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GOVERNO DE GOIÁS
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
Superintendência Executiva de Ciência e Tecnologia
Gabinete de Gestão de Capacitação e Formação Tecnológica
Máquinas e Implementos Agrícolas
2019
Máquinas e Implementos
Agrícolas
ETAPA II
CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA
Janeiro 2019
Ficha Catalográfica
Expediente
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Secretário de Desenvolvimento
Econômico, Científico e Tecnológico
e de Agricultura, Pecuária e Irrigação
Adriano da Rocha Lima
Coordenador Geral - Pronatec
Marcos Sussumo Andrade
Coordenador Adjunto Pedagógico Pronatec
José Teodoro Coelho
Supervisão Pedagógica e EaD
Israel Serique dos Santos
Maria Dorcila Alencastro Santana
Virginia Araújo Morais
Professor Conteudista
Sarah Cristine Martins Neri
Projeto Gráfico
Maykell Guimarães
Designer
Andressa Cruvinel
Revisão Técnica
Joseane Dantas Alcântara
Revisão da Língua Portuguesa
Cícero Manzan Corsi
Banco de Imagens
http://freepik.com
6
Apresentação
Empreendedorismo, inovação, iniciativa, criatividade e habilidade para trabalhar em equipe são alguns dos requisitos imprescindíveis para o
profissional que busca se sobressair no setor produtivo. Sendo assim, destaca-se o
profissional que busca conhecimentos teóricos, desenvolve experiências práticas
e assume comportamento ético para desempenhar bem suas funções. Nesse
contexto, os Cursos Técnicos oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento de
Goiás (SED), visam garantir o desenvolvimento dessas competências.
Com o propósito de suprir demandas do mercado de trabalho em qualificação
profissional, os cursos ministrados pelos Institutos Tecnológicos do Estado de
Goiás, que compõem a REDE ITEGO, abrangem os seguintes eixos tecnológicos,
nas modalidades EaD e presencial: Saúde e Estética, Desenvolvimento Educacional
e Social, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Infraestrutura, Produção
Alimentícia, Produção Artística e Cultural e Design, Produção Industrial, Recursos
Naturais, Segurança, Turismo, Hospitalidade e Lazer, incluindo as ações de
Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (DIT), transferência de tecnologia e
promoção do empreendedorismo.
Espera-se que este material cumpra o papel para o qual foi concebido: o de
servir como instrumento facilitador do seu processo de aprendizagem, apoiando
e estimulando o raciocínio e o interesse pela aquisição de conhecimentos,
ferramentas essenciais para desenvolver sua capacidade de aprender a aprender.
Bom curso a todos!
SED – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecno-
lógico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação
ESTADO
DE GOIÁS
7
Conteúdo Interativo
Essa apostila foi cons-
truída com recursos
que possibilitam a
interatividade tais como
hiperlinks e páginas com
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Pré-requisitos:
Para acessar a
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Sumário
INTRODUÇÃO
BREVE HISTÓRICO
UNIDADE 1
Normatizações do Setor Agrícola 11
1.1 - Generalidades, função básica e conceituações sobre sistemas mecanizados 12
UNIDADE 2
Tipos de Máquinas e Implementos Agrícolas 15
2.1 - Uso de máquinas e implementos de preparo do solo. 19
UNIDADE 3
Máquinas utilizadas para plantio e condução das culturas 21
3.1 - Máquinas para aplicação de defensivos agrícolas 26
3.2 - Máquinas utilizadas para a colheita e transporte de grãos 30
3.4 - Máquinas utilizadas para a produção zootécnica 35
UNIDADE 4
Capacidade operacional dos conjuntos mecanizados 37
Referências 40
8
Recursos Didáticos
FIQUE ATENTO
A exclamação marca
tudo aquilo a que você
deve estar atento. São
assuntos que causam
dúvida, por isso exigem
atenção redobrada.
PESQUISE
Aqui você encontrará
links e outras sugestões
para que você possa
conhecer mais sobre
o que está sendo
estudado. Aproveite!
CONTEÚDO
INTERATIVO
Este ícone indica
funções interativas, como
hiperlinks e páginas com
hipertexto.
DICAS
Este baú é a indicação de onde
você pode encontrar informações
importantes na construção e
no aprofundamento do seu
conhecimento. Aproveite, destaque,
memorize e utilize essas dicas para
facilitar os seus estudos e a sua vida.
VAMOS REFLETIR
Este quebra-cabeças indica o
momento em que você pode e
deve exercitar todo seu potencial.
Neste espaço, você encontrará
reflexões e desafios que tornarão
ainda mais estimulante o seu
processo de aprendizagem.
VAMOS RELEMBRAR
Esta folha do bloquinho
autoadesivo marca aquilo
que devemos lembrar
e faz uma recapitulação
dos assuntos mais
importantes.
MÍDIAS INTEGRADAS
Aqui você encontra dicas
para enriquecer os seus
conhecimentos na área,
por meio de vídeos,
filmes, podcasts e outras
referências externas.
VOCABULÁRIO
O dicionário sempre nos ajuda a
compreender melhor o significado
das palavras, mas aqui resolvemos
dar uma forcinha para você e
trouxemos, para dentro da apostila,
as definições mais importantes na
construção do seu conhecimento.
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
Este é o momento
de praticar seus
conhecimentos.
Responda as
atividades e finalize
seus estudos.
SAIBA MAIS
Aqui você encontrará
informações
interessantes
e curiosidades.
Conhecimento nunca é
demais, não é mesmo?
HIPERLINKS
As palavras grifadas
em amarelo levam
você a referências
externas,
como forma de
aprofundar um
tópico.
Hiperlinks de texto
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INTRODUÇÃO
Bem-vindo, caro aluno! Este componente curricular traz os principais conceitos, as máquinas e
implementos utilizados em campo nas atividades de plantio, manejo e colheita de grãos no Brasil.
De acordo com a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção brasileira de grãos
fechou o ciclo 2017/2018 com produção estimada em 228,3 milhões de toneladas. Demonstrando assim,
a necessidade e importância das máquinas e implementos agrícolas para o cultivo e abastecimento de
alimentos no Brasil.
A agricultura em amplo aspecto é uma área que abrange alta tecnologia e também a junção de áreas
importantes, como a Biologia, a Economia e a Engenharia.
Compreender a abrangência e importância que a área agrícola tomou, além da produção de alimentos
para o abastecimento de um país, é fundamental. Para tanto, saber o tipo adequado de máquina e
implemento a ser utilizado para cada tarefa no campo é imprescindível para cada aluno.
Disponibilizaremos aqui material para diferenciar uma semeadora, adubadora, colhedora, tratores
diversos, seus implementos, funções e formas de uso.
O objetivo deste material é apresentar os conceitos, demonstrar as principais máquinas e implementos
utilizados nas diferentes atividades do campo, sua constituição, bem com a evolução dessas máquinas
agrícolas no decorrer dos anos.
Esse material apresenta também as principais metodologias a serem seguidas para identificar possíveis
problemas, manter máquinas e equipamentos em condições de uso, prevenir adversidades que possam
gerar falhas e prejuízos.
Há ao longo do material, vocabulários, atividades de fixação, dicas para fixar melhor o conteúdo exposto
e maximizar o conhecimento relativo a máquinas e implementos.
Bons Estudos.
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No início da civilização, os plantios eram realizados de maneira simplista e demandavam grande esforço
do homem e dos animais que eram usados no campo. Por causa desse fator e do pouco conhecimento sobre
o solo, e as culturas cultivadas, técnicas de cultivo rudimentares e inexistência de máquinas e implementos
adequados, o resultado frequentemente era uma quantidade produzida pequena, com consideráveis perdas
no processo produtivo.
Em uma agricultura de subsistência, o homem conseguia produzir para se alimentar, com o auxílio dos
animais no lugar das máquinas.
Entretanto, com o aumento da população e consequentemente da demanda por alimentos, fez-se
necessário adequar e implantar melhorias nas atividades agropastoris para maximizar a produção. Os
animais usados com fonte de potência necessitavamde períodos de descanso, comida, bebida, manejo que
tornava o trabalho no campo mais demorado e menos rentável.
A Revolução Industrial trouxe o aumento na produção de alimentos e melhoria nas atividades agrícolas,
através do conjunto de mudanças no modo de trabalho, que substituiu o trabalho artesanal. Ocorreu
também nessa época a implantação do uso de máquinas nos séculos XVIII e XIX na Inglaterra e a introdução
de máquinas a vapor e de manufatura, posteriormente se espalhando pela Europa.
O processo evolutivo da implantação e uso de máquinas e equipamento deu-se com a introdução do
emprego do aço, uso de combustíveis fósseis,
invenções com a energia elétrica, máquinas a vapor.
No Brasil, em destaque, após a Segunda
Guerra Mundial, houve grandes alterações no
cenário econômico, aumentando a necessidade de
implantação de novas técnicas de cultivo e utilização
de máquinas e equipamentos que realizassem maior
quantidade de trabalho em menos tempo e com
menos gastos financeiros (NETO, 1985).
O crescimento que o país vinha apresentando,
em conjunto com o advento da tecnologia, fez
com que a introdução de máquinas cada vez mais
tecnicizadas, destinadas a fins específicos, se
tornasse imprescindível para as atividades no campo.
BREVE HISTÓRICO
1 - 1956 Fordson Major E1A Tractor.
Fonte: https://www.stockvault.net/photo/99760/1956-fordson-major-e1a-tractor-laid-to-r
http://www.abimaq.org.br/Arquivos/Html/Publica%C3%A7%C3%B5es/Livro-A-historia-das-maquinas-70-anos-Abimaq.pdf
A história das máquinas - Abimaq 70 Anos
MÍDIAS INTEGRADAS
http://www.abimaq.org.br/Arquivos/Html/Publica%C3%A7%C3%B5es/Livro-A-historia-das-maquinas-70-anos-Abimaq.pdf
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UNIDADE 1
Normatizações do Setor Agrícola
A agricultura envolve atividades com diferentes máquinas e equipamentos. Com o agronegócio em
constante ascensão aliado ao advento tecnológico, tornando uma das atividades de amplo aspecto e
rentabilidade para o país, existe para regulamentar o uso e o trabalho com máquinas e equipamentos,
normatizações que visam além das regulamentações das máquinas e equipamentos, a prevenção e segurança
do operador.
2 - Setor Agrícola.
Fonte: https://blog.rodeowest.com.br/agronegocio/importancia-de-um-seguro-agricola/
SAIBA MAIS
- ABNT NBR ISO/TS 28924:2016 – Máquinas agrícolas – Proteções para partes móveis
de transmissão de potência – Abertura da proteção sem ferramenta;
2- ABNT NBR ISO 5674:2017 – Tratores e máquinas agrícolas e florestais — Proteções para eixos de
transmissão da tomada de potência (TDP) — Ensaios de resistência e desgaste e critérios de aceitação;
3- ABNT NBR ISO 8210:2016 – Equipamentos para colheita — Colhedoras de grãos — Procedimento de
ensaio;
4- ABNT NBR ISO 7914:2016 – Máquinas florestais — Motosserras portáteis — Espaçamentos e
tamanhos mínimos da empunhadura;
5- ABNT NBR ISO 15077:2016 – Tratores e máquinas agrícolas autopropelidas – Controles do operador
– Forças de acionamento, deslocamento, localização e método de operação;
6- ABNT NBR ISO 5697:2016 – Veículos agrícolas e florestais — Determinação do desempenho de
frenagem;
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SAIBA MAIS
7- ABNT NBR ISO 5700:2015 – Estruturas de proteção na capotagem (EPC) – Método
de ensaio estático e condições de aceitação;
8- ABNT NBR ISO 8082-1:2016 – Máquinas florestais autopropelidas – Ensaios de laboratório e requisitos
de desempenho para estruturas de proteção na capotagem. Parte 1: Máquinas gerais;
9 – ABNT NBR ISO 11783-6: 2017 – Tratores e máquinas agrícolas e florestais – Rede serial para
comunicação de dados e controle, Parte 6: Terminal virtual;
10- ABNT NBR ISO 17962:2017 – Máquinas agrícolas – Equipamento para semeadura – Minimização
dos efeitos ambientais de exaustão do ventilador de sistemas pneumáticos;
Fonte: Todas normas disponibilizadas em: http://www.abnt.org.br/catalogo
1.1 - Generalidades, função básica e conceituações sobre sistemas mecanizados
A produção de alimentos no Brasil e no mundo depende basicamente do trabalho e desempenho das
funções de máquinas e implementos operados pelo homem.
A agricultura sempre foi uma das atividades mais antigas do mundo.
No entanto, em toda atividade que acontece no campo para se obter sucesso, além de conhecer o local
onde se irá implantar determinada cultura, é fundamental saber o tipo de máquina e implemento adequado
a se utilizar, para em seguida realizar as etapas operacionais de práticas agrícolas.
De acordo com Mialhe (1996), nas atividades agrícolas existem diversas máquinas e implementos para
se utilizar, porém é fundamental conhecer os tipos principais conforme as atividades que serão exercidas e
seguir um padrão para as operações agrícolas de cultivo:
l preparo do solo: inicial e periódico;
l semeadura, plantio e transplantio;
l aplicação de fertilizantes e corretivos;
l cultivo e irrigação, uso de defensivos químicos;
l colheita, carregamento e transporte;
l secagem e beneficiamento;
l armazenamento e conservação do produto.
Em toda atividade agrícola, com máquinas e implementos agrícolas, seguir as operações acima descritas,
é essencial para desenvolvimento da planta, sucesso no cultivo e colheita.
VOCABULÁRIO
Para aumentar os conhecimentos sobre o vocabulário utilizado no meio agrícola,
acesse:
http://www.etecfernandopolis.com.br/arquivos/downloads/Glossario-Completo-Mecanizacao.pdf
http://www.etecfernandopolis.com.br/arquivos/downloads/Glossario-Completo-Mecanizacao.pdf
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No preparo inicial do solo, as atividades realizadas são de limpeza da área, retirada de possíveis galhos,
árvores, cipós, resquícios de vegetação natural ou regenerada, bem como de restos de culturas anterior-
mente cultivadas. O objetivo mais essencial desse processo é a movimentação e o nivelamento do solo para
o início do plantio. Algumas das máquinas utilizadas nessa etapa são destocadores, serras, lâminas empur-
radoras, lâminas niveladoras, escavadeiras e perfuradoras.
Balastreire (1987) destaca as principais máquinas e equipamentos utilizados nas atividades agrícolas.
O preparo periódico se resume em finalizar o manejo inicial com a mobilização do solo, antes do início do
cultivo. Nesta etapa, o operador, pode decidir, de acordo com orientação técnica específica, e as condições
do solo, qual o tipo de preparo realizar. Dentre o Plantio ou Cultivo convencional, que é um tipo de cultivo
que utiliza aração, gradeamento, revolvendo bastante o solo. Uma prática, que degrada em grande parte
os constituintes do solo, contribuindo para erosões, desagregação e perda de nutrientes do solo. O Cultivo
mínimo, nesse modo, as operações mecanizadas são mínimas, no intuito de não se revolver tanto o solo e
perder nutrientes ou desagregar as partículas constituintes. O plantio direto, que realiza menos movimenta-
ção do solo, somente nas fileiras onde se irá plantar a cultura. As máquinas utilizadas são: arados de aivecas,
arados de discos, subsoladores, enxadas rotativas, sulcadores, dentre outros.
A etapa da semeadura, plantio e transplantio, é realizada com o uso de semeadoras, plantadoras, trans-
plantadoras em sistemas de cultivo mínimo e/ou plantio direto.
Para aplicação de fertilizantes e corretivos, além das máquinas para aplicação desses insumos, é neces-
sário também máquinas de transporte, carregamento, como carretas, adubadoras.
No cultivo e irrigação, uso de defensivos químicos, os tratos culturais realizados no manejo definirão o
pleno desenvolvimento da cultura e como sendo um período de intenso crescimento e propagação da plan-
ta, há necessidade de aplicação constante de defensivos químicos por estarem em pleno estágio vegetativo.
São utilizados para esse fim, cultivadores de enxadas rotativas, ceifadeiras e roçadoras, motobombas e as-
persores, pulverizadores, polvilhadoras, microatomizadoras, atomizadoras e fumigadores.
Após o desenvolvimento o uso de colhedoras ou colheitadoras, caminhões, carretas para o transporte.
Algumas culturas necessitam de serem transportadas para pátios ou galpões ondeserá realizado o
beneficiamento ou armazenagem, usando máquinas para secadoras, classificadoras, polidoras.
Importante destacar que para culturas florestais, as máquinas e equipamentos utilizados diferem em
diversos aspectos, como tamanho, composição, uso.
No trabalho com máquinas e equipamentos agrícolas, é de fundamental importância conhecer algumas
características dos solos, como: Cisalhamento, Tração, Compressão, Fluxo Plástico, Atrito, Adesão, além da
capacidade de penetração, suporte e a resistência. São parâmetros que no trabalho com máquinas e imple-
mentos agrícolas em conjunto com as características físicas, químicas e biológicas dos solos, definirão o tipo
o melhor manejo na implantação dos cultivos (Balastreire, 1987).
VOCABULÁRIO
Cisalhamento: significa cortar ou causar deformação numa superfície a partir
da tensão provocada por forças que atuam em sentidos iguais ou contrários, mas
seguindo uma mesma direção.
Força de cisalhamento ou tensão de cisalhamento: tensão gerada a partir de forças que agem em
direções semelhantes.
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3 - Etapas da produção do biodiesel e soja.
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/1831917/
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
1 – Realize um levantamento, caracterizando as primeiras máquinas e implementos
difundidos no mundo.
2 – Escolha duas operações agrícolas de cultivo de no mínimo quatro culturas.
3 – Descrevam, dentro do contexto nacional, as culturas de maiores destaques em
produtividade e comercialização.
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UNIDADE 2
Tipos de Máquinas e
Implementos Agrícolas
Antes de se iniciar qualquer plantio, é fundamental saber as etapas que envolvem as operações agrícolas:
4 - Máquinas agrícolas.
Fonte: https://www.deere.com.br/pt/m%C3%A1quinas-e-implementos-agr%C3%ADcolas/
Fonte:Acervo do autor
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As atividades na agricultura requerem cada vez mais máquinas e implementos com elevado nível de
mecanização, para acompanhar a crescente demanda de insumos para produção dos alimentos para
humanos e animal.
As máquinas e implementos utilizados no campo possuem diversas funcionalidades, as diferenças de
cada uma variam conforme a atividade desempenhada. Entretanto, para seu completo desempenho, é
preciso entender a atuação desses conjuntos no solo.
De acordo com Balastreire (2004), o solo é um ambiente que possui muita resistência para as atividades
agrícolas, como por exemplo, a tensão de compressão, o atrito, adesão, penetração, capacidades de
suporte. Esses quesitos inerentes aos solos, se possuírem suas propriedades mínimas contribuirão para que
as máquinas e os implementos trabalhem a terra para inúmeros plantios com efetividade.
A classificação de máquinas e implementos, difere em alguns aspectos:
l Quanto à fonte de potência: tem como fonte, os animais de tração (ainda utilizado em algumas regiões
do país e do mundo); e a tração mecânica, que possui como fonte, os motores;
l Quanto ao engate à fonte de potência:
a) Arrasto: em um único ponto onde existe um instrumento de arrasto acoplado a fonte de potência;
b) Montado: um sistema de três pontos tem a união do implemento a fonte de potência;
c) Semimontados: onde dois braços do sistema de engate de três pontos são acoplados ao trator e
sustentado por duas ou mais rodas;
l Quanto à aplicação: são as máquinas e implementos de uso primário nas atividades agrícolas.
Uma das máquinas mais utilizadas são os tratores agrícolas, que de acordo com MIALHE (1980) “o
trator agrícola é uma máquina auto propelida provida de meios que, além de lhe conferirem apoio estável
sobre uma superfície horizontal e impenetrável, capacitam-no a tracionar, transportar e fornecer potência
mecânica, para movimentar os órgãos ativos de máquinas e implementos agrícolas. São máquinas utilizadas
para maximizar a produtividade, e com constantes avanços tecnológicos”.
Conforme estudos, no decorrer dos anos, os tratores agrícolas em decorrência de alta funcionalidade e
grande capacidade de trabalho, obtiveram evolução em seus modelos.
Essa evolução é decorrente da capacidade de tração, arraste de máquinas estacionárias em conjunto
com seus implementos, a necessidade de aumento da população e consequente necessidade de maiores
quantidades de alimentos, escassez da mão de obra rural por causa do êxodo rural, oscilações econômicas,
obrigando o homem do campo a aumentar seu maquinário para permanecer no campo, dentre outros
fatores. Todos esses fatores propiciaram mudanças na metodologia de trabalho agrícola.
FIQUE ATENTO
Máquinas e implementos de uso primário: as grades aradoras, subsoladores,
escarificadores, arados.
Máquinas e implementos de uso secundário: grades niveladoras, enxadas rotativas.
Máquinas e implementos para realização de trabalhos complementares de
preparo dos solos: sulcadores, lâminas, rolos compactadores, etc.
https://issuu.com/prof.romulosouza/docs/i_und_apostila
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Dentre todos esses fatores, os tratores foram se modificando para trabalhos específicos.
Os tratores são classificados levando-se em consideração o tipo de rodado, a tração, a potência e o tipo
de uso e também conforme suas atividades em:
l Tratores convencionais;
l Tratores de esteiras;
l Tratores florestais;
l Tratores especiais.
l Os tratores convencionais possuem dois eixos de sustentação e pneumáticos. Por causa dos eixos que
o compõem, são classificados em: tratores de duas rodas motrizes - 4x2, e se possuem motricidade em
ambos, são os ditos tratores de quatro motrizes ou 4x4.
l Os tratores de esteiras são máquinas para serem usadas em solos que exigem maior mobilização e que
os tratores de rodas não conseguem trabalhar com eficiência. Possuem propulsão por sapatas que podem
ser de borracha ou metálicas, acopladas em duas rodas, uma esteira, roletes para deslocamento.
l Tratores Florestais são grandes máquinas de igual potência, construídas para áreas com grandes
declives, consistência dos solos variada, obstáculos diversos, áreas que exigem grande força de tração, mas
acima de tudo que proporcione uma operação com estável, cômoda e segura para o operador.
l Exemplos de tratores florestais: De esteiras (“Feller-buncher”); De rodas (“Forwarder”).
l Dentre os tratores especiais estão os projetados especificamente para uma atividade, como por
exemplo, os tratores cafeeiros.
Abaixo segue fotos de ângulos diferentes das partes constituintes de um trator.
5 - Partes constituintes de um trator.
Fonte: http://lamma.com.br/private/docs/b875c895fd10dc93eef158b4396fef15.pdf
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l Um trator possui motor, transmissão, sistemas de direção e locomoção.
Alguns componentes necessitam de maior descrição para compreensão do conteúdo, entretanto com
relação ao assunto:
l Motor: é no motor que a energia potencial é
transformada em energia mecânica, na forma de
potência.
l Embreagem
A embreagem é o dispositivo que realiza a
transmissão entre o volante do motor para as
engrenagens para que seja realizado o acoplamento
ou separação dessas partes. É de extrema importância
que o acoplamento seja realizado para que a potência
do motor seja transmitida a caixa de câmbio.
l Caixa de Câmbio: Logo após a embreagem,
tem como função a seleção correta de velocidade
e do torque que realiza o movimento do trator.
Lembrando que a caixa de câmbio não atua na
velocidade do motor, somente altera torque com
rotação. Sua composição envolve mais componentes
essenciais, como as engrenagens, pinhão de ré, trambuladores, alavancas, eixo piloto e três eixos.
l Pinhão, coroa e diferencial: são os responsáveis pela transmissão da caixa de mudança de marchas. O
diferencial é o responsável pela compensação quando o trator realiza uma curva.
l Rodados: propulsionam, sustentam, direcionam o trator.
l Tomada de Potência (TDP): mecanismo que transforma o movimento do motor para uma árvore de
engrenagens. Possuem rotações que variam de 540 a 1000 rotações por minuto (RPM).
l No sistema hidráulico, recebem, transformam e transmitem os fluidos sob pressão da potência do motor.
l Os reguladores, comoo nome, regulam a velocidade do motor em função das variações das pressões
a qual o trator é submetido.
l A barra de tração é responsável pela tração das máquinas e implementos.
l O sistema de engate de três pontos, além da tração, também cuida da suspensão das máquinas e implementos.
https://www.grupocultivar.com.br/artigos/como-entender-as-transmissoes
https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
MÍDIAS INTEGRADAS
6 - Partes constituintes de um trator.
Fonte: https://pt.slideshare.net/knoxlomu/motores-14547530
VOCABULÁRIO
Reserva de torque: Ela representa a “elasticidade” do motor em uma operação
de trabalho na qual o motor perde rotação em um esforço adicional, porém, o
recupera através da elevação do torque do motor.
https://www.grupocultivar.com.br/artigos/como-entender-as-transmissoes
https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
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2.1 - Uso de máquinas e implementos de preparo do solo.
As atividades agrícolas ou florestais requerem o conhecimento das principais características dos solos.
O preparo do solo para plantio no início, de acordo com diversos estudos, era realizado manualmente, pos-
teriormente utilizado com tração animal quando se observou que o uso dos animais, aumentando as áreas
plantadas e minimizando o esforço humano.
No início tanto máquinas quanto implementos eram rudimentares, pouco funcionais, extremamente
pesados, desproporcionais, sem nenhum conforto, segurança e durabilidade. De acordo com inúmeros ma-
teriais encontrados antigamente, estudiosos determinaram que os primeiros instrumentos eram feitos de
madeira e posteriormente de ferro.
Hoje, as operações de preparo dos solos são realizadas tendo o trator como fonte de potência.
As atividades de mobilização do solo, para início do plantio, possuem três sistemas:
l Sistema Convencional: feito com arações, gradagens, um sistema antigo e tradicional, que ainda existe,
porém degrada o solo com mais intensidade, visto que ocorre maiores operações de revolvimento dos solos;
l Sistema de Cultivo Mínimo: um sistema onde se preconiza o mínimo de operações possível no solo;
l Sistema de Plantio Direto: o revolvimento do solo, só ocorre no local de semeadura, nas fileiras.
No preparo do solo, diversas características do mesmo, são alteradas com o uso de máquinas e imple-
mentos de plantio. Dentre as principais, destacam-se as edáficas, que determinam o tipo e o estado do solo,
como a textura, a estrutura, umidade, teor de matéria orgânica, porosidade, densidade, dentre outras; as
mecânicas que são alteradas conforme o manejo e operações realizadas nos solos nas atividades de plantio.
Dentre essas se destacam a resistência e compressão, adesão, deformação, atrito; desenho das ferramen-
tas, são as características de curvaturas, ângulos, larguras, espessuras, comprimentos das ferramentas de
trabalho, etc; e por fim, as características globais: representam o conjunto de todas anteriores, referem-se
a rugosidade da superfície, tamanho, forma e distribuição de agregados.
Em atividades onde os solos estejam degradados ou mesmo solos que não se conhecem as caracte-
rísticas específicas, realiza-se um levantamento simplificado, a fim de identificar, mapear e determinar as
principais, que possam oferecer limitações ao uso. Dentro desse contexto procura-se avaliar o grau de de-
gradação, topografia, limitações, etc.
De acordo com Balastreire (2004), ainda há que se considerar no trabalho com os solos, as deformações
no solo e sua distribuição, as relações tensão-deformação, a resistência ao solo, o escoamento do solo.
As máquinas e implementos são classificadas conforme três quesitos:
1 – Classificação conforme a fonte de potência:
a) Tração animal: máquinas e implementos que usam como fonte de potência os animais de tração.
b) Tração mecânica: máquinas e implementos que utilizam fonte de potência mecânica.
2 – Classificação conforme o engate a força de potência:
a) De arrasto: máquinas e implementos acoplados através de um único ponto, através da barra de engate
para tração.
b) Montados: União das máquinas e implementos através de um sistema de engate de três pontos do trator;
c) Semimontados: União ocorrem em dois pontos.
3 – Quanto à aplicação:
Esta se refere aos preparos primário, secundário e terciário do solo, já citados anteriormente nesta.
20
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
1 – Pesquise quais foram os primeiros implementos utilizados no início nas
atividades agrícolas.
2 – Quais são as características desejadas para um solo ser considerado de boa
qualidade para o plantio?
3 – Um solo erodido, pode ser recuperado? De que maneira? Quais métodos
conservacionistas de manejo do solo?
21
UNIDADE 3
Máquinas utilizadas para plantio e
condução das culturas
No preparo do solo para o plantio das culturas, existem diferentes tipos de máquinas destinados a essa
atividade, variando conforme a função dos seus efeitos no solo e o preparo do solo, se primário, secundário
ou terciário.
Mialhe (1996) conceituou máquinas como sendo um conjunto de órgãos com movimentos limitados por
obstáculos fixados que transmitem força, transformando-a em energia. Como exemplo, tem-se: arado de
disco, semeadora, trator, motor, etc; e implementos agrícolas como conjunto de órgãos sem movimento,
que não transformam energia, somente deslocando-se. arado de aiveca, sulcador, grade de dentes,
cultivador de enxadinhas, dentre outros.
Ainda conforme o mesmo autor, é necessário também entender o significado da palavra ferramenta, que
nada mais é do que os elementos que compõem uma máquina ou implemento.
Semeadora-adubadora, máquinas destinadas a plantar as culturas através de sementes, grãos, é chamada
assim, pois executa as tarefas de adubar ou fertilizar concomitantemente. É classificada quanto a forma de
distribuição: em linha ou a lanço; e quanto a forma de tracionamento: manual, tração animal, tratorizadas,
motorizadas, quanto ao mecanismo dosador de sementes, quanto ao material dosado, esses fatores são
imprescindíveis na escolha para o plantio.
Entretanto também se deve ficar atento a outros fatores no plantio, como a quantidade de sementes
utilizadas; uniformidade de distribuição das sementes; tratamento com defensivos ou inoculantes;
profundidade da semeadura e dos adubos; uniformidade de cobertura das sementes.
Conforme a cultura a ser cultivada, há outros fatores que determinarão o sucesso do plantio, como o
tipo, teor de umidade, temperatura do solo, o clima, a habilidade do operador, o tipo de plantio: se direto ou
convencional, esse fator é de extrema importância visto que o revolvimento do solo desestrutura os agregados
componentes, tornando um solo pobre, com deficiência mineral e grandes chances de erosibilidade.
Ainda de acordo com Balastreire (2004), essas máquinas têm como composição, um chassi, mecanismos
7 - Máquinas para plantio.
Fonte: https://www.deere.com.br/pt/m%C3%A1quinas-e-implementos-agr%C3%ADcolas/
22
dosador de semente e adubos, depósitos de sementes e adubos, sulcadores para sementes e adubos,
mecanismos cobridores de sementes, rodas compactadoras, rodas de controle de profundidade de
semeadura e rodas de sustentação, além de outros mecanismos de dosagens das sementes: correias,
rotores, discos, canecas, dedos prensores, marcadores de linhas.
De acordo com Balastreire (2004), os arados são implementos utilizados nas operações primárias do solo,
tendo sido aperfeiçoados pelos chineses para as atividades de implantação das culturas.
Os arados também chamados gradeadores ou arados verticais foram desenvolvidos em 1927 nos Estados
Unidos, objetivando o preparo periódico, porém notou-se a eficiência para o preparo primário dos solos. É
composto de discos, com diâmetros entre 40 e 60 cm, possuem pouco espaço entre os mesmos, operam
em velocidades de até 8 km/h e profundidades de até 10 cm. São implementos indicados para trabalhosem
solos cultivados com restos culturais, ou regiões semiáridas. Possuem de seis discos a dezoito discos, com
largura variando até 1,10m e potência de 2 a 2,5 kW/disco.
Os arados são classificados conforme, o tipo de acoplamento à fonte de tomada de potência: de arrasto,
semi-montado e montado; podendo ser fixos ou removíveis, ter órgãos ativos do tipo monocorpo ou corpos
múltiplos; tendo discos ou aivecas e com tração animal ou mecânica. São independentes, corpo acoplado ao
chassi, e interdependentes: com conjunto de porta discos.
As atividades desempenhadas pelos arados é a aração, sendo o revolvimento do solo, incorporação dos
restos das culturas anteriormente cultivadas, adubos, corretivos, envolvimento dos restos culturais, para
que o mesmo crie condições para que a planta se estabeleça e desenvolva. Esse processo basicamente é, o
corte, a elevação e posterior inversão da uma fatia do solo, a leiva.
1 - O arado de disco, é constituído por disco e cubo fixados em coluna com roda estabilizadora.
8 - Máquina agrícola.
Fonte: https://www.agrobill.com.br/produtos/plantadeira-mecanica-ppk-500-5-4-kuhn-nova-3507/
9 - Máquina agrícola.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/planting-corn-trailed-planter-
414687346?irgwc=1&utm_medium=Affiliate&utm_campaign=Hans%20Braxmeier%20
und%20Simon%20Steinberger%20GbR&utm_source=44814&utm_term=
10 - Arado de discos.
Fonte: http://www.agridiver.pt/tratores-a-pedais/472-arado-de-discos-rollycambridge-4006485123841.html
23
11 - Arado de aivecas.
Fonte: http://www.agriexpo.online/pt/prod/agrimir/product-183704-65612.html
12 - Arado.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
13 - Arado de disco montado.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
2 - O arado de aivecas, possui relha, aivecas e costaneira também acopladas a uma coluna, com facão ou
sega circular. Realiza a mobilização por inversão de camadas do solo.
Para plantadora, fica designado a máquinas que dosam e colocam no solo partes vegetativas, das culturas,
como tubérculos, bulbos, colmos.
Os arados de discos, em comparação com os arados de aivecas, possuem a vantagem de susceptíveis a
impactos, em movimentos semicirculares de rotação. Possui como composição: disco, mancal e coluna de
fixação ao chassi.
Há alguns tipos de arados de discos, como o arado de discos montados, arado de disco ou de arrasto e o
arado de discos reversíveis.
Arado de disco montado
1 – Disco;
2 – Câmpanula;
3 – Eixo da Câmpanula;
4 – Retentor;
5 – Rolamento de roletes;
6 – Base da coluna;
7 – Porca de fixação;
8 – Tampa do Mancal.
1 – Chassi;
2 – Coluna;
3 – Mancal;
4 – Discos;
5 – Roda Guia;
24
Os discos dos arados podem ser do tipo lisos ou recortados, variam conforme a situação a ser trabalhada,
porém os mais comuns são os discos lisos. Os discos recortados são específicos para trabalhos mais pesados,
onde a área possui grande quantidade de sujeira, palhadas, quando se necessita realizar o picotamento
desse material.
Nas operações que requerem uso de arados de discos montados, é necessário realizar a regulagem da
bitola do trator, alinhar o centro de resistência, o nível e a largura do corte do arado, o acoplamento, a
profundidade, a roda-guia, o ângulo dos discos. As regulagens devem ser feitas com alteração dos ângulos
verticais e horizontais. O ângulo horizontal permite com sua regulagem, alterar a largura de corte do disco,
modificando assim a capacidade de revolvimento do solo, que também pode variar conforme o tipo de solo,
já a regulagem do ângulo vertical, permite alterar a profundidade do corte do disco. Os ângulos verticais e
horizontais alteram conforme variação dos ângulos verticais e horizontais, a regulagem da roda guia, o que
também realiza o ajustamento da tensão da mola de suporte da mesma.
A análise de rendimento dos arados é feita avaliando a força de tração necessária, a velocidade e a
potência requerida.
O rendimento é calculado por:
O arado de aivecas são assim chamados por possuírem uma superfície torcida, que tem como responsabilidade,
fraturamento e a inversão parcial da leiva, colocando-a lateralmente em sua posição definitiva.
Podem ser montados, semimontados e de arrasto. É composto pelo chassi, coluna, corpo e sega
circular, conforme figura apresentada acima. Existem aivecas cilíndricas, helicoidais e cilíndrica-helicoidal
(BALASTRIERE, 2004).
O arado de aivecas realiza operações secundárias de destorroamento, manutenção, incorporação,
eliminação dos restos culturais.
Alguns arados de aivecas possuem além do chassi, dispositivos de acoplamento, coluna, corpo (aiveca,
relha, rastro ou costaneira), mecanismos de segurança e regulagens, os dispositivos acessórios (sêga, roda
de controle de profundidade, cobridor de ervas, cortador de raízes e dispositivos de segurança). Realizam
operações de seccionamento, nivelamento, pulverização.
De acordo com Ortiz-Canavate & Hernanz (1998), as aivecas possuem relação comprimento e altura e
são do tipo cilíndrica (A), helicoidal (B) e as cilindrica-helicoidal (C).
SAIBA MAIS
Massa dos arados de discos: Arrastados: 300 – 1000 kg . discos-1.
Semi-montados: 200-300 kg . discos-1.
Montados: 120-175 kg . . discos-1.
25
As aivecas são de várias formas, específicas para cada tipo de solo.
Um solo com boa aração é aquele que apresenta boa desagregação dos componentes, com matéria
orgânica entre as leivas, tenha um micro relevo aparente de 5 a 10 cm, e seja realizada em conformidade
com ângulos e curvaturas especificados.
Os ângulos de conversão das leivas são os fatores que determinarão um bom desempenho do trabalho.
Para se obter o ângulo de inversão da leiva adequado é só substituir os valores na expressão seguinte:
Senα = d/b
Onde: é a relação profundidade de corte (d) / largura de corte (b), no ângulo de inversão da leiva.
Outro componente das aivecas é a relha, composto por ponta, fio de corte e ala. Tem a função de cortar
o prisma do solo ou leiva horizontalmente.
Existindo três tipos de relhas: a normal ou reta, utilizado para solos leves e médios, onde não é necessário
grande esforço para revolver o solo; a pontiaguda ou bico de pato, tem esse nome por causa de sua ponta
assemelhar ao bico do animal, rompe o solo, com maior precisão; e a relha com formão, esse modelo é
voltado especificamente para solos duros e abrasivos. Uma peça que pode ser invertida, ajustada e regulada.
A relha sofre muito desgaste da ponta nas operações agrícolas, por tal motivo possui duas camadas e
devem ser resistentes a impactos e fricção.
Para se ter uma noção, uma relha de 16 polegadas, possui o comprimento do fio de corte de:
Solo compactado – α = 35º - comprimento do fio de corte = 0,406 m = 0.71m
Solo médio – α = 45º - comprimento do fio de corte = 0,406 m = 0.57m
Solo solto – α = 50º - comprimento do fio de corte = 0,406 m = 0.53m
14 - Aivecas.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/2140223/apostila-preparo-periodico-do-solo
FIQUE ATENTO
Inversão com ângulo de 70°: ruim, em decorrência deslocamento baixa; uso
de aiveca com pouca curvatura; profundidade de aração muito elevada; arado
desnivelado transversalmente com pendente para o lado do terreno não arado
e; arado desnivelado com pendente par a frente.
Inversão com ângulo de 35°: também é considerada ruim, devido: uso de
velocidade de deslocamento muito alta; uso de aiveca com curvatura excessiva;
profundidade de aração muito baixa e; arado desnivelado transversalmente com
pendentepara o terreno arado.
26
Para que o arado permaneça na profundidade necessária sem deslocar para o lado o arado, existe o
rastro ou costaneira.
Outro componente dos arados de aivecas é a sêga, indicado para solos não lavrados, é basicamente um
facão, que corta verticalmente o solo.
Dentre outros implementos utilizados nos plantios, destacam-se os sulcadores, as enxadas rotativas,
subsoladores,
Os sulcadores são implementos que abrem sulcos no solo, para o plantio ou semeadura, como o milho e
a cana de açúcar. Com uma profundidade de até 20 cm, feita pela alavanca de controle do sistema hidráulico
de levantamento do motor.
Enxadas rotativas são utilizadas para eliminação de ervas daninhas em culturas perenes, voltadas para
prática da horticultura. Constituídas de um eixo perpendicular a direção do deslocamento da máquina
acoplados a dois ou mais mancais, fixadas facas em forma de L.
15 - Enxadas Rotativas.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
1 – Sistema de transmissão;
2 – Eixo;
3 – Mancal;
4 – Faca;
5 – Roda de suporte e controle
da profundidade.
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
1 – Pesquise quais os principais modelos existentes de semeadora-adubadora e
plantadora.
2 – Um subsolador tem ponta de 15 cm de largura. Para a profundidade e
largura recomendados para realização da operação, e um plano de fratura de 35º,
determinar a área do solo que foi movimentada, tendo esse conjunto 4 hastes.
3 – Pesquise quais máquinas e implementos essenciais ao plantio de culturas do
tipo: milho, soja, arroz, feijão, batata, sorgo, milheto e faça um quadro comparativo
com todas as principais exigências para essas máquinas.
3.1 - Máquinas para aplicação de defensivos agrícolas
As máquinas destinadas a aplicação de agroquímicos ou defensivos agrícolas, são de diferentes formas,
podendo ser um trator com implemento acoplado, ou mesmo aeronaves, o que depende do poder aqui-
27
sitivo do produtor rural, em decorrência de ser uma prática onerosa e que pode ocorrer desperdício do
defensivo com a deriva.
A prática de aplicação de agroquímicos, também chamada de tecnologia de aplicação de defensivos pos-
sui várias metodologias e equipamentos utilizados para melhor aplicação e maior economicidade, visto que
os preços dos mesmos são onerosos. Para tanto, as máquinas e os implementos utilizados devem estar em
perfeita manutenção e em perfeitas condições de uso.
Por ser um país com a economia em grande parte baseada no agronegócio, há a constante necessidade de
se ter cada vez mais máquinas e implementos com maiores funcionalidades somados a operadores capacitados.
A grande demanda para produção de alimentos coincide para o aumento do uso de agroquímicos em
detrimento do aumento populacional de pragas e doenças nas lavouras cultivadas, seja por fatores naturais,
alterações climáticas. Nasser (2017) conceitua pragas, como sendo animais, ácaros, insetos, nematoides,
fungos, bactérias, vírus.
A devastação causada por todos os insetos em conjunto com o aumento da propagação de doenças, tem
aumentado a propagação dos agroquímicos do tipo herbicidas, inseticidas, fungicidas, bactericidas, acarici-
das, promotores de crescimento (NUNES, 2017).
As empresas investem a cada ano, bilhões de dólares no aperfeiçoamento e desenvolvimento de máqui-
nas agrícolas, equipamentos de pulverização aérea e terrestre para aplicação de agroquímicos e novas téc-
nicas e tecnologias, buscando maior eficiência na aplicação, redução de custos e minimização de impactos
(SANTOS, 2016).
Alguns fatores a serem considerados para aplicação de agroquímicos são os tipos de solos existentes, a
topografia, o tipo de hospedeiro e patógeno, o princípio ativo, o veículo, o operador e a máquina.
A forma que o produto será aplicado, definirá a máquina a ser utilizada. Existem agroquímicos disponi-
bilizados em grânulos, pó seco, pó molhável, pós solúvel, concentrado emulsionável, Solução aquosa con-
centrada, Suspensão concentrada, Ultrabaixo volume, Grânulos dispersáveis em água, comprimido, tablete,
pastilha, pasta, fibras plásticas.
De acordo com Balastreire (2004), as máquinas para aplicação de defensivos agrícolas podem ter dife-
rentes classificações:
l Manuais: possuem acionamento e transporte realizado pelo operador e pode ser do tipo costais, peito
e de padiola;
l De tração animal: compostas de um equipamento como fonte de tração em uma carreta servindo
como elemento de transporte do depósito de líquido;
l Fixação motorizada: um motor de combustão interna aciona uma bomba, a qual fornece pressão ao
líquido a ser aplicado;
l Tratorizadas: o trator sustenta e fornece potência para acionamento;
l Autropropelidas: máquinas que possuem motor e transmissão próprios acoplados a um chassi com vão
livre alto, possibilitando a passagem nas áreas onde as culturas já estão desenvolvidas;
l Aéreas: são aviões ou helicópteros.
Além dessas especificações para essas máquinas, também podem ter classificação conforme o tipo de
composição do agroquímico a ser aplicado, como veículos sólidos e líquidos.
Para os veículos líquidos, o mesmo autor classifica como: aplicadoras de formicidas, fumigantes, pulveriza-
dores, atomizadores e nebulizadores. Para os veículos sólidos: polvilhadoras e aplicadoras de microgrânulos.
Também é fundamental levar em consideração os princípios de distribuição dos defensivos: subdivisão
em gotas dos líquidos, a pressão hidráulica, a atomização gasosa, a atomização centrífuga, a nebulização
dentre outros fatores.
Na aplicação desses produtos, para avaliação da efetividade, avalia-se o tamanho das gotas, o espectro
de gotas e a faixa de deposição.
28
SAIBA MAIS
Outros significados para palavra Padiola:
1 - Tabuleiro retangular, com um braço em cada canto, e destinado para transportes.
2 - Homem alto e magro.
16 - Pulverizador de Padiola.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
17 - Pulverizadores Motorizadores.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
18 - Circuito Hidráulico do Pulverizador Tratorizado.
Fonte:https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
Pulverizador de Padiola
1 – Padiola
2 – Motor
3 – Bomba
4 – Câmara-de-ar
5 – Mangueira de saída
Pulverizadores Motorizadores
1 – Depósito
2 – Bomba
3 – Câmara-de-ar
4 – Motor
5 - Mangueira
Circuito Hidráulico do Pulverizador Tratorizado
1 – Tanque
2 – Registro
3 – Filtro
4 – Bomba
5 – Câmara-de-ar
6 – Regulador de Pressão
7 – Manômetro
8 – Registro para os bicos
9 – Retorno
10 – Barras
29
História da Pulverização
SAIBA MAIS
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/Chaim_historiaID-Dcdtr0CVWl.pdf
No uso de aplicadores de pulverização ainda existem componentes da composição dos equipamentos:
bomba de pistão e de diafragmas, câmara de ar, válvula reguladora de pressão, tubulação, barra de pulveri-
zação e bicos (ponta e corpo).
As máquinas e os componentes descritos acima possuem eficácia e efetividade na aplicação de agroquí-
micos, porém se há disponibilidade econômica, uma das opções mais rentáveis e com máxima eficiência é a
utilização dos aplicadores aéreos, que são montados em aviões ou helicópteros.
Em épocas mais antigas, a pulverização aérea era realizada com dispositivos acoplados aos aviões. Atu-
almente existem máquinas já construídas para atividade onde mecanismos hidráulicos são utilizados no
bombeamento do líquido. A eficiência e eficácia desse tipo se dão em decorrência da barra de pulverização
é acoplada nas asas do avião com sistema de regulagem dos bicos com distribuição especial e ângulos que
visam corrigir distorções na faixa de deposição das aplicações em decorrência dos vórtices das asas e da
hélice e da vedação dos bicos de pulverização, que difere das máquinas terrestres, para evitar gotejamento
e perdas durante as manobrasdos aviões. As gotas são classificadas em grossas, médias e finas. A densidade
das gotas para aplicação líquida de herbicidas em pré-emergência deve ficar em torno de 20 gotas por cm2
e 40 cm2 para pós-emergência. Nesse tipo de aplicação o uso de helicópteros possui maior economicidade
do que o uso de aviões pois os aviões requerem pistas de pousos maiores, capacidade de manobra inferior
em áreas com topografia acidentada, campos pequenos, entretanto o preço da hora de voo é mais oneroso
do que o dos aviões agrícolas e resultam em aumento de 30 a 50% por hectare maior do que o dos aviões
agrícolas (BALASTREIRE, 2004).
Para cada tipo de máquina e implemento utilizado para aplicação de agroquímicos, existem cálculos para
determinação das dosagens. No caso dos pulverizadores tratorizados realiza-se duas regras de três simples.
Demarca-se uma faixa de pulverização de 20 cm a 50 cm, insere água até a metade no pulverizador, liga o
motor na rotação utilizada no campo, abre-se a saída de líquido para toda barra de pulverização. Quando
regulada, fecha-se a saída para barra de pulverização, posiciona o trator na marca inicial de pulverização,
marca o nível inicial do líquido, engata a marcha de trabalho, liga o eixo da tomada de potência e o motor
na rotação de trabalho. Quando termina-se, fecha o registro após a marca final. Aguarde e mede o líquido
final. Conforme a fórmula abaixo:
V (l).........................C x L (m2)
X ............................10000 (m2/ha)
X (l/ha) = 10000v
C x L
Onde: C = comprimento
V = volume gasto em litros.
Outra fórmula para análise de eficiência dos herbicidas, é:
E = dt x 100
dr
Onde: E = Eficiência da aplicação (%);
dt = dose teórica requerida;
dr = dose real empregada
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/Chaim_historiaID-Dcdtr0CVWl.pdf
30
http://www.anac.gov.br/noticias/2016/conheca-um-pouco-sobre-a-aviacao-agricola
Conheça um pouco sobre a Aviação Agrícola
MÍDIAS INTEGRADAS
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
1 – Descreva sobre: subdivisão em gotas dos líquidos, pressão hidráulica, atomização
gasosa, atomização centrífuga e nebulização.
2 – Explique mais sobre avaliação da efetividade: tamanho das gotas, espectro de
gotas e a faixa de deposição.
3 – Enumere as principais máquinas utilizadas atualmente para aplicação de
agroquímicos.
4 – Fale sobre as principais características das bombas de pistão e de diafragma.
5 – Pesquise e descreva os tipos de atomizadores.
6 – Dentre os nebulizadores e polvilhadoras, realize uma pesquisa sobre as principais
características e formas de uso.
7 – Como é feito o cálculo de dosagens para pulverizadores costais?
3.2 - Máquinas utilizadas para a colheita e transporte de grãos
Uma das operações de maior significância, que exige o uso de máquinas de alta complexidade e tecno-
logia, é a colheita, pois atualmente pela grande quantidade de lavouras cultivadas requer equipamentos de
alta performance e precisão.
As colheitas são mecanizadas na grande maioria em decorrência do processo manual ser trabalhoso,
exigir áreas pequenas além de delongar tempo e disponibilidade. Entretanto a classificação para colheitas
se divide em três sistemas: manual, semimecanizada e mecanizada.
O sistema manual todas etapas de arranquio, recolhimento e a trilha são feitas manualmente. Ocorre o
aranquio das plantas inteiras, secagem, processamento, separação e limpeza.
O sistema semimecanizado as plantas são arrancadas manualmente e a parte mecanizada é a trilha.
No sistema mecanizado todas etapas são realizadas com máquinas diretas ou indiretamente. No primeiro
caso, todas etapas de colheita são realizadas inclusive em alguns casos, o ensacamento dos grãos. No pro-
cesso indireto, o uso de ceifador enleirador e recolhedora trilhadora, são feitos em etapas distintas.
19 - Colheita Manual.
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/catadores-de-cha-que-trabalham-em-kerela-
india_3224005.htm#term=colheita%20manual&page=1&position=6
20 - Colheita Mecanizada.
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/?q=colheitadeira&hp=&image_
type=all&order=&cat=&min_width=&min_height=
http://www.anac.gov.br/noticias/2016/conheca-um-pouco-sobre-a-aviacao-agricola
31
11) Côncavo 30) Tubo de descarga
12) Prolongação do côncavo 31) Plataforma de ensacar
13) Saca palhas 32) Plataforma de comando
14) Cortina 33) Cabina de comando
15) Agitador de palhas 34) Desfolhador de plantas
16) Bandeja de grãos saca-palhas 35) Picador de palhas
17) Bandeja de grãos do côncavo 36) Traseira da colhedora
18) Peneira superior 37) Extensão das peneiras
19) Peneira intermediaria
- Os separadores separam a faixa a ser cortada, evitando perdas;
- molinete orienta as plantas que serão cortadas para a barra de corte;
- a barra de corte possui facas, placas de apoio, placas de desgaste, grampos e barra guia;
- rosca sem fim que possibilita a movimentação;
- a esteira transportadora de grãos os leva até a plataforma;
- saca palhas é um mecanismo de separação dos grãos dos demais materiais compostos de três ou cinco
seções, podendo esses serem integrais (um corpo apenas) ou vários corpos (4 a 6).
A colheita envolve o corte, alimentação, trilha, separação e limpeza. Colhedoras combinadas são as que
realizam todas etapas acima e também é uma máquina autopropelida. Ela é dita colhedora montada quando é
acoplada a um trator. E se ela for acionada por tomada de potência ou tiver um motor auxiliar, é dita de arrasto.
As colhedoras possuem mecanismos de corte diferentes para as culturas.
Os componentes básicos de uma colhedora, de acordo com Garcia (1989), são:
1) Separador 20) Peneira inferior
2) Molinete 21) Ventilador
3) Barra de corte 22) Sem-fim do retorno
4) Sem fim da plataforma 23) Calha do sem-fim de retorno
5) Calha do sem fim da plataforma 24) Elevador de retorno
6) Esteira transportadora 25) Sem- fim de grãos
7) Talistas 26) Calha do sem-fim de grãos
8) Batedor alimentador 27) Elevador de grãos
9) Batedor espalhador 28) Caracol de alimentação
10) Cilindro 29) Reservatório de grãos
32
- Os dedos do sem fim recolhem colmos e espigas da calha que estavam da calha do sem fim.
- A esteira transportadora leva o material até o conjunto cilindro.
- As talistas são tipo de esteira com corrente e barras metálicas.
- O conjunto cilindro e côncavo é o local onde a trilha é efetuada.
- Prolongação do côncavo guia o material que não foi trilhado até os saca-palhas.
- O batedor recebe o do cilindro e do côncavo e desvia o fluxo de palha sobre os saca-palhas.
- As cortinas ajudam a retardar o fluxo.
- O bandejão do saca-palhas coletam impurezas, palhas e grãos.
- A bandeja de grãos do côncavo é o local onde as impurezas são armazenadas.
- A parte dianteira da peneira superior recebe todos os grãos com mistura de impurezas ainda não separadas.
- Essa mistura é transferida para parte dianteira da peneira superior.
- A peneira inferior recebe as espigas ou partes delas que passam pela peneira superior.
- O ventilador produz uma corrente de ar para mover essa mistura.
- O elevador de retorno
- Local para onde os grãos limpos são conduzidos.
- Recolhem os grãos que passaram pela peneira inferior.
- É alimentada pelos grãos limpos.
- Leva os grãos limpos até o caracol alimentador.
- Armazena os grãos.
- Pica as palhas.
- Local onde saem as palhas.
Um dos grandes problemasapresentados nas colheitas mecanizadas são as perdas, causadas na plata-
forma de colheita por diferentes razões, seja por mecanismos internos da colhedora ou por regulagens mal
feitas, velocidade de deslocamento da máquina, velocidade angular, posição do molinete, manutenção,
regulagem do corte, do elevador, peneiras, ventilador. Existem métodos para determinar as perdas totais
ou parciais nas lavouras, como por exemplo o arroz. Outros fatores são ligados à cultura, como variedade,
população, plantas daninhas, teor de umidade, preparo e conservação do solo. E o material exceto grãos,
sabugos, palhas, folhas, etc.
As perdas na colheita são classificadas: perdas em pré colheita, perdas na plataforma de corte, perdas na
unidade de trilha, no saca palhas e perdas nas peneiras.
Na tentativa de mensurar os valores das perdas:
l Perda total: realizada após a colheita, demarcando pontos, no mínimo quatro em uma área de 1m2 e
recolher os grãos encontrados nessa área demarcada. Em seguida usar a equação abaixo para determinação
da perda:
Perda (kg ha-1) = 10 x massa dos grãos em g m-1
l Perda parcial: é a que possibilita a identificação de onde ocorreram as perdas, se na plataforma de
corte, no saca-palha ou nas peneiras.
Para que as perdas sejam minimizadas, evitar realizar a colheita no período matutino, pois o orvalho da
noite anterior umedece os grãos e obstrui a passagem. E observar o teor de umidade para colheita de cada
cultura, o que pode ocorrer entre 189 e 23% aproximadamente.
A regulagem da colhedora é um dos fatores mais importantes da colheita para mitigar as perdas, por tal
motivo trabalhos em velocidades elevadas, maiores que 10 km/h, interferem o desempenho correto dos
mecanismos de corte, trilha, de separação e limpeza. Trabalhos em velocidades inferiores, também reduzem
a capacidade de trabalho.
Segundo Bragachini e Bonetto (1990), a capacidade de trabalho de uma colhedora é dada pela largura do
33
cilindro trilhador, que é o parâmetro que condiciona os demais mecanismos da máquina. (CITAÇÃO DIRETA)
Para avaliar o rendimento das colheitas, o referido exemplo serve como fundamento: Uma colhedora
com plataforma de corte de 21 pés, terá que percorrer 50 metros para completar 100m. O peso da amostra
colhida foi 15 kg. Assim: o rendimento da lavoura será de 15 x 100 = 1.500 kg/ha.
VOCABULÁRIO
As máquinas recolhedoras trilhadoras: recolhem no campo as plantas
arrancadas e enleiradas e realizam a batedura, a separação e o ensacamento ou o
acondicionamento a granel das sementes. São acopladas aos tratores pela barra de
tração e acionadas pela tomada de potência.
Colhedora automotriz: simultaneamente as operações de corte, recolhimento, trilhamento e
limpeza dos grãos
Autopropelido: Que se desloca através de um meio próprio de propulsão. = AUTOPROPULSADO,
AUTOPROPULSIONADO (Fonte: Embrapa).
Conforme a Embrapa, as máquinas são designadas conforme sua funcionalidade:
- Ceifadoras: máquinas para pequenos trabalhos em culturas, como o arroz. Possuem chassi montado
sobre duas rodas, um motor, barra de corte com rotação alternada, molinete e algumas possuem depósitos
para as plantas colhidas, ou possuem mecanismos que descarregam as plantas nas leiras.
- Trilhadoras: máquinas que retiram os grãos das panículas de arroz das demais partes. Possuem fluxo de
plantas tangencial, cilindro trilhador de dentes, trilhador com fluxo de plantas axial, peneiras, ventiladores,
saca-palhas.
- Colhedoras: essas máquinas realizam a colheita e a trilha em conjunto. Alguns modelos são automotri-
zes outros não. Possuem mecanismos de corte, alimentação, trilha, limpeza, transporte e armazenamento
de grãos.
Como funciona uma máquina colhedora, de acordo com a Embrapa:
O mecanismo convencional que corta e recolhe as plantas é a plataforma de corte. Pelo fato de cortar os
colmos abaixo das panículas e distante do solo, a plataforma indicada para o arroz é a rígida, sem movimento
de flexão na barra de corte. A plataforma possui separadores de fileiras de plantas, que divide longitudinal-
mente a área de colheita, correspondente a uma passada de máquina, do resto da lavoura; molinete que re-
colhe as plantas puxando-as contra a barra ceifadora de navalhas serrilhadas; condutor helicoidal ou caracol
para transpo rtar as plantas para o canal alimentador do sistema de trilha. A relação entre as velocidades do
molinete e de deslocamento da máquina deve ser inferior a 1,25, para minimizar perdas de grãos na plata-
forma. Cerca de 70% das perdas na colheita do arroz são devidas à plataforma de corte.
Uma alternativa à plataforma de corte é a plataforma recolhedora de grãos, que tem como componente
principal um cilindro recolhedor com degranadores em forma de “v”, feitos em polipropileno. O cilindro atua
nas plantas raspando as panículas da base para o ápice. Com o giro, os grãos são arrancados e lançados para
trás em direção ao caracol que os conduz ao canal alimentador do sistema de trilha da colhedora. A veloci-
dade de deslocamento e, consequentemente, a taxa de alimentação da máquina, com o uso da plataforma
recolhedora, pode ser aumentada sem que haja sobrecarga dos mecanismos internos da máquina.
O mecanismo de trilha das colhedoras recebe as plantas da plataforma de corte e realiza o despren-
dimento e a separação dos grãos. Mais de 90% dos grãos são separados da palhada no ato da trilha. Os
34
componentes responsáveis pela trilha são o cilindro trilhador e o côncavo, providos de pinos ou dentes. A
velocidade tangencial do cilindro deve ser de 20 a 25 m/s, variável em função do teor de umidade dos grãos,
e a velocidade rotacional de cerca de 600 rpm.
21 - Colheitadeira.
Fonte: http://www.agriexpo.online/pt/prod/john-deere/product-169419-2467.html
Após a trilha, as plantas são conduzidas para o mecanismo de separação, composto pelo batedor tra-
seiro, extensão do côncavo, saca-palha e cortinas. O batedor traseiro bate as palhas pela segunda contra a
extensão do côncavo e, em seguida, as distribui sobre o saca-palha para a separação final. As cortinas auxi-
liam na uniformização do material sobre o saca-palha, que descarrega os grãos sobre uma bandeja coletora
e a palhada sobre o terreno. em leira. Para evitar a formação de leira, que sempre prejudica as operações
próximas ao plantio, as colhedoras de arroz devem ser equipadas com picador espalhador de palhas.
Os grãos separados pelo côncavo e saca-palha, mas algumas impurezas leves são reunidas na bandeja
coletora da máquina e, a partir deste ponto, seguem para a unidade de limpeza, composta de peneira supe-
rior, extensão da retrilha, peneira inferior e ventilador. A peneira superior realiza uma pré-limpeza dos grãos
que caem na peneira inferior. A extensão da retrilha, posicionada na extremidade da peneira superior, retém
os grãos não trilhados, enquanto a peneira inferior faz a limpeza final dos grãos. O ventilador joga o vento
nas peneiras e auxilia na eliminação, por diferença de densidade, das impurezas dos grãos.
Os grãos limpos são transportados por condutores helicoidais e por correntes elevadoras para o tanque
graneleiro ou para a plataforma de ensacamento de grãos e os grãos não trilhados, recolhidos pela extensão
da retrilha para a unidade de trilha da colhedora.
22 - Colheitadeira de trigo.
Fonte: https://pixabay.com/pt/colheitadeira-trigo-colheita-409133/
23 - Colheitadeira de algodão.
Fonte: https://pixabay.com/pt/colheitadeira-de-algodão-agricultura-139654/
35
Além das máquinas colhedoras ainda existem os equipamentos fundamentais para que essas desempe-
nhem com sucesso suas operações. Dentre os que mais se destacam, existem as segadoras que são estru-
turas de peças soldadas a máquina, classificadas conforme a forma de acoplamento, a fonte de potência
(montadas, semimontadas e de arrasto). Existem as segadoras rotativas horizontais com um ou vários roto-
res, cobrem uma ou duas faixas das culturas e também as segadoras rotativas de facas verticais.
As segadorassão compostas de:
1 – Barra de corte
2 – Guarda
3 – Secção da faca
4 – Grampo
5 – Sapata interna
6 – Sapata externa
7 – Barra-guia
8 – Representação do avanço de corte.
Para a colheita ainda existem os ancinhos (moli-
nete, de entrega lateral, rotor dentado), enfardado-
ras (de fardos retangulares, fardos redondos).
Atualmente, existem diferentes máquinas de co-
lheita, mais aperfeiçoadas e específicas para cada
cultura, como por exemplo, colhedoras de cenouras,
alfaces, forragens, destinadas a facilitar e melhorar o
rendimento no campo.
25 - Enfardadeira.
Fonte: https://pixabay.com/pt/enfardamento-feno-tractor-bala-901588/
24 - Segadora.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/44499194/livro---maquinas-agricolas---luiz-antonio-balastreire
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
1 – Descreva as metodologias de quantificação de perdas: na pré colheita, na
plataforma de corte e na trilha.
2 – Cite as regras gerais para colheita.
3 – Pesquise e descreva sobre as principais máquinas colhedoras lançadas no
mercado atual.
3.4 - Máquinas utilizadas para a produção zootécnica
As máquinas utilizadas na produção zootécnica além dos tratores, envolvem as ordenhadeiras, resfriado-
res, as segadoras, colhedoras, picadoras, trituradoras, ensiladoras, misturadoras. Todas voltadas para ativi-
dades que envolvem o trato e manejo dos animais durante o ciclo em que se encontram nas fazendas. São
máquinas facilitadoras do trabalho com animais.
Em todo trabalho agrícola ou zootécnico o uso de máquinas e implementos torna o manejo eficiente
e rápido e como em toda divisão dos trabalhos, as máquinas no quesito zootécnico requerem reparos e
manutenção de todos componentes (tratores, pá carregadeiras, vagões, silos, moegas, cercas, cochos, be-
36
bedouros, entre outros, as balanças - do curral, vagões, fábrica de ração, etc).
O uso de tratores, arados, enxadas, roçadeiras, no trabalho com animais contribui para aumentar as pro-
priedades do solo no plantio de pastagens e no manuseio dos animais, já que o pisoteio dos animais, altera
as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, afetando o sistema radicular e produção de gramíneas
e forrageiras utilizadas nas pastagens (SOANE; VAN OUWERKERK, 1994).
Com o aumento das atividades agropecuárias, o governo federal criou a Lei nº 6.729, de 28 de Novembro
de 1979, para dispor sobre a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automoto-
res de via terrestre, alterada pela Lei no 8.132, de 26 de Dezembro de 1990.
SAIBA MAIS
Legislação Informatizada - Lei nº 5.174, de 27 de outubro de 1966 - Publicação original
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5174-27-outubro-1966-358981-
publicacaooriginal-1-pl.html
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5174-27-outubro-1966-358981-publicacaooriginal-1-pl.html
37
UNIDADE 4
Capacidade operacional dos
conjuntos mecanizados
A capacidade operacional de cada máquina e implemento é determinada pelo fabricante.
Para que o operador saiba como proceder, é fundamental, conhecer as partes constituintes e também
verificar as atividades operacionais.
O operador deve conhecer a marca, o modelo da máquina, a data em que será realizada a operação,
o local e as especificações operacionais (regulagens, manutenção e especificações do trabalho) antes
de apanhar o trator do galpão, como o combustível, óleo, água, ajuste de bitolas, ajuste de lastragem,
uma vistoria geral, envolve o aperto de porcas e parafusos, pressão dos pneus, painel de instrumentos,
tacômetros, horímetro, velocímetro, termômetro, manômetro, amperímetro, chave de luz, comutador de
partida, acelerador, controle de parada do motor, freios, tomada de potência, partida, embreagem, bloqueio
do diferencial.
A capacidade operacional de cada máquina e implemento utilizados na agricultura, depende de vários
fatores, dentre eles, a manutenção das máquinas e dos equipamentos, é de primordial importância a
manutenção das máquinas.
As manutenções existentes são preventivas, corretivas ou preditivas.
1 – Preventiva: realizada periodicamente e baseia-se no desgaste natural de algumas peças. Sendo eles:
lubrificação, ajuste da tensão de correias, aperto de porcas e parafusos e limpeza ou trocas de filtros.
2 – Corretiva: como o nome, é para correção de possível falha ou problema no trator. Um exemplo é
quando ocorre a quebra de rolamento ou eixo.
3 - Manutenção preditiva: conforme o desempenho da máquina. Sendo a mais importância e que requer
maiores cuidados
Alguns autores estabeleceram o horário das manutenções:
l Manutenção diária ou a cada 10 horas de trabalho;
l Manutenção semanal ou a cada 50 horas de trabalho;
26 - Máquina agrícola.
Fonte: https://www.tecmundo.com.br/tecnologia/92166-maquinas-agricolas-monstruosas-doidas-mundo.htm
38
l Manutenção mensal ou a cada 250 horas de trabalho;
l Manutenção semestral ou a cada 500 horas de trabalho;
l Manutenção anual ou a cada 1000 horas de trabalho.
Entretanto, é cada operador que determinará a melhor hora de realizar a manutenção, assegurando o
melhor período, fora das atividades diárias e cuidado para que o melhor seja realizado em cada máquina e
em menor tempo possível.
Cada trator possui diversos componentes, conforme já citado anteriormente, que necessitam de
manutenção diária, em destaque para os pinos de lubrificação que devem ser engraxados diariamente. Cada
operador precisa saber a localização de cada pino, os quais estão estabelecidos em cada manual da máquina
e a coloração da graxa deve ser clara, pois a tonalidade marrom denota
Outra verificação padrão é o nível do óleo lubrificante do cárter do motor, que deve ser feito com o motor
desligado, antes da leitura. Para se completar o nível do óleo, deve ser inserido com o mesmo tipo de óleo.
Os filtros de ar devem ser limpos e verificados. O nível de água do radiador deve ser completado e a tela
deve ser limpa. Avaliar o sistema de direção e transmissão.
Além de todos esses quesitos, o operador deve observar se há ruídos estranhos, verificar o sistema de
arrefecimento, a tensão da correia do ventilador, os pedais dos freios e da embreagem, não se pode deixar
nada a ser verificado, pois são esses sistemas que definirão um bom trabalho e preservação da vida do
operador e demais que utilizarem a máquina.
Outros quesitos a serem verificados são o sistema elétrico, o nível da solução eletrolítica na bateria,
verificar a pressão dos pneus e rodas, porcas e parafusos, sistema de transmissão, nível do óleo na caixa
de marcha, diferencial e redução final, sistema de levante hidráulico, óleo hidráulico, realizar limpeza geral.
Todos esses quesitos que culminam no melhor desempenho no campo. A limpeza de um trator, deve
contemplar até mesmo a lataria, usando querosene para manchas e óleo e sabão para tirar impurezas em geral.
A manutenção mensal ou após 250 horas de trabalho é a mais necessária, pois a máquina já se encontra muito
utilizada. Nessa faz-se a troca do óleo lubrificante do motor, o nível e característica do óleo da bomba injetora.
Após as 500 horas de trabalho, a manutenção a ser realizada manutenção, são a lubrificação de rodas,
limpeza do radiador, troca do filtro de combustível, substituição do óleo da direção hidrostática, verificar
novamente porcas e parafusos do motor, regular as válvulas, limpeza do tubo de respiro do motor.
Quando a máquina completa as 1000 horas trabalhadas a manutenção é anual e busca substituir o óleo
das transmissões, da caixa de marcha, verificar as transmissões, os rolamentos e limpar.
Dentro desse contexto de manutenção é essencial ter um caderno ou caderneta de anotações sobre a
máquina, que devem ser anotadas diariamente ou quando se trabalhar com a máquina, para que assim toda
parte preventiva seja realizada no tempo correto, controlando todos fatores inerentes ao bom desempenho
da máquina, como combustível, óleo lubrificante, além de saber com precisão o número de horas
trabalhadas, podendo assim determinardespesas e custos. A caderneta ou caderno deve conter informações
de datas, identificação da máquina, nome do operador, local de trabalho, a área que foi trabalhada, as
horas trabalhadas, o consumo diário do combustível, quando e quais foram as manutenções realizadas e um
campo de observação para que sejam inseridas demais informações do dia trabalhado referente a máquina.
O ritmo operacional de cada máquina será tido com relação as condições climáticas do loca, a cultura a
ser manejada, o regime de trabalho adotado.
De acordo com Mialhe (1996), o tempo disponível para a realização das operações agrícolas depende
basicamente do número de dias totais reservados para a operação, dos dias de descanso e impróprios para
o trabalho das máquinas e da jornada de trabalho, conforme equação adaptada abaixo:
TD ={[Nt − (Ndf + Nui]×(Jt × Eg)}
Onde:
- TD é o tempo disponível para realizar cada operação em horas;
39
- Nt é o número de dias contido no período determinado para a realização da operação;
- Ndf é o número de domingos e feriados, quando respeitados, existentes no período;
- Nui é o número de dias úteis impróprios ao trabalho das máquinas;
- Jt é a jornada de trabalho adotada em horas;
- Eg é a eficiência gerencial ou administrativa.
A jornada de trabalho (Jt) e os dias de descanso remunerados (Ndf) devem estar de acordo com o sistema
de trabalho da propriedade, mas não deixando de levar em conta a legislação vigente.
Ou também pode ser usada a seguinte fórmula:
TM = TP+TI +T Pr
TP= Tempo de produção
TI= Tempo de interrupção
TPr= tempo de preparo
Ainda há que se considerar todos os obstáculos para se estimar conforme a equação acima, pois as
variabilidades climáticas (clima, solo, quantidade de chuvas) alteram o ritmo e os dias trabalhados no ano.
Esses fatores de alterações, denotam no final, altos custos operacionais, riscos de perdas com as culturas,
influenciam as operações de colheita e pulverização.
Dentro do aspecto da colheita existem ainda inúmeros fatores que podem interferir na realização precisa
da capacidade operacional de cada máquina e implemento, como: umidade do solo, a umidade relativa do
ar. Na etapa de pulverização são a velocidade do vento e a temperatura ambiente podem limitar a aplicação
principalmente pela evaporação e deriva do produto.
O autor acima na elaboração do cálculo para os dias impróprios, estabeleceu critério de seca agronômica,
discutindo ainda sobre a capacidade de campo efetiva.
São inúmeros fatores avaliados para finalização da capacidade operacional de cada máquina e implemento,
cabendo, portanto ao responsável por operar os mesmos, observar, anotar e cumprir os cronogramas
mínimos estabelecidos para que se tenha segurança no trabalho e máxima capacidade operacional.
Na determinação da capacidade de campo teórica, usa-se:
CCT = Lc×vd
Onde: CCT= Capacidade de campo teórica;
Lc= Largura de corte teórica da máquina;
vd= velocidade de deslocamento teórica da máquina
A capacidade de campo efetiva, é calculada:
CCE = At
Tp
Em que:
At= Área trabalhada
Tp= Tempo de produção
A capacidade de campo operacional:
CCO = At
TM
Onde:
CCO= Capacidade de campo operacional
TM=Tempo máquina.
40
BALASTREIRE, Luiz Antônio. Máquinas Agrícolas. São Paulo: Editora Manole LTDA, 1987, 307p.
MIALHE, L. G. Máquinas agrícolas: ensaios e certificações. Piracicaba: FEALQ. 1996, 722 p.
EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Brasília: EMBRA-
PA-SPI, 1999. 412p.
SANTOS, ADILSON. BLOG AGRONEGÓCIO EM FOCO, Novas tecnologias Operacionais de Pulverização, 2016. Dis-
ponível em:<http://www.pioneersementes.com.br/blog/98/novas-tecnologias-operacionais-de-pulverizacao>.
Acessado em: 21set. 2018.
SILVEIRA, M. G. Os cuidados com o trator. Ed. Aprenda Fácil. Viçosa-MG. Série Mecanização, v.1, 309p, 2001.
NASSER, B. C. L. CCA, Pragas que prejudicam a produção agrícola, 2017. Disponível em: <http://www.agricultu-
rasustentavel.org.br/artigos/pragas-que-prejudicam-a-producao-agricola>. Acessado em: 22 set. 2018.
NUNES, S. L. J. AGROLINK, Defensivos agrícolas veja todos agrotóxicos registrados no Agrolinkfito, 2017. Dis-
ponível em: <https://www.agrolink.com.br/culturas/soja/informacoes/defensivos_361534.html>. Acessado em:
21set. 2018.
Referências
Inaciolândia
Gouvelândia
Quirinópolis
V icentinópolis
Acreúna
Santo Antônio
da Barra
Rio Verde
Jataí
Turvelândia
Porteirão
Maurilândia
Castelândia
Portelândia
Santa Rita
do Araguaia
Serranópolis
Aporé
Itajá
Itarumã
Cachoeira
Alta
Paranaiguara
Represa de
São Simão
Doverlândia
Baliza
Bom Jardim
de Goiás
Aragarças
Nerópolis
Urutaí
Cristianópolis
Ipameri
Campo Alegre
de Goiás
Rio
Quente
Caldas
Novas
Nova
Aurora
Corumbaíba
Marzagão
Buriti
Alegre
Itumbiara
Panamá
Bom Jesus
de Goiás
Cachoeira
Dourada
Morrinhos
Joviânia
Aloândia
Pontalina
Diorama
Arenópolis
Palestina
de Goiás
V ianópolis
Silvânia
Leopoldo de Bulhões
Terezópolis
de Goiás
Ouro V erde
de Goiás
Inhumas
Caturaí
Goianira
Brazabrantes
Nova
Veneza
Bonfinópolis
Goianápolis
Caldazinha
Bela V ista
de Goiás
São Miguel do
Passa Quatro
Orizona
Palmelo
Santa Cruz
de Goiás
Pires do Rio
Senador
Canedo
Edéia
Edealina
Professor JamilCromínia
Mairipotaba
Varjão
Cezarina
Indiara
Montividiu
Paraúna
São João
da Paraúna
Aurilândia
Firminópolis
Turvânia
Nazário
A velinópolis
Araçu
Adelândia
Sanclerlândia
Fazenda Nova
São Miguel do Araguaia
Novo
Planalto
Santa
Tereza
de Goiás
Montividiu
do Norte
Trombas Minaçu
Campinaçu
Colinas
do Sul
Cavalcante
Alto Paraíso
de Goiás
Teresina
de Goiás
Divinópolis
de GoiásMonte Alegre
de Goiás
Campos
Belos
Nova Roma
Guarani
de Goiás
Iaciara
Posse
Buritinópolis
Alvorada
do Norte
Sítio
D'Abadia
Damianópolis
Mambaí
Flores de
Goiás
FormosoMutunópolis
Amaralina
Mara Rosa
Campinorte
Alto
Horizonte
Nova
Iguaçu
de Goiás
Uruaçu
Pilar de Goiás
Hidrolina
Guarinos
Itapaci
Nova
América
Morro Agudo
de Goiás
Nova
Glória
São Patrício
Carmo do
Rio Verde
Itapuranga
FainaMatrinchã
Montes Claros
de Goiás
Itapirapuã
Jussara
Santa Fé
de Goiás
Britânia
Guaraíta
Rialma
Santa
Isabel
Rianápolis
Pirenópolis
Vila Propício
Padre Bernardo Planaltina
Águas Lindas
de Goiás
Novo Gama
Cidade Ocidental
Damolândia Abadiânia
Alexânia
Corumbá
de Goiás
Cocalzinho
de Goiás
Jaraguá
Itaguaru
Jesúpolis
São
Francisco
de Goiás
Petrolina
de Goiás
Heitoraí
Formosa
V ila Boa
Cabeceiras
Mimoso de Goiás
Água Fria
de Goiás
São João
D'Aliança
São Luiz do Norte Barro
Alto
Santa Rita
do Novo
Destino
Crixás
Estrela
do Norte
Bonópolis
Mundo Novo
Nova Crixás
Uirapuru
Santa
Terezinha
de Goiás
Campos
Verdes
Mozarlândia
Araguapaz
Aruanã
Itauçú
Taquaral
de Goiás
Itaguari
Santa
Rosa
de Goiás
Itaberaí
Americano
do Brasil
Buriti
de Goiás Mossâmedes
Novo
Brasil
Jaupaci
AnicunsSão Luís de
Montes Belos
Córrego
do Ouro
Cachoeira
de Goiás
Ivolândia
Moiporá
IsraelândiaIporá
Amorinópolis
Jandaia
Palminópolis
Palmeiras
de Goiás
Campestre
de Goiás
Trindade
Santa
Bárbara
de Goiás
Guapó
Aragoiânia
Abadia
de Goiás
Água
Limpa Goiandira
Cumari
Anhanguera
Ouvidor
Três
Ranchos
Davinópolis
Represa de
Cachoeira Dourada
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Itumbiara
Repr esa de
EmbocaçãoCaçu
Aparecida
do Rio Doce
Chapadão
do Céu
Perolândia
São
Domingos
Lagoa Santa
Gameleira
de Goiás
Campo Limpo
de Goiás
Ipiranga
de Goiás
Luziânia
SED - SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECÔNOMICO
www.sed.go.gov.br Gabinete de Gestão: (62) 3201-5438 / 3201-5443
Regional 2
Regional 1
Regional 4
Regional 5
Regional 3
Regionais
Léo lince do Carmo Almeida
Acesse: www.ead.go.gov.br
Niquelândia
Ceres
Uruana
Goianésia
Santo Antônio
do Descoberto
Anápolis
Goiás
Porangatu
Catalão
Piracanjuba
CristalinaGoiânia
Goiatuba
Santa Helena
de GoiásCaiapônia
Piranhas
Mineiros
Hidrolândia
Aparecida
de Goiânia
Valparaíso
de Goiás
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São Simão
Rubiataba
ESTADO
DE GOIÁS
ITEGOs em expansão
CATALÃO: GOIÁSTEC / NIQUELÂNDIA / PIRACANJUBA / LUZIÂNIA / POSSE
APARECIDA DE GOIÂNIA: INOV@PARECIDA / QUIRINÓPOLIS
HIDROLÂNDIA: TECNOPARQUE / INHUMAS
PLANALTINA: JK PARQUE TECNOLÓGICO
ITEGOs em funcionamento - 24 unidades
ANÁPOLIS ITEGO - Governador Onofre Quinan
APARECIDA DE GOIÂNIA ITEGO - Dr. Luiz Rassi
CAIAPÔNIA ITEGO - Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso
CATALÃO ACN ITEGO - Aguinaldo de Campos Netto
CATALÃO LF ITEGO - Artes Labibe Faiad
CERES ITEGO - Célio Domingos Mazzonetto
CIDADE DE GOIÁS ITEGO - Goiandira Ayres do Couto
CRISTALINA ITEGO - Genervino Evangelista da Fonseca
FORMOSA ITEGO - Carmen Dutra de Araújo
GOIANÉSIA ITEGO - Governador Otávio Lage
GOIÂNIA SS ITEGO - Sebastião de Siqueira
GOIÂNIA ABF ITEGO - Artes Basileu França
GOIÂNIA JLB ITEGO - José Luiz Bittencourt
GOIÂNIA LL ITEGO - Educação a Distância Léo Lince do Carmo Almeida
GOIATUBA ITEGO - Jerônimo Carlos do Prado
MINEIROS ITEGO - Raul Brandão de Castro
PALMEIRAS ITEGO - Artes Padre Antônio Vérmey
PIRANHAS ITEGO - Fernando Cunha Júnior
PORANGATU ITEGO - Maria Sebastiana da Silva
SANTA HELENA ITEGO - Luiz Humberto de Menezes
URUANA ITEGO - Celso Monteiro Furtado
St. ANTÔNIO DO DESCOBERTO ITEGO - Sarah Luísa Lemos Kubitschek de Oliveira
ITABERAÍ ITEGO - Aparecido Donizete Rodrigues da Silva
VALPARAÍSO ITEGO - Paulo Renato de Souza
ESTADO
DE GOIÁS
introdução
Breve histórico
Unidade 1
Normatizações do Setor Agrícola
1.1 - Generalidades, função básica e conceituações sobre sistemas mecanizados
Unidade 2
Tipos de Máquinas e
Implementos Agrícolas
2.1 - Uso de máquinas e implementos de preparo do solo.
Unidade 3
Máquinas utilizadas para plantio e condução das culturas
3.1 - Máquinas para aplicação de defensivos agrícolas
3.2 - Máquinas utilizadas para a colheita e transporte de grãos
3.4 - Máquinas utilizadas para a produção zootécnica
Unidade 4
Capacidade operacional dos conjuntos mecanizados
Referências
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