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Unificação Italiana

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Unificação Italiana

RESUMO AUTORAL.

Em 1806, Napoleão invadiu metade da Europa, separou o território italiano e acabaram com o absolutismo, virando monarquias constitucionais e elegeram o poder legislativo, tendo assim os reis tinham poder limitado e havia uma constituição.

Com a derrota de Napoleão e com o Congresso de Viena, dividem a Europa em zonas de influência, e as fronteiras anteriores às invasões são restabelecidas. 

A Península Itálica foi dividida em 3 áreas: Sul, que era uma monarquia absolutista pela casa Bourbon, indo contra os direitos dados na monarquia constitucional antecedente. O Centro era comandado pelo Papa e o Norte era uma monarquia constitucional liderada pela Casa dos Saboia, além de terem uma burguesia industrial, que estava na busca de expandir o mercado consumidor.

Os fatores aglutinadores (que juntam) as áreas: A mesma língua (italiana), permitindo a comunicação. Mesma literatura, o romantismo italiano, retomando o passado do Império Romano, criando um ideia que os três já foram interligados. A Carbonaria, que era uma sociedade secreta que lutava pela república e contra o absolutismo, como também defendiam a unificação italiana. A oposição à dominação da Áustria, que queria dominar os povos italianos, principalmente o do Norte.

Itália, que era uma terra fragmentada, Norte, Centro e Sul. O Norte, território do Piemonte e Sardenha, era industrializado, e havia pequenas áreas que eram dominadas indiretamente e diretamente pela Áustria. O Centro era os estados papais/pontifícios, ou seja, que estavam sobre o controle do Papa. Já o Sul, era o reino das sicílias, absolutista e agrícola. Após o Congresso de Viena, 1815, houve uma reação liberal contra o domínio europeu austríaco sobre a Itália, colocando Absolutismo (Áustria e a Santa Aliança/Rússia e Prússia) vs. Liberalismo e Nacionalismo.

Na península itálica, em 1848, houve movimentos nacionais italianos, por causa da língua compartilhada e mesmo passado do Império Romano. Camilo Benso (Conde de Cavour)  estava em busca da Itália irredenta, o ressurgimento de uma Itália grande como o Império Romano, ou seja, o Risorgimento.

O Risorgimento era um projeto nortista, que queria instalar uma monarquia liberal (com separação do três poderes), coroando a família Saboia, a única forte o bastante para derrotar a Áustria. Além de planejarem industrializar o novo país. Os interesses econômicos eram: os reinos de Piemonte e Sardenha, que eram pequenos, desejam ser grandes o bastante para competir com outros países, com a Itália formada, haveria um aumento mercado consumidor assim como no nível de concorrência. 

A Jovem Itália era um projeto sulista, a parte mais pobre da Itália. O projeto era comandado por dois camponeses, o mais conhecido Giuseppe Mazzini, que cria os camisas vermelhas, que eram contra a monarquia, querendo instalar a república sufragista e com a distribuição de terras para os camponeses mais pobres. 

Neoguelfista foi o projeto do centro, que queriam anexar a Itália sobre o controle da Igreja e do Papa. 

Em 1848, Primavera dos Povos, espalha pela Europa os ideais nacionalistas e os liberais. Isso motiva o ataque sulista no Centro, formando uma república, seguindo o projeto Jovem Itália. Porém Luís Bonaparte invade Roma e toma o poder de volta para o Papa. Também motiva a guerra do Norte com alguns territórios austríacos, já que o Reino do Norte sofria dominação indireta da Áustria e queriam acabar com isso, mas fracassam. Então o Sul e o Norte se unem, com interesse de unificar a Itália e derrotar a França e a Áustria.

Ambas dessas tentativas foram populares, logo a Áustria, uma potência, era mais forte, certamente ganharia. A França quando derrota o Sul, devolve o Centro para o Papa, querendo fazer um papel de “juíza da Europa”/uma hegemonia, mas a Santa Aliança não permite. Logo a Santa Aliança (Áustria e Rússia) vira uma ameaça para a Itália e para a França.

No mesmo ano, 1848, realizou-se que a unificação italiana não podia ser um processo popular, se não o republicanismo e o liberalismo iriam prosperar, e os nobres não queriam isso. Com unificação “vindo de cima”, haveria uma aliança da burguesia e nobreza, logo mantendo os privilégios dos nobres e expandindo o mercado consumidor da burguesia. A frase “é preciso que tudo mude para permanecer igual” significa unificar a Itália para permanecer com os privilégios e o poderio da nobreza.

Em 1853, há a Guerra da Crimeia, quando a Santa Aliança ajuda a Rússia a tomar o território da Crimeia. Os países contra a Santa Aliança entram na guerra para ajudar a Turquia. Então do lado vencedor está o reino de Piemonte-Sardenha, França, Turquia e Inglaterra vs. Santa Aliança. Com a vitória, Piemonte-Sardenha estabelecem uma aliança com a França.

Como consequência da guerra, França pressiona a Rússia para sair da Santa Aliança, assim a Áustria fica sozinha. O Tratado de Paris é o fim da Santa Aliança, fazendo a França surgir como nova potência, e é a mesma que protege o Papa em Roma. 

Em 1859, a França e Sardenha assinam um acordo e entram em guerra juntos com a Áustria. A Sardenha dá a cidade de Nice para França. Em 1861, Garibaldi e Mazzini, junto com os camponeses, financiados pelo Norte, entram em guerra com os Bourbon para tirá-los do poder no Sul. Essa guerra faz o sulinos migrarem para o Brasil/América do Sul em busca de terras e trabalhos.

Em 1861 (mesmo ano), o Sul ganha dos Bourbon, Norte ganha da Áustria e o Vitor Emanuel II é coroado rei da Itália. O projeto Risorgimento (Norte) ganha, com a colaboração do Sul, que esquece do seu próprio projeto, Jovem Itália.

O Norte queria uma monarquia liberal e o Sul uma república sufragista. Em 1848,os dois projetos entram em ação separadamente, Sul ataca o Centro, e declara uma república, e o Norte que entra em guerra com a Áustria. Ambos falham, então se unem para unificar a Itália.

Em 1871, é declarado o Reino da Itália. Os problemas dessa unificação foi que o povo não se sentia como italianos, e Roma que era a sede do Império Romano não pertencia a Itália, sim ao Papa, isso cria a Questão Romana.

A Questão Romana foi a disputa pelo controle de Roma, porém os poderosos franceses protegiam Roma. No mesmo ano, a Prússia entra em guerra com a França, e os franceses perdem. A França para lutar com a Prússia, recolhe os exércitos de Roma, abrindo uma brecha para os italianos invadiram. Quase imediatamente,a Itália invade Roma, porém Papa se recusa sair, e não podiam machucar ele por questões de reputação e religião. O filho de Vitor Emanuel consegue resolver essa questão criando o Tratado de Latrão (1929) criando um estado autônomo administrado pela Igreja (Vaticano) e a Itália se torna oficialmente católica, com ensino confessional, casamento religioso católico é oficializado e é proibido o divórcio. Com o tratado, a Igreja reconheceu Roma como capital da Itália.

A unificação italiana criou um estado, com governo sobre controle de um território, mas não criaram uma nacionalidade, fazendo com que algumas regiões não se vissem como italianas, principalmente o Sul.