redejuntos.org.br/busca/religioes-do-brasil-coexistencia-de-evangelicos-catolicos-umbandistas-candomblecistas-judeus. Acesso em: 30 nov. 2019.
Ao	se	analisarem	os	gráficos,	pode-se	inferir	um	fator	histórico	e	uma	transformação	dentro	da	sociedade	contemporânea	
brasileira, como a
A inaptidão do cristianismo em assimilar aspectos de outras religiões, como atesta o avanço das religiões umbandistas.
B assimilação de noções de liberdade religiosa na esfera pública, devido ao crescimento das religiões espíritas. 
C permissão	para	o	funcionamento	de	igrejas	não	cristãs,	como	os	identificados	como	evangélicos	de	missão.	
D relação de integração entre Estado e Igreja, como atesta o predomínio do cristianismo de origem católica.
E grande ascensão das religiões de origem africana, a exemplo das religiões umbandistas e candomblecistas.
QUESTÃO 78
Antes	 de	 passar	 à	 análise	 das	 duas	 reflexões	 sobre	
o conceito de neutralidade, é preciso perguntar-se o que 
significa	 “neutro”	 na	 linguagem	 cotidiana	 e	 que	 aspectos	
do campo semântico dessa palavra foram assimilados pelo 
discurso	da	história.	Não	é	supérfluo	lembrar	que	a	palavra	
“neutro” provém do latim “ne-uter”,	que	significa	“nenhum	dos	
dois”, de modo que o conceito de neutralidade nos remete à 
propriedade de um elemento ao qual não se atribui nenhum 
dos valores de uma contraposição. […] Percebe-se que, 
analisada a partir da perspectiva de sua formação histórica, 
a neutralidade não se nutre dessa falta de atribuição de um 
dos valores de uma contraposição, mas, antes, parece estar 
sempre ligada a um sistema de oposições em que logo se 
revela um imperativo ético, que justamente exige a opção 
por determinado campo de valores. […] Dessa maneira, o 
conceito de neutralidade, tal como elaborado concretamente 
no discurso da história, costuma remeter, de fato, à existência 
real ou potencial, manifesta ou latente, passada, presente 
ou	futura,	de	um	conflito.
O conceito de neutralidade no discurso da história: entre os “Geschichtliche Gundbegriffe” 
e “Le Neutre”. In: Revista de História e Historiografia, no 2, mar. 2009.
Tendo em vista que a neutralidade é impraticável na atividade 
descrita no texto, é tarefa do historiador envolvido
A contemporizar com as ideias dominantes.
B efetivar os interesses políticos e sociais.C proteger os direitos das comunidades minoritárias.
D evidenciar as escolhas realizadas na produção do 
conhecimento.
E contemplar	os	financiadores	de	pesquisas	científicas.
QUESTÃO 79
Ao difundir-se a alfabetização e o texto escrito, por 
intermédio da imprensa, mudam as relações com ele: 
a função de mediador desaparece e as condições de 
comunicação, de coletivas, passam a ser individuais. [...] 
As duas vítimas desses processos são o velho e o padre. 
O primeiro perde a utilidade de sua memória; o segundo, o 
segredo de seu prestígio e o núcleo de seu poder como elo 
entre o escrito e o oral. 
FRAGO, A. V. Do analfabetismo à alfabetização: análise de uma mutação antropológica e 
historiográfica.	In:	____.	Alfabetização na sociedade e na história: 
vozes, palavras e textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. p. 34-35.
A análise apresentada pelo autor destaca uma importante 
transição ocorrida durante o período da Reforma Protestante, 
a saber
A a adoção do pensamento aristotélico.
B o abandono do heliocentrismo.
C a adoção das obras apócrifas.
D a	tradução	da	Bíblia	para	outras	línguas	além	do	latim.
E a busca por tomar os meios de produção.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 40
QUESTÃO 80
Influência da impermeabilização no escoamento superficial da água
LIVINGSTON; MCCARRON, 1989 (adaptado).
A urbanização altera a cobertura vegetal, provocando vários efeitos no ciclo hidrológico natural. Dessa forma, pode-se notar 
que
A o	crescimento	da	impermeabilização	dos	solos	contribui	para	a	redução	do	escoamento	superficial.
B o aumento da impermeabilização contribui diretamente para a elevação do processo de evapotranspiração.
C o	aumento	da	impermeabilização	dos	solos	afeta	o	escoamento	subsuperficial,	contribuindo	para	infiltrações	profundas.
D em	ambientes	naturais,	a	infiltração	profunda	é	menor,	o	que	acaba	influenciando	diretamente	no	escoamento	superficial	
pluvial.
E a	impermeabilização	gera	uma	menor	infiltração	da	água	pluvial	no	solo,	caracterizando	um	excedente	hídrico	que	escoa	
superficialmente.
QUESTÃO 81
Observe as áreas hachuradas no mapa abaixo.
Disponível em: https://lh3.googleusercontent.m/C2Cg0WCT8MSY5nm9j0bW4r8MOtYmvs 
4TbwKzGa2aU6e3u1z39maBFVVCsf1yCDSrF_kqMQ=s136.	Acesso	em:	15	jan.	2020.
Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, Israel conquistou, de 
seus vizinhos árabes, as áreas hachuradas 1, 2, 3 e 4. Essas 
áreas são, respectivamente, 
A Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz, Faixa de Gaza e 
Canal de Suez.
B Colina de Golan, Cisjordânia, Faixa de Gaza e Península 
do Sinai.
C Colina de Golan, Faixa de Gaza, Golfo Pérsico e 
Península do Sinai.
D Setor oriental de Jerusalém, Cisjordânia, Faixa de Gaza 
e Canal de Suez.
E Península do Sinai, Setor oriental de Jerusalém, 
Cisjordânia e Faixa de Gaza.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 41
QUESTÃO 82
Foi o estudo de antropologia sob a orientação do 
professor	Boas	que	primeiro	me	revelou	o	negro	e	o	mulato	
no seu justo valor – separados dos traços de raça, dos efeitos 
do ambiente ou da experiência cultural. Aprendi a considerar 
fundamental a diferença entre raça e cultura; a discriminar 
entre os efeitos de relações puramente genéticas e os de 
influências	 sociais,	 de	 herança	 cultural	 e	 de	 meio.	 Neste	
critério de diferenciação fundamental entre raça e cultura 
assenta todo o plano deste ensaio.
Freyre, Gilberto. Casa-grande & senzala. 12. ed. 
Brasília:	Editora	Universidade	de	Brasília,	1963.	p.	5.
Inspirado pela antropologia americana de sua época, Freyre 
desenvolveu sua obra a partir da separação dos conceitos 
de raça e cultura, o que contribuiu para
A a manutenção de uma sociologia evolucionista.
B uma crítica à postura de seus contemporâneos, que 
construíram suas teorias com base em preconceitos 
raciais.
C o início de uma sociologia mais focada nas questões 
econômicas.
D o	fim	da	escravidão.
E as discussões sobre a revolução inacabada que se deu 
com a manutenção dos portugueses no poder.
QUESTÃO 83
RUGENDAS, Johann Moritz. Habitação de negros,	1822-1825.	Acervo	da	Biblioteca	
Nacional. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Habita%C3% 
A7%C3%A3o_de_Negros._Rugendas.jpg. Acesso em: 15 jan. 2020.
Os estudos recentes sobre as relações de escravidão no 
Brasil	têm	ampliado	sua	análise	para	compreender	a	figura	
do negro escravizado como agente em contínua negociação. 
Na imagem isso é evidenciado por meio 
A da sociabilidade entre os negros a partir da formação 
de núcleos das famílias escravas, como sugerido pela 
casa ao fundo.
B da resistência da população escrava ao criar núcleos 
completamente afastados das cidades, como se 
evidencia na imagem.
C do trabalho manual realizado para seus semelhantes, 
como	 mostrado	 na	 imagem	 pela	 figura	 de	 um	 negro	
produzindo uma esteira de dormir.
D da	predominância	de	figuras	femininas,	o	que	demonstra	
o caráter desigual das sociedade escravocrata, que 
exploraria mais os homens.
E da existência de uma lavoura de subsistência, o 
que permitia à população negra comercializar esse 
excedente produtivo.
QUESTÃO 84
Não se tem certeza sobre a motivação do Francisco 
Solano López em envolver-se na questão uruguaia; não 
temos documento escrito ou testemunho que permita dar 
uma resposta taxativa. No entanto, há uma concordância 
de que interessava a López a manutenção dos blancos no 
poder em Montevidéu, de modo a utilizar esse porto para 
o comércio externo paraguaio, para dar continuidade à 
inserção do Paraguai no comércio internacional iniciada no 
governo de Carlos Antonio López. Os blancos procuraram, 
é	verdade,	convencer	López	de	que	a	Argentina	e	o	Brasil	
pretendiam	pôr	 fim	à	 independência	 do	Uruguai,	 dividindo	
entre si o território uruguaio e, depois, se voltariam contra 
o Paraguai. Teria ele acreditado nisso? Possivelmente não, 
mas com certeza se deu conta de que a derrota dos blancos 
uruguaios fragilizaria o Paraguai diante da Argentina e do 
Império, que passariam a atuar coordenadamente no Prata 
em lugar de rivalizarem-se, e isso quando ambos tinham 
litígio de fronteiras com o país guarani.
Nova história da Guerra do Paraguai. Disponível em: www.cafehistoria.com.br/nova-
historia-da-guerra-do-paraguai/. Acesso em: 4 dez. 2019.
A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como 
Guerra do Paraguai,
A enfraqueceu	 a	 figura	 das	 Forças	Armadas	 brasileiras	
como ator político.
B desestimulou a formação de um regime republicano 
constitucional.
C impossibilitou a libertação dos escravos negros e de 
seus dependentes.
D confirmou	a	conquista	da	hegemonia	brasileira	sobre	a	
Bacia	Platina.
E solucionou	a	crise	financeira,	em	razão	das	indenizações	
recebidas.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 42
QUESTÃO 85
Verão 2019/2020 não deve ter influência 
de El Niño e La Niña no país
Segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia 
(Inmet), as condições da temperatura da superfície do 
mar	no	Oceano	Pacífico	Equatorial	estão	dentro	das	suas	
características	 normais,	 sem	 significativos	 desvios	 em	
relação à média, indicando que a área do fenômeno El Niño 
está em sua fase neutra, portanto, sem atuação de El Niño 
ou La Niña. Os modelos de previsão indicam probabilidade 
elevada de que a condição de neutralidade se mantenha ao 
longo de todo o verão.
Devido às suas características climáticas, o verão é 
especialmente importante para atividades econômicas 
como a agropecuária, a geração de energia, por meio das 
hidrelétricas, e para a reposição hídrica e a manutenção 
dos reservatórios de abastecimento de água em níveis 
satisfatórios.
Disponível em: www.noticiasagricolas.com.br/noticias/clima/248929-inmet-verao-
20192020-nao-deve-ter-influencia-de-el-nino-e-la-nina-no-pais.html# 
.XhX4echKjIU.	Acesso	em:	15	jan.	2020.
Uma	das	consequências	para	o	Brasil	da	ocorrência	deste	
fenômeno, El Niño, são
A o aumento das chuvas nas Regiões Nordeste e Norte, 
além	da	intensificação	das	secas	no	Sudeste	e	no	Sul.
B as	enchentes	no	Brasil	meridional	e	a	seca	naregião	do	
clima semiárido nordestino e no extremo norte do país.
C a redução das enchentes nas Regiões Sudeste e Sul e o 
prolongamento das estiagens no semiárido nordestino.
D o	 prolongamento	 do	 período	 chuvoso	 no	 Brasil	
setentrional e meridional e o favorecimento, com isso, 
da produtividade na agropecuária.
E a atenuação da estação seca na Região Amazônica e 
na Centro-Oeste e o aumento, por essa razão, do risco 
de incêndios causados pelo uso das queimadas na 
agropecuária.
QUESTÃO 86
Saída de dólares do país soma US$ 44,7 bilhões em 2019, a maior em 38 anos
A moeda norte-americana bateu sucessivos recordes de alta no ano passado, 
mas registrou, no acumulado de 2019, um crescimento de 3,5%.
Em um ano marcado por sucessivos recordes na cotação do dólar, a retirada de dólares da economia brasileira superou o 
ingresso	de	divisas	em	US$	44,768	bilhões.	Os	números	de	2019	foram	divulgados	nesta	quarta-feira	(8)	pelo	Banco	Central.
Essa é a maior fuga de divisas do país desde o início da série histórica da instituição, em 1982, ou seja, em 38 anos. 
Até então, a maior saída havia sido registrada em 1999, quando US$ 16,18 bilhões deixaram a economia brasileira. Veja o 
histórico abaixo.
Entrada e saída de dólares no Brasil (em US$ bilhões)
 Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/01/08/saida-de-dolares-do-pais-soma-us-447-bilhoes-em-2019-a-maior-em-38-anos.ghtml. Acesso em: 15 jan. 2020.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 43
Em 14 de junho de 1999, Armínio Fraga, então presidente 
do	Banco	Central,	apresentou	as	linhas	gerais	do	que	viria	
a ser a estrutura da política econômica brasileira a partir de 
então. Naquele ano, o Governo Fernando Henrique Cardoso 
abandonou a política de bandas cambiais, instituindo a 
livre	 flutuação	 cambial	 (com	 intervenções	 para	 corrigir	
“distorções” de mercado), acompanhada por objetivos para 
contas	públicas	e	pelo	regime	de	metas	para	inflação.
Essa estrutura da política econômica brasileira criada no 
Governo FHC e mantida em outros governos é conhecida 
como
A Padrão Dólar-Real.
B Tripé Macroeconômico.
C Encilhamento Econômico.
D Política	de	Banda	Cambial	Regional.
E Política Econômica de Integração Nacional. 
QUESTÃO 87
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contra-alísios
alísios
ventos 
secos 
para os 
trópicos
ventos 
úmidos 
para o 
Equador
capta a
umidade
alísios
ventos 
secos 
para os 
trópicos
ventos 
úmidos 
para o 
Equador
capta a
umidade
30
latitude
T. Cap.
0 latitude
Equador
30
latitude
T. Can.
causam chuvas contra-alísios
A	zona	tropical	caracteriza-se	pela	grande	quantidade	de	energia	solar,	apresentando	uma	dinâmica	atmosférica	específica.	
Nesse contexto,
A ventos	alísios	são	fluxos	de	ar	que	se	deslocam	de	um	ponto	a	outro	da	Terra	por	conta	das	homogeneidades	de	pressão	
atmosférica.
B os ventos alísios levam chuva aos locais distantes ao Equador; os ventos contra-alísios impedem a chuva nas áreas 
próximas aos trópicos.
C o encontro dos ventos alísios na região equatorial forma o que se conhece como Zona de Convergência Intertropical 
(ZCIT), um fenômeno que provoca chuvas na Amazônia e colabora para a formação dos chamados “rios voadores”.
D os alísios são um tipo de vento constante e úmido que tem ocorrência nas zonas subtropicais em altas altitudes. Ele sopra 
nos trópicos na região do Equador de leste para oeste e, por serem úmidos, provocam grande incidência de chuvas.
E os ventos contra-alísios colaboram para formar os maiores desertos do mundo, pois são ventos úmidos que chegam 
constantemente	aos	 trópicos,	 fazendo	com	que	as	áreas	próximas	aos	 trópicos	fiquem	a	maior	parte	do	 tempo	sem	
receber ventos úmidos.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 44
QUESTÃO 88
Fazendo apelo ao princípio do realismo ontológico 
(segundo	 o	 qual	 tudo	 o	 que	 está	 contido	 na	 definição	 de	
uma coisa não pertence a essa coisa essencialmente, 
mas acidentalmente por outra), Tomás de Aquino conclui 
que	a	definição	da	essência	das	criaturas	não	 implica	sua	
existência e, portanto, elas não existem por si mesmas, e 
sim devido a uma outra realidade (abalio). A distinção real 
entre essência e existência torna-se, assim, o fundamento 
metafísico da contingência das criaturas humanas e permite 
introduzir no peripatetismo a ideia de criação.
AQUINO, Tomás de. Seleção de textos, p. 8..
Ao buscar aproximar o ideal da criação com as análises de 
essência e acidente, o pensador escolástico São Tomás de 
Aquino demonstra sua inspiração
A na obra cartesiana. 
B na obra aristotélica 
C na obra platônica.
D no pensamento dos epicuristas.
E no	pensamento	sofista.
QUESTÃO 89
Guernica, Pablo Picasso.
Com 349 cm de altura por 776,5 cm de comprimento, 
Guernica, uma das principais obras de Pablo Picasso, 
pintada a óleo em 1937, é uma declaração de guerra contra 
a guerra e um manifesto contra a violência, pois retrata o 
contexto
A da Primeira Guerra Mundial e do contingente elevado de 
mortos	durante	o	conflito,	devido	às	novas	tecnologias	
bélicas.
B do antissemitismo que se alastrou pela Europa pouco 
antes e durante a Segunda Guerra Mundial nas décadas 
de 1930 e 1940.
C das guerras coloniais que envolveram vários países 
europeus, inclusive a Espanha e a Alemanha nazista no 
século	XX.
D do Período Entreguerras, que testemunhou a Guerra 
Civil Espanhola e a ascensão do nazifascismo na 
Europa.
E da Paz Armada durante a corrida imperialista e 
neocolonialista, que dominaram e ocuparam grande 
parte do território da África ocidental.
QUESTÃO 90
Título da Premier League pode aumentar em 
até 1,1% economia de Manchester e Liverpool
A economia das cidades ganharia bônus advindos 
do comércio de materiais ligados ao futebol, além de 
torcedores e turistas visitando a cidade 
para assistir aos jogos.
Ser campeão inglês não é apenas um bom negócio 
dentro de campo, mas também uma oportunidade econômica 
para todas as cidades inglesas que não se chamam Londres. 
Um estudo realizado pelo Think Thank Centre for Economics 
and	Business	Research	(CEBR)	mostrou	que	uma	eventual	
vitória de Liverpool ou Manchester City – atuais primeiro e 
segundo	 colocados	 do	 campeonato	 –	 pode	 significar	 um	
aumento	de	até	1,1%	no	PIB	dessas	cidades.
Disponível em: www.istoedinheiro.com.br/titulo-do-campeonato-ingles-pode-aumentar-
em-ate-11-economia-de-manchester-e-liverpool/. Acesso em: 15 jan. 2020.
O campeonato inglês é, sem dúvida, umas das maiores e 
mais tradicionais ligas de futebol do mundo. A Premier League 
percebeu, nos últimos anos, os efeitos da globalização e a 
necessidade de 
A estruturar marcas exclusivamente locais.
B mudar sua administração para a América do Sul.
C internacionalizar as marcas para aumentar seu potencial 
de lucro.
D abandonar o futebol e fazer novos investimentos, como 
saúde e trânsito.
E proibir trabalhadores de outras nacionalidades.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Cinza - Página 45
RASCUNHO
Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.
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