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Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL Estudos Epidemiológicos TERMOS DESCONHECIDOS AQUÉM: Aquém é um advérbio de lugar, que significa do lado de cá. Aquém é também uma preposição que significa abaixo, inferior. INTERINOS: adjetivo - de teor provisório; temporário: cargo interino. RANDOMIZADO: Randomizado vem do verbo randomizar. Estatística. Acidentalizar. Um estudo clínico randomizado controlado ou simplesmente estudo randomizado controlado (em inglês: randomized controlled trial) é um tipo de estudo científico utilizado em medicina, psicologia e outras ciências. O termo "randomizado" diz respeito ao fato de que os grupos utilizados no experimento têm seus integrantes escolhidos de forma aleatória. COORTE: Os estudos de coorte são capazes de abordar hipóteses etiológicas produzindo estimativas de incidência. O termo coorte tem origem no império romano e designava unidades do exército que possuíam equipamentos e uniformes homogêneos. A técnica de elaboração de uma coorte propõe como sequência lógica da pesquisa a anteposição das possíveis causas e a posterior busca de seus efeitos ou danos. Fonte: https://www.significados.com.br/aquem/ https://www.dicio.com.br/interino/ ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E SUAS ETAPAS Epidemiologia é o estudo dos fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas. Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia debruça- se sobre os problemas de saúde em grupos de pessoas, às vezes grupos pequenos, na maioria das vezes envolvendo populações numerosas. De acordo com a Associação Internacional de Epidemiologia - IEA, são três os principais objetivos da epidemiologia: I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas. II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades. III. Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades. Ressalta-se que a sequência das etapas apresentadas pode ocorrer simultaneamente ou em ordem diferente da apresentada, visto ser um processo dinâmico. O Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) tem colaborado nas investigações em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. ETAPA 1 - DETECTAR O SURTO Confirme o diagnóstico, defina e identifique os casos, estabeleça a existência de um surto e prepare o trabalho de campo; ETAPA 2 - FORMULE HIPÓTESES Aplique a epidemiologia descritiva, faça hipótese e gere entrevistas; ETAPA 3- DESENHE O ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO PARA TESTAR HIPÓTESES Defina e desenhe o estudo epidemiológico para testar a hipótese; Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL ETAPA 4 - ANALISE E INTERPRETE OS DADOS Faça o desenho metodológico do estudo epidemiológico para testar hipóteses; ETAPA 5 - EXECUTE OUTROS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Inicie os procedimentos de busca de casos anteriores (traceback), faça os estudos laboratoriais, conduza investigações ambientais e faça estudos epidemiológicos adicionais (ex.: caso-controle, coorte); ETAPA 6 - IMPLEMENTE O CONTROLE E MEDIDAS DE PREVENÇÃO Comunique os resultados, inicie as medidas de controle/prevenção e monitore as intervenções; Fonte: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_690106550.pdf TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO: Todo aquele que focaliza a ocorrência de um fenômeno numa população ou amostra representativa. Se baseia na observação dos fatos e suas variações. Estudo inclui vigilância, observação, pesquisa analítica e experimento. Distribuição refere-se à análise por tempo, local e características dos indivíduos. Determinantes são todos os fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e comportamentais que influenciam a saúde. Condições relacionadas à saúde incluem doenças, causas de mortalidade, hábitos de vida (como tabagismo, dieta, atividades físicas, etc.), provisão e uso de serviços de saúde e de medicamentos. Populações especificadas são aquelas com características identificadas, como, por exemplo, determinada faixa etária em uma dada população Os estudos epidemiológicos podem ser primários ou secundários. Dentre os primeiros, arrolamos os seccionais (transversais ou de prevalência) de maior viabilidade de realização, além dos longitudinais (como os que avaliam incidência) e destacamos os que enfocam taxas de morbidade ou mortalidade, e também os de qualidade de vida, de qualidade de atendimento, além dos de análise econômica. Dentre os secundários, mencionamos os advindos de registros regulares, como os da Vigilância Epidemiológica e do DATASUS. Os estudos de intervenção comunitária a serem enfatizados podem ser os relacionados a autocontrole dos pacientes, com base cognitivo-comportamental Os estudos epidemiológicos podem ser classificados em observacionais e experimentais. Os estudos epidemiológicos observacionais podem ser classificados em descritivos e analíticos. Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL OBSERVACIONAIS ESTUDOS DESCRITIVOS Os estudos descritivos têm por objetivo determinar a distribuição de doenças ou condições relacionadas à saúde, segundo o tempo, o lugar e/ou as características dos indivíduos para identificar possíveis fatores de risco e descobrir sua origem e modo de propagação. Ou seja, responder à pergunta: quando, onde e quem adoece? A epidemiologia descritiva pode fazer uso de dados secundários (dados pré-existentes de mortalidade e hospitalizações, por exemplo) e primários (dados coletados para o desenvolvimento do estudo). Quando a ocorrência da doença/condição relacionada à saúde difere segundo o tempo, lugar ou pessoa, o epidemiologista é capaz não apenas de identificar grupos de alto risco para fins de prevenção. Levanta hipóteses. Não fazem associações. Costumam ser usados para assuntos ainda não bem conhecidos. No Brasil, existem importantes bancos de dados secundários com abrangência nacional – como o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-SUS), o Sistema de Informações sobre Autorizações de Internações Hospitalares (SIH-SUS) e a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD, 1998) – que podem ser usados em estudos epidemiológicos. a) Relato de caso – um indivíduo b) Série de casos – grupo pequeno de indivíduos ESTUDOS ANALÍTICOS Estudos analíticos são aqueles delineados para examinar a existência de associação entre uma exposição e uma doença ou condição relacionada à saúde. Testa hipóteses de relação causal entre fatores de exposição e eventos. Os principais delineamentos de estudos analíticos são: a) Estudos ecológicos: Nos estudos ecológicos, compara-se a ocorrência da doença/condição relacionada à saúde e a exposição de interesse entre agregados de indivíduos (populações de países, regiões ou municípios, por exemplo) para verificar a possível existência de associação entre elas. Em um estudo ecológico típico, medidas de agregados da exposição e da doença são comparadas. Nesse tipo de estudo, não existem informações sobre a doença e exposição do indivíduo, mas do grupo populacional como um todo. Uma das suas vantagens é a possibilidade de examinar associações entre exposição e doença/condição relacionada na coletividade. Isso é particularmenteimportante quando se considera que a expressão coletiva de um fenômeno pode diferir da soma das partes do mesmo fenômeno. Por outro lado, embora uma associação ecológica possa refletir, corretamente, uma associação causal entre a exposição e a doença/condição relacionada à saúde, a possibilidade do viés ecológico é sempre lembrada como uma limitação para o uso de correlações ecológicas. O viés ecológico – ou falácia ecológica – é possível porque uma associação observada entre agregados não significa, Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL obrigatoriamente, que a mesma associação ocorra em nível de indivíduos. Ex.: consumo de carne vermelha – câncer de cólon Ex.: paradoxo francês: consumo de gordura saturada – problemas cardiovasculares (Franceses – vinho tinto) Vantagens: rápidos e baratos; podem avaliar efeitos contextuais; geram novas hipóteses; testam rapidamente novas hipóteses Desvantagens: não é possível associar exposição e doença no nível individual; dificuldade de controlar fatores de confusão; as exposições são medidas médias da população e não valores individuais reais. b) Estudos seccionais (transversais) Nos estudos seccionais, a exposição e a condição de saúde do participante são determinadas simultaneamente. Em geral, esse tipo de investigação começa com um estudo para determinar a prevalência de uma doença ou condição relacionada à saúde de uma população especificada (por exemplo, habitantes idosos de uma cidade). As características dos indivíduos classificados como doentes são comparadas às daqueles classificados como não doentes. Esta é a característica fundamental de um estudo seccional: não é possível saber se a exposição antecede ou é consequência da doença/condição relacionada à saúde. Portanto, esse delineamento é fraco para determinar associações do tipo causa-efeito, mas adequado para identificar pessoas e características passíveis de intervenção e gerar hipóteses de causas de doenças. Vantagens: mais fácil e barato de ser realizado, gerador de hipóteses de associação, pode estudar várias doenças ao mesmo tempo Desvantagens: não testa hipóteses pois as variáveis são medidas simultaneamente, não mede incidência Ex.: estudo de utilização de medicamentos Ex.: análise de prevalência de determinado evento c) Estudos caso-controle (caso-referência) Estudo longitudinal. Parte-se de grupos com ou sem fator de exposição que ainda não desenvolveram o desfecho de interesse. Os estudos caso-controle e os estudos de coorte podem ser utilizados para investigar a etiologia de doenças ou de condições relacionadas à saúde entre idosos, determinantes da longevidade; e para avaliar ações e serviços de saúde. Os estudos de coorte também podem ser utilizados para investigar a história natural das doenças. Nos estudos caso-controle, primeiramente, identificam-se indivíduos com a doença (casos) e, para efeito de comparação, indivíduos sem a doença (controles). Depois, determina-se (mediante entrevista ou consulta a prontuários, por exemplo) qual é a Odds da exposição entre casos (a/c) e controles (b/d). Se existir associação entre a exposição e a doença, espera-se que a Odds da exposição entre casos seja maior que a observada entre controles, além da variação esperada devida ao acaso. Os estudos caso-controle, ao contrário dos estudos de coorte, partem do efeito (doença) para a investigação da causa (exposição). Nesse artifício, residem as forças e as fraquezas desse tipo de estudo epidemiológico. Entre as vantagens, podemos mencionar: 1. tempo mais curto para o desenvolvimento do estudo, uma vez que a seleção de participantes é feita após o surgimento da doença; 2. custo mais baixo da pesquisa; 3. maior eficiência para o estudo de doenças raras; 4. ausência de riscos para os participantes; 5. possibilidade de investigação simultânea de diferentes hipóteses etiológicas. Por outro lado, os estudos caso-controle estão sujeitos a dois principais tipos de vieses (erro sistemático no estudo): 1. de seleção (casos e controles podem diferir sistematicamente, devido a um erro na seleção de participantes); 2. de memória (casos e controles podem diferir sistematicamente, na sua capacidade de lembrar a história da exposição). Essas limitações podem ser contornadas no delineamento e condução cuidadosos de um estudo caso-controle. ETAPAS: 1. Estabelecer população, critérios de inclusão e exclusão 2. Casos – pacientes doentes Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL 3. Selecionar controles – pareamento conforme sexo, idade, nível social, etc 4. Medir exposições – questionário, registro médico, investigações, etc. CASO CONTROLE ANINHADO Chamados também de estudos híbridos, porque integram características de estudos de coorte e de estudos caso-controle Há dois tipos: 1) Caso-controle aninhado a uma coorte propriamente dito - os casos, à medida em que forem aparecendo, são comparados a um ou mais controles selecionados no momento do diagnóstico do caso - nem todos os indivíduos originalmente selecionados para coorte são avaliados 2) Caso coorte - a seleção de controles é feita através de uma amostragem aleatória da coorte inicial, o que permitiria que alguns casos pudessem fazer parte do grupo dos casos e dos controles simultaneamente. - uma vantagem importante deste tipo de desenho é que permite estimativas de fatores de risco e de taxas de prevalência para as estimativas de risco atribuível d) Estudos de coorte (prospectivo) Enfocam mais diretamente os fatores relacionados ao desenvolvimento do evento Importantes para avaliar a incidência das doenças. Estabelecem etiologia e fatores de risco Ex.: acompanhamento de fumantes para avaliar o desenvolvimento ou não de câncer Nos estudos de coorte, primeiramente, identifica-se a população de estudo e os participantes são classificados em expostos e não expostos a um determinado fator de interesse. Depois, os indivíduos dos dois grupos são acompanhados para verificar a incidência da doença/condição relacionada à saúde entre expostos (a/a + d) e não expostos (c/c + d). Se a exposição estiver associada à doença, espera-se que a incidência entre expostos seja maior do que entre não expostos, além da variação esperada devida ao acaso. Nesse tipo de estudo, a mensuração da exposição antecede o desenvolvimento da doença, não sendo sujeita ao viés de memória como nos estudos caso-controle. Além disso, os que desenvolveram a doença e os que não desenvolveram não são selecionados, mas sim identificados dentro das coortes de expostos e não expostos, não existindo o viés de seleção de casos e controles. Os estudos de coorte permitem determinar a incidência da doença entre expostos e não expostos e conhecer a sua história natural. A principal limitação para o desenvolvimento de um estudo de coorte, além do seu custo financeiro, é a perda de participantes ao longo do seguimento por conta de recusas para continuar participando do estudo, mudanças de endereços ou emigração. ETAPAS 1) Estabelecer a coorte de pessoas livres da doença (método diagnóstico preciso) 2) Determinar os expostos e não expostos ( Possibilidade de medir vários níveis de exposição) 3) Acompanhar evitando perdas 4) Diagnosticar a doença (preferência: investigador cego) COORTE PROSPECTIVO Vantagens: sequência temporal de risco – doença claramente estabelecida; ideal para incidência, etiologia e fator de risco, aumenta precisão; diversosresultados podem ser medidos Desvantagens: caro; demorado; não é útil para doenças raras; problema – inclusão de casos subclínicos; perdas durante o seguimento; expostos e não expostos podem ser diferentes COORTE RETROSPECTIVO: Vantagens: útil para doenças com longo período de latência, menos recurscos financeiros e tempo. Desvantagens: controle limitado na obtenção da amostra e medição de variáveis; dados incompletos. ______________________________________ Período de Latência é a diferença de tempo entre o início de um evento e o momento em que os seus efeitos se tornam perceptíveis ----------------------------------------------------------------------- Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL Fonte: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679- 49742003000400003 RAZÃO DE ODDS A razão de chances ou razão de possibilidades (em inglês: odds ratio; abreviatura O.R.) é definida como a razão entre a chance de um evento ocorrer em um grupo e a chance de ocorrer em outro grupo. Chance ou possibilidade é a probabilidade de ocorrência deste evento dividida pela probabilidade da não ocorrência do mesmo evento. Esses grupos podem ser, por exemplo, amostras de pessoas com ou sem uma doença, no qual se quer medir a chance dessa pessoa ter sido exposta a um determinado agente ambiental; ou grupos/amostras para análise estatística, como homens e mulheres, tratados e não tratados, etc. Se as probabilidades de um evento em cada um dos grupos forem p (primeiro grupo) e q (segundo grupo), então a razão de chances é: Uma razão de chances de 1 indica que a condição ou evento sob estudo é igualmente provável de ocorrer nos dois grupos. Uma razão de chances maior do que 1 indica que a condição ou evento tem maior probabilidade de ocorrer no primeiro grupo. Finalmente, uma razão de chances menor do que 1 indica que a probabilidade é menor no primeiro grupo do que no segundo. A razão de chances precisa ser igual ou maior que zero. Se a chance do primeiro grupo ficar próxima de zero, o O.R. fica próximo de zero. Se a chance do segundo grupo se aproximar de zero, o O.R. tende a aumentar ao infinito positivo. O uso crescente de regressão logística em pesquisas médicas e sociais levou a que a razão de chances seja usado como uma forma bastante comum de expressar os resultados em alguns tipos de ensaios clínicos, em análise de enquetes, e em epidemiologia, tal como em estudos caso-controle e estudos de coorte prospectivos para comparar a presença com a ausência de um fator de risco/exposição no grupo de indivíduos em estudo com e sem um determinado "outcome". Contudo, atenção! Se a prevalência do "outcome" ou doença estudada for elevada, o valor de OR é sobrestimado, e dever-se-à nesses casos, utilizar, quando possível, o risco relativo. Quando dados de levantamentos múltiplos são combinados, então fala-se de um OR combinado (em inglês, pooled OR) INTERVENCIONAIS OU EXPERIMENTAIS ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO Estudos prospectivos utilizados para comparar determinada investigação com outra ou com placebo Desenho considerado padrão-ouro para testar eficácia de uma intervenção Podem ser corss-over (todos os pacientes recebem os dois tratamentos, e os pacientes servem como seus próprios controles) Para a pesquisa, pode ser realizado um processo denominado “cegamento”. Isso quer dizer que o médico pode ou não saber em que grupo o paciente está, mas se houver alguma preocupação, ele poderá descobrir. As diferentes formas de cegamento de estudos são: Estudo simples-cego: o médico sabe em que grupo o paciente está e o paciente não sabe em que grupo está; Estudo duplo-cego: nem o médico, nem o paciente sabem em que grupo estão; Estudo não-cego: médico e paciente sabem em que grupo estão. Vantagens: randomização tende a balancear fatores prognósticos entre grupos de estudo; permite a coleta de informações detalhadas; doses podem ser pré- determinadas pelo investigados; cegamento dos participantes pode reduzir distorção na aferição de resultados Desvantagens: capacidade de generalização externa reduzida devido aos critérios de exclusão; demorado; amostras grandes; custo elevado; problemas éticos; os indivíduos podem não aderir às intervenções alocadas https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa https://pt.wikipedia.org/wiki/Chance https://pt.wikipedia.org/wiki/Probabilidade https://pt.wikipedia.org/wiki/Regress%C3%A3o_log%C3%ADstica https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_cl%C3%ADnico https://pt.wikipedia.org/wiki/Enquete https://pt.wikipedia.org/wiki/Epidemiologia https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estudos_caso-controle&action=edit&redlink=1 Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL ENSAIOS DE CAMPO OU DE INTERVENÇÃO São semelhantes ao Ensaio clínico, mas a população estudada não é de pacientes e sim de pessoas livres de doenças e presumivelmente sob risco Os dados são coletados na população em geral São mais caros e de maior duração de tempo. ENSAIOS COMUNITÁRIOS Envolvem a intervenção em nível de comunidades, ao invés de indivíduos. Usados para avaliar a eficácia e efetividade de intervenções que busquem a prevenção primária através da modificação dos fatores de risco em uma população São conduzidos dentro de um contexto socioeconômico de uma população naturalmente formada Limitação: dificuldade de isolar uma comunidade https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos- 26672507 http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/est udos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf https://www.abrale.org.br/tratamento/estudos-clinicos EXTRA IMPORTÂNCIA DO ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO A complexidade do quadro epidemiológico da saúde da população brasileira, que congrega problemas de tão grande diversidade no nível dos determinantes e no da intervenção, coloca enormes desafios para o sistema de saúde. O aumento da expectativa de vida da população implica necessariamente em um aumento de custos, tanto pelo crescimento do número de usuários quanto pelo aumento da morbidade, principalmente nos idosos. Por isso, entendendo que os serviços de saúde devem https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-26672507 https://pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-26672507 http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/estudos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf http://www.acm.org.br/acm/acamt/documentos/curso_prova_titulo5/estudos-epidemiologicos-lucio-botelho.pdf https://www.abrale.org.br/tratamento/estudos-clinicos Nivya Moraes P1/UC2 UNIT – AL ser vistos como aliados da vida e do bem-estar das populações, há que se esperar e prever um aumento dos custos, decorrente da maior complexidade que o aumento da sobrevida traz. O processo de consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) está levando a uma transformação do papel da Epidemiologia nos serviços, com possibilidade de alterações significativas nas práticas epidemiológicas. A atuação setorizada e particularizada da Epidemiologia, manifestada na abordagem da Vigilância Epidemiológica de algumas enfermidades transmissíveis, contrapõe-se, hoje, a um enfoque mais globalizante, sendo a lógica epidemiológica de definição de perfis de saúde-doença na população utilizada como parâmetro em documentos oficiais para o processo de gestão do SUS. Os dados que a epidemiologiaoferece ao SUS são de extrema importância dentro das políticas de saúde descentralizadas, uma vez que as estatísticas locais permitem identificar populações e fatores de risco e combatê-los de maneira mais efetiva. Por exemplo, a pulverização de inseticidas contra mosquitos da dengue é conveniente apenas em regiões com altos índices pluviométricos e de clima quente, esses dados porém, são levantados apenas com dados locais. É preciso assinalar que os instrumentos epidemiológicos não são os únicos válidos e legítimos para a definição de prioridades mas, sem dúvida, o reconhecimento da sua contribuição significa um enorme avanço e uma ruptura com a lógica da tomada de decisões, utilizada anteriormente pelos serviços de saúde. Uma parceria estreita com a área do Planejamento em Saúde e com a Administração é fundamental para viabilizar esta perspectiva. É importante ainda lembrar que o interesse e a relevância das informações em saúde não se restringem à sua utilização imediata pelos serviços de saúde. Assim, os sistemas de informações não podem ser atrelados a certas visões parciais e conjunturais, derivadas das necessidades particulares dos serviços. Por fim, a Epidemiologia deve participar de todas as etapas do processo, desde a discussão sobre os sistemas de informações, identificando as variáveis mais pertinentes, às formas de análise, passando pela etapa da interpretação, voltada para a avaliação e a ação. Em todo esse processo, é importante buscar contribuições e estabelecer articulações com outras disciplinas, como a Clínica, a Administração, o Planejamento e as Ciências Sociais, efetivando, assim, o princípio da multidisciplinaridade. Fonte: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext& pid=S0104-16731997000300002