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RESUMO SINTETIZADO DE FILOSOFIA

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configurando um Estado de Guerra temporário. Seria, portanto, interessante 
haver uma instituição para julgar as disputas, prevenir abusos, punir os que descumprem 
as leis naturais, etc. 
Contrato Social → CONSENTIMENTO DAS PARTES → Cessão de direitos ao 
Estado → motivo: criar leis, juízes imparciais etc. IDEIA DE GARANTIR A BOA 
VIDA. Ou seja, se está melhorando algo que já era bom. 
Modelo de governo: DEMOCRACIA REPRESENTATIVA → Estado deve garantir 
liberdades individuais. 
DIREITO DE DEFESA = se o governo não garante representa a população e garante 
os direitos de liberdade, o povo pode contra ele se insurgir. 
ROUSSEOU 
Estado Natural → homem é BOM → homem era solitário (grupo familiar, no máximo) 
e a vida no Estado de Natureza era boa. 
O eventual crescimento populacional acaba por instituir o chamado Estado de 
Sociedade, no qual alguns homens tomam para si propriedade, dando inicio à uma 
sociedade desigual e corrompida. As leis protegem os ricos etc. Corrupção do homem 
pela sociedade. Não há liberdade, pois só alguns fazem as leis. 
CONTRATO SOCIAL → para se sair do Estado de Sociedade para um novo modelo 
→ 1) romper alienação 2) democracia direta, LIBERDADE COMO PARTICIPAÇÃO 
3) vontade geral – substrato das vontades coletivas – interesse comum “norteando” a 
sociedade. 
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MONTESQUIEU 
Aponta em seus estudos os tipos de governo e em qual princípio se baseiam: 
Despotismo (MEDO) / República (VIRTUDE) / Monarquia (HONRA). Quanto a 
este último, trata-se, contudo de uma monarquia regida por LEIS. Neste modelo, 
introduz a ideia de tripartição de poderes. Este modelo que ele defende, inspirado no 
modelo inglês. As leis decorrem da realidade social e histórica de um povo: não há justo 
ou injusto, mas sim uma situação de adequado naquele contexto. 
Em O Espírito das Leis, Montesquieu não parte do pressuposto da existência de um 
Direito natural, inato ao ser humano, captado pela razão. Rejeita esse argumento porque 
as leis de fato não se fundamentam na razão humana, pelo contrário, elas derivam de 
circunstâncias naturais sob a influência de determinados fatores físicos e morais. 
Dentro do contexto da monarquia inglesa: liberdade é fazer tudo o que as leis permitem. 
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KANT 
Kant era Iluminista, ou seja, buscava romper com a moralidade anterior que tolhe a 
liberdade dos indivíduos. Para tanto, Kant vai tentar elaborar uma teoria da moralidade 
fundada na razão – caráter universal (vale para todo o mundo). 
LEI = CONDUTA EXTERNA / PRECEITOS MORAIS = INTERNO 
Obras do autor: Crítica da razão pura – como adquirimos conhecimento (a priori, ou 
seja, antes da experiência; nós já sabemos se tal ação é certa ou errada pelo mero uso de 
nossa razão. Ex: eu sei que agredir os outros é errado mesmo sem precisar agredir 
ninguém antes. E a posteriori, que significa conhecimento baseado na experiência 
prévia. Ex: você realiza uma ação para então verificar o resultado e então passa a 
conhecer). 
Critica razão prática – como orientar nossa ação. 
Homens seguem princípios em suas ações: a razão prática que determina quais 
princípios existem; o homem os escolhe conforme sua vontade – homem ser volitivo 
(inclinações). A vontade pode ser má ou boa. 
Imperativos (que são os princípios) podem ser hipotéticos (inclinações) como 
categóricos (razão). Nesses últimos, A AÇÃO PASSA A SER UM FIM EM SI 
MESMA – É O CERTO A SER FEITO; É O PURO DEVER → BOA VONTADE 
– A AÇÃO É BOA INDEPENDENTE DOS FINS QUE SE ALCANÇA COM ELA. 
Dar um exemplo: por que não roubar? Segundo o Imperativo hipotético, seria para ser 
feliz, evitar dor etc. Pelo Imperativo Categórico eu não vou roubar pois não é o correto, 
é inviável para uma ordem social. Logo, o caráter universal / JÁ SE TEM UMA 
NOÇÃO A PRIORI QUE É ERRADO, NÃO É PRECISO A EXPERIÊNCIA. 
 “Age de modo que a tua ação possa se tornar uma lei universal” 
Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de 
qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca como meio. – AS 
COISAS TÊM PREÇO, MAS AS PESSOAS TÊM DIGNIDADE. 
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UTILITARISTAS 
JEREMY BENTHAM 
Um dos pais do Utilitarismo – corrente filosófica consequencialista. Ações são boas 
quando promovem a felicidade (ação moralmente correta) e más quando geram 
infelicidade (moralmente incorreta); 
“agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem estar”. Exemplo dos 
trilhos de trem, no qual 5 pessoas estão amarradas em um trilho e 1 pessoa em outro: 
um individuo, puxando uma alavanca pode escolher: ou mata 1 ou mata 5. Principio da 
utilidade – toda ação deve ser aprovada/rejeitada conforme tendência de aumentar ou 
reduzir o bem estar (seu e geral). 
Bentham trabalha a ideia, portanto, de QUANTIDADE DE PRAZER/BEM 
ESTAR/FELICIDADE. 
STUART MILL 
TRABALHA A QUALIDADE DO PRAZER, não só a quantidade; busca do 
conhecimento / capacidade intelectual. Em outras palavras, entende que alguns prazeres 
têm mais valor que os outros, como os prazeres do pensamento, sentimento e 
imaginação, que resultam da experiência de apreciar a beleza, a verdade, o amor, a 
liberdade, o conhecimento, a criação artística. 
Mill defende, em seu utilitarismo, a ideia de QUANTIDADE E QUALIDADE DO 
PRAZER. 
Defende também a liberdade do indivíduo: pode fazer o que quiser, desde que não 
prejudique o outro. 
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POSITIVISMO 
Positivismo exegético: tentativa de prever todas as condutas humanas nos códigos; 
simples aplicação da subsunção; juiz boca da lei, pois apenas identificava o fato e 
aplicava a lei sem qualquer interpretação. 
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RUDOLF VON IHERING 
Para Rudolf von Ihering, Direito e força se confundiam, porquanto o Direito se 
tornaria vazio, na medida em que desprovido de força. 
Luta pelo direito / força viva (sofre modificações) → paz é o fim, a luta é o meio. Luta 
dos povos, Estado, classes, indivíduos. Assim, os direitos não surgem espontaneamente 
na cabeça dos legisladores, mas precisam sempre ser reivindicados pela população. 
KELSEN 
Direito como ciência – se existem leis que explicam a natureza, direito também deveria 
ter validade objetiva; ideia de base universal. Não trabalha o conteúdo pois este é 
relativo (cada país tem leis diferentes) → universal é a ESTRUTURA do direito; sua 
manifestação normativa; relação de imputação. 
Estuda o direito como ele É (ser), e não como deveria ser (dever ser). 
Ser (mundo dos fatos) e dever ser (mundo das normas). 
Norma fundamental: 
O que dá “validade” a um sistema jurídico? Sua Constituição. O que dá validade e 
objetividade a uma Constituição? A constituição anterior. Mas como proceder, ante esse 
retorno infinito? Por meio da norma fundamental. Fictícia; pressuposta (pelo intelecto, 
não pela vontade) – sem ela, o retorno infinito só seria explicado por questões alheias ao 
direito. A Constituição, por sua vez, dá objetividade e validade às normas gerais, que 
por sua vez darão objetividade e validade normas individuais. 
Moldura 
Solucionar casos de indeterminação da lei 1) intencional (lei das alternativas a serem 
escolhidas) 2) não intencional (plurissignificância das palavras) Norma superior = 
moldura (esfera de ação da norma inferior). Há dois momentos 1) determinação objetiva 
da moldura colocada pela norma superior, por meio de um ato cognoscitivo, e 2) 
escolha subjetiva, por meio de um ato de vontade, de uma das possíveis opções 
apresentadas pela norma superior para transformação em Direito positivo. Contudo, é 
possível haver uma interpretação fora da moldura – juiz interprete autêntico. 
HART 
Positivista – modelo só de regras, não de normas; 
Normas primárias →