Prévia do material em texto
Costelas COSTELAS As costelas são em número de 12 pares. São ossos alongados, em forma de semi-arcos, ligando as vértebras torácicas ao esterno. As costelas são classificadas em: 7 Pares Verdadeiras: articulam se diretamente ao esterno 3 Pares Falsas Propriamente Ditas: articulam-se indiretamente (cartilagens) 2 Pares Falsas Flutuantes: são livres 1ª Costela Face Superior Sulco Ventral – passagem da veia subclávia Tubérculo Escaleno – inserção do músculo escaleno anterior Sulco Dorsal – passagem da artéria subclávia Tubérculo do Músculo Escaleno Médio 2ª a 12ª Costelas Extremidade Posterior Cabeça da Costela – parte da costela que articula-se com a coluna vertebral (vértebras torácicas) Fóvea da Cabeça da Costela Colo da Costela – porção achatada que se estende lateralmente à cabeça Tubérculo da Costela – eminência na face posterior da junção do colo com o corpo Fóvea do Tubérculo da Costela Ângulo Costal Corpo (Diáfise) Face Interna Face Externa Borda Superior Borda Inferior · Sulco Costal (- 2 Veias – 1 Artéria – 1 Nervo Intercostal) COSTELA – VISTA POSTERIOR Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. PRIMEIRA COSTELA E COSTELA TÍPICA – VISTA SUPERIOR Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Em outras palavras, há referência externas, por exemplo, o hipocôndrio, é uma região onde se localiza à direita o fígado e à esquerda o baço; junto à região epigástrica temos a famosa linha da cintura tão falada na prática do boxe. Iniciando nosso diálogo sobre tórax precisamos definir e entender o básico. O tórax é a parte superior do tronco formado por: · uma "caixa" musculoesquelética externa, chamada parede do tórax, e · por uma cavidade interna onde se encontram o coração, os pulmões, o esôfago, a traqueia, o timo e os nervos (vago e frênico). Além disso, encontram-se ainda os troncos simpáticos direito e esquerdo, o ducto torácico (sistema linfático) e os principais vasos sanguíneos. Observe a Figura 2. Figura 2: Vista anterior da cavidade torácica aberta O timo e a parte anterior do pericárdio foram removidos para expor o coração. Observando a parte inferior você verá que o tórax é separado da cavidade abdominal pelo músculo diafragma. Em visão superior o tórax se comunica com o pescoço e com os membros superiores. Músculo diafragma | Fonte: Shutterstock.com A parede do tórax é capaz de oferecer proteção para algumas vísceras do abdome e também para a maior parte do fígado, do estômago e do baço, as faces posteriores dos polos superiores dos rins. Atenção O tórax pode variar entre indivíduos, e tais variações estão relacionadas a aspectos como idade, sexo e raça. Veja algumas diferenças do tórax nas mulheres e nos homens: · a capacidade do tórax é menor. · o osso esterno é menor. · a incisura jugular (osso esterno) está no nível da terceira vértebra torácica. Diferença do tórax nas mulheres e nos homens | Fonte: · a capacidade do tórax é maior. · o osso esterno é maior. · a incisura jugular (osso esterno) está no nível da segunda vértebra torácica. Vamos iniciar nossos estudos na osteologia do tórax! Começamos pelo osso esterno. Esse osso possui três partes: Osso esterno | Fonte: Shutterstock.com o manúbrio superiormente. o corpo médio (mesosterno). um processo xifoide inferiormente. Veja como mostra a Figura 3. Figura 3: Osso O tamanho total do osso esterno é de aproximadamente 17cm em homens, sendo um pouco menor em mulheres. O crescimento desse osso pode ocorrer durante muitos anos, chegando a ultrapassar a terceira década de vida. O osso esterno se articula com as clavículas e com as costelas, veja que na parte superior do osso esterno, o manúbrio do esterno, você encontra a incisura jugular, bem ao centro, de maneira laterosuperior estão as incisuras claviculares e, nas partes laterais, as únicas incisuras costais do manúbrio do esterno, as incisuras das primeiras costelas. Na junção entre o manúbrio do esterno e o copo do esterno1 existe a segunda incisura costal, compartilhada com o manúbrio do esterno e o corpo do esterno. No corpo do esterno você encontra as demais incisuras costais (da terceira à sétima incisura costal). Por fim, você observa o processo xifoide localizado na parte terminal do corpo do esterno. Tal processo é altamente variável, em geral cartilagíneo, porém, algumas vezes ossificado na vida adulta, pode ser bífido ou pontiagudo. Vamos avançar mais um pouco, como já conversamos sobre o osso esterno, agora falaremos sobre as costelas que se articulam com o osso esterno. Costelas | Fonte: Shutterstock.com O ser humano normalmente tem 12 pares de costelas, elas se articulam posteriormente com a coluna vertebral e anteriormente com o osso esterno, sendo estas responsáveis por formar a maior parte do esqueleto torácico. Observe a figura 4. Figura 4: Articulação entre costelas e osso esterno | Fonte: GILROY e MacPHERSON, 2017. Os principais acidentes ósseos das costelas são: cabeça, colo e tubérculo, como você pode ver nas figuras 5 e 6. Figura 5: 6ª costela (vista posterior) | Fonte: NETTER, 2004. Figura 6: Costelas | Atenção Interessante notar que os primeiros sete pares estão conectados diretamente ao osso esterno, via cartilagens costais, e por este motivo são chamadas de costelas verdadeiras. Os outros cinco pares de costelas são chamados de falsas costelas. Para você entender melhor saiba que as cartilagens da oitava, nona e décima costela normalmente se unem à cartilagem costal da costela imediatamente acima delas. Por outro lado, a décima primeira e a décima segunda costela, simplesmente não se articulam com nenhuma estrutura óssea, sendo nomeadas de costelas flutuantes, como você pode observar na imagem a seguir. Costelas | Fonte: Shutterstock.com Mas, fique atento, pesquisas demonstram que podem existir variações, especialmente por diferenças étnicas. É bom lembrar que existe um espaço entre as costelas separando-as e que são chamados de intercostais, que são mais profundos anteriormente e entre as costelas superiores, como mostra a Figura 7. Figura 7: Espaços intercostais | Fonte: GILROY e MacPHERSON, 2017. De forma geral, as costelas são formadas por tecido ósseo trabecular, com uma importante vascularização, contendo grandes quantidades de medula óssea vermelha. Reveja as figuras 4 a 7 e complemente o raciocínio analisando a Figura 8. Figura 8: Costelas (vistas anterior e posterior) | Artrologia Após nosso passeio pelos ossos do tórax, vamos estudar como eles se conectam e realizam suas funções. Quando olhamos a caixa torácica, percebemos que é formada por: 1 12 vértebras torácicas, e os discos intervertebrais que as separam (visão posteriormente). 2 12 pares de costelas e as cartilagens costais que as conectam à coluna vertebral. 3 O esterno localizado na linha mediana anterior. Todas estas estruturas se articulam e forma-se uma espécie de cilindro osteocartilagíneo irregular. Irregular porque é estreito acima e largo abaixo, além de ser "achatado" anteroposteriormente. Para iniciar nossa conversa sobre as articulações do tórax vamos fazer um mapeamento bem resumido. Anteriormente temos o osso esterno e posteriormente a coluna vertebral, formada por doze vértebras torácicas. Logo, precisamos entender essas articulações, costelas e osso esterno, costelas e coluna vertebral. Com base na Figura 9, vamos iniciar nossas observações pelo osso esterno. Figura 9: Articulações esternocostais (vista anterior) | Fonte: NETTER, 2004. Observe duas articulações nesse osso, uma entre manúbrio e corpo (articulação manubrioesternal), onde você pode ver a sínfise manubrioesternal e outra entre o corpo do esterno e processo xifoide (articulação xifoesternal). Em geral, as articulações se ossificam entre a terceira e quarta década de vida. Ainda nessa figura temos uma visão das costelas se articulando com as cartilagens costais e estas se articulando com o osso esterno. Você pode observar que na figura vemos oitocostelas se articulando com o osso esterno. São 12 pares de costelas, sendo que apenas 7 estão diretamente articuladas com o esterno, como dito acima, aqui você pode constatar esta informação. Note que a costela 1 se articula com o manúbrio do esterno, ao passo que a costela 2 se articula tanto com o manúbrio quanto com o corpo do esterno, e as demais se articulam apenas com o corpo do esterno. Veja que o osso esterno tem suas cavidades articulares, como visto na Figura 3, onde se vê as incisuras. Figura 3: Osso esterno | Fonte: GILROY e MacPHERSON, 2017. As costelas se articulam com o esterno, e então você percebe que os ligamentos esternocostais radiados cobrem essa articulação gerando mais estabilidade para a articulação, pois eles existem anterior e posteriormente. Atenção Veja que a costela óssea não chega ao osso esterno, mas na verdade quando termina a parte óssea inicia-se a parte condral (cartilaginosa). O osso é recoberto por um tecido chamado periósteo, que além de recobrir e proteger, contribui para fixar outras estruturas ao osso, tais como nervos e vasos sanguíneos. De forma semelhante, a cartilagem costal também é recoberta por um tecido o pericôndrio, ambos se encontram e se entrelaçam formando assim um tecido único e de grande resistência reforçando as articulações costocondrais4. Você deve estar se questionando sobre a articulação esternoclavicular e seu disco articular. Trataremos disso na aula a respeito de membro superior. Agora que já entendemos como ocorre a articulação das costelas com o osso esterno, nos falta estudar a articulação das costelas com a coluna vertebral. Veja que essas articulações são diferentes das anteriores, onde havia apenas um ponto de contato articular, agora não é assim, uma mesma costela tem três pontos de articulação. Vamos entender isso melhor? Observe que a costela se articula diretamente com a coluna Vertebral5, por meio de duas articulações: 3 Articulação da cabeça da costela 4 Articulação costotransversária Olhando em detalhes a articulação da cabeça da costela, vemos que ela se articula com as fóveas costais de duas vértebras torácicas e com o disco intervertebral situado entre elas, como mostra a Figura 10: Figura 10: Articulação da cabeça da costela | Fonte: GILROY e MacPHERSON, 2017. Olhando em detalhes a articulação da cabeça da costela, vemos que ela se articula com as fóveas costais de duas vértebras torácicas e com o disco intervertebral situado entre elas, como mostra a Figura 10: A extremidade da cabeça da costela6 se fixa ao disco intervertebral por meio do ligamento intra-articular da cabeça da costela. A cápsula articular é reforçada também pelo ligamento radiado. Essas articulações recebem ainda o reforço dos ligamentos costotransversários superior e lateral. Tudo isso você consegue observar nas figuras 10 e 11. Figura 11: Articulação costotransversária | Fonte: GILROY e MacPHERSON, 2017 Agora que estudamos os ossos e as articulações formadas por eles, faremos a nossa atividade, visando fixar aquilo que aprendemos. ESCÁPULA É um osso par, chato bem fino podendo ser translúcido em certos pontos. Forma a parte dorsal da cintura escapular. Tem a forma triangular apresentando duas faces, três bordas e três ângulos. Faces Face Dorsal Espinha da Escápula – Separa as fossas supra e infra-espinhal Acrômio – Localiza-se na extremidade da espinha Fossa Supra-Espinhosa – É côncava e lisa, localizada acima da espinha Fossa Infra-Espinhosa – É côncava e localiza-se abaixo da espinha Face Costal Fossa Subscapular Bordas · Borda Superior Incisura Escapular – Incisura semi-circular localizada na porção lateral e é formada pela base do processo coracoide Processo Coracoide – Processo curvo e espesso próximo ao colo da escápula · Borda Lateral · Borda Medial Ângulos Ângulo Inferior – Espesso e áspero Ângulo Superior – Fino, liso e arredondado Ângulo Lateral – É ampliado em um processo espesso. Entra na articulação do ombro Cavidade Glenoide – É uma escavação da escápula que se articula com o úmero Tubérculo Supra-Glenoidal – Localiza-se acima da cavidade glenoide Tubérculo Infra-Glenoidal – Localiza-se abaixo da cavidade glenoide A Escápula articula-se com dois ossos: Úmero e Clavícula. ESCÁPULA – VISTA ANTERIOR Fonte: SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 20 ESCÁPULA – VISTA POSTERIOR Fonte: SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. ESCÁPULA – VISTA LATERAL Fonte: SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. ANATOMIA A Clavícula é responsável por conectar o ombro ao tórax e serve como proteção de importantes estruturas como nervos e vasos, entretanto estas estruturas são raramente lesionadas nas fratura de clavícula. A clavícula é um osso em forma de “S”e normalmente sofre fraturas bem no meio