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www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO - AEE 1 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com SUMÁRIO INTRODUÇÃO...........................................................................................................03 CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS...............................................................................................................09 CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE………………..…......................14 CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE..................................................................17 CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE..................................21 CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE…………….....25 CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE............................................28 CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO…....32 CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO....……………….....36 CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE…………………...40 CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS DE AEE E SEU FUNCIONAMENTO..............................47 CONCLUSÃO..................................................................................................................................54 BIBLIOGRAFIA...............................................................................................................................56 ANEXO 1 – RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE………………..58 2 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com INTRODUÇÃO 3 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Introdução Durante muito tempo as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) foram marginalizadas e segregadas no ambiente escolar e posteriormente na sociedade. Novas pesquisas e estudos mostraram que essa forma de tratar essas crianças era não só equivocada, como criminosa, pois lhes tirava os direitos que as pessoas comuns têm de acesso ao conhecimento e à uma vida social autônoma e plena. Com base em novas pesquisas e acompanhando o cenário mundial, nossa legislação veio evoluindo, desde a década de 1970, e foi promovendo cada vez mais a inclusão do deficiente. Nesse aspecto, destacamos a Constituição Federal de 1988 que afirmou pela primeira vez as necessidades especiais das pessoas com algum tipo de deficiência e recomendou a inclusão das crianças com deficiência no ensino regular. 4 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Introdução Em 1989 a Lei nº 7.853 traz um texto sobre a integração das pessoas com deficiência, principalmente na escola. A Educação Especial passa a ser obrigatória na rede pública e recomenda que as crianças deficientes frequentem o ensino regular, desde que adaptem. Ainda não é uma lei inclusiva, porém já é mais um avanço. Podemos dizer que o grande impulso que a educação inclusiva obteve foi na década de 1990, com a Conferência Mundial sobre Educação Especial, em 1994, na cidade espanhola de Salamanca. Nessa conferência foi redigida a Declaração de Salamanca na qual vários países, incluindo o Brasil, se comprometeram a formular leis inclusivas, para atender deficientes, problemas de aprendizagem e promover a inclusão social. 5 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Introdução Inspirada nessas novas propostas, em 1996, é promulgada a Lei nº 9.394, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Essa lei garantia o acesso de todos os alunos em idade escolar à rede de ensino regular, com o objetivo de Educação para Todos, isso significava também incluir alunos com necessidades educacionais especiais. Com essa lei, a educação brasileira sofreu uma revolução: cursos de graduação foram atualizados visando atender as novas normas de formação de profissionais da educação, escolas foram reformadas desde sua estrutura até a grade curricular e pais tiveram que se adaptar ao fato de terem que mandar os filhos, que antes frequentavam escolas especiais, para escolas de ensino regular. Isso causou um grande caos, uma grande tensão em todos, fazendo com que muitos se voltassem contra a educação inclusiva. 6 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Introdução Os primeiros anos foram de uma árdua adaptação e trouxeram à tona necessidades de se fazer mais mudanças. Entre elas, em 2008, temos o decreto nº 6.571 sobre a necessidade da implantação do AEE (atendimento educacional especializado) em salas das escolas da rede regular de ensino. O decreto CNE/CEB nº4 diz que esse atendimento deve ser feito no contra turno do horário escolar e preferencialmente em salas de recursos multifuncionais. Atualmente, as salas de AEE atendem a maioria das necessidades educacionais especiais (NEE) de alunos com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades e superdotação. 7 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Introdução Nessa apostila de estudos, iremos conhecer como essas salas funcionam, quais são seus objetivos e quais profissionais podem trabalhar nelas. Também veremos como deve ser a formação dos professores das salas de AEE, quais alunos se qualificam para esse atendimento e os recursos oferecidos pelas salas de recursos multifuncionais. Traremos exemplos de como o trabalho é desenvolvido nessas salas e como elas são importantes para que a educação inclusiva funcione, tranquilizando os professores do ensino regular e os pais dos alunos PNEE (portadores de necessidades educacionais especializadas), pois estes percebem que têm auxílio de um especialista e não estão sozinhos em suas tarefas. 8 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS 9 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS Desde que a nova LDB de 1996 foi promulgada a corrida pela inclusão não parou. Passados mais de 20 anos ainda temos a necessidade de muitas mudanças. Os professores da rede regular de ensino ficaram na linha de frente da inclusão dos deficientes na escola e isso gerou muita ansiedade. Até hoje, muitos se sentem inseguros com esse cenário. De todas as dúvidas e reinvindicações, a mais significativa foi a necessidade de um atendimento especializado a esses alunos com NEE. Sendo assim, a abertura das salas de recursos multifuncionais como professor especializado trouxe um grande alívio para pais e professores. Qualquer professor que tenha um aluno PNEE em sua sala de ensino regular tem o direito de ter atendimento especializado para esse aluno em salas AEE. O professor especialista será um facilitador do aprendizado desse aluno, auxiliando também o professor de ensino regular, sanando dúvidas e trocando experiências. 10 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS De acordo com a lei, cada escola deve ter sua sala AEE, porém, se isso não for possível, o aluno é encaminhado à sala mais próxima. Essas salas devem oferecer, além de um professor especializado em inclusão, recursos como: ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras), código braile, uso de recursos de informática e tecnologia assistiva, e uso de comunicação alternativa e ampliada. O principal objetivo de uma sala de AEE é proporcionar acesso das crianças com NEE ao processo de ensino-aprendizagem. O decreto nº 7611, de 17 de novembro de 2011 traz, em seu artigo 3º, como principais objetivos da AEE: 11 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com/ www.ewcursos.com CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS I - Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de acordo com as necessidades individuais dos estudantes; II - Garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular; III - Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e IV - Assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades de ensino (PLANALTO, 2011). 12 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS A função desse atendimento, portanto, é identificar, elaborar e organizar os recursos pedagógicos e de acessibilidade para que a criança com NEE tenha acesso ao conhecimento, ao aprendizado, assim como seus colegas da sala regular. Isso deve ser feito considerando as necessidades específicas de cada criança PNEE e deve promover a autonomia, a integração social e a participação no mercado de trabalho e na sociedade (BRASIL, 2008). As salas de recursos multifuncionais devem ser equipadas com instrumentos necessários a essas crianças e tecnologia atual, por exemplo: computadores, laptops, impressoras laser, impressoras Braile e scanner. Os materiais e o mobiliário devem ser adaptados e os investimentos devem ser bem realizados, sem desperdício de investimento, pois muitas vezes se compra um material que não é necessário enquanto esse mesmo material faz falta à outra sala de recursos. Portanto, a escola deve avaliar bem a demanda por atendimento para saber o que reivindicar da Secretaria de Educação e para que esta saiba como atender as necessidades da escola e do público com NEE que a escola receberá em sua sala de AEE. 13 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE 14 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE As salas de atendimento educacional especializado têm como objetivo atender as crianças com necessidades educacionais especiais. Mas quais seriam essas necessidades? Sobre o público que essas salas irão atender, o artigo 2º da Lei nº 7611 traz o seguinte: Art. 2º A educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. § 1º Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão denominados atendimento educacional especializado, compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestado das seguintes formas: I - complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou II - suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação (PLANALTO, 2011). 15 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE Como pudemos observar, alunos com todos os tipos de deficiência têm direito ao atendimento educacional especializado, e essas deficiências incluem: a física (que compromete a mobilidade, a coordenação motora e em alguns casos, a fala); a intelectual (inteligência abaixo da média); auditiva e visual; além de casos de deficiências múltiplas. Também são atendidos alunos com altas habilidade e superdotação, que acabam tendo dificuldades de adaptação ao ensino tradicional, eles precisam ter suas habilidades exploradas e desenvolvidas. A lei também prevê atendimento aos Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) que são distúrbios de interações sociais que surgem na infância. Têm padrão comportamental estereotipado e repetitivo e dificuldades de comunicação verbal. Os mais comuns são a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett. Atualmente o Asperger está dentro do Transtorno do Espectro Autista – TEA, também atendido em salas de AEE. 16 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE 17 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE Dos muitos desafios que a inclusão do aluno PNEE na escola de ensino regular enfrenta e a promoção do acesso desse aluno ao aprendizado, podemos levantar aqui três aspectos importantes em relação ao atendimento especializado ao qual esse aluno tem direito: abrir uma AEE, equipá-la e cumprir seus objetivos. Vamos analisar cada um deles. O desafio em se abrir uma sala de atendimento educacional especializado é enorme. O professor de AEE tem grandes responsabilidades, atendendo um público tão diversificado e com as mais variadas dificuldades de aprendizagem. Mas imagine quando a escola não conta com os recursos dessas salas! Equipar uma escola para a inclusão é um grande desafio. O professor que tem alunos de inclusão e não conta com apoio especializado deve comunicar a escola e exigir que esta providencie o auxílio. A escola tem obrigação de pedir à Secretaria de Educação. A secretaria, seja ela municipal ou estadual que não oferece os recursos especializados para atender crianças PAEE devem ser denunciadas ao Ministério Público para que esse investigue a situação. 18 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE Se o caso for de uma escola particular, o procedimento é o mesmo. A Secretaria da Educação Municipal deve exigir providências da escola e caso esta não se adeque, deve ser denunciada. Todas as escolas, públicas ou particulares devem aceitar a matrícula de qualquer aluno, independentemente de sua condição. Além desse primeiro desafio, quando uma escola já pode contar com a sala de AEE, ela tem que equipá-la de forma a atender as necessidades de seus alunos. Quando a quantidade de alunos com necessidade de atendimento educacional especializado é muito grande, acaba ocorrendo também uma grande variedade de necessidades. Então, a escola precisará de recursos para comprar material e equipamento para que todos sejam atendidos, o que pode demorar. 19 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE Por fim, manter uma sala de AEE e fazer com que ela cumpra seus objetivos também é um grande desafio, dessa vez, no campo pedagógico. Por exemplo, alfabetizar o aluno surdo em Libras e depois providenciar um intérprete para ele assistir as aulas na sala de ensino regular, providenciar material em braile para o aluno cego e ensiná-lo a usar e identificar sinais de comprometimento cognitivo ou comportamental que indique uma síndrome ou distúrbio. Atender a todas as dificuldades e conseguir sucesso no processo de ensino-aprendizagem de todos os alunos PNEE é com certeza o maior desafio das salas de AEE atualmente, assim como da escola de forma geral. Por isso, é muito importante que as pessoas que trabalham nessas salas sejam qualificadas. A seguir, iremos descrever como deve ser a formação dos professores que vão oferecer atendimento especializado ao aluno com NEE, quais as qualificações necessárias para se atuar nessas salas e como é o cotidiano desse profissional atendendo a tanta diversidade de necessidades. 20 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE 21 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com /www.ewcursos.com CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE Para atuar em sala de recursos com atendimento educacional especializado, o professor deve estar preparado para lidar com vários tipos de deficiência, entender os transtornos globais de desenvolvimento e saber motivar os alunos com altas habilidades e superdotação. São muitas as atribuições e responsabilidades do professor da sala, para isso, ele precisa ter uma formação especializada. De acordo com a Resolução CNE /CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, no artigo 18, § 1º, de que 22 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE 1º São considerados professores capacitados […] aqueles que comprovem que, em sua formação, de nível médio ou superior, que foram incluídos conteúdos sobre educação especial adequado ao desenvolvimento de competências e valores para […] perceber as necessidades educacionais especiais dos alunos e valorizar e educação inclusiva. […] 3º Os professores especializados em educação especial deverão comprovar formação em cursos de licenciatura em Educação Especial ou em uma área específica. […] ou complementação de estudos de pós-graduação em área específica da educação especial (BRASIL, 2001). 23 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE Dito isso, os professores, para serem admitidos como professores de AEE, precisam ter uma formação específica. Ou seja: ● Ser formado em algum tipo de Licenciatura; ● Ser formado em curso de nível médio ou superior com os conteúdos sobre Inclusão e Educação Especial; ● Ter Especialização (lato sensu ou strictu sensu) em Educação Especial. O professor de AEE vai desenvolver conteúdo pedagógico, propiciar o acesso ao material inclusivo, trabalhar em conjunto com pais e professores do aluno e acompanhar o aprendizado da criança com NEE. A seguir veremos suas responsabilidades. 24 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE 25 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE Dentro da escola, o professor de atendimento educacional especializado vai ter as seguintes funções: ➢ Avaliar os recursos pedagógicos de acessibilidade; ➢ Objetivos e propostas inclusivas do currículo; ➢ Criar uma rede de troca de experiências com pais, professores e outros profissionais que atuam na inclusão escolar; ➢ Identificar as necessidades educacionais especiais dos alunos e promover os recursos de apoio; ➢ Reservar um dia da semana para trocar experiências com outros profissionais tais como o Coordenador Pedagógico, Professor Regente, Profissional de Apoio à Inclusão, Intérpretes de Libras, Instrutor de Braille/Libras; ➢ Manter a sala de AEE atualizada, organizada e funcional; ➢ Manter registros de atividades e frequência dos alunos; ➢ Acompanhar individualmente o aluno e fazer um planejamento específico para cada um; ➢ Atender no mínimo duas horas semanais; ➢ Ajudar na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola para incluir as teorias e práticas inclusivas; 26 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE No caso das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, o MEC elaborou uma nota técnica (nº 24/2013/MEC/SECADI/DPEE) sobre como deve ser o atendimento da criança com TEA. Esse atendimento deve ter como objetivos: diminuir as reações negativas que o TEA costuma apresentar no contexto escolar; desenvolver habilidades e competências necessárias ao convívio social e acadêmico; desenvolver autonomia e independência; estimular a socialização e a integração do aluno na escola e desenvolver método e avaliação adequados ao transtorno. 27 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE 28 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE A tecnologia pode auxiliar muito o aprendizado e as atividades cotidianas da criança com deficiência e com necessidades educacionais especiais. O professor de AEE deve estar atualizado em relação à tecnologia assistiva e aos sistemas de comunicação alternativa e ampliada. Os cursos de formação de professores ainda são carentes de disciplinas que informem sobre as tecnologias atuais e ensine a lidar com elas, e principalmente, aplicá-las na educação. A tecnologia assistiva ainda não é suficientemente usada e conhecida. Esse tipo de tecnologia se caracteriza pela interdisciplinaridade e pelo uso de produtos, recursos, métodos e estratégias que atuem como facilitadores para as atividades práticas dos deficientes, aumentando sua funcionalidade, autonomia e sua participação no cotidiano escolar. 29 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE Esses recursos variam de os mais simples, como um lápis adaptado a uma pulseira para o aluno conseguir escrever até um software que permita transformar movimentos oculares em palavras, o objetivo é sempre proporcionar uma ação que é impedida ou dificultada pela deficiência. Vejamos alguns exemplos: ➔ Tapete alfabético encaixado; ➔ Teclado com colmeia ➔ Mouse com entrada para acionador e o acionador pelo toque; ➔ Sacolão criativo; ➔ Dominó em Libras; ➔ Lupa eletrônica; ➔ Memória de numerais 30 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE Além desses, temos muitos materiais adaptados para a criança com NEE. Também podemos usar, dentro da Tecnologia Assistiva, a comunicação alternativa e ampliada que usa outras formas de transmitir mensagens que não seja a verbal, como cartões com símbolos e imagens. Também pode recorrer a gestos, expressões e sinais. O objetivo é conseguir aumentar a comunicabilidade do e com o aluno com dificuldades. Quanto mais recursos que permitam o aprendizado da criança, melhor equipada será a sala de AEE e cabe ao professor especialista usar ao máximo todos os recursos disponíveis na sala. Veremos mais à frente o que deve haver em salas de AEE no que se refere aos materiais e equipamento didáticos. 31 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO 32 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO Uma criança com deficiência ou dificuldades graves de aprendizagem tem o direito legal de ter apoio educacional especializado, então, surgiu o AEE, que vai elaborar um plano de aprendizagem específico para essa criança. Muitas pessoas, incluindo educadores, ainda são céticos em relação a um ensino para todos. Apoiam a ideia de inclusão, mas acham que ela não se tornará efetiva na prática. Essas pessoas defendem que haja uma escola especial para atender esses alunos. O AEE vem para ajudar a difundir uma prática inclusiva, pois integra o aluno quadro regular, porém dá a esse aluno a complementação necessária para sua evolução. Assim, a escola consegue cumprir seu papel de acolher a todos, mas não ignora as diferenças e as necessidades especiais. Ao contrário do que muitos ainda pensam, o aluno especial não precisa estar isolado para aprender. O que ele precisa é que o ambiente não seja um obstáculo a mais para ele, por isso a necessidade de adaptações na escola. Quem lida com educação deve lembrar que toda criança tem necessidades educacionais próprias, pois a sala de aula envolve muita diversidade. Portanto,sempre precisaremos adaptar conteúdos, métodos, avaliações. 33 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO O embora o aluno tenha um professor especialista, é muito importante que o professor desse aluno também recorra ao AEE para se informar, trocar experiências e tirar dúvidas sobre as necessidades do aluno. Sabemos que é difícil ser versátil o suficiente para tantas diferenças dentro de uma escola, mas analisar caso por caso e ir inserindo adaptações aos poucos vai trazer mudanças boas e significativas, já é melhor que cruzar os braços. Quando o professor se informa sobre o distúrbio, transtorno ou deficiência de seu aluno e conhece as manifestações das mesmas, pode prever situações e elaborar estratégias de atuação e intervenção com esse aluno. Isso ajudará na parte comportamental, que envolve a socialização e também na didática, já que o professor conhecerá as dificuldades do aluno e poderá trabalhar para diminuí-las. Portanto, o professor do AEE será uma fonte segura e importante de conhecimento para esse professor. 34 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO Além disso, as salas de atendimento especializado fornecem ao aluno com NEE um lugar adaptado para suas necessidades educacionais e com ensino voltado para essas necessidades. As prefeituras e estados precisam oferecer esse atendimento o máximo possível. Sabemos que os recursos não são suficientes para abrir salas de recursos em todas as escolas do país, mas ainda assim, o investimento ainda é muito pouco. Os mais de 20 anos de mudanças em nossas leis, e principalmente de atuação da LDB, trouxeram muitos resultados positivos. Atualmente temos muitos adultos portadores de necessidades especiais incluídos no mercado de trabalho e tendo uma vida social funcional. Com autonomia e independência em relação ao Estado, esses deficientes provam o valor do investimento no AEE na escola. 35 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO 36 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO O atendimento educacional especializado (AEE) nunca deve substituir o atendimento psicopedagógico ou neuropsicopedagógico. O AEE é um complemento à educação oferecida na escola, ele vai elaborar conteúdos acadêmicos contemplando a deficiência, o transtorno ou altas habilidades do aluno. Esse atendimento vai caminhar paralelo ao trabalho do professor da sala de ensino regular do aluno com NEE. Jamais deve ser trocado por atendimento neuro/psicopedagógico. O mesmo vale para o atendimento de outros profissionais como psicólogos, psiquiatras ou fonoaudiólogos. Pesquisas mostram que cada transtorno ou deficiência vai precisar de um acompanhamento multidisciplinar. Isso porque cada profissional vai trabalhar em cima de uma dificuldade, ou para desenvolver uma determinada habilidade. Os profissionais que atuam fora da escola, também auxiliam a família da criança PNEE, ajudando a mesma a lidar com o comportamento da criança, com possíveis crises e as dificuldades em relação ao desenvolvimento escolar. A falta de um acompanhamento específico pode ser muito nociva ao progresso da criança com problemas de aprendizado. 37 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO A diferença entre os atendimentos está na função pedagógica que desempenham. O AEE funciona na escola, para a escola. Ela vai fazer o possível para essa escola ser inclusiva e acolher e ensinar todos os alunos. Para isso, usará seus recursos para modificar currículo, estrutura e espaços, se necessário. Também atenderá cada aluno com necessidades educacionais especiais, de forma específica para cada um deles. Cada escola tem um projeto de AEE, porque cada escola de recursos e público diferentes. O atendimento especializado vai acontecer em espaços próprios, sempre atendendo ao projeto político pedagógico da escola. Já o atendimento psicopedagógico faz um planejamento individualizado para melhorar a vida escolar do aluno, incluindo análise e propostas para pais e professores. O psicopedagogo identifica as dificuldades e elabora um programa personalizado para diminuir ou superar essas dificuldades de aprendizagem, incluindo em seu projeto, práticas dentro e fora da escola. As causas dessas dificuldades podem ser de natureza emocional, mental, social ou física e seja qual for essa causa ela será ponto de partida do trabalho desse profissional. 38 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO Quando a criança apresentar um comprometimento cognitivo, intelectual, ela deve contar também com acompanhamento Neuropsicopedagógico. Esse profissional vai identificar as causas das dificuldades que tem origem neural e desenvolver um trabalho de ampliação de habilidades, de desenvolvimento de competências e de superação de dificuldades, se possível. Os métodos do neuropsicopedagogo envolvem exercícios cognitivos, de memória, coordenação motora grossa e fina, tudo que exercite o cérebro e desperte áreas adormecidas. Pensar, refletir, trabalhar com lógica, com resolução de problemas, despertar curiosidade pelo aprendizado e melhorar a motivação em relação a este. Neuro ou Psicopedagogo irão trabalhar com a autoestima da criança em relação ao conhecimento e o processo de aprendizagem. Vai verificar a relação dessa criança com o ambiente escolar, com as formas pela qual é ensinada e a vontade que ela manifesta de aprender. Percebemos assim, que quanto mais acompanhamento de profissionais uma criança com dificuldades escolares tiver, mais chances de sucesso no aprendizado ela terá. 39 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE 40 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE Já comentamos anteriormente que a escola deve dispor em seu PPP, projeto político pedagógica a oferta do AEE, isso de acordo com a Resolução CNE/CEB nº 4/2009, art. 10º. Essa resolução informa que nesse projeto devem constar os seguintes itens (MEC, 2010, p.7): I - Sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos; II - Matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola; III - Cronograma de atendimento aos alunos; IV - Plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas; V - Professores para o exercício do AEE; 41 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE VI - Outros profissionais da educação: tradutor intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente ás atividades de alimentação, higiene e locomoção; VII - Redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE. 42 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE Ainda dentro desse projeto, a escola deve organizar o atendimento nas salas de AEE, instituindo carga horária para cadaaluno ou grupos de alunos com NEE. Também deve fornecer espaço físico acessível e com materiais adequados; professores especializados e profissionais de apoio às atividades diárias; e registro anual no Censo Escolar MEC/INEP das matriculas no AEE. O atendimento educacional especializado deve ser realizado preferencialmente em uma sala de recursos multifuncional. Essas salas foram criadas pelo Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, instituído pelo MEC/SEESP por meio da Portaria Ministerial nº 13/2007, integra o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE (MEC, 2010). Importante aqui colocar a diferença entre AEE e sala de recursos. Antes, é preciso entendermos que existe uma diferença entre Sala de Recursos Multifuncional (SRM) e a Sala de Apoio Pedagógico (SAP): a primeira vai atender deficiências, TEA e altas habilidades/superdotação, enquanto a segunda atenderá distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia, etc. 43 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE Portanto, o AEE é algo realizado dentro da SRM, enquanto na SAP se realiza atendimento psicopedagógico. Para que o AEE seja bem realizado, a sala de recursos multifuncional deve estar equipada com recursos físicos e tecnológicos Mas o que uma escola deve fazer para abrir sua sala de recursos e pedir AEE? Quem define as escolas que serão contempladas com o AEE são os gestores dos sistemas de ensino, atendendo a demanda por esse atendimento. A escola deve procurar a sua Secretaria de Educação, que deve elaborar o PAR – Plano de Ações Articuladas, que trará o registro da demanda por atendimento especializado em sua rede de ensino. A escola contemplada deve ser de ensino regular, com matrícula de alunos dentro do público-alvo do AEE, tanto a escola como os alunos devem ser registrados nos Censo Escolar/INEP, para a implantação da sala. Assim: A Secretaria de Educação efetua a adesão, o cadastro e a indicação das escolas contempladas por meio do Programa no Sistema de Gestão Tecnológica do Ministério da Educação – SIGETEC, endereço http://sip.proinfo.mec.gov.br (MEC, 2010, p.10). 44 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com http://sip.proinfo.mec.gov.br/ www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE O registro é feito seguindo o Manual Passo a Passo das Salas de Recursos Multifuncionais e seguem os passos seguintes (MEC, 2010, p.10): ● Adesão e cadastro do gestor do Município (Prefeito), Estado ou Distrito Federal (Secretário de Educação); ● Indicação das escolas conforme os critérios do Programa; ● Confirmação de espaço físico para a sala; ● Confirmação de professor para atuar no AEE. Após a confirmação das salas nas escolas, as secretarias devem monitorar a instalação dos recursos nas salas, orientar a elaboração do PPP, acompanhar o funcionamento do AEE e prover a manutenção desses recursos. A entrega dos equipamentos é feita diretamente nas escolas por empresas responsáveis em um prazo determinado. O MEC monitora essa entrega e se incumbe de fiscalizá-las. Esses equipamentos vêm com garantia e devem ser adequadamente montados (MEC, 2010). 45 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE A entrega e a montagem do mobiliário devem ser realizadas em 180 dias e a garantia é de 12 meses a partir do recebimento. Do software Comunicação Alternativa a entrega deve ser em até 120 dias consecutivos a contar da sua Autorização; com garantia de 12 meses a partir da data do Termo de Recebimento (MEC, 2010). Os equipamentos de Informática devem ser entregues em até 180 dias consecutivos da sua autorização e instalados em até 40 dias após o recebimento, com garantia de 36 meses a partir da data do Termo de Aceitação (MEC, 2010). Todos os equipamentos vêm com registro patrimonial e os itens de tecnologia com chave de segurança. A escola deve zelar pela segurança e funcionamento dos equipamentos e no caso de furto deve informar imediatamente a polícia. 46 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO 47 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO O MEC categoriza as salas de AEE de acordo com as deficiências e necessidades, para poder distribuir materiais e equipamentos específicos. Vamos ver a seguir as categorias atendidas nas salas de AEE: ● Deficiência Auditiva. Nesse tipo de sala devem constar as adaptações e tecnologias adequadas para os alunos surdos ou com perda auditiva. A orientação é para que o professor especialista ensine Libras ao aluno surdo e este seja alfabetizado na mesma. O objetivo é que através da Libras esse aluno aprenda o Português e se alfabetize também no mesmo, sendo capacitado a usar as duas línguas em seu cotidiano escolar e social. O plano de aula do aluno é elaborado e aplicado em conjunto pelo professor especialista de AEE e o professor da sala comum. 48 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO ● Deficiência Visual. Alunos cegos e com baixa visão são atendidos, preferencialmente, em salas de recursos multifuncionais do tipo 2, que devem ter material em código braile para a educação desses alunos, além, claro, das adaptações físicas e digitais, como audiodescritores. Também deve haver recursos de tecnologia assistiva, como material com textura ou alto relevo, lupas, telescópios e óculos especiais. ● Deficiência Física. A escola que tem alunos com NEE e deficiência física deve adaptar-se para que esse aluno possa se locomover com segurança e aprender de modo confortável, por isso, a sala de AEE também deverá atender as necessidades desse aluno, tanto em sua estrutura física como pedagógica. Como a deficiência física varia muito, cabe aos profissionais da escola, incluindo o professor de AEE, planejar o conteúdo pedagógico adequado. No caso dos materiais, a sala deve contar com os recursos da tecnologia assistiva e também pode se usar a Comunicação Alternativa e Ampliada, se necessário. 49 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO ● Deficiência Mental. Para alunos com deficiência mental o principal objetivo educacional é a alfabetização e a prática de leitura/escrita. Para isso, a sala de recursos deve contar com material didático instrucional tanto para o ensino, como para as avaliações dessa criança. A comunicação também pode ser alternativa e ampliada. ● Deficiências Múltiplas. Algumas crianças apresentam mais de uma deficiência em seu quadro clínico. O atendimento deve ser oferecido da mesma forma, acolhendo e ensinando. Para cada deficiência da criança o professor vai desenvolver atividades que ajudem o aluno a superar suas dificuldades e desenvolver suas habilidades. 50 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO ● Transtornos Globais de Desenvolvimento Entre os transtornos mais comuns está o TEA (Transtorno do Espectro Autista) que inclui os 3 graus de autismo mais a Síndrome de Asperger. Dada a variedade de manifestação dos sintomas e intensidade dos mesmos, o professor deve ser cuidadoso ao elaborar o planejamento escolar dessa criança. A Síndrome de Rett também é um TGD comum. Ela se manifesta por um defeito no cromossomo X, ou seja, mais em meninas e compromete o desenvolvimento físico e mental. Outra síndrome comum é a de Kanner, mais comum em meninos, que apresentam uma introspecção severa e total falta de comunicação verbal.Todos devem ser atendidos em salas de AEE focando principalmente o desenvolvimento da interação social e da comunicação, para que possa se dar início ao processo de ensino/aprendizagem. 51 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO ● Altas Habilidades e Superdotação. As crianças com potencial alto de desenvolvimento, ou seja, altas habilidades e superdotação também devem ser atendidas em salas de AEE. Esses alunos têm envolvimento intenso com uma ou mais áreas de conhecimento e precisam receber estímulos adequados, através de material e método didáticos específicos. A motivação da criança deve ser não só na área intelectual, mas no lazer, na arte, na cultura e na vida social. O planejamento escolar do aluno com AH e SD é feito em conjunto com o professor da sala comum e deve focar nos objetivos que citamos, a avaliação também deve ser pensada de forma a contemplar o desenvolvimento global do aluno. 52 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO ● Equipamentos específicos das salas de AEE Para receber equipamentos específicos para atender a essas categorias, temos dois tipos de salas de AEE citadas no Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais, publicado pelo MEC, em 2010. Para a sala tipo 1, temos: Microcomputadores; Material Dourado; Laptop; Esquema Corporal; Estabilizador; Bandinha Rítmica; Scanner; Memória de Numerais; Impressora laser; Tapete Alfabético Encaixado; Teclado com colmeia; Software Comunicação Alternativa; Acionador de pressão; Sacolão Criativo Monta Tudo; Mouse com entrada para acionador; Quebra Cabeças - seqüência lógica; Lupa eletrônica; Dominó de Associação de Ideias; Dominó de Frases; Mesa redonda; Dominó de Animais em Libras; Cadeiras; Dominó de Frutas em Libras; Mesa para impressora; Dominó tátil; Armário; Alfabeto Braille; Quadro branco; Kit de lupas manuais; Mesas para computador; Plano inclinado – suporte para leitura; Cadeiras; Memória Tátil (MEC, 2010, p.11). A sala de tipo II contém todos os recursos da sala tipo I, adicionados os recursos de acessibilidade para alunos com deficiência visual, tais como: Equipamentos e Matérias Didático/Pedagógico; Uma Impressora Braille – pequeno porte e uma Máquina de datilografia Braille; Reglete de Mesa; Punção; Soroban; Guia de Assinatura; Kit de Desenho Geométrico; Calculadora Sonora (MEC, 2010, p.12). 53 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Conclusões 54 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com Conclusões Para que se entenda mais amplamente como o AEE funciona em todo o território nacional é importante que salientemos aqui que a implantação e o funcionamento desse atendimento irão variar bastante, de acordo com a demanda e de acordo com a rede de ensino. Portanto, para se aprofundar mais no conhecimento sobre AEE e implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, recomendamos a leitura da legislação específica do município e do estado em que se pretende trabalhar com esse atendimento. Essa legislação vai esclarecer a demanda local, os critérios para a implantação das salas de recursos e do AEE, as escolas regulares da rede de ensino e quais já tem atendimento, e a seleção dos profissionais que atuarão nessas salas. 55 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com BIBLIOGRAFIA 56 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com BIBLIOGRAFIA BRASIL, DECRETO Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011 – Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. BRASÍLIA, 2011. BRASIL, Resolução CNE/CEB nº2, de 11 de setembro de 2001 – Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. BRASÍLIA, 2001. BRASIL, Nota Técnica nº 24/2013/MEC/SECADI/DPEE, Orientação aos Sistemas de Ensino para a implementação da Lei nº 12.764/2012. BRASÍLIA, 2013. MEC/SEESP. Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais. BRASÍLIA – DF: MEC/SEESP, 2010. 57 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com ANEXO 1 58 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE A professora P.F.C é Pedagoga e Mestre em Educação Especial. É professora especialista em Libras e Educação de Surdos. A professora P. trabalha há 9 anos em uma sala de recursos paulista voltada para surdos. Aqui, a profissional faz um relato de seu trabalho destacando alguns pontos que achamos interessante colocar em tópicos, vejamos: ➢ O trabalho de motivação com os alunos com NEE é constante, pois como eles não são obrigados a frequentar as salas de AEE eles podem desanimar e não ir ao atendimento, por isso, a professora P. está sempre diversificando suas atividades. Para que essas sejam interessantes, ela usa bastante o lúdico e os conteúdos que tenham relação com a rotina escolar e social do aluno; ➢ O trabalho colaborativo com os professores da sala comum do aluno é muito importante, pois ela precisa dos conteúdos específicos das disciplinas que não domina para trabalhar com os alunos na sala de AEE. Isso fica mais complicado quando a sala dela recebe alunos de outras escolas, pois o acesso aos professores desses alunos é mais difícil; 59 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE ➢ Atualmente as salas vivem uma escassez de recursos, como lida com surdos, ela aposta em sua habilidade para ensinar em Libras e usa muito a internet para baixar arquivos com materiais e orientações; ➢ Uma das principais barreiras que a professora diz enfrentar, porém, não é a relacionada aos recursos, mas a humana. Muitos colegas são céticos em relação ao AEE e muitos pais também. Acreditar no especialista, em suas recomendações e aulas, acreditar na importância de um atendimento especializado, a gestão apoiar esse atendimento, tudo isso faz mais falta, segundo ela, que um ou outro material; ➢ A participação dos pais é muito importante para reforçar o aprendizado. Muitas coisas que a professora ensina em sala, o aluno pratica em casa, principalmente na língua de sinais; 60 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com www.fbvcursos.com / www.ewcursos.com RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE A professora também deixa alguns conselhos para quem for atuar como especialista em sala de recursos: ➢ Estude muito e estude sempre, principalmente as dificuldades dos seus alunos; ➢ Represente esses alunos, lute por eles e pelos direitos que eles têm. Ela diz que muitas vezes é a voz desses alunos na escola e para a família, então é muito importante que o professor seja um defensor dessa criança e sua educação; ➢ Empoderar esses alunos para que possam ser voz ativa na sociedade e nunca se curvem diante do preconceito e das dificuldades; ➢ Olhar o aluno antes da deficiência, não deixar que esse aluno seja definido somente como o cego, ou o surdo e etc.; ➢ Trabalhar antes as habilidades que as dificuldades. Enfim, pelo relato da professora P. percebemos que a calma, a perseverança diante das dificuldades deve guiar a postura do professor em salas com AEE. Também é importante fortalecer a parceria com família e professores da sala comum. É preciso estar atualizados e trocar experiências o máximo possível com outras pessoas da área. Em relação ao aluno, sempre tratá-lo com respeito e carinho, preparando-o para uma vida em sociedade. 61 http://www.fbvcursos.com http://www.ewcursos.com