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Fungos: • Estrutura eucariota: seres com núcleo individualizado por membrana, com diferentes organelas no citoplasma • Domínio Eukarya • São eucariotos, ubíquos (amplamente distribuídos no ambiente), quimiorganotróficos (produzem energia a partir de compostos orgânicos) (assimilação) e a maioria é saprofítica. • Devido ao aumento de tratamentos imunossupressores teve a importância elevada (oportunismo); o Terapia com corticoide (=imunossupressão = diminuição da resposta imunológica) – predispõe paciente a desenvolver afecções fúngicas, por conta do oportunismo desses organismos • Apenas a minoria causa infecção, que são denominadas de MICOSES • Podem ser de 3 tipos: Filamentosos (bolores), Leveduras e Cogumelos (não tem importância médica) o Há espécies de cogumelos que produzem componentes tóxicos, podendo causar toxicidade quando ingeridos • Presentes em ambientes aquáticos – principalmente água doce, e ambiente terrestre sendo os principais responsáveis pela maioria das doenças de vegetais economicamente importantes. o Presença no solo – apelo grande ao se falar da produção de alimentos; pois os fitopatógenos (doenças em vegetais), fungos capazes de desenvolver pragas nas plantações, são difíceis de serem controlados e trazem perdas econômicas • Mundialmente dispersos ➢ Lado positivo: • Micorrizas o Associações dos fungos filamentosos as raízes dos vegetais, facilitando assimilação de nutrientes/ água, favorecendo a nutrição daquele vegetal • Biomassa o Produção de energia a partir de decomposição da matéria orgânica (fungos são os maiores decompositores do planeta) • Controle biológico o Produção de substancias naturais que inibem o crescimento de microrganismos o Controle de pragas – fungos que não tem relevância patogênica são usados em plantações e principalmente no controle de ectoparasitas (moscas, carrapatos) ▪ EX: Controle de crescimento de larvas de moscas • Maiores decompositores do planeta • Biotransformadores: queijos, cerveja, vinho, pão, missô, molho de soja, etc o De acordo com seus produtos metabólicos tem aplicação o Produção de CO2 – utilizados na indústria de panificação – permite que massa cresçam; fermentos biológicos o Compostos de etanol – indústria cervejeira, vinhos • Produtores de antibióticos, enzimas, vitaminas, esteróides e hormônios de crescimento vegetal ➢ Lado negativo: • Doenças no homem e nos animais • Doenças em plantas • Micotoxicoses o Toxinas fúngicas (micotoxinas) o A forma como os grãos são estocados podem gerar ambiente favorável para proliferação de fungos o Se micotoxinas forem ingeridas desencadeiam toxicidade o Amendoim: comum Aspergillus flavus – produz aflatoxina • Alergias • Biodeteriorização o Fungos crescem de forma centrífuga: fungos estão presentes em partes não visivelmente afetadas, e não somente em colônias (que são visíveis) Morfologia dos fungos: ➢ Fungos pluricelulares (filamentosos) • Bolores; visualizáveis na forma de colônia • Amplamente disseminados na natureza; • Colônias filamentosas multicelulares; • Cada filamento cresce principalmente na extremidade; • Um único filamento – Hifa; • Conjunto de hifas que crescem juntas em uma superfície formando tufos – micélio; • Algumas hifas se dividem por paredes transversais – septos • A partir do micélio, ramificações das hifas podem atingir o ar acima da superfície, e nessas ramificações aéreas são formados esporos denominados conídios (esporos assexuados), altamente pigmentados e resistentes ao dessecamento, atuando na dispersão do fungo em outros habitats o Conídios: estruturas fúngicas infectantes, que originam outro fungo por reprodução assexuada; altamente pigmentados e resistentes ao dessecamento, mas sua função não é resistência ambiental, sua função é propagação da estrutura fúngica • Estrutura dos fungos filamentosos: o Constituição das hifas: ▪ Membrana = quitina (polímero de n-acetilglicosamina), celulose, polissacarídeos, proteínas e lipídeo – composição da PC que é adjacente a membrana - função de sustentar a estrutura, que é o filamento ▪ Citoplasma = mitocôndrias, núcleos, retículo endoplasmático, ribossomos, vacúolos o Septos – divisões internas que originam porções dentro da hifa; não separam uma estrutura da outra; possuem poros que permitem passagem de metabolitos, nutrientes, água, e organelas; ex: num segmento da hifa com 2/3 núcleo e outro sem – não significa que a célula não tem núcleo, significa que componentes passaram através do septo, se mobilizando entre as células adjacentes a partir do septo • Reprodução anamorfa (assexuada): o Hifa ▪ Filamentos ▪ Forma vegetativa • Unidade estrutural do fungo • Fixa fungo no substrato • Assimila nutrientes • Geram estruturas • • Quando micélios crescem abaixo da superfície, estão associados a estabilidade/assimilação de nutrientes • Fungos que crescem além da superfície – hifas aéreas – micélios reprodutivos; hifas aéreas culminam na formação dos conídios – poros relacionados a reprodução anamorfa dos fungos filamentosos • Conídios podem ser levados pelo vento, e tem grande capacidade de propagação – germinam com parâmetros fisiológicos adequados • MORFOLOGIA DOS FUNGOS FILAMENTOSOS o Hifas (septadas ou não septadas) ▪ Septadas: regularidade quanto a distância/presença dos septos ▪ Não septadas: septos não são contínuos, sem regularidade – hifas cenocíticas; mas possuem septos o Micélio (bolor) ▪ Micélio Vegetativo ▪ Micélio Aéreo (reprodutivo) – a partir de hifa, observa-se estrutura aérea, acima da superfície, culminando numa estrutura que produz conídios o Formas das hifas ▪ Hifa em espiral – típico de Tricophyton ▪ Hifa em raquete – típico de Microsporum ▪ Hifa em forma de raiz (rizóide), etc – típico de Rhizopus ▪ A forma como a hifa se apresenta pode indicar diferentes gêneros fúngicos o Micélio = conjunto de hifas. ▪ MICÉLIO VEGETATIVO ENDOBIÓTICO = Conjunto de hifas que infiltram-se no nutriente. (a) • Assimilação, fixação do fungo no ambiente ▪ MICÉLIO VEGETATIVO EPIBIÓTICO = Conjunto de hifas que desenvolvem-se na superfície do nutriente e, geram as estruturas de reprodução. (b) ▪ MICÉLIO REPRODUTIVO = Conjunto de estruturas relacionadas a produção das unidades geradoras de colônias. (c) ▪ o ESTRUTURAS REPRODUTIVAS: ANAMORFAS (ASSEXUADAS) ▪ ▪ Aspergillus: a partir da fiálide surge o conídio; cabeça rica de conídios é típica desse gênero ▪ Baseado nas características do micélio reprodutivo e quais estruturas apresenta – forma de identificar fungo filamentoso ▪ Conídio = unidade formadora de colônias; reprodução anamorfa • Quando cai num ambiente satisfatório, germina e forma nova célula fúngica • Podem ser hialinos ou escuros (dematiáceos): escuros – presença de melanina da coloração escurecida • Conidiogênese: blástica (parte mais distal do micélio reprodutivo forma projeção que forma conídio); tálica (todo o micélio reprodutivo é quebrado, formando vários conídios – macro ou micro; micélio/ hifa aérea é partida, e a partir dessa partição, cada componente é um conídio) ▪ ▪ o Conídios: reprodução anamorfa (Microsporum canis, Alternaria spp, Curvularia spp, Trichophyton spp, Nigrospora spp, Fusarium spp) ▪ A morfologia do conídio nos permite identificar os fungos ▪ Fungos que produzem micro/macroconídios ▪ EX: Estrutura fusiforme, com bordas espessas, várias divisões – típica de Microsporum canis ▪ EX: conídio escuro em forma de vírgula – típico de Curvualaria ▪ EX: conídio hialino, em forma de canoa – típico de Fusarium ▪ EX: bem enegrecido – típico de Nigrospora ▪ EX: Tricophyton – macroconídios em forma de charuto o Clamidoconídio (clamidosporos) forma de resistência dos fungos ▪ Estrutura globosa, com dupla parede muitas vezes ▪ Contem reservas de energia e material genético no seu interior▪ Quando as condições se alteram, germinam, formando nova estrutura fúngica ▪ Estruturas de resistencia ambiental, e não resistência a anti-fúngicos ▪ • Estudo dos fungos filamentosos: o Características da colônia fúngica: ▪ Algodonosa • Parece algodão ▪ Aveludada ▪ Pulverulenta • Geralmente são as observáveis na superfície dos alimentos • Parece um pó, com vários pontinhos, que são os conídios presentes no micélio reprodutivo • Cada fungo produz conídio de determinada cor • Identificação de Fungos Filamentosos o Estruturas de ornamentação - hifas ▪ Hialinas/escuras, septadas/ cenocíticas, raquete/espiral/raiz o Estrutura de frutificação – conídios – formam novas células fúngicas ▪ Macro/microconídios o + aspectos coloniais – aveludada, algodonosa, pulverulenta, negra, vermelha, verde o Associando esses dados identificamos os fungos filamentosos em laboratório • Conidiogênese o Célula conidiogênica presente na parte terminal da hifa aérea – presentes no micélio reprodutivo; pode ser de dois tipos: ▪ Esporangênicas – esporos assexuados (conídios) presentes no interior de bolsas (esporângios) – típico do gênero Muco ▪ Conidiogênicas - sem estruturas envolvendo os conídios - livres ; típico de Penicilium o Importantes estruturas de identificação dos fungos filamentosos ➢ Fungos unicelulares (leveduras) • Unicelulares • Divisão celular em sua maioria por brotamento; o Brota-se nova célula, com separação da estrutura, formando célula filha, sem compartilhamento genético; uma origina 2; células filhas geneticamente idênticas • Algumas espécies produzem brotamentos que não se desprendem se alongando e formando estruturas denominadas pseudo-hifas; o Não é considerada hifa verdadeira o Parede celular faz essa estrutura que não se separa • Células bem maiores que as bactérias e apresentam estruturas em seu interior • Há fungos levedurifomes capazes de produzir hifas verdadeiras – hifas diretamente relacionadas ao parasitismo; grupos bem específicos; de forma geral, leveduras não tem capacidade de produzir hifas verdadeiras • Morfologia dos fungos unicelulares o Aspecto de colônia: ▪ Cremoso ▪ Cerebriforme ▪ Mucóide – células apresentam cápsula • Morfologia dos fungos unicelulares constituição da levedura o Membrana/ parede celular: ▪ Polissacarídeos (glicana e manana) ▪ Proteínas ▪ Vestígio de quitina ▪ Membrana citoplasmática (proteínas, lipídeo, polissacarídeo) o Célula eucariótica citoplasma, núcleo, ribossomos, vacúolos, mitocôndrias, etc.. • Morfologia dos fungos unicelulares o Leveduras ▪ Saccharomyces cerevisiae – apresenta leveduras agrupadas, formando diferentes projeções ▪ Cryptococcus neoformans (Filobasidiella neoformans) – tipo de levedura com espessa cápsula ▪ Paracoccidioides brasiliensis – estrutura central rica de projeções ao redor o Podem ser ovais, alongadas como pantufa, circulares e agrupadas, ter projeções • Reprodução anamorfa (assexuada): o Brotamento ou gemulação o Brotamento – duplicação do material genético, formação das projeções, forma broto, separação; no brotamento a célula mãe é maior que a célula filha o Divisão binária – no final duas células do mesmo tamanho são formadas • Como identificar as leveduras o Somente a morfologia, assim como em bactérias, muitas vezes não é suficiente para identificarmos as espécies envolvidas (oval, alongado, esférico – diferentes leveduras apresentam essas características) o Necessário testes bioquímicos – provas complementares, assimilação de açúcares, assimilação de diferentes nutrientes, diferentes metabolismos para identificar o agente; diferente do filamentoso, pois microscopicamente mostra riqueza de detalhes que permite identificação no laboratório, já a levedura não, pois possui morfologia genérica na maioria das vezes • REPRODUÇÃO TELEOMORFA: Filamentosos e Leveduras o Reprodução Sexuada ▪ Existem fungos que além de fazer reprodução assexuada (todos fazem), fazem a sexuada ▪ Fusão de gametas ou hifas especializadas, gametângios – promovem variabilidade genética - adaptação ao meio ▪ De acordo com o tipo de produção dos esporos: • Ascósporos – dentro de um saco fechado (asco); • Basidiósporos – na extremidade de uma estrutura claviforme (basídio); • Zigósporos – fusão de hifas. ▪ Fungos perfeitos = fazem reprodução teleomorfa e anamorfa. ▪ Fungos imperfeitos = fazem reprodução anamorfa. Classificação das Micoses: • Micoses Superficiais; • Micoses Cutâneas; • Micoses Subcutâneas; • Micoses Endêmicas; • Micoses Oportunistas; ➢ Micoses Superficiais • Pitiríase versicolor – Micose da Praia (pano branco) o Distribuição mundial: Mais frequente em regiões de clima tropical ou subtropical o Infecção crônica da camada córnea da pele o Ag. Etiológico: Malassezia furfur – lipodependente, precisando de gordura para se manter viável, crescer; por isso fica próxima de secreções seborreicas o Faz parte da microbiota da pele já nas primeiras semanas de vida - prevalência por áreas seborréicas do corpo (preferem regiões ricas em sebo, glândulas sebáceas) ▪ Contato com ambiente forma microbiota do indivíduo o Tórax em adultos o Couro cabeludo em crianças o Malassezia furfur ▪ Outras patologias: ▪ Dermatite seborréica: caspa (pitiriase capitis) ▪ Foliculite ▪ Onicomicose ▪ Infecções sistêmicas (imunodeprimidos) - raro ▪ *M. furfur também é encontrada no Folículo piloso: Pode descer ao longo da haste pilosa: recidivas o Sinais Clínicos ▪ Lesões hipo ou hiperpigmentada; • Começam com lesões pequenas circulares, que se unem e formam grandes manchas = pano branco • Difícil tratamento: cronicidade ▪ Levemente descamativa; • Aspecto furfuráceo: sai pozinho das lesões ▪ Aparecem nos braços, pescoço, tronco e região da cintura; ▪ Infecção assintomática. o Fatores predisponentes ▪ Alta temperatura e alta umidade relativa do ar ▪ Pele gordurosa ▪ Elevada sudorese ▪ Fatores hereditários ▪ Gravidez ▪ Estado Nutricional precário ▪ Uso de hidratantes ▪ Uso de terapias imunossupressoras, corticóides o Diagnóstico Micológico ▪ Exame Direto ▪ Observação do material clínico (escama da pele), Presença de leveduras esféricas ou ovais em forma de cachos de uva e fragmentos de hifas. ▪ Dados morfológicos: 99% das amostras de pacientes com pitiriase apresentam esse achado ▪ Isolamento é importante para conhecer a epidemiologia da micose e saber a espécie do fungo; • Fungo lipodependente – devemos fornecer fonte lipídica • Isolamento do fungo: Meio Sabouraud acrescido de azeite de oliva (fonte lipídica) ▪ Cultura leveduriforme aparece após 3 dias a 37 C ▪ Textura cremosa, de cor creme, superfície lisa – característica morfológica em forma de pantufa ➢ Micoses Cutâneas • Dermatofitose o Epidemiologia ▪ Fungos filamentosos, hialinos, septados, queratinofílicos e queratinolíticos - promovem quebra da queratina por queratinase ▪ Causam lesões no extrato córneo rico em queratina, acometendo: pele, pelos e unhas (homens e animais); ▪ Gêneros: Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton o Habitat ▪ Geofílicos – Vivem no solo (rico em resíduos de queratina humana/animal – penas, pêlos, escamas, etc) ▪ Zoofílicos – animais (Cães, gatos, etc.) ▪ Antropofílicos - Homem • Nada impede que espécies geofílicas e zoofílicas acometam o homem ▪ *Considerados uma das patologias humanas de maior ocorrência – 10-15% da população mundial pode ser infectado no decorrer de sua vida. o Estabelecimento da Dermatofitose (peladeira) ▪ Hifa – habilidade de competição com a microbiota residente. Se fragmentam em artroconídios (conídio do dermatófito) • Conidiogenese tálica ▪ Artroconídio precisa vencer a microbiota residente, e em seguida a barreira do filme de gordura sobre a camada córnea▪ Contato com a queratina do extrato córneo – começa o processo, pois consegue nutriente que ele precisava para se multiplicar e iniciar infecção ▪ Hifas = Crescimento longitudinal ao extrato córneo. (hifa-artroconídiohifaartroconídio- hifa... – ele vai se multiplicando) ▪ Intensa produção de queratinase - hidrólise da Queratina. ▪ Produção de metabólitos e produtos de excreção por conta do crescimento fúngico - ação irritante, alergênica e tóxica = Resposta inflamatória local. ▪ Lesões capilares tipo: • Ectotrix – artroconídios acometem na parte externa do pelo • Endotrix – artroconídios dentro do pelo • Fávico – dentro do pelo; se apresenta como vesícula/ favo de mel ▪ o Tendência a lesão circular: ▪ Lesão típica: anel de descamação inflamatória. ▪ Dermatófito cresce centrifugamente a procura de queratina; ▪ “Foge” de áreas de infecção secundária por bactérias; ▪ OBS.: Lembrando que fungos crescem de forma centrífuga, por isso a lesão é circular, e fungo vai em direção a novos componentes; na borda da região encontra-se o fungo metabolicamente ativo, pois no centro a população é muito pequena ▪ Coceira – lesão, pode predispor lesões secundárias bacterianas; mais um motivo para fugir da região central, onde bactérias podem se encontrar presentes • Humanas = Tinea Tinea cruris / Tinea corporis / Tinea barbae / Tinea pedis / Tinea captis / Tinea imbricata/ Tinea unguineum • Variação clínica: ▪ Espécie; ▪ Concentração do inóculo; ▪ Sítio anatômico; ▪ Sistema imunológico do hospedeiro; • Classificação Clínica o Tinea capitis – couro cabeludo ▪ Tonsurante Microspórica: relacionada com fungo Microsporum • Acomete principalmente crianças (4 a 10 anos); • Placas de alopecia (máx. 2 placas); • Fluorescentes a Lâmpada de Wood – alguns fungos dermatófitos florescem na presença dessa luz = fácil diagnóstico • Parasitismo externo do pelo – ectotrix. • Lesão microspórica – geralmente associada ao M. canis • Artroponídeo presente fora do pelo, por isso ao incidir a luz ele brilha – característica de Microsporum canis ▪ Tonsurante Tricofítica • Várias placas de alopecia descamativas; • Não fluorescentes a Lâmpada de Wood – artroponídeo dentro do pelo • Parasitismo interno do pelo – endotrix. • Geralmente associada ao Trichophyton tonsurans o Tinea cruris: lesões de grandes pregas ▪ Parte interna de coxa, próxima a bolsa escrotal ▪ T. rubrum e E. floccosum o Tinea pedis (Pé de atleta) ▪ E. floccosum ▪ Lesões mais ressecadas ▪ Infecções bacterianas secundárias ▪ Dolorosas o Tinea manum ▪ Lesões interdigitopalmares -- T. rubrum, T. tonsurans e T. mentagrophytes o Tinea unguium - Onicomicose ▪ T. rubrum • Diagnóstico Micológico ▪ Exame direto • Elementos com queratina: pele (extrato córneo), pelos, unha.. ▪ Prepara de Lâminas com Clarificante: • Hidróxido de sódio (10 a 30%) / Hidróxido de potássio (10 a 15%) • Montagem de Lâmina ▪ Exame direto de raspado de pele: Microscopia – Objetiva 40x – procura-se forma infectante = Artroconídios ▪ Artroconídio – Endotrix: hifa do dermatófito fragmentada formando artroconídios ▪ Artroconídio – Ectotrix – aderido a forma externa do pelo ▪ Isolamento em meios de cultura seletivos: Ágar seletivo para fungo patogênico, Ágar Mycosel. (dermatófitos) ▪ Fungos filamentosos demoram a crescer; a partir do 7º dia observamos características das colônias ▪ ▪ Montagem de lâminas para microscopia a partir da colônia: Utilização de Azul de algodão; coloca-se lamínula, e leva para microscópio ▪ Lâminas dos dermatófitos são azuladas, pois são hialinos utilizam azul de algodão para fazer a coloração ▪ ▪ Típica de Tricophyton ▪ ▪ Dentro do gênero Microsporum há 2 espécies de importância, o canis e gypseum: um é zoofílico e outro ambiental ▪ Fusiformes ▪ Canis tem mais segmentos, e tem borda mais espessa ▪ Gypseum: mais delgado ▪ ▪ ▪ Existem fungos filamentosos que produzem macro/micro e outros que não ▪ T. rubrum produz macroconídios ▪ Não produz microconídios, mas produz macroconídios; de paredes lisas; muitas vezes em pares