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Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
Estudos Epidemiológicos 
TERMOS DESCONHECIDOS 
 
AQUÉM: Aquém é um advérbio de lugar, que significa 
do lado de cá. Aquém é também uma preposição que 
significa abaixo, inferior. 
 
INTERINOS: adjetivo - de teor provisório; temporário: 
cargo interino. 
 
RANDOMIZADO: Randomizado vem do verbo 
randomizar. Estatística. Acidentalizar. 
Um estudo clínico randomizado controlado ou 
simplesmente estudo randomizado controlado (em inglês: 
randomized controlled trial) é um tipo de estudo científico 
utilizado em medicina, psicologia e outras ciências. 
O termo "randomizado" diz respeito ao fato de que os 
grupos utilizados no experimento têm seus integrantes 
escolhidos de forma aleatória. 
 
COORTE: Os estudos de coorte são capazes de abordar 
hipóteses etiológicas produzindo estimativas de incidência. 
O termo coorte tem origem no império romano e 
designava unidades do exército que possuíam 
equipamentos e uniformes homogêneos. A técnica de 
elaboração de uma coorte propõe como sequência 
lógica da pesquisa a anteposição das possíveis causas e 
a posterior busca de seus efeitos ou danos. 
 
Fonte: https://www.significados.com.br/aquem/ 
https://www.dicio.com.br/interino/ 
 
ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E SUAS ETAPAS 
 
Epidemiologia é o estudo dos fatores que determinam a 
frequência e a distribuição das doenças nas coletividades 
humanas. Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença 
no indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia debruça-
se sobre os problemas de saúde em grupos de pessoas, às 
vezes grupos pequenos, na maioria das vezes envolvendo 
populações numerosas. 
 
 
De acordo com a Associação Internacional de 
Epidemiologia - IEA, são três os principais objetivos da 
epidemiologia: 
I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas 
de saúde das populações humanas. 
II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, 
execução e avaliação das ações de prevenção, controle 
e tratamento das doenças, bem como para estabelecer 
prioridades. 
III. Identificar fatores etiológicos na gênese das 
enfermidades. 
 
 
Ressalta-se que a sequência das etapas apresentadas 
pode ocorrer simultaneamente ou em ordem diferente 
da apresentada, visto ser um processo dinâmico. O 
Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada 
aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) da 
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) tem colaborado 
nas investigações em parceria com as Secretarias 
Estaduais e Municipais de Saúde. 
 
ETAPA 1 - DETECTAR O SURTO 
Confirme o diagnóstico, defina e identifique os casos, 
estabeleça a existência de um surto e prepare o trabalho 
de campo; 
 
ETAPA 2 - FORMULE HIPÓTESES 
Aplique a epidemiologia descritiva, faça hipótese e gere 
entrevistas; 
 
ETAPA 3- DESENHE O ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO 
PARA TESTAR HIPÓTESES 
Defina e desenhe o estudo epidemiológico para testar a 
hipótese; 
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
ETAPA 4 - ANALISE E INTERPRETE OS DADOS 
Faça o desenho metodológico do estudo epidemiológico 
para testar hipóteses; 
 
ETAPA 5 - EXECUTE OUTROS ESTUDOS 
EPIDEMIOLÓGICOS 
Inicie os procedimentos de busca de casos anteriores 
(traceback), faça os estudos laboratoriais, conduza 
investigações ambientais e faça estudos epidemiológicos 
adicionais (ex.: caso-controle, coorte); 
 
ETAPA 6 - IMPLEMENTE O CONTROLE E MEDIDAS 
DE PREVENÇÃO 
Comunique os resultados, inicie as medidas de 
controle/prevenção e monitore as intervenções; 
 
Fonte: 
http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_690106550.pdf 
 
TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS 
 
ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO: Todo aquele que focaliza a 
ocorrência de um fenômeno numa população ou amostra 
representativa. Se baseia na observação dos fatos e suas 
variações. 
 
Estudo inclui vigilância, observação, pesquisa analítica e 
experimento. Distribuição refere-se à análise por tempo, 
local e características dos indivíduos. Determinantes são 
todos os fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e 
comportamentais que influenciam a saúde. Condições 
relacionadas à saúde incluem doenças, causas de 
mortalidade, hábitos de vida (como tabagismo, dieta, 
atividades físicas, etc.), provisão e uso de serviços de 
saúde e de medicamentos. Populações especificadas são 
aquelas com características identificadas, como, por 
exemplo, determinada faixa etária em uma dada 
população 
 
Os estudos epidemiológicos podem ser primários ou 
secundários. Dentre os primeiros, arrolamos os seccionais 
(transversais ou de prevalência) de maior viabilidade de 
realização, além dos longitudinais (como os que avaliam 
incidência) e destacamos os que enfocam taxas de 
morbidade ou mortalidade, e também os de qualidade de 
vida, de qualidade de atendimento, além dos de análise 
econômica. Dentre os secundários, mencionamos os 
advindos de registros regulares, como os da Vigilância 
Epidemiológica e do DATASUS. Os estudos de 
intervenção comunitária a serem enfatizados podem ser 
os relacionados a autocontrole dos pacientes, com base 
cognitivo-comportamental 
Os estudos epidemiológicos podem ser classificados em 
observacionais e experimentais. Os estudos 
epidemiológicos observacionais podem ser classificados 
em descritivos e analíticos. 
 
 
 
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
 
 
 
 
OBSERVACIONAIS 
 
ESTUDOS DESCRITIVOS 
Os estudos descritivos têm por objetivo determinar a 
distribuição de doenças ou condições relacionadas à 
saúde, segundo o tempo, o lugar e/ou as características 
dos indivíduos para identificar possíveis fatores de risco 
e descobrir sua origem e modo de propagação. Ou seja, 
responder à pergunta: quando, onde e quem adoece? A 
epidemiologia descritiva pode fazer uso de dados 
secundários (dados pré-existentes de mortalidade e 
hospitalizações, por exemplo) e primários (dados 
coletados para o desenvolvimento do estudo). Quando a 
ocorrência da doença/condição relacionada à saúde 
difere segundo o tempo, lugar ou pessoa, o 
epidemiologista é capaz não apenas de identificar grupos 
de alto risco para fins de prevenção. Levanta hipóteses. 
Não fazem associações. Costumam ser usados para 
assuntos ainda não bem conhecidos. 
No Brasil, existem importantes bancos de dados 
secundários com abrangência nacional – como o Sistema 
de Informações sobre Mortalidade (SIM-SUS), o Sistema 
de Informações sobre Autorizações de Internações 
Hospitalares (SIH-SUS) e a Pesquisa Nacional de Amostra 
Domiciliar (PNAD, 1998) – que podem ser usados em 
estudos epidemiológicos. 
 
a) Relato de caso – um indivíduo 
b) Série de casos – grupo pequeno de indivíduos 
 
ESTUDOS ANALÍTICOS 
Estudos analíticos são aqueles delineados para examinar 
a existência de associação entre uma exposição e uma 
doença ou condição relacionada à saúde. Testa hipóteses 
de relação causal entre fatores de exposição e eventos. 
Os principais delineamentos de estudos analíticos são: 
 
a) Estudos ecológicos: 
 
Nos estudos ecológicos, compara-se a ocorrência da 
doença/condição relacionada à saúde e a exposição de 
interesse entre agregados de indivíduos (populações de 
países, regiões ou municípios, por exemplo) para verificar 
a possível existência de associação entre elas. Em um 
estudo ecológico típico, medidas de agregados da 
exposição e da doença são comparadas. Nesse tipo de 
estudo, não existem informações sobre a doença e 
exposição do indivíduo, mas do grupo populacional como 
um todo. Uma das suas vantagens é a possibilidade de 
examinar associações entre exposição e 
doença/condição relacionada na coletividade. Isso é 
particularmenteimportante quando se considera que a 
expressão coletiva de um fenômeno pode diferir da 
soma das partes do mesmo fenômeno. 
Por outro lado, embora uma associação ecológica possa 
refletir, corretamente, uma associação causal entre a 
exposição e a doença/condição relacionada à saúde, a 
possibilidade do viés ecológico é sempre lembrada como 
uma limitação para o uso de correlações ecológicas. O 
viés ecológico – ou falácia ecológica – é possível porque 
uma associação observada entre agregados não significa, 
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
obrigatoriamente, que a mesma associação ocorra em 
nível de indivíduos. 
Ex.: consumo de carne vermelha – câncer de cólon 
Ex.: paradoxo francês: consumo de gordura saturada – problemas 
cardiovasculares (Franceses – vinho tinto) 
Vantagens: rápidos e baratos; podem avaliar efeitos 
contextuais; geram novas hipóteses; testam rapidamente 
novas hipóteses 
Desvantagens: não é possível associar exposição e 
doença no nível individual; dificuldade de controlar fatores 
de confusão; as exposições são medidas médias da 
população e não valores individuais reais. 
 
b) Estudos seccionais (transversais) 
 
Nos estudos seccionais, a exposição e a condição de 
saúde do participante são determinadas simultaneamente. 
Em geral, esse tipo de investigação começa com um 
estudo para determinar a prevalência de uma doença ou 
condição relacionada à saúde de uma população 
especificada (por exemplo, habitantes idosos de uma 
cidade). As características dos indivíduos classificados 
como doentes são comparadas às daqueles classificados 
como não doentes. 
Esta é a característica fundamental de um estudo 
seccional: não é possível saber se a exposição antecede 
ou é consequência da doença/condição relacionada à 
saúde. Portanto, esse delineamento é fraco para 
determinar associações do tipo causa-efeito, mas 
adequado para identificar pessoas e características 
passíveis de intervenção e gerar hipóteses de causas de 
doenças. 
Vantagens: mais fácil e barato de ser realizado, gerador 
de hipóteses de associação, pode estudar várias doenças 
ao mesmo tempo 
Desvantagens: não testa hipóteses pois as variáveis são 
medidas simultaneamente, não mede incidência 
Ex.: estudo de utilização de medicamentos 
Ex.: análise de prevalência de determinado evento 
 
c) Estudos caso-controle (caso-referência) 
 
 Estudo longitudinal. 
 Parte-se de grupos com ou sem fator de 
exposição que ainda não desenvolveram o 
desfecho de interesse. 
Os estudos caso-controle e os estudos de coorte podem 
ser utilizados para investigar a etiologia de doenças ou de 
condições relacionadas à saúde entre idosos, 
determinantes da longevidade; e para avaliar ações e 
serviços de saúde. Os estudos de coorte também podem 
ser utilizados para investigar a história natural das doenças. 
Nos estudos caso-controle, primeiramente, identificam-se 
indivíduos com a doença (casos) e, para efeito de 
comparação, indivíduos sem a doença (controles). Depois, 
determina-se (mediante entrevista ou consulta a 
prontuários, por exemplo) qual é a Odds da exposição 
entre casos (a/c) e controles (b/d). Se existir associação 
entre a exposição e a doença, espera-se que a Odds da 
exposição entre casos seja maior que a observada entre 
controles, além da variação esperada devida ao acaso. 
 
Os estudos caso-controle, ao contrário dos estudos de 
coorte, partem do efeito (doença) para a investigação da 
causa (exposição). Nesse artifício, residem as forças e as 
fraquezas desse tipo de estudo epidemiológico. 
 
Entre as vantagens, podemos mencionar: 
 
1. tempo mais curto para o desenvolvimento do estudo, 
uma vez que a seleção de participantes é feita após o 
surgimento da doença; 
2. custo mais baixo da pesquisa; 
3. maior eficiência para o estudo de doenças raras; 
4. ausência de riscos para os participantes; 
5. possibilidade de investigação simultânea de diferentes 
hipóteses etiológicas. 
 
Por outro lado, os estudos caso-controle estão sujeitos a 
dois principais tipos de vieses (erro sistemático no 
estudo): 
 
1. de seleção (casos e controles podem diferir 
sistematicamente, devido a um erro na seleção de 
participantes); 
2. de memória (casos e controles podem diferir 
sistematicamente, na sua capacidade de lembrar a história 
da exposição). Essas limitações podem ser contornadas 
no delineamento e condução cuidadosos de um estudo 
caso-controle. 
ETAPAS: 
1. Estabelecer população, critérios de inclusão e 
exclusão 
2. Casos – pacientes doentes 
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
3. Selecionar controles – pareamento conforme 
sexo, idade, nível social, etc 
4. Medir exposições – questionário, registro 
médico, investigações, etc. 
 
CASO CONTROLE ANINHADO 
 Chamados também de estudos híbridos, porque 
integram características de estudos de coorte e 
de estudos caso-controle 
 Há dois tipos: 
1) Caso-controle aninhado a uma coorte 
propriamente dito 
- os casos, à medida em que forem 
aparecendo, são comparados a um ou mais 
controles selecionados no momento do 
diagnóstico do caso 
- nem todos os indivíduos originalmente 
selecionados para coorte são avaliados 
2) Caso coorte 
- a seleção de controles é feita através de 
uma amostragem aleatória da coorte inicial, 
o que permitiria que alguns casos pudessem 
fazer parte do grupo dos casos e dos 
controles simultaneamente. 
- uma vantagem importante deste tipo de 
desenho é que permite estimativas de 
fatores de risco e de taxas de prevalência 
para as estimativas de risco atribuível 
 
d) Estudos de coorte (prospectivo) 
 
 Enfocam mais diretamente os fatores 
relacionados ao desenvolvimento do evento 
 Importantes para avaliar a incidência das doenças. 
 Estabelecem etiologia e fatores de risco 
Ex.: acompanhamento de fumantes para avaliar o desenvolvimento 
ou não de câncer 
Nos estudos de coorte, primeiramente, identifica-se a 
população de estudo e os participantes são classificados 
em expostos e não expostos a um determinado fator 
de interesse. Depois, os indivíduos dos dois grupos são 
acompanhados para verificar a incidência da 
doença/condição relacionada à saúde entre expostos 
(a/a + d) e não expostos (c/c + d). Se a exposição estiver 
associada à doença, espera-se que a incidência entre 
expostos seja maior do que entre não expostos, além 
da variação esperada devida ao acaso. Nesse tipo de 
estudo, a mensuração da exposição antecede o 
desenvolvimento da doença, não sendo sujeita ao viés 
de memória como nos estudos caso-controle. Além disso, 
os que desenvolveram a doença e os que não 
desenvolveram não são selecionados, mas sim 
identificados dentro das coortes de expostos e não 
expostos, não existindo o viés de seleção de casos e 
controles. Os estudos de coorte permitem determinar a 
incidência da doença entre expostos e não expostos e 
conhecer a sua história natural. 
A principal limitação para o desenvolvimento de um 
estudo de coorte, além do seu custo financeiro, é a perda 
de participantes ao longo do seguimento por conta de 
recusas para continuar participando do estudo, mudanças 
de endereços ou emigração. 
 
ETAPAS 
1) Estabelecer a coorte de pessoas livres da 
doença (método diagnóstico preciso) 
2) Determinar os expostos e não expostos ( 
Possibilidade de medir vários níveis de 
exposição) 
3) Acompanhar evitando perdas 
4) Diagnosticar a doença (preferência: investigador 
cego) 
 
COORTE PROSPECTIVO 
Vantagens: sequência temporal de risco – doença 
claramente estabelecida; ideal para incidência, etiologia e 
fator de risco, aumenta precisão; diversosresultados 
podem ser medidos 
Desvantagens: caro; demorado; não é útil para doenças 
raras; problema – inclusão de casos subclínicos; perdas 
durante o seguimento; expostos e não expostos podem 
ser diferentes 
 
COORTE RETROSPECTIVO: 
Vantagens: útil para doenças com longo período de 
latência, menos recurscos financeiros e tempo. 
Desvantagens: controle limitado na obtenção da amostra 
e medição de variáveis; dados incompletos. 
______________________________________ 
Período de Latência é a diferença de tempo entre o 
início de um evento e o momento em que os seus 
efeitos se tornam perceptíveis 
----------------------------------------------------------------------- 
 
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
Fonte: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-
49742003000400003 
 
RAZÃO DE ODDS 
A razão de chances ou razão de 
possibilidades (em inglês: odds ratio; abreviatura O.R.) é 
definida como a razão entre a chance de um evento 
ocorrer em um grupo e a chance de ocorrer em outro 
grupo. Chance ou possibilidade é a probabilidade de 
ocorrência deste evento dividida pela probabilidade da 
não ocorrência do mesmo evento. Esses grupos podem 
ser, por exemplo, amostras de pessoas com ou sem uma 
doença, no qual se quer medir a chance dessa pessoa 
ter sido exposta a um determinado agente ambiental; ou 
grupos/amostras para análise estatística, como homens 
e mulheres, tratados e não tratados, etc. 
Se as probabilidades de um evento em cada um dos 
grupos forem p (primeiro grupo) e q (segundo grupo), 
então a razão de chances é: 
 
Uma razão de chances de 1 indica que a condição ou 
evento sob estudo é igualmente provável de ocorrer nos 
dois grupos. Uma razão de chances maior do que 1 indica 
que a condição ou evento tem maior probabilidade de 
ocorrer no primeiro grupo. Finalmente, uma razão de 
chances menor do que 1 indica que a probabilidade é 
menor no primeiro grupo do que no segundo. 
A razão de chances precisa ser igual ou maior que zero. 
Se a chance do primeiro grupo ficar próxima de zero, o 
O.R. fica próximo de zero. Se a chance do segundo grupo 
se aproximar de zero, o O.R. tende a aumentar ao infinito 
positivo. 
O uso crescente de regressão logística em pesquisas 
médicas e sociais levou a que a razão de chances seja 
usado como uma forma bastante comum de expressar 
os resultados em alguns tipos de ensaios clínicos, em 
análise de enquetes, e em epidemiologia, tal como 
em estudos caso-controle e estudos de coorte 
prospectivos para comparar a presença com a ausência 
de um fator de risco/exposição no grupo de indivíduos 
em estudo com e sem um determinado "outcome". 
Contudo, atenção! Se a prevalência do "outcome" ou 
doença estudada for elevada, o valor de OR é 
sobrestimado, e dever-se-à nesses casos, utilizar, quando 
possível, o risco relativo. 
Quando dados de levantamentos múltiplos são 
combinados, então fala-se de um OR combinado (em 
inglês, pooled OR) 
 
 
INTERVENCIONAIS OU EXPERIMENTAIS 
 
 
ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO 
 Estudos prospectivos utilizados para comparar 
determinada investigação com outra ou com 
placebo 
 Desenho considerado padrão-ouro para testar 
eficácia de uma intervenção 
 Podem ser corss-over (todos os pacientes 
recebem os dois tratamentos, e os pacientes 
servem como seus próprios controles) 
Para a pesquisa, pode ser realizado um processo 
denominado “cegamento”. Isso quer dizer que o médico 
pode ou não saber em que grupo o paciente está, mas 
se houver alguma preocupação, ele poderá descobrir. 
As diferentes formas de cegamento de estudos são: 
 Estudo simples-cego: o médico sabe em que 
grupo o paciente está e o paciente não sabe 
em que grupo está; 
 Estudo duplo-cego: nem o médico, nem o 
paciente sabem em que grupo estão; 
 Estudo não-cego: médico e paciente sabem em 
que grupo estão. 
Vantagens: randomização tende a balancear fatores 
prognósticos entre grupos de estudo; permite a coleta 
de informações detalhadas; doses podem ser pré-
determinadas pelo investigados; cegamento dos 
participantes pode reduzir distorção na aferição de 
resultados 
Desvantagens: capacidade de generalização externa 
reduzida devido aos critérios de exclusão; demorado; 
amostras grandes; custo elevado; problemas éticos; os 
indivíduos podem não aderir às intervenções alocadas 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chance
https://pt.wikipedia.org/wiki/Probabilidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regress%C3%A3o_log%C3%ADstica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_cl%C3%ADnico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enquete
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epidemiologia
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estudos_caso-controle&action=edit&redlink=1
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
ENSAIOS DE CAMPO OU DE INTERVENÇÃO 
 São semelhantes ao Ensaio clínico, mas a 
população estudada não é de pacientes e sim 
de pessoas livres de doenças e 
presumivelmente sob risco 
 Os dados são coletados na população em geral 
 São mais caros e de maior duração de tempo. 
 
ENSAIOS COMUNITÁRIOS 
 Envolvem a intervenção em nível de 
comunidades, ao invés de indivíduos. 
 Usados para avaliar a eficácia e efetividade de 
intervenções que busquem a prevenção 
primária através da modificação dos fatores de 
risco em uma população 
 São conduzidos dentro de um contexto 
socioeconômico de uma população 
naturalmente formada 
 Limitação: dificuldade de isolar uma comunidade 
 
https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-
26672507 
http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/est
udos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf 
https://www.abrale.org.br/tratamento/estudos-clinicos 
 
EXTRA 
 
 
 
 
 
 
 
IMPORTÂNCIA DO ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO 
 
A complexidade do quadro epidemiológico da saúde da 
população brasileira, que congrega problemas de tão 
grande diversidade no nível dos determinantes e no da 
intervenção, coloca enormes desafios para o sistema de 
saúde. O aumento da expectativa de vida da população 
implica necessariamente em um aumento de custos, 
tanto pelo crescimento do número de usuários quanto 
pelo aumento da morbidade, principalmente nos idosos. 
Por isso, entendendo que os serviços de saúde devem 
https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-26672507
https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-26672507
http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/estudos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf
http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/estudos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf
https://www.abrale.org.br/tratamento/estudos-clinicos
 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 
 
ser vistos como aliados da vida e do bem-estar das 
populações, há que se esperar e prever um aumento 
dos custos, decorrente da maior complexidade que o 
aumento da sobrevida traz. O processo de consolidação 
do Sistema Único de Saúde (SUS) está levando a uma 
transformação do papel da Epidemiologia nos serviços, 
com possibilidade de alterações significativas nas práticas 
epidemiológicas. 
A atuação setorizada e particularizada da Epidemiologia, 
manifestada na abordagem da Vigilância Epidemiológica 
de algumas enfermidades transmissíveis, contrapõe-se, 
hoje, a um enfoque mais globalizante, sendo a lógica 
epidemiológica de definição de perfis de saúde-doença 
na população utilizada como parâmetro em documentos 
oficiais para o processo de gestão do SUS. 
Os dados que a epidemiologiaoferece ao SUS são de 
extrema importância dentro das políticas de saúde 
descentralizadas, uma vez que as estatísticas locais 
permitem identificar populações e fatores de risco e 
combatê-los de maneira mais efetiva. Por exemplo, a 
pulverização de inseticidas contra mosquitos da dengue 
é conveniente apenas em regiões com altos índices 
pluviométricos e de clima quente, esses dados porém, 
são levantados apenas com dados locais. 
É preciso assinalar que os instrumentos epidemiológicos 
não são os únicos válidos e legítimos para a definição de 
prioridades mas, sem dúvida, o reconhecimento da sua 
contribuição significa um enorme avanço e uma ruptura 
com a lógica da tomada de decisões, utilizada 
anteriormente pelos serviços de saúde. Uma parceria 
estreita com a área do Planejamento em Saúde e com 
a Administração é fundamental para viabilizar esta 
perspectiva. 
É importante ainda lembrar que o interesse e a 
relevância das informações em saúde não se restringem 
à sua utilização imediata pelos serviços de saúde. Assim, 
os sistemas de informações não podem ser atrelados a 
certas visões parciais e conjunturais, derivadas das 
necessidades particulares dos serviços. 
Por fim, a Epidemiologia deve participar de todas as 
etapas do processo, desde a discussão sobre os sistemas 
de informações, identificando as variáveis mais 
pertinentes, às formas de análise, passando pela etapa da 
interpretação, voltada para a avaliação e a ação. Em todo 
esse processo, é importante buscar contribuições e 
estabelecer articulações com outras disciplinas, como a 
Clínica, a Administração, o Planejamento e as Ciências 
Sociais, efetivando, assim, o princípio da 
multidisciplinaridade. 
 
 
Fonte: 
http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext& 
pid=S0104-16731997000300002

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