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Apostila sobre Atendimento Educacional Especializado (AEE) com histórico legal e capítulos sobre objetivos, público, desafios, profissionais e atribuições; tecnologia assistiva; AEE e atendimento neuro/psicopedagógico; implantação, tipos e funcionamento de salas; bibliografia e anexo

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ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO - AEE
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................03
CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS 
OBJETIVOS...............................................................................................................09
CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE………………..…......................14
CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE..................................................................17
CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE..................................21
CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE…………….....25
CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE............................................28
CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO…....32
CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO....……………….....36
CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE…………………...40
CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS DE AEE E SEU FUNCIONAMENTO..............................47
CONCLUSÃO..................................................................................................................................54
BIBLIOGRAFIA...............................................................................................................................56
ANEXO 1 – RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE………………..58
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INTRODUÇÃO
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Introdução
Durante muito tempo as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) foram marginalizadas e 
segregadas no ambiente escolar e posteriormente na sociedade. Novas pesquisas e estudos mostraram que 
essa forma de tratar essas crianças era não só equivocada, como criminosa, pois lhes tirava os direitos que as 
pessoas comuns têm de acesso ao conhecimento e à uma vida social autônoma e plena.
Com base em novas pesquisas e acompanhando o cenário mundial, nossa legislação veio evoluindo, desde a 
década de 1970, e foi promovendo cada vez mais a inclusão do deficiente. Nesse aspecto, destacamos a 
Constituição Federal de 1988 que afirmou pela primeira vez as necessidades especiais das pessoas com 
algum tipo de deficiência e recomendou a inclusão das crianças com deficiência no ensino regular.
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Introdução
Em 1989 a Lei nº 7.853 traz um texto sobre a integração das pessoas com deficiência, principalmente na 
escola. A Educação Especial passa a ser obrigatória na rede pública e recomenda que as crianças deficientes 
frequentem o ensino regular, desde que adaptem. Ainda não é uma lei inclusiva, porém já é mais um avanço.
Podemos dizer que o grande impulso que a educação inclusiva obteve foi na década de 1990, com a 
Conferência Mundial sobre Educação Especial, em 1994, na cidade espanhola de Salamanca. Nessa 
conferência foi redigida a Declaração de Salamanca na qual vários países, incluindo o Brasil, se 
comprometeram a formular leis inclusivas, para atender deficientes, problemas de aprendizagem e promover a 
inclusão social.
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Introdução
Inspirada nessas novas propostas, em 1996, é promulgada a Lei nº 9.394, a nova Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB). Essa lei garantia o acesso de todos os alunos em idade escolar à rede de ensino 
regular, com o objetivo de Educação para Todos, isso significava também incluir alunos com necessidades 
educacionais especiais.
Com essa lei, a educação brasileira sofreu uma revolução: cursos de graduação foram atualizados visando 
atender as novas normas de formação de profissionais da educação, escolas foram reformadas desde sua 
estrutura até a grade curricular e pais tiveram que se adaptar ao fato de terem que mandar os filhos, que antes 
frequentavam escolas especiais, para escolas de ensino regular. Isso causou um grande caos, uma grande 
tensão em todos, fazendo com que muitos se voltassem contra a educação inclusiva.
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Introdução
Os primeiros anos foram de uma árdua adaptação e trouxeram à tona necessidades de se fazer mais 
mudanças. Entre elas, em 2008, temos o decreto nº 6.571 sobre a necessidade da implantação do AEE 
(atendimento educacional especializado) em salas das escolas da rede regular de ensino. O decreto CNE/CEB 
nº4 diz que esse atendimento deve ser feito no contra turno do horário escolar e preferencialmente em salas 
de recursos multifuncionais.
Atualmente, as salas de AEE atendem a maioria das necessidades educacionais especiais (NEE) de alunos 
com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades e superdotação.
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Introdução
Nessa apostila de estudos, iremos conhecer como essas salas funcionam, quais são seus objetivos e quais 
profissionais podem trabalhar nelas. Também veremos como deve ser a formação dos professores das salas 
de AEE, quais alunos se qualificam para esse atendimento e os recursos oferecidos pelas salas de recursos 
multifuncionais.
Traremos exemplos de como o trabalho é desenvolvido nessas salas e como elas são importantes para que a 
educação inclusiva funcione, tranquilizando os professores do ensino regular e os pais dos alunos PNEE 
(portadores de necessidades educacionais especializadas), pois estes percebem que têm auxílio de um 
especialista e não estão sozinhos em suas tarefas.
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CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS
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CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS
Desde que a nova LDB de 1996 foi promulgada a corrida pela inclusão não parou. Passados mais de 20 anos 
ainda temos a necessidade de muitas mudanças. Os professores da rede regular de ensino ficaram na linha 
de frente da inclusão dos deficientes na escola e isso gerou muita ansiedade. Até hoje, muitos se sentem 
inseguros com esse cenário. De todas as dúvidas e reinvindicações, a mais significativa foi a necessidade de 
um atendimento especializado a esses alunos com NEE.
Sendo assim, a abertura das salas de recursos multifuncionais como professor especializado trouxe um 
grande alívio para pais e professores. Qualquer professor que tenha um aluno PNEE em sua sala de ensino 
regular tem o direito de ter atendimento especializado para esse aluno em salas AEE. O professor especialista 
será um facilitador do aprendizado desse aluno, auxiliando também o professor de ensino regular, sanando 
dúvidas e trocando experiências. 
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CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS
De acordo com a lei, cada escola deve ter sua sala AEE, porém, se isso não for possível, o aluno é 
encaminhado à sala mais próxima. Essas salas devem oferecer, além de um professor especializado em 
inclusão, recursos como: ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras), código braile, uso de recursos de 
informática e tecnologia assistiva, e uso de comunicação alternativa e ampliada.
O principal objetivo de uma sala de AEE é proporcionar acesso das crianças com NEE ao processo de 
ensino-aprendizagem. O decreto nº 7611, de 17 de novembro de 2011 traz, em seu artigo 3º, como principais 
objetivos da AEE: 
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CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS
I - Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular e garantir serviços de 
apoio especializados de acordo com as necessidades individuais dos estudantes;
II - Garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;
III - Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no 
processo de ensino e aprendizagem; e
IV - Assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades de 
ensino (PLANALTO, 2011).
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CAPÍTULO 1 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS OBJETIVOS
A função desse atendimento, portanto, é identificar, elaborar e organizar os recursos pedagógicos e de 
acessibilidade para que a criança com NEE tenha acesso ao conhecimento, ao aprendizado, assim como seus 
colegas da sala regular. Isso deve ser feito considerando as necessidades específicas de cada criança PNEE 
e deve promover a autonomia, a integração social e a participação no mercado de trabalho e na sociedade 
(BRASIL, 2008).
As salas de recursos multifuncionais devem ser equipadas com instrumentos necessários a essas crianças e 
tecnologia atual, por exemplo: computadores, laptops, impressoras laser, impressoras Braile e scanner. Os 
materiais e o mobiliário devem ser adaptados e os investimentos devem ser bem realizados, sem desperdício 
de investimento, pois muitas vezes se compra um material que não é necessário enquanto esse mesmo 
material faz falta à outra sala de recursos.
Portanto, a escola deve avaliar bem a demanda por atendimento para saber o que reivindicar da Secretaria de 
Educação e para que esta saiba como atender as necessidades da escola e do público com NEE que a escola 
receberá em sua sala de AEE.
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CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE
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CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE
As salas de atendimento educacional especializado têm como objetivo atender as crianças com necessidades 
educacionais especiais. Mas quais seriam essas necessidades? Sobre o público que essas salas irão atender, 
o artigo 2º da Lei nº 7611 traz o seguinte:
Art. 2º A educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que 
possam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e 
altas habilidades ou superdotação.
§ 1º Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão denominados atendimento educacional 
especializado, compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados 
institucional e continuamente, prestado das seguintes formas:
I - complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, como apoio 
permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou
II - suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação (PLANALTO, 2011).
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CAPÍTULO 2 – O PÚBLICO DAS SALAS DE AEE
Como pudemos observar, alunos com todos os tipos de deficiência têm direito ao atendimento educacional 
especializado, e essas deficiências incluem: a física (que compromete a mobilidade, a coordenação motora e 
em alguns casos, a fala); a intelectual (inteligência abaixo da média); auditiva e visual; além de casos de 
deficiências múltiplas.
Também são atendidos alunos com altas habilidade e superdotação, que acabam tendo dificuldades de 
adaptação ao ensino tradicional, eles precisam ter suas habilidades exploradas e desenvolvidas.
A lei também prevê atendimento aos Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) que são distúrbios de 
interações sociais que surgem na infância. Têm padrão comportamental estereotipado e repetitivo e 
dificuldades de comunicação verbal. Os mais comuns são a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a 
Síndrome de Rett. Atualmente o Asperger está dentro do Transtorno do Espectro Autista – TEA, também 
atendido em salas de AEE.
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CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE
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CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE
Dos muitos desafios que a inclusão do aluno PNEE na escola de ensino regular enfrenta e a promoção do 
acesso desse aluno ao aprendizado, podemos levantar aqui três aspectos importantes em relação ao 
atendimento especializado ao qual esse aluno tem direito: abrir uma AEE, equipá-la e cumprir seus objetivos. 
Vamos analisar cada um deles.
O desafio em se abrir uma sala de atendimento educacional especializado é enorme. O professor de AEE tem 
grandes responsabilidades, atendendo um público tão diversificado e com as mais variadas dificuldades de 
aprendizagem. Mas imagine quando a escola não conta com os recursos dessas salas!
Equipar uma escola para a inclusão é um grande desafio. O professor que tem alunos de inclusão e não conta 
com apoio especializado deve comunicar a escola e exigir que esta providencie o auxílio. A escola tem 
obrigação de pedir à Secretaria de Educação. A secretaria, seja ela municipal ou estadual que não oferece os 
recursos especializados para atender crianças PAEE devem ser denunciadas ao Ministério Público para que 
esse investigue a situação.
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CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE
Se o caso for de uma escola particular, o procedimento é o mesmo. A Secretaria da Educação Municipal deve 
exigir providências da escola e caso esta não se adeque, deve ser denunciada. Todas as escolas, públicas ou 
particulares devem aceitar a matrícula de qualquer aluno, independentemente de sua condição.
Além desse primeiro desafio, quando uma escola já pode contar com a sala de AEE, ela tem que equipá-la de 
forma a atender as necessidades de seus alunos. Quando a quantidade de alunos com necessidade de 
atendimento educacional especializado é muito grande, acaba ocorrendo também uma grande variedade de 
necessidades. Então, a escola precisará de recursos para comprar material e equipamento para que todos 
sejam atendidos, o que pode demorar.
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CAPÍTULO 3 – OS DESAFIOS DO AEE
Por fim, manter uma sala de AEE e fazer com que ela cumpra seus objetivos também é um grande desafio, 
dessa vez, no campo pedagógico. Por exemplo, alfabetizar o aluno surdo em Libras e depois providenciar um 
intérprete para ele assistir as aulas na sala de ensino regular, providenciar material em braile para o aluno 
cego e ensiná-lo a usar e identificar sinais de comprometimento cognitivo ou comportamental que indique uma 
síndrome ou distúrbio.
Atender a todas as dificuldades e conseguir sucesso no processo de ensino-aprendizagem de todos os alunos 
PNEE é com certeza o maior desafio das salas de AEE atualmente, assim como da escola de forma geral. Por 
isso, é muito importante que as pessoas que trabalham nessas salas sejam qualificadas. A seguir, iremos 
descrever como deve ser a formação dos professores que vão oferecer atendimento especializado ao aluno 
com NEE, quais as qualificações necessárias para se atuar nessas salas e como é o cotidiano desse 
profissional atendendo a tanta diversidade de necessidades.
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CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE
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CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE
Para atuar em sala de recursos com atendimento educacional especializado, o professor deve estar preparado 
para lidar com vários tipos de deficiência, entender os transtornos globais de desenvolvimento e saber motivar 
os alunos com altas habilidades e superdotação.
São muitas as atribuições e responsabilidades do professor da sala, para isso, ele precisa ter uma formação 
especializada. De acordo com a Resolução CNE /CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, no artigo 18, § 1º, de 
que 
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CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE
1º São considerados professores capacitados […] aqueles que comprovem que, em sua 
formação, de nível médio ou superior, que foram incluídos conteúdos sobre educação 
especial adequado ao desenvolvimento de competências e valores para […] perceber as 
necessidades educacionais especiais dos alunos e valorizar e educação inclusiva. […] 3º 
Os professores especializados em educação especial deverão comprovar formação em 
cursos de licenciatura em Educação Especial ou em uma área específica. […] ou 
complementação de estudos de pós-graduação em área específica da educação especial 
(BRASIL, 2001).
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CAPÍTULO 4 – OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO AEE
Dito isso, os professores, para serem admitidos como professores de AEE, precisam ter uma formação 
específica. Ou seja:
● Ser formado em algum tipo de Licenciatura;
● Ser formado em curso de nível médio ou superior com os conteúdos sobre Inclusão e Educação 
Especial; 
● Ter Especialização (lato sensu ou strictu sensu) em Educação Especial.
O professor de AEE vai desenvolver conteúdo pedagógico, propiciar o acesso ao material inclusivo, trabalhar 
em conjunto com pais e professores do aluno e acompanhar o aprendizado da criança com NEE. A seguir 
veremos suas responsabilidades.
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CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS 
PROFISSIONAIS DE AEE
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CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE
Dentro da escola, o professor de atendimento educacional especializado vai ter as seguintes funções:
➢ Avaliar os recursos pedagógicos de acessibilidade; 
➢ Objetivos e propostas inclusivas do currículo; 
➢ Criar uma rede de troca de experiências com pais, professores e outros profissionais que atuam na 
inclusão escolar;
➢ Identificar as necessidades educacionais especiais dos alunos e promover os recursos de apoio;
➢ Reservar um dia da semana para trocar experiências com outros profissionais tais como o Coordenador 
Pedagógico, Professor Regente, Profissional de Apoio à Inclusão, Intérpretes de Libras, Instrutor de 
Braille/Libras;
➢ Manter a sala de AEE atualizada, organizada e funcional;
➢ Manter registros de atividades e frequência dos alunos;
➢ Acompanhar individualmente o aluno e fazer um planejamento específico para cada um;
➢ Atender no mínimo duas horas semanais;
➢ Ajudar na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola para incluir as teorias e práticas 
inclusivas;
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CAPÍTULO 5 – AS ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE AEE
No caso das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, o MEC elaborou uma nota técnica (nº 
24/2013/MEC/SECADI/DPEE) sobre como deve ser o atendimento da criança com TEA.
Esse atendimento deve ter como objetivos: diminuir as reações negativas que o TEA costuma apresentar no 
contexto escolar; desenvolver habilidades e competências necessárias ao convívio social e acadêmico; 
desenvolver autonomia e independência; estimular a socialização e a integração do aluno na escola e 
desenvolver método e avaliação adequados ao transtorno.
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CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE
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CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE
A tecnologia pode auxiliar muito o aprendizado e as atividades cotidianas da criança com deficiência e com 
necessidades educacionais especiais. O professor de AEE deve estar atualizado em relação à tecnologia 
assistiva e aos sistemas de comunicação alternativa e ampliada.
Os cursos de formação de professores ainda são carentes de disciplinas que informem sobre as tecnologias 
atuais e ensine a lidar com elas, e principalmente, aplicá-las na educação. A tecnologia assistiva ainda não é 
suficientemente usada e conhecida.
Esse tipo de tecnologia se caracteriza pela interdisciplinaridade e pelo uso de produtos, recursos, métodos e 
estratégias que atuem como facilitadores para as atividades práticas dos deficientes, aumentando sua 
funcionalidade, autonomia e sua participação no cotidiano escolar.
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CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE
Esses recursos variam de os mais simples, como um lápis adaptado a uma pulseira para o aluno conseguir 
escrever até um software que permita transformar movimentos oculares em palavras, o objetivo é sempre 
proporcionar uma ação que é impedida ou dificultada pela deficiência. Vejamos alguns exemplos:
➔ Tapete alfabético encaixado;
➔ Teclado com colmeia
➔ Mouse com entrada para acionador e o acionador pelo toque;
➔ Sacolão criativo;
➔ Dominó em Libras;
➔ Lupa eletrônica;
➔ Memória de numerais
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CAPÍTULO 6 – A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO AEE
Além desses, temos muitos materiais adaptados para a criança com NEE. Também podemos usar, dentro da 
Tecnologia Assistiva, a comunicação alternativa e ampliada que usa outras formas de transmitir mensagens 
que não seja a verbal, como cartões com símbolos e imagens. Também pode recorrer a gestos, expressões e 
sinais. O objetivo é conseguir aumentar a comunicabilidade do e com o aluno com dificuldades.
Quanto mais recursos que permitam o aprendizado da criança, melhor equipada será a sala de AEE e cabe ao 
professor especialista usar ao máximo todos os recursos disponíveis na sala. Veremos mais à frente o que 
deve haver em salas de AEE no que se refere aos materiais e equipamento didáticos.
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CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO 
EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
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CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Uma criança com deficiência ou dificuldades graves de aprendizagem tem o direito legal de ter apoio 
educacional especializado, então, surgiu o AEE, que vai elaborar um plano de aprendizagem específico para 
essa criança.
Muitas pessoas, incluindo educadores, ainda são céticos em relação a um ensino para todos. Apoiam a ideia 
de inclusão, mas acham que ela não se tornará efetiva na prática. Essas pessoas defendem que haja uma 
escola especial para atender esses alunos. O AEE vem para ajudar a difundir uma prática inclusiva, pois 
integra o aluno quadro regular, porém dá a esse aluno a complementação necessária para sua evolução. 
Assim, a escola consegue cumprir seu papel de acolher a todos, mas não ignora as diferenças e as 
necessidades especiais.
Ao contrário do que muitos ainda pensam, o aluno especial não precisa estar isolado para aprender. O que ele 
precisa é que o ambiente não seja um obstáculo a mais para ele, por isso a necessidade de adaptações na 
escola. Quem lida com educação deve lembrar que toda criança tem necessidades educacionais próprias, pois 
a sala de aula envolve muita diversidade. Portanto,sempre precisaremos adaptar conteúdos, métodos, 
avaliações.
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CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
O embora o aluno tenha um professor especialista, é muito importante que o professor desse aluno também 
recorra ao AEE para se informar, trocar experiências e tirar dúvidas sobre as necessidades do aluno. Sabemos 
que é difícil ser versátil o suficiente para tantas diferenças dentro de uma escola, mas analisar caso por caso e 
ir inserindo adaptações aos poucos vai trazer mudanças boas e significativas, já é melhor que cruzar os 
braços.
Quando o professor se informa sobre o distúrbio, transtorno ou deficiência de seu aluno e conhece as 
manifestações das mesmas, pode prever situações e elaborar estratégias de atuação e intervenção com esse 
aluno. Isso ajudará na parte comportamental, que envolve a socialização e também na didática, já que o 
professor conhecerá as dificuldades do aluno e poderá trabalhar para diminuí-las. Portanto, o professor do 
AEE será uma fonte segura e importante de conhecimento para esse professor.
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CAPÍTULO 7 – A IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Além disso, as salas de atendimento especializado fornecem ao aluno com NEE um lugar adaptado para suas 
necessidades educacionais e com ensino voltado para essas necessidades. As prefeituras e estados precisam 
oferecer esse atendimento o máximo possível. Sabemos que os recursos não são suficientes para abrir salas 
de recursos em todas as escolas do país, mas ainda assim, o investimento ainda é muito pouco.
Os mais de 20 anos de mudanças em nossas leis, e principalmente de atuação da LDB, trouxeram muitos 
resultados positivos. Atualmente temos muitos adultos portadores de necessidades especiais incluídos no 
mercado de trabalho e tendo uma vida social funcional. Com autonomia e independência em relação ao 
Estado, esses deficientes provam o valor do investimento no AEE na escola.
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CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO 
NEURO/PSICOPEDAGÓGICO
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CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO
O atendimento educacional especializado (AEE) nunca deve substituir o atendimento psicopedagógico ou 
neuropsicopedagógico. O AEE é um complemento à educação oferecida na escola, ele vai elaborar conteúdos 
acadêmicos contemplando a deficiência, o transtorno ou altas habilidades do aluno. Esse atendimento vai 
caminhar paralelo ao trabalho do professor da sala de ensino regular do aluno com NEE. Jamais deve ser 
trocado por atendimento neuro/psicopedagógico.
O mesmo vale para o atendimento de outros profissionais como psicólogos, psiquiatras ou fonoaudiólogos. 
Pesquisas mostram que cada transtorno ou deficiência vai precisar de um acompanhamento multidisciplinar. 
Isso porque cada profissional vai trabalhar em cima de uma dificuldade, ou para desenvolver uma determinada 
habilidade.
Os profissionais que atuam fora da escola, também auxiliam a família da criança PNEE, ajudando a mesma a 
lidar com o comportamento da criança, com possíveis crises e as dificuldades em relação ao desenvolvimento 
escolar. A falta de um acompanhamento específico pode ser muito nociva ao progresso da criança com 
problemas de aprendizado.
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CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO
A diferença entre os atendimentos está na função pedagógica que desempenham. O AEE funciona na escola, 
para a escola. Ela vai fazer o possível para essa escola ser inclusiva e acolher e ensinar todos os alunos. Para 
isso, usará seus recursos para modificar currículo, estrutura e espaços, se necessário. Também atenderá cada 
aluno com necessidades educacionais especiais, de forma específica para cada um deles. Cada escola tem 
um projeto de AEE, porque cada escola de recursos e público diferentes.
O atendimento especializado vai acontecer em espaços próprios, sempre atendendo ao projeto político 
pedagógico da escola. Já o atendimento psicopedagógico faz um planejamento individualizado para melhorar 
a vida escolar do aluno, incluindo análise e propostas para pais e professores.
O psicopedagogo identifica as dificuldades e elabora um programa personalizado para diminuir ou superar 
essas dificuldades de aprendizagem, incluindo em seu projeto, práticas dentro e fora da escola. As causas 
dessas dificuldades podem ser de natureza emocional, mental, social ou física e seja qual for essa causa ela 
será ponto de partida do trabalho desse profissional.
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CAPÍTULO 8 – O AEE E O ATENDIMENTO NEURO/PSICOPEDAGÓGICO
Quando a criança apresentar um comprometimento cognitivo, intelectual, ela deve contar também com 
acompanhamento Neuropsicopedagógico. Esse profissional vai identificar as causas das dificuldades que tem 
origem neural e desenvolver um trabalho de ampliação de habilidades, de desenvolvimento de competências e 
de superação de dificuldades, se possível.
Os métodos do neuropsicopedagogo envolvem exercícios cognitivos, de memória, coordenação motora grossa 
e fina, tudo que exercite o cérebro e desperte áreas adormecidas. Pensar, refletir, trabalhar com lógica, com 
resolução de problemas, despertar curiosidade pelo aprendizado e melhorar a motivação em relação a este.
Neuro ou Psicopedagogo irão trabalhar com a autoestima da criança em relação ao conhecimento e o 
processo de aprendizagem. Vai verificar a relação dessa criança com o ambiente escolar, com as formas pela 
qual é ensinada e a vontade que ela manifesta de aprender.
Percebemos assim, que quanto mais acompanhamento de profissionais uma criança com dificuldades 
escolares tiver, mais chances de sucesso no aprendizado ela terá.
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E 
FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
Já comentamos anteriormente que a escola deve dispor em seu PPP, projeto político pedagógica a oferta do 
AEE, isso de acordo com a Resolução CNE/CEB nº 4/2009, art. 10º. Essa resolução informa que nesse projeto 
devem constar os seguintes itens (MEC, 2010, p.7):
I - Sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de 
acessibilidade e equipamentos específicos;
II - Matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III - Cronograma de atendimento aos alunos;
IV - Plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos 
recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
V - Professores para o exercício do AEE;
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
VI - Outros profissionais da educação: tradutor intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e 
outros que atuem no apoio, principalmente ás atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII - Redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do 
acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE. 
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
Ainda dentro desse projeto, a escola deve organizar o atendimento nas salas de AEE, instituindo carga horária 
para cadaaluno ou grupos de alunos com NEE. Também deve fornecer espaço físico acessível e com 
materiais adequados; professores especializados e profissionais de apoio às atividades diárias; e registro 
anual no Censo Escolar MEC/INEP das matriculas no AEE.
O atendimento educacional especializado deve ser realizado preferencialmente em uma sala de recursos 
multifuncional. Essas salas foram criadas pelo Programa de Implantação de Salas de Recursos 
Multifuncionais, instituído pelo MEC/SEESP por meio da Portaria Ministerial nº 13/2007, integra o Plano de 
Desenvolvimento da Educação – PDE (MEC, 2010). Importante aqui colocar a diferença entre AEE e sala de 
recursos.
Antes, é preciso entendermos que existe uma diferença entre Sala de Recursos Multifuncional (SRM) e a Sala 
de Apoio Pedagógico (SAP): a primeira vai atender deficiências, TEA e altas habilidades/superdotação, 
enquanto a segunda atenderá distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia, etc.
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
Portanto, o AEE é algo realizado dentro da SRM, enquanto na SAP se realiza atendimento psicopedagógico. 
Para que o AEE seja bem realizado, a sala de recursos multifuncional deve estar equipada com recursos 
físicos e tecnológicos
Mas o que uma escola deve fazer para abrir sua sala de recursos e pedir AEE? Quem define as escolas que 
serão contempladas com o AEE são os gestores dos sistemas de ensino, atendendo a demanda por esse 
atendimento. A escola deve procurar a sua Secretaria de Educação, que deve elaborar o PAR – Plano de 
Ações Articuladas, que trará o registro da demanda por atendimento especializado em sua rede de ensino.
A escola contemplada deve ser de ensino regular, com matrícula de alunos dentro do público-alvo do AEE, 
tanto a escola como os alunos devem ser registrados nos Censo Escolar/INEP, para a implantação da sala. 
Assim: 
A Secretaria de Educação efetua a adesão, o cadastro e a indicação das escolas contempladas 
por meio do Programa no Sistema de Gestão Tecnológica do Ministério da Educação – SIGETEC, 
endereço http://sip.proinfo.mec.gov.br (MEC, 2010, p.10).
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
O registro é feito seguindo o Manual Passo a Passo das Salas de Recursos Multifuncionais e seguem os 
passos seguintes (MEC, 2010, p.10): 
● Adesão e cadastro do gestor do Município (Prefeito), Estado ou Distrito Federal (Secretário de Educação);
● Indicação das escolas conforme os critérios do Programa;
● Confirmação de espaço físico para a sala;
● Confirmação de professor para atuar no AEE.
Após a confirmação das salas nas escolas, as secretarias devem monitorar a instalação dos recursos nas 
salas, orientar a elaboração do PPP, acompanhar o funcionamento do AEE e prover a manutenção desses 
recursos. A entrega dos equipamentos é feita diretamente nas escolas por empresas responsáveis em um 
prazo determinado. O MEC monitora essa entrega e se incumbe de fiscalizá-las. Esses equipamentos vêm 
com garantia e devem ser adequadamente montados (MEC, 2010). 
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CAPÍTULO 9 – IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS SALAS DE AEE
A entrega e a montagem do mobiliário devem ser realizadas em 180 dias e a garantia é de 12 meses a partir 
do recebimento. Do software Comunicação Alternativa a entrega deve ser em até 120 dias consecutivos a 
contar da sua Autorização; com garantia de 12 meses a partir da data do Termo de Recebimento (MEC, 2010).
 Os equipamentos de Informática devem ser entregues em até 180 dias consecutivos da sua autorização e 
instalados em até 40 dias após o recebimento, com garantia de 36 meses a partir da data do Termo de 
Aceitação (MEC, 2010).
Todos os equipamentos vêm com registro patrimonial e os itens de tecnologia com chave de segurança. A 
escola deve zelar pela segurança e funcionamento dos equipamentos e no caso de furto deve informar 
imediatamente a polícia.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU 
FUNCIONAMENTO
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
O MEC categoriza as salas de AEE de acordo com as deficiências e necessidades, para poder distribuir 
materiais e equipamentos específicos. Vamos ver a seguir as categorias atendidas nas salas de AEE:
● Deficiência Auditiva.
Nesse tipo de sala devem constar as adaptações e tecnologias adequadas para os alunos surdos ou com 
perda auditiva. A orientação é para que o professor especialista ensine Libras ao aluno surdo e este seja 
alfabetizado na mesma. O objetivo é que através da Libras esse aluno aprenda o Português e se alfabetize 
também no mesmo, sendo capacitado a usar as duas línguas em seu cotidiano escolar e social. O plano de 
aula do aluno é elaborado e aplicado em conjunto pelo professor especialista de AEE e o professor da sala 
comum.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
● Deficiência Visual.
Alunos cegos e com baixa visão são atendidos, preferencialmente, em salas de recursos multifuncionais do 
tipo 2, que devem ter material em código braile para a educação desses alunos, além, claro, das adaptações 
físicas e digitais, como audiodescritores. Também deve haver recursos de tecnologia assistiva, como material 
com textura ou alto relevo, lupas, telescópios e óculos especiais.
● Deficiência Física.
 A escola que tem alunos com NEE e deficiência física deve adaptar-se para que esse aluno possa se 
locomover com segurança e aprender de modo confortável, por isso, a sala de AEE também deverá atender as 
necessidades desse aluno, tanto em sua estrutura física como pedagógica. Como a deficiência física varia 
muito, cabe aos profissionais da escola, incluindo o professor de AEE, planejar o conteúdo pedagógico 
adequado.
No caso dos materiais, a sala deve contar com os recursos da tecnologia assistiva e também pode se usar a 
Comunicação Alternativa e Ampliada, se necessário.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
● Deficiência Mental.
Para alunos com deficiência mental o principal objetivo educacional é a alfabetização e a prática de 
leitura/escrita. Para isso, a sala de recursos deve contar com material didático instrucional tanto para o ensino, 
como para as avaliações dessa criança. A comunicação também pode ser alternativa e ampliada.
● Deficiências Múltiplas.
Algumas crianças apresentam mais de uma deficiência em seu quadro clínico. O atendimento deve ser 
oferecido da mesma forma, acolhendo e ensinando. Para cada deficiência da criança o professor vai 
desenvolver atividades que ajudem o aluno a superar suas dificuldades e desenvolver suas habilidades.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
● Transtornos Globais de Desenvolvimento
Entre os transtornos mais comuns está o TEA (Transtorno do Espectro Autista) que inclui os 3 graus de 
autismo mais a Síndrome de Asperger. Dada a variedade de manifestação dos sintomas e intensidade dos 
mesmos, o professor deve ser cuidadoso ao elaborar o planejamento escolar dessa criança.
A Síndrome de Rett também é um TGD comum. Ela se manifesta por um defeito no cromossomo X, ou seja, 
mais em meninas e compromete o desenvolvimento físico e mental. Outra síndrome comum é a de Kanner, 
mais comum em meninos, que apresentam uma introspecção severa e total falta de comunicação verbal.Todos devem ser atendidos em salas de AEE focando principalmente o desenvolvimento da interação social e 
da comunicação, para que possa se dar início ao processo de ensino/aprendizagem.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
● Altas Habilidades e Superdotação.
As crianças com potencial alto de desenvolvimento, ou seja, altas habilidades e superdotação também devem 
ser atendidas em salas de AEE. Esses alunos têm envolvimento intenso com uma ou mais áreas de 
conhecimento e precisam receber estímulos adequados, através de material e método didáticos específicos. A 
motivação da criança deve ser não só na área intelectual, mas no lazer, na arte, na cultura e na vida social.
O planejamento escolar do aluno com AH e SD é feito em conjunto com o professor da sala comum e deve 
focar nos objetivos que citamos, a avaliação também deve ser pensada de forma a contemplar o 
desenvolvimento global do aluno.
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CAPÍTULO 10 – OS TIPOS DE SALAS AEE E SEU FUNCIONAMENTO
● Equipamentos específicos das salas de AEE
Para receber equipamentos específicos para atender a essas categorias, temos dois tipos de salas de AEE 
citadas no Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais, 
publicado pelo MEC, em 2010.
Para a sala tipo 1, temos: Microcomputadores; Material Dourado; Laptop; Esquema Corporal; Estabilizador; 
Bandinha Rítmica; Scanner; Memória de Numerais; Impressora laser; Tapete Alfabético Encaixado; Teclado 
com colmeia; Software Comunicação Alternativa; Acionador de pressão; Sacolão Criativo Monta Tudo; Mouse 
com entrada para acionador; Quebra Cabeças - seqüência lógica; Lupa eletrônica; Dominó de Associação de 
Ideias; Dominó de Frases; Mesa redonda; Dominó de Animais em Libras; Cadeiras; Dominó de Frutas em 
Libras; Mesa para impressora; Dominó tátil; Armário; Alfabeto Braille; Quadro branco; Kit de lupas manuais; 
Mesas para computador; Plano inclinado – suporte para leitura; Cadeiras; Memória Tátil (MEC, 2010, p.11).
A sala de tipo II contém todos os recursos da sala tipo I, adicionados os recursos de acessibilidade para alunos 
com deficiência visual, tais como: Equipamentos e Matérias Didático/Pedagógico; Uma Impressora Braille – 
pequeno porte e uma Máquina de datilografia Braille; Reglete de Mesa; Punção; Soroban; Guia de Assinatura; 
Kit de Desenho Geométrico; Calculadora Sonora (MEC, 2010, p.12).
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Conclusões
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Conclusões
Para que se entenda mais amplamente como o AEE funciona em todo o território nacional é importante que 
salientemos aqui que a implantação e o funcionamento desse atendimento irão variar bastante, de acordo com 
a demanda e de acordo com a rede de ensino.
Portanto, para se aprofundar mais no conhecimento sobre AEE e implantação de Salas de Recursos 
Multifuncionais, recomendamos a leitura da legislação específica do município e do estado em que se 
pretende trabalhar com esse atendimento.
Essa legislação vai esclarecer a demanda local, os critérios para a implantação das salas de recursos e do 
AEE, as escolas regulares da rede de ensino e quais já tem atendimento, e a seleção dos profissionais que 
atuarão nessas salas.
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BIBLIOGRAFIA
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BIBLIOGRAFIA
BRASIL, DECRETO Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011 – Dispõe sobre a educação especial, o 
atendimento educacional especializado e dá outras providências. BRASÍLIA, 2011.
 
BRASIL, Resolução CNE/CEB nº2, de 11 de setembro de 2001 – Diretrizes Nacionais para a Educação 
Especial na Educação Básica. BRASÍLIA, 2001.
 
BRASIL, Nota Técnica nº 24/2013/MEC/SECADI/DPEE, Orientação aos Sistemas de Ensino para a 
implementação da Lei nº 12.764/2012. BRASÍLIA, 2013.
 
MEC/SEESP. Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais. 
BRASÍLIA – DF: MEC/SEESP, 2010.
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ANEXO 1
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RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE
A professora P.F.C é Pedagoga e Mestre em Educação Especial. É professora especialista em Libras e 
Educação de Surdos.
A professora P. trabalha há 9 anos em uma sala de recursos paulista voltada para surdos. Aqui, a profissional 
faz um relato de seu trabalho destacando alguns pontos que achamos interessante colocar em tópicos, 
vejamos:
➢ O trabalho de motivação com os alunos com NEE é constante, pois como eles não são obrigados a 
frequentar as salas de AEE eles podem desanimar e não ir ao atendimento, por isso, a professora P. 
está sempre diversificando suas atividades. Para que essas sejam interessantes, ela usa bastante o 
lúdico e os conteúdos que tenham relação com a rotina escolar e social do aluno; 
➢ O trabalho colaborativo com os professores da sala comum do aluno é muito importante, pois ela 
precisa dos conteúdos específicos das disciplinas que não domina para trabalhar com os alunos na sala 
de AEE. Isso fica mais complicado quando a sala dela recebe alunos de outras escolas, pois o acesso 
aos professores desses alunos é mais difícil;
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RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE
➢ Atualmente as salas vivem uma escassez de recursos, como lida com surdos, ela aposta em sua 
habilidade para ensinar em Libras e usa muito a internet para baixar arquivos com materiais e 
orientações; 
➢ Uma das principais barreiras que a professora diz enfrentar, porém, não é a relacionada aos recursos, 
mas a humana. Muitos colegas são céticos em relação ao AEE e muitos pais também. Acreditar no 
especialista, em suas recomendações e aulas, acreditar na importância de um atendimento 
especializado, a gestão apoiar esse atendimento, tudo isso faz mais falta, segundo ela, que um ou outro 
material; 
➢ A participação dos pais é muito importante para reforçar o aprendizado. Muitas coisas que a professora 
ensina em sala, o aluno pratica em casa, principalmente na língua de sinais;
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RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PROFESSORA EM SALA DE AEE
A professora também deixa alguns conselhos para quem for atuar como especialista em sala de recursos:
➢ Estude muito e estude sempre, principalmente as dificuldades dos seus alunos; 
➢ Represente esses alunos, lute por eles e pelos direitos que eles têm. Ela diz que muitas vezes é a voz 
desses alunos na escola e para a família, então é muito importante que o professor seja um defensor 
dessa criança e sua educação;
➢ Empoderar esses alunos para que possam ser voz ativa na sociedade e nunca se curvem diante do 
preconceito e das dificuldades;
➢ Olhar o aluno antes da deficiência, não deixar que esse aluno seja definido somente como o cego, ou o 
surdo e etc.; 
➢ Trabalhar antes as habilidades que as dificuldades.
Enfim, pelo relato da professora P. percebemos que a calma, a perseverança diante das dificuldades deve 
guiar a postura do professor em salas com AEE. Também é importante fortalecer a parceria com família e 
professores da sala comum. É preciso estar atualizados e trocar experiências o máximo possível com outras 
pessoas da área. Em relação ao aluno, sempre tratá-lo com respeito e carinho, preparando-o para uma vida 
em sociedade.
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