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CÂNCER DE COLO UTERINO 
Pensar em: 
 Prevenção 
 Rastreio/Dx 
 Estadiamento 
 Tto 
- Crescimento lento 
- Lesão precursora identificável 
- Método de rastreamento eficaz – colpocitologia 
- Passível de prevenção 
Epidemiologia 
- Inicia sua incidência aos 30 anos e atinge seu pico entre 50 a 60 anos. 
- Existem 13 tipos de HPV reconhecidos como oncogênicos, sendo o 16 e 18 os principais. 
Fatores de risco 
- Sexarca precoce 
- Múltiplos parceiros sexuais 
- DST 
- ACOs – associado mais ao adenocarcinoma do colo 
uterino. 
- Tabagismo – relacionado a imunidade. 
- Baixa imunidade 
- Multiparidade 
- Desnutrição 
- Má higiene genital 
- Baixo nível socioeconômico 
- Radiação ionizante 
- Infecção pelo HPV 
Anamnese + Exame físico 
- Estágios avançados: dor, corrimento e SUA (sang. Uterino anormal) 
HPV (Papiloma vírus humano) 
Predispõe atipias na zona de transição (> 150 subtipos) 
Baixo risco oncogênico: 6, 11 (condilomas genitais), 42, 43, 44 
Alto risco oncogênico: 16 (carcinoma epidermoide), 18 (adenocarcinoma de colo uterino), 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 
56, 58 e 59. 
- Vacina (VLP): partículas semelhantes ao vírus – 3 doses 
Tipos: 
Bivalente – HPV 16/18 → doses 0,1 e 6 meses 
Quadrivalente – HPV 6/ 11/ 16/ 18 → 0, 2 e 6 meses 
Att MS em jan/2017: apenas 2 doses – 9 à 14 anos (0 e 6 meses)/ nos meninos 11 à 14 anos (0 e 6 meses)/ 
Imunossuprimidos: transplante de órgãos sólidos, transplantes de MO, pacientes oncológicos, HIV/AIDS – entre 9 e 26 
anos (0, 2,6 meses). 
*para imunossuprimidos requer receita médica. 
 
Rastreamento 
1º Colpocitologia 
Inicio: 25 anos em pcts sexualmente ativas 
Intervalo: após 2 amostras anuais consecutivas negativas, fazer a cada 3 anos. 
Fim: após 64 anos, com 2 negativos nos últimos 5 anos. 
Situações especiais 
1. Gestante: coleta igual 
2. HIV 
Após sexarca: no primeiro ano coletar de 6/6 meses 
Pct com CD4 < 200: manter coleta de 6/6 meses 
3. Virgem: não coletar 
Resultados: Classificação de Richart/ Classificação de Bethesda 
▪ LIE- BG (LSIL) → NIC I → 
CD = Repetir em 6 m (>= 25 anos) ou em 3 anos (< 25 anos) 
▪ ASC-US: Escamosa indeterminada possivelmente não neoplásica 
CD= repetir em 6m (>= 30 anos) ou em 12 m (entre 26 e 29 anos) em 3 anos (<= 25 anos) 
▪ ASC-H: Escamosa indeterminada possivelmente neoplásica 
CD = Colposcopia 
▪ AGC (AGUS): Glandular indeterminada 
CD = Colposcopia e avaliar canal cervical 
▪ LIE-AG (HSIL): NIC II/ NIC III/ CA situ 
CD = Colposcopia c/ biópsia dirigida 
Colpocitologia normal 
1. Inflamação sem identificação do agente 
Caracterizada pela presença de alterações clls epiteliais, geralmente determinadas pela ação de agentes físicos 
(radiativos, mecânicos ou térmicos) ou químicos (medicamentos abrasivos ou cáusticos, quimioterápicos e 
acidez vaginal sobre o epitélio glandular). Ex: DIU 
CD: rotina de rastreamento citológico normal 
2. Metaplasia escamosa imatura 
Caracteriza reparação do tecido 
CD: Rotina de rastreamento citológico 
3. Reparação 
Fase final do processo inflamatório – decorre de lesões da mucosa com exposição do estroma e pode ser 
originado por quaisquer agentes que determinam inflamação. 
CD: Rotina de rastreamento citológico 
4. Atrofia com inflamação 
É um achado fisiológico após a menopausa, pós-menopausa e durante a lactação. 
*caso laudo venha com dificuldade diagnóstica decorrente de atrofia, a estrogenoterapia deve ser feita 
através da via vaginal com creme de estrogênio conjugados em baixa dose ou estriol vaginal, durante 21 dias. 
A nova citologia será coletada entre 5 a 7 dias após a parada de uso. 
CD: Rotina de rastreamento citológico 
5. Alterações decorrentes de radiação ou quimioterapia 
Ocorre no caso de mulheres tratadas por RDT pélvica ou que fizeram QMT. 
Normalmente apresentam sintomas vaginais crônicos, como estenose, ressecamento, inflamação, 
sangramento. 
*Sociedade Americana para estudos sobre menopausa indica uso de estrogênio tópico em baixa dose para 
estimular regeneração epitelial, cicatrização e elasticidade da vagina. 
*SEMPRE mencionar na requisição do exame o tto RDT/QMT. 
CD: Rotina de rastreamento citológico 
6. Achados microbiológicos 
Lactobacillus sp, cocos ou outros bacilos na ausência de sinais e sintomas são considerados normais. 
*Pct com sintomas, como corrimento, prurido ou odor genital anormal, na presença de 
Gardnerella/Mobiluncus sp., Trichomonas vaginalis, Candida sp., deve ser encaminhada para avaliação 
ginecológica e seguir conduta especifica. 
7. Clls endometriais normais fora do período menstrual ou após menopausa 
Demanda investigação da cavidade endometrial visto a possibilidade de sinalizarem uma anormalidade 
glandular no endométrio. 
CD: Rotina de rastreamento citológico. Avaliar indicação de investigação da cavidade uterina. 
Obs: mulheres pós-menopausa, gestantes e imunodeprimidas com alterações celulares benignas não demandam 
recomendações especiais. 
Colpocitologia anormal 
1. ASC-US (clls escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásico) 
CD: 
>/= 30 anos → repetir exame em 6 meses 
< 30 anos → exame citopatológico em 12 meses 
< 24 anos → Exame citopatológico deve ser repetido em 3 anos 
Imunodeprimidas → encaminhar para colposcopia 
2. ASC-H (clls escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se pode excluir lesão intraepitelial 
de alto grau) 
CD: encaminhar para colposcopia 
< 24 anos → encaminhar para colposcopia 
- Achados normais ou menores na colposcopia – seguimento citológico com intervalo de 12 meses. 
- Achados colposcópicos maiores – encaminhar para biópsia = NIC II/III – seguir recomendação especifica. 
Gestantes → Encaminhar para colposcopia e para realização da biópsia, apenas se houver suspeita de lesão invasiva. 
Reavaliar a pct em 90 dias após o parto, para confirmação dx e decisão terapêutica. 
Mulheres na pós-menopausa → encaminhar para colposcopia e fazer preparo com estrogênio antes. 
Imunossuprimidas → Encaminhar para colposcopia 
a) Colposcopia com visão total da JEC (ZT tipo 1 ou 2) e achados maiores → Fazer biópsia, mas a excisão tipo 1 
ou 2 são aceitáveis. 
b) Achados colposcópicos anormais + sem visão da JEC (ZT tipo 3) → fazer biópsia e avaliação do canal 
endocervical. 
c) Confirmada a presença de NIC II ou mais relevante, na biópsia ou material endocervical → seguir 
recomendação especifica 
d) NIC I ou resultado dessa investigação for negativo → repetir citologia e a colposcopia em 6 meses. 
e) JEC não é visível ou parcialmente visível (ZT tipo 3) e a colposcopia não revela achados anormais → investigar 
canal endocervical = mantiver resultado ou mais grave, excluída lesão vaginal → É indicado excisão tipo 3 para 
dx. 
 
3. AGC (antigo AGUS) 
Clls glandulares atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas ou clls glandulares 
atípicas em que não se pode excluir lesão intraepitelial de alto grau. 
CD: Encaminhar para colposcopia, na coleta dele ser realizada nova coleta de material para citologia com especial 
atenção para o canal cervica. É recomendável a avaliação endometrial com US em pcts > 35 anos = caso anormal, fazer 
estudo anatomopatológico do endométrio. 
< 35 anos investigação endometrial deverá ser realizada se presente sangramento uterino anormal ou se a citologia 
sugerir origem endometrial. 
Em gestante não fazer estudo endometrial. 
Durante a colposcopia, se encontradas alterações, quaisquer que sejam, deve ser realizada a biópsia. 
- Exame histopatológico = adenocarcinoma in situ/invasor → seguir recomendações especificas 
- Se acaso o dx for de NIC II/III, deve-se buscar excluir doença glandular simultâneos. 
 
4. LIEBG ou LSIL ou Lesão intraepitelial de baixo grau 
Representa a manifestação citológica da infecção causada pelo HPV, altamente prevalente e com potencial deregressão frequente. 
CD: repetir exame citológico em 6 meses. 
< 24 anos → repetir exame em 3 anos 
Gestante → colposcopia não deve ser realizada durante a gestação de mulher com LSIL – qualquer abordagem dx deve 
ser realizada 3 meses após o parto. 
Pós-menopausa → a segunda coleta deve ser precedida de tto da colpite atrófica, quando presente. 
Imunossuprimida → encaminhar para colposcopia após primeiro exame citológico mostrando LSIL. Quando indicado 
o tto deve ser excisional. 
5. LIEAG ou HSIL ou Lesão intraepitelial de alto grau 
CD: encaminhar para realização de colposcopia. Não realizar colpocitologia novamente. 
Na presença de achados maiores, JEC visível (ZT tipos 1 ou 2), lesão restrita ao colo e ausente suspeita de invasão ou 
doença glandular deverá ser realizado o “Ver e Tratar”, ou seja, a excisão tipo 1 ou 2, de acordo com o tipo da ZT. Em 
locais em que não esteja garantida a qualidade da citologia ou quando o colposcopista não se sentir seguro quanto à 
relevância dos achados, a biópsia será aceitável. 
Quando a abordagem “Ver e Tratar” não for possível devido a processo inflamatório ou outras contraindicações 
temporárias, esta deverá ser realizada logo após a sua correção. Nos casos em que esse método estiver indicado, a 
biópsia de colo não é recomendada. 
Na colposcopia com JEC não visível ou parcialmente visível (ZT tipo 3) e achados maiores, deverá ser realizada excisão 
tipo 3. Em mulheres jovens, todos os esforços para tentar expor a JEC devem ser empreendidos. 
Na colposcopia com JEC visível e achados menores realizar biópsia Quando o resultado da biópsia for compatível com 
NIC II/III, realizar excisão tipo 1 ou 2 conforme o tipo de ZT. Se a biópsia for negativa ou apresentar diagnóstico de NIC 
I, deve-se repetir a citologia e a colposcopia em seis meses a contar do dia da realização da biópsia e adotar conduta 
específica de acordo com o novo laudo citopatológico. 
*processos infecciosos ou atrofia genital identificados devem ser tratados anteriormente ao exame. 
*métodos excisionais não estão indicados antes dos 25 anos. 
Gestante → colposcopia pode ser realizada em qualquer época da gestação. A biópsia pode ser feita, existindo riscos 
de sangramento, mas evento é aceitável. 
Pós-menopausa → antes de fazer a colposcopia, administrar previamente estrogênio tópico. 
Imunossuprimida → encaminhar para colposcopia 
Histerectomizadas → mulheres submetidas à histerectomia com história de tto prévio para NIC II/III apresentam risco 
de desenvolver neoplasia intraepitelial vaginal (NIVA). Fazer citopatológico em 6 e 12 meses após a histerectomia. Se 
ambos os exames forem negativos, o rastreamento citológico deverá ser trienal, independente da idade. Caso de as 
margens comprometidas ou na ausência dessa informação, o seguimento deverá ser realizado com exame 
citopatológico e colposcopia semestrais nos primeiros dois anos. 
6. Lesão intraepitelial de alto grau não podendo excluir microinvasão ou Carcinoma epidermoide invasor 
CD: encaminhar para colposcopia. Nos casos de colposcopia com achados sugestivos de invasão, realizar biópsia. 
Nos demais casos, a mulher deverá ser submetida a um procedimento excisional conforme a ZT. Quando o resultado 
da biópsia for compatível com NIC I, II ou III e JEC visualizada, deverá ser realizada excisão conforme o tipo de ZT. Caso 
a JEC não seja completamente visualizada, ou a biópsia sugerir microinvasão, a conduta recomendada é a excisão tipo 
3. 
7. Adenocarcinoma in situ (AIS)/invasor na citologia 
CD: devem ser encaminhadas para fazer colposcopia 
É recomendável a avaliação endometrial em pacientes com 35 anos ou mais. Abaixo dessa idade, a investigação 
endometrial deverá ser realizada se presente sangramento uterino anormal ou condições sugestivas de anovulação 
crônica. 
Mulheres até 24 anos, na pós-menopausa e imunossuprimida → devem se investigadas da mesma forma que as 
demais mulheres. 
Gestante → investigar da mesma forma que outras mulheres, mas não fazer o estudo endometrial. 
Classificar a Zona de Transformação (ZT) em: 
Tipo 1: a ZT é completamente ectocervical e visível, podendo ser pequena ou grande; 
Tipo 2: a ZT tem um componente endocervical, totalmente visível, não importando o tamanho do componente 
ectocervical; 
Tipo 3: a ZT tem um componente endocervical que não é completamente visível, podendo ter um componente 
ectocervical que pode ser pequeno ou grande. 
Tipos de excisão: Exérese da Zona de transformação 
Tipo I: procedimento destinado a tratar a doença ectocervical ou que não se estende mais de 1 cm no canal 
endocervical. 
Tipo II: é necessário retirar maior porção do canal endocervical, o suficiente para ultrapassar a JEC, o que usualmente 
será obtido com excisão de profundidade entre 1,5 e 2,0 cm. 
Tipo III: é necessário maior profundidade de excisão – é recomendado retirar entre 2 e 2,5 cm de canal. 
Consiste na retirada de um tronco em forma de cone de colo uterino. Retira-se cirurgicamente grande parte da 
ectocérvice e do canal cervical. 
É um procedimento dx, que passa a ser terapêutico nos casos de carcinoma in situ → ela exclui CA invasivo com 
segurança, pois a quantidade de tecido retirada é muito maior do que na biópsia. 
*antiga conização 
 
Tipos histológicos CA de colo 
- Carcinoma epidermoide (80%) → 16 
- Adenocarcinoma (15%) → 18 
*Pior prognóstico 
- Carcinoma adenoescamoso (3 a 5%) 
- Carcinoma neuroendócrino ou pequenas clls (?) 
Vias de disseminação 
O câncer de colo pode se propagar diretamente, por continuidade (vagina e corpo uterino) e contiguidade 
(paramétrios, paracolpos, bexiga e reto), e indiretamente, por via linfática ou hemática. 
1º Contiguidade, acometendo vagina e corpo uterino 
2º Linfática: 
Grupo primário – paracervicais, parametriais, obturadores, ilíacos 
Grupo secundário – ilíacos comuns, paraaórticos e inguinais. 
3º Hematogênica: fígado, pulmões e ossos. 
Formas clínicas 
No estágio invasor da doença, os principais sintomas são sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou esforço), 
leucorreia e dor pélvica, que podem estar associados com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados. 
Ao exame especular, podem ser evidenciados sangramento, tumoração, ulceração e necrose no colo do útero. O toque 
vaginal pode mostrar alterações na forma, tamanho, consistência e mobilidade do colo do útero e estruturas 
subjacentes. 
1. Latente 
2. Clínica 
3. Subclínica 
Forma clínica: Pensar em condiloma genitais 
- Encontrado na vulva, vagina e colo das pcts. 
- Pode ser encontrado no pênis. 
- subtipos 6 e 11 
- CD: considerar o nº, tamanho e efeitos adversos. 
1. Cautério/Lases → em lesões extensas e encaminhar para estudo histopatológico. *c/ o laser não tem como 
tirar para biopsia. 
2. Químico → usar Ác. Tricoriácetico - primeira medida para pcts gestantes e normal 
3. Imunomoduladores → apresentam baixo sucesso (55%) 
4. Cirúrgico → apenas em lesões muito grandes. 
*condiloma vulvar não é contraindicação de parto vaginal, apenas naqueles que obstruem o canal do parto. 
Forma subclínica: 
- No consultório fazer a coleta da lesão para fazer o rastreamento e com isso poder conduzir para uma colposcopia ou 
biópsia. 
 Diagnóstico 
- Colposcopia + biópsia 
Colpocitologia pelo MS → coleta endocervical dupla → coleta do material da ectocérvice com a espátula de Ares e 
roda 360° e coleta do material endocervical com a escova endocervical (Citobrach) e roda 360°. 
Inicio: 25 anos em pcts sexualmente ativas 
Intervalo: após 2 amostras anuais consecutivas negativas, fazer a cada 3 anos. 
Fim: após 64 anos, com 2 negativos nos últimos 5 anos. 
Achados que sugerem a presença do HPV: Coilocitose; Discariose; Disceratos → se a colpocitologia vier com esses 
achados citopátcos do HPV, entende-se que a pct já entrou em contato com HPV. 
O que o ácido acético faz? Coagula as proteínas doepitélio alterado → a lesão fica mais acetobranca e isso vai requerer 
biópsia. 
O que o Lugol (Teste de Schiller) faz? O lugol cora as clls que são ricas em glicogênio. Em uma clla neoplásica ocorre 
muita mitose e essa gasta muito glicogênio deixando a clla com pouco estoque, logo o lugol não irá corar essas clls. 
No teste se diz que é iodo negativo (Schiller positivo) com indicação de biópsia nessa parte não corada. 
*gestante: biópsia apenas na suspeita de invasão. 
*Macroscopia do exame também pode indicar biópsia – sempre avaliar as lesões. 
 
 
 
ESTADIAMENTO 
 
I = tumor restrito ao colo 
IA1 = até 3 mm de invasão da membrana basal 
IA2 = 3 a 5 mm de invasão e 7 mm de extensão horizontal 
*conhecido como microinvasor 
IB1 = < 2 cm 
IB2 = >/= 2 a 4 cm 
IB3= > 4 cm 
*tumor visível 
 
II A = pega 2/3 sup da vagina 
IIA1 = < 4 cm 
IIA2 = >/= 4 cm 
II B = atinge o paramétrio 
Pega paramétrio uni ou bilateralmente. Não acomete o osso ilíaco. Não pega o ureter, então não causa hidronefrose 
por compressão. 
 
III A = pega 1/3 inferior da vagina 
III B = paramétrios até a parede pélvica 
Pode comprimir o ureter e causar hidronefrose ou rim mal funcionante. 
Se não chegar até a parede pélvica, mas estiver comprimindo o ureter pode considerar como III B. 
III C = acometimento de linfonodo pélvicos ou/e paraórticos 
 
 
Rota de drenagem linfática do tumor de colo de útero. Ilustrações coronal (esquerda ) e sagital (direita) mostrando , 
em preto, os linfonodos primariamente acometidos, e em cinza, os secundariamente acometidos. 
 
Coronal T2 TSE mostrando tumor de colo uterino e linfonodos aumentados bilateralmente (setas) 
IV A = acometimento de bexiga e/ou reto 
IV B = metástase a distância – fígado, pulmão ou intestino. 
 
 
 
TRATAMENTO 
TRATAMENTO CIRURGICO 
1. Histerectomia simples (PIVER 1): se tira o corpo e o colo do útero – é usado no estádio IA1 
*não se tira anexos. 
2. Histerectomia simples + a retirada dos paramétrios bilateralmente até o limite que está cruzando o ureter + 
1/3 superior de vagina + linfadenectomia pélvica (PIVER II) – é usado no estádio IA2. 
3. Histerectomia radical (PIVER 3/Wertheim-Meigs): retira corpo e o colo do útero + paramétrio total + 1/3 sup 
da vagina + linfadenectomia pélvica – a partir estádio IB1. 
 
IB3: RDT + QMT é mais eficiente que a cirurgia – tumor muito grande para dissecar. 
 
IIA2: RDT + QMT 
 
 
E AS PACIENTES ESTÁGIO IVB? 
Neste caso, não há indicação imediata de radioterapia pélvica, pois não há intenção curativa (essas são as 
pacientes que apresentam metástases à distância). O manejo é feito com quimioterapia exclusiva, visando 
controle sintomático e prolongamento da sobrevida. A radioterapia deve ser reservada para as 
complicações, como dor refratária (RT antiálgica) e sangramento importante (RT antihemorrágica). 
 
SEGUIMENTO 
 
1. SEGUIMENTO APÓS TTO CONSERVADOR DE CARCINOMA MICROINVASOR DO COLO UTERINO 
CD: Exame citopatológico e colposcopia semestrais nos primeiros 2 anos. Após os dois primeiros anos, o 
seguimento deverá ser feito com citologia de forma isola anualmente até 5 anos. 
Após esse período e ausência de lesão, seguir rastreamento citopatológico trienal. 
 
2. SEGUIMENTO APÓS TTO DE CARCINOMA INVASOR DO COLO UTERINO 
CD: 
1º ANO → 
- Exame ginecológico de três em três meses no primeiro ano (para todos os estádios); 
- Coleta de citopatológico e colposcopia do fundo de saco vaginal semestral. 
- Toque vaginal e retal; 
- Ultrassonografia abdominal total e transvaginal aos seis e doze meses; 
- Radiografia de tórax aos doze meses (nos estádios III e IV); 
- Hemograma na suspeita de anemia. 
 
2º AO 5º ANO → 
- Consultas devem ser semestrais. 
- Exame ginecológico semestral 
- Coleta de citopatológico e colposcopia do fundo de saco vaginal semestral. 
 
APÓS O 5º ANO → 
- Consultas e exames anuais 
- Outros exames complementares, como TC e cintilografia óssea, serão solicitados conforme as queixas da 
paciente e se outros achados assim os impuserem.