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@claimafra – MED UFOB 
 
FUNÇÕES 
- Mantém homeostase térmica. 
- Promover um ambiente que permita a movimentação 
corpórea fetal. 
- Proteger o feto contra traumatismos. 
- Proteger o cordão umbilical de fenômenos compressivos 
durante a movimentação fetal e as contrações uterinas. Se 
comprimir o cordão, acaba que passa menos nutrientes para 
o feto. 
- Manter a temperatura adequada e auxiliar no 
desenvolvimento pulmonar fetal. 
Obs: Isso é muito importante em pacientes que rompem 
bolsa muito cedo, pois há diminuição desse líquido e pode 
atrapalhar no desenvolvimento pulmonar do bebê. 
REGULAÇÃO DO VOLUME DE LÍQUIDO 
AMNIÓTICO 
No início da gestação: LA  ULTRAFILTRADO DO PLASMA 
MATERNO. 
Segundo trimestre: Difusão do líquido extracelular através 
da pele fetal torna a composição semelhante à do plasma 
fetal. 
Principais fontes a partir de 20 semanas: Urina fetal e fluido 
pulmonar. 
Reabsorção: ocorre por meio da deglutição fetal, seguida da 
reabsorção intestinal e trocas através da superfície das 
membranas que revestem o cordão umbilical, a face fetal da 
placenta e a parte uterina. 
 
 
CONCEITO E INCIDÊNCIA 
OLIGODRÂMNIO: Diminuição na quantidade de LA valor 
inferior a 300ml ou 400ml. É importante considerar a idade 
gestacional também. 
O,5% a 5,5% das gestações. 
Queixa da grávida: Fácil reconhecimento das partes fetais 
pela palpação, redução na movimentação fetal e/ou história 
de perda de líquido pela via vaginal. 
POLIDRÂMNIO: Excesso de quantidade de LA superior a 
2000ml 
0,4 a 1,5% das gestações. 
Queixa da grávida: Dispneia, altura uterina maior que a 
esperada, pele distendida, lisa e brilhante, presença de 
estrias extensas. Pode ser observado o sinal de “piparote”. 
TÉCNICAS DE MEDIDAS 
Utiliza-se o exame ultrassonográfico para o diagnóstico e 
acompanhamento das alterações do volume de líquido 
amniótico. 
 BOLSÃO VERTICAL 
- Medida do diâmetro vertical do maior bolsão de LA, livre 
de partes fetais e alças de cordão umbilical, observado 
durante a ultrasson. 
@claimafra – MED UFOB 
 
- Olhar no ultrassom e pesquisar onde tem mais líquido no 
útero da mulher (anecoico – mede o maior bolsão) 
 
 
ÍNDICE DE LÍQUIDO AMNIÓTICO: 
- Pega o transdutor da USG e divide os quadrantes da barriga 
da mulher e mede a quantidade de líquido em cada 
quadrante e soma. 
- A gestante deve estar em decúbito dorsal horizontal. 
 
 
OLIGODRÂMNIO 
FATORES ASSOCIADOS À ETIOLOGIA DO 
OLIGODRÂMNIO 
 Causas fetais: restrição do crescimento fetal, anomalias 
congênitas. 
 Causas maternas: Síndromes hipertensivas, 
colagenoses/ síndrome antifosfolípide, diabetes com 
vasculopatia, desidratação, drogas – inibidores da 
enzima de conversão, inibidores de síntese de 
prostaglandinas. 
 Causas placentárias: Deslocamento prematuro de 
placenta, síndrome da transfusão feto-fetal. 
 Outas causas: Rotura prematura das membranas 
ovulares, pós-datismo/ gestação prolongada e 
idiopática. 
OBS: Em casos de pacientes com oligodrâmnio por causas 
simples dá para reverter isso, fazer soro, reidratação. 
OBS: o diagnóstico de rotura prematura é clínico, a USG não 
consegue fazer esse diagnóstico. 
DIAGNÓSTICO 
 Exame físico: Fundo uterino menor que o esperado para 
a idade gestacional, partes fetais facilmente palpáveis. 
 USG: Avaliação subjetiva do Vla – Discrepância entre o 
tamanho do feto e o volume de líquido. Índice de 
Líquido amniótico: soma dos maiores bolsões de LA 
observados em cada um dos quadrantes do útero. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA OLIGODRÂMNIA SEGUNDO 
VALORES DO ILA 
@claimafra – MED UFOB 
 
ILA DIAGNÓSTICO 
≤ 5cm Oligodrâmnio acentuado 
> 5 cm e ≤ 8cm Oligodrâmnio moderado 
8,1 cm a 18cm Normodrâmnio 
Saber mais ou menos o que é reduzido ou alterado. Essa 
tabela varia muito de literatuda, por isso é importante 
avaliar de acordo com a idade gestacional e colocar no 
gráfico. 
CONDUTA 
- Tratamento voltado para a doença de base e é importante 
direcionar de acordo com a idade gestacional. 
- Atentar para a necessidade de interrupção da gestação pela 
frequente associação da oligodramnia com sofrimento fetal. 
 Controle materno: repouso, ingesta proteica adequada, 
hidratação adequada. 
 Controle fetal: Pesquisa de malformação fetal, estudo 
citogenético do concepto e avaliação e controle 
rigoroso da vitalidade fetal. 
 Avaliação da maturidade fetal: Critérios da USG, estudos 
do LA. 
Em casos de ausência de maturidade fetal, recomenda-se 
internação da gestante para repouso 
PARTO 
 Lembrar: Associa-se, com frequência, ao sofrimento 
fetal e aumenta os riscos de compressão funicular. 
 Cardiotocografia intra-parto 
 Cesárea: condicionada à indicação materna ou ao 
comprometimento da vitalidade fetal. 
INSUFICIÊNCIA PLACENTÁRIA X OLIGODRÂMNIO 
X SOFRIMENTO FETAL 
 
POLIDRÂMNIO 
Sobredistensão uterina, dificuldade na palpação abdominal, 
movimentação excessiva e distúrbio da contratilidade. 
CONDIÇÕES ASSOCIADAS AO POLODRÂMNIO 
 Fetais: Obstrução gastrointestinal, anomalias 
congênitas (anencefalia), arritmias cardíacas, infecções, 
hidropsia fetal não-imune, tumores fetais. 
 Causas maternas: Diabetes mellitus – descompensação, 
aloimunização. 
 Causas placentárias: Síndrome da transfusão feto-fetal, 
corioanfioma. 
 Idiopática. 
DIAGNÓSTICO 
 Exame físico: Fundo uterino> que o esperado para IG, 
sobredistensão uterina, dificuldade para palpação fetal 
e para ACF, hipotensão materna frequente (P. supina). 
 USG: Discrepância entre o tamanho do feto e vLA, ILA. 
CLASSIFICAÇÃO DO POLIDRÂMNIO SEGUNDO 
VALORES DE ILA 
ILA DIAGNÓSTICO 
> 8 cm e < 18cm Normodrâmnio 
>= 18 cm e < 24cm Polidrâmnio moderado 
>= 24 cm Polidrâmnio acentuado 
 
CONDUTA 
Tratamento voltado para a doença de base. 
Atenção às possíveis complicações: Prematuridade, RPMO, 
deslocamento prematuro de placenta, DHEG. 
 Controle materno: Repouso, ingesta proteica adequada, 
investigação e tratamento do diabetes. 
 Controle Fetal: Pesquisa de malformação (USG 
morfológica), estudo citogenético do concepto, 
ecocardiografia, avaliação da vitalidade fetal. 
TRATAMENTO 
- Amniocentese descompressiva: com a agulha retira o 
excesso de líquido (muito delicado). Esse procedimento é 
feito em casos associados a dispneia e/ou dor abdominal 
materna. 
- Indometacina: inibidora da prostaglandina que reduz a 
produção de LA pelo feto, atuando diretamente no epitélio 
pulmonar e nos rins. 
@claimafra – MED UFOB 
 
- Avaliação da maturidade fetal. 
- Aceleração da maturidade pulmonar fetal, se indicado. 
- Quadros que cursam com pouco desconforto materno 
podem ser conduzidos de forma não intervencionista. 
PARTO 
 Feto hígido  proximidade do termo x amniocentese 
descompressiva. 
 Trabalho de parto amniocentese normalizar vLA 
Oxigenação fetal e distúrbio de contratilidade 
(hipossistolia). 
 Amniotomia X descompressão súbita e prolapso de 
cordão umbilical. 
 Cesárea indicação materna e vitalidade fetal. 
 Puerpério risco maior de hipotonia uterina. 
Obs: cuidado com amniotomia, pois pode ocorrer prolapso 
de cordão umbilical. 
REPERCUSSÕES DECORRENTES DA 
PREMATURIDADE 
 Síndrome do desconforto respiratório. 
 Hipoplasia pulmonar. 
 Doença pulmonar crônica. 
 Hemorragia intraventricular.

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